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Curiosidades após vitória de Vettel no Bahrein

O primeiro triunfo de Sebastian Vettel em 2012 foi marcado por muitas curiosidades. A vitória do alemão no Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1 foi a sua 22ª categoria.

O número é bastante expressivo. Vettel iguala a quantidade de vitórias de Damon Hill, mas fica a uma do tricampeão Nélson Piquet. Depois, o alemão terá pela frente Juan Manuel Fangio (24 vitórias), Niki Lauda e Jim Clark (ambos empatados com 25), Jackie Stewart (27), Fernando Alonso (28), Nigel Mansell (31), Ayrton Senna (41) e Michael Schumacher (91).

(Formula 1 Website)

O mundial 2012 de Fórmula 1 começou com um equilíbrio que há décadas não se via. Curiosamente, Vettel é o quarto piloto a vencer na F1 em 2012, que teve quatro escuderias subindo no lugar mais alto do pódio. A última vez que isso aconteceu foi há 29 anos – Nélson Piquet (Brabham), John Watson (McLaren), Alain Prost (Renault) e Patrick Tambay (Ferrari) venceram as quatro primeiras provas de 1983.

O resultado do GP do Bahrein deixou o bicampeão da Red Bull na liderança do mundial. Agora, Vettel tem 53, contra 49 de Lewis Hamilton, que ocupa a vice-liderança.

A vitória de Vettel teve um sabor especial. Não só por ter sido sua primeira em 2012, mas por ter segurado os ímpetos das Lotus, primeiro de Romain Grosjean e depois de Kimi Raikkonen. Campeão de 2007, o finlandês colocou grande pressão sobre Vettel, mas não conseguiu ultrapassá-lo. A última vez que Kimi Raikkonen subiu ao pódio foi no GP da Itália de 2009. Depois, ele se retirou da F1 e só voltou nessa temporada.

O pódio dos dois pilotos da Lotus mostra o crescimento do time de Enstone nessa temporada. Campeão da GP2 de 2011, Romain Grosjean também entrou nas estatísticas do Grande Prêmio do Bahrein. O francês, que foi o 200º piloto na história da Fórmula 1 a subir no pódio, quebrou um jejum de seu país: desde o GP da Bélgica de 1998 que um francês não subia no pódio. Naquela oportunidade, Jean Alesi, de Sauber, foi o terceiro colocado.

(Formula 1 Website)

Deixando a briga que marcou o nome Lotus nos últimos anos, e considerando apenas a nomenclatura do time, a última vez que a equipe colocou dois pilotos no pódio foi no GP da Espanha. Naquela corrida em Jarama, o argentino Carlos Reutemann e (ítalo) norte-americano Mario Andretti terminaram atrás do vencedor Patrick Depailler, de Ligier.

E as curiosidades não param por aqui. Os motores Renault deram rápida resposta aos Mercedes. Os quatro primeiros colocados no GP do Bahrein competem com propulsores franceses. Os motores germânicos sofreram com o calor no Sakhir e não conseguiram o rendimento esperado.

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A foto do fim de semana

A irreverência do bicampeão Sebastian Vettel já é conhecida. A alegria de ter vencido pela primeira vez na temporada 2012 da Fórmula 1 e ainda ter assumido a liderança do mundial ficou evidente no pódio. Após um grande duelo com Kimi Raikkonen, o alemão pregou uma peça no sisudo o campeão de 2007. Olhem a mãozinha direita de Vettel.

(Formula 1 Website)

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Vettel vence fantástico GP do Bahrein

Diante de tanta confusão, violência e temores, o Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1 foi disputado. Ironicamente, foi o melhor da temporada. A corrida na pista do Sakhir marcou a primeira vitória de Sebastian Vettel na temporada; a sua 22ª categoria. Depois de largar na pole, venceu e ainda fez a melhor volta. Foi o famoso barba, cabelo e bigode.

(Formula 1 Website)

O bicampeão, que assume a liderança no mundial com 53pontos, mostrou talento para segurar os ataques das duas Lotus. Kimi Raikkonen e Romain Grosjean deram bastante trabalho ao alemão e mostraram que o time de Enstone poderá se destacar ainda mais em 2012.

Felipe Massa há muito tempo não fazia uma grande corrida. Arrojado na largada, não demorou em ocupar a sétima posição na pista. Protagonizou duelos emocionantes, como no início da prova com Kimi Raikkonen. No final, o brasileiro marcou seus primeiros pontos no mundial.


Durante boa parte da corrida, Massa virou na casa que Fernando Alonso estava. Isso não significa muita coisa, mas pelo histórico de Felipe, é algo a ser ressaltado, sim! É claro que isso aconteceu em apenas uma corrida. Alonso pode ter ido mal hoje... Felipe pode, excepcionalmente, ter ido bem... Enfim, fato é que Massa mostrou que pode ser aquele piloto que foi vice-campeão mundial em 2008. Tomara que continue assim!

Se Felipe foi bem, o que falar de Lewis Hamilton. O inglês andou bem, mas foi traído nos três pit stops da McLaren. O time de Woking parecia querer destruir a corrida do campeão de 2008 a todo custo! Não fossem os erros nas três paradas, Hamilton teria terminado em melhor posição, não fosse, também, uma manobra desleal de Nico Rosberg. Mas isso eu conto daqui a pouco.

O dia realmente não era da McLaren. Jenson Button não conseguia um bom rendimento do MP4-27. Para piorar, o campeão de 2009 abandonou na última passagem pelos boxes.


Além dos três pilotos que subiram no pódio e de Felipe Massa, outro destaque do GP foi Michael Schumacher. O heptacampeão, que fez uma péssima classificação, largou do fundo do pelotão porque a Mercedes trocou o câmbio do W03. O alemão partiu da 22ª posição do grid para a zona de pontuação. Talvez, um dos pontos mais celebrados por Schumi nos últimos tempos!

Por último, Paul di Resta fez uma excelente corrida. O piloto escocês fez uma linda manobra ao deixar Pastor Maldonado e Sérgio Pérez para trás de uma só vez, aproveitando a bobeada dos dois, que duelavam entre si pela décima posição. Depois disso, o escocês da Force India ficou na zona de pontuação durante todo tempo e só perdeu a quinta posição na penúltima volta.

O Grande Prêmio do Bahrein teve um vilão. Talvez enfeitiçado pela vitória em Xangai, Nico Rosberg pensou que poderia fazer de tudo. Na primeira metade da prova, ele foi atacado por Lewis Hamilton e, numa manobra pouco esportiva, colocou o inglês para fora. Sem ter tido punição – pelo menos na pista, já que até agora a FIA não divulgou nada a esse respeito –, não tardou e repetiu a calhordice. Não deixou Fernando Alonso passar e jogou o espanhol para fora, no mesmo ponto no confronto que teve com Hamilton. Nas duas manobras, os pilotos da McLaren e da Ferrari conseguiram voltar á pista, mas perderam tempos preciosos.


Com problema nos pneus, Bruno Senna não fez boa prova. Ficando a maior parte da corrida fora da zona de pontuação, o brasileiro da Williams brigou muito com o FW34 até abandonar na última volta.

Confira o resultado final do Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1:

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Vettel larga na frente no Bahrein

O campeonato mundial de Fórmula 1 começou equilibrado. Depois de três vitórias de três pilotos em 2012, a pole-position para o Grande Prêmio do Bahrin ficou com um velho conhecido, mas que ainda não tinha conseguido a posição de honra do grid nessa temporada: Sebastian Vettel cravou 1min32s422 e deixou o favoritismo da McLaren e a euforia da Mercedes nessa classificação para trás.

Essa foi a 31ª pole do bicampeão em sua carreira na F1. O alemão da Red Bull fez a última pole na pista do Sakhir, em 2010. Ele, ao lado de Schumacher, é o piloto com o maior número de poles ali – o heptacampeão largou na frente em 2004 e 2006.

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Ao lado de Vettel na primeira fila estará Lewis Hamilton. O líder do mundial ainda melhorou o tempo de sua melhor volta nos últimos instantes da classificação, mas não conseguiu superar o bicampeão e ficou a 0s098 de Vettel. Curiosamente, o campeão de 2008 quase não passou para o Q2 – Lewis fez o 16º melhor tempo no Q1.

Red Bull e McLaren também dividirão a segunda fila, com Mark Webber sendo mais rápido do que Jenson Button. Apesar disso, acredito que a McLaren é a favorita para a vitória no Bahrein. A Red Bull ainda não encontrou a regularidade que o time de Woking tem mostrado nessa temporada.

Interessante é perceber que apenas meio segundo separam Vettel de Daniel Ricciardo, que largará em sexto. O australiano da Toro Rosso ficou a 0s091 de Nico Rosberg, que colocou sua Mercedes na quinta posição.

(Formula 1 Website)

Abro um parêntese para Fernando Alonso. O bicampeão é um dos melhores pilotos do grid; beira a genialidade! Depois que o cronometro foi zerado no Q2, as duas Ferrari estavam destinadas a ocupar posições intermediárias na largada no Sakhir. O que muitos não contavam é que o espanhol ainda estava em sua volta lançada. Alonso, mais uma vez, tirou coelho da cartola e catapultou o F2012 #5 até a quinta posição do Q2. Pior para Kimi Raikkonen, que, com a mágica do espanhol, caiu para 11º lugar. Fecho parêntese.

O parágrafo acima significa que Felipe Massa ficou outra vez sem passar para o Q3. Em quatro classificações de Grandes Prêmios disputadas nessa temporada, em nenhuma o brasileiro da Ferrari conseguiu ficar entre os dez mais rápidos.

