Arquivo de July 2011

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Chegou a vez de Marcos Gomes na Corrida do Milhão?

Para quem acredita em sequência de resultados, o piloto Marcos Gomes subiu ao pódio na terceira colocação na primeira edição da Corrida do Milhão, em 2008. Na segunda prova, no ano passado, Marquinhos recebeu a quadriculada em segundo lugar. Pela sequência, 2011 será o ano da vitória. Não, não é bem assim. Automobilismo é bem mais complexo do que isso. E como este tipo de combinação não ganha corrida, Marcos Gomes trabalha para deixar o carro competitivo e buscar, no talento e no braço, a vitória na Corrida do Milhão, que será disputada no dia 7 de agosto

(Miguel Costa Jr)

Com um lugar praticamente assegurado nos playoffs – somente uma combinação desastrosa de resultados deixa o piloto de fora da disputa pelo título de 2011 –, Marcos Gomes, agora, pensa na prova que paga o maior prêmio no Brasil.

Com quatro vitórias na Stock Car, todas em Interlagos, Marquinhos entra no circuito paulista confiante em alcançar o seu quinto triunfo na categoria. Num bate-papo com o COCKPIT, Marquinhos conta sua expectativa para a Corrida do Milhão.

COCKPIT: Ainda faltam alguns dias para a Corrida do Milhão. Você já definiu a estratégia para essa prova?
MARCOS GOMES: Já estamos trabalhando na estratégia para essa corrida. Com certeza estaremos brigando pela vitória; se vamos vencer? Bem, aí é outra coisa.

COCKPIT: Alguma estratégia especial para esta prova que paga R$ 1 milhão?
MARCOS GOMES: Além de eu estar bem preparado, é fundamental a equipe estar bem preparada para termos uma boa posição no final da corrida. Sabemos que com pit stop obrigatório, um erro do time na parada pode prejudicar o nosso resultado. Por isso, o trabalho dos mecânicos é muito importante.

(Miguel Costa Jr)

COCKPIT: Essa será uma corrida diferente das demais, com duração de 1h10min e, como você já disse, com pit stop obrigatório. Como está a sua preparação física?
MARCOS GOMES: Venho trabalhando forte a parte aeróbica porque esta prova será mais longa. Além disso, a temperatura no interior do carro é bem alta e o desgaste físico é grande. Se a corrida for disputada sob sol, ficará ainda mais quente. Isso é uma preocupação especial que tenho.

COCKPIT: O que é mais importante na Corrida do Milhão?
MARCOS GOMES: Tudo que envolve esta prova tem sua importância. A premiação é muito boa e a visibilidade que o piloto passa a ter na mídia depois de uma vitória nesta corrida também é importante. Isso sem contar que seria incrível poder pegar este prêmio e levá-lo para a equipe.

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Thiago Camilo: milhão para manter a liderança

Jovem, rápido, talentoso e vitorioso. Assim é Thiago Camilo. Porém, o piloto paulista não está satisfeito com suas nove vitórias e dez pole-positions na Stock Car. Ele ainda quer mais. Piloto mais jovem a vencer uma corrida de Stock Car no Brasil, quando aos 20 anos faturou a etapa do Rio de Janeiro, Thiago pode quebrar mais um recorde. Se vencer a Corrida do Milhão, que será disputada no dia 7 de agosto em Interlagos, passará a ser o piloto mais jovem a ganhar a milionária prova – Thiago tem 26 anos, enquanto que Ricardo Maurício tinha 31 anos no dia da vitória no ano passado e Valdeno Brito tinha 34 anos em 2008.

(Duda Bairros)

No bom bate-papo que o líder da Stock Car teve com COCKPIT, o piloto mostrou confiança neste que pode ser o seu ano de consagração. Thiago Camilo contou que, apesar de esta ser a primeira temporada dele na equipe RCM Ipiranga, está muito à vontade para desenvolver seu trabalho nas pistas.

COCKPIT: Qual a sua expectativa para a Corrida do Milhão?
THIAGO CAMILO: Sinceramente, eu vejo esta prova como as outras do ano. Sei que há uma expectativa grande em relação ao prêmio, mas quando entro na pista é para vencer. Sei, também, que esta prova tem mais atenção da mídia. É claro que chegar na frente nesta corrida deixará o vencedor em evidência. Para mim, além da premiação, isso significará manter a ponta do campeonato

COCKPIT: Como é sua preparação para esta corrida? É a mesma que você faz para as outras etapas?
THIAGO CAMILO: A preparação tem de ser um pouco melhor por causa da duração da prova. Normalmente, as corridas têm 50 minutos; esta terá vinte a mais.

COCKPIT: Você e sua equipe estão em sintonia fina?
THIAGO CAMILO: Sim; até porque esta corrida tem pit stop obrigatório. Por isso, o trabalho do time é muito importante também. E eu confio plenamente no bom trabalho da equipe. Sei que tenho um grande time que me apóia e que está bastante empolgado.

COCKPIT: É entrar no carro e acelerar?
THIAGO CAMILO: É, mas tem de ser um processo de passo a passo. Primeiro, vou trabalhar para conquistar a pole-position. Depois da classificação, vou focar a vitória. Como disse, sempre que eu entro na pista, viso a vitória. Sei que tem muitos carros competitivos, mas certamente também estou competitivo.

(Carsten Hoerst)

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Vermelho 27

Como todos sabem, Jacques Villeneuve vai disputar a Corrida do Milhão da Stock Car. O design do carro do filho do lendário Gilles foi divulgado. O ex-campeão mundial de Fórmula 1 e da F-Indy vai competir em Interlagos com o número que foi eternizado na Ferrari por seu pai. Com um carro predominantemente vermelho, Jacques estará no circuito paulista com o número 27 da equipe Mico’s.

(Stock Car)


Já escrevi isso antes e volto a bater na mesma tecla. Como marketing, a jogada de trazer Jacques Villeneuve para disputar a Corrida do Milhão foi fantástica. Porém, não coloco o canadense no grupo de favoritos à vitória. Além de alguns pilotos da Stock Car serem extremamente competentes e talentosos, Jacques não teve qualquer contato com o carro da categoria. Talvez ele até faça algumas voltas para se familiarizar com o bólido, mas isso não será suficiente para superar a turma da Stock Car que anda na frente.

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Duda Pamplona com um olho no milhão e outro na superfinal

Faltam pouco mais de dez dias para a tão esperada Corrida do Milhão. A mais importante corrida do automobilismo brasileiro será disputada no dia 7 de agosto em Interlagos. No grid do circuito paulista, estarão três cariocas. Duda Pamplona, que nasceu no Rio de Janeiro há 33 anos, conversou com COCKPIT e contou a sua expectativa para a terceira edição da milionária prova.

(Luca Bassani)

Com cinco pole-positions e uma vitória na Stock Car, Duda ainda busca subir no degrau mais alto do pódio nesta temporada. A nona posição na classificação não garante o carioca nos playoffs, que trabalha e sonha acordado com um bom resultado na Corrida do Milhão.

COCKPIT: Dá para ficar concentrado apenas na Corrida do Milhão ou tem de pensar no campeonato?
DUDA PAMPLONA: Meu foco principal é a superfinal. A Corrida do Milhão é consequência, já que desejo garantir um lugar entre os dez melhores da fase de classificação. Por isso, vou chegar a Interlagos com uma postura mais conservadora.

COCKPIT: Então você não vai partir para o tudo ou nada?
DUDA PAMPLONA: Não porque tenho de pensar nos pontos para garantir minha participação nos playoffs.

COCKPIT: E como está sua preparação física?
DUDA PAMPLONA: Isso é importante porque o treinamento, normalmente, visa a uma corrida de 50 minutos. Como a Corrida do Milhão tem vinte minutos a mais, a preparação tem de ser intensificada. Outro ponto que merece atenção é a temperatura dentro do carro. O calor será mais intenso porque a corrida é mais longa.

COCKPIT: Será preciso, então, ficar atento a cada detalhe...
DUDA PAMPLONA: Sem dúvida. Assim como ser rápido na pista, a estratégia é fundamental para um bom resultado nesta Corrida do Milhão.

COCKPIT: E o que é mais importante? A premiação ou a fama que o piloto passa a ter depois da vitória nesta corrida?
DUDA PAMPLONA: O prêmio é muito importante. O pessoal do time fica bem ansioso por causa desta premiação. Além disso, vencer a Corrida do Milhão traz grande repercussão. Não só para o piloto vencedor, mas também para os patrocinadores. Um bom resultado dá uma visibilidade maior para os patrocinadores e, sem dúvida, atrai novos parceiros.

(Luca Bassani)

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Villeneuve não está na disputa pelo milhão

No final da semana passada surgiram os primeiros indícios. Neste domingo veio a confirmação. O campeão mundial de F1 em 1997, Jacques Villeneuve, irá disputar a Corrida do Milhão da Stock Car, no próximo dia 7 de agosto em Interlagos. O piloto canadense, que hoje está com 40 anos, irá disputar a milionária corrida pela equipe Mico’s.

Os títulos de 1997 na Fórmula 1 e 1995 na F-Indy, além da vitória na edição de 1995 das 500 Milhas de Indianápolis e dos 11 triunfos na F1 não assustam os competidores da Stock Car. Acho que Villeneuve não será páreo para Allam Khodair, Átila Abreu, Cacá Bueno, Daniel Serra, Duda Pamplona, Luciano Burti, Marcos Gomes, Max Wilson, Popó Bueno, Ricardo Maurício, Thiago Camilo... Hoje, no automobilismo, ficar um tempo em inatividade é fatal para esportivamente manter-se no topo – o retorno de Michael Schumacher à F1 é um bom exemplo. Por isso é que eu acho que Jacques, mesmo estando na pista de Interlagos para disputar a Corrida do Milhão, não estará efetivamente na briga pelo prêmio milionário.

Numa categoria em que os carros andam muito próximos – às vezes, um segundo separa o primeiro do 15º, Jacques chegará em explícita desvantagem na Stock Car. Mesmo seu grande conhecimento em corridas de carro – afinal, certamente ele não desaprendeu – não será suficiente para colocá-lo na disputa pelo milhão. É bacana ter um piloto de renome internacional na mais importante corrida do calendário brasileiro, mas ele não estará entre os primeiros.

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Conclusões e modificações

A JL Racing, fabricante do carro de Tuka Rocha, emitiu um comunicado divulgando as causas do incêndio no BMC Vogel número 25 durante a última etapa da Stock Car, disputada no autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

Após análise de imagens e, principalmente, perícia no carro, o construtor concluiu que o fogo começou na fibra externa onde é colocado o material especial de absorção de impactos laterais. De acordo com o comunicado, há indício que o escapamento colocou fogo na peça.

(Reprodução TV)

Ao contrário do imaginado, o pneu não foi o causador do fogo. Mas, fato é que a borracha furou ainda na pista – provavelmente o furo foi decorrência do superaquecimento da lateral, que já pegava fogo. Outra hipótese rejeitada foi o vazamento no tanque de combustível. Segundo a perícia, o tanque permaneceu intacto, assim como mangueiras, descartando, também, vazamento de óleo.

Com o relatório debaixo do braço, os envolvidos com a Stock Car anunciaram as mudanças nos carros, que já estarão em vigor na próxima etapa, na Corrida do Milhão.
1. Substituição do material de absorção de impacto lateral;
2. Remoção da entrada de ar do teto;
3. Troca do material do visor da parede corta fogo;
4. Vedação completa da parede corta fogo (ver figura abaixo);
5. Tratamento antichamas de novos componentes em locais que serão orientados pelo fabricante e serão vistoriados pela CBA;
6. Substituição da mangueira na saída do respiro do tanque até a parede corta fogo por um tubo de alumínio.

(Arquivo Pessoal)

Todos estes seis pontos foram discutidos e aprovados por equipes, CBA e Vicar (organizadora da categoria), segundo o comunicado. É realmente lamentável que mudanças que visam à segurança, em muitos casos, só são feitas a partir de incidentes que colocam ou sacrificam a vida de pilotos em competições. É a velha história de colocar o cadeado depois que a casa é arrombada. Pois é, esta não foi a primeira vez que isso aconteceu; infelizmente, tenho boas razões para crer que o ocorrido com o piloto Tuka Rocha em Jacarepaguá não terá sido a última vez.

É evidente que automobilismo é um esporte de risco. Acidentes acontecem, mas as consequências devem ser minimizadas cada vez mais. O foco deve ser sempre a diminuição do risco para evitar tragédias. O estudo pela melhoria das condições de segurança dos competidores nunca deve ter fim. Também é fundamental a consulta constante a quem sempre está no limite: os pilotos.

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De carona num Stock Car

Uma posição no grid de uma corrida de carros é definida em segundos; mais precisamente em milésimos. Recebi um vídeo feito no último sábado de uma volta rápida de Ricardo Maurício no Q1 da classificação para a etapa do Rio de Janeiro, no autódromo de Jacarepaguá. É interessante ver as reações de um Stock Car e o grau de dificuldade em guiar uma máquina V8 de 520 cv.

Depois de ficar sempre no top10 nos três treinos livres, Ricardo Maurício foi para a classificação. Com o tempo de 1min19s203, o campeão de 2008 ficou de fora da superpole por apenas 0s1 – Xandinho Negrão, o décimo do Q1, fez 1min19s109.

Uma das razões de ele ter ficado de fora é percebida no vídeo abaixo. Durante sua volta rápida, o piloto do carro número 90 da Eurofarma RC pegou tráfego no último trecho de Jacarepaguá; foi obrigado a fazer ultrapassagem entre Curva dos Boxes e a Curva da Vitória. Certamente o décimo de segundo que fez falta foi perdido ali. Confira na câmera onboard disponibilizada pelo piloto:



O campeão de 2008 largou da 13ª posição do grid e terminou a prova no oitavo lugar, colado no Officer ProGP número 23 de Duda Pamplona; Ricardo Maurício, dono da quinta melhor volta da prova vencida por Cacá Bueno (que teve a companhia do irmão Popó Bueno e de Thiago Camilo no pódio), cruzou a linha de chegada a 0s3 de Duda. O resultado fez Ricardo Maurício subir para 64 pontos (quinto lugar na classificação do campeonato) e assegurar, não matematicamente, mas na prática, uma vaga na superfinal desta temporada. Só uma terrível combinação de resultados deixa Ricardinho fora da luta pelo seu bicampeonato em 2011.

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Para ficar na memória

Aquela que pode ter sido a última corrida de Stock Car no autódromo de Jacarepaguá foi marcante para o Rio de Janeiro. A vitória de Cacá Bueno, piloto carioca da categoria, e a segunda colocação de Popó Bueno, outro competidor nascido na Cidade Maravilhosa, levaram as arquibancadas ao delírio. A prova já entrou para a história. A foto abaixo já faz parte da história.


Tomara que as autoridades competentes saibam que o estado não pode ficar sem uma praça para o esporte a motor. A construção de novo autódromo requer urgência, com qualidade e competência. Para isso, a voz dos pilotos precisa ser ouvida. É isso que espero das entidades envolvidas, como Ministério dos Esportes, Prefeitura, CBA e Faerj.

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Tuka: fotos, fogo e vídeo

O incidente que envolveu Tuka Rocha no início da corrida de Stock Car, disputada em Jacarepaguá e vencida por Cacá Bueno, foi impressionante. O fogo no carro número 25 assustou todos que assistiam à sexta etapa da categoria; principalmente o piloto da Vogel. Depois de o incêndio começar no momento em que o carro contornou a Curva dos Boxes, o piloto paulista pulou do carro em movimento logo depois que contornou a Curva da Vitória. Confira, abaixo, as fotos fantásticas dos não menos fantásticos Fernanda Freixosa, Miguel Costa Jr e Bruno Turano.

(Miguel Costa Jr)

(Miguel Costa Jr)

(Bruno Turano)

(Miguel Costa Jr)

(Fernanda Freixosa)

A equipe ainda irá analisar o carro para descobrir o que realmente ocasionou o incêndio, que tomou o cockpit de Tuka Rocha de fogo e fumaça. Segundo a Vogel, um furo no pneu (que deixou a borracha em frangalhos) pode ter sido o responsável pelo início do fogo. O piloto passou a noite num hospital próximo ao autódromo e ficou em observação. Tuka passa bem e não apresentou nenhuma fratura ou alteração neurológica.

Ainda na pista, ao ser socorrido, o piloto conversou com o médico Dino Altmann. Num dos trechos do vídeo abaixo, percebe-se o piloto falando ‘achei que iria morrer’. As imagens são impressionantes.

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Cacá vence em Jacarepaguá e é vice-líder

Vitória de Cacá Bueno. Segunda colocação para Popó Bueno. A dobradinha dos Bueno, que marcou a 25ª vitória de Cacá na categoria, deu o tom da festa em Jacarepaguá, palco da sexta etapa do campeonato brasileiro de Stock Car. Tamanha alegria teve uma pitada de tristeza: esta pode ter sido a última corrida de Stock Car no autódromo de Jacarepaguá. Para os dois irmãos, criados no asfalto do autódromo do Rio de Janeiro, a dobradinha tem um significado muito maior do que uma felicidade para a família Bueno: dois pilotos cariocas terminam nas duas primeiras colocações da etapa do Rio da mais importante categoria do esporte a motor do Brasil.

(Duda Bairros)

Mais importante não significa a mais segura. Justamente neste item, a Stock Car precisa melhorar; e muito! E com urgência! O impressionante acidente com Tuka Rocha não foi o primeiro deste tipo na categoria: Valdeno Brito, Max Wilson e o próprio Cacá já passaram por isso num passado recente.

As imagens do incêndio foram impressionantes. Em meio à fumaça e ao fogo, o piloto saiu do carro em movimento. Com a corrida sob bandeira amarela, Tuka foi socorrido e transferido para um hospital na localidade. Com uma escoriação no braço, o piloto passa bem.

(Bruno Turano)

É imprescindível que a categoria tenha mais atenção para incidentes como este. Sim, sei que o esporte é perigoso. Acidentes acontecem, mas as consequências precisam ser minimizadas cada vez mais. A comissão de pilotos, que discute segurança com os organizadores da categoria, já pediu, antes mesmo da etapa de Jacarepaguá, algumas alterações no carro. Além da modificação do material utilizado em peças no interior do bólido, o material da bolha (hoje em fibra) precisa ser mais resistente ao fogo.

Outro acidente assustou quem assistiu à corrida: o carro de Xandinho Negrão foi abalroado por uma peça do capô de Giuliano Losacco; o bicampeão, que fazia boa prova após conquistar oito posições, perdeu a peça num toque com outro competidor. A tal peça acertou em cheio o parabrisa de Xandinho. Com a pressão do ar, o parabrisa foi quebrando cada vez mais até obrigar o piloto a abandonar a etapa do Rio.

(Miguel Costa Jr-MF2)

Tirando estes dois incidentes (com Tuka e com Xandinho), a corrida foi, até de certa forma, tranquila; quer dizer, calma para Cacá e Popó, que dominaram amplamente a prova do Rio de Janeiro. A maior disputa ficou entre Thiago Camilo, Marcos Gomes e Max Wilson.

Logo após a largada, pouco antes do incêndio no carro de Tuka Rocha, Camilo ultrapassou Allam Khodair para ficar com a terceira posição. O japonês fez uma defesa arrojada, mas não conseguiu impedir que o líder do campeonato (14 pontos a frente de Cacá, novo vice-líder) ficasse a sua frente.

Depois que os primeiros colocados fizeram suas paradas, Atila Abreu apareceu na ponta. Tentando ao máximo retardas sua parada, o então vice-líder perdeu muito tempo: primeiro ao ficar rodando três segundos mais lento que os demais; segundo porque sua parada foi demorada e ele só conseguiu retornar à pista na 19° posição. Se arrastando na pista, Atila abandonou caindo para a terceira colocação no campeonato.

Depois da rearrumação dos pilotos após seus pit stops, Camilo, Gomes e Wilson estavam colados. Mas a defesa de cada uma valeu a manutenção destas posições.

(Bruno Turano)

Interessante também foi o pega entre Duda Pamplona e Ricardo Maurício. Nas voltas finais, o campeão de 2008 colocou grande pressão em cima do carioca, que resistiu bravamente e conseguiu ficar na sétima colocação.

Veja como ficou a classificação da sexta etapa, disputada no Rio de Janeiro:
1º Cacá Bueno (Red Bull – nº 0)
2º Popó Bueno (Compra Fácil A.Mattheis – nº 74)
3º Thiago Camilo (Ipiranga RCM – nº 21)
4º Marcos Gomes (Medley Full Time – nº 80)
5º Max Wilson (Eurofarma RC – nº 65)
6º Allam Khodair (Blau Vogel – nº 18)
7º Duda Pamplona (Officer ProGP – nº 23)
8º Ricardo Maurício (Eurofarma RC – nº 90)
9º Lico Kaesemodel (RCM AtléticoPR – nº 63)
10º Diego Nunes (Bassani – nº 16)
11º Daniel Serra (Red Bull – nº 29)
12 º Ricardo Sperafico (Amir Nasr – nº 20)
13º Valdeno Brito (Esso Mobil Super – nº 77)
147º Rodrigo Sperafico (JF – nº 19)
15º Alceu Feldman (Compra Fácil A.Mattheis – nº 100)
16º David Muffato (Itaipava Boettger – nº 35)
17º Eduardo Leite (Hot Car – nº 37)
18º Sérgio Jimenez (Crystal RZ – nº 73)
19º Alan Hellmeister (Scuderia 111 – nº 2)
20º Luciano Burti (Itaipava Boettger– nº 14)
21º Giuliano Losacco (Hot Car – nº 9)
22º Ricardo Zonta (Crystal RZ – nº 10)

Não completaram:
23º Átila Abreu (AMG – nº 51)
24º Nonô Figueiredo (Esso Mobil Super – nº 11)
25º Julio Campos (Scuderia 111 – nº 4)
26º Rodrigo Navarro (JF – nº 22)
27º Xandinho Negrão (Medley Full Time – nº 99)
28º Dennis Navarro (Bassani – nº 5)
29º Felipe Maluhy (Officer ProGP – nº 33)
30º Serafin Jr (AMG – nº 8)
31º Tuka Rocha (BMC Vogel – nº 25)
32º Matheus Stumpf (Almir Nasr – nº 89)

(Duda Bairros)

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Irmãos Bueno dão as cartas em Jacarepaguá com Cacá na pole

Numa classificação de arrepiar, os irmãos Bueno comandaram o treino que definiu o grid para a etapa do Rio de Janeiro do campeonato brasileiro de Stock Car. O tricampeão Cacá voou baixo em Jacarepaguá (1min18s664) e vai largar na frente pela 21ª vez na categoria. Uma vitória para o piloto carioca da Red Bull, que ainda se sente prejudicado com a punição aplicada na corrida em Campo Grande.

(Bruno Turano)

Ao lado de Cacá estará seu irmão Popó. O piloto da Compra Fácil A.Matheis foi o único que conseguiu virar no mesmo segundo do pole-positon. Alegria para os irmãos Bueno, êxtase para Andreas Mattheis, líder das equipes de Cacá e Popó. Festa dos cariocas no Rio de Janeiro.

(Bruno Turano)

Cacá, que conquistou sua segunda pole nesta temporada, disse que a preocupação que teve depois do último livre, quando ficou em 11°, era se classificar entre os dez primeiros. “Não achava o acerto ideal nos pneus, apesar de o carro estar muito bom. Este resultado na classificação me dá grande confiança para a corrida”, contou Cacá.

Carioca, Cacá sabe que pode ter feito a última pole da Stock Car em Jacarepaguá. “Se por um lado é um grande feito largar na primeira fila ao lado de meu irmão, por outro tenho grande tristeza porque esta pode ter sido a última da Stock Car neste autódromo”, contou o tricampeão.

Largando atrás dos irmãos Bueno, Marcos Gomes mostrou confiança na corrida. “A vitória ficará com algum dos primeiros do grid. Acho que o pit stop e o desgaste de pneus serão determinantes para se chegar à vitória aqui”, afirmou Marquinhos.

(Bruno Turano)

Líder do campeonato, Thiago Camilo foi bem em todos os treinos livres no Rio de Janeiro. Na superpole, o piloto do carro 21 não conseguiu o mesmo rendimento. Ainda assim, vai alinhar na ótima quarta posição do grid. Vencedor em Jacarepaguá na edição de 2005, Camilo busca mais uma vitória para ampliar a vantagem no topo da classificação e, consequentemente, a afirmação na primeira posição para entrar com a melhor vantagem nos playoffs.

(Carsten Horst)

Na briga pela vitória, o campeão Max Wilson já está com a cabeça na corrida. Por isso, não descarta nem a possibilidade de chuva na hora da prova em Jacarepaguá. “Não fará muita diferença se chover porque a pista ficará molhada para todos. Meu carro está bom e a receita é partir para cima em busca da vitória. Mesmo saindo da terceira fila, dá para sonhar com a vitória; a diferença entre os primeiros é muito pequena”, contou Max.

CCom o mesmo pensamento, a dupla da Officer ProGP conseguiu lugar entre os dez primeiros do grid. Felipe Maluhy, que saiu do cockpit no último livre insatisfeito com seu carro, trabalhou no acerto e conseguiu a sétima posição do grid, logo à frente do companheiro de equipe, Duda Pamplona. O carioca do carro número 23 disse que está preparado para acelerar com ou sem chuva. “Estou confiante para a prova, já que fiquei no mesmo segundo do Marcos (terceiro colocado)”, disse Duda, que busca sua segunda vitória na categoria – que seria a segunda em Jacarepaguá (ele venceu em 2007). Já Maluhy, vencer no Rio de Janeiro em 2010, também está preparado para chuva ou sol. “Aqui em Jacarepaguá, dá para segurar mais o carro; o ruim é que sai muito spray”, disse Felipe.

(Luca Bassani)

Favoritos à vitória no Rio de Janeiro, como Ricardo Maurício (P13), Daniel Serra (P14) e o vice-líder Átila Abreu (P23), ficaram de fora da superpole. Mas nem isso desanima os competidores; pelo menos para Ricardo Maurício, que foi taxativo. “O carro está bom”, falou Ricardinho, que ano passado cruzou a linha de chegada na segunda posição – depois, foi punido e perdeu injustamente o lugar no pódio.

Veja como ficou o grid da etapa do Rio de Janeiro:
1º Cacá Bueno (Red Bull – nº 0)
2º Popó Bueno (Compra Fácil A.Mattheis – nº 74)
3º Marcos Gomes (Medley Full Time – nº 80)
4º Thiago Camilo (Ipiranga RCM – nº 21)
5º Allam Khodair (Blau Vogel – nº 18)
6º Max Wilson (Eurofarma RC – nº 65)
7º Felipe Maluhy (Officer ProGP – nº 33)
8º Duda Pamplona (Officer ProGP – nº 23)
9º Xandinho Negrão (Medley Full Time – nº 99)
10º Ricardo Zonta (Crystal RZ – nº 10)
11º Valdeno Brito (Esso Mobil Super – nº 77)
12º Diego Nunes (Bassani – nº 16)
13º Ricardo Maurício (Eurofarma RC – nº 90)
14º Daniel Serra (Red Bull – nº 29)
15 º Ricardo Sperafico (Amir Nasr – nº 20)
16º Nonô Figueiredo (Esso Mobil Super – nº 11)
17º Rodrigo Sperafico (JF – nº 19)
18º Dennis Navarro (Bassani – nº 5)
19º Lico Kaesemodel (RCM AtléticoPR – nº 63)
20º Luciano Burti (Itaipava Boettger– nº 14)
21º David Muffato (Itaipava Boettger – nº 35)
22º Giuliano Losacco (Hot Car – nº 9)
23º Átila Abreu (AMG – nº 51)
24º Matheus Stumpf (Almir Nasr – nº 89)
25º Eduardo Leite (Hot Car – nº 37)
26º Alceu Feldman (Compra Fácil A.Mattheis – nº 100)
27º Sérgio Jimenez (Crystal RZ – nº 73)
28º Tuka Rocha (BMC Vogel – nº 25)
29º Rodrigo Navarro (JF – nº 22)
30º Alan Hellmeister (Scuderia 111 – nº 2)
31º Julio Campos (Scuderia 111 – nº 4)
32º Serafin Jr (AMG – nº 8)

