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Costura de mestre Renato Loureiro

Fortaleza – Junior de Paula

“Vou muito bem, obrigado”, avisou Renato Loureiro. A cada nova edição da SPFW, uma das perguntas que mais se ouve nos corredores da Bienal é: ‘Onde está Renato Loureiro?’ "Só porque deixei de desfilar em SP não quer dizer que parei de produzir. Foquei meu trabalho em clientes que valorizam e sabem da importância de uma boa roupa, com um bom corte e um pensamento. A cada edição da SPFW, eu gastava R$ 150 mil e, para uma marca como a minha, com poucas reproduções de peças e um trabalho quase artesanal, o investimento acabava sendo muito alto“, explicou Renato. Um dos maiores estilistas do país, fundador do Grupo Mineiro de Moda, ao lado de Terezinha Santos e outros nomes, ele atualmente vende suas peças – cerca de 500, por coleção – para 23 lojas no país. Além de permanecer com seu corte perfeito, Renato, agora, transmite ensinamentos para jovens estilistas. ”Dou aula há sete anos na Fumec, em BH, e também acabei me apaixonando por direção de criação. Faço trabalhos para grandes e pequenas grifes, assessorando e dando um direcionamento de estilo", complementou Renato, que esteve no Ceará Summer Fashion, representando Belo Horizonte, no lounge mineiro do evento. Suas peças em tricô e o japonismo sempre presente arrancaram elogios rasgados de Cristina Franco. “Minas fez o melhor japonismo do mundo fora do Japão. O corte, a estrutura e todo o pensamento da roupa eram uma loucura! Um espetáculo!”, sentenciou. E você, Renato, o que achou de Paulo Borges à frente de três das principais semanas de moda do país? “Admiro muito o Paulo, mas vejo com certa restrição essa concentração de poder. A moda atual não tem mais espaço para entronizações, mas tenho certeza de que ele vai se sair bem e conseguir diferenciar os eventos”, disse o diplomático Renato.

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I love Ceará

Lino Villaventura, entidade-mor da moda

Fortaleza – Alana Andrade/Ag. FPontes

Ele é paraense, mas ninguém representa o amor pelo Ceará tão bem quanto Lino Villaventura. Foi lá, aliás, que desenvolveu sua arte na moda. “Me divido entre Fortaleza e São Paulo. Minhas lojas próprias também só funcionam nestas duas capitais. E, para provar o poder do Nordeste, a loja cearense vende tão bem quanto a de São Paulo”, disse Lino, enquanto recebia os convidados para o lançamento de sