Arquivo de April 2012

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Mais uma vitória do Rei de São Paulo

A mais emocionante edição da São Paulo Indy 300 foi vencida mais uma vez por Will Power. O australiano, que ganhou todas as três edições da corrida brasileira da Fórmula Indy desde que a categoria voltou ao país em 2010, foi soberano em praticamente toda a prova. Apenas no final, o líder do campeonato sofreu uma pressão de Ryan Hunter-Reay. O norte-americano tentou sem sucesso ultrapassar Power, que garantiu seu terceiro triunfo em quatro em 2012. Essa foi a 16ª vitória de Will em sua carreira na Indy; curiosamente, ele tem apenas uma em oval (Texas).



Na São Paulo Indy 300, Will Power conquistou a pontuação máxima, já que, além dos 50 pontos da vitória, o australiano ganhou mais dois por ter ficado mais voltas na liderança e um pela pole-position. Com mais essa vitória, o australiano ampliou ainda mais sua vantagem na competição. Agora, Power abriu 45 pontos sobre Helinho, vice-líder.

A temporada está marcada, até agora, pelo domínio da Penske – o time de Roger faturou todas as quatro corridas dessa temporada, com três triunfos de Power e um de Helio Castroneves.

Largando do fundo do pelotão, Helinho adotou uma inteligente estratégia. Chegou a liderar a São Paulo Indy 300, por ter, naquele momento, uma parada a menos, e terminou em quarto lugar. O brasileiro da Penske, que segue firme na disputa desse campeonato, foi um dos grandes nomes da corrida.

Destaque, também, para Takuma Sato. O japonês da Rahal Letterman-Honda #15 largou da penúltima posição do grid e subiu ao pódio. Arrojado, Sato provou que anda bem no circuito do Anhembi. Ano passado, o nipônico também fez excelente corrida, chegando a liderar. Sato protagonizou uma das melhores ultrapassagens da prova, quando ele, Dario Franchitti e Castroneves praticamente ficaram lado a lado na entrada do S do Samba. Melhor para o japonês, que deixou os adversários para trás.

Na largada da São Paulo Indy 300, surpreendentemente, os carros passaram sem toques no S do Samba, com Will Power mantendo a ponta. Com pista seca, já que a prometida chuva não apareceu no circuito do Anhembi, o australiano da Penske foi soberano principalmente na primeira metade da prova.



Com cinco bandeiras amarelas, a última a nove voltas do fim por causa de um acidente que envolveu seis carros no S do Samba, a São Paulo Indy 300 foi a melhor prova da temporada.

Os brasileiros Tony Kanaan e Bia Figueiredo tiveram suas corridas comprometidas. Um erro de estratégia da KV prejudicou o desempenho de Tony nessa prova; já Bia foi penalizada duas vezes, acabando com sua chance de um bom resultado em São Paulo.

Com desempenhos arrojados, os dois protagonizaram bons momentos da corrida, como a ultrapassagem de Tony sobre Helinho e Rubinho de uma só vez. Teve, também, a manobra de Bia, que passou Graham Rahal por fora no S do Samba e segurou Charlie Kimball, o mesmo ponto, pelo lado desfavorável. A piloto brasileira da Andretti chegou a figurar no Top10, mas caiu muitas posições por causa das penalidades e, também, porque se envolveu no acidente no final da prova.

Em sua primeira corrida em solo brasileiro desde que passou a competir na Indy, Rubens Barrichello foi discreto e garantiu a décima colocação e mais alguns pontos no campeonato. Após a corrida, Rubinho agradeceu emocionado o apoio incondicional que recebeu do povo, declarando que não vê a hora de ir para Indianápolis para o desafio das 500 Milhas.



Dois personagens provocaram incríveis erros na corrida. O primeiro foi de Ryan Briscoe, que passou pelo bumping na entrada da marginal com pneus frios e foi direto para o muro, provocando a primeira bandeira amarela da São Paulo Indy 300. O segundo foi de Ed Carpenter. Já no final da corrida, sob bandeira amarela, o piloto do Carpenter-Chevrolet #20 rodou sozinho na área de escape no momento em que os carros passavam por ali para desviar do acidente que envolveu seis carros no S do Samba.



Inacreditável, mesmo, foi a última cena, negativamente inédita na história do automobilismo. Os três pilotos do pódio não conseguiram abrir as garrafas de champanhe e tiveram de ter ajuda para poder fazer a festa no pódio. Nunca vi nada igual!

Abaixo, a classificação final da São Paulo Indy 300:

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Debaixo de chuva, Hunter-Reay é mais rápido no Warm Up

A primeira atividade do fim de semana da São Paulo Indy 300 com chuva foi o Warm Up. Na sessão, que ficou marcada por três bandeiras vermelhas, o mais rápido foi Ryan Hunter-Reay. O piloto do Andretti-Chevrolet #28 virou 1min36s016, sendo seguido por EJ Viso (KV-Chevrolet #5) e Will Power (Penske-Chevrolet #12).

(Guilherme Lara)

Debaixo de chuva, Rubens Barrichello (KV-Chevrolet #8) foi o quinto mais rápido, com 1min37s439. O brasileiro da Penske, Helio Castroneves, foi o 11º, enquanto que Tony Kanaan (KV Racing), que foi tocado por Takuma Sato na Curva da Vitória, foi o 22º. Estreante do fim de semana, Bia Figueiredo ficou em 24º.

Dario Franchitti, que divide a primeira fila com o pole Will Power, fez apenas o 14º melhor tempo da chuvosa sessão.

Penalizado na pesagem do Dale Coyne-Honda #18, Justin Wilson perde sua sexta posição no grid e largará em último na São Paulo Indy 300.