(Bruno Terena)

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Marcos Gomes na ponta do terceiro livre na Stock Car

Marcos Gomes liderou o último treino livre da etapa do Rio de Janeiro do campeonato brasileiro de Stock Car. O piloto da Medley Full Time baixou o tempo dos dois livres de ontem (Luciano Burti e Max Wilson foram os mais rápidos da sexta-feira) no autódromo de Jacarepaguá e fez 1min18s316. Allam Khodair ficou a apenas 0s079 do carro número 80.

(Bruno Turano)

Líder do campeonato, Thiago Camilo ficou em terceiro, seguido por Popó Bueno, o campeão Max Wilson e Duda Pamplona. Ricardo Maurício ficou em oitavo, logo a frente de Luciano Burti. Com os carros predominantemente pintados na cor preta, os pilotos da Red Bull ficaram em 10° com Daniel Serra e 11° com Cacá Bueno. O vice-líder da competição, Átila Abreu, terminou o terceiro livre em 13°.

Na busca por um lugar na superfinal, Ricardo Zonta, que tem feito boas corridas nesta temporada na Stock Car, fechou este livre em 15°. Vencedor da etapa em Jacarepaguá no ano passado, Felipe Maluhy, com problemas no carro, não passou do 24° lugar.

Os tempos do terceiro treino livre no Rio de Janeiro, no autódromo de Jacarepaguá, ficou assim:
1º Marcos Gomes - 1min18s316
2º Allam Khodair - 1min18s395
3º Thiago Camilo - 1min18s409
4º Popó Bueno - 1min18s585
5º Max Wilson - 1min18s706
6º Duda Pamplona - 1min18s724
7º Ricardo Sperafico - 1min18s766
8º Ricardo Mauricio - 1min18s790
9º Luciano Burti - 1min18s794
10º Daniel Serra - 1min18s816
11º Cacá Bueno - 1min18s875
12º Lico Kaesemodel - 1min18s970
13º Átila Abreu - 1min18s991
14º Diego Nunes - 1min19s002
15º Ricardo Zonta - 1min19s064
16º Xandinho Negrão - 1min19s065
17º Nonô Figueiredo - 1min19s080
18º Rodrigo Sperafico - 1min19s092
19º Alceu Feldmann - 1min19s173
20º Giuliano Losacco - 1min19s278
21º Denis Navarro - 1min19s355
22º Matheus Stumpf - 1min19s448
23º Alan Hellmeister - 1min19s461
24º Felipe Maluhy - 1min19s553
25º Tuka Rocha - 1min19s755
26º Julio Campos - 1min19s804
27º David Muffato - 1min19s868
28º Valdeno Brito - 1min20s517
29º Sérgio Jimenez - 1min20s574
30º Rodrigo Navarro - 1min20s776
31º Eduardo Leite - 1min20s883
32º Serafin Jr. - sem tempo

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Agora é a vez da CBA

A polêmica parece não ter fim. Depois dos comunicados da Vicar e da Red Bull, que foi para a pista de Jacarepaguá para os primeiros treinos livres com seus carros pintados predominantemente na cor preta, chegou a vez da Confederação Brasileira de Automobilismo. A CBA não se deixou ficar para trás e também entrou na ‘info-mania’ – seria algo como uma compulsão por informativos.

No comunicado, a CBA volta a afirmar que não houve qualquer irregularidade na cronometragem na corrida em Campo Grande. Também está escrito que houve análise dos dados onboard nos carros de Cacá Bueno e Daniel Serra, penalizados na última etapa, e nenhuma incorreção foi encontrada; inclusive, o relatório diz que os pilotos não excederam o limite de velocidade no pit lane.

Estranho, né?! Mais estranho ainda é que a CBA disse que “a empresa provedora de serviços de cronometragem continua investigando possíveis interferências eletro-eletrônicas no local onde o equipamento estava instalado e que poderiam ter afetado aleatoriamente a medição de velocidade”. Como assim? Será que um aparelho celular ou um microonda foi o causador de tamanha discórdia? Ou será que, cansado do futebol, o Sobrenatural de Almeida resolveu aprontar na Stock Car?

