São Paulo 2x0 Rio de Janeiro
A cidade paulistana conquistou o direito de ser palco da corrida de rua depois da organização da Indy ter jogado a toalha em relação às primeiras opções. Estas alternativas começaram com a indicação de Ribeirão Preto. A cidade do interior paulista não foi longe e logo viu a chance de sediar a prova da Indy parar na brita. Depois, veio Salvador. Começou muito forte, mas a cada dia ia perdendo força até passar reto na curva. Os olhos se voltaram para o Rio de Janeiro, principalmente depois de a cidade ter sido escolhida para receber os Jogos Olímpicos de 2016. Seria uma boa jogada de marketing trazer a categoria para a cidade olímpica. Seria, já que a cidade maravilhosa não colocou o pé no acelerador para ter de volta a Fórmula Indy.
Com tanta indecisão, São Paulo saiu dos boxes e acelerou para a vitória. Esta é a segunda vez que a capital paulista “rouba” do Rio de Janeiro um evento automobilístico de grande porte – a Fórmula 1 se mudou para São Paulo em 1990. Para quem não se lembra, a Indy já passou por aqui entre os anos de 1996 e 2000. Nestes anos, as provas eram disputadas no circuito oval do autódromo de Jacarepaguá, no Rio.

Com o acerto com a IRL, São Paulo se transforma na Meca do automobilismo, já que recebe duas das mais importantes categorias top de monopostos do mundo. De certo, até agora, é que a corrida não será em Interlagos. A prova brasileira será disputada nas ruas de São Paulo. A prefeitura começa a estudar possíveis locais para a realização do GP. Os primeiros estudos indicam a área do sambódromo como parte do circuito, já que ali há camarotes e arquibancadas construídos e uma grande área que pode ser usada como estacionamento. Há a possibilidade, também, de a pista do aeroporto do Campo de Marte ser utilizada. Acho pouco provável, já que o tráfego de aviões teria de ser interrompido por, no mínimo, quatro dias (montagem de equipamentos e carros, treinos e corrida). Por isso, acho que a Fórmula Indy em São Paulo vai acabar em samba.