A sessão de formação do grid foi na medida para Bruno Senna. O brasileiro da Williams ficou limitado pelas possibilidades do FW34 e vai largar em 15º. Seu companheiro de equipe, Pastor Maldonado fez o 17º tempo, mas perderá cinco posições de largada porque a Williams trocou a caixa de câmbio de seu FW34.

A grande surpresa da classificação foi Michael Schumacher. Depois de ter largado na primeira fila em Xangai, o heptacampeão, que disse ter tido um problema na asa traseira, sucumbiu no Q1. Schumacher se juntou às nanicas e vai largar no fundo do pelotão.

(Formula 1 Website)

Num raro momento de brilho, a Caterham de Heikki Kovalainen passou para o Q2, deixando, além de Schumacher, o francês Jean-Eric Vergne no Q1. Por falar em Vergne, é a terceira vez consecutiva que o piloto da Toro Rosso fica pelo caminho no Q1. O francês ainda corre o risco de receber punição, já que não viu (ou ignorou) o sinal para entrar na pesagem logo após a quadriculada do Q1. Até eu ter terminado esse post, o caso ainda estava sendo analisado pelos comissários da FIA.

Depois do protesto da Force India, que não participou do segundo treino livre, estranhamente a TV, que tem contrato com a FOM (leia-se aqui Bernie Ecclestone) não mostrou Paul di Resta ou Nico Hulkenberg em nenhum momento da classificação. Prefiro parar de escrever por aqui porque para bom entendedor, poucas palavras bastam.

Confira o grid para o Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1:
1. Sebastian Vettel (Red Bull- Renault): 1min32s422
2. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min32s520
3. Mark Webber (Red Bull- Renault): 1min32s637
4. Jenson Button (McLaren-Mercedes): 1min32s711
5. Nico Rosberg (Mercedes): 1min32s821
6. Daniel Ricciardo (Toro Rosso-Ferrari): 1min32s912
7. Romain Grosjean (Lotus-Renault): 1min33s008
8. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari): 1min33s394
9. Fernando Alonso (Ferrari): sem tempo
10. Paul di Resta (Force India-Mercedes): sem tempo
11. Kimi Raikkonen (Lotus-Renault)
12. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
13. Nico Hulkenberg (Force India-Mercedes)
13. Felipe Massa (Ferrari)
15. Bruno Senna (Williams-Renault)
16. Heikki Kovalainen (Caterham- Renault)
17. Michael Schumacher (Mercedes)
18. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso-Ferrari)
19. Vitaly Petrov (Caterham-Renault)
20. Timo Glock (Marussia-Cosworth)
21. Charles Pic (Marussia- Cosworth)
22. Pastor Maldonado (Williams-Renault) * punido com a perda de cinco posições
23. Pedro de la Rosa (Hispania- Cosworth)
24. Narain Karthikeyan (Hispania- Cosworth)

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F1 no temeroso Bahrein

O foco dos treinos livres para o Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1 dessa sexta-feira não foi o esporte. O melhor tempo do dia de Nico Rosberg – Lewis Hamilton foi o melhor na sessão da manhã barenita –, logo à frente das duas Red Bull, com Webber em segundo e Vettel em terceiro, ficou ofuscado pela violência que assola o país.

Sinceramente, não vou escrever um post sobre a política daquele país ou mesmo se o bicampeão Vettel tem ou não razão ao afirmar que há similaridades na questão da segurança de Bahrein e Brasil. O alemão disse que “talvez exista algum tipo de risco, mas existe em todos os lugares. Você pode imaginar quando vamos ao Brasil? Não é o lugar onde gostaríamos de estar também, dependendo do local”.

A declaração do bicampeão foi feita após um grupo de mecânicos da Force India ter presenciado uma manifestação violenta nos arredores do autódromo. Por conta disso, dois funcionários da equipe decidiram voltar para a Europa. De carona com o acontecido, o time decidiu não participar do segundo livre. Seria uma forma de protesto contra a realização da corrida no Bahrein, não fosse a verdade por trás da atitude: problemas de logística impediram a Force India de ir para a pista.

Mecânicos da Sauber também presenciaram manifesto violento perto do hotel onde estão hospedados.

Bons tempos em que pilotos e equipes peitavam atitudes pouco racionais, como essa da realização do GP no Bahrein. Hoje, também por conta das cifras milionárias que envolvem à Fórmula 1, o staff da categoria entra no circuito como carneirinhos. A exceção de uma meia dúzia, a maioria nem pensa em fazer esse tipo de enfrentamento. E tudo sobra para quem realmente tem posições firmes, mas fica engessado pelos contratos, impedindo qualquer atitude rebelde; mesmo que racional.

