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Ponto de interrogação

Faltam menos de 20 dias para o Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1 e a realização dessa corrida ainda não está garantida. A situação política do país está seriamente abalada desde o ano passado – tanto que, em 2011, a corrida foi, primeiramente adiada para, depois, finalmente cancelada. A violência impera nas ruas da capital e das principais cidades do Bahrein.

Hoje, não há segurança para pilotos, equipes, jornalistas, profissionais de marketing e todos que fazem a Fórmula 1. A situação atual no país é ainda pior do que a encontrada na época do Grande Prêmio no ano passado. Há, inclusive, violentos protestos do povo contra a realização da corrida de F1, que clamam por uma reforma democrática.

Equipes já se pronunciaram. Estão prontas para correr e para não competir, caso o GP seja cancelado. Os times são regidos sob contratos milionários e terão de se sujeitar caso a F1 realmente aterrisse no Bahrein.

Bernie Ecclestone orça a barra para a realização da corrida barenita. Afinal, alguns milhões de dólares estão em jogo. Espero que o todo-poderoso da Fórmula 1 use o bom senso e não arrisque a segurança de todos que fazem a F1.

Não acredito num adiamento dessa corrida. Assim como no ano passado, o calendário da Fórmula 1 é inchado e não há data disponível para a disputa do GP. Antes disso, temos o Grande Prêmio da China. Esse, sim, está confirmado e a previsão é de mais uma boa disputa entre McLaren e Red Bull, com Mercedes e Lotus correndo por fora. Mas, se chover, Fernando Alonso e sua Ferrari poderão aprontar mais uma.

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