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Felipe Massa visita Indy

A agitação é grande nos boxes e pit lane da São Paulo Indy 300. É celebridade para cá, personalidades para lá... Isso sem contar nos pilotos brasileiros de categorias nacionais e estrangeiras que aproveitam o fim de semana para dar uma espiadinha na IndyCar.

O mais festejado foi Felipe Massa. O brasileiro da Ferrari foi ver de perto a IndyCar e dar uma força para o amigo Rubens Barrichello, que depois de 19 anos ininterruptos competindo em Interlagos, vai acelerar no circuito do Anhembi. Felipe ficou de perto no pit acompanhando os treinos de Rubinho. No final da sessão, o brasileiro da Ferrari participou, inclusive, da reunião técnica com os engenheiros da KV.

(Carsten Horst)

Uma multidão parou em frente aos boxes da KV Racing para bisbilhotar dois dos maiores ídolos do automobilismo brasileiro nos últimos anos.

Já iniciei a contagem regressiva para os algozes de Massa começarem a expulsá-lo da Ferrari (e da Fórmula 1) e dizerem que o brasileiro irá para a categoria. Calma, gente! O ferrarista foi apenas conhecer a IndyCar e festejar seus amigos, dentre eles, Rubinho.

(Miguel Costa Jr)

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Mais uma pole de Power na São Paulo Indy 300

Não foi fácil. A pole-position de Will Power foi conquistada nos últimos instantes da classificação da São Paulo Indy 300. O líder da temporada 2012 de Fórmula Indy superou as ondulações da pista e virou 1min21s404. Assim como no ano passado, o australiano do Penske-Chevrolet #12 largará na frente.

(Indy car Website)

Melhor em todas as sessões que participou (Q1, Top12 e Top6), o Rei de São Paulo, que também é Rei dos Mistos, largará como favorito para a terceira edição da prova brasileira da IndyCar.

Pole na primeira edição da São Paulo Indy 300, Dario Franchitti, que reconheceu ter cometido um pequeno erro na volta rápida, ficou a dois décimos de Power e dividirá a primeira fila com o australiano da Penske. Além de não estar no lado favorável da pista, Dario ainda terá a poeira como adversário na largada. Alguns pilotos reclamaram da aderência, que não está melhor. Se chover, a borracha do asfalto vai para o ralo e a pista vira um sabão.

A chuva prometida para a classificação não caiu e o treino que definiu o grid foi disputado com pista seca. A meteorologia aposta que a São Paulo Indy 300 acontecerá debaixo de água na pista.

As mais de 14 mil pessoas que estiveram nas arquibancadas do circuito do Anhembi – isso sem contar as cinco mil nos camarotes – nesse sábado assistiram à briga dos motores, que ficou quente nessa classificação. Grande equilíbrio entre Chevrolet e Honda, que dividiram a primeira, segunda e terceira filas. Scott Dixon, da Ganassi, superou James Hinchcliffe, da Andretti, e vai largar em terceiro. Já Ryan Hunter-Reay, companheiro de James na Andretti, foi mais rápido do que Justin Wilson, Dale Coyne, no Top6.

(Miguel Costa Jr)

O brasileiro mais bem classificado foi Tony Kanaan, único representante do Brasil e passar pelo Q1. Porém, o campeão de 2004 não conseguiu repetir o bom desempenho no Top12 e ficou em último nessa sessão. Isso significa que Kanaan estará na 12ª posição de largada.

Companheiro de equipe de Kanaan, Rubens Barrichello mais uma vez não passou pelo Q1. Dessa vez, foi por apenas 0s024! Assim, Rubinho vai largar em 13º lugar. Isso, é claro, não desqualifica o ex-F1. Estreante na categoria, os parâmetros de Rubinho devem ser seus companheiros de equipe: Barrichello ficou a uma posição de Tony e uma na frente do venezuelano EJ Viso.

(Cartean Horst)

Descontente com o rendimento do Penske #3, Helio Castroneves ficou pelo caminho no Q1 e vai largada da 20ª posição. O fraco desempenho de Helinho deve-se à pancada no segundo treino livre. O desequilíbrio no carro foi determinante para o mau desempenho na classificação.

(Claudio Capucho)

Estreante na temporada, Bia Figueiredo ainda busca o melhor acerto com o Andretti-Chevrolet #25. A brasileira é a primeira das mulheres no grid, partindo da 21ª posição de largada.

Confira o grid para a São Paulo Indy 300:
1. Will Power (Penske-Chevrolet #12)
2. Dario Franchitti (Ganassi-Honda #10)
3. Scott Dixon (Ganassi-Honda #9)
4. James Hinchcliffe (Andretti-Chevrolet #27)
5. Ryan Hunter-Reay (Andretti-Chevrolet #28)
6. Justin Wilson (Dale Coyne-Honda #18)
7. Graham Rahal (Ganassi-Honda #38)
8. Mike Conway (AJ Foyt-Honda #14)
9. Josef Newgarden (Fisher Hartman-Honda #67)
10. Ryan Briscoe (Penske-Chevrolet #2)
11. Marco Andretti (Andretti-Chevrolet #26)
12. Tony Kanaan (KV-Chevrolet #11)
13. Rubens Barrichello (KV-Chevrolet #8)
14. EJ Viso (KV-Chevrolet #5)
15. JR Hildebrand (Panther-Chevrolet #4)
16. Charlie Kimball (Ganassi-Honda #83)
17. Simon Pagenaud (Sam Schmidt-Honda #77)
18. James Jakes (Dale Coyne-Honda #19)
19. Sebastian Bourdais (Dragon-Lotus #7)
20. Helio Castroneves (Penske-Chevrolet #3)
21. Bia Figueiredo (Andretti-Chevrolet #25)
22. Ed Carpenter (Carpenter-Chevrolet #20)
23. Simona de Silvestro (HVM-Lotus #78)
24. Oriol Servià (Dreyer & Reinbold-Lotus #22)
25. Katherine Legge (Dragon-Lotus #6)
26. Takuma Sato (Rahal Letterman-Honda #15)

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Com pista (ainda) seca, Power é o mais rápido

Sábado no Anhembi e finalmente os carros foram para o circuito para os primeiros treinos livres da São Paulo Indy 300. Na pista seca, mas com promessa de chuva – os trovões já começaram a cantar na capital paulista –, o rei de São Paulo, Will Power, ficou com o melhor tempo. O australiano da Penske-Chevrolet #12 cravou 1min22s387 – o tempo é 0s5 mais lento do que o recorde da pista, que pertence a ele com 1min21s895. O líder da Fórmula Indy foi seguido pela dupla da Ganassi, com o tetracampeão Dario Franchitti à frente de Scott Dixon.



O brasileiro mais bem classificado nesse primeiro treino livre foi Helio Castroneves (Penske-Chevrolet #3). O Homem Aranha, que ficou satisfeito com as modificações feitas no circuito, ficou com a sexta posição, atrás de Simon Pagenaud (Sam Schmidt-Honda #77) e Josef Newgarden (Fisher Hartman-Honda #67).

Os outros brasileiros ficaram apenas em posições intermediárias. Rubens Barrichello (KV-Chevrolet #8), que tem atraído uma multidão ao Anhembi para vê-lo competir, ficou em 12º, uma posição à frente de Tony Kanaan (KV-Chevrolet #11), seu companheiro de equipe. A estreante do fim de semana, Bia Figueiredo (Andretti-Chevrolet #25), ficou em 21º.

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Raphael Matos mira 500 Milhas de Indianápolis

O piloto Raphael Matos, que fez carreira no automobilismo norte-americano, apareceu no circuito de Anhembi e conversou com os jornalistas que cobrem a São Paulo Indy 300. O mineiro, que já disputou duas temporadas na Fórmula Indy, revelou que não desistiu do sonho de se firmar na IndyCar.

Raphael contou que negocia com uma equipe para disputar as 500 Milhas de Indianápolis. O brasileiro, no entanto, não quis falar muito sobre a negociação, tampouco o nome da equipe; disse, apenas, que o tal time compete com motor Honda ou Chevrolet.

Como mais de 50% do grid competem com essas duas fábricas de propulsores, a questão está indifinida. Matos descartou qualquer possibilidade de tentar se classificar para as 500 Milhas com um carro empurrado com o Lotus. “Esse motor ainda está um pouco abaixo de Chevrolet e Honda. Tenho de ir para Indianápolis para classificar o carro e, com o Lotus, ficaria mais difícil. Não posso ter esse ‘luxo’ de não classificar o carro”, contou.

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Simona aposta na chuva no Anhembi

Apesar de já estarmos na segunda década do século XXI, o mundo da velocidade ainda alimenta situações retrógradas nos mais diversos cantos do planeta. É certo que, aos poucos, alguns tabus são derrubados, mas ainda há um inaceitável preconceito em relação a mulheres no esporte a motor.

O exemplo mais contundente é a Fórmula 1. Até hoje, em mais de 60 anos de história da categoria, apenas cinco mulheres disputaram Grandes Prêmios. Será que não há talentos do sexo feminino capazes de disputar corridas com os grandes ases da F1? Não estou convencido que esta seja a razão. Há, sim, um preconceito camuflado que não dá a mesma oportunidade de ingresso na categoria que é dada aos homens.

Na Fórmula Indy, a situação é diferente. Nos últimos anos, a categoria tem arrebanhado talentos, como Danica Patrick, Bia Figueiredo e Simona de Silvestro.



Órfã desde a saída de Danica para a Nascar, a Indy tem a suíça Simona de Silvestro como a mulher mais experiente no grid, apesar de a piloto estar apenas em sua terceira temporada na categoria. Aqui em São Paulo, conversei com a suíça Simona, que me contou seus planos para essa temporada e como está o desenvolvimento do motor Lotus, que ainda está atrás de Chevrolet e Honda.

COCKPIT: O começo dessa temporada ficou aquém de suas expectativas?
SIMONA DE SILVESTRO: Estou em minha terceira temporada na Fórmula Indy. No início, a meta era chegar ao Top10 em cada corrida. Porém, percebi que é mais difícil do que imaginei, especialmente por causa da situação do motor. Acho que estamos melhorando a cada fim de semana, mas ainda assim temos muito trabalho pela frente

COCKPIT: Há expectativa de que seus resultados melhorem ao longo do ano?
SIMONA DE SILVESTRO: Sim, acho que vão melhorar. Em St. Pete e Long Beach, poderíamos ter tido resultados melhores, mas, infelizmente, não terminamos essas corridas por causa de problemas no motor Lotus. Mas isso também é automobilismo. A HVM Racing é uma boa equipe e tudo que temos de fazer é trabalhar duro para alcançar melhores resultados.

COCKPIT: O que é necessário para deixar o motor Lotus competitivo?
SIMONA DE SILVESTRO: Você sabe que Honda e Chevrolet começaram a desenvolver seus motores em junho do ano passado e nós, com a Lotus, começamos uns seis meses depois. Ainda há um pacote de atualizações que será implementado no motor. Além disso, há uma série de controles do sistema eletrônico que terão de ser aperfeiçoados. Tenho certeza de que o pessoal da Lotus e da Judd está trabalhando duro para o desenvolvimento do motor.