Na pista, Nico Rosberg ainda glorificado pela vitória na última prova, foi o mais rápido, mostrando que a Mercedes está na briga com McLaren e Red Bull. A equipe austríaca encostou no alemão, mas seus pilotos não conseguiram superá-lo e ficaram a quase meio segundo de Nico.

A McLaren mostrou estar forte no Bahrein. Depois de ficar na ponta do primeiro livre, Lewis encerrou sua participação na segunda sessão com o 4º lugar; seu companheiro, Button, ficou em 6º. O heptacampeão Michael Schumacher ficou entre as McLaren.

O calvário da Ferrari parece não ter fim. O F2012 ratifica a cada Grande Prêmio que tem sérios problemas de estabilidade e velocidade final. Nas sessões livres, Fernando Alonso passeou na grama. O bicampeão fechou a segunda sessão em oitavo, enquanto que Felipe Massa foi o 12º.

A euforia da Williams pelo crescimento em relação a 2011 foi freada nas sessões livres. No segundo treino, o venezuelano Pastor Maldonado fez o 15º melhor tempo e Bruno Senna ficou em 18º.

Curiosamente, todos os sete vencedores do GP do Bahrein estarão na pista de Sakhir. Em 2004, Schumacher ganhou. Nos dois anos seguintes, Fernando Alonso subiu no degrau mais alto do pódio. Em 2007 e 2008, foi a vez de Felipe Massa. Em 2009, Button venceu. Na última corrida no Bahrein, em 2010, a vitória foi de Alonso.

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Estratégia dá vitória a Rosberg e Mercedes quebra jejum

Uma vitória incontestável de Nico Rosberg no Grande Prêmio da China de Fórmula 1. Com uma parada a menos nos boxes para troca de pneus do que a McLaren, a Mercedes finalmente mostrou força numa corrida dessa temporada e dá sinal de que pode ser a grande adversária de McLaren e Red Bull nesse mundial.

(Formula 1 Website)

O triunfo do alemão foi seu primeiro na categoria após 111 GPs disputados. A vitória da escuderia foi a primeira desde 11 de setembro de 1955, no GP da Itália; na ocasião, vitória de Fangio. Na história da F1, ele foi o 103º piloto a ganhar uma corrida. Nico Rosberg saltou do zero ponto antes das luzes vermelhas se apagarem para 25, creditados ao vencedor.

É claro que a vitória de Rosberg no GP da China foi facilitada pelo erro no último pit stop de Jenson Button – a roda traseira esquerda do MP4-27 ficou agarrada e ele levou seis segundos a mais do que iria demorar –; mas, de forma alguma, pode-se creditá-la a isso. Nico fez excelente corrida e recebeu a quadriculada com 20s de vantagem sobre Button, que chegou na segunda colocação, logo à frente de Lewis Hamilton. A Mercedes também celebrou o pódio, já que todos os três pilotos competem com esses motores alemães.

(Formula 1 Website)

E só não ocupou as quatro primeiras posições porque um bisonho erro de um mecânico da Mercedes, que não apertou a porca da roda dianteira direita do W03, abreviou a corrida de Michael Schumacher. O heptacampeão assistiu dos boxes o triunfo do companheiro e compatriota.

A Mercedes entra na disputa pelas vitórias em 2012. O triunfo dos alemães não foi sorte ou acaso. O time prateado não fará papel de coadjuvante apenas disputando uma ou outra vitória nesse mundial. A Mercedes entra na briga com McLaren e Red Bull, que ainda não descarto desse campeonato.

(Formula 1 Website)

Campeão em 2008, Hamilton agora lidera o mundial com 45 pontos, dois a mais do que seu companheiro de McLaren, Jenson Button. Interessante é que houve oito vencedores nos nove GPS da China disputados até hoje – apenas Hamilton venceu duas vezes (2008 e 2011).

Nome avassalador no último ano, Sebastian Vettel fez grande corrida. Após ter decepcionado ao ficar de fora do Q3, o bicampeão chegou a estar em posição que lhe levaria ao pódio a quatro voltas para o fim, mas foi traído por desgastados pneus. Vettel perdeu posição, inclusive, para seu companheiro de Red Bull, Mark Webber. Aliás, o australiano protagonizou boa disputa com Kimi Raikkonen na primeira metade da prova.

Com exceção dessa disputa entre a Red Bull e a Lotus, o Grande Prêmio foi morno até faltarem 15 voltas para o fim. A partir dali, as disputas surgiram e houve intensa troca de posições.

(Formula 1 Website)

Boa corrida para Bruno Senna. O brasileiro da Williams, pela segunda vez consecutiva, pontua e chega à frente de seu companheiro de equipe, Pastor Maldonado. Apesar da largada atabalhoada – Bruno tocou na traseira da Ferrari de Felipe Massa –, Bruno fez uma corrida consciente e trabalhando com as limitações do carro. Depois da sexta colocação na Malásia, Senna colecionou mais pontos com o sétimo lugar em Xangai. Mostrando maturidade e desenvolvendo o FW-34, Bruno está em nono lugar no mundial, com 14 pontos.

