Arquivo de March 2010
31/03/2010 - 09:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
31/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Olívia Byington e Daniel Filho
Mais do que consagrar uma espiritualidade brasileira, a pré-estreia de
Chico Xavier, dirigido por
Daniel Filho, anteontem, no Downtown, firmou o sincretismo do nosso povo, ou, pelo menos, das nossas celebs.
Ângelo Antônio, que interpreta Chico Xavier jovem, analisou a fé nacional. “Chico era uma grande energia. O que importa é que esse fenômeno de bondade aconteceu no Brasil. Não sou espírita, mas espiritualidade é a coisa mais importante na vida”, disse o gajo, ao lado da mãe e da namorada,
Juliana Didone. Ator que interpretou a fase madura do médium,
Nelson Xavier foi o único ateu que encontramos por lá. “Mas acredito na fé dos homens”, afirmou.
Sem
Du Moscovis,
Cynthia Howlett apareceu para dar apoio à amiga
Nana Viveiros, da produção. “Minha avó é espírita, então tenho um pé lá. Sou budista e católica também. O que me fortalece está valendo”, declarou Cynthia. Apesar de católica,
Helena Ranaldi confessou: “Aproximei-me do espiritismo em um momento da minha vida”. Falando em religião, tem papel polêmico de
Maria Padilha vindo aí. A atriz rodou, no início do ano, o novo longa (ainda sem nome) de Paulo Caldas, no qual ela interpreta uma pianista que se apaixona por um padre (
Fábio Assunção). “É uma história comum. Tem muito padre casado por aí!”, disse a atriz, tentando abafar o caso, mas polemizando ainda mais.
Voltando à enquete... O pai de
Maurício Mattar é espírita e o ator é
mezzo budista,
mezzo espírita. “Quando trabalhei na novela
A viagem, me envolvi com a doutrina. Frequentei o Lar de Frei Luiz por alguns anos, mas conheci o budismo e me apaixonei. Cheguei a morar por um mês no Oriente”, contou. A viagem também fez com que
Christiane Torloni, no elenco de Chico Xavier, fosse introduzida ao espiritismo. “Hoje, sou espiritualista, sem religião definida”. E mais: na próxima novela das 18h, Escrito nas estrelas, Torloni contou que interpretará uma “desencarnada”. Entenderam?
“Acredito no espiritismo branco”, deixou claro
Letícia Spiller. Em seguida, brincou: “Acredito também na minha deusa,
Cássia Kiss” e sapecou um abraço em Cássia, que passava perto. Letícia foi acompanhada do ator
Paulo Vespúcio, que dirigirá o primeiro filme produzido por ela: a comédia
O casamento de Gorete. Nela, Letícia fará duas pontas: como uma cyber drag queen e como uma recepcionista obesa. Em tempo: as atrizes
Paola Oliveira e
Chris Vianna (cotada para substituir Paola como rainha de bateria da Grande Rio) trocaram beijinhos carinhosos. Nada de rivalidade!
Carolina Dieckmann e Nicete Bruno
Antonia Fontenelle e Marcos Paulo
Roberto Farias e Ruth
Amora Mautner e Paula Burlamaqui
Letícia Sabaetella
Nelson Xavier
Juliana Didone e Angelo Antonio
Christiane Torloni Ignácio Coqueiro
31/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Apenas 18 dias após a ousada expô
Liberdade é pouco - o que eu desejo ainda não tem nome, que rolou no casarão recém-comprado pelos pais, no Jardim Botânico, o curador
Bernardo Mosqueira agora aporta em São Paulo. Na Galeria Oscar Cruz, Bernardo apresenta
Com afeto, Rio. “É mais uma exposição-questão. Quero mostrar o quanto o carioca usa a afetividade na arte”, conta Bernardo. São 25 artistas cariocas, alguns remanescentes da primeira exposição, levando às terras paulistanas sua arte e seu afeto. “A intenção é provar que cariocas e paulistas fazem arte de forma diferente. Enquanto utilizamos afeto, experiência e experimentação, eles usam conceito, filosofia e ego”, compara e justifica: “Não estou querendo mostrar quem é melhor e nem fomentar rixa. Apenas apresento as diferenças de forma leve. O nome, inclusive, mostra a delicadeza na intenção. Pode ser o Rio assinando uma carta a São Paulo ou, simplesmente, eu rio, sorrio, com afeto”. Em tempo: com o aval de Bernardo, os estudantes
Guilherme Ferraz,
Luiza Magalhães e
Pedro Acosta preparam um documentário sobre a expô Liberdade é pouco, o que eu quero ainda não tem nome. O projeto deve ficar pronto em poucos meses.
31/03/2010 - 08:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Orações por Fábio
Hoje faz 10 dias que Fábio Barreto voltou para casa. Uma home care com dois enfermeiros de plantão foi instalada e o cineasta permanece em coma. A mulher, a atriz Débora Kalume, tem sido a grande companheira de todas as horas depois de três meses de internação do marido, no Copa D'Or. O filho do casal, João, três anos, quando entra no quarto, sempre beija o pai e diz: “ele continua dormindo”. Ontem, em papo com Paula Barreto, na produtora LC Barreto, ela nos contou que as preces das 12h e das 18h pela saúde do irmão continuam sendo feitas.
Uma perda
Anteontem, Luiz Carlos Barreto sofreu outro baque. O amigo de tantos anos Armando Nogueira morreu. Paula Barreto contou que os olhos de Barretão eram pura tristeza e ele relembrava o encontro dos dois, na festa de 80 anos do produtor de cinema. Paulinha disse ainda que os trabalhos na LC Barreto continuam. O único projeto arquivado, por enquanto, é a comédia Bodas de seda – história sobre João, um alto funcionário de um banco com um casamento de 12 anos em crise com Marta, uma ex-cantora de ópera que quer voltar aos palcos – que seria dirigido por Fábio Barreto.
Roda Brasil
Até maio, uma bela iniciativa da família Barreto vai atingir 1.263 municípios do país onde não há sala de cinema. Foi criado o Roda Brasil - Cinema Volante. “Na semana passada, o Ciep Grande Otelo, em Gogó da Ema, uma das regiões mais pobres de Belford Roxo, ficou lotado com a presença da comunidade local”, disse Paulinha, acrescentando que foi exibido o filme Lula, o filho do Brasil, direção de Fábio Barreto.
Fause boca de cantor
Os blogs se confirmam cada vez mais como mídias que vieram para ficar. A prova disso é que Fause Haten escolheu 10 dos seus favoritos para veicular a campanha de Inverno. Entre eles: Agora que sou rica, de Janaína Rosa, e o Coisas de Marcelle, da diva Marcelona. E mais: Fause, que soltou a voz no desfile da SPFW, está mesmo levando a sério a profissão paralela. Ele se apresenta, em show pocket, dentro de seu ateliê, dias 17, 18, 24 e 25 de abril. Só para os mais chegados.
Gordurinhas
E a capa da Elle francesa continua a surfar na onda que vem varrendo a magreza excessiva dos editorias de moda. Quem é a estrela? Tara Lynn, uma top tamanho GG. Em algumas das fotos, Tara aparece nua, o que gerou críticas. Os mais ferrenhos, como o The New York Times, dizem que não há roupa para modelos do tamanho de Tara e que o artifício de desnudá-la seria uma camuflagem para a verdade inconveniente.
Clique solidário
A Sociedade Viva Cazuza está no vermelho e pedindo ajuda! Para facilitar quem queira fazer doações, elas podem ser realizadas online no site da instituição www.vivacazuza.org.br . É só se cadastrar e doar.
Entre fraldas e amor
Natalie Klein, da Nk Store, herdeira das Casas Bahia e casada com Tufi Duek, está às vésperas do nascimento da filha: “Ela se chamará Ava, que, em hebraico é vida, amor”, disse a mamãe, que trabalhará até a hora do parto.
Volta a Roma
Chico Buarque está em Roma, onde participou, sábado, de uma tarde de autógrafos do lançamento de Latte versato, a versão italiana do best-seller Leite derramado.
Quem sempre fica
O top fashionista Michael Roberts, está por aqui de novo. Ele veio fotografar os meninos do Rio para a revista americana Out. A pergunta que fica é: mas ele foi embora em algum momento?
Corram!
Enfim, saiu o DVD da turnê Stick&Sweet, de Madonna. Nos extras, no minidocumentário de 30 minutos, a namorada de Jesus Luz aparece falando que os fãs brasileiros são os mais selvagens e calorosos do mundo, xingando a chuva que caiu no Rio e nas festinhas armadas por aqui pós-show.
Passaporte
Deborah Colker está de malas e contêineres prontos para uma turnê de 65 dias pela Europa com o espetáculo Cruel. A tour começa no dia 23 de abril, em Londres, no Barbican Center e segue para outros países. Por aqui, nossa coreógrafa-estrela está preparando um novo espetáculo desde novembro. É aguardar coisa boa.
30/03/2010 - 09:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
30/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Depois de participar do Fórum de Sustentabilidade e comparar as populações indígenas da Amazônia aos Navi’s, personagens da superprodução
Avatar, que no filme precisam combater invasores que querem exterminá-los para explorar o mineral de seu planeta, o cineasta
James Cameron e a mulher,
Susy Amis, mergulharam na cultura do povo amazônico e conheceram a tradicional manifestação cultural do Boi-Bumbá, no Teatro Amazonas, na festa de encerramento do Fórum. Com vestido longo e salto 10, Susy requebrou ao som dos tambores e Cameron brincou com os bois Garantido e Caprichoso. No sábado, pela manhã, o casal sobrevoou a floresta amazônica em um hidroavião. Além disso, fez um passeio de canoa pelo Rio Negro para ver jacarés e ouvir os sons da mata. O cineasta contava a todos que não passou de boato a história de que poderia filmar uma continuação de Avatar na região. Mas, simpático, não descartou o convite para conhecer mais profundamente a Amazônia e rodar um documentário. No domingo, ele visitou a região do Rio Xingu, onde está prevista a construção da hidrelétrica Belo Monte – lembro aqui que Cameron fez um discurso duro pedindo ao presidente
Lula que reconsiderasse a construção da hidrelétrica em tal local. James Cameron permanece em Manaus e pretende falar, hoje, com jornalistas sobre a sua visita à região de Altamira, onde a Belo Monte poderá ser construída.
30/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Nelly Furtado foi tietada por
Ivete Sangalo, anteontem, na HSBC Arena, antes da apresentação da canadense. Veveta passou na casa de shows, antes de rumar para o Projac – onde rolou o prêmio Melhores do Ano do Faustão – só para bater papo de meia hora sobre carreira internacional. No camarim, Nelly elogiou Ivete e se disse impressionada com a energia da brasileira. No show de Porto Alegre, na sexta-feira,
Di Ferrero, vocalista do NX Zero, foi o agraciado e cantou com Nelly a canção
All good things come to an end, que gravaram juntos em 2008. “Ele fez um ótimo trabalho”, comentou a cantora. Di foi mais efusivo: “O show foi irado! Ela é muito gente boa e adora o Brasil. Ficamos amigos”. E tem mais: segundo o roqueiro, Nelly pediu para o NX Zero mandar material para ela, quando o grupo estiver gravando o primeiro CD em espanhol. Vale lembrar que Nelly cantou Sozinho, de Peninha, no Rio e em Porto Alegre.
30/03/2010 - 08:20 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Nossa queridinha
Lady Gaga teve sua intimidade trazida a público, no fim de semana, em Londres. Fotos de sua adolescência (acima) normal foram parar nas páginas do The Sun. Quem diria aquela moça careta se transformaria na mais importante estrela pós-moderna? Nossa ex-queridinha
Beth Ditto – atual desafeto da coluna pós-cancelamento da turnê brasileira – continua na saga de desmentir a si mesma. Longe dos problemas de saúde que inventou que tinha para não vir, Beth foi ao TV show austríaco
Wetten, dass..? e se jogou em cima do cantor
Hansi Hinterseer.
30/03/2010 - 08:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
As bandas de rock se animaram mesmo com a reabertura da Polysom, única fábrica de vinis da América Latina. A capixaba Dead Fish, por exemplo, lançou, sábado, com show no Circo Voador, um split compacto, em parceria com os conterrâneos do Mukeka di Rato. “Na Europa, todas as bandas lançam vinil. É uma opção para quem quer consumir música com carinho. Talvez seja uma saída para o buraco em que as gravadoras se encontram, já que é um produto mais caro”, analisa o vocalista,
Rodrigo (de camisa xadrez), em papinho conosco. Ele, aliás, tem uma
enooorme coleção de vinis. Dead Fish é uma banda eclética no quesito palco. Toca no Circo Voador, mas também em inferninhos, para 200 pessoas. “Os locais pequenos são essenciais para a estruturação de uma cena musical. Temos de lutar pela manutenção dos poucos que o Brasil possui”, comenta. E aproveitamos para perguntar: como é fazer hardcore na era do emo? “A geração 2000 perdeu esse instinto dos anos 90 do do
it yourself. A molecada, hoje, já tem uma ideia pronta de sucesso. Quer ser
rockstar antes de ser músico. Não sei se isso é certo ou errado, mas não é para mim. Até hoje carrego meu instrumento em dia de show”, dispara Rodrigo. Baita pé no chão.
30/03/2010 - 08:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Quem vem
Os escoceses do Camara Obscura anunciaram a esperada vinda ao Brasil. Eles desembarcam em maio para dois shows no patropi: dia 27 de maio, em São Paulo, e 28, no Recife. Nada de Rio, por enquanto. Alô, alô, Circo Voador, se movimente aí, por favor
Quem vai
A primeira atração internacional confirmada para o show de Ivete Sangalo no Madison Square Garden, em Nova York, em setembro, já tem nome e nacionalidade: o colombiano Juanes.
Gotas de consciência
A Osklen participa do evento Dow Live Earth Run For Water – a maior iniciativa mundial pela preservação da água no planeta, idealizada pelo ex-vice-presidente americano Al Gore em parceria com Kevin Wall – que rola dia 18, em SP, no Rio e em mais 100 cidades do globo. A grife de Oskar Metsavaht desenhou uma camiseta exclusivamente para a causa. A peça será vendida em todas as lojas da marca e pela internet. Parte dos lucros beneficiarão o Instituto e a ONG e-brigade, comandados por Oskar, que investirá em projetos educacionais voltados para o uso consciente da água.
Um mundo de palavras e retornos
O poeta Chacal está de volta ao Rio e junto dele o esperado Cep 20.000, que retorna ao Sérgio Porto, a partir de amanhã. Mas não é só uma volta à velha casa, trata-se das comemorações de 20 anos do CEP. “Estou muito feliz. Tudo voltando a luzir. É bom às vezes ficar longe para perceber as qualidades dessa cidade. A natureza, esse esplendor. E agora mais que nunca feliz com o CEP prestigiado e com a secretaria municipal de cultura, afinal, 20 anos não se faz todo dia”, comenta Chacal. Para a festa o poeta arma 10 edições, de março a dezembro, sempre na última quarta-feira do mês. O primeiro, amanhã, terá o Estrondo – “um recital de palavras e sons entrelaçados com ases detodas as liras” – com Carlito Azevedo, Alice Sant'anna, Gregório Duvivier, a Banda Lado 7 e outros.
29/03/2010 - 09:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
29/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Egidio Bruno, dono da livraria Bolívar, Karina Dias e Laura Bacellar
Em tempos em que homofobia virou polêmica cotidiana – vide o BBB 10 – encontramos
Laura Bacellar,
Hanna Korich e
Karina Dias – homossexuais assumidas e bem resolvidas – que, ao invés de travar batalhas, transformam em literatura seus anseios por uma sociedade na qual diferença seja apenas um ponto de vista. Laura e Hanna são casadas e donas da editora Malagueta, especializada em literatura homossexual, e Karina, escritora. “Na nossa opinião, o melhor antídoto contra o preconceito é o conhecimento. Uma das razões para a existência da editora”, define Laura. O resultado positivo do trabalho delas ficou explícito no sarau batizado lésbico-literário, realizado, sábado, junto com o lançamento do romance
Aquele dia junto ao mar, de Karina (cuja entrevista você confere ao lado), na Livraria Bolívar, em Copacabana. “Os nossos eventos têm sido bem noticiados, recebido bons públicos e acolhidos com carinho por livrarias e locais abertos à diversidade. Apesar de toda a homofobia, tem muita gente nesse país que acha uma bobagem solene alimentar preconceito”, explica Laura. O evento vespertino, que contou com outras escritoras do ramo lendo trechos de seus livros, reuniu não só mulheres. “A literatura é uma forma divertida, que entretém, enquanto justamente informa o leitor ou a leitora sobre outras realidades. Quem lê um de nossos livros e não conhece lésbicas em geral reage achando tudo muito parecido. A literatura ilumina a humanidade de todos”, resume Laura. E como lidar com quem ainda insiste em ser preconceituoso? “Somos uma editora pequena e essa categoria sofre tanto, mas tanto, no mercado editorial, que não dá para dizer se é preconceito ou falta de tamanho. Claro que existem gráficas que se recusam a dar orçamento e algumas livrarias que não querem nem ouvir falar da gente, mas nosso problema é que o mercado de distribuição não é muito amigável para editoras de nicho”, conta. E como vencer essa barreira? “Uma pessoa que conheça e compreenda o que são as minorias – aliás, qualquer minoria, não apenas gays e lésbicas ou transgêneros – perde o medo, não vê mais nenhuma ameaça naquilo. Os fundamentalismos alimentam medo e separação pela ignorância, enquanto o contato calmo e informado com outras culturas, outros grupos, alimenta o respeito pelo ser humano em seus vários formatos”. Eis o caminho para o sonhado
happy end.
29/03/2010 - 08:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Durante o lançamento do livro
Aquele dia junto ao mar – um romance com sotaque carioca, passado nas ruas de Copacabana – batemos um papinho com a escritora
Karina Dias sobre literatura, preconceito e sonhos.
Como a literatura pode acabar com o estigma implantando aos gays?
Quando se falava em literatura homoafetiva, tudo girava em torno de uma imagem negativa. Mas, as coisas estão mudando. Nossa abordagem mostra mulheres que não vivem em guetos. São pessoas como qualquer outra. A naturalidade faz com que os estigmas caiam por terra.
Que tipo de mensagens carregam seus livros?
Escrevo sobre superação. Sinceramente, as pessoas não podem nunca se anular, seja por qual motivo for. A felicidade é um bem que só cabe a nós conquistarmos.
Para Karina, como seria o happy end perfeito?
Um belo final feliz seria aquele em que todas as pessoas parassem de julgar umas as outras. Assim, o preconceito deixaria de existir.
Você é casada. Pretende ter, ou adotar, filhos?
Sim. Minha companheira está fazendo uma série de exames, estamos buscando orientação de uma boa profissional, e quando tudo estiver ok, iniciaremos as tentativas de concepção.
29/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
A Maison Louis Vuitton Malletier foi fundada em 1854 e, no mundo globalizado de hoje, onde o descartável muitas vezes se tornou palavra de ordem, a LV se mantém como sinônimo de tradição, luxo e objeto de desejo. Até “ontem” o ícone pop
Madonna estava nas campanhas. Só agora, na temporada primavera-verão 2010, a diva foi substituída pela top Lara Stone. Fiz todo esse preâmbulo para contar que Brasília ferveu – na política e nos escândalos já estamos cansados de saber – na inauguração, sábado, da sexta loja da Louis Vuitton, no país, localizada no novíssimo shopping Iguatemi. Pegaram um avião só para a festa:
Taís Araújo, em modelito LV da Cruise Collection e uma
ankle boot divina;
Cleo Pires, Carolina Dieckmann, Sabrina Sato e a princesa
Paola de Orleans e Bragança. O projeto arquitetônico super contemporâneo ganhou móveis do designer
Sérgio Rodrigues. Pelos 20 anos da LV no Brasil, o artista plástico
Vik Muniz criou lenços de seda exclusivíssimos. As peças limitadas (apenas 150) foram vendidas como água.
Gringo Cardia e os integrantes de sua ONG Spetaculu idealizaram a mais linda interpretação do célebre monograma da marca a partir de fotos de pessoas comuns desse mundão de Deus.
ESPELHO, ESPELHO MEU –
As belas Taís Araújo, Sabrina Sato e Paola de Orleans e Bragança. O trio poder Cleo Pires, Taís e Carolina Dieckmann + Gringo Cardia e Vik Muniz com o lenço de seda disputadíssimo
29/03/2010 - 08:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Foi no mesmo clima intimista de seu segundo DVD,
Celso Fonseca – Voz e violão, que o cantor, compositor, instrumentista e produtor
Celso Fonseca recebeu amigos e fãs no
pocket show que rolou, anteontem, na livraria Argumento, no Leblon. “Privilegiei canções de compositores que admiro”, contou. O repertório comporta de
Tempo rei, de
Gilberto Gil, a canções inusitadas, como
Conquista, de
Claudinho e Buchecha. “As músicas independem do estilo. Existem canções atemporais, sempre serão boas”, afirmou. No show, a plateia sentada no chão fazia coro e Celso brincava nos intervalos das canções. “Como eu era muito cara-de-pau, no início da minha carreira, entreguei uma fita com seis músicas ao
Ronaldo Bastos. Dias depois, liguei e perguntei: ‘Gostou’? E, surpreendentemente, ouvi: ‘Gravei todas’. E a primeira foi essa...”, Celso cantou
Sorte, um dos seus maiores sucessos, e comentou: “A minha maior sorte é trabalhar com o que mais me diverte”. Em tempo: Celso Fonseca prepara, ainda para 2010, um CD só de músicas inéditas – após um hiato de três anos. “O mais difícil é escolher. Música é que nem filho. Como definir qual é o mais bonito, não é verdade?”, brincou, acrescentando que grava o Palco MPB, dia 12, no Rival.
28/03/2010 - 09:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
28/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Ampliamos nosso horizonte e apresentamos não uma, mas seis fotos bafo
Funciona assim: pegue um grupo de gente jovem que exala frescor: uma nova fotógrafa e um novo
stylist, junte com amigos que adoram uma foto e o resultado é esse aqui, um editorial com clima de festcheenha. Mas a brincadeira para por aí. Em cena, dentro e fora dela, uma nova geração de “profashionals” vai marcando seu espaço no
mainstream da moda e da cultura carioca de forma efetiva e bastante madura. A quem interessar possa, anote aí o nome dos personagens da primeira fotonovela bafo: na cama, o ator engajado
Marcos Nauer, que vocês conheceram melhor no Festolipan de atores, há duas semanas; a estilista
Gisela Hansen, que nas imagens faz as vezes de modelo; e a
it girl sueca
Wera Von Essen, uma verdadeira espécime nórdica que veio passar um tempo no Brasil e acabou ficando para sempre. A foto é de
Carolina Mizrahi , queridinha do novo mundo das lentes, e
styling de
Milton Castanheira, que sabe como ninguém recriar, com roupas, clima e situações que dão o que falar.
28/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Capital Fashion Week e a diversidade como vitrine brasiliense
Depois de comprovarmos in loco, no Distrito Federal, há 15 dias, e mostrarmos aqui o eco da sustentabilidade, da inclusão social e do novo luxo nos desfiles do Park Fashion, voltamos à Brasília para a oitava edição da Capital Fashion Week. Desta vez, o evento pilotado pela empresária
Márcia Lima, além de ressaltar a chancela das cadeias produtivas da indústria da moda no Centro-Oeste, apresentou, pela primeira vez no Brasil, o desfile de três grifes italianas: Missoni, Mabro Antichi-Telai e Renato Balestra. Um start para as comemorações do Ano da Itália no Brasil, em 2011, sintetizando o aquecimento das relações comerciais e lembrando todo um passado de colonos italianos. A coluna pinçou highlights da Pocket Edition da CFW Inverno 2010:
Márcia Lima
A arquitetura de
Oscar Niemeyer, os jardins de Burle Marx e os paineis coloridos de Athos Bulcão andaram de mãos dadas com a moda apresentada na capital federal. Márcia Lima escolheu como tema desta edição os 50 anos de Brasília, ressaltando o pioneirismo de JK. Em tempos de baixa autoestima para muitos brasilienses com tantos escândalos envolvendo o governador do DF,
José Roberto Arruda, a idealizadora da CFW disse: “É necessário mostrar nossa força produtiva. E o fizemos com vendas geradas através do CFBusiness e a parceria essencial com a Apex-Brasil e Sebrae-DF, além de mesclar a diversidade dos estilistas brasilienses com grifes internacionais”.
Como sempre frisamos aqui, é indiscutível o fato de que as principais semanas de moda do eixo Rio-SP são as grandes lançadoras de tendências e plataformas para novos talentos do país. Mas, precisamos voltar os olhos para as passarelas desse Brasil enorme e nos deleitarmos com nomes como
Sann Marcuccy, que teve
Jum Nakao como mestre e apresentou um dos mais belos desfiles-síntese de um amadurecimento conceitual. E olha o que eu disse anteriormente: a inspiração foi o universo da arquitetura urbana + uma fotomontagem de Athos Bulcão, denominada A invasão dos marcianos, de 1952, e um poema da artista
Sandra Lima.
Look Sann Marcuccy
Look Sann Marcuccy
Outros destaques:
Akihito Hira – que investiu na pesquisa dos looks dos integrantes da Missão Cruls, em 1892, ao Planalto Central, até os pioneiros dos canteiros de obras da construção da cidade, no governo de
Juscelino Kubitschek – e
Romildo Nascimento, ex-balconista de farmácia e de loja de tintas e que não esmorece nunca. “Vou mostrar minha arte, sempre. E acredito que vencerei”, disse Romildo.
Unir a tradição do artesanato têxtil ao prêt-à-porter ou à alta-costura é totalmente viável. E conferimos a estreia em solo brasileiro da Missoni. Na passarela, a coleção inspirada nos pensamentos do poeta francês,
Paul Valéry. Este mês, a Missoni inaugura sua segunda loja no Brasil, na ala nobre do Iguatemi Brasília. As peças chegam já nos próximos dias para todos os pontos da grife ao redor do mundo. Foi apresentada a coleção Primavera-Verão, desfilada em 2009 na Milano Fashion Week e com um adendo: um colar com pingente-apito, contra agressores nas ruas.
Vittorio Missoni, diretor de marketing da empresa, e o filho,
Ottavio Missoni Jr., um dos responsáveis pela parte de produção da grife italiana, estiveram em Brasília. Segundo
Ottavio Jr: “o Brasil se encontra em um crescimento contínuo, com ótimo desempenho na economia, no turismo, na exportação e importação, o que deu ao país a oportunidade de se reposicionar internacionalmente. Isso representa grande garantia para os investidores”.
Missoni
Vittorio e Ottavio Missoni Jr.
Federica Balestra esteve na capital federal a convite da Embaixada da Itália, representando a marca da família,
Renato Balestra, com a coleção de alta-costura desfilada em Roma. Sempre repleta de estampas ou com o célebre azul consagrado há anos. “Em um mundo de catástrofes e crises financeiras, as mulheres precisam de autoestima e alegria no vestir”, comentou. Outro italiano,
Antonio di Pietrantonio, dono da marca Mabro Antichi-Telai, com sua alfaiataria luxo-tradicional da Toscana, mostrou o Outono-Inverno europeu. “O Brasil está pronto para consumir uma alfaiataria de qualidade sob medida”, disse Pietrantonio.
Federica Balestra
Looks Renato Balestra
Antonio di Pietroantonio
Mabro
Mabro
Mabro
Sempre empenhado em ressaltar “o valor do design e as economias criativas”,
Jum Nakao – o estilista que fez uma revolução na SP Fashion Week de 2004, quando pediu às modelos que rasgassem as roupas, feitas de papel vegetal, no final do desfile – continua o trabalho de orientar novos talentos, como
Ana Paula Osório,
Erika Duarte e
Ivan Cerqueira, que desfilaram na CFW, assim como acompanhar
Sann Marcuccy,
Sandra Lima,
Akihito Hira e
Eliel Sallustiano, antigos pupilos. “Vejo o amadurecimento e a consistência necessária para a moda brasiliense. A nova geração sensibiliza pelo conteúdo. Faz um design transparente e sincero. Os jovens dão subsídio e oxigênio ao futuro da moda. Se a sociedade não responder, os novos valores não existirão. E todos serão sugados pelas marcas que querem ganhar mais e mais dinheiro em novas potências mundiais, como China, Índia, Rússia e Brasil”, desabafou. E Jum, quando teremos você de volta às passarelas? “Quem sabe? Agora, estou à frente de um exército da nova geração da moda. Preciso pegar o cavalo e seguir em frente com ele”.
Wan Vieira, diretor artístico
Sann Marcuccy e Thales Sabino
Romildo Nascimento
27/03/2010 - 09:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
27/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Rolou em clima festinha em casa a sessão de fotos do catálogo de Inverno da Q-Guai, realizada na noite de terça-feira, em um apezinho descoladex, em Ipanema. A coluna, claro, não só respondeu ao R.S.V.P., como registrou o making of com exclusividade. “Por estarmos criando muita roupa para a noite, achamos que era hora de festa”, explicou a estilista
Amanda Haegler, ao lado da sócia,
Maria do Rosário, o conceito
chillout das fotos clicadas por
Daniel Benassi. Para isso, as duas recrutaram as amigas e também clientes da marca, a cantora
Nina Becker e a atriz
Karine Carvalho, para posarem, como se estivessem em uma
it-party da cidade, com os modelitos pop-retrô-chique da marca que mantém o charme dos pequenos ateliês.
Na sala de jantar, sentada em uma cadeira, à espera de mais um take, Nina aproveitou o intervalo para “limpar” o suor das pestanas. “É como se eu tivesse fazendo musculação”, divertiu-se a cantora, que não parava de piscar diante dos cílios enooormescomprados em Nova York. “É um ser estranho, parece que um elefante sentou sobre os meus olhos”, rebateu Karine Carvalho.
“Tenho tendência a gostar do que não está na moda. Olha esse vestido, por exemplo: é da coleção de Inverno 2010, mas poderia ser da sua avó ou estar no Inverno de 2015”, profetizou Karine vestida com um atemporal dress cocktail.
Diretor de projetos de criação,
Alan Minzon, “o terceiro elemento”, foi escalado para compor o clima da noite. “Atenção, meninas! Uma de vocês quer pegar o cara, tá?”, sugeriu o fotógrafo
Daniel Benassi, enquanto posicionava a marcação do trio no sofá da sala. Entre a loura e a morena, Alan hesitou por um instante, sem saber a quem ele deveria xavecar. Eis que alguém lembrou da aliança brilhando no dedo anelar esquerdo, motivo de piada no pós-shooting. “Eu não tirei de propósito. Sou casado, com filho recém-nascido...”, entregou Alan.
Horas tantas, já no ‘fim da festa’, Nina Becker protagonizou, sem querer, uma cena de cinema que, se
Federico Fellini estivesse vivo, adoraria ter filmado. No varandão, sentada em um banco balinês, pôs-se a dedilhar no violão, em um tom quase intimista, até mesmo pelo avançado da hora, a inédita Poliéster tropical (“É uma música que fala da importância que o produto importado tem no Brasil”), incluída no novo álbum duplo Azul e Vermelho, a ser lançado em maio. Do escurinho fez-se a luz no instante em que o videomaker
Bruno Lyra captou a imagem e converteu para uma das paredes. Nos edifícios ao lado, quem estava nas janelas presenciou uma sessão de sonho e beleza.
27/03/2010 - 08:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Quem vem
Lembra que dissemos que Demi Lovato faria turnê pelo Brasil? A Disney star toca dia 28 de maio em SP, no Via Funchal, e também rola show no Rio, ainda sem data e casa confirmadas. Ontem, Demi escreveu no Twitter: “Oi, Brazil. I'm coming!”. Em seguida, apagou. Os fãs acham que foi para não provocar inveja nos outros países da América do Sul.
Figurinha repetida
Lady Gaga segue firme em sua tentativa de virar a Madonna do futuro. O próximo clipe da cantora gagá será a versão musicada de Alejandro e terá na direção ninguém menos que o fotógrafo americano Steven Klein. Que vem a ser, aliás, o melhor amigo de Madonna e o responsável pelas fotos da diva no Rio para a W, quando a material girl conheceu Jesus.
Democracia?
Carlinhos Brown foi escolhido para cantar na abertura da Expo Xangai 2010, evento que reunirá mais de 170 países e suas culturas. Mas, antes de sua apresentação, o governo chinês solicitou as letras das músicas de Brown, traduzidas para o mandarim, para que elas pudessem ser aprovadas. Quem também estará representando o Brasil será Pelé.
Nasce um festival
O Future Sound of Brasil será realizado, pela primeira vez, dia 15 de maio, em SP, e levará aos palcos o Copacabana Club, Gui Boratto, Anderson Noise, DJ Marky + 20 atrações. O festival criado pelas produtoras 3plus Talent e Bulldozer (de Londres) também aportará no Rio, em Santa Catarina e, depois, em outros países. A intenção é exportar nossos talentos.
27/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Matheus Souza se diz um
nerd (“Sábado à noite, fico escrevendo, em vez de sair”), mas a gente o considera mesmo um talento. O rapaz concluiu há pouco a faculdade de cinema com dois longas debaixo do braço: Apenas o fim, que deu impulso a sua carreira, e o segundo filme, em fase de finalização,
Não deixe a Julia ir embora, com
Vitória Frate e
Gregório Duvivier no elenco. Mas, dessa vez, saímos em busca de Matheus para saber de sua nova empreitada: um documentário. “Vou retratar minha geração e, para isso, convoquei artistas entre 20 e 26 anos para darem depoimentos”, explica o cineasta, que está em meio às filmagens e entrevistou a atriz
Carolinie Figueiredo (lembra do web hit
4 Dezembro?). “Definitivamente, ela é alguém que tem algo a dizer”, comenta o diretor. Ah, a produção do longa é naquele esquema ‘amigos trabalhando sem ganhar um tostão’. E Matheus já está atrás de outro sonho, ou melhor, filme. “Quero fazer meu terceiro longa de uma forma menos caseira. Inclusive, me inscrevi em editais. Estou virando gente grande”. Para nós, Matheus já é grande.
27/03/2010 - 08:20 | Enviado por: Heloisa Tolipan
O sorriso da moça da foto ao lado esconde uma alma de palhaça.
Flávia Reis é coordenadora do grupo Roda Gigante, cujos componentes, vestidos de palhaço, alegram a rotina de crianças internadas em cinco hospitais públicos cariocas. “O palhaço coloca a criança em contato com seu lado criativo. Resgatamos a faceta infantil perdida entre as paredes do hospital”, conta. Além disso, Flávia, que também é atriz, encarna a Vanda da Van em
Hiperativo, o
stand up comedy de
Paulo Gustavo. “A Vanda brinca com a mulher que leva as pessoas ao teatro dirigindo uma van. Digo ao Paulo que o espetáculo lota quando a Vanda leva o público no seu veículo”, brinca. Falando em palco, o grupo Roda Gigante estreia, quinta-feira, o musical O sentido da vida, na Caixa Cultural. Em tempo: Flávia também administra “oficinas de palhaçaria” para profissionais de saúde. “Não quero transformá-los em palhaços, mas ensinar uma forma alegre e leve de abordar as crianças”, explica.
26/03/2010 - 09:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
26/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Amanhã
Renato Russo faria 50 anos e as homenagens vão ser incessantes. Merecidamente. Uma das mais bacanas veio pelas mãos de uma nova geração de escritores reunidos na antologia
Como se não houvesse amanhã, da Editora Record. Trata-se de um livro de contos organizado por
Henrique Rodrigues com 20 histórias inspiradas em músicas da Legião Urbana.
Ramon Mello, nosso poeta prodígio, optou por transformar em prosa os versos de Sereníssima. “Quando adolescente, eu achava que ia ser o Renato Russo. Passava as tardes ouvindo os discos da Legião Urbana, que herdei de um tio, em uma vitrola velha”, relembra. Olhando para o futuro, Ramon trabalha na adaptação teatral do romance
Todos os cachorros são azuis, de
Rodrigo de Souza Leão, morto em julho de 2009, e organiza o último romance escrito por Souza Leão,
Me roubaram uns dias contados.
26/03/2010 - 08:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Nelly Furtado chegou ao Brasil na quarta-feira, acompanhada do marido
Demacio “Demo” Castellon, um técnico de som, com o qual ela se casou em segredo no final de 2008. Detalhe pouco fashionista: Demo vem se exibindo por aí com um celular pendurado no cinto. Só faltou a pochete, né? Nelly tem se mostrado uma fofa em sua passagem pelo país e muito interessada em tudo o que diz respeito ao Brasil. Tanto que chamou, pessoalmente, o amigo
Di Ferrero, vocalista do NX Zero, para repetir, por aqui, a parceria luso-canadense-brasileira registrada, em 2008, na música
All good things, composta pela cantora. Antes de tocar em Porto Alegre, ontem, Nelly fez, quarta-feira, um show para os confinados na casa do BBB10. A cantora teria prometido à produção do programa que cantaria uma canção em português, o que acabou não rolando. Mas tudo bem, porque a cena de
Dicésar pulando no palco enquanto ela cantava
Say it right, chorando e dublando os versos no microfone da diva, entrou para a galeria histórica do reality. “Vou te convidar para ser
backing vocal”, brincou Nelly.
26/03/2010 - 08:20 | Enviado por: Heloisa Tolipan
O público carioca teve o privilégio de assistir ao lançamento de
Tantas marés, que marca o retorno de
Edu Lobo aos estúdios de gravação, após 15 anos. O lançamento do novo CD – que tem seis composições com
Paulo César Pinheiro, além de releituras de parcerias com
Chico Buarque – rolou anteontem, no Espaço Tom Jobim. No intervalo das canções, o músico abria seu baú de memórias. “Certa vez, mostrei uma música ao Tom Jobim e ele resolveu mexer um pouco, mudar uns acordes. Depois disso, volta e meia ele pedia ‘Edu, toca aquela que eu gosto?’, referindo-se a tal canção. Quando chegava a parte que havia modificado, Tom sempre repetia: 'Edu, você é um craque'”, lembrou. Na plateia, os filhos
Bena e Bebel Lobo, além de amigos como
Arnaldo Jabor, Eric Nepomuceno, Cissa Guimarães, Paulo Jobim, Jards Macalé e
Geraldo Azevedo. Durante a canção
Ponteio, cujo refrão diz: “Quem me dera agora eu tivesse a viola”, Edu fez graça com o fato de não estar tocando violão. “Quebrei o braço dois dias antes de começarem as gravações. Então, a música faz sentido, né?”, brincou o compositor. Pode ter faltado a viola, mas sobrou emoção!
Bena e Bebel lobo
Cissa Guimarães e Paulo Jobim
26/03/2010 - 08:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Gui Boratto é mesmo um Dj-estrela de primeira grandeza. É só conferir sua agenda: atualmente está em turnê pelos EUA, em maio segue para a Ásia e, de junho a agosto, toca nos
hot spots do Verão europeu. “E ainda tenho de arrumar tempo para minha vida pessoal”, enfatiza Gui. Não só para a intimidade, na verdade, pois Gui também está envolvido em mil e um projetos alheios. O remix de
Pale horses do CD que
Moby está lançando, em maio, batizado
Wait for me, por exemplo. “Fiz uma pegada meio progressiva, mas extremamente melódica. Assim que escutei o original, me apaixonei pela música e principalmente pelos vocais de Amelia Zirin-Brown. O problema maior foi que o original era em torno de 90bpm. Ou seja, muito lenta pra chegar aos 120/125 bpm ou muito rápida para transformá-la em 180 e desdobrá-la. A solução foi picotar as sílabas dos vocais e criar uma nova métrica, sem distorcê-los”, conta Gui, que nunca foi apresentado ao músico. “A única vez que o vi, pessoalmente, foi quando eu estava tocando no Winter Music Conference, em Miami, de 2008, olhei para o público e vi o carequinha ali, dançando, tomando uma cervejinha”, diverte-se.
26/03/2010 - 08:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Ocimar, tal qual fênix
Quem ensaia volta à alta-costura e está em Milão é Ocimar Versolato. Refeito da triste história da sociedade com a empresária Sandra Habib – que, em 2004, investiu R$ 15 milhões na abertura de sete lojas de luxo do estilista, fechadas oito meses depois – ele trabalha para recuperar o posto que um dia ocupou em Paris.
Enchendo o cofrinho
Jesus Luz está em Nova York e ainda colhe louros da turnê como DJ por Toronto, Paris, Marselha e Moscou. No fim de semana vem ao Brasil e, depois, mostra seus dotes nas noites de Lisboa e da Ilha da Madeira.
Enciclopédia Tolipan
Vicente Celestino, a voz orgulho do Brasil, de Wagner Campos, está em cartaz no Sesc Ginástico e vem trazendo de volta à memória dos saudosistas lembranças sobre o astro do filme O ébrio, produzido pela Cinédia e exibido no Rio em 1946, nos cinemas Vitória, América, Madureira, Floriano e Pirajá. À época, Vicente Celestino se caracterizou como mendigo e ébrio à porta de um dos cinemas para receber esmolas! O filme teve 500 cópias.
Um marco.
Realeza vai ao casamento
Daniela Mercury vai casar sua filha Giovana Póvoas, dia 10, em Salvador. Bailarina nos shows da mãe coruja, ela se casará com o percursionista Emerson Taquari, também integrante das turnês de Daniela. A cantora também é mãe de Gabriel Póvoas, músico, casado e pai do primeiro neto da rainha do axé.
25/03/2010 - 09:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
25/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Filho de músicos,
Caetano O'Maihlan – o Dr. Alexandre de
Viver a vida – vivia com a casa cheia de partituras com as quais o pai musicava peças de teatro. A convivência com a arte acabou levando o belo aos holofotes. “Quando trabalhei em uma peça infantil de
Vladmir Capella acabei encantado pelo prisma colorido da coxia. Não tive como fugir”, lembra. Porém, antes de entregar-se aos palcos e telas, Caetano colocou, literalmente, as pernas no mundo. “Prestes a entrar na faculdade, tive a oportunidade de viajar por aí. Acabei virando um especialista em línguas e me formei um cosmopolita”, brinca. Dentre as facetas do ator, uma participação em Hollywood. “Fui figurante no filme
Zoolander, de
Ben Stiller. Foi muito engraçado! Os figurantes parecem uma manada alimentada por sonhos como:
Harrison Ford já foi figurante”, conta. Em meio à vida atribulada de TV, Caetano não abandona a sua grande paixão: o teatro. “É o que mais nutre a minha alma. Me encanta entrar em cena todo dia para contar a mesma história, que já não é a mesma, uma vez que você próprio não é o mesmo e a plateia também não”, filosofa. E para alimentá-la, o ator ensaia a peça Cidade das mariposas, de
Alexandre Pontara, cuja estreia está prevista para o segundo semestre.
25/03/2010 - 08:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Já é a segunda vez este ano que a poeta
Ana Cristina Cesar (1952--1983) ganha uma homenagem. Depois da peça
Um navio no espaço ou Ana Cristina Cesar, protagonizada por
Paulo José, dia 8, inaugura uma série de palestras, no Instituto Moreira Salles, na Gávea, que traçarão um panorama de quem foi (e o que ainda representa) uma das poetas brasileiras mais lidas. Porém, essa coincidência de eventos nada tem a ver com uma data marcante. Para o organizador do curso, o também escritor
Eucanaã Ferraz, a obra de Ana Cristina está sendo revisitada simplesmente porque nunca perdeu o frescor. “As pessoas parecem se interessar cada vez mais por seus livros, porque sua poesia, ao mesmo tempo em que era relaxada, típica da contracultura, era também sofisticada, repleta de referências e muito íntima. É até estranho que ela seja uma escritora tão popular. Quanto mais curioso e cifrado é um poema dela, mais as pessoas se interessam por ele”, comenta Eucanaã. Novidade em primeira mão: o IMS reeditará, ano que vem, a biografia que
Italo Moriconi – que participará das palestras, com
Heloisa Buarque de Hollanda e outros especialistas – escreveu sobre Ana Cristina e está esgotada há tempos. Nessa nova versão, serão incluídas fotos do acervo do instituto, que, aliás, guarda mil itens pessoais da artista. Resta saber do próprio Eucanaã: como é a sua Ana Cristina? “Gosto da Cristina leitora, que dialoga com seus poetas preferidos,
Carlos Drummond de Andrade e
Manuel Bandeira. São meus favoritos também. Às vezes sinto como se ela fosse minha colega de trabalho”, devaneia.
25/03/2010 - 08:20 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Escalada de última hora para o desfile da Louis Vuitton, na Semana de Moda de Paris,
Renata Sozzi – que, acima, aparece em clima roqueiro no backstage da campanha da Coca-Cola Clothing para o Inverno 2010 – nos contou sobre a experiência de pisar em uma das mais importantes passarelas do mundo pela primeira vez. “Recebi o seguinte telefonema da agência: ‘Você foi confirmada para a LV e tem de embarcar em três horas para Paris’. Chegando lá, fiz prova de roupa às 2h30. Quase surtei”, lembra a menina de Guarulhos. A bela notou diferenças claras entre a organização das semanas de moda brasileiras e da parisiense. “Ao chegar à porta do camarim, havia três pessoas para me levarem direto à cadeira do maquiador. Tudo sistematizado”. Mas nem tamanho profissionalismo fez Renata relaxar. “Quando vi a
Alessandra Ambrósio fiquei uma pilha. Tive medo de escorregar na catwalk”, contou a moça. Depois, top e new face se tornaram best friends e Alê postou até foto das duas pós-desfile, no Twitter. Perguntinha rápida: qual seu sonho de consumo dessa temporada de Inverno? “A bota preta que usei no desfile da Tory Burch, em NY”. Ah, Renata posou recentemente para a campanha de Inverno da Calvin Klein e, em breve, estará na
Vogue Italia e Vogue Teen, nessa última, clicada por
Victor Demarchelier.
25/03/2010 - 08:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Bela franco-brasileira
Nosso orgulho francês, a atriz brasileira mais famosa na terra de Moliére, Cristiana Reali está em cartaz no Teatro do Palais Royal, em Paris, com duas peças em uma: On purge bébé et Léonie est en avance, de Georges Feydeau. A encenação, aliás, que estreou em janeiro, se transformou na maior sensação da temporada parisiense com ingressos esgotados e fila de fãs na porta ao final das apresentações. Trata-se de uma comédia vaudeville e Cris Reali vem conquistando elogios das críticas, quase sempre severas, dos franceses.
Agenda
As datas das semanas de moda brasileira de lançamento do Verão já estão na praça: o Fashion Rio rola do dia 27 de maio a 1º de junho e a SPFW de 8 a 14 de junho. Tipo amanhã, né?
Bloco brasileiro
Madonna já está recrutando bailarinos para sua turnê Celebration, que vai rodar o mundo a partir do segundo semestre. E, de acordo com a revista People, na semana passada, ela e Jesus Luz foram a uma das audições que rolavam em Nova York. Eis que, no meio dos testes, surge um grupo de bailarinos-capoeiristas brasileiros com tamborins, berimbaus e movimentos acrobáticos para delírio de Madonna, que se juntou à dança.
África americana e empresarial
Nizan Guanaes deixa, oficialmente, a presidência de sua agência, África, esta semana. O publicitário baiano, e também cidadão do mundo, se dedicará integralmente ao cargo de chairman do grupo ABC, com sede em Nova York. O espaço, aliás, que fica na 5th Avenue com a 57th Street, na Big Apple, tem cinco andares e está em reforma para abrigar a sede internacional da ABC. A ideia é que no primeiro andar do prédio funcione uma galeria batizada Brazilian Room , para fomentar o intercâmbio cultural. “Acho que o Brasil tem de ser mundial. Espero que nossa sede em NY seja um centro de estudos, planejamentos e networking”, disse Nizan. A presidência da África agora será, na verdade, uma copresidência, comandada por Márcio Santoro e Sérgio Gordilho, atuais vice-presidente executivo e vice-presidente de criação da agência.
24/03/2010 - 09:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
24/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Antes de telefonar para
Rita Cadillac, acessei o site oficial da eterna chacrete e me deparei com um anúncio e uma foto dela vendendo o “auto bronzeador flash bronze bonito sem sol”, a R$ 40, o frasco, “para você que deseja ter uma pele morena e sensual”. No meio da conversa, toquei no assunto do bronzeador e Rita virou uma fera: “Não estou ganhando nada com isso. Vou telefonar para o meu advogado agora. Sou louca, mas não sou doida para permitir tal venda. O site não pode comercializar nada sem minha autorização. Vou comer o fígado de quem fez isso. Sei quem postou o anúncio, pois tenho uma relação comercial para venda de shows. Nada além disso”. Respira, Rita, veja o caso com calma e vamos bater um papinho sobre:
Show – “Estarei no Rio, hoje, na festa dos nove meses da Kitschnet, na Boox. Vou cantar músicas de
Rita Lee e, claro,
Bom para o moral, a Melô do Carandiru, que ficou célebre por conta da cena do filme de
Hector Babenco, na qual enlouqueço os presos rebolando com o dedinho na boca”, diz Rita.
Filme –
Toni Venturi está lançando o documentário Rita Cadillac, a lady do povo, no qual retrata a dançarina do
Chacrinha, a rainha dos caminhoneiros, garimpeiros e dos presidiários e faz contraponto com a mulher real. “É minha vida contada na tela. Nem acredito que mereço tanto”.
Casamento – “Acabo de me separar de
Luiz Nóbrega. Nosso casamento durou um ano e meio. Sou muito honesta e falei para ele: ‘Amor, não dá mais para vivermos juntos. Quer ser meu amigo?’ E ele topou. Neste momento, está aqui em casa para ficar com minhas filhas, as minhas cachorrinhas”.
Sexo – “Claro que ainda não morri. Mas, agora, quando eu tenho vontade de transar, tomo um banho frio”.
Filme pornô – “Tenho gravadas mais de 20 cenas de sexo. Dá para a produtora ainda colocar no mercado mais de 200 filmes, mas eu não faço mais. Juro!”
Mulheres fruta – “Só falta agora a mulher couve-flor. Ninguém tem mais apelido criativo. Veja só o meu... o nome de um carro: Cadillac. Olha que luxo! (risos). Deixa elas... Vamos ver quanto tempo duram”.
Vida profissional – “Estou correndo atrás dos meus trampos, sempre. Agora, eu quero é entrar para o BBB 11. Vou fazer campanha”. Fica a dica,
Boninho!
24/03/2010 - 08:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Tiago Worcman, Carolina Dieckmann, Preta Gil e o filho, Francisco
“Babado, gritaria e confusão” – o bordão que não sai da boca de
Preta Gil resume bem seu novo programa
Vai e vem, cuja estreia – que rola sexta-feira – foi comemorada, anteontem, no restaurante Gourmet Praia, em Ipanema. Os bailarinos seminus, o bufê afrodisíaco – elaborado pelo chef
José Hugo Celidônio – e as luzes cor-de-rosa ilustravam um pouco do que o programa sobre sexo promete. “O Vai e vem bombará! Tenho meu jeitinho para tentar arrancar confissões dos entrevistados, mas, por incrível que pareça, eles acabam falando por vontade própria. Aliás, tenho aprendido muito com essa entrega por parte dos convidados”, conta Preta. Porém, diferente da imagem que a cantora e apresentadora carrega, graças a sua espontaneidade, ela se considera extremamente pudica. “Nunca curti ver filme pornô, por exemplo. Não sou tão solta quanto pareço. Algumas perguntas feitas no programa me deixam muito constrangida, mas tento não perder o rebolado”, confessa.
Tiago Worcman, diretor do programa e amigo de longa data de Preta, era só elogios à apresentadora: “Conheci a Preta em 1995. Ela era um fio desencapado, mas evoluiu demais, está cada dia melhor. Tem sido um prazer gravar o Vai e vem”, declara, ao lado da amada,
Carolina Dieckmann. “Já assisti ao programa e adorei! Gostaria de participar, mas acho que como mulher do diretor ficaria um tanto delicado, né? Quem sabe na próxima temporada”, diz Carol. Outra que se mostrou bastante interessada no Vai e vem de Preta foi
Fernanda Paes Leme. “Estou louca para participar do programa. Vou intimar Preta a me chamar”, declara a atriz. Cunhado de Preta,
Fernando Torquatto também comemorou a estreia do novo programa e, inspirado pelo tema da festa, deu a dica para a maquiagem perfeita para a hora do “vai e vem”. “Uma máscara a prova d'água é imprescindível. Um corretivo e um blush na bolsa, idem. No dia seguinte, você acorda correndo, antes do cara, voa para o banheiro e retoca o
make-up”, brinca Torquatto, que participa do novo formato do
Superbonita Transforma, às sextas, no GNT. E Preta, é tranquilo falar de sexo? “Olha, eu prefiro fazer!”, provoca com a célebre risada.
Fernando Torquatto
Fernanda Paes Leme
24/03/2010 - 08:20 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Piercings
Rodrigo Santoro vai ter de voltar a vestir a fantasia do guerreiro Xerxes, de 300, logo, logo. Frank Miller, o autor da HQ original, disse que está finalizando a continuação da saga e que Zack Snyder será o responsável pela direção novamente. A continuação do filme se dará 10 anos antes da história original e terá todo o foco em Xerxes. Ou Rodrigo, como queira.
Em tempos antigos
Graças ao sucesso de A história de Ester, a Record vai produzir mais duas minisséries de época: Sansão e Dalila e A história de Davi.
Expo solidária
O multifacetado João Uchôa Cavalcanti Netto – educador, escritor, empresário, produtor de cinema e teatro e artista plástico – expõe, a partir de amanhã, no Espaço Telezoom/Drink Café, no Humaitá. Às quintas, atrações musicais, entre elas, Marcos Szpilman. Já as sextas-feiras serão dedicadas à exibição do filme Mesa de bar: onde tudo acontece. A renda arrecadada com a venda das obras será revertida para o projeto social Pró-Criança Cardíaca.
24/03/2010 - 08:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Gisele Bündchen é uma mãe-leoa em relação ao filho,
Benjamin. Quando está com o menino e avista um flash, cobre o rostinho do bebê. Quando foi fotografada para a capa da
Vogue America, pique-esconde de novo. Em uma das páginas internas, Gi segura o filho no colo de costas para as lentes. Mas a pergunta que fica é: até quando ela conseguirá evitar o inevitável? Em tempo: a top está no Brasil para o casamento da irmã
Patrícia e compromissos com a Pantene, Grendene e Sky.
23/03/2010 - 09:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
23/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Terry Richardson está envolvido em mais um escândalo, só que, desta vez, nada a ver com a moda ou suas fotos de apelo sexual. Na verdade, o escândalo passa por aí, mas não se limita às imagens sexualizadas do top fotógrafo. Tudo começou quando a modelo e agora diretora de cinema,
Rie Rasmussen deu uma entrevista ao
New York Post, semana passada, espinafrando o trabalho de Terry. “Ele pega garotas jovens, manipula suas cabeças, as faz tirar as roupas e faz fotos delas em situações que se arrependerão no futuro. São garotas muito jovens que não têm pulso firme para se posicionarem”, disse Rie, antes de completar: “Eu o encontrei em um bar em Paris e falei que o trabalho dele era degradante para as mulheres. Ele se retirou e, no dia seguinte, ligou para minha agência para reclamar. Achei covarde”, contou. Em seu blog, Terry contemporizou as declarações enfurecidas de Rie, que, aliás, já posou para ele, por livre e espontânea vontade aos 26 anos. Bem crescidinha, né? “Eu só queria dizer que estou muito machucado com os acontecimentos recentes e as falsas alegações sobre minha conduta profissional. Eu sou muito sortudo por trabalhar com tanta gente extraordinária todos os dias. Sempre fui tratado com muito respeito e consideração pelas pessoas que trabalho e fotografo. O que eu faço é colaborativo, só existe quando há respeito entre mim e a pessoa fotografada. A todos que se solidarizaram eu só tenho a agradecer. Suas palavras significaram muito para mim neste momento”, escreveu, anteontem, em seu endereço virtual. Vários profissionais da moda já se posicionaram em favor de Terry ao redor do mundo. E, aqui no Brasil, a história não foi diferente. Produtor de teatro, dono da empresa de
branding Image Builders e um dos mais respeitados diretores de arte da cena fashion brasileira,
Marcelo Sebá conhece Terry Richardson há mais de 13 anos e foi quem fez o fotógrafo se apaixonar pelo Brasil de tantas vezes que o convocou para campanhas de grifes brasileiras. Recentemente, Sebá e Terry trabalharam juntos, na Bahia, fotografando o Calendário Pirelli 2010 com as maiores tops do mundo. “A agência que manda uma modelo fazer um cast com Terry, uma top ou atriz, todos sabem como é o trabalho dele. Altamente notabilizado pelo pornô fashion, respeitado por marcas e pessoas e está no patamar dos 10 maiores fotografos do mundo. Acho uma hipocrisia uma menina dizer que foi forçada a fazer sexo ou tirar a roupa”, comentou. De NY, Terry ligou para Sebá e a frase sobre o episódio foi: “Chato isso, não?”. Segundo Sebá, Rie levou seis anos para se arrepender do trabalho e quer autopromoção de um jeito fácil. “O problema é a moral dela e não a dele. No estúdio, Terry está sempre cercado poro colaboradores e, quando ele comenta que fez sexo com alguma modelo, é com total consentimento dela. Ele já documentou isso em livros. Faço um paralelo entre o trabalho dele e de
Robert Mapplethorpe (1946-1989), fotógrafo americano célebre documentarista da cena sadomasoquista gay, que sempre foi respeitado no underground e no mainstream. Portanto, é balela esse Terry pintado por Rie. Ele tem prestígio para trabalhar na Vogue ou fotografar o presidente dos EUA,
Barack Obama, como o fez recentemente”.
23/03/2010 - 08:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Conseguimos foto exclusiva dos rapazes do Franz Ferdinand na Candy Party, sexta-feira, no Teatro Odisseia! Os escoceses chegaram à festinha às 4h15 e só saíram quando as luzes se acenderam, às 6h. Como a turma foi parar lá?
Pedro Garcia, baterista da Rockz, que conheceu o pessoal do Franz na última vinda dos gringos ao Brasil, sugeriu ao vocalista
Alex Kapranos, aniversariante do dia, uma comemoração na Candy. “No meio da festa alguém chegou para mim e disse: ‘O Franz está aí na porta perguntando se poderíamos arranjar uma área reservada para eles ficarem’. Achei que era piada até chegar à porta e dar de cara com os caras”, contou
Gabriel Bittencourt, do grupo
Anequila, que produz o balaco. Foi só os mortais se acostumarem à presença dos músicos, para os escoceses se misturarem à galera. Dançaram timidamente, tiraram fotos com os fãs, beberam muita cerveja e pediram para ouvir rock brazuca. O DJ
Mário Mamede, da banda Moptop, mandou ver em Legião Urbana. O pessoal do FF adorou o som. Já na hora do funk, caíram na gargalhada.
23/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Eco friendly
Além da palestra no Fórum Internacional de Sustentabilidade – realizado pela Seminars em Manaus, entre os dias 26 e 27, com a presença do ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore e do cientista americano e estudioso da Amazônia há 40 anos Thomas Lovejoy – James Cameron fará um roteiro pela Amazônia com a mulher, Suzy Amis. Visitarão o Museu do Seringal, além de passar uma noite no Amazon Jungle Palace para ver jacarés, macacos eo nascer do sol com observação de pássaros da região. Já Thomas Lovejoy irá à comunidade Tumbira do Rio Negro, no município de Iranduba, para inauguração de um núcleo de conservação e sustentabilidade com escola e posto de saúde.
Vem ou não vem?
Axl Rose publicou em seu Twitter, sábado, que o Guns N’ Roses está fazendo de tudo para remarcar o show do Rio, na Apoteose, para o dia 4. Segundo a Time For Fun, é possível que a apresentação role nessa data ou nas semanas subsequentes. Mas não há nada confirmado e a produtora não descarta o cancelamento permanente do show.
Vem!
Essa é para os adolescentes: quem disse que vem ao Brasil é Demi Lovato, a estrelinha da Disney, que já esteve por aqui, em 2009, para abrir o show dos Jonas Brothers. Agora, ela anunciou que vem sozinha.
Homenagem 1
Diretor do Conselho Editorial do Jornal do Brasil, Marcos Troyjo recebe a Medalha de Mérito Pedro Ernesto, amanhã, na Câmara Municipal do Rio. A iniciativa foi do vereador Rogério Bittar.
Homenagem 2
E o estilista Carlos Tufvesson, sempre engajado com as causas sociais, recebe, hoje, a Medalha Tiradentes, na Assembleia Legislativa.
23/03/2010 - 08:20 | Enviado por: Heloisa Tolipan
A Doc Dog criou um novo grupo de amigos – recrutados separadamente na vida real – para ser a cara, corpo e personalidade da campanha de Inverno 2010. Foram oito consumidores da marca escolhidos da forma mais contemporânea possível: via mídias sociais (Orkut, Facebook, Twitter e Blogs).
Alex Magalhães,
Brenda Rocha,
Morena Boaventura Duvernoy,
Caio Prado,
Boo Svalbard,
Jessica Galliano,
Santiago Henares,
Elle Pelayo e
Erik Mazza (os nomes não são ótimos?) passaram um dia no showroom da marca, no Itaim, em SP, sob as lentes do fotógrafo americano
Merlin Bronques. A ideia era que não tivesse nada de carão ou atmosfera poser, tudo natural, como se tivessem produzindo fotos para seus álbuns virtuais. Detalhe: Merlin Bronques, para os desavasidos, é o responsável pelo blog lastnightsparty.com, oriundo da cena festeira de NY, e clica pessoas interessantes nas noitadas.
23/03/2010 - 08:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Não era para essa foto de
Lorenzo Martone – para a fanfarrona revista americana
Butt – causar tanto estardalhaço por aí. Ele não queria que sua mãe visse sua ousadia nas bancas brasileiras, mas tem como resistir? Desculpe, dona Martone, mas estamos privilegiando a informação, ok? Na entrevista à Butt, Lorenzo confirmou que rolou a cerimônia íntima de casamento com
Marc Jacobs, no réveillon, falou desua primeira experiência sexual gay, enquanto fazia um mochilão pela Europa, aos 19 anos, e, outras coisas, digamos, mais quentes.
22/03/2010 - 12:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
22/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
O show do Franz Ferdinand, sexta-feira, na Fundição Progresso, foi daqueles para nunca esquecer. Apesar do som do local, que sempre deixa a desejar, os 5 mil fãs entoaram todos os versos. Os músicos, no palco, também fizeram sua parte: cantaram e rebolaram em cima das caixas de som. O vocalista,
Alex Kapranos (
acima), tomou caipirinha, mandou bem no português – além de apresentar a banda na nossa língua, soltou um “Tudo bem? Vamos fazer barulho?” – e, ao final da apresentação, no auge do êxtase, se jogou nos braços do público, junto com o guitarrista,
Nick McCarthy. Os dois voltaram ao palco aos trancos e barrancos, de camisa aberta. Detalhe: Alex estava também com o cinto aberto! Aliás, sábado foi aniversário do nosso querido vocalista, que escolheu comemorar onde? Na Candy Party, no Teatro Odisseia, e até vestiu a camisa da festa, literalmente. A trupe aportou na casa da Lapa lá pelas 4h15 e, pelo que deduzimos, se entupiu de caipirinha, já que, no dia seguinte, Alex escreveu em seu Twitter: “Minha cabeça dói”.
22/03/2010 - 08:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
O show de abertura da noite do Franz ficou por conta do Moptop, veterano em preceder bandas internacionais. A seleção foi em duas etapas: uma votação na internet escolheu três bandas candidatas à vaga e, depois, os próprios meninos do FF elegeram a vencedora. Vamos ao papinho que batemos com o Moptop no camarim.
Por que o sucesso com as bandas estrangeiras?
Gabriel (
vocal): “Há poucos grupos nacionais com projeção fazendo esse rock mais universal. Também aceitamos bem esse esquema de um show de abertura: tocar rápido, em um pedacinho de palco”.
Quais são as bandas mais bacanas?
Rodrigo (
guitarra): “Apesar da fama de antipáticos, os irmãos Gallagher, do Oasis, foram ótimos. O
Noel até pediu uma camisa do Moptop. Já o Placebo e o Interpol não quiseram contato conosco”.
A camisa do Moptop virou um hit, né?
Gabriel: “A primeira estampa foi o Rodrigo quem fez e a camisa foi fabricada pela Ausländer. Até
Luciano Huck e
Cauã Reymond usaram. Agora, estamos com a Reserva. A banda curte moda e se preocupa com os
looks dos shows (
by Reserva). O
Mário (
bateria) sempre acompanha o Fashion Rio”.
E o disco novo?
Gabriel: “Estamos com muitas canções novas, mas ainda não sabemos qual rumo seguir com relação ao nosso som. Vamos fazer tudo com calma. E também o Rodrigo acabou de ser pai e quer dar uma desacelerada. Fora isso, o contrato com a Universal acabou e eles não renovaram. Por enquanto, estamos sem gravadora”.
Mesmo em uma gravadora grande, vocês são vistos como uma banda “independente”...
Daniel (
baixo): “Apesar de inserido na indústria, nosso som é livre. Fazemos 80% dos shows em inferninhos, ou seja, ainda pertencemos à cena independente”.
O clipe de Contramão, protagonizado por Mário e pela atriz Nanda Costa, acabou de sair e é bem ousado...
Mário: “A diretora,
Ivana Braga, sugeriu que fizéssemos um clipe rodriguiano e eu topei atuar porque adoro cinema. Apesar das cenas delicadas – no clipe, Mário e Nanda se pegam no banheiro da Drinkeria Maldita de Copa – foi tranquilo. Em breve, estreia outro clipe do qual participei, da banda Unidade Imaginária. Nele, eu também pego a protagonista, Madalena”. (
risos)
22/03/2010 - 08:20 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Aproveitamos que a banda de reggae californiana Groundation veio ao Rio para tocar, sexta-feira, na Terra Encantada, para saber quais os caminhos do reggae. “A globalização está acabando com o ritmo. Na Jamaica, hoje, os jovens chamam o que
Bob Marley e os Heptones faziam de ‘música dos velhos tempos’”, comenta
Harrison (foto), o vocalista. A atitude
roots dos músicos permeia o discurso da banda quando o tema é indústria musical. “A cultura da ambição capturou a alma dos artistas por culpa da MTV, que não apoia a música underground”, argumenta Harrison, citando
Gilberto Gil como uma de suas maiores referências.
22/03/2010 - 08:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Liliana Magalhães, Adriana Dutra, Maria Ercília Leite de Castro, Lenine, João Barone, Bi Ribeiro, Viviane Spinelli e Herbert Vianna
O último fim de semana do Verão do Morro começou mais cedo: na quinta-feira.
Fernanda Abreu, que teve seu show remarcado por conta das chuvas que castigaram a cidade, foi a escolhida para ser a estrela da quinta. “Esse lugar é mais do que só um ponto turístico. Foi onde fiz meu primeiro show solo, há 20 anos”, contou Fernanda. A Blitz, banda que a revelou, também tocou por lá, só que na sexta-feira, dividindo as honras com
Erasmo Carlos. O Tremendão, aliás, mandou ver nos hits. “Imagina se os Rolling Stones vêm ao Brasil e não tocam
Satisfaction?”, justificou Erasmo. Os Paralamas do Sucesso se apresentaram na madrugada de domingo, último dia da estação mais amada pelos cariocas, e dos shows no Morro, este ano.
Deborah Colker e Fernanda Abreu
Evandro Mesquita e Cláudia Dutra
Érika Martins, Erasmo Carlos e Gabriel Thomaz
22/03/2010 - 07:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Francisca Pinto, Mário Bulhões e Ricardo Pereira
Mario Bulhões transformou Búzios em Ibiza novamente, só que, dessa vez, por um excelente motivo: a comemoração dos dois anos da filial buziana do club mais
hype da ilha espanhola. As famosas dançarinas estavam nos queijos do espaço de 1250 m², de frente para a Orla Bardot, assim como os fogos de artifício
indoor e os djs gringos
Luca Di Napoli e
Da Cat. Como festa que é festa precisa de flash e o glamour das
celebs, Mario convocou
Fernanda Barbosa e
Carol Sampaio para acionarem suas listas.
Ricardo Pereira + a namorada portuguesa
Francisca Pinto, a PR
Nêga e o casal
Flávio Zveiter e
Fiorella Matheis, estiveram por lá.
Nêga
Flávio Zveiter e Fiorella Matheis
21/03/2010 - 09:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
21/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Curador do Claro ParkFashion – evento de moda realizado semana passada, em Brasília –
Jackson Araujo, 45 anos, é consultor de moda, publica suas reflexões sobre o mundo contemporâneo na radioblog Shhh.fm e colabora com o WGSN, escrevendo sobre comportamento, música e artes. Considera como um dos fundamentos de seu trabalho a Metáfora do Estilingue, do pensador pernambucano
Aloísio Magalhães (1927-1982) – defensor da brasilidade no design e da recuperação da memória artística e cultural – que prega: “Quanto mais se puxar o elástico para trás, mais longe a pedra chegará”. Acompanhamos os desfiles brasilienses e conversamos com Jackson sobre rumos da moda.
No momento em que você deu o start no Claro ParkFashion, uma reunião era realizada no Ministério da Cultura, marcando o início das relações institucionais do MinC com moda, arquitetura e design. As produções serão contempladas nas ações do próprio órgão governamental. O que pensa a respeito?
Finalmente temos uma preocupação mais clara por parte do Estado em tratar a moda como um interesse cultural. Nesse processo, é importante entender que a fundamentação de uma identidade para a moda deve contemplar as próprias contradições do país, buscando na cultura as bases para a criação de novos produtos, valorizando as tradições regionais e a habilidade dos artesãos, realizando trocas consistentes que incentivem a renovação da linha de produção. O país deve funcionar para o design como herança cultural e DNA, não como folclore. Não se pode mais incentivar apenas a criação de coleções temáticas que se apropriam do trabalho dos artesãos para angariar patrocínio das secretarias de Cultura locais sem um envolvimento perene e consistente por parte dos estilistas e marcas. Nesse novo e auspicioso processo, é imprescindível a capacitação profissional dos artesãos, como prega a cartilha da sustentabilidade e do fair trade. Já não cabe mais na moda a briga por interesses localizados. Enquanto a indústria não se organizar como já o fizeram os pecuaristas, produtores de soja e fabricantes de cimento, prosseguiremos nadando em um oceano de egos para naufragar, por exemplo, quando o tal vilão chinês tentar fechar as portas da indústria têxtil nacional.
O que está mudando no formato de se apresentar moda no nosso país?
É preciso entender que “apresentar moda” não diz respeito somente a desfiles, mas envolve todo um novo aprendizado sobre comunicação. Os organizadores dos eventos devem compartilhar o entendimento dos desfiles como ferramenta de comunicação estratégica para as marcas, orientando toda a sua organização a partir desse preceito, do visual merchandising aos projetos editoriais, online e offline. Os que já fazem disso o fio condutor de seu conteúdo estão claramente se destacando, com estratégias inovadoras que passam a atrair o interesse da imprensa especializada e do consumidor ávidos por novidades.
O que pensou de inovador para atrair público e jornalistas em evento direcionado ao comprador final?
Todo o meu processo de trabalho é fundamentado a partir do desejo de transformar o evento de moda em centro gerador de conhecimento, que é a moeda da mais-valia nesse mundo bombardeado pelo excesso de informação. No ParkFashion, buscamos aproximar a fantasia, que a moda do inverno propõe, com a macrotendência do novo luxo, o luxo acessível, sustentável, fundamentado por valores como autoestima e consumo consciente.
Estamos em um tempo de repensar o eu em meio ao turbilhão tecnológico. Como esse cenário está se desenhando na moda?
A Internet 2.0, a partir das redes sociais e do conteúdo gerado pelo consumidor, nos fez entender a importância do indivíduo nos mecanismos de comunicação de marcas e na criação de novos produtos. A moda, como plataforma narrativa do comportamento humano, não podia ficar de fora e tem dado bastante atenção à opinião do consumidor. Desde o seu envolvimento na análise prévia dos produtos antes de chegarem às lojas, até sua participação na criação de campanhas e objetos. Parece uma saudável ida sem volta. Quem já está praticando, marca pontos.
Você inova na música e na arte em movimentos em simbiose com desfiles. Qual o resultado?
Muito positivo. Uma percepção recente do mercado apontava que os consumidores jovens estavam se tornando cada vez mais imunes à propaganda. Cobram maior relevância e interatividade, exigindo das marcas estratégias de comunicação mais focadas em gerar opinião do que propriamente em vender um produto. Assim, se aproximar das artes vem se formatando como uma estratégia poderosa para as grifes. Permaneço atento a isso.
Pontos altos da atual cena fashion nacional...
Paramos de falar em cópia, pois com o passar dos anos, a internet, de certa forma, encurralou os copistas, revelando o nome dos designers verdadeiramente criativos.
Pontos baixos...
Admitir que nomes relevantes na moda do começo dos anos 2000 não conseguiram manter suas marcas ativas, equilibrando criação e comércio, como Fabia Bercsek, Karlla Girotto e Rita Wainer, para citar um trio, cujo trabalho admiro e respeito. E isso é muito triste e revelador. As faculdades de moda se proliferaram pelo país, mas me questiono até que ponto de fato, as grades curriculares incentivam aprendizados nas áreas de negócios e administração. Sorte que existe o Bom Retiro e o Mega Polo Moda do Brás, onde alguns nomes da safra criativa estão conseguindo ganhar dinheiro.
Qual a maior dificuldade de se fazer um evento de grande porte em shopping fora do eixo Rio-São Paulo?
Ter a lucidez de não querer repetir fórmulas que deram certo nesse eixo, criando formatos adequados ao tipo de produto e de negócio do mercado em que se está atuando.
Depois de tantos desfiles, cite as cinco peças fundamentais para mulheres e homens no inverno que se aproxima.
ELAS: um coletinho; um trench coat; uma camisa branca; uma jaqueta militar; qualquer peça de paetês. ELES: uma jaqueta estilo perfecto; uma camisa xadrez; um chapéu de aba curta; uma bota Sebago; uma calça seca de comprimento mais curto.
O que devemos deixar na gaveta ou tirar de circulação imediatamente?
A arrogância.
21/03/2010 - 08:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Reflexão sobre o novo luxo e ser sustentável com estilo
Italiana criada em São Paulo e formada em estilismo no Studio Berçot, em Paris,
Chiara Gadaleta, hoje apresentadora do programa
Tamanho Único, no GNT, foi modelo,
stylist e consultora de moda. Camaleônica, incorporou a exótica, étnica, motoqueira e, agora, filosofa ao dizer que se aproximou do seu mais puro “eu”. Ela esteve em Brasília para apresentar a expô Joias do lixo – incluindo peças confeccionadas com restos de tecidos, fios, contas, acabamentos com fitas e botões, que seriam descartados – e ministrar palestra sobre o Novo Luxo. “Devemos desconstruir velhos conceitos. O consumidor não é mais aquele do passado, que seguia regras e tendências. Hoje, o novo luxo é individual, pois cada um valoriza suas necessidades”, diz.
Jackson Araujo, que convidou Chiara para essa passagem pela capital federal, acrescenta a nossa conversa: “Chiara defende a ideia de um autoconhecimento por parte do indivíduo, observa as mudanças pelas quais a moda está passando para desembocar na construção de uma nova abordagem sobre como ser sustentável com estilo”. E como se dá isso na real, Chiara? “Hoje, o perfume é híbrido. Costumo dizer que é a era do high-low. Veja as contraposições do artesanal/tecnologia e internet/curador. O consumidor era seguidor, mas agora ele dita as regras. Luxo é aderir ao consumo consciente e a moda se tornar a voz da sustentabilidade”. Pois, então, está aí: Chiara criou o blog
Ser Sustentável com Estilo.