COCKPIT: Qual a sua expectativa para a São Paulo Indy 300?
SIMONA DE SILVESTRO: Aqui em São Paulo, as corridas sempre foram boas para mim, apesar de os resultados não mostrarem isso. Ano passado, por exemplo, éramos bastante rápidos na chuva. Nesse ano, por causa do rendimento do motor, torço para a chuva aparecer. Só isso poderá igualar um pouco o nosso motor com os demais.

COCKPIT: Qual a sua meta na São Paulo Indy 300?
SIMONA DE SILVESTRO: Quero ficar no Top5 em algumas corridas nessa temporada. Se eu tivesse carro e motor do ano passado, acho que poderíamos lutar por vitórias. Mas, você conhece a nossa situação. Então, a meta é terminar a corrida; é realmente importante conseguirmos alguns Top10.

COCKPIT: E como é competir nas ruas de São Paulo, aqui no Brasil?
SIMONA DE SILVESTRO: Competir no Brasil é muito divertido. Os fãs são ótimos e a pista é bem interessante. Estou bem animada para essa corrida.

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Power e Franchitti elogiam Rubinho

Véspera dos primeiros treinos livres da São Paulo Indy 300, o líder da IndyCar, Will Power, o atual campeão, Dario Franchitti, e o vice-líder da competição, Helio Castroneves, concederam entrevista coletiva para quem chegou cedo ao molhado circuito montado nas ruas da capital paulista.

Atual líder da Indy, Will Power escondeu o jogo e, obviamente, não contou seu segredo para ser tão competitivo em circuitos mistos. O Rei de São Paulo – o australiano venceu todas as duas edições da corrida brasileira desde que passou a ser disputada em São Paulo – disse que apenas se diverte em acelerar seu Penske em provas em que os muros são tão próximos.

Power contou que o “efeito Rubens Barrichello” fez um grande bem à categoria. O australiano elogiou o ex-F1, afirmando que a Indy ganhou muito com a entrada de Rubinho. O líder da competição disse que, talvez, Barrichello tenha alguns problemas com as ondulações e também porque não conhece as pistas. “Mas tão logo ele supere isso, vai se dar bem por aqui”, afirmou categórico.

(Fabio Setimio)

O escocês Dario Franchitti, que também elogiou o brasileiro recordista de participações em GPs de F1, comentou aliviado sobre a permissão dos organizadores, que deram sinal verde para modificações nos motores Honda. O tetracampeão da Indy espera, agora, que os propulsores japoneses se aproximem na performance dos Chevrolet. “Temos de trabalhar duro para melhorar o motor. Vamos ver como se comporta aqui”, despistou Dario.

Crítica escocesa

O piloto da Ganassi comentou que não é favorável a mudança gradativa que a Indy faz em relação aos circuitos. “A Indy nasceu em corridas ovais. Acho que deveria ser, pelo menos, metade das provas em ovais”, comentou o tetracampeão.

O escocês, que lembrou a todos que é primo do compatriota Paul di Resta, disse que a estratégia da Fórmula Indy em cruzar fronteiras precisa ser executada com cuidado. O atual campeão lembrou que a IndyCar é uma categoria norte-americana, apesar de ter corridas no Brasil e na China. “No Canadá, há duas provas, mas a categoria é predominantemente estadunidense. Muitos dos patrocinadores são de lá e se a categoria for para outros países, corre o risco de perdê-los”, opinou.

No automobilismo, é preciso ousadia para expandir os negócios. Concordo com o campeão quando ele cita a necessidade de cuidado para a categoria ir para países fora do continente. Porém, pensamentos cautelosos não dão brechas para novas conquistas. Não fosse a ousadia, a categoria ainda estaria competindo apenas nas terras do Tio Sam.

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Opinião de quem entende

Os motores ainda não roncaram no circuito do Anhembi para a São Paulo Indy 300. A tarde da quinta-feira ficou marcada pela coletiva dos pilotos brasileiros que disputarão a prova nas ruas da capital paulista. Teve, também, um certo ex-piloto que não titubeou em dar seus pitacos; no bom sentido, é claro!

Bicampeão mundial de Fórmula 1, bicampeão das 500 Milhas de Indianápolis e campeão da F-Indy, Emerson Fittipaldi apareceu no Anhembi e elogiou a organização da corrida. Disse mais: “Os pilotos brasileiros vão estar em cima do Will Power, que venceu as duas edições da São Paulo Indy 300. Vai ser uma corrida espetacular”. Sem pensar duas vezes, cravou: “Acho que se conseguir um bom lugar na classificação, Rubinho Barrichello é um dos favoritos à vitória”.

(Fabio Setimio)

Já o estreante da KV não vestiu a roupa do favoritismo e tratou o assunto com bom humor: “O maior barato vai ser acelerar a 300 km/h na reta da Marginal Tietê sem tomar multa”. O ex-F1 contou que ainda estranha a nova realidade. “Depois de tantos anos correndo em Interlagos, na Zona Sul, é até estranho sair de casa e fazer um trajeto totalmente diferente para o Anhembi, que fica na Zona Norte”, contou.

Companheiro de equipe de Rubinho, Tony Kanaan mostrou confiança em conquistar um bom resultado na São Paulo Indy 300. “Solucionamos alguns problemas que encontramos nas três etapas anteriores e acredito que teremos um equipamento competitivo para essa prova”, disse Tony.

Vice-líder do campeonato, Helio Castroneves elogiou as reformas feitas na pista, destacando que as condições do asfalto melhoraram e o sistema de drenagem está mais eficiente. “Espero que não chova, mas se chover, não haverá tantas poças no circuito”, aposta Helinho.