Em realidade bem diferente, Felipe Massa continua sem pontuar em 2012. Numa estratégia equivocada, a Ferrari do brasileiro não rendeu o planejado. A aposta de fazer uma parada a menos do que Fernando Alonso (duas contra três) deu errado. Massa só conseguiu a 13ª posição na classificação final do GP.

(Formula 1 Website)

A situação não anda nada boa para Felipe. De quebra, os maus resultados refletem na colocação da Ferrari no mundial de construtores. Apesar de estar na terceira posição, o time de Maranello é o único dos nove primeiros colocados a ter somente um piloto a pontuar em, pelo menos, uma das três corridas desse ano. O clima vai ficar ainda mais pesado na Itália...

Curiosidade final: Nico Rosberg é o terceiro filho de piloto vencedor a triunfar na F1. Antes dele, Damon Hill (filho do bicampeão Graham) venceu no GP da Hungria de 1993 e Jacques Villeneuve (filho de Gilles) ganhou pela primeira vez no GP da Europa (Nurburgring) de 1996.


Confira o resultado final do Grande Prêmio da China de Fórmula 1:
1. Nico Rosberg (Mercedes)
2. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
3. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)
4. Mark Webber (Red Bull- Renault)
5. Sebastian Vettel (Red Bull- Renault)
6. Romain Grosjean (Lotus-Renault)
7. Bruno Senna (Williams-Renault)
8. Pastor Maldonado (Williams-Renault)
9. Fernando Alonso (Ferrari)
10. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
11. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
12. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
13. Felipe Massa (Ferrari)
14. Kimi Raikkonen (Lotus-Renault)
15. Nico Hulkenberg (Force India-Mercedes)
16. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso-Ferrari)
17. Daniel Ricciardo (Toro Rosso-Ferrari)
18. Vitaly Petrov (Caterham-Renault)
19. Timo Glock (Marussia-Cosworth)
20. Charles Pic (Marussia- Cosworth)
21. Pedro de la Rosa (Hispania- Cosworth)
22. Narain Karthikeyan (Hispania- Cosworth)

Abandonaram:
23. Heikki Kovalainen (Caterham- Renault)
24. Michael Schumacher (Mercedes)

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Classificação histórica para Mercedes

O jejum de 57 anos foi encerrado. O bom rendimento da Mercedes nos treinos nessa temporada foi brindado com a pole-position para o Grande Prêmio da China de Fórmula 1. Com uma primeira fila inteiramente prateada, com Nico Rosberg na posição de honra, a Mercedes desbancou a favorita McLaren, que tinha feita todas as poles até o momento. Na verdade, o inglês Lewis Hamilton fez o segundo melhor tempo; porém, como a McLaren trocou o câmbio do MP4-27 do campeão de 2008, Lewis perde cinco posições.


A pole da Mercedes na F1 foi com Juan Manuel Fangio, que largou na frente do distante GP da Itália de 1955. Resta saber, agora, se a Mercedes conseguirá repetir o bom rendimento dos treinos na corrida. Nas duas primeiras provas, o desempenho dos carros do time de Brackley cai durante os GPs.

Numa prova de que poderá chegar ainda mais longe, a Sauber estará numa excelente terceira posição de largada. O japonês Kamui Kobayashi poderá surpreender assim que as luzes vermelhas se apagarem. Com um estilo arrojado, o nipônico não deixará de lado a chance de conquistar mais um ótimo resultado para o time de Peter. Companheiro de Sauber do japonês, Sérgio Pérez, que chegou em segundo lugar na última corrida (Malásia) largará em oitavo.


Boa posição de largada também para Kimi Raikkonen. O campeão de 2007 fecha a segunda fila em Xangai.

O grid do GP da China ficou com um formato bastante interessante. Com os rápidos (em treinos) Mercedes na frente e com Sauber e Lotus logo atrás. As McLaren vêm de trás, assim como as Red Bull. Curioso foi ver que Sebastian Vettel não passou para o Q3.

Por falar em Q3, a Ferrari mais uma vez não conseguiu colocar seus pilotos na superpole. O calvário de Felipe Massa continua e o brasileiro largará apenas na 12ª posição do grid. Vencedor do último GP, Fernando Alonso foi um pouquinho melhor: largará em 9º.

Gostei da classificação das Williams. Apesar de ter ficado atrás de seu companheiro de equipe, Bruno Senna mostra nesse início de temporada que o time deu um salto de qualidade enorme em relação ao ano passado. Além do FW34 aparentar ser bem melhor, os carros azuis são empurrados pelos motores Renault. Isso faz diferença.

Confira o grid para o Grande Prêmio da China de Fórmula 1:
1. Nico Rosberg (Mercedes): 1min35s121
2. Michael Schumacher (Mercedes): 1min35s691
3. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari): 1min35s784
4. Kimi Raikkonen (Lotus-Renault): 1min35s898
5. Jenson Button (McLaren-Mercedes): 1min36s191
6. Mark Webber (Red Bull- Renault): 1min36s290
7. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes): 1min35s626 *
8. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari): 1min36s524
9. Fernando Alonso (Ferrari): 1min36s622
10. Romain Grosjean (Lotus-Renault): sem tempo
11. Sebastian Vettel (Red Bull- Renault)
12. Felipe Massa (Ferrari)
13. Pastor Maldonado (Williams-Renault)
14. Bruno Senna (Williams-Renault)
15. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
16. Nico Hulkenberg (Force India-Mercedes)
17. Daniel Ricciardo (Toro Rosso-Ferrari)
18. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso-Ferrari)
19. Heikki Kovalainen (Caterham- Renault)
20. Vitaly Petrov (Caterham-Renault)
21. Timo Glock (Marussia-Cosworth)
22. Charles Pic (Marussia- Cosworth)
23. Pedro de la Rosa (Hispania- Cosworth)
24. Narain Karthikeyan (Hispania- Cosworth)

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Decisão política ofusca melhor tempo de Schumacher em Xangai

Mas a grande notícia veio de fora do autódromo. Em meio a toda turbulência política que vive o Bahrein, a FIA confirmou a realização do grande Prêmio no Sakhir. A pressão pelo cancelamento do GP não adiantou e a federação, com total apoio do todo-poderoso Bernie Ecclestone, bateu o martelo e confirmou que pilotos e equipes estarão no país para a disputa da corrida.

É curioso porque a situação atual é pior do que a encontrada no país na época em que o GP seria disputado em 2011. Na ocasião, a corrida foi adiada e, pouco tempo depois, foi finalmente cancelada. Mais uma vez o dinheiro falou mais alto e o esporte ficou em segundo plano. Aliás, a tônica da corrida no Bahrein será a política e o clima de insegurança que assola o país do Oriente Médio. A corrida? Ah, sim, por pressão dos cartolas, haverão alguns carrinhos na pista...


Como ainda falta uma semana para todos chegarem ao temerário país, as atenções esportivas se voltaram para os treinos livres para o Grande Prêmio da China de Fórmula 1, Nessa sexta-feira, a segunda sessão foi marcada pela superioridade do carro da Mercedes. O W03 de Michael Schumacher ficou no topo com 1min35s973 e desbancou os favoritos Jenson Button e Lewis Hamilton, apesar de o inglês estar fora da disputa pela pole-position em Xangai.

O segundo livre não teve grandes surpresas e foi dominado por Mercedes, McLaren e Red Bull. Esses seis carros ocuparam as seis primeiras posições, com Hamilton – que foi o mais rápido na primeira sessão – a 0s172 do heptacampeão. O bicampeão Sebastian Vettel ficou na cola deles, em terceiro.

Destaque para a Sauber e Force India, que deixaram Ferrari e Lotus para trás. Os carros vermelhos só não ficaram fora do Top10 porque Fernando Alonso, líder do mundial, se meteu entre os C-31 e deixou Sérgio Pérez em 11º. Felipe Massa continuou sem se entender com o F2012 e ficou com o 17º melhor tempo da segunda sessão – na primeira, ele foi o 12º, duas posições atrás de seu companheiro de equipe.

A Lotus também decepcionou. Kimi Raikkonen e Romain Grosjean ficaram em posições intermediárias e terão de trabalhar muito para figurar na super-pole da classificação.

(Formula 1 Website)

O que mais chamou atenção foi a saída de pista do alemão Timo Glock na curva 1. O Marussia MR01 ficou com o bico destruído. A bandeira vermelha não foi agitada, mas o acidente colocou um ponto final na participação de Glock nessa sexta-feira. O incidente não fez tanta diferença assim.

A ordem dos pilotos mais rápidos na segunda sessão em Xangai foi:
1. Michael Schumacher (Mercedes)
2. Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes)
3. Sebastian Vettel (Red Bull- Renault)
4. Mark Webber (Red Bull- Renault)
5. Nico Rosberg (Mercedes)
6. Jenson Button (McLaren-Mercedes)
7. Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)
8. Paul di Resta (Force India-Mercedes)
9. Nico Hulkenberg (Force India-Mercedes)
10. Fernando Alonso (Ferrari)
11. Sérgio Pérez (Sauber-Ferrari)
12. Daniel Ricciardo (Toro Rosso-Ferrari)
13. Kimi Raikkonen (Lotus-Renault)
14. Jean-Eric Vergne (Toro Rosso-Ferrari)
15. Romain Grosjean (Lotus-Renault)
16. Pastor Maldonado (Williams-Renault)
17. Felipe Massa (Ferrari)
18. Bruno Senna (Williams-Renault)
19. Heikki Kovalainen (Caterham- Renault)
20. Vitaly Petrov (Caterham-Renault)
21. Timo Glock (Marussia-Cosworth)
22. Pedro de la Rosa (Hispania- Cosworth)
23. Charles Pic (Marussia- Cosworth)
24. Narain Karthikeyan (Hispania- Cosworth)