21/03/2010 - 08:35 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Democracia fashion sob o ponto de vista da consultora Cristina Franco, que esteve em Brasília
Será possível o chamado “mundo fashion” estabelecer um diálogo com os “outros mundos”, deixando de lado os estereótipos e clichês que há muito prevalecem? Uma notícia importante é que o Ministério da Cultura marca o início das relações institucionais com moda, arquitetura e design. As produções dessas áreas passariam definitivamente a serem consideradas manifestações da identidade brasileira e por isso contempladas nas ações do próprio MinC. A moda, a indumentária e o estilo de ser de uma época sempre foram referências fundamentais para pesquisadores de todo o mundo identificarem uma sociedade. É verdade que a nossa sonhada aldeia global, ao mesmo tempo em que trouxe benefícios, criou uma grande confusão de identidade. Países como a França já enfrentam a desconfortável pergunta: “o que é ser francês?”. Como a França, outros países estão sofrendo esse efeito colateral. Felizmente isso ainda não chegou por aqui. Talvez porque não tenhamos até agora mergulhado, do jeito que já deveríamos ter feito, em um entendimento mais profundo da nossa identidade. Não é fácil, em um país de dimensões continentais, com 20% da biodiversidade do planeta, com a maior reserva hídrica mundial e rica variedade de matrizes, termos conhecimento de um DNA tão complexo. Por isso, já que o assunto é moda, prefiro falar de artesanato, que, sem dúvida, é um dos ativos mais subutilizados que nosso país tem. A falta de diálogo da cadeia industrial com a cadeia de serviços de artesanato faz com que ainda acreditemos que exista um apagão no Brasil deste tipo de mão-de-obra. É um erro. Nossa diversidade de tipologias de artesanato de linha é enorme. Muitas delas só são encontradas aqui, e se não estimuladas, correm o risco de desaparecerem. Não porque careçam de mão-de-obra para produzi-las, mas pelo gargalo que hoje temos para comercialização destes produtos e pela falta da inclusão de melhores insumos tecnológicos para que esses produtos tenham maior competitividade em mercados que os valorizem. O backbone, a espinha dorsal do item de luxo, está no feito à mão, no artesanato de alto valor agregado, na marca de origem. Marca de origem: uma expressão mágica, uma chancela que um país como o Brasil, hoje enxergado de forma tão positiva no inconsciente coletivo mundial, tem toda propriedade para ter. O Brasil deve ser a grande marca guarda-chuva para a moda brasileira. Este ano, o país foi escolhido para sediar a conferência da International Textile Manufactures Federation, entre 17 e 19 de outubro, em São Paulo. Mais de 300 líderes mundiais virão ao Brasil. Não existe mais tempo, principalmente depois da ressaca financeira de 2008/2009, para a individualidade excessiva de cada marca. É muito caro consolidar uma brand a nível mundial. A recente coleção Chanel para o Verão europeu 2010 investe forte no feito à mão. Uma bolsa de coleção, de tamanho médio, toda em crochê, tem o preço a partir de £ 2.235, ou seja cerca de R$ 6 mil. Você sabia que Nova Russas, no sertão do Ceará, é uma cidade que produz um fantástico trabalho de crochê, inclusive pelos homens? Precisamos usar e divulgar o que temos aqui. Somos uma source fantástica, não só para nossa moda, como para outras marcas internacionais. Nossos códigos estéticos, personalíssimos, oriundos de nossas matrizes, agregados à nossa cadeia industrial produtora de roupas, constituem a única forma de termos um “made in Brasil” com identidade própria e alto potencial competitivo. Por isso, acredito que o maior reconhecimento da moda brasileira por instituições ligadas à cultura seja um forte incentivo para que toda esta diversidade não só possa vir à tona, por meio de uma facilitação de consultas, bem como a partir de um maior entendimento quanto à aplicação desses códigos estéticos. É claro que as diferenças têm de ser administradas de forma madura. Elas existirão sempre. Precisamos entender as forças e fraquezas dentro da cadeia produtiva, as ameaças e as oportunidades, para que possamos fortalecer de forma sustentável o que temos ainda muitas vezes em estado latente. Não existe mais tempo para fogueiras de vaidades, e marketing sem conteúdo real. Tudo ficou muito exposto. E como a gente sabe que a paz só é feita com os inimigos, talvez já seja tempo disso acontecer.
21/03/2010 - 08:20 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Se a proposta do Claro ParkFashion era também gerar e trocar conhecimento sobre o universo da moda, um concurso de fotografia foi criado com o desafio de se desenvolver um editorial que dialogasse com o tema Fantasia da moda: mistérios de Inverno. O ganhador foi o brasiliense
Robson Cardoso de Amorim, 21 anos, estudante de publicidade e propaganda. Ele convocou a amiga
Júlia Ritter, estudante de arquitetura, e escolheu como locação um prédio abandonado próximo ao terreno da Universidade de Brasília. “Conferimos várias revistas e pontuamos as tendências para o Inverno. Como nas publicações tudo é lindo e no nosso guarda-roupa nem tanto, decidimos deixar a ideia fluir na hora. Com dois porta-malas repletos de bolsas, sapatos e roupas da minha mãe e de Júlia, seguimos para a UNB. O céu de Brasília costuma ser lindo, de um azul ímpar, mas, nesse dia em especial, para a nossa sorte, estava branco, cheio de nuvens. Já que assuntos como moda costumam me atrair e a Ju estuda arquitetura, juntamos os olhos e clicamos. Tivemos uma sensação de êxtase ao ver o trabalho reconhecido”, comentou Robson.
20/03/2010 - 10:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
20/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Para interpretar as muitas facetas de
Gilda de Abreu (1904-1979), no musical
Vicente Celestino – a voz orgulho do Brasil, com estreia quinta-feira, no Sesc Ginástico, foi preciso escalar duas atrizes.
Camila Caputti (esquerda) é a Gilda jovem cantora, que se apaixona pelo compositor Vicente (1894-1968), e
Stella Maria Rodrigues é a Gilda madura, que abdica da carreira musical para se dedicar ao marido. Além de ser a primeira oportunidade de mostrar seu canto lírico no palco, Camila teve outros motivos (quase bizarros!) que a empurraram para o papel. “Minha família veio da Calábria, na Itália, e a de Vicente também. E ele era a cara do meu avô. Além disso, minha mãe se chama Gilda”, conta Camila, que acabou de voltar de uma turnê pela França com a opereta Fedegunda e, no segundo semestre, a leva para a Itália. As razões de Stella para se fascinar por Gilda não foram tão místicas, mas igualmente intensas. “A história de amor do casal é arrebatadora, porque era um amor sem competição. Ela deixou o canto de lado para cuidar dele, mas, mesmo assim, não virou dona de casa. Escrevia poesias e se tornou uma das primeiras mulheres a dirigir um filme”, afirma Stella, antes de contar algumas curiosidades: “Os dois eram ativos politicamente e se recusaram a cantar para o então presidente Costa e Silva. Quando Vicente morreu de câncer, Gilda sofreu muito. Anos depois, ela ainda mantinha uma foto dele em cima da poltrona na qual o marido costumava se sentar”. Amor assim é para poucos.
20/03/2010 - 08:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Aline Moraes
Nem só de palcos, cena, luz, câmera e ação vive um ator moderno. Para confirmar sua relevância no termômetro da poplândia é preciso estampar capas de revista e ser estrela de campanhas fashion. Só esse mês, para exemplificar nossa teoria,
Alinne Moraes foi fotografada para a capa da revista
Joyce Pascowitch,
Fernanda Lima foi a estrela do catálogo de Inverno da Cantão,
Jonatas Faro deu um pulo, literalmente, em NY, para fotografar para a grife Sérgio K e
Flávia Alessandra encarnou a modelo por um dia para a Dianna. Lindos, talentosos e ricos.
Jonatas Faro
Fernanda Lima
Flávia Alessandra
20/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
São menos nove quilos, um adesivo colado na pele para parar de fumar o maço de cigarro diário e hoooras de trabalho.
Miguel Falabella colhe o sucesso na terceira semana do musical
A gaiola das loucas – “foram dias muito tensos até que o barco navegasse em bons ventos e a gente chegasse a uma performance azeitada” – e se prepara para a estreia dia 8, na Globo, da série A vida alheia, de sua autoria (ele também assina direção com
Cininha de Paula e
Marco Rodrigo, sob supervisão de
Roberto Talma). “Imagine
Marília Pêra e
Claudia Jimenes como dona e editora, respectivamente, de uma revista que precisa de um escândalo de celebridade a cada edição. Combustível puro”, diz Miguel, acrescentando que a imprensa “não será vilanizada. Afinal, nós sabemos que as pessoas ligam para os jornalistas para dizer que fulano está com a amante no restaurante tal”. E quais os limites entre público e privado, ou profissional e sensacionalismo? “Um exemplo feio foi a jornalista que veio à coletiva sobre o novo programa e perguntou para a
Danielle Winits, que integra o elenco: ‘Dani, e o fim do seu casamento com o
Cássio Reis?’”. Climão. “Eu mesmo, nos anos 80, lembro que a revista
Amiga publicou: ‘Falabella declara: não tenho Aids’. As letras do meu nome e da palavra Aids eram garrafais. Absurdo. Ainda dei uma outra entrevista mostrando o resultado do meu exame e ganhei uma capa com a chamada: ‘Os artistas e a Aids’. Mas a gente vai o sensacionalismo de uma forma divertida.
20/03/2010 - 08:20 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Anaterra, Dani e Dudi
Feita exclusivamente por mãos femininas – as de
Dani Vieira,
Anaterra Freire e
Dudi Cotrim – a festa Madreputa reúne gente bacana do cenário alternativo carioca e boa música. “Trouxemos a inspiração para a festa de clubs europeus. O nome foi inspirado na expressão espanhola puta madre, que significa algo muito bom, invertida para dar um ar mais feminino e sensual”, explica Dani. Então, é uma festa para elas? “A Madreputa foi inspirada nas mulheres e criada para elas. E onde tem energia feminina, tem homem. Assim equilibramos o público e agregamos cada vez mais pessoas que curtem boa música eletrônica”, analisa. A próxima edição do quase Clube da Luluzinha, rola hoje, na W, em Ipanema. Em tempo:Dani e Dudi também são responsáveis pela festa DUO, que agita os domingos do 00, e Dani e Anaterra pela Mes Amis – mix de música e arte – realizada duas vezes por ano, ao ar livre.
19/03/2010 - 14:04 | Enviado por: Heloisa Tolipan
19/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
O Crossover - Júlio, Júnior e Amon - com os brothers, na festa de anteontem
A banda Crossover conquistou nossos ouvidos (e de mais alguns milhões de brasileiros), anteontem, quando se apresentou no Big Brother Brasil 10. A energia da bateria de
Júnior Lima, do violino de
Amon-Rá Lima e do set de
Júlio Torres nos arrebatou de tal forma que tivemos de correr atrás dos rapazes para saber mais sobre o projeto de house music, que nasceu em 2005 e ganhou força com a entrada de Júnior, há um ano e meio. “Chamamos o Júnior para tocar conosco no Cool Awards e deu tão certo que o incorporamos ao grupo”, conta Amon, que toca com Júlio, logo mais, na Boox. E a experiência de estar na casa mais vigiada do Brasil? “No início, fiquei apreensivo porque nunca havíamos tocado para 20 pessoas. Tive medo do pessoal não entrar na vibe. Mas, com um minuto de show, eu já estava pulando que nem um louco. Dava para sentir a vibração das pessoas que assistiam de casa”, lembra Júnior. Não foi só o som da banda que nos impressionou, mas o visual também. O trio usou bateria, violino, computador, um iPod Touch (que substitui os pedais) e até os controles do videogame Wii. “Sou super a favor de utilizar o computador em shows. Deixa tudo mais compacto, bem melhor para viajar. Tem gente que fica com medo da máquina travar, mas, em cinco anos, não tive um problema sequer. Para mim, esse é o futuro da música”, afirma Amon. Júnior aproveita para ressaltar que a tecnologia não deixa a performance mecânica: “Amon e eu improvisamos tudo na hora”, garante. Fora o trio, Amon continua tocando com a Família Lima e tem o Bittencourt Project, com o
Rafael, do Angra. Júnior acabou de produzir o álbum da irmã,
Sandy, ao lado do cunhado,
Lucas Lima. Já o CD novo do Crossover... Só ano que vem.
19/03/2010 - 08:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Foi dado o pontapé inicial de um dos eventos de moda pioneiros do Brasil: o Festival de Moda de Fortaleza, que existe há 30 anos. Tendo à frente os empresários cearenses
Mana e
Manoel Holanda, do Maraponga Mart Moda, maior shopping atacadista do Nordeste, e curadoria de
Cristina Franco, o Festival reuniu seus convidados no La Maison, na capital cearense, e anunciou as datas: de 26 a 30 de abril. O homenageado da edição é o Theatro José de Alencar, que comemora, este ano, seu centenário.
19/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Adriana Svartsnaider, da Mr. Cat, não é bem relacionada só em terras nacionais, a foto ao lado mostra o grau de
jet-settismo da gata. A mocinha loura atrás dela é
Eva Amurri, filha de
Susan Sarandon, que comemorava aniversário, sábado passado, em Nova York. Adriana era uma das 25 convidadas da atriz. Susan também estava por lá, agarrada ao namorado 40 anos mais novo. Detalhe: o bolo de Eva era um prato de frutas, pois ela estava de dieta para um novo papel. Adriana, aliás, está em Nova York, para pesquisa de moda para as marcas jovens do grupo, Cat Girl e Cat Ho, e aproveitou para cortar os cabelos, na altura dos ombros, com o mestre das tesouras Keith Carpenter, o mesmo de
Diane Krueger, Sarah Jessica Parker, Mariah Carey e
Donna Karan. Toda vez que vai à Big Apple, Adriana leva sapatos da marca para o stylist, que adora a linha
hand made desenvolvida por ela.
19/03/2010 - 08:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Cofre duplo
A campanha do Dia dos Namorados da Riachuelo já tem o casal modelo: Ivete Sangalo e Daniel Cady. A cantora, aliás, será a atração da final do BBB10.
Paranauê
Os tablóides ingleses só noticiaram o amor de Amy Winehouse pela capoeira agora, mas, desde o ano passado, a cantora vem exercitando seu lado capoeirista. As publicações dizem que Amy tem se dedicado à luta, porque proporciona tônus, força, a faz transpirar e dá foco à vida da cantora, que está gravando seu terceiro álbum.
Parceria à vista
Eliana Michaelichen parece ter encontrado o próximo livro a ser publicado por sua recém-inaugurada editora, a Master Books. Anteontem, no lançamento da obra Eu queria ser, da fotógrafa Priscila Prade, a apresentadora do SBT encontrou com seu ídolo de infância Daniel Azulay. Ele contou que está terminando de escrever um livro sobre brinquedos feitos de material reciclado. Rapidinho, os dois marcaram uma reunião no escritório dela, em São Paulo.
Bis na Terrinha
Ney Matogrosso é tão querido em Portugal que seus dois shows previstos para 29 de abril e 1º de maio, no Porto e em Lisboa, já se transformaram em três. Os ingressos para o Beijo bandido, no Coliseu de Lisboa, se esgotaram tão rápido que a organização providenciou mais um.
Antitecnologia
Em tempos de globalização e tecnologia high tech, Karl Lagerfeld, um dos homens mais modernos do mundo da moda, não se liga muito em gadgets. Em entrevista à revista Vice, ele disse que adora o fax e só se comunica com Anna Wintour por meio de um desses aparelhos pré-históricos e, quando está em Paris, recorre às cartas.
19/03/2010 - 08:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
18/03/2010 - 13:52 | Enviado por: Heloisa Tolipan
18/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Seu Jorge aporta no Rio, sexta-feira, para se apresentar no Circo Voador, mas não para show solo – aliás, ele nunca tocou no Circo, acredita? O compositor de Belford Roxo trará ao palco da Lapa um projeto experimental, junto com o amigo e percussionista
Peu Meurray (na foto, com Seu Jorge), que constrói tambores a partir de pneus. “Ele vem da nova safra de músicos baianos que mantêm a tradição africana, mas fogem do axé”, diz Seu Jorge. Em breve, os dois lançam o álbum
Almas e, em seguida, saem em turnê pelos Estados Unidos. Jorge, que mora mais no mundo do que em sua casa de São Paulo (“Tenho pouso em Los Angeles e Paris”), aproveita para comentar a relação com o exterior: “O que me projetou para valer lá fora foi o cinema, com o
Cidade de Deus e
A vida aquática de Steve Zissou. Com o disco mais recente, América Brasil, quis internacionalizar meu trabalho de cantor. Agora, durante essa turnê pelos EUA, pretendo decidir que caminho meu próximo CD vai tomar. Provavelmente, será um híbrido entre Brasil e o mundo”. O músico confessa, inclusive, que se sente responsável pela imagem do país lá fora. “Da última vez que estive em Paris, prometi que voltaria com boas notícias. Mas nem precisei, porque elas já chegaram por lá. O Brasil não para de crescer, passamos bem pela crise financeira e tenho muito orgulho do governo
Lula e do que
Gilberto Gil fez na cultura”. Falando em otimismo... Seu Jorge diz não ligar para o grupo concorrente Franz Ferdinand, que toca na Fundição Progresso também na sexta-feira. “Vi um show deles em SP, mas não é a minha. Iguais a eles vi 500 na Inglaterra”. Mudando de assunto, vamos falar da segunda carreira do moço, a de ator? Jorge acabou de rodar
Tropa de Elite 2, no qual interpreta o bandido Beirada, que organiza uma rebelião em Bangu 1. Está por vir também um papel no primeiro filme com direção do francês (e best friend)
Vincent Cassel, filmado no Brasil.
18/03/2010 - 08:35 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Águas de março
Se o show do Guns N’ Roses foi cancelado por causa da chuva de domingo, a festa JukeBox mostrou sua força e sobreviveu ao temporal. Mas os fatos quase derrubaram a grande celebração GLS. “As tempestades tentaram a todo o custo serem nossas vilãs, mas não deixamos. Theresa, a DJ que vinha de Nova York, enfrentou forte nevasca no fim de semana e não pode embarcar”, revela Carol Bandeira, a voz feminina do trio de produtores. “E ainda faltou luz por meia hora, mas tinhamos dois geradores e ninguém percebeu nada”, completa Rodrigo Rodriguez. A próxima edição da JukeBox já tem mês reservado: junho.
Volta Babilônia!
Os produtores Robert Guimarães e Fernando Molinari estão batalhando fervorosamente pela volta da Babilônia Feira Hype. A ideia é tornar o evento parte das atrações turísticas voltadas para as Olimpíadas. Mas acalmem os ânimos! Os planos não são só para 2016. “Estamos fazendo de tudo para a feira voltar em setembro”, diz Robert.
Brasileirinhos
Está rolando em Austin, no Texas, o Festival South by Southwest, o SXSW, um dos maiores da indústria fonográfica e, ainda, um dos principais lançadores de novos nomes na música – Amy Winehouse, entre eles. E, desta vez, tem representante nacional por lá: os meninos da banda recifense The River Raid. O grupo, aliás, só conseguiu chegar até o Texas porque a Levi's Brasil pagou as passagens e a estadia dos rapazes, já que eles foram uma das cinco bandas integrantes do projeto Levi's Music do ano passado. Em tempo: na véspera da abertura, o Copacabana Club + o Database, outros representantes nacionais, esquentaram a noite em Austin em show no Vice Club.
Tempo quente
Não convidem Claudia Jimenez e Betty Lago para a mesma mesa. As duas amigas, que podiam ser vistas noite sim, noite também, na Dias Fereira, se desentenderam. Nem os mais íntimos sabem o motivo do afastamento. Esperamos que voltem às boas.
18/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Tudo o que
Lady Gaga faz repercurte pelo mundo. Indiscriminadamente. Seu novo trabalho, o clipe de
Telephone, causou furor. Mas em um frame, deixou uma sensação de
dejá vu nos fashionistas brasileiros. Os cabelos de Gaga presos com latas de refrigerante, no clipe, foram usados como recurso de
styling no desfile de Verão 2010 de
Isabela Capeto ,em junho de 2009.
Mas quem fez sucesso mesmo na internet, pós-clipe, foi
Ximbica, personagem caricata de SP e famosa por versões bem-humoradas de hits internacionais. Rápida no gatilho, Ximbica arrasou na paródia em português do hit gaguiano que contou, ainda, com a hilária
Nanny People interpretando o papel de
Beyoncé. “Gravamos em dois dias e em cinco já estava no ar e com mais de 100 mil acessos”, empolga-se Lia, a webdesigner por trás da criatura. Mas por que Ximbica? “Não existe Xuxa e Xaxa (sic)?”, questiona. Pois é, tudo é normal na poplândia.
18/03/2010 - 08:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Os ecos da reunião realizada em Brasília, semana passada, marcando o início das relações institucionais do Ministério da Cultura com a moda, a arquitetura e o design reverberam. O estilista
Ronaldo Fraga, um dos presentes ao encontro, nos contou ontem que mais uma conferência foi marcada para o início de abril. “Esperamos a adesão de mais estilistas a este processo, porque apenas 10% do setor produtivo foi à capital federal para o encontro. A turma escaldada com promessas precisa entender que não vamos pedir dinheiro para o desfile do Zé das Couves com uma gostosona na passarela. Estamos discutindo, finalmente, a possibilidade da moda ser considerada cultura nesse país”, disse. Acrescenta ainda que os pontos mais importantes a serem discutidos e contemplados pela lei, segundo ele, são a catalogação e o registro da história da moda no país e a formação e capacitação de pessoal. Lembrou ainda a realidade de que um profissional, hoje, se quiser fazer um livro sobre moda não consegue incentivo.
O próprio Ronaldo é um exemplo disso. Teve negado por ter vezes, pelos entraves burocráticos do governo federal, projeto de livro e exposição sobre moda e o rio São Francisco, tema de sua coleção para o Verão 2009. “Refizemos todo o projeto até ser aprovado e ele está totalmente focado em educação e cultura. Vai ser inaugurado em julho, no Palácio das Artes, em BH. Pesquisamos as lendas, as cidades ribeirinhas e vou convidar a todos a navegar em imagens da nascente até a foz do rio. Um verdadeiro mergulho na arte contemporânea do São Francisco”. E a moda, Ronaldo? “Serve como pano de fundo para a costura desse grande rio”, atesta, acrescentando: “As gerações futuras não vão ter esse questionamento absurdo se moda é cultura ou não”.
17/03/2010 - 09:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
17/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Eliana
Além de ser apresentadora e linda,
Eliana Michaelichen acha tempo para ser empresária. Depois de se dedicar a licenciamentos, TV, música e cinema, a loura começa uma nova empreitada com a Editora Master Books. O primeiro livro a ser lançado (logo mais, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon) é
Eu queria ser, da fotógrafa
Priscila Prade. A obra traz 55 imagens publicadas ao longo de três anos em uma seção da revista da MTV, na qual celebs aparecem fantasiadas como artistas que admiram.
Como começou sua paixão pela literatura?
Os contos de fadas me encantaram na primeira infância e, novamente, mais tarde, quando cursei até o terceiro ano de psicologia. As muitas leituras que uma só obra pode ter sempre me impressionaram.
Qual livro nunca deixa a cabeceira da sua cama?
Difícil escolher um! Adoro os que tratam a filosofia de uma forma cotidiana, aplicada às situações reais da vida. E tenho uma queda declarada por livros de fotografia. Sempre compro vários quando viajo.
Por que decidiu abrir uma editora neste momento?
Há bastante tempo planejava atuar nos bastidores de projetos culturais fora da TV. Inicialmente, pensei em produzir musicais, mas a minha paixão por livros de arte e cultura pop acabou me levando à área editorial. De um lado, vou dividir com o público os temas que me emocionam. De outro, ajudarei artistas a divulgarem suas obras.
Por que escolheu encarnar o roqueiro Marilyn Manson em Eu queria ser?
Por ser uma figura completamente diferente de mim.
O que mudou na sua vida desde que você saiu da Record e foi para o SBT?
Estou muito mais feliz! No meu programa atual, eu faço o que acredito ser o melhor, com qualidade e conteúdo. São quatro horas no ar no domingo, o dia mais disputado da TV brasileira. Não poderia ser melhor.
Como você vê essa batalha constante pela audiência na TV aberta brasileira?
A TV é a maior vitrine que existe. Se eu tiver de apresentar algo sensacionalista, apelativo, prefiro sair da TV. Meu DNA profissional de unir entretenimento e informação é o reflexo do que acredito ser o meu papel como comunicadora e cidadã.
Supla tal qual Kiss
Samuel Rosa, nosso John Lennon
Pitty de Daryl Hannah em ‘Blade Runner’
Preta GIl a lá Beyonce
Frejat, o Superman
Fernanda Abreu de Prince)
17/03/2010 - 08:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Sérgio Cabral, Guto Graça Mello, Eduardo Dussek e Sylvia Massari
Rolou, anteontem, no Teatro João Caetano, no Centro, a estreia de
Era no tempo do rei, direção de
João Fonseca e baseada no livro homônimo de
Ruy Castro. A adaptação feita por
Heloisa Seixas, com a ajuda da filha
Júlia Romeu, é estrelada por
Soraya Ravenle e
Léo Jaime. Entre os convidados,
Dom Joãozinho de Orleans e Bragança. “Fiquei feliz com o fato de o espetáculo enterrar a imagem de paspalho que fazem de Dom João. Ele não era uma figura caricata e atrapalhada, mas sim um grande estadista”, disse Dom Joãozinho, defendendo o antepassado. Passaram por lá também o jornalista e escritor
Sérgio Cabral, o ator
Sérgio Britto e os compositores
Carlos Lyra e
Aldir Blanc – cuja parceria resultou na trilha do espetáculo.
Júlia Romeu, Heloisa Seixas e Aldir Blanc
Sérgio Britto)
17/03/2010 - 08:15 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Moda mia!
Antecipando 2011, o ano da Itália no Brasil, três grifes italianas aportam no line up da edição Inverno da Capital Fashion Week, pilotada por Márcia Lima, a partir de amanhã: a expert em alfaiataria masculina Mabro-Antichi Telai; a do designer Renato Balestra; e a Missoni, cuja primeira loja na América Latina foi inaugurada em São Paulo, no fim do ano passado. Pelo visto, a paixão dait-girl Margherita Missoni pelo nosso país contagiou todo clã. A grife inaugura a segunda flagship store da marca no Brasil, ainda este semestre, no Shopping Iguatemi de Brasília. O desfile da Missoni rola amanhã, no Teatro Nacional e, em seguida, o embaixador italiano Michele Valensise recebe o diretor de marketing da grife, Vittorio Missoni, e seu filho, Ottavio Jr. Missoni, em um jantar na embaixada.
Cultura haitiana
A Aliança Francesa está trazendo para o Brasil o haitiano Guy Régis, dramaturgo, diretor de teatro e fundador da companhia Nous Théâtre, para uma semana cultural, que começa na segunda-feira. Guy fará uma oficina de literatura, apresentará alguns textos de autoria própria e também contará sua batalha como agitador cultural no Haiti. Tudo isso na unidade de Botafogo.
17/03/2010 - 08:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Etimólogos acreditam que a palavra “aluno” teve origem no termo latino “a lumni”, que significa “sem luz”. Mas, para o artista plástico
João Carlos Goldberg, curador da exposição
Com Luz (que inaugura, hoje, na galeria Anna Maria Niemeyer, no Baixo Gávea), composta por esculturas de seis estudantes da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, o termo não condiz com sua experiência: “Eles já demonstram possuir luz própria, os trabalhos são tão criativos quanto os de artistas já formados. Por isso batizei a mostra assim”, explica João. Na exibição, haverá desde obras feitas em madeira a outras criadas com renda e fotografia ou borracha e agulhas. “Com a quebra das fronteiras na pintura, na gravura e na escultura, essa multiplicidade de materiais é o caminho da arte contemporânea. Muitas vezes isso gera uma confusão no público, que não está acostumado a essas linguagens. Muitos têm dificuldade de encarar a arte como pensamento e não como técnica”, observa o artista, há 30 anos fornecendo luz a seus alunos da Oficina 3D da EAV.