Pronta para fazer sua estreia em 2012, Bia Figueiredo, que competirá apenas em São Paulo e Indianápolis, está preocupada em conhecer as reações do carro. “Conheço bem o traçado e meu foco no momento será aprender as reações do carro da Andretti", revelou Bia.

(Miguel Costa Jr)

Abaixo, um vídeo com alguns dos principais pilotos do grid da Fórmula Indy. Veja o que Will Power, Helio Castroneves, Ryan Hunter-Reay, Rubens Barrichello falaram da São Paulo Indy 300.


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Chuva flerta com São Paulo Indy 300

Domingo é dia da quarta etapa do campeonato da temporada 2012 da Fórmula Indy. Os carros já chegaram ao Anhembi, São Paulo, e já começaram a ser montados. Sexta-feira será dia de vistoria técnica. Os bólidos só vão para o circuito montado nas ruas de São Paulo no sábado pela manhã. Confira a programação (datas e horários de Brasília) para o fim de semana na capital paulista.

28 de abril (sábado):
08h05min: Primeira sessão de treinos livres da Fórmula Indy
11h05min: Segunda sessão de treinos livres da Fórmula Indy
14h05min: Classificação da Fórmula Indy

29 de abril (domingo):
08h30min: Warm-up da Fórmula Indy
11h10min: Apresentação da Fórmula Truck
11h37min: Desfile de apresentação dos pilotos
12h00min: apresentações e hino
12h30min: Largada da São Paulo Indy 300
15h30min: Premiação da São Paulo Indy 300

Muitos podem estar perguntando sobre o tempo. Bem, a meteorologia aponta tempo instável tanto no sábado, quanto no domingo. Nuvens carregadas estarão sobre o circuito e há chance, sim, de chover; tanto na classificação, quanto na São Paulo Indy 300. A notícia é de dar arrepios, principalmente para quem se lembra do que aconteceu ano passado: a edição de 2011 dessa corrida só terminou na segunda-feira por causa do dilúvio de proporções bíblicas que caiu no Anhembi.

(Caetano Barreira)

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Lotus faz corte na Indy

Ainda abaixo do patamar de Chevrolet e Honda, os motores Lotus serão vistos em menos equipes da Fórmula Indy. O grupo Lotus decidiu romper acordo com Bryan Herta Autosport e Dreyer & Reinbold Racing.

(IndyCar Website)

A decisão já mexe com o grid para a São Paulo Indy 300. Dessas duas equipes, a Dreyer & Reinbold, com o espanhol Oriol Servià, ainda estará nas ruas da capital paulista para competir. O canadense Alex Tagliani está fora. Isso só muda se a Bryan Herta Autosport conseguir novo propulsor (leia-se aqui Honda ou Chevrolet) para equipar seus carros, o que acho ser bem improvável a essa altura dos acontecimentos.

A opção da Lotus significa que seus motores só estarão nos carros da Lotus HVM Racing, com Simona de Silvestro, e da Dragon Racing, com Sebastian Bourdais e Katherine Legge, nessa temporada. Para as 500 Milhas de Indianápolis, a Newman-Hass terá o motor Lotus, já que o acordo para a prova no tradicional oval já havia sido feito e, por interesses comerciais, a Lotus não deixará esse time na mão. A equipe estará (provavelmente) com Jean Alesi no Indiana Motor Speedway, no final de maio.

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Enquanto os motores não são ligados

Semana será agitada em São Paulo. Os carros da Fórmula Indy chegaram à capital paulista para a disputa da São Paulo Indy 300, no próximo domingo. Muita expectativa para mais esse edição da corrida de rua.

A começar pela possibilidade de vitória brasileira. A maior chance é de Helio Castroneves. O piloto já venceu na temporada (GP de São Petersburgo) e sua equipe domina o alto do pódio em 2012. Em três corridas, todas as vitórias foram da Penske, sendo duas de Will Power.

Por falar no australiano, o piloto do carro #12 venceu todas as duas edições da São Paulo Indy 300 – em 2010, dividiu o pódio com Vitor Meira (único brasileiro até hoje que subiu no pódio na prova nas ruas de São Paulo), e em 2011, na corrida que só terminou na segunda-feira por causa da chuva.

Dentre os brasileiros, o campeão da categoria em 2004, Tony Kanaan, e Rubens Barrichello estão correndo por fora para subir no alto do pódio em São Paulo. Além do sonho de vencer em casa, os dois pilotos da KV querem interromper a sequência de vitórias da Penske não só nesse campeonato, mas no Anhembi. Acertada para duas provas em 2012, Bia Figueiredo estará no cockpit da Andretti em São Paulo. Acredito que a vitória no próximo domingo estará distante, mas a piloto brasileira poderá fazer uma boa corrida, já que essa é a primeira vez na F-Indy que tem um carro competitivo. Abaixo, o troféu que será entregue ao vencedor da São Paulo Indy 300.


Além desses, não é razoável descartar a dupla da Ganassi. O tetracampeão (e atual campeão) Dario Franchitti e o neozelandês Scott Dixon poderão estragar os planos da Penske. O norte-americano Ryan Hunter-Reay e o canadense James Hinchcliffe, ambos da Andretti, poderão surpreender no Anhembi.

O traçado de rua do Anhembi tem 4.080 quilômetros com 11 curvas. É nesse circuito que tem a maior reta do calendário da Indy. A grande reta da Marginal Tietê, que tem quase 1,2 quilômetros, é, sem dúvida, um dos principais pontos de ultrapassagem do circuito. Outro ponto interessante é o S do Samba. Antes que os motores comecem a roncar, dê uma volta virtual no circuito do Anhembi.

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Quatro brasileiros e um sonho

A lista de inscritos para as 500 Milhas de Indianápolis saiu. As 33 vagas no grid serão disputadas por 34 inscritos, sendo quatro brasileiros: Helio Castroneves, Tony Kanaan, Rubens Barrichello e Bia Figueiredo. Os três primeiras estão na disputa do campeonato, enquanto que a piloto fará a tradicional prova pela Andretti – Bia também estará no carro da equipe de Michael no final desse mês, na São Paulo Indy 300.

A lista ainda poderá aumentar, já que a presença do francês Jean Alesi (ex-F1) é aguardada. O ex-piloto da Ferrari, Tyrrell, Sauber, Benetton, Prost e Jordan provavelmente estará no cockpit da Newman/Haas. Outro nome praticamente certo é Luca Filippi, que sentará num carro da Rahal Letterman. O campeão da prova em 2004, Buddy Rice (Carpenter-Chevrolet), e Townsend Bell (Sam Schmidt-Honda) também poderão aparecer nessa edição das 500 Milhas.


Essa será a primeira vez que Rubinho disputará uma corrida num oval. Poucos podem ter esquecido, mas Barrichello já competiu – e venceu! – na pista norte-americana; na ocasião, num traçado misto na sua época de Fórmula 1.

Porém, para a categoria, Rubinho é estreante e terá de passar por todos os testes até o pole Day. Além do brasileiro, Bryan Clauson, James Jakes, Josef Newgarden, Katherine Legge, Wade Cunningham e Simon Pagenaud são os rookies da edição 2012 das 500 Milhas de Indianápolis. Apesar de o inglês James Jakes ter sido inscrito na edição do ano passado da corrida, ele é considerado estreante porque ficou de fora do grid.

Desde 1911, a bandeira brasileira ficou no alto do pódio em seis oportunidades: em 1989 e 1993 com Emerson Fittipaldi, em 2001, 2002 e 2009 com Helio Castroneves e em 2003 com Gil de Ferran. Em 2012, Helinho correrá para se tornar o maior vencedor da história das 500 Milhas de Indianápolis. O brasileiro, que tem três triunfos, está a uma vitória dos lendários AJ Foyt (1961, 1964, 1967 e 1977), Al Unser (1970, 1971, 1978 e 1987) e Rick Mears (1979, 1984, 1988 e 1991).

Campeão da categoria em 2004, o brasileiro Tony Kanaan ainda busca sua primeira vitória na lendária pista norte-americana. Dos pilotos em atividade, apenas Dario Franchitti (2007 e 2010) e Scott Dixon (2008) já tomaram o leite da vitória no Indiana Motor Speedway.

Confira a lista dos 34 pilotos que participarão da classificação para as 500 Milhas de Indianápolis:
Ryan Briscoe: Penske-Chevrolet #2
Helio Castroneves: Penske-Chevrolet #3
JR Hildebrand: Panther-Chevrolet #4
Ernesto Viso: KV-Chevrolet #5
Katherine Legge: Dragon-Lotus #6
Sebastien Bourdais: Dragon-Lotus #7
Rubens Barrichello: KV-Chevrolet #8
Scott Dixon: Ganassi-Honda #9
Dario Franchitti: Ganassi-Honda #10
Tony Kanaan: KV-Chevrolet #11
Will Power: Penske-Chevrolet #12
Mike Conway: AJ Foyt-Honda #14
Takuma Sato: Rahal Letterman -Honda #15
Sebastien Saavedra: AFS/Andretti-Chevrolet #17
Justin Wilson: Dale Coyne-Honda #18
James Jakes: Dale Coyne-Honda #19
Ed Carpenter: Carpenter-Chevrolet #20
Oriol Servià: Dreyer & Reinbold-Honda #22
Marco Andretti: Andretti-Chevrolet #26
James Hinchcliffe: Andretti-Chevrolet #27
Ryan Hunter-Reay: Andretti-Chevrolet #28
Bia Figueiredo: Andretti-Chevrolet #29
Graham Rahal: Ganassi-Honda #38
Bryan Clauson: Sarah Fisher-Honda #39
Wade Cunningham: AJ Foyt-Honda #41
Josef Newgarden: Sarah Fisher-Honda #67
Simon Pagenaud: Sam Schmidt-Honda #77
Simona de Silvestro: HVM-Lotus #78
Charlei Kimball: Ganassi-Honda #83
Alex Tagliani: Bryan Herta-Lotus #98

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Voar, voar, subir, subir

É claro que o título desse post é uma referência à letra do maior sucesso do cantor Biafra, mas com uma pitada de ironia. No fim de semana de velocidade, que teve Fórmula 1 e F-Indy, as emoções estavam no ar. Literalmente.

No Grande Prêmio da China de F1, o australiano Mark Webber escapou da pista e foi visitar a grama. Na volta, acertou a zebra e mostrou que tem aptidões para integrar a Força Aérea Australiana. Confira o vídeo de Webber decolando em Xangai:




Já na Fórmula Indy, Marco Andretti sugeriu aos projetistas do novo modelo da categoria (DW12) jogar suas anotações no lixo. Os novos carros foram projetados com foco maior na segurança. Uma das novidades nesses bólidos é a proteção lateral que evita o toque de rodas para impedir que carros decolem. Pois é, evitar não significa impedir. E o norte-americano tratou de mostrar isso no GP de Long Beach. O Andretti #26 destruído é mostrado aos 55s, mas só dá para ver o acidente quando a TV mostra o replay, aos 2min50s.