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Fora da disputa pela pole-position em Xangai

Pole-position nos dois primeiros Grandes Prêmios dessa temporada de Fórmula 1, Lewis Hamilton está fora da disputa pelo lugar de honra do grid. A McLaren identificou um problema no câmbio do MP4-27 número 4 e decidiu trocar a peça. Por isso, o campeão de 2008 perderá cinco posições no grid do GP da China.

(Formula 1 Website)

O vice-líder do mundial – Hamilton está a cinco pontos de Fernando Alonso –, o piloto inglês terá de fazer uma corrida agressiva. Com Lewis fora da disputa da classificação, a grande chance é de Jenson Button. O campeão de 2009 entra na pista de Xangai como favorito não só à pole, mas também à vitória.

Isso se a pista ficar seca. Mas a previsão do tempo indica que a chuva vai aparecer nos dias da classificação e da corrida. Para o horário do GP, os meteorologistas chineses indicam que há 20% de possibilidade de chuva, com temperaturas que variam entre 12ºC e 18ºC. Se a água molhar o asfalto de Xangai, as zebras poderão aparecer, como surgiram galopantes na Malásia, há três semanas.

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Para inglês ver

Recebi a informação que a piloto Susie Wolff foi contratada pela Williams e integrará o programa de desenvolvimento de pilotos do time de Frank. Infelizmente a notícia não é boa.

É claro que sou favorável a oportunidades iguais a todos, sem discriminação em todos os segmentos da sociedade e práticas esportivas; inclusive no automobilismo. O detalhe dessa informação é que a piloto escocesa apenas fará figura para a escuderia de Grove.


Susie acumula experiências no Kart, Fórmula Renault, F3 e DTM. Porém, o motivo verdadeiro de sua contratação não é seus dotes automobilísticos. A piloto é casada com o investidor austríaco Toto Wolff. O maridão da moçoila tem participação acionária na Williams desde 2009.

Outra jogada de marketing envolvendo mulher e F1 aconteceu em março. Na ocasião, a Marussia anunciou que Maria de Villota como terceiro piloto do time. Alguém acha que a espanhola terá alguma chance – mesmo que nos primeiros treinos livres para os Grandes Prêmios – na categoria?

A Fórmula 1 é um ambiente retrógrado e preconceituoso. As mulheres não têm a mesma chance de entrar na categoria que é dada aos homens. E não é por falta de competidoras. Basta olhar para os kartódromos para ver que há pilotos mulheres talentosas.


Desde a primeira temporada de F1, em 1950, apenas cinco mulheres disputaram GPs. Delas, apenas a italiana Lella Lombardi teve, de certa forma, destaque. A piloto terminou o GP da Espanha de 1975 na sexta colocação. Na ocasião, a italiana recebeu meio ponto, ao invés de um porque a prova não chegou até o final. Lombardi competiu em corridas entre 1974 e 1976.

Maria Teresa de Filippis foi a primeira mulher a acelerar um F1 – ela participou de três corridas entre 1958 e 1959. Conta a história que um dirigente da categoria, na época, teria dito que “o único capacete que ela deveria usar seria o do cabeleireiro”.

Em 1976, a britânica Divina Galica participou da classificação para o GP da Inglaterra, mas não conseguiu lugar no grid. Quatro anos depois, a sul-africana Desiré Wilson disputou o treino de formação do grid para o Grande Prêmio da Inglaterra, mas ficou pelo caminho.

A última mulher na F1 foi Giovanna Amati, que defendeu a Brabham em 1992. Como os bons resultados não apareceram, a italiana foi substituída pelo inglês Damon Hill.

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Segundo capítulo adiado

Depois de três semanas, a Fórmula 1 volta a se reunir em Xangai para a disputa do Grande Prêmio da China. Ainda sob o signo da incerteza em relação à corrida no Bahrein, pilotos e equipes desembarcam em território asiático para a terceira etapa do mundial, que tem a inesperada liderança de Fernando Alonso.

(Formula 1 Website)

Apesar da atuação fenomenal do bicampeão na Malásia, não acredito em nova vitória do espanhol da Ferrari. Aposto todos os quinze dinheiros que estão em minha carteira como haverá um novo líder do mundial depois do GP em Xangai.

Na China, as lentes estarão focadas mais uma vez em Sérgio Pérez. O C-31 da Sauber tem mostrado equilíbrio e consistência durante as corridas. Porém, não acredito que o duelo entre Alonso e Pérez será reeditado na pista asiática. Dificilmente esse segundo capítulo acontecerá em Xangai.

Se não chover, o Grande Prêmio terá bastantes ultrapassagens por conta do DRS. O sistema será bastante utilizado, apesar de a FIA ter diminuído a zona de ativação do dispositivo. Além disso, a federação, como em 2011, não permitirá o DRS nas duas retas do circuito, que são praticamente do mesmo tamanho; apenas na maior reta.

Nos dois últimos anos, a vitória do GP da China ficou com a McLaren – Lewis Hamilton venceu no ano passado e Jenson Button triunfou em 2010. O Grande Prêmio da China também traz boas recordações para o bicampeão Sebastian Vettel. Em 2009, o alemão da Red Bull conquistou sua primeira vitória pelo time austríaco. Para essa corrida, o MP4-27 da McLaren é o carro a ser batido.

Além dessas duas equipes, a Mercedes estará forte em Xangai. Não só na classificação, como tem sido, mas também na prova.

Depois de um início de mundial desastroso com apresentações pífias, Felipe Massa busca reabilitação no campeonato. Mas não será fácil. A pista chinesa, com 5.451 metros e 16 curvas, tem uma das maiores retas do calendário da F1. Isso significa que a pressão aerodinâmica será cuidadosamente trabalhada pelas escuderias. E é justamente nesse ponto que o F2012 não rende bem. A alta velocidade no final de retas não é ponto forte do modelo italiano.

O pódio ainda está distante para o brasileiro da Ferrari, mas Felipe poderá marcar seus primeiros pontos em 2012.

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Vai acontecer?

Depois dos ataques que ocorreram nessa segunda-feira no Bahrein, que feriram sete policiais, nenhuma informação sobre cancelamento ou adiamento do Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1 foi divulgada. Até esse momento, a corrida barenita está confirmada.

Bernie Ecclestone diz que está tudo bem para a realização do GP. Será mesmo? As escuderias já têm plano para um possível – e seria sensato – cancelamento da prova. O amigo Carlos Henrique Neves mandou a imagem abaixo.

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Ponto de interrogação

Faltam menos de 20 dias para o Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1 e a realização dessa corrida ainda não está garantida. A situação política do país está seriamente abalada desde o ano passado – tanto que, em 2011, a corrida foi, primeiramente adiada para, depois, finalmente cancelada. A violência impera nas ruas da capital e das principais cidades do Bahrein.

Hoje, não há segurança para pilotos, equipes, jornalistas, profissionais de marketing e todos que fazem a Fórmula 1. A situação atual no país é ainda pior do que a encontrada na época do Grande Prêmio no ano passado. Há, inclusive, violentos protestos do povo contra a realização da corrida de F1, que clamam por uma reforma democrática.

Equipes já se pronunciaram. Estão prontas para correr e para não competir, caso o GP seja cancelado. Os times são regidos sob contratos milionários e terão de se sujeitar caso a F1 realmente aterrisse no Bahrein.

Bernie Ecclestone orça a barra para a realização da corrida barenita. Afinal, alguns milhões de dólares estão em jogo. Espero que o todo-poderoso da Fórmula 1 use o bom senso e não arrisque a segurança de todos que fazem a F1.

Não acredito num adiamento dessa corrida. Assim como no ano passado, o calendário da Fórmula 1 é inchado e não há data disponível para a disputa do GP. Antes disso, temos o Grande Prêmio da China. Esse, sim, está confirmado e a previsão é de mais uma boa disputa entre McLaren e Red Bull, com Mercedes e Lotus correndo por fora. Mas, se chover, Fernando Alonso e sua Ferrari poderão aprontar mais uma.

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A velha história está de volta

Pacto de Concórdia. Toda vez que o assunto vem à tona, traz muita discussão e muito blábláblá. Nesse ano, a discussão começou bem cedo. Com vigência até o final desse ano, o acordo comercial entre times e Fórmula 1 já causa desavenças entre as equipes.

Alguns jornalistas europeus garantem que Bernie Ecclestone já acertou todos os detalhes para Ferrari, McLaren e Red Bull estarem de seu lado. A sedução do todo-poderoso da F1 foi simples: ofereceu mais dinheiro ao time de Maranello e aos touros vermelhos; Woking teria ficado com pouquinho menos.

A primeira desavença veio com a Mercedes. De acordo com reportagem publicada no site Bloomberg, a escuderia alemã não aceitaria receber menos e já sinalizou que não irá assinar o novo acordo. Esse pensamento pode ser compartilhado por outros times, como Lotus, Williams, Sauber, Force India... Só não incluo a Toro Rosso. Por questões óbvias, os touros italianos devem seguir as coordenadas do irmão austríaco mais forte.

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