16/03/2010 - 09:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
16/03/2010 - 09:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Hoje é comemorado no Brasil e em mais 70 países o Dia do Teatro do Oprimido e, não por coincidência, é o dia em que o criador da técnica,
Augusto Boal (1931-2009), faria 79 anos. É claro que os discípulos do mestre não deixariam a data passar em branco: das 10h às 22h rolam mil e uma atividades artísticas no Largo da Lapa. “Esse é o primeiro ano que realizamos o evento sem a presença do Augusto. Ele sempre dizia: ‘No meu aniversário, não quero bolo, só quero saber como o Teatro do Oprimido está sendo disseminado pelo mundo’. Então criamos esse dia para unir a comunidade global”, explica a coordenadora geral do Centro de Teatro do Oprimido,
Helen Sarapeck. E de onde vem esse fascínio que a criação de Boal exerce sobre as pessoas? Segundo Helen, tudo começa com a redescoberta de si mesmo: “As pessoas, atores ou não, encontram dentro de si uma expressão artística que estava perdida, mas que constitui a essência do homem”, opina. O CTO ainda pretende realizar um grande sonho este ano: a ampliação para um centro internacional, que formaria novos multiplicadores na América Latina e África. A organização já conseguiu aprovação da Lei Rouanet, mas ainda procura patrocinadores.
16/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
'Hair Antoinette 1' by Olaf Hajek
A coluna se apaixonou pela ideia dos arquitetos
Thiago Guimarães e
Juliana Simão de criarem a Galeria Pixel (www.galeriapixel.com.br) com os trabalhos dos principais artistas da ilustração contemporânea internacional. Selecionamos três: o alemão
Olaf Hajek, responsável por várias capas da editora Taschen e que lança, pela alemã Gestalten, seu primeiro livro recheado de ilustrações; o sueco
Daniel Egneus, eleito, em 2005, o Melhor Ilustrador pela Associação de Ilustradores do Reino Unido; e a artista plástica e ilustradora de moda
Erin Petson.
'Lanvin' by Erin Petson
'La Ballerina' by Daniel Egneus
16/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Aprontamos um questionário daqueles para a top canadense
Jessica Stam, que acabou de fotografar a campanha da marca de acessórios Santa Lolla.
Quem você mais admira?
Meus irmãos. Tenho seis...
Qual seu maior talento?
Cozinhar e esquiar. Mas, acredite ou não, piloto aviões.
Vício?
Não vivo sem chá verde.
Melhor festa?
A formatura do meu irmão. Eu tinha 12 anos e rolou lá em casa. Dançamos até amanhecer.
Objeto de desejo?
Uma Land Rover 2010.
O que tem escutado?
Frank Sinatra e Radiohead.
Qual é seu look?
Jeans Rogan, camiseta básica e cardigã antigo da Prada.
Sua maior extravagância?
Investir em imóveis. Gasto com a família e meu futuro.
16/03/2010 - 08:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
16/03/2010 - 07:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Sobre o desabamento do palco do Guns N’ Roses, na Apoteose, Axl Rose escreveu no Twitter: “Há feridos na nossa equipe e na do Rio”. A produtora Time For Fun negou. O roqueiro também postou uma foto dos destroços do palco e ainda contou que levou um choque enquanto tomava banho, após o show de São Paulo, sábado. Coitado.
15/03/2010 - 14:22 | Enviado por: Heloisa Tolipan
15/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Bernardo Mosqueira
Definitivamente para
Bernardo Mosqueira, 21 anos, liberdade não tem limites. Ele assina a curadoria da exposição batizada
Liberdade é pouco o que eu quero ainda não tem nome – frase de
Clarice Lispector, em
Perto do coração selvagem – cuja abertura, que durou 12 horas, rolou anteontem, na casa recém adquirida pelos pais do rapaz, na Rua Maria Angélica, no Jardim Botânico. “Pedi permissão para utilizar a casa e eles disseram sim, meio sem pensar. Quando cogitaram voltar atrás... era tarde”, brinca Bernardo. Tarde mesmo. O moço reuniu 47 artistas plásticos e em apenas 40 dias a exposição estava pronta. “Certa vez, ouvi um artista dizer que não admitia excesso de liberdade. Imagina! Quanto mais liberdade, mais conhecimento”, define.
Bernardo Ramalho
Em um dos cômodos, dos 17 do casarão, está o
Portal da andorinha, de
Bernardo Ramalho, no qual se lê a palavra “fé” em um letreiro luminoso. “Liberdade é sinônimo de fé. Você só é livre tendo fé no trabalho, na vida e em Deus”, resume Ramalho. Dentre as criativas formas de expressão de liberdade, no topo da escadaria que leva ao segundo andar, pende um lustre feito com 100 preservativos, cada qual com uma cápsula de bala de revólver dentro. “Criei o trabalho
Isolantes e condutores em 1993, mas se encaixou perfeitamente à exposição. Representa a falta de liberdade diante de situações, como a AIDS”, explica
Bernardo Damasceno, o autor da obra.
Bernardo Damasceno
Outro destaque interativo da mostra é o narguilê do
Goza Shisha, o objeto performance criado pelo coletivo Opavivará, que reúne seis cadeiras de praia, cada qual com três lugares, em círculos, com o narguilê ao centro. “Inventamos um dispositivo de integração real e virtual. Senta quem quer, fuma quem quer. Eis o contexto de liberdade”, avalia
Pedro Victor Brandão, um dos integrantes do coletivo. O happening virou a noite e provou: Liberdade é ilimitada!
Pedro Victor Brandão
15/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Algumas pessoas quando souberam que o show de
Maria Bethânia, no fim de semana, no Vivo Rio, seria para a gravação do DVD Amor, festa, devoção, torceram o nariz já escaldados por gravações intermináveis de DVDs, repletas de interrupções e repetições. Claro que eram amadores no universo de Bethânia, já que nossa abelha-rainha nunca desrespeitaria seu público com uma apresentação que não fosse, no mínimo, emocionante. E assim foi. A cantora incorporou, no palco, o que há de melhor em sua trajetória. Os pés descalços estavam lá, os textos recitados, os clássicos e os inesperados. A única concessão feita por ela na gravação desse DVD foi que a luz incidisse na plateia em alguns momentos. “Não gosto quando iluminam vocês. Gosto de vê-los no escurinho do cinema. Suas carinhas me desconcentram, mas nessa coisa de gravação, os técnicos precisam iluminá-los de vez em quando”, comentou. É muito bom ver uma artista entregue no palco, que não tem medo de errar e assumir o erro. Esqueceu a letra de uma música de Vinicius de Moraes, pediu desculpas ao Poetinha pelo erro, e retomou, majestosamente. Depois, em Amor, festa, devoção se enrolou em uma das frases iniciais e recomeçou, sem constrangimento, com mais vigor e mais poesia na voz. Ao final, após o bis, se abaixou na boca do palco e apertou a mão dos fãs que se acotovelavam por ali para vê-la mais de perto. Tem coisas que só Bethânia faz por você.
Dentre os que se renderam à diva...
Adriana Esteves e
Vladimir Brichta. “É meu primeiro show da Bethânia, acredita? Estou parecendo criança de tanta ansiedade”, confessou a atriz.
Glória Perez era só elogios à
Dona Canô, a quem Bethânia dedica o roteiro do espetáculo. “Ela é a representação perfeita da maternidade. Adoraria conhecê-la”. Parceiro da cantora em diversos espetáculos, o multimídia Gringo Cardia falou sobre a experiência de trabalhar com Bethânia: “Ela é muito visual, extremamente ligada à imagem. Faz questão de participar ativamente de todas as criações e de sempre levar objetos pessoais para cena. E é uma pessoa incrível, tudo aquilo que mostra no palco”.
15/03/2010 - 08:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Carol Sampaio é um estouro. Quem você conhece que daria uma festa de aniversário com mil pessoas? E que receberia à porta cada uma delas e saberia o nome de todas? Pois é, Carol Sampaio conseguiu, sexta-feira, na Sociedade Hípica, tal façanha. Linda em um vestido preto de paetês, ela comemorou idade nova com a juventude dourada carioca+ globais+ gente de todo tipo. Em um canto via-se
Dado Dolabella trocando ideia musical com
Latino. Em outro,
Eliza Joenck,
Michelle Birkheuer,
Ellen Jabour e
Isis Valverde causando torcicolo nos meninos, pois haja beldade por metro quadrado! Carolina Dieckmann também deu uma passada por lá, assim como
Ricardo Pereira, que está de volta ao Rio depois de mais uma temporada em Portugal. O line up da festa era tão eclético quanto os convidados: o primeiro a comandar o som foi o itboy
Rodrigo Peirão. Depois subiu ao palco a bateria da Grande Rio e, para encerrar,
MC Sapão e sua infinidade de funk. O dia já estava claro e a pista ainda bombava.
14/03/2010 - 09:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
14/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Já que vivemos na Hollywood tupiniquim, onde todo mundo pensou em estar no palco uma vez na vida, fomos à cata de quem tansformou o sonho em ofício
Thaís Botelho
Muita gente tem preconceito, mas, os fatos não mentem: Malhação é um celeiro de novos atores. Por isso estamos com os olhos voltados para Thaís Botelho, a muçulmana Samira, no seriado. “Preciso me esforçar em dobro para provar que não estou na TV para ser famosa. A maior preocupação é não criar um personagem caricato”, afirma Thaís, nascida e criada na Cidade de Deus e afilhada da promoter Nêga. Além da novela, Thaís estreia, em julho, o longa Desenrola, de Rosane Svartman. E então, já escolheu a paixão? “Novela tem um lado ótimo que é o feedback imediato, mas o processo de construção do personagem não é tão intenso quanto no cinema”, conta, entregando a queda pela telona. A geminiana ainda revela o que a pegou de jeito na profissão: “Tenho liberdade para expressar emoções escondidas em mim”.
Gabriel Pardal
A lembrança mais remota que tem do palco não está na memória, mas na própria genética. “Meu pai foi ator, mas desistiu e seguiu artisticamente outros rumos”, relembra Gabriel, nascido em Salvador e radicado no Rio. “Quando era criança, eu não fazia outra coisa se não criar”, conta. E Pardal não está exagerando quando diz isso. Desde que descobriu que queria viver de arte, ele já fez de tudo. Fundou um grupo de teatro em Salvador, chamado Os Bumburistas; escreveu um livro, Carnavália, que está sendo transformado em performance-teatro; criou o mural virtual Paralelepípedos, plataforma de exibição de novos artistas; e é o autor das tirinhas Esquadros. “Meu gosto pela arte, pela sua potência e prazer, não consegue se estabilizar em uma só função. Tenho uma inquietação explosiva na criação. Sinto-me impelido a criar em qualquer plataforma”.
Valentina Seabra
A primeira coisa que a gente pensa quando conhece Valentina é: ‘Uau, como ela é linda!’. Mas, em um segundo momento, a gente percebe o quanto ela é, também, uma garota bacana. “A beleza ajuda a abrir portas, claro, mas também pode atrapalhar. Às vezes, as pessoas limitam o julgamento a isso e você passa a ser mais exigida, mais cobrada”, diz a atriz. Valentina soube desde criança que o palco era seu lugar, mas enfrentou resistência dentro de casa. Mesmo tendo uma mãe artista plástica. ”Ela dizia que eu iria virar hippie e deixar o cabelo crescer debaixo do braço (risos). Aí me formei em moda, trabalhei na área por algum tempo, mas sempre com uma sensação de que algo me faltava. Um vazio constante. E resolvi me entregar à interpretação“, conta Valentina, que está no 2º ano do curso de Teatro da UniverCidade.
Marcos Nauer
Marcos Nauer é ator por convicção, mas não se contenta em ser só mais um profissional. Ele faz a diferença. É um dos fundadores, junto de outros quatro companheiros do curso de Artes Cênicas da UNIRIO, do grupo Os Inclusos e os Sisos. “Todos os nossos espetáculos contam com medidas de acessibilidade como material em braile, legenda eletrônica e áudiodescrição”, diz Marcos sobre o grupo que lançou, no final de 2009, o livro Os Inclusos e os Sisos – Teatro de mobilização pela diversidade, disponível em oito mídias diferentes. Além do trabalho no grupo, Marcos também tem seus sonhos individuais. A direção, entre eles. “Dirigir sempre me interessou. Não como uma carreira a ser seguida, mas como ferramenta para aprimorar meu trabalho como ator. Fiz assistência de direção de dois espetáculos com Marcelo Mello e dirigi outros quatro em Minas Gerais, minha terra natal”, conta Marcos, que está às voltas com a assistência de direção de Ligações perigosas, de Marcelo Mello, e com a segunda parte da circulação de Os Inclusos e os Sisos. “A TV é um grande meio para divulgar e dar estabilidade ao trabalho do ator, mas pode-se encontrar outros caminhos. Tudo acontece na hora certa”, afirma. E se depender do bonito caminho que Marcos vem percorrendo, a hora dele está próxima.
Ariella Massotti
O rosto de boa menina rendeu, ironicamente, um papel de vilã para Ariela Massotti: o de Otávia, na novela Ciranda de Pedra, da Globo. “Toda maldade usa uma capa de ingenuidade, não é?”, provoca Ariela. Mas vamos ao início da carreira da bela? Com 16 anos, Ariela, hoje com 23, saiu de Três Passos, no Rio Grande do Sul, para tentar a vida em São Paulo. Mas a garota do interior não se acostumou à cidade grande e voltou para a casa dos pais. Só que, como nos contos de fada, um príncipe, ou melhor, um namorado saudoso, foi resgatá-la e levá-la de volta para SP. Decidida, Ariela se matriculou no curso do diretor Wolf Maia e, mais tarde, se mudou para o Rio, dessa vez, sem o tal namorado, que virou amigo. A partir daí a menina deslanchou. Fez Bang Bang, Malhação... Até cair em Ciranda de Pedra. Chegamos ao ponto presente. Agora, Ariela encara o primeiro desafio em cima do palco: a peça O diário de Débora, em cartaz no teatro Suassuna, na Barra. “O tablado é minha grande paixão. Se pudesse, viveria do teatro. Pena que, no Brasil, isso ainda é impossível”, observa Ariela, que pretende fazer um curso de produção cultural em breve. “O ator precisa se virar sozinho, produzir as próprias peças. Ou nada sai do papel”, completa. Quem era o bicho-do-mato mesmo?
Arthur Schmidt
O ofício de ator é só a ponta do iceberg da inquietude criativa de Arthur Schmidt. “Não me considero somente um ator, sou envolvido com arte, daí posso me manifestar em várias plataformas. Depende do momento em que estou, de como me sinto e como me vejo dentro de cada ideia. A arte é a maneira de transmitir um pensamento. Como o mundo te toca, como você interfere nesse mundo, como você pode modificar um coletivo”, filosofa o rapaz, que largou um futuro bem sucedido na carreira de engenheiro de telecomunicações, a casa dos pais em Petrópolis e veio se jogar na selva carioca em busca de liberdade artística. “No Rio de Janeiro todo mundo é ator, todo mundo é artista. Mas percebo que a maioria tem uma visão equivocada da arte. Meus trabalhos autorais, a vontade de descobrir um processo que localize meu espaço no mercado, são minhas perspectivas” , diz Arthur, que, em parceria com Gabriel Pardal, comanda a Nomedacousa/brinquedos&bombas, agência na qual produzem, dirigem e experimentam diversas plataformas e manifestações culturais. “Estou sempre criando. Minha mente não consegue ficar parada”, comenta. E, pelo visto, nem o seu corpo: Arthur está ensaiando a peça Antígona ,com o Grupo Cortejo, dirigido por Edson Zille, com estreia prevista para maio.
14/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
O diretor da rede globo
Rogério Gomes fala do ofício e dá dicas aos aspirantes à TV
Rogério Gomes, o Papinha – apelido herdado do pai, o jornalista
Hilton Gomes, conhecido como Papa – é um dos nomes mais populares entre os diretores globais. Além do talento e perseverança – Rogério chegou a ser operador de VT na Globo – seu charme é famoso pelos corredores da emissora. Aos 48 anos, ele se prepara para dirigir a décima quinta novela:
Escrito nas estrelas, de
Elizabeth Jhin. Em meio aos últimos detalhes da próxima empreitada, Rogério arrumou um tempinho para responder algumas perguntas para a coluna e dar dicas aos atores iniciantes.
O que mais te chama atenção em um ator? Qual gafe um iniciante jamais deve cometer?
A leitura que ele dá à cena e o nível de concentração são peças fundamentais para um bom teste. E saber controlar o nervosismo. Ficar nervoso é o fator que mais atrapalha o ator em um teste. Chegar sem o texto decorado também é imperdoável!
Muitas pessoas acreditam que um rosto bonito é o suficiente para brilhar na TV. Já viu talentos serem desperdiçados por não corresponderem aos padrões de beleza estabelecidos?
Acho que independe da estética. Se a pessoa é talentosa, o dom fala mais alto. Entrar é difícil, mas se manter é mais difícil ainda. Na minha opinião, quem consegue permanecer trabalhando nesse mercado tão competitivo pode ser considerado um vencedor.
E o velho papo do teste do sofá... Rola mesmo? Você já ouviu muitas propostas indecorosas?
Imagina, isso é lenda! Nunca recebi esse tipo de propostas, não.
Você entrou na Globo cedo, em um cargo técnico. Como foi o caminho até se tornar diretor?
Foi uma bela experiência, apesar de já ter vivido momentos difíceis. Hoje sei como valeu a pena. Teve muito mais graça ter conseguido chegar onde estou agora ralando mesmo.
As exigências aumentaram com as outras emissoras entrando na disputa pela audiência das novelas?
Claro, concorrência sempre nos deixa de olhos mais abertos.
Pensa em dirigir teatro?
Não, prefiro ficar na televisão mesmo e fazer o que eu sei.
A maioria dos atores afirma que existe uma distância entre eles e a direção. Como é a sua relação com o elenco?
É ótima! Nosso trabalho acaba envolvendo muita emoção, sentimento e muito tempo trabalhando juntos. Acabamos desenvolvendo uma parceria, uma amizade e um carinho grande. Não só entre direção e elenco, mas com toda a equipe. Preciso muito de cada um deles, eu não trabalho sozinho. Fica bem melhor quando existe sintonia.
O que podemos esperar do seu próximo trabalho, a novela das 18 h, Escrito nas estrelas?
Trata-se de uma trama atual, passada no plano terrestre e no plano espiritual. Estou muito satisfeito com o elenco. Já começamos a gravar e estamos fechando a trilha sonora, que está bem bacana. Com a mensagem da novela, as pessoas podem se espiritualizar mais. É muito bom saber que, possivelmente, estaremos ajudando, de alguma forma, a população a acreditar mais e ter mais fé.
14/03/2010 - 08:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
O registro do ator
Marcos Pitombo – o rei Assuero da minissérie
A história de Ester, da Rede Record – feito pelo fotógrafo
Robert Schwenck, revela a face real, que existe em cada um de nós, por trás da pele com a qual nos escondemos sempre que necessário. No caso de Pitombo... “Por trás da pele, esconde-se um cara que acredita no trabalho e em valores simples. Todos acabam vestindo máscaras sociais, mas uma hora elas caem. No meu caso, eu opto por despir a máscara de galã e abraçar a minha profissão“.
13/03/2010 - 09:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
13/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Às vésperas do Carnaval, quatro novas divas da MPB se reuniram em um estúdio, em SP. Nada de gravação: a onda era ser modelo por um dia.
Roberta Sá,
Maria Gadú,
Ana Cañas e
Mariana Aydar foram as escolhidas por
Giovanni Bianco para estrelarem a campanha de Inverno da Arezzo, fotografada por
Gui Paganini. O make era de Daniel Hernandez e o styling, em clima futurista, de
Flávia Pommianosky e
Davi Ramos. Bom, mas como a música está no sangue das meninas, a marca aproveitou para juntá-las, também, no estúdio de gravação. O quarteto gravou uma versão do
hit Totalmente demais, que estará disponível em DVD, assim que a coleção chegar às lojas de todo o país.
13/03/2010 - 08:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Fim de festa
O Governo de Brasília desistiu de contratar uma atração internacional para as comemorações dos 50 anos da Capital Federal. O governador interino, Wilson Lima, declarou que só terão atrações nacionais no line up. Até agora, estão confirmados: NXZero, Paralamas do Sucesso, Daniela Mercury e Bruno&Marrone.
Tudo pelos bichinhos
O projeto da Pedigree, Adotar é tudo de bom, organizado por Alexandre Herchcovitch, está pondo em prática mais uma ação em prol dos cães abandonados. Paulo Borges, Natalie Klein, Tufi Duek, Henrique Gendre, entre outros, colocaram itens pessoais à venda no antiquário À La Garçonne, em SP. Entre os 300 objetos, um vestido by Diane Von Furstenberg da top Luciana Curtis e 40 óculos do DJ Zé Pedro.
13/03/2010 - 08:35 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Jennifer Lopez não renega sua latinidade nem na hora de escolher seus looks. A estrela se apresentou no Saturday Nigth Live, sábado passado, usando uma jaquetinha by
Carlos Miele. E não foi a primeira vez que a bela escolheu o brasileiro.
13/03/2010 - 08:20 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Mombaça é cantor e compositor de sucessos – como
Pretinhosidade – conhecida pela voz da parceira e amiga
Mart’nália – além de autor e jornalista. “Acostumei-me a assobiar e chupar cana ao mesmo tempo. Durmo três horas por dia. Sou capaz de parar o carro no acostamento em plena madrugada para gravar uma boa ideia de música. Nunca tive tranquilidade, nem estabilidade financeira, para fazer uma coisa de cada vez. Sou tudo, a toda hora, o tempo todo e sempre”, conta. Seu terceiro CD
Afro-Memória+Pretinhosidade, lançado este mês, pela Biscoito Fino, é um resumo da carreira, que começou pelas mesas de bar. “Fui muito feliz. Sempre tive casa lotada, bons cachês e longas temporadas”, lembra, mas agora, os tempos são outros: “Resolvi organizar uma turnê nacional com calma. Quero ensaiar um show bacana, com a nova banda. Como esse disco foi concebido quando participei da
Conferência mundial contra o racismo, o preconceito racial a xenofobia e intolerâncias correlatas, em Durban, na África do Sul e tem o título super apropriado para a ocasião, eu gostaria de ser convidado a participar dos shows do Brasil na Copa do Mundo que, esse ano, rola por lá”, sonha Mombaça.
13/03/2010 - 08:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Fomos assistir a
A Gaiola das Loucas, em cartaz no Teatro Oi Casa Grande, e não conseguimos tirar o olho do mordomo Jacó. As gargalhadas saíam fáceis quando o ator
Jorge Maya estava em cena. Então fomos atrás do dito cujo para saber o motivo de tanto sucesso. “O personagem provoca uma catarse de liberdade no público, por meio do riso. Ultimamente, estamos todos ávidos por relaxamento, já que a rotina diária anda pesada, com a violência e as catástrofes naturais”, opina o ator. Jorge começou a fazer musicais há 30 anos, bem antes de o Brasil ter qualquer tipo de cultura voltada para o gênero. Aproveitamos para perguntar ao expert: o que falta para os musicais nacionais deslancharem de vez? “Investimento na formação do ator, porque os cursos de teatro não oferecem aula de canto e dança, por isso quem quer fazer musical precisa recorrer a outras escolas. Acaba saindo caro. Também sinto falta de textos originais, que falem sobre a nossa cultura, sobre a história do samba”, ressalta Jorge, que, depois da temporada de
A Gaiola, reestreia, no Rio,
É samba na veia, é Candeia, peça que lhe rendeu inúmeros elogios.
12/03/2010 - 09:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
12/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Quem acha que uma festa é só uma festa não conhece as cabeças pensantes por trás da Buati, que rola logo mais, na Erotika, em Copa. Essa edição foi batizada Artsy e fará parte da mostra
Liberdade é pouco, o que eu quero ainda não tem nome, que rola sábado e domingo, no Jardim Botânico.
Marcelo Argento e
José Camarano, os nomes por trás da Buati, foram convidados pelo curador
Bernardo Mosqueira para transformar o balaco em uma obra da exposição. “José e eu acreditamos na importância da discussão e da vivência de todos os tipos de liberdade. Incluindo aí a arte. Assim, nasceu a edição Artsy, com fotos do
João Penoni e convites de
Leo Aires, ambos artistas da exposição”, conta Marcelo Argento, antes de completar: “A festa é bem barroca, assim como seus produtores. Nossa escola é carregada de símbolos e referências. Além da expô, comemoramos 10 edições realizadas. E, em breve, vamos levar a Buati para São Paulo”.
12/03/2010 - 08:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Além de cantar, tem de encantar
Anteontem, na festa de abertura só para convidados do Lapinha, Leny Andrade, além de soltar o vozeirão, fez uma espécie de stand up comedy de deixar Preta Gil sentadinha na carteira esperando terminar a aula. “Meu querido, você sabe que eu gosto de muita coisa perto da boca, menos microfone... Aumenta um pouco esse volume para eu ter uma distância boa para cantar!”, disparou a artista para o técnico de som. Mais adiante, ao lembrar a época de crooner, a diva da bossa nova sussurrou: “Eu sentia que, quando chegava a hora do bolero, as coisas ficavam boas por causa da postura. Primeiro, mão na mão, depois joelho no joelho. E aí já viu, né? Para a coxa na coxa não faltava muito!”, brincou a musa.
12/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Amor ao Rio
O diretor chileno Jorge Durán, radicado no Rio há 34 anos, já finalizou seu próximo longa: Não se pode viver sem amor, com Simone Spoladore, Cauã Reymond, Ângelo Antônio e Fabiula Nascimento no elenco. Na trama, vários personagens se encontram e se desencontram nas ruas cariocas, dois dias antes do Natal. “É uma época feliz para alguns, mas muito dura para outros. Quero mostrar como eu vejo o Rio”, adianta Jorge. E o Chile pós-terremoto? “Minha família está bem, mas passei dois dias em agonia até conseguir contato. O país está muito mais devastado do que vemos daqui”, afirmou o diretor.