Desculpem. Sei que não é o momento para brincadeiras, mas a situação urge por uma resposta definitiva, sensata e convincente. Para fechar o comunicado, a CBA “lamenta profundamente que o ocorrido tenha causado prejuízos desportivos aos dois competidores envolvidos na situação acima descrita”.

Lamentável mesmo é esta situação envolvendo CBA, Vicar, Stock Car e Red Bull. Nesta briga sem vencedores, todos perdem; a categoria, a entidade, os pilotos e o público.

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Corrida é na pista

O clima que antecede a etapa do Rio de Janeiro do campeonato brasileiro de Stock Car ficou tenso. Relações estremecidas, sutis acusações e atitudes evasivas. O resultado de tudo isso é que os carros da Red Bull, equipe de Cacá Bueno e Daniel Serra, estarão pintados (providencialmente e) predominantemente na cor preta. De acordo com o time dos touros vermelhos (seriam, agora, negros?), o motivo é o luto em relação às atitudes desportivas adotadas na categoria.

Na verdade, o incômodo, antes velado, surgiu na última etapa (Campo Grande), quando a dupla da Red Bull foi punida com drive-through. Não há provas oficiais, mas há contundentes razões, como a telemetria da equipe, para creditar tal penalidade a uma falha nos sensores que limitam a velocidade no pit lane. A penalidade foi aplicada porque os sensores acusaram Cacá de ter passado pelos boxes a 137 km/h; por outro lado, a telemetria dos touros indicou que tanto ele quanto Daniel não ultrapassaram os 50km/h – Serrinha também foi punido porque os sensores indicaram que ele estava a 80 km/ no pit lane. Para quem não lembra, um inconformado Cacá Bueno sabiamente usou o rádio da equipe para externar sua insatisfação com a decisão dos comissários.

Imagino ser realmente difícil identificar a olho nu um carro a 50 ou 60 km/h; também imagino que não é necessária uma visão apurada para perceber se um carro está a 50 ou 137 km/h num pit lane.

Desde então, houve muita reclamação e ‘mas-mas’. Porém, fato é que a corrida da Red Bull foi prejudicada e hoje nada pode ser feito para retroceder até o tal erro e desfazer o terrível, digamos, mal-entendido.

Mais de 20 dias depois da polêmica punição e pingou em minha caixa de e-mails um estranho comunicado da Vicar (organizadora da Stock Car). Estranho porque muita coisa é dita e pouca é explicada. Chamou-me atenção o fato de o comunicado explicitar que as atribuições da Vicar e da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) são distintas. E são. Pensando melhor... São? Pelo menos, deveriam ser! A verdade é que Vicar e CBA foram uma parceria tão forte que, às vezes, tenho a impressão de que as tais atribuições se misturam quando o assunto é relacionado a alguma categoria em que a Vicar é a organizadora.

Sem perder tempo, a Red Bull emitiu um comunicado informando a ‘nova pintura’ em seus bólidos para a corrida no Rio de Janeiro. Claramente irritada por ter sido prejudicada e pelo jogo de empurra entre Vicar e CBA, que desconhecem qualquer erro cometido em relação às punições à Cacá e Serrinha em Campo Grande, a equipe disse que há pontos que precisam urgentemente ser revistos na categoria.

Dos quatro itens, destaque para a busca da melhoria do profissionalismo dos comissários desportivos. Particularmente, concordo inteiramente com isso. Só para lembrar, a Fórmula 1 convida ex-pilotos para desempenharem a função de comissário em parceria com os profissionais propriamente ditos.

(Divulgação)

A Red Bull defende, ainda, a coerência nas punições, execrando o conhecido ‘dois pesos e duas medidas’. A padronização de atitudes deve sempre existir. O protesto da equipe vai além da cor preta em seus dois carros. A inscrição ‘corrida é na pista’ estará visível nos parabrisas de Cacá Bueno e Daniel Serra.

Não é a primeira vez que a equipe Red Bull reclama de atitudes tomadas na Stock Car. No passado, o time ameaçou se retirar da categoria após punições sofridas na etapa de Campo Grande. Na ocasião, o time achou injusta a penalidade sofrida no autódromo de Mato Grosso do Sul (relembre o caso).

Num momento delicado do automobilismo nacional – falta de grande investimento em categorias de base, ausência de manutenção em muitos autódromos e incertezas sobre o esporte a motor em determinadas praças são alguns exemplos –, o que não se precisa é de polêmicas que geram insatisfações com participantes. Não tenho dúvida que o momento é de reflexão. Pelo bem de todos os envolvidos com a Stock Car, torço para que não haja nenhuma polêmica na prova em Jacarepaguá; e nas seguintes também! Inteligência e senso crítico devem sempre imperar.

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