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Desdobramentos de um simples teste na Ferrari

Uma notícia começou a borbulhar nesta quarta-feira. A Ferrari anunciou que o mexicano Sérgio Pérez, da Sauber, fará testes com o modelo F60, que estava nas pistas na temporada 2009 da Fórmula 1. O contato de Pérez com uma Ferrari da F1 está previsto para setembro em Fiorano ou Mugello. Este teste servirá para os italianos observares o comportamento de Pérez no carro vermelho.


Para quem não sabe, o ‘ligeirinho’ tem ligação com Maranello; ele integrou a Academia de Pilotos da Ferrari. Além disso, a Sauber tem uma antiga parceria com a Ferrari – o time suíço compete com propulsores italianos.

Pérez é o mexicano mais talentoso que apareceu na Fórmula 1 depois dos irmãos Rodriguez, que dão nome ao autódromo que fez parte do calendário da F1 até a década de 1990. Ricardo Rodriguez competiu pela Ferrari entre 1961 e 1962 e era apontado como grande promessa do automobilismo. Ricardo morreu na curva Peraltada durante sessão de treino para o GP do México de 1962. Para quem não lembra, a Peraltada é aquela curva em que Ayrton Senna capotou com sua McLaren durante sessão livre em 1991.


Anos depois, seu irmão mais velho, Pedro venceu as duas únicas corridas do país na categoria (África do Sul em 1967 e Bélgica em 1970). A vida de Pedro Rodriguez também foi violentamente abreviada: há 40 anos, Pedro morreu numa corrida de esporte protótipo – mais precisamente em 11 de julho de 1971.

Sérgio Pérez é a esperança mexicana para resgatar o sucesso que os ex-futuros campeões não tiveram. Este teste não significa que ele estará na Ferrari, mas também não é encarado pelos italianos como passa-tempo. O francês Jules Bianchi, hoje na GP2, também participará da sessão juntamente com o mexicano.

É claro que isso não significa que Felipe Massa estará a pé em 2012. Nem cito Fernando Alonso porque o espanhol já sentou no trono de Maranello. Porém, assim como as outras equipes de ponta da F1, a Ferrari está de olho também no futuro. Acredito que Massa não ficará muito mais tempo defendendo as cores da Ferrari. Ou ele sai no final desta temporada por conta própria, caso apareça um bom cockpit na categoria, o que é pouco provável, ou ele faz as malas no final de 2012.

A dúvida que ronda minha cabeça é: se Felipe Massa sair da Ferrari, ele continuará a ter o apoio que hoje possui da Fiat para continuar seu projeto do Racing Festival (Trofeo Linea e Fórmula Futuro)? Sei que, teoricamente, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa; mas, e na prática? Será que realmente são assuntos independentes? E-mails para a redação.

(Formula 1 Website)

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Comentários


Comentários

Carlos Alvim enviou em 15/07/2011 as 07:23:

Amigo Márcio, Como diria aquele personagemdo Chico Anísio:'business is business!. Afinal oBrasil é um respeitável mercado para as Ferraris, que vendem muito, por aqui. E o Racing Festival é uma grande ferramenta de marketing para a Fiat, que afinal, é a dona da Ferrari, E o Massinha certamente ajuda a alavancar as vendas; vendo assim, creio que a parceria continue ..Vamos aguardar ..... Abração


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