Damas do teatro
Assim que Viver a vida terminar, Christine Fernandes pula de cabeça no teatro. Ela estreia, no segundo semestre, os espetáculos Juliette castigada e A dama da Lapa. Bárbara Paz, sua companheira de novela, está esperando sair o resultado de editais para levar aos palcos duas novas peças. Enquanto isso, ela grava seu novo programa no Canal Brasil, que faz um retrato do teatro brasileiro contemporâneo.
Duelo de divas
Não teve para Beyoncé, nem mesmo após a bombada turnê brasileira. De acordo com a Crowley Broadcast Analysis, empresa que faz o ranking das músicas mais tocadas no país, o topo está com Mariah Carey e sua I want to know what love is há 20 semanas consecutivas. Mariah desbancou Beyoncé, em outubro, quando Halo estava há 14 semanas no topo. E nunca mais saiu de lá. Um recorde.
Enquanto isso...
Nos EUA, no Top 100 da Billboard, quem lidera é o cantor inglês, Taio Cruz. Na verdade, Taio é mezzo nigeriano e mezzo brasileiro, mas radicado na Inglaterra. O single Break your heart pulou, esta semana, da 53ª posição para a primeira.
Exporta Brasil
A marca carioca Ausländer está levando a sério a tradução do seu nome para o português: estrangeiro. No Japão, por exemplo, a grife de Ricardo Bräutigam é das mais queridas . Quer provas? É só abrir a Nylon, a Fudge, a Vogue, ou qualquer outra revista de moda japonesa deste mês. Todas têm, ao menos, uma pecinha da label.
11/03/2010 - 09:11 | Enviado por: Heloisa Tolipan
11/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
A agenda do top brazuca
Marlon Teixeira anda tão abarrotada que o belo teve de falar com a gente enquanto esperava na fila para fazer uma prova no Detran de Florianópolis, para tirar a carteira de motorista. As fotos do catarinense para a campanha da Forum, ao lado de
Lara Stone (foto), clicadas por
Tom Munro, no fim do ano passado, em NY, já estão vazando por aí e despertando a curiosidade de saber mais sobre o lindo garoto que ocupa a 19ª posição no ranking masculino do über site models.com. “Foi a primeira vez que trabalhamos juntos. Conversamos nos intervalos e vi que ela é super bem humorada”, comenta Marlon, que, daqui a pouco, lança também a campanha da Armani Exchange. O muso só passou por aqui para renovar o visto americano, matar a saudade do surfe e já correu de volta para NY. Hoje, o tempo de Marlon não para. “Minha vida deu um giro de 180°: um dia eu estava em Camboriú, na praia, e, no outro, já fotografava para a Dior, sem nem saber o que era aquela marca. Eu gosto da vida nova, meus amigos de NY são do meio. Mas também é bom vir ao Brasil e fazer os programas de sempre. A minha essência não mudou”, filosofa o modelo. E já que estamos nesse pique raízes... Ainda é cedo para pensar nisso, mas, no pós-carreira, o menino praiano voltará para o Brasil? “Claro. Tem uma hora que a gente não aguenta mais olhar para a cara das aeromoças e quer assentar, constituir família”. Além de lindo, é fofo! E pode isso?
11/03/2010 - 08:50 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Para sentir o poder do fotógrafo da campanha da Forum,
Tom Munro, é só rebobinar a fita da vida na poplândia para sábado, dia 6, quando Tom lançou seu livro homônimo, em Los Angeles, que tem
Madonna na capa e
Lady Gaga,
Beyoncé,
Hugh Jackman,
Tom Cruise e
Justin Timberlake no recheio. Madonna, a própria rainha do pop, esteve no lançamento para prestigiar o amigo. E já que estamos falando da diva... Sabiam que a cantora fez uma festa pós-Oscar no domingo, na casa do empresário
Guy Oseary e
Michelle Alves, em Hollywood HIlls?
Jesus não foi, pois estava trabalhando em Lisboa, mas sua namorada não pode reclamar de falta de diversão. Dizem nossas fontes que a cantora teve uma luta de dança com o rapper
P.Diddy no meio da noite, depois de muita caipirinha de coco na cabeça. E que ela e
Gerard Butler – amizade começada no Camarote da Brahma – tiveram muito assunto durante a festa toda. Tipo inseparáveis.
11/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
O jornal britânico
Daily Mail criticou, anteontem, a magreza excessiva da Angel brasileira
Alessandra Ambrósio em fotos do
making of do novo catálogo da Victoria's Secret, clicado em Saint Barths. Segundo a publicação, Alessandra ostenta um corpo lânguido de adolescente, enquanto o mundo da moda se volta para as mulheres curvilíneas. Apesar disso, no papo que bateu com a coluna, dia desses, a top se mostrou preocupada com os parâmetros atuais: “Vejo meninas passando fome nos camarins para atenderem ao padrão. Quanto mais novas, mais magras. E muitas estão doentes. Gosto de trabalhar para marcas que valorizam as curvas, porque é preciso promover uma imagem saudável”, comentou a modelo. Alessandra disse, ainda, que a única vez que fez uma dieta mais severa foi após o nascimento de sua filha,
Anja, há um ano e meio. “Mas porque eu tinha de desfilar de calcinha e sutiã poucos meses depois de ter engordado quase 10 kg”, enfatizou. Olhando para a foto acima – na qual Alessandra posa ao lado de modelos
plus size – do tal catálogo, você acha que a top está seguindo seus preceitos?
11/03/2010 - 08:20 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Se a indústria fonográfica vai mal, fazer música instrumental hoje é uma batalha. Mas os rapazes da banda carioca Acuri estão dispostos a peitar o axé e o funk com o CD de estreia, Infância. “O rótulo de música instrumental confere um ar elitizado ao som e isso afasta o grande público. Queremos mostrar que a tal música instrumental pode ser tão popular quanto qualquer outra”, diz
Ricardo Sá Reston, baixista e compositor do grupo. Prova maior dessa universalização do som é que a Acuri acabou de voltar de uma temporada de 30 shows na Índia e no Sri Lanka. As impressões? “No Hikkaduwa Beach Festival, no Sri Lanka, fizemos uma jam session com músicos locais. Fiquei impressionado de ver como duas culturas tão distintas conseguiram se somar. Foi de arrepiar, ainda mais em um festival que celebrou a paz entre os povos, após anos de guerras no país”, recorda Ricardo, que conheceu seus companheiros de banda na oficina de
Itiberê Zwarg – baixista do mestre
Hermeto Pascoal. A próxima batalha pelo território musical rola, logo mais, no Teatro Café Pequeno e também nas próximas duas quintas-feiras, no mesmo local. Avante!
11/03/2010 - 08:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Marque na agenda
O show do Nouvelle Vague no Brasil já tem data, local e apresentação de abertura acertados. A banda francesa se toca pela terceira vez no Rio, no Circo Voador, dia 30 de abril e o show de abertura será de Thiago Pethit.
As mudanças
Já pode morrer de inveja dos ingleses? Dia 18 de julho rola, no Royal Festival Hall, em Londres, um show duplo: Tom Zé + Os Mutantes. Os Mutantes, aliás, tocam, antes, no Festival Glastonbury.
Beth balança e cai
Agora não tem mais jeito. A Chilli Beans soltou, ontem, um comunicado sobre o cancelamento em caráter irrevogável do show da banda Gossip no Brasil. O reembolso dos ingressos será feito nos postos de venda oficiais. Beth Ditto, a líder da banda, alegou problemas de saúde para justificar o no show. Doença que não a impediu de assistir a todos os desfiles da Semana de Moda de Paris. Dica da coluna: Beth, não rola de mentir em praça pública dessa forma. Pega muito mal.
Estrela gringa?
Luciana Gimenez esteve em NY, essa semana, acompanhada do marido, Marcelo de Carvalho, para tratar de sua participação em um longa hollywoodiano. A assessoria não confirma o nome de Philip Noyce com o diretor do filme do qual Luciana participará, mas o fato é que os três estavam jantando no Monkey Bar, em NY, na segunda-feira. Em tempo: Philip é o diretor de Salt, filme que tem Angelina Jolie como estrela, a ser lançado ainda este semestre.
10/03/2010 - 13:48 | Enviado por: Heloisa Tolipan
10/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
O elenco da novela global
Cama de gato reuniu-se, anteontem, na livraria Argumento, no Leblon, para o lançamento do livro
Outros autores, da escritora e autora da trama
Thelma Guedes. “Já coloco esse pessoal para trabalhar para caramba e, não satisfeita, os faço ler trechos do meu livro”, brincou Thelma, referindo-se a
Camila Pitanga, Heloísa Périssé, Carmo Dalla Vecchia, Ângelo Antônio e Paula Burlamaqui. A leitura emocionou os convidados, o resto do elenco e a própria Thelma, que não conseguiu conter as lágrimas ao final das apresentações de seus textos, todos baseados em autores que marcaram sua vida . E falando em autores marcantes... Fomos perguntar aos atores quem são seus escritores de cabeceira. “São tantos! Mas citaria
Hilda Hilst e
Clarice Lispector”, disse Camila Pitanga. Já Carmo Dalla Vecchia, foi bairrista: “Curto muito
Lya Luft,
Caio Fernando Abreu e
Luis Fernando Veríssimo”, disse o gaúcho. “
Gabriel Garcia Marquez é incrível. Cem anos de solidão marcou a minha vida”, contou Heloísa Périssé. Mas, entre tantos nomes ilustres, a estrela da noite era mesmo Thelma: “Ela é demais. Ganhei uma amiga fora dos estúdios”, declarou Camila Pitanga.
Um papinho com | Thelma Guedes
Entre uma noite de autógrafo e um novo capítulo da novela Cama de gato , Thelma trocou umas palavrinhas conosco.
Quando descobriu que escrever era a sua sina?
– Desde que me entendo por gente. Quando comecei a aprender a ler e a escrever, ficava atrás da minha mãe, recitando poemas meus. Era uma pentelha! Mas eu lia e escrevia o tempo todo. Sempre soube que queria viver fazendo isso, porque o universo dos livros me encantava. Quanto mais eu lia, mais esse desejo e essa convicção cresciam.
Três conselhos a um novo escritor?
– O primeiro: não se afastar da matéria-prima da literatura, que é a vida. O segundo: ler muito, muito, muito mesmo. Terceiro: escrever o tempo todo. Quanto mais se escreve, melhor se escreve. Escrever é exercício. Você pediu três. Mas eu daria um quarto: escrever sem pensar no sucesso, mas no processo.
Fala-se muito do mercado fonográfico e discute-se pouco a questão dos livros no Brasil...
– Eu não me sinto dentro do mercado, porque não consigo furar o bloqueio. Uma coisa chata que observo é que autores estrangeiros parecem ter maior facilidade de estar em evidência no nosso mercado do que os autores nacionais. Mas o que mais me preocupa mesmo é saber que as pessoas estão lendo menos no nosso país. Acredito que a poesia, a literatura, a arte, a cultura de um povo são a expressão e o alimento da alma desse povo.
Qual o legado da sua obra?
– Quem tem que identificar qual é o legado de uma obra é o leitor dela. Acho que foi a Clarice Lispector que disse que escrevia para fazer a sua alma cantar. É o que sinto. Se alguém ouvir esse canto e se emocionar, terei alcançado o propósito.
10/03/2010 - 08:45 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Moda constitucional
Rolou, ontem, no Ministério da Cultura, em Brasília, a primeira reunião para a formulação de um plano de cultura do governo, que, pela primeira vez, abrangerá a moda. Paulo Borges, o maior nome do setor no Brasil, participou da discussão, assim como os estilistas Ronaldo Fraga e Melk Z-da, entre outros. “Estamos dando o pontapé inicial para um planejamento que se expandirá pelos próximos 10 anos. Desde que o presidente Lula foi eleito, o ministério conversa conosco sobre o assunto e, agora, teremos um lugar dentro do MinC para discutirmos a importância da moda como patrimônio cultural e também a valorização dos ofícios tradicionais brasileiros, como o bordado e a pintura. A formulação de leis, inclusive as de incentivo, será feita mais tarde. Não é um projeto de efeito imediato, e sim para quem acredita na capacidade da moda de transformar o país”, contou Paulo. No fim de semana, haverá votação sobre as primeiras decisões.
Eles amam o Brasil
Mais notícias sobre a vinda do Black Eyed Peas ao país! A trupe chega em novembro e faz shows em nove cidades.
10/03/2010 - 08:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Para mostrar que nem só de comédias românticas vivem os filmes de amor, o diretor e roteirista
Paulo Halm levou, anteontem, para a tela do Arteplex, em Botafogo, seu longa de estreia,
Histórias de amor duram apenas 90 minutos. “É uma visão pessimista. Quis mostrar a perenidade das relações”, conta o diretor, antes de completar: “Cheguei a pensar em batizar o filme
Retrato do artista quando preguiçoso, parafraseando
James Joyce. Mas fiquei com medo de que não coubesse no letreiro do cinema. Então lembrei que não existe mais isso e escolhi um título maior ainda”, recorda Paulo, com o segundo longa a caminho,
Amanhã tudo volta ao normal, que terá
Leandra Leal,
Cauã Reymond e
Marco Rica no elenco. Ao chegar, o casal (de protagonistas e na vida real)
Maria Ribeiro e
Caio Blat ganhou abraço apertado de Paulo. Caio aproveitou para divagar sobre relacionamentos: “As pessoas hoje não se entregam aos compromissos, não querem nada sólido. Prefiro me apegar”. Paulo intervém no papo: "É verdade. Caio e Maria se dedicam mesmo. Até entraram como produtores do filme e metade do figurino feminino saiu do armário da Maria“, entregou o diretor. A atriz opina também: ”O desprendimento da vida moderna tem seu lado bom. Quando as pessoas não estão contentes, podem se separar sem tabu”. E será que ser um casal na realidade facilita na hora de atuar? “Nos sentimos super a vontade nas cenas de cotidiano, mas, nas de sexo, travamos geral! Juro que somos melhores do que aquilo que está no filme!”, brincou Maria, às voltas com as filmagens de Tropa de elite 2, enquanto Caio roda
Assalto ao Banco Central, de
Marcos Paulo.
10/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
O ator
Joaquim de Castro pode se orgulhar de ter sido um dos poucos que assistiu todos os 10 longas indicados ao Oscar de Melhor Filme deste ano. E mais: resenhou um por um em seu blog
Oqdopiraquê (
oqdopiraque.blogspot.com). “Escrevo para que um leigo seja capaz de fazer uma escolha adequada ao seu gosto. Além do que, tenho outra visão, pois estou dentro da área. Tento não ser muito técnico, mas atento aos detalhes”, diz Joaquim, que além de ator e crítico eventual está no último período da Faculdade de Psicologia. “O curso acrescentou a minha vida algo que ninguém jamais tirará: um espirito crítico, um entendimento do homem e uma flexibilidade sobre quem e como somos”, conta. É exatamente essa característica apreendida nos bancos da psicologia que ele está trazendo para o seu trabalho como ator e o fazendo se arriscar pela seara da direção. “Meu curta-metragem
Cuidado ao atravessar a rua, que lanço agora em março, traz um pouco de uma visão existencialista sobre a vida, influenciada pelos estudos de
Sartre”, conta Joaquim, que também quer montar, ainda este ano, no teatro,
Entre quatro paredes, do filósofo francês.
09/03/2010 - 12:32 | Enviado por: Heloisa Tolipan
09/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Em meio aos preparativos de um novo projeto para a TV, que começa a ser gravado esse mês, da finalização do roteiro do longa Cilada.com e os acertos para o lançamento de Muita calma nessa hora, que chega aos cinemas no segundo semestre, o incansáve
l Bruno Mazzeo arrumou um tempinho para papear sobre música e outras loucurinhas. O mote musical é porque Bruno será o Dj for the night de hoje à noite no Londra, no Fasano carioca.
Conta para a gente seu top 5.
– Varia bastante. Como toco apenas por hobby, depende do estilo da festa. Na Gambiarra, a proposta da noite era tocar só música brasileira, então parti para o rock do Ultraje a Rigor, Lobão, Titãs... No Londra, a tendência vai ser dar uma variada. E, também, como vou tocar com iPod, terei 8 mil músicas à disposição. Não faltará The Smiths, The Cure, Tim Maia, Jorge Ben, Madonna... Até o Billy Idol deve entrar na roda. O negócio é botar a galera para dançar.
Qual seria a música que define a sua vida inteira?
– Vai ser impossível escolher uma só. Agora, me veio à cabeça Sweet child o’mine, mas com certeza é influência do show do Guns, que vem por aí e eu estou louco para ver.
E uma que você tem vergonha de saber de cor?
– Ice ice, baby, do Vanilla Ice.
Já pensou em compor músicas alguma vez na vida?
– Sempre. Meu sonho era ser o Mick Jagger.
O que a cabine de DJ tem que atrai as pessoas?
– No meu caso, supre o meu sonho frustrado de querer ser um rockstar.
Como vai ser sua performance na cabine? Você faz o gênero mais alemão, introspectivo, ou vai tocar ao estilo Jesus Luz, com passos de dança e champanhe na mão?
– Introspectiva total. Se pudesse, ficava o tempo todo escondido. Quem tem de aparecer é a música, não o DJ.
09/03/2010 - 08:50 | Enviado por: Heloisa Tolipan
A premiada
Glória Pires continua colhendo os louros por sua performance no cinema em 2009. Depois de levar para casa o Candango de Ouro de Melhor Atriz, no Festival de Brasília, por É proibido fumar, a atriz acaba de receber dupla indicação ao prêmio ACIE de Cinema pela atuação no mesmo longa e em Se eu fosse você 2. Além dela, concorrem ao troféu as atrizes Andréa Beltrão (Verônica), Caroline Abras (Se nada mais der certo) e Fernanda Torres (Os normais 2 – A noite mais maluca de todas).
Banca de jornal
A Editora Abril vai lançar, ainda este semestre, a versão brasileira da GQ, uma das revistas mais bacanas do mundo e que aborda o universo masculino.
Rock in Rio Tejo
Enquanto 2012 não chega, quando rola mais uma edição do Rock in Rio, no Rio mesmo, a gente vai se contentando em acompanhar a atualização do line up dos Rock in Rio pelo mundo. No fim de semana, a organização do festival de Lisboa, que rola dos dias 21 a 29 de maio, liberou dois novos nomes: Elton John e Leona Lewis. Os dois se juntam ao Muse, Snow Patrol e aos brasileiros, Ivete Sangalo, Maria Rita, Toni Garrido, Zeca Baleiro, Tiê e Martinho da Vila.
09/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
A grande campeã Sandra Bullock
Foi uma noite correta a do Oscar, anteontem, no quesito figurino. Por ironia do destino, o pior look de toda a premiação talvez tenha sido o de
Sandy Powell, exatamente a premiada com Oscar de Melhor Figurino, por
The young Victoria. Além de ter errado na escolha da roupa que usaria na noite, errou no tom do discurso que soou um tanto quanto arrogante. Mas vamos falar de beleza. E quando surge essa palavra, não tem como não pensarmos em
Charlize Theron, linda até em um tanto quanto duvidoso Dior.
Cameron Diaz, diva, em um Oscar de la Renta e
Kristen Stweart, sempre meio desconjuntada, acertou, em cheio, usando um Monique Lhuillier e bracelete H.Stern. A preciosa
Gabourey Sidibe, que não tem um corpo fácil de vestir, não fez feio frente às lânguidas concorrentes em seu Marchesa azul. Outra que estava de Marchesa era a estrela da noite,
Sandra Bullock, corretíssima de dourado, penteado ótimo e bom humor na medida. Só poderia ter deixado de lado o batom vermelho. Meryl Streep era a mais linda da premiação com um Chris March e Sarah Jessica Parker a mais fashionista, com um cabelo dramático e um Chanel amarelo que só ela poderia usar. “Tudo bem que amanhã terei de devolvê-lo”, brincou no red carpet. As divas, em geral, também vivem de sonhos.
DESFILE –
Meryl Streep, Sarah Jessica Parker, Gabourey Sidibe, Kirsten Stweart,Cameron Diz e Charlize Theron
09/03/2010 - 08:20 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Depois de lançar singles, de assinar contrato com a Warner e da turnê internacional,
Jesus Luz gravou, em Lisboa, o seu primeiro clipe:
What do you want (aqui, uma foto exclusiva da gravação). A música, criada por Jesus, tem como interprete, e autora da letra, a alemã
Fragma. É a primeira incursão solo do DJ no mundo do clipe, mas não a estreia. O DJ participou, ano passado, do vídeo de
Celebration, da namorada,
Madonna.
08/03/2010 - 09:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
08/03/2010 - 09:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Por que levou seis anos para compor o disco?
Briguei com a minha gravadora, a Trama, e ter deproduzir de forma independente não foi fácil. Acho, também, que os 41 anos me trouxeram maturidade.
Quais sonhos intranquilos você viveu?
Eu não tinha dinheiro para fazer o álbum e o mercado me negligenciava. É difícil fazer música original no Brasil. Perdi minha mãe, meu casamento (com a atriz
Alessandra Negrini, com quem teve
Betina)... Tive de passar por uma mutação para sair do poço. Apresentei programa na MTV, me virei e consegui acordar do pesadelo.
O que te fez seguir?
Percebi que o que importa é o público gostar da minha música e eu ter uma banda porreta. Ter sido pai aliviou meu espírito também, ainda mais ao lado de uma mãe bacana como Alessandra. Ser pai é ser impermeável.
Porque lançar nos EUA?
Minha carreira no Brasil estava acabada, só fazia shows lá fora. Então o
NYT fez uma crítica boa do CD e passaram a me valorizar aqui. Engraçado,
né?
Você já declarou que consumiu drogas pesadas e que é alcoólatra.
Não quero esconder os problemas pelos quais passei, porque não acho que devam ser endemoninhados. Contribuo mais contando minha história de superação do que escondendo.
Você é um rebelde?
Sou só um servidor da música brasileira. A mídia tentou montar um estereótipo meu de outsider, o que não serviu nem para me vender como produto. Mas, na verdade, sou um cara popular.
08/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Karine Carvalho cantou 'Tatuí'
Mesmo com a chuva calamitosa que abateu o Rio anteontem, o Circo Voador encheu de gente para ver as apresentações de
Otto e 3namassa. Também pudera, o cantor pernambucano, radicado na Cidade Maravilhosa há sete anos, não fazia show por aqui há seis. Em cima do palco, Otto é tão hiperativo quanto fora dele. Canta se debatendo contra seus próprios sentimentos, se joga no chão, arranca a camisa e até desce do pedestal e sai andando no meio da massa. É um show catártico, que mostra a força e a consistência do CD mais recente de Otto,
Certa manhã acordei de sonhos intranquilos, lançado ano passado e elogiadíssimo pelo
The New York Times, inclusive.
Crua é a canção que puxa o álbum: linda e sofrida, assim como foram os últimos anos da vida de Otto, sobre os quais divagou na entrevista logo acima.
Dois dos 3namassa, grupo responsável pelo show de abertura, são da banda de Otto:
Pupillo e
Rica Amabis, integrantes, também, da Nação Zumbi –
Dengue, do Instituto, completa o trio. Para quem não sabe, o 3namassa funciona assim: os três compõe as melodias e convidam amigos (do naipe de
Rodrigo Amarante e
Fernando Catatau) para fazerem as letras, que são dadas para mulheres cantarem. Anteontem,
Nina Becker, a atriz
Karine Carvalho,
Lurdez da Luz,
Marina de la Riva e
Pitty subiram ao palco para dar vida ao olhar masculino sobre as mulheres.
Falando nisso, e aproveitando que hoje é o Dia Internacional da Mulher, será que as meninas se sentiram bem representadas nas palavras masculinas? “Eles se saíram muito bem. Mas achei engraçado notar que, na maioria das letras, os homens construíram uma imagem altiva de nós. Mulheres dominadoras, que sabem bem o que querem. Uma imagem mais romantizada”, comentou Karine, antes de revelar que está montando uma banda com Catatau. “Nos conhecemos desde os meus 11 anos e, há tempos, queríamos fazer música juntos. Até o final do ano saem as canções. Mas nada de lançar CD. Tudo muito simples”.
Nina Becker concordou com Karine no quesito ‘captação da alma feminina’: “A música que eu canto, O objeto, fala dos nossos desejos, que ficam incubados, de uma forma linda e muito sincera. Gostei tanto, que fiz um clipe”, disse Nina, que está com dois CDs solo a caminho:
Azul e
Vermelho. “O
Azul vai ser uma tranquilidade só, com muita paz”, adiantou a moça.
Esbarramos por lá também com
Felipe Rocha, do Brasov, que encerrou, ontem, uma série de shows no Oi Futuro de Ipanema: o projeto Banda Larga, só com bandas grandes. “Nos unimos a outros grupos sem muito espaço no mercado para criarmos uma cena bacana. Apesar de fazermos música balcânica, pela primeira vez, conseguimos tocar com um grupo de ciganos de verdade: a Família Vacite. Foi emocionante”, contou.
Pitty mandou ver em 'Lágrimas pretas'
08/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
O menino prodígio da moda brasileira,
Pedro Lourenço, que começou a desenhar e apresentar suas coleções com 14 anos, na SPFW, é o novo queridinho internacional. Tudo por conta de uma brilhante estreia na Semana de Moda de Paris, sexta-feira. Com direito às principais cabeças coroadas da moda internacional na primeira fila. Via-se
Carine Roitfeld,
editrix da
Vogue francesa,
Anna delo Russo, da
Vogue Japão, a jornalista britânica
Hillary Alexander, do
Telegraph,
Hamish Bowles, da
Vogue América, e o fotógrafo americano
Michael Roberts. O super acessado
style.com, estava representado por
Sarah Mower, que se derreteu em elogios para a corajosa coleção de Pedro, inspirada no arquiteto
Oscar Niemeyer.
08/03/2010 - 08:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
A minha, a nossa diva não vem mais
E a Beth Ditto e sua banda super hype, Gossip, não vêm mais ao Brasil. Tudo muito bem, tudo muito normal, se essa não fosse a segunda vez que Beth cancela um show em terra brasilils faltando uma semana para a apresentação em si. A primeira vez que a cantora desistiu de vir foi no Tim Festival de 2008. Agora, de novo. Dessa vez ela disse que não fará os shows porque terminou um namoro de nove anos. Ah, se Beth conhecesse Cazuza... O mundo não para, minha querida. A Chilli Beans, que estava trazendo a banda, ainda não se deu por vencida e está tentando de todas as formas reverter a situação. Até porque as cláusulas contratuais foram cumpridas: o pagamento do show, cerca de U$ 65 mil, já estava depositado e as 11 passagens de primeira classe, compradas.
A chuva atrapalha a vida noturna
Por conta da mega tempestade de anteontem, vários eventos foram cancelados na cidade e serão remarcados. O primeiro foi a Party Boat, que rolaria em um barco, na Marina da Glória, para comemorar o lançamento da reformulação do site do coletivo de fotógrafos Party Busters. Hoje, eles comunicam novo dia e a gente te conta logo em seguida, tá?
Fez água o Verão do Morro, sábado
Outro balaco que perdeu para a chuva foi o Verão do Morro. No sábado, quem se apresentaria por lá seria Fernanda Abreu e o DJ Sanny Pitbull. Chovia, ventava tanto e a situação na cidade era tão calamitosa que os organizadores decidiram por cancelar e remarcar posteriormente a apresentação.
Preparem os cofrinhos: mais shows
Se já não bastassem os milhões de shows internacionais que estão rolando esse ano, mais um nome foi confirmado no apagar das luzes do fim de semana: Black Eyed Peas.
07/03/2010 - 09:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
07/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Entre tantas mulheres incríveis, especiais e dignas de aplausos, elegemos Lucinha Araújo como nossa homenageada por toda sua força, coragem, dedicação e 'todo amor que houver nessa vida'
Encontramos
Lucinha na casa azul com janelas amarelas, em Laranjeiras – a Sociedade Viva Cazuza que, segundo a própria, acabou virando sua terapia. Após a morte de
Cazuza, em 1990, em vez de render-se à dor, a mãe espelhou-se na coragem infinita do filho e resolveu transformar a vida de algumas crianças – atualmente 20 – portadoras de HIV. Sorridente, firme e ao mesmo tempo doce, Lucinha é exemplo de determinação e solidariedade. Com pouca, ou quase nenhuma ajuda, ela mantém acesos os sonhos de crianças e por meio do sorriso de cada uma delas abranda a saudade do filho. Humana, a única condição para o encontro foi que as fotos fossem feitas no dia seguinte à ida ao salão de beleza... Mulheres!
De onde veio tanta força para transformar sua dor em batalha?
Foi fácil. Cazuza era muito corajoso, eu não podia ser diferente. Nunca falávamos de morte, mas ele perguntava: ’Mãe, se eu morrer você vai virar aquelas velhas amargas, vestidas de preto que vivem chorando?’. Eu sempre respondia que seria como ele quisesse e ele me pediu para ser forte. Não poderia deixar de atendê-lo.
O título do seu livro, no qual conta histórias pessoais, é ‘Só as mães são felizes’. É uma afirmação?
Não. Até porque nem sempre as mães são felizes. Eu resolvi escrever o livro no dia do enterro do Cazuza. Chorei muito a cada nova página, mas precisava dividir tudo o que tinha guardada aqui dentro. Os admiradores dele também mereciam conhecer um pouco da história que vai além do artista. Cazuza era uma figura ímpar e um amigo fiel e dedicado. Todos que conviveram com meu filho têm ótimas lembranças dele como ser humano.
Cazuza parecia ter a missão de mudar o mundo e, de alguma forma, quem acabou com essa missão nas mãos foi você. A Sociedade Viva Cazuza foi criada como forma de mantê-lo vivo ou como uma luta contra a doença que o levou?
Quanto a mudar o mundo... Eu não chego nem aos pés de Cazuza. Acho que aprendi mais com ele do que ele comigo. Assim que ele morreu, eu não queria nem ouvir falar em AIDS, mas, como dizem, eu não fui contaminada pelo vírus, mas acabei contagiada por ele. Não podia deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquila, sabendo que existe muita gente doente que não tem condições financeiras de se tratar como nós tivemos de tratar o Cazuza. E, no final das contas, a Sociedade acabou virando minha maior terapia e meu refúgio. Somos uma grande família.
Projeto Cazuza, dentro da S.V.C, onde Lucinha guarda lembranças do filho
Como sobrevive, hoje, a S.V.C?
Os direitos autorais de Cazuza cobrem apenas 20% das despesas mensais, que chegam a R$ 70 mil. Os médicos dão assistência gratuita às crianças, mas tenho 24 funcionários contratados. Tenho três amigos pessoais que ajudam todo mês e algumas boas almas que fazem doações.
Daniella Sarahyba é uma que vem todo ano visitar as crianças e faz uma doação,
Regina Martelli fez uma festa e arrecadou R$ 20 mil. Contávamos com emendas parlamentares, mas tenho dificuldade em receber essa verba desde que
Lula assumiu. Tentei marcar uma audiência com ele, mas como não consegui, acabei escrevendo uma carta e ele respondeu positivamente. Estou aguardando os resultados.
Como é cuidar de 20 crianças e conseguir manter o sonho de cada uma delas aceso?
Elas são meu combustível. E, hoje, o preconceito com essas crianças é menor. Deve ser porque eu sou arretada (risos). E, se for preciso, brigo mesmo para manter seus direitos e sua alegria intactos. Vou às escolas onde estudam e dou palestras sobre a doença. Tenho meninos e meninas entre quatro e 17 anos. É como se eu tivesse 20 filhos, desejo que todos sejam muitíssimo felizes e é o que busco. Procuro no sorriso de cada uma das crianças daqui um pouquinho do Cazuza e sempre encontro.
Seu último post no blog (bloglog.globo.com/lucinhaaraujo) foi criticando a afirmação de Marcelo Dourado, no BBB 10, de que homem heterossexual dificilmente contrai o HIV. O que tem a dizer sobre isso?
Isso foi um desserviço. É uma grande prova de que as pessoas permanecem mal informadas. A AIDS saiu de moda, as campanhas são escassas e os jovens não usam camisinha. É preciso que isso seja revisto e falado de maneira incansável.
Voltando ao Cazuza... Como você explica ele ser tão contemporâneo, mesmo tendo partido há 21 anos?
Ele é muito atual. Tudo o que ele escreveu serve aos dias de hoje . É só olhar a letra de Brasil, por exemplo. Até hoje, o país não mostrou a sua cara. Sua poesia é atemporal. Algumas vezes,
João (Araújo) pega um jornal, lê o nome de Cazuza, me mostra e diz: ’Olha aí o garotão mais uma vez!’. Mas acho que seu legado vai além das canções. Cazuza teve muita coragem ao seu declarar soropositivo e deixou uma lição de vida. Embora ele afirmasse que ’não queria nem que um cachorro leproso o seguisse na rua’, acabou eternizado como um exemplo de coragem a ser seguido.
E do que você sente mais falta?
Acho que da presença física. De ouvi-lo chegar em casa, o solado da bota pisando firme no chão e sua voz anunciando: ’Tô chegando. Se tiver alguém transando aí, pode parar!’. As pessoas me perguntam se ainda dói... Claro! Mas eu quero que doa mesmo, que me dilacere, mas eu não quero esquecê-lo. Não há um só dia em que eu não pare, leia algo que ele escreveu ou ouça alguma música dele. Aliás, de alguma forma, sei que ele se comunica comigo.
Na véspera do Dia Internacional da Mulher, qual a principal mudança que você identifica no universo feminino?
Olha, eu não sou feminista, sou feminina! Acho que as mulheres precisam encontrar um equilíbrio. Hoje, elas acreditam que independência é tudo. Trabalham o dia inteiro e seus filhos são criados por babás. Não vejo nenhum tipo de ganho nisso. Acho que fui uma mãe muito controladora, mas não me arrependo de ter dedicado todo meu tempo ao Cazuza. Mesmo achando que ele nunca precisou de mim. A não ser quando o amamentei. Cazuza sempre foi muito independente.
Isso foi um conselho?
Não sou ninguém para dar conselho. Por vezes me encaram como se eu fosse Madre Teresa, ou alguém do tipo, mas não sou. Sou bem humana, aliás. Certa vez enfiei a mão em uma vizinha que queria proibir Cazuza de subir no elevador (conta às gargalhadas). Ela mereceu, né? Mas se eu pudesse dizer uma coisa às mulheres, diria para amar muito seus filhos e aceitá-los como são. O resto, eles fazem sozinhos. Não há nada pior na vida do que não tê-los por perto, do que perdê-los.
Doações Sociedade Viva Cazuza Banco Bradesco Agência: 0887-7 Cc: 26901-8
Lucinha e Cazuza em 1985
07/03/2010 - 08:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Na véspera do Dia Internacional da Mulher, fomos conferir como funciona a Ong Jongo da Serrinha, comandada com muita ginga por sete fortes vozes femininas
As mulheres jongueiras sob a bênção discreta das imagens de São Benedito, São Cosme e Damião e da preta velha, ao fundo
Imagina como é uma instituição gerida por sete mulheres, que trabalham, festejam e, praticamente, vivem juntas? Certamente é uma casa repleta de vozes, opiniões e cuidados. Agora, se é uma bênção ou um tormento, só as próprias podem dizer. Mas o fato é que o terreiro Jongo da Serrinha funciona – e muito bem – assim. “Foi uma coincidência. No início, havia homens trabalhando aqui. Inclusive, quem fundou o terreiro, na década de 60, foi um homem: o grande
Mestre Darcy Monteiro. Só que eles foram morrendo e, ao mesmo tempo, mulheres mais jovens foram se interessando pelo ofício. Até que, 10 anos atrás, eu e mais seis mulheres decidimos dar mais um passo na luta pela preservação da tradição jongueira e criamos também uma Ong. Hoje, somos avós, mães, filhas e netas”, conta
Tia Maria, a matriarca, à beira de seus 90 anos. Explicando melhor o que Tia Maria acabou de dizer: o Jongo da Serrinha não é apenas (como se fosse pouco!) um local onde se preserva a tradição do jongo – dança trazida para o Brasil pelos escravos angolanos, que tem como fundamento a umbigada, movimento executado por um casal no centro de uma roda – mas também é a sede de uma Ong que atende a 120 crianças da favela da Serrinha, em Madureira. Na organização, que ganha sede nova, toda reformada, em maio – antes tudo funcionava no quintal da casa de Tia Maria – há aulas de história, dança, canto e percussão jongueira. “É uma ocupação para os jovens, para que não fiquem de bobeira na rua. Essa valorização da cultura afro contribui para elevar a autoestima da garotada, que têm uma opção de lazer com a qual se identifica”, diz a jornalista
Adriana Penha, que se mudou para Madureira na década de 80 por amor à escola de samba Império Serrano e, hoje, é coordenadora dos projetos da Ong. “E tem mais: as famílias da comunidade são principalmente baseadas no poder feminino, já que muitas são mães solteiras. Ver um empreendimento comandado por mulheres dar certo é um incentivo para muitas meninas”, completa
Dyonne Boy, a diretora executiva. História é o que não falta nessa casa. A Dyonne, por exemplo, conheceu o jongo quando estudava comunicação na PUC. Foi Mestre Darcy quem apresentou o ritmo a ela. “Me apaixonei pela dança e pedi demissão do trabalho para me dedicar 100% à causa. Passei os primeiros anos vivendo do meu Fundo de Garantia até conseguirmos apoiadores (Petrobras, MinC, Cultura Viva, Criança Esperança e Avon). Tenho orgulho de ver aqui uma organização que preza pelos valores femininos. Não nos deixamos oprimir pelo mercado agressivo, respeitamos as pessoas e o tempo de amadurecimento das coisas”, comenta Dyonne. E, como não poderia deixar de ser, tem gente ali que é pura tradição, que nasceu com o jongo correndo nas veias. Por exemplo,
Lazir Sinval, sobrinha-neta de Tia Maria. A moça cresceu em um terreiro e, hoje, é cantora, bailarina e coordenadora artística do grupo. Por aí vai também a história de
Deli Monteiro, que é sobrinha de Mestre Darcy e neta da mãe-de-santo
Vovó Maria Joana, a jongueira maior. Não tinha como Deli escapar da dança de roda e ela nem quis! Além de cantora, é
griô. Não sabe o que é isso? A gente explica:
griô é um termo de origem africana usado para designar aqueles que cantam, dançam e contam as histórias de seus antepassados. Um artista completo. “A maneira que encontrei de me manter conectada às raízes africanas foi com o jongo. O samba, o jongo, a capoeira, tudo veio da Mama África. Ela é a grande mãe dos costumes brasileiros”, divaga Deli sobre suas raízes. Depois que todas falaram um pouco sobre suas origens, Tia Maria decide, então, deixar a timidez de lado e contar também a sua história, que, é claro, se confunde muito com a própria história do Jongo da Serrinha: “Quando criança, eu dançava escondida dos meus pais, porque, àquela época, os mais jovens eram proibidos de jongar. Foi Vovó Maria Joana, que, pouco antes de morrer, pediu para que o jongo fosse ensinado às crianças, para a tradição não entrar em extinção”. Dando continuidade ao trabalha de preservação, seu filho, Darcy, deu mais um passo e transformou o jongo em um espetáculo, levando-o aos palcos Brasil afora. Hoje, o grupo faz shows de Norte a Sul do país, já se apresentou na França, Espanha e está prestes a lançar seu segundo CD, em julho. Tia Maria, aliás, compôs grande parte das canções que estarão no álbum. “Tambor, tambor, chama quem mora longe só...”, canta a matriarca, mostrando uma de suas composições e explicando que, na sua infância, bastavam os tambores do jongo começarem a soar para que ela corresse para a casa de Mestre Darcy para ver o pessoal dançar. Ah, e saibam vocês que Tia Maria é também uma das fundadoras da Império Serrano, mas ela manda avisar: “Se tiver de escolher entre o terreiro ou a quadra da escola, escolho o terreiro”. Bom, a gente já entendeu que o poder do Jongo da Serrinha está todo nas mãos delicadas, mas fortes das mulheres. E será que sobra algum espaço para os homens nessa história? “Os homens são os grandes compositores e dançarinos. Garanto que não há ninguém que tenha dominado o jongo melhor do que Mestre Darcy. São considerados os bambas, como no samba. Eles ficam com a fama, mas quem prepara a casa para receber a festa são as mulheres. Elas fazem as roupas, preparam as comidas... Não é à toa que a maioria das professoras do ensino primário são mulheres. Essa cultura de receber, cuidar e manter é muito matriarcal. Somos as guardiãs do jongo. A verdade é que, na dança, o homem e a mulher executam passos diferentes, mas a importância é igual. Assim como é na política hoje”, afirma Tia Maria com toda a sabedoria. E dá para discordar da voz da experiência?
Tia Maria do Jongo
Dyonne Boy
Lazir Sinval
Deli Monteiro
Adriana Penha
06/03/2010 - 09:05 | Enviado por: Heloisa Tolipan
06/03/2010 - 09:05 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Luiza Possi nunca renegou o sobrenome, mas também não se agarrou ao DNA. Cresceu e apareceu pelos próprios passos ou melhor, pela própria voz. Colhendo os louros de seu recém lançado Bons ventos sempre chegam – cujo clipe da música Eu espero alcançou o topo das mais pedidas da MTV – e trabalhando pela Europa, a cantora bateu um papinho, via Blackberry, com a coluna.
Seu último CD foi batizado Bons ventos sempre chegam. Alguma vez você deixou de acreditar nesses tais bons ventos que sempre chegam?
Acreditar em bons ventos é um exercício de sobrevivência. Pessimismo é para quem pode, para quem já tem tudo garantido. Não é o meu caso. Tenho de acreditar na sorte e no grande ventilador que podemos ligar.
Como você aprendeu a lidar com as comparações com a sua mãe?
Nunca pensei na comparação com minha mãe antes de me lançar no mundo fonográfico... Ingenuidade minha. E, na boa? Não me preocupo mesmo com isso. Às vezes incomoda mas eu lido bem, porque a outra opção é lidar mal, me aborrecer, e isso eu descarto. Amo minha mãe, sou fã e sei que vim depois, logo, sou filha com o maior orgulho do mundo, mas, além de filha, sou cantora e compositora também.
Como é manter-se em um cenário onde, a cada dia, surge uma neodiva?
O tempo... Nada como o tempo para dizer quem é quem, quem entra e sai, quanto vale o quê. Se eu me assustar e me preocupar com todas as divas de cada semana minha analista não vai ter mais nenhum horário livre! Só espero e torço para que quem é forte e talentoso sobreviva nessa selva. Sou nova, mas já estou aqui há algum tempo, e sei o quanto é difícil ficar, se refazer, reinventar, provar e continuar.
Você sempre soube lidar com o que publicavam sobre sua mãe. E quando surgem rumores sobre você, como quando insinuaram que você estaria namorando a cantora Maria Gadú, como você reage?
Eu não ligo muito para o que falam sobre a intimidade de ninguém. Mesmo, sem hipocrisia. Nem leio para não dar chance de ficar com raiva. Sei que, de verdade, não muda o dólar! Não muda nada! As pessoas que me ligam pra perguntar ou comentar, nem têm a minha atenção, aprendi que o que eu não vejo, não falo e não leio. Não existe no meu mundo, logo não tem como me chatear.
Profissionalmente e pessoalmente, quais as principais mudanças com a chegada dos 25 anos?
Tudo mudou! A segurança de saber meu lugar, meu valor, me entender com minhas canções. A maneira que enxergo o mundo, as músicas que escolho para cantar, o jeito de cantar, tudo isso mudou e continua em constante mudança. Hoje, tenho o poder de decisão de cada passo da minha carreira, claro, sem descartar ou desmerecer a parte que compete ao universo decidir!
Quais os planos futuros de Luiza Possi?
Estou começando um trabalho legal na Europa.Meu DVD vai ser bem diferente do convencional, as músicas inéditas ditam outros ritmos. Estou expandindo horizontes em várias áreas.
06/03/2010 - 08:50 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Fios de tricô segurando quilos de madeira, uma gaiola de acrílico vigiada por câmeras, fios de cobre pendendo, em trança, de cima de torres de xadrez empilhadas... Eis a exposição
Fios e formas da arquiteta, designer de interiores e móveis e artista plástica,
Anna Paola Protasio. “A arte é minha válvula de escape. Por meio dela apresento sonhos, medos, anseios e a realidade cotidiana”, explica a artista. A expô – que rola a partir de terça-feira, no Museu Nacional de Belas Artes, no Centro – conta com seis instalações – Liberdade por um fio, Liberdade Vigiada, Leve, Contenção, Torre e Só . “ Foram dois anos de preparação. As peças não têm uma função específica. Minha preocupação era com forma, cores e texturas”, define.
06/03/2010 - 08:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
O fotógrafo Guilherme Licurgo
Com o advento da fotografia digital, o mercado presenciou uma avalanche de fotógrafos. Separar o joio do trigo é missão hercúlea, mas, ao se deparar com talentos emergentes como
Guilherme Licurgo, a gente percebe que tem muito trigo a ser semeado por aí. “Trabalhei como modelo há muito tempo, enquanto fazia Faculdade de Direito. Preferia observar o modo dos fotógrafos trabalharem a posar para eles, mas não percebia essa preferência muito bem. Formado, descobri que Direito não era para mim, então me mudei para SP, completamente no escuro. No meio desta confusão, me descobri na fotografia, daí entendi o que sentia enquanto era só um modelo”, relembra Guilherme. Seus trabalhos já foram premiados pela Europa e seus cliques aprovados até por
Terry Richardson, com quem trabalhou algumas vezes. “Tenho pouco tempo de mercado, mas muita vontade de aprender e muito amor pelo que eu faço. Então, tento transferir o que sinto através das lentes. Só fotografo quando me sinto bem e quando quero. Estabeleci isto quando decidi trabalhar como fotógrafo. O que quero é tentar captar momentos, antes de se tornarem, simplesmente, imagens”, teoriza Guilherme que vem trabalhando com galerias internacionais e ampliando sua linguagem fotográfica para o ramo da
fine art.
06/03/2010 - 08:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Praia do mundo
O Copacabana Club, banda queridinha do cenário indie nacional, está conquistando o mundo. Seu single Just do it vai ganhar lançamento mundial pela Bulldozer/3Plus Music, em maio. Trata-se da maior distribuidora independente da Europa, responsável por artistas do naipe de Placebo, Faithless e Tiesto. Além do lançamento, o quinteto parte, semana que vem, para a primeira turnê internacional: tocam no Texas, Filadélfia, Nova York e Boston.
Quem vem
Dia 29 de maio, tem show do Aerosmith, no Parque Antártica, em São Paulo.
Guerreira do cinema
A cineasta alemã Monika Treut, em sua quinta visita ao país – ela veio para a mostra Guerreira das imagens, inaugurada terça-feira, no CCBB, em sua homenagem – visitou o projeto Urerê, na Maré, e sua criadora, Yvonne Bezerra de Mello, sobre a qual fez o doc Guerreira da luz. Depois, a diretora almoçou no Aprazível, em Santa Teresa, onde bateu papo com Malu de Martino.
05/03/2010 - 09:05 | Enviado por: Heloisa Tolipan
05/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Alessandra e a griô Maimuna, na comunidade de mulheres de Varela, Guiné Bissau
Para abrir a comemoração pelo Dia Internacional das Mulheres, que será comemorado segunda-feira, nada mais apropriado do que convocar uma mulher que faz. E, nesse quesito, a diretora de teatro
Alessandra Vannucci é um exemplo. A moça estreia, amanhã, a peça
A ronda, na sede da Cia. dos Atores, na Lapa; leva seu espetáculo
A descoberta das Américas para sete cidades brasileiras + Portugal + Cabo Verde; e, em julho, monta
Felinda, da Cia. Carroça de Mamulengos, em Brasília. Apesar da lista de afazeres, Alessandra deu uma pausa em tudo para se entregar à África e ao projeto Madalena. “Trouxe para a Guiné Bissau um workshop sobre o lugar do corpo feminino hoje. Penso que é no corpo da mulher que se trava o embate entre hábitos ancestrais e a luta pelos direitos humanos fundamentais. E isso não é só no ambiente urbano. Aqui, no vilarejo de pescadores onde estou, percebo muitas semelhanças entre as africanas e nós: a elegância, a sensualidade, as ilusões, as feridas e, principalmente, a vontade de transformação. Por muitos anos as mulheres não puderam praticar um ofício e a arte ajudou a nos devolver a palavra. Percebo no Brasil, hoje, uma crescente confiança na arte como ferramenta promotora de ação social e de diálogo”, diz Alessandra, que já rodou o Rio e o Ceará com essas discussões e, agora, segue para Moçambique.
05/03/2010 - 08:50 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Quem disse que dinheiro não compra elegância ou savoir faire ainda não conhece
Renata Abravanel, filha número seis de
Senor Abravanel, ou Silvio Santos, como queiram. O apresentador, que nasceu pobre, foi camelô e hoje é um dos homens mais ricos do país, é o pai da gata
it girl aí do lado, que estampa as páginas da
RG Vogue, deste mês. Na matéria, Renata revela que ainda mora com os pais e que não tem privilégios. A garota bem nascida comanda uma equipe de 15 profissionais do site do SBT. “Vivo do salário do meu trabalho”, enfatiza. Renata conta, ainda, que adora sair para dançar e pique não lhe falta. “Minhas saídas podem acabar no café da manhã”, brinca. Na sessão de fotos, mostrou que, apesar do pai astro, ela não curte muito as câmeras: “Sou meio travada quando vou ser fotografada”, revelou.
05/03/2010 - 08:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Tem coisas que só as coincidências da vida podem fazer por você. Quer um exemplo?
Carlinhos Lyra, parceiro de
Aldir Blanc nas 19 canções inéditas compostas especialmente para o musical
Era no tempo do Rei, de
Heloísa Seixas e
Julia Romeu, assistiu, esta semana, a um ensaio do espetáculo no Teatro João Caetano e ficou surpreso ao descobrir que o protagonista, que interpreta Dom Pedro I aos 12 anos, é seu parente.
Christian Coelho é neto da premiada diretora
Lúcia Coelho, prima de Lyra em primeiro grau. Com apenas 17 anos, Christian tem um currículo extenso. Já participou de oito montagens, entre elas a superprodução brasileira de
A noviça rebelde, na qual interpretava um dos filhos da família Von Trapp, e a versão que sua avó fez para a peça de
Maria Clara Machado O cavalinho azul. Por este personagem, aliás, Christian está indicado ao prêmio Zilka Salaberry de Melhor Ator.
05/03/2010 - 08:35 | Enviado por: Heloisa Tolipan
A paixão pela música é o que une a Válvula. Aqui, estamos falando de um dos mais bacanas coletivos musicais da cidade. Formado por seis apaixonados sonoros – I
van LP, Rodrigo Miravalles, Mika Virkki, Spark, Saduh e Carol G – o Válvula preza a mistura de gêneros. “Formamos um grupo bastante heterogêneo, pois temos influências, idades, formações e trajetórias artísticas distintas”, conta Ivan. Para definir o som do Válvula, Ivan segue pela mesma linha “A gente pega um liquidificador adiciona house, techno, um tanto de disco, outro de electro, coloca umas pitadas de jazz, kraut rock, soul e por aí vai. Já nos chamaram de nerds, talvez pela quantidade de apetrechos tecnológicos usados em nossas apresentações ou por, talvez, irmos a fundo nas pesquisas musicais. Somos, então, a vingança dos nerds”, brinca Ivan, que pretende lançar, este ano, o próprio selo. O coletivo se apresenta, logo mais, na festa Electroshake, que rola na Fosfobox.
05/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
A turnê
Foram definidas as datas dos shows de Chris Brown, no Brasil. Sim, aquele rapper que espancou a Rihanna tá vindo aí. Ele se apresenta no Rio, dia 21 de maio, no Citibank Hall. Antes, ele toca em BH, SP e, depois do Rio, segue para Porto Alegre. Que venha de coração aberto.
Colorida
Nelly Furtado, que toca por aqui dia 28, vai se apresentar no Big Brother Brasil. A participação da cantora rolará dia 24.
Amor bruto
Além do show da Apoteose, Axl Rose e seu Guns’n’Roses farão uma apresentação super exclusiva, para trezentas pessoas, no Cais do Oriente, no Centro. Axl chega no fim de semana ao Brasil, para se apresentar, domingo, em Brasília. Dentre as exigências para o show do líder do Guns estão: cachaça, limão, tequila, vinho tinto e champanhe. Além de dezoito rosas brancas e dezoito rosas vermelhas. Ou seja, no peito de um roqueiro também bate um coração florido.
Fino trato
Se vocês pensam que maria-chuteira só vira profissão no Brasil, estão muito enganados. A modelo argentina Anália Sarques, de 25 anos, jura, de pés juntos, que foi amante do ex-jogador Diego Armando Maradona, hoje técnico da seleção Argentina. Maria, ou melhor, Anália, diz que o romance durou três meses e foi tão intenso que ela teve de vir para o Brasil para tentar se esquecer do corazón partido. Chegando aqui, ela teve a ideia de tentar vender sua história para as editoras nacionais. Diz Anália e sua assessoria que as negociações estão de vento em popa. Quer uma revelação da guapa? “Sexualmente falando, ele deixou a desejar, mas foi o grande amor da minha vida”.
Encerrado
O Posto 8, filho do extinto Mistura Fina, fechará as portas por falta de alvará. Não há, ainda, previsão de reabertura.
04/03/2010 - 09:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
04/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Os 18 vencedores do concurso
Olheiro da arte, idealizado e proposto pela Fundação Padre Anchieta – voltado especificamente para estudantes de arte, cujas inscrições e seleção foram feitas
online – expõem suas obras no Centro Cultural da Justiça Eleitoral, no Centro. A curadoria do evento multimídia, que reúne pintura, escultura, instalação, fotografia, entre outros, é do crítico e professor
Fernando Cocchiarale. “Para o jovem estudante de arte, expor seu trabalho é de vital importância. O artista somente começa a existir quando sua produção passa a ser vista pelo público”, define Fernando. E como reconhecer um talento? “Depende. Artistas me chamam a atenção de diversas maneiras. Alguns pela capacidade de tornar poéticas suas ideias e suas experiências. Outros pela qualidade de seu processo de trabalho ao longo do tempo. Mas todos devem ter sua produção movida por questões e inquietações específicas da arte de nosso tempo”. E é possível viver de arte no Brasil? “Hoje em dia é possível sim, mas como em outras práticas profissionais muitos terão de reorientar sua escolha inicial e partir para outras áreas. Vários fatores se entrecruzaram nesse sentido: a qualidade dessa produção e o crescente interesse que passou a despertar internacionalmente; a criação de novos museus e instituições culturais pelo país; a abertura de cursos graduação e pós-graduação em arte em vários estados brasileiros; e, finalmente o surgimento de novas galerias, públicas e privadas, voltadas para a arte contemporânea no país ”.
04/03/2010 - 08:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Antes de embarcar, ontem de manhã, para Bogotá, onde faz show hoje,
Chris Martin viveu grandes emoções em São Paulo. No dia em que completava 33 anos, o vocalista do Coldplay ganhou de presente um
Parabéns entoado pelos fãs que lotavam o estádio do Morumbi, com balões vermelhos e brancos nas mãos (
na foto acima). “Não há melhor jeito de passar o aniversário do que ouvindo 60 mil brasileiros cantando
Parabéns a você”, retribuiu o bom moço. Quem esteve por lá antes do show gravando um quadro para seu programa foi
Luciano Huck, que escolheu um fã do grupo britânico para entregar um presente a Chris. Huck aproveitou para tirar uma foto (
abaixo) com o aniversariante e o baterista
Will Champion no camarim (na outra imagem, a arara de figurinos, as malas e as comidinhas dos músicos). Depois da apresentação – acompanhada, nos bastidores, por
Wanessa e
Marcos Buaiz +
Ronaldo e
Bia Anthony – os ingleses partiram para uma festinha privê, com apenas 20 convidados, no Baretto, bar do Hotel Fasano, onde estavam hospedados. Chris Martin dividiu mesa com os companheiros de banda e os dois casais citados. Wanessa, que chegou em casa às 5h, contou no Twitter: “Tive a oportunidade de conversar com um cara extremamente talentoso, humilde e verdadeiro. Ele me mostrou que não importa de onde viemos, porque, se formos sinceros com nós mesmos e com nossos sonhos, tudo acontece”. Voltando ao agito... Foi um desfile de tops: teve
Fernanda Motta,
Ana Claudia Michels,
Marcelle Bittar,
Luciana Curtis – grávida de seis meses – e ainda
Guilhermina Guinle,
Matheus Mazzafera e
Tato Malzoni (ex de Ana Claudia. Saia-justa?). Rolou
Parabéns com bolo verde e, no topo, um mini-Chris agarrado a um microfone.
04/03/2010 - 08:20 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Nossa diva da internet,
Katylene + seus comparsas
Pedro Beck e
Poms são os nomes por trás da balada paulistana Balada Mixta. Dando início à turnê mundial da festa, o trio escolheu o Rio para abrir os trabalhos, sábado, na Pista 3, em Botafogo. E o melhor? O nome da edição carioca:
Balada Mixta Madonna fazendo shurashco na ishquina edition! “Porque, convenhamos, só está faltando a fofa reunir umas amigas e uns contrafilés pra ganhar a faixa de carioca honorária do ano,
né?”, brinca Katylene. Vai perder?
04/03/2010 - 08:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
A revista
Elle americana quis, na edição de março, fazer um editorial com uma pegada mais esportiva, com elementos da moda feita para o uso nas quadras, campos e estádios misturados a peças do cotidiano. O cenário ideal para ser o pano de fundo da concepção do tal editorial? O Rio de Janeiro. Afinal, seremos a sede da Copa, em 2014, e das Olimpíadas, em 2016, não é mesmo? Estamos respirando esporte, no imaginário gringo.
Richard Bush fotografou a australiana
Ashley Smith nas areias de Copacabana, usando
looks Louis Vuitton, Chanel, Dsquared², American Apparel e Puma, para citar algumas marcas. Nenhuma peça
made in Brazil no
styling de
Sarah Richardson, só para registrar. Mas, enfim, o Rio, nosso melhor produto de exportação, está lá, cheio de luz em dez páginas nas mãos dos leitores da
Elle.
04/03/2010 - 07:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Editor de luxo
André Leon Talley, braço-direito de Anna Wintour, na Vogue americana, que estava com tudo fechado para vir para o Camarote da Brahma, no Carnaval – anunciado até pela organização do espaço – não veio. Mas o Brasil não sai da sua cabeça. Ele será o responsável por um desfile retrospectiva de Daiane Von Furstenberg, que rolará em São Paulo, em abril, em comemoração à abertura da loja da estilista dos wrap-dresses, no Shopping Iguatemi.
Nota policial
Parece que a fase ‘Naomizinha Campbell paz e amor’ não durou muito tempo. A supermodel se envolveu em outra história de agressão, na tarde de anteontem, em Nova York. Dessa vez, o saco de pancadas foi seu motorista. Naomi, por algum motivo ainda desconhecido, já que ela saiu correndo da cena do barraco, deu um soco nas costas do driver, que bateu a cabeça no volante. Naomi já foi condenada em dois outros casos de agressão: contra sua faxineira, na cara da qual jogou um celular; e contra dois policiais, em Londres, após uma discussão pós-sumiço da mala da modelo no aeroporto inglês. A polícia de NY está atrás da top, mas ninguém sabe de seu paradeiro.
Invasão na Amazônia
Três ícones verdes estão a caminho do Brasil: o Prêmio Nobel da Paz e ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore; James Cameron, diretor de Avatar; e o cientista norte-americano Thomas Lovejoy, um dos primeiros a pesquisar a Amazônia. Eles darão palestras no Fórum Internacional de Sustentabilidade, organizado pela Seminars, em Manaus, dias 26 e 27.
Prepare o cofrinho
O baterista de Madonna, Brian Fraiser-Moore, já cantou a pedra: 2011 tem nova turnê da Material Girl da Ong de ouro. O mais bacana é que será um show só de hits desses 25 anos de estrada pop, dando sequência ao álbum Celebration, lançado ano passado, que também segue essa linha. A ideia é fazer uma retrospectiva em imagem, som e dança. Madonna faz questão que a tour passe pela Europa, Américas - Brasil, inclusive - Austrália e Japão.
03/03/2010 - 11:46 | Enviado por: Heloisa Tolipan
03/03/2010 - 09:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Aumentamos a expectativa sobre o novo programa de
Domingos Oliveira e
Priscilla Rozenbaum,
Coisas pelas quais vale a pena viver, que estreia, logo mais, no Canal Brasil, convocando os astros para se entrevistarem.
Priscila: Por que fazer esse programa?
Domingos: Porque navegar é preciso. Já fizemos, também com o Canal Brasil,
Todas as mulheres do mundo,
Todos os homens do mundo e
Swing, agora era preciso inventar um novo, se possível melhor do que os outros. Ao menos, uma proposta mais audaciosa.
P: Como é trabalhar para o Canal Brasil, na TV a cabo?
D: É o último reduto da liberdade criativa. Eu me atreveria a dizer da cultura brasileira audiovisual. Eles amam a liberdade lá.
P: É um programa intelectual?
D: Absolutamente não. É um programa popular. Todo mundo precisa de um motivo de viver. Todo mundo quer saber aquilo que anima a vida dos outros! Quem sabe você não encontrará nesse programa uma coisa pela qual valha a pena viver.
Domingos: Como você definiria o nosso programa?
Priscila: Um documentário autoral, sobre pessoas que gostam do que fazem, em momentos especiais das suas vidas. Gente que, apesar das dificuldades normais do cotidiano, mantém a alegria de viver, que acha, como nós, que estar vivo é ótimo. Não é para qualquer um bancar um programa
Coisas pelas quais vale a pena viver.
D: Dizem que para um homem ser feliz é preciso que ele tenha um motivo de viver. Que tipo de coisa é capaz de ser um motivo desses?
P: Qualquer coisa pode ser um motivo de viver. Qualquer pessoa que tiver uma paixão pode motivar um programa. Já fizemos um sobre o último dia de uma peça, sobre a
Isabel do vôlei e seus filhos, as ideias e ambições da grande coreógrafa
Deborah Colker e a fé como motivo de viver de
Leonardo Boff.
D: Como é trabalhar com Domingos Oliveira?
P: Ele é obsessivo, sempre o último a cansar e com ideias próprias das quais não abre mão. Às vezes sai muita briga, porque eu também não sou fácil. Mas é sempre divertido. Ele faz loucuras com uma naturalidade de quem toma um sorvete. Quando trabalhamos juntos, a única regra é não ter regras.
03/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
A modelo
Isabel Hickmann se deu bem, duplamente, com a campanha Inverno 2010 da Redley. Além de ser a estrela das fotos feitas por
Zee Nunes e
André Katopodis, ela acabou ampliando seus horizontes turísticos. A gaúcha de 20 anos, que sempre se intitulou uma garota que gosta mais de cidades do que de grandes incursões pela natureza selvagem, se viu no meio da Patagônia argentina, na cidade de El Calafate, local das fotos em questão, e amou. “Não seria nunca um lugar aonde pensaria em ir nas férias. Mas gostei tanto que voltarei, pois me remeteu ao interior gaúcho e a lembranças da minha cidade, Santa Cruz do Sul”, disse Isabel, que mora em Sampa há quatro anos, mas só é modelo há um. “Vim estudar publicidade. A vontade de ser modelo demorou a bater e meu pai também não me dava muita força. Mesmo tendo uma
top model em casa”, disse Isabel, em referência à irmã
Ana Hickmann. “Ela é mais do que um ideal de profissional. É um espelho para mim como mulher", disse a irmã coruja.
03/03/2010 - 08:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
O Espaço SESC, em Copacabana, abre as portas para a dança. Por lá, rola, a partir de amanhã, o
Solos de dança no SESC. O evento mistura artistas consagrados com novos talentos.
Héber Magalhães é um deles. “Morava em Macaé e queria ser ator, mas como não consegui encontrar um bom curso, comecei a dançar. E, de lá para cá, as duas profissões acabaram se tornando paixões equiparadas”, lembra. O espetáculo de Héber,
Nesse time eu vou jogar, mistura cultura popular, dança e futebol. “Reúno passos de dança e posições de futebol. A música é de
Caju e Castanha, bem popular. Ficou uma mistura bacana”, adianta. E você é bom de bola? “Não muito. Sou melhor dançando”, brinca.
03/03/2010 - 08:20 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Rolou, anteontem, a coletiva de lançamento da edição espanhola do Rock in Rio.
Rihanna, uma das confirmadas do festival, foi a atração com seu
fashionismo sem limite: um vestido no qual se lia
fashion e
style. Mas, ali, não se via nem uma coisa nem outra.
03/03/2010 - 08:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Punk cigano BR
No disco novo da banda de gipsy punk Gogol Bordello, Trans-continental hustle, que sai em abril, haverá uma música em português: Uma menina uma cigana. Além de outra, em inglês, com título brasileirinho: In the meantime in Pernambuco. Como disse o próprio Eugene Hütz, vocalista do grupo, em entrevista à coluna, ano passado... “É de se esperar um bocado de influência brasileira no CD, já que moro, há dois anos, no Rio”.
Onda retrô
Enquanto as vendas de CDs despencam, a Polysom, única fabricante de vinis da América Latina, reabre a todo vapor. E com ótimos discos no forno: Chiaroscuro de Pitty, Fome de tudo da Nação Zumbi, Onde brilhem os olhos seus de Fernanda Takai e Cinema do Cachorro Grande.
Só para cinéfilos
Tem gente que daria um dedo mindinho para bater um papo com os cineastas Ruy Guerra ou Walter Lima Jr.. Bom, a Escola de Cinema Darcy Ribeiro decidiu, então, ajudar na amputação. Começa, dia 13, um cineclube comandado por Walter, com debates após as sessões, abertas ao público, aos sábados. Já dia 15, Ruy inaugura curso cabeça, no qual abordará a fundo a expressão fílmica.
Solidariedade
A sessão beneficente da peça Dois perdidos numa noite suja, em cartaz no Teatro Vanucci, anteontem, arrecadou cerca de 230kg de alimentos, que foram entregues nas mãos do prefeito de Angra dos Reis, Tuca Jordão, pelos atores da peça, André Gonçalves e Freddy Ribeiro.
Loucura reunida
Paralelamente à aguardadíssima estreia de A gaiola das loucas, amanhã, inaugura, no Oi Casa Grande, a expô A gaiola das loucas: 36 anos depois. A ideia de João Luis Azevedo, organizador da mostra, é homenagear as montagens da peça no Rio: de 1974, com Jorge Dória e Carvalhinho no elenco, e de 1994, dirigida por Jorge Fernando.
02/03/2010 - 11:52 | Enviado por: Heloisa Tolipan
02/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Chris Martin é uma
Beyoncé cool. Se acaba no palco, olha nos olhos dos fãs, pega nas mãos suadas dos súditos e com um acréscimo: canta com os sentimentos na garganta. Foi essa emoção que o vocalista do Coldplay mostrou, anteontem, na Apoteose. Sem contar com as gracinhas que soltou em português, que estavam escritas em um papel, apoiado no teclado. “Todo mondo beyn?”, escreveu o
gatón para não errar a pronúncia. Não é sempre que uma banda brasileira de rock toca para 30 mil pessoas, mas o Vanguart, que abriu o show dos ingleses, alcançou o feito. “É difícil um grupo nacional ter a oportunidade de se apresentar para um público que consome música regularmente, como o do Coldplay, diferente dos fãs da
Britney Spears. Teria sido mais bacana ainda se outras bandas tivessem dividido o palco com a gente”, confessou
Hélio Flanders à coluna. A banda aproveitou a chance para tocar
O mar, música de
Dorival Caymmi. “É um cara que influencia nosso som e releituras como a nossa ajudam a aproximar a música dele dos jovens”. Apesar de não terem encontrado os meninos do Vanguart, os ingleses mandaram garrafas de champanhe e um cartão de agradecimento à banda. “O champanhe não durou 15 minutos! Enviamos para eles quatro CDs nossos e espero esbarrar com Chris no show de São Paulo”, disse Hélio, com expectativa de lançar o segundo CD do Vanguart até o meio do ano.
Daniele Suzuki chegou cedo à Apoteose para dar uma passadinha no camarim antes. “Gente, o show do Coldplay foi sensacional. Valeu muito a pena, mesmo debaixo de chuva”, escreveu no Twitter. Guitarrista do Jota Quest,
Marco Túlio deu uma pausa nas férias para “estudar” os músicos: “Acabo aprendendo quando assisto aos shows internacionais. Presto atenção ao que funciona e ao que não funciona”, afirmou. Os rapazes do Coldplay deixaram o Rio, ontem, às 15h, em um voo fretado para SP, onde fazem show, logo mais, no Morumbi. O único pedido deles por aqui foi jantar no restaurante Sushi Leblon – o que foi feito no sábado. Já a inglesa
Natasha Khan, do Bat for Lashes, que tocou antes do Coldplay, quis conhecer o Corcovado, mesmo com a chuva.
02/03/2010 - 08:40 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Alice Caymmi
Todo mundo já teve um Verão inesquecível, daqueles que a gente gostaria de prolongar. A Bahia, na figura de
Emilia Salvador Silva, presidente da Bahiatursa, resolveu sistematizar essa ideia. O Espicha Verão rola, desde 2008, na Praia do Forte da Barra e em quatro cidades do interior do estado, com a intenção de criar um novo produto turístico para prolongar a permanência e atrair turistas para a capital baiana. “A proposta do Espicha Verão é reunir pelas ruas as principais manifestações artísticas da Bahia, mas passando ao largo do axé. Nada contra, é claro, mas queremos privilegiar outros sons, proporcionar novas possibilidades. No ano passado, foram 22 mil turistas e um público de mais de 100 mil pessoas”, anima-se Emilia.
O primeiro fim de semana de atrações – o Espicha segue até dia 13, com Buena Vista Social Club encerrando os trabalhos – reuniu diversas formas de arte: pintura, cinema ao ar livre, apresentações teatrais pelas ruas, artes plásticas e, claro, música. Detalhe: em um palco-balsa flutuante, no meio da Baía de Todos os Santos.
O homenageado de sábado, primeiro dia do Espicha 2010, era
Dorival Caymmi, representado, no palco, por sua neta de 19 anos, Alice Caymmi. “Tenho muito orgulho do meu sobrenome e da obra do meu avô. Só sou cantora por incentivo dele, que sempre disse que eu tinha voz para o palco”, disse Alice.
Paulinho Boca de Cantor foi outro nome da longa lista de apresentações, que rolaram durante todo o dia e a noite de sábado, na Praia da Barra. E que tal tocar em um palco no meio do mar, Paulinho? “Na verdade, não é novidade para mim, já que, em 1976, os Novos Baianos e eu nos apresentamos em um palco improvisado aqui na Praia da Barra. Foi tanto sucesso que, no ano seguinte, fizemos a mesma coisa na Praia de Botafogo, no Rio”, disse o cantor, que está em turnê lançando o DVD Paulinho Boca canta Novos Baianos. Aqui, pelo Sul maravilha, ele toca, esse mês, na Virada Cultural, em SP.
Mas nem só de música vive o Espicha Verão. Na Praça das Artes, rolava uma espécie de ateliê ao ar livre, com artistas plásticos baianos pintando e democratizando suas artes em praça pública. Um deles era o premiado
Emanuel Araújo. Que tal pintar no meio da rua, Emanuel? “A Bahia tem dessas coisas. É só chegar aqui e a gente avacalha tudo”, brincou o artista, que, se tivesse de escolher uma cor para simbolizar Salvador, seria o vermelho. Se, para ele, é o vermelho, para nós seria a paleta toda. E, o Espicha Verão e sua alegria criativa nas ruas de Salvador era a prova mais marcante disso.
Emanuel Araújo
Jussara silveira
Paulinho Boca de Cantor
02/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Lá vem a noiva na Bahia
E João Gilberto não foi mesmo ao casamento da filha Bebel Gilberto, em Trancoso, no fim de semana. Na ausência do pai, quem levou a noiva ao altar, ao encontro de Didiê Cunha, foi seu tio Sérgio Buarque de Hollanda Filho. Miúcha, mãe da noiva, estava lá, claro, linda e emocionada. O vestido de Bebel, assinado por Yamê Reis, era de renda, na altura do joelho e tomara-que-caia. Na cabeça, um véu pequenininho.
Nasce um cineasta-comediante
Fernando Ceylão começa, dia 15, as filmagens de seu primeiro longa, Todos sabem que eu te amo (menos você!). “Será um filme do Woody Allen como o Caetano gostaria que fosse”, brinca. O longa é um derivado da série Amorais, do Canal Brasil.
01/03/2010 - 10:10 | Enviado por: Heloisa Tolipan
01/03/2010 - 10:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
A top
Eugenia Kuzmina é uma das únicas russas que têm
sex-appeal no mundo do moda. E, talvez por isso,
Lenny Niemeyer a escalou para fotografar a campanha de inverno. As fotos foram feitas em uma praia particular em São Conrado – quer algo mais Lenny do que uma faixa de areia privê? – e foram clicadas por
Ricardo Penna. “Quis passar um conceito de inverno tropical, nada muito pesado. Peças confortáveis para se usar nos dias mais frios, mas em um pós-praia de inverno também”, disse a estilista. Ah, e já que estávamos com Lenny na linha... Como foi ser a estrela do Carnaval da Porto da Pedra? “Especial. Era a primeira vez que desfilava em carro alegórico e era muito contagiante estar reunida com amigos em uma escola que falava de moda, que é o meu universo”.
01/03/2010 - 09:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Depois de passar um ano sem discotecar no Rio, o DJ
Rodrigo Gorky, do Bonde do Rolê, decidiu se jogar nos braços dos cariocas: “Nos últimos anos, o pessoal do Bonde e eu estávamos morando dentro das malas. Agora, fico entre São Paulo, Campinas e Rio. Espero levar o Bonde para tocar aí em breve”, diz o DJ-nômade. Para Gorky, a banda se tornou outra depois da saída da vocalista
Marina, para a entrada de duas novas cantoras. “Mudou a forma de fazermos show, música... É como casamento: um nunca será igual ao outro, porque cada pessoa tem defeitos e virtudes distintas”, diz. E parece que esse casório tem futuro, já que o primeiro
single do novo CD sai em março. “Lançamos o disco completo em junho e a salada de influências está ainda maior”, adianta o rapaz, com mais ideias no bolso: um DVD, uma série de EPs sobre ritmos brasileiros e um disco infantil. Sem contar os dois novos projetos fora do Bonde: a banda Gorkabillies e o duo com o
DJ Philip do Killer on the Dancefloor.
01/03/2010 - 09:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
O designer
Renan Costa Lima é cearense, sonhador e faz parte de uma nova geração de gente talentosa daquela terra. São dele as capas dos CDs de
Céu, Cidadão Instigado e do novo álbum de
Thiago Pethit (
detalhe). Além da programação visual dos filmes lançados no Brasil da Lume Filmes e de outros projetos. “Passei a infância colecionando objetos e me divertia assistindo aos vídeos premiados com o Leão de Ouro. Hoje, vejo que essa fascinação era um caminho natural que me fez ser apaixonado por criar imagens”, conta Renan, formado na Emily Carr Institute of Art & Design, no Canadá, e radicado em SP.
01/03/2010 - 08:30 | Enviado por: Heloisa Tolipan
O ator e diretor
Álvaro Assad, em parceria com
Marcio Moura e
Melissa Teles-Lôbo, formou, há 17 anos, o Centro Teatral e Etc e Tal – um mix de teatro, mímica e humor. “O grupo tem espetáculos com palavras e outros totalmente sem. Mais do que inspiração dos cômicos do Etc e Tal, existe um desejo e tendência pela comicidade e pelo rigor da gestualidade da mímica moderna: o chamado teatro físico”, teoriza Álvaro. A cia. está em cartaz, no Teatro do Leblon, com o espetáculo
No buraco, no qual os três entram mudos e saem calados. “Acreditamos que a ausência de palavras, mas, principalmente, o ato artístico reúne diversas culturas. O movimento ser sem palavra possibilita igualdade de leitura ou mesmo uma forma homogênea de entendimento”, define. Álvaro, quando as palavras fazem falta e quando elas são necessárias? “As palavras serão sempre necessárias quando não estivermos de frente um para o outro. E poder optar entre um sussurro e uma gargalhada é nossa busca artística”.
01/03/2010 - 08:00 | Enviado por: Heloisa Tolipan
Nossa abelha-rainha está de volta aos palcos da cidade. E, como se não bastasse a honra de tê-la ao alcance das mãos, teremos, ainda, a possibilidade de participar, de certa forma, da trajetória musical de
Maria Bethânia. Tudo porque dias 12 e 13 ela grava, no palco do Vivo Rio, o DVD do show
Amor, festa, devoção. Bethânia se apresenta também no dia 14, mas, nesta data, não haverá gravação. Para quem está acostumado àquelas maçantes horas de repetições intermináveis de músicas em shows que virarão DVDs, pode ir com a alma leve, pois, com Bethânia, não tem dessas coisas. Ela faz seu show fluidamente sem nenhuma repetição, com o maior respeito pelo público. Por isso, inclusive, grava em dois dias para que se algo não der certo no primeiro, com certeza dará na segunda apresentação. Algumas alterações no roteiro do show serão feitas, mas a cantora prefere fazer surpresa. O que a gente sabe é que a direção continua com
Bia Lessa e a do DVD fica a cargo de
André Horta. O figurino também é o mesmo. Aquele lindo segundo
look, todo branco, bordado, permanece no mesmo lugar. A peça foi criada para que Bethânia rezasse com ela, mas achou que era tão linda que deveria ir para o palco. Em tempo: Bethânia passou janeiro e fevereiro em Salvador e Santo Amaro da Purificação, de férias. De volta ao Rio, ela retoma a preparação para o show e define algumas datas da turnê. Em abril, vai a SP, onde se apresenta dias 9, 10 e 11, no Credicard Hall.