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Power dá show e assume liderança na Indy

Nem mesmo a punição imposta aos pilotos que competem com motor Chevrolet, pela troca dos propulsores feita pela montadora, foi capaz de segurar Will Power. O australiano venceu o Grande Prêmio de Long Beach de Fórmula Indy e assumiu a liderança do campeonato. Power coleciona 127 pontos contra 103 de Helio Castroneves. Ao contrário da Fórmula 1, que com a vitória de Nico Rosberg no GP da China teve três equipes vencedoras em três Grandes Prêmios, na Indy só deu Penske nas três corridas de 2012.

Com uma estratégia perfeita, Power chegou assumiu a ponta nas ruas californianas, mas recebeu grande pressão de Simon Pagenaud nas voltas finais. O piloto da Penske venceu com 0s8 se vantagem sobre o francês.

(Indy Car Website)

O favoritismo da Ganassi durou pouco em Long Beach. O pole Dario Franchitti tocou em Josef Newgarden na primeira curva e o novato foi parar no muro. Na relargada, cinco voltas depois, Justin Wilson repetiu a manobra com mais sucesso e assumiu a liderança da prova.

Um acidente assustou a Indy. Marco Andretti tentou ultrapassar Graham Rahal e os dois se tocaram. O Andretti número 26 decolou e deixou todos apreensivos no circuito. A boa notícia veio quando marco bateu o cinto e saiu do cockpit.

Na confusão envolvendo Takuma Sato e Ryan Hunter-Reay – o norte-americano irresponsavelmente jogou o japonês contra o muro –, sobrou uma punição para o piloto da Andretti. Assim, ele perdeu o pódio após ter recebido acréscimo de 30s a seu tempo final. James Hinchcliffe herdou um lugar no pódio e mais alguns pontos para o campeonato.

A punição de Hunter-Reay também beneficiou Tony Kanaan. O piloto da KV, que foi o quarto colocado, foi o único brasileiro a pontuar em Long Beach. Na última curva do GP, Rubens Barrichello e Helio Castroneves lutavam pela sétima colocação. Os dois brasileiros se enroscaram e abandonaram. Rubinho ainda se arrastou para terminar em nono lugar; já Helinho foi punido - um exagero da direção de prova porque o brasileiro da Penske ficou com sua corrida prejudicada naquele momento da prova - em 30s e ficou com a 13ª posição.

Abaixo, a classificação final do Grande Prêmio de Long Beach de Fórmula Indy:
1. Will Power (Penske-Chevrolet)
2. Simon Pagenaud (Sam Schmidt-Honda)
3. James Hinchcliffe (Andretti-Chevrolet)
4. Tony Kanaan (KV-Chevrolet)
5. JR Hildebrand (Panther-Chevrolet)
6. Ryan Hunter-Reay (Andretti-Chevrolet)
7. Ryan Briscoe (Penske-Chevrolet)
8. Takuma Sato (Rahal Letterman-Honda)
9. Rubens Barrichello (KV-Chevrolet)
10. Justin Wilson (Dale Coyne-Honda)
11. James Jakes (Dale Coyne-Honda)
12. EJ Viso (KV-Chevrolet)
13. Helio Castroneves (Penske-Chevrolet)
14. Ed Carpenter (Carpenter-Chevrolet)
15. Dario Franchitti (Ganassi-Honda)
16. Oriol Servià (Dreyer & Reinbold-Lotus)
17. Sebastian Bourdais (Dragon-Lotus)
18. Charlie Kimball (Ganassi-Honda)
19. Katherine Legge (Dragon-Lotus)

Não completaram:
20. Simona de Silvestro (HVM-Lotus)
21. Alex Tagliani (Lotus-Barracuda-Lotus)
22. Mike Conway (AJ Foyt-Honda)
23. Scott Dixon (Ganassi-Honda)
24. Graham Rahal (Ganassi-Honda)
25. Marco Andretti (Andretti-Chevrolet)
26. Josef Newgarden (Fisher Hartman-Honda)

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Chevrolet faz recall na Indy

O grid para o Grande Prêmio de Long Beach de Fórmula Indy será interessante. A grande disputa entre Chevrolet e Honda, com o Lotus correndo por fora, ficou para a corrida. Na classificação para a prova no circuito de rua, todos os pilotos que competem com os motores sob a chancela da gravatinha dourada perderão dez posições de largada. Engenheiros da Chevrolet detectaram um problema no propulsor de James Hinchcliffe durante testes em Sonoma e decidiram trocar todos os motores de todos os carros. Uma espécie de recall da Chevrolet.

Com isso, os brasileiros terão de fazer uma corrida de recuperação, já que Helio Castroneves (Penske), Tony Kanaan (KV) e Rubens Barrichello (KV) disputam a temporada com motores Chevrolet.

No meio dessa confusão toda, surge a Ganassi como favorita à pole-position e, quem sabe, à vitória. Melhor ainda para Scott Dixon, que é o vice-líder do campeonato e está a dois pontos de Helinho. O neozelandês poderá sair da Califórnia como líder da competição.

Além dos onze pilotos que serão penalizados (E.J. Viso, Ed Carpenter, Helio Castroneves, J.R. Hildebrand, James Hinchcliffe, Marco Andretti, Rubens Barrichello, Ryan Briscoe, Ryan Hunter-Reay, Tony Kanaan e Will Power), o tetracampeão Sebastien Bourdais também perderá dez posições de largada. O francês, que compete pela Dragon, também trocou o motor Lotus de seu carro.

Com tanta gente tendo de perder dez posições, a classificação para a etapa de Long Beach será interessante. Melhor ainda será início da corrida; com tanta gente boa e com carros rápidos, a briga no pelotão intermediário será intensa. Não ficarei surpreso se os dois Ganassi de Dario Franchitti e Scott Dixon dispararem na ponta. É a grande chance de a Honda vencer pela primeira vez na temporada, já que todas as duas vitórias de 2012 ficaram com a Chevrolet – Helio Castroneves em São Petersburgo e Will Power no Alabama.

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Supremacia em jogo

A temporada 2012 da Fórmula Indy mal começou e a disputa já está acirrada. Depois de duas etapas, a liderança é de Helio Castroneves. O brasileiro da Penske tem apenas dois pontos de vantagem sobre Scott Dixon, da Ganassi, que acumula 84 pontos.

Para a terceira etapa, que será disputada domingo nas ruas de Long Beach, o grande rival de Helinho está em sua própria equipe. O australiano Will Power, vencedor da última corrida, pode tomar a ponta da competição em caso de novo triunfo ou alguma posição desfavorável do brasileiro na classificação final desse GP.

Apesar de ser conhecido como rei dos mistos, Will Power nunca venceu em Long Beach, mesmo tendo conquistado a pole-position nas últimas três edições da corrida californiana. A vitória em 2011 foi de Mike Conway, com um Andretti.

A temporada da categoria viu, até agora, um domínio da Penske. Com duas vitórias em dois Grandes Prêmios, os carros de Roger se preparam para mais uma batalha com os bólidos de Chip Ganassi, que tentarão colocar um ponto final na supremacia da Penske nesse início de campeonato. Mas a briga não ficará exclusiva a essas duas escuderias. Pelo desenho do circuito, os carros da KV e da Andretti podem surpreender. Esses dois times andarão mais próximos de Penske e Ganassi em Long Beach.

Apesar de ser um circuito de rua, Long Beach, com traçado de 3.150 metros com 12 curvas, oferece boas condições de ultrapassagem. Como aperitivo, uma volta virtual.

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Bia acerta com Andretti

A piloto Bia Figueiredo participará de duas etapas do calendário 2012 da Fórmula Indy. A brasileira acertou com a Andretti para disputar a São Paulo Indy 300 e as 500 Milhas de Indianápolis.

O anúncio apenas ratifica as suspeitas que surgiram durante a pré-temporada da Indy. Na ocasião, Bia participou de um dia de testes pela equipe de Michael Andretti, que compete nessa temporada com os motores Chevrolet.

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Só deu Penske: vitória de Power e liderança de Castroneves

A equipe Penske deixou o Alabama, palco da segunda etapa do campeonato de Fórmula Indy, com a certeza do dever cumprido. A vitória de Will Power no circuito misto do Alabama foi impressionante. Na travada pista no Barber Motorsport, o australiano surpreendeu depois de ter largado na nona posição do grid e ter sido o primeiro a receber a quadriculada.


O pódio no Alabama foi formado por Scott Dixon, da Ganassi, e por Helio Castroneves. O brasileiro da Penske, que largou pela 40ª vez na pole-position em sua carreira na F-Indy, terminou a prova em terceiro. Essa colocação não foi um resultado ruim, mesmo tendo largado na frente. No Alabama, os pneus do Penske #3 tiveram um desgaste acima do esperado. Por isso, o resultado foi, de certa forma, bom; principalmente porque manteve o brasileiro na ponta do campeonato.

Quem teve oportunidade de acompanhar a corrida viu a pressão que o brasileiro da Penske sofreu. Helinho suportou os ataques de Graham Rahal nas últims voltas e garantiu o pódio em Barber.

Em sua segunda corrida na categoria, Rubens Barrichello mostrou estar mais adaptado à Indy. Depois de largar em 14º lugar, o brasileiro da KV fez ultrapassagens e terminou a prova em oitavo. Compatriota e companheiro de equipe na KV de Rubinho não teve sorte: Tony Kanaan saiu da sexta posição e logo na primeira metade não conseguia impor um bom ritmo. Com problemas em seu carro, Kanaan terminou em 21º lugar.


Abaixo, a classificação final do Grande Prêmio do Alabama de Fórmula Indy:
1. Will Power (Penske-Chevrolet)
2. Scott Dixon (Ganassi-Honda)
3. Helio Castroneves (Penske-Chevrolet)
4. Graham Rahal (Ganassi-Honda)
5. Simon Pagenaud (Sam Schmidt-Honda)
6. James Hinchcliffe (Andretti-Chevrolet)
7. Mike Conway (AJ Foyt-Honda)
8. Rubens Barrichello (KV-Chevrolet)
9. Sebastian Bourdais (Dragon-Lotus)
10. Dario Franchitti (Ganassi-Honda)
11. Marco Andretti (Andretti-Chevrolet)
12. Ryan Hunter-Reay (Andretti-Chevrolet)
13. Oriol Servià (Dreyer & Reinbold-Lotus)
14. Ryan Briscoe (Penske-Chevrolet)
15. JR Hildebrand (Panther-Chevrolet)
16. James Jakes (Dale Coyne-Honda)
17. Josef Newgarden (Fisher Hartman-Honda)
18. EJ Viso (KV-Chevrolet)
19. Justin Wilson (Dale Coyne-Honda)
20. Simona de Silvestro (HVM-Lotus)
21. Tony Kanaan (KV-Chevrolet)
22. Ed Carpenter (Carpenter-Chevrolet)

Não completaram:
23. Katherine Legge (Dragon-Lotus)
24. Takuma Sato (Rahal Letterman-Honda)
25. Charlie Kimball (Ganassi-Honda)
26. Alex Tagliani (Lotus-Barracuda-Lotus)

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