O banho real
Depois de Emerson Fittipaldi (1973 e 1975) e Nélson Piquet (1983) terem batido na trave – e, por que não, Ayrton Senna em 1984 – o então piloto da Lotus pôs fim ao jejum brasileiro em terras do príncipe Albert II.

E mais: iniciou um impressionante reinado. A partir daquela corrida, Senna só não venceria a prova do ano seguinte; nunca é demais lembrar que na corrida de 1988, Ayrton liderava com cerca de 50s à frente de Alain Prost até bater bisonhamente na entrada do túnel. Depois, Senna venceu todas (1989, 1990, 1991, 1992 e 1993) que disputou até o final de sua carreira. As seis conquistas (em dez participações) até hoje não foram superadas.
É evidente que Ayrton Senna nasceu no Brasil, assim como toda sua adoração do povo japonês. Mas é inegável que, esportivamente, o mito surgiu naquela prova nas ruas do Principado de Mônaco. Ayrton Senna é um verdadeiro mito monegasco.
Nessa histórica vitória de 1987, a vitória de Senna com sua Lotus 99T marcou mais uma dobradinha brasileira na Fórmula 1, já que Nélson Piquet (Williams FW-11B) chegou na segunda colocação, a 33s212 do piloto do carro chefiado por Peter Warr.
Citar Mônaco, Ayrton Senna e Peter Warr, naturalmente, vem à mente o banho de champanhe que o brasileiro deu na família real no pódio de sua primeira vitória no Principado. Três anos depois, já com macacão da McLaren, Senna até mirou a garrafa na família real, para desespero de um segurança. Um sorriso daquele que viria a ser tricampeão e um banho no cinegrafista marcaram aquela vitória de 1990. Confira as duas solenidades de premiação no vídeo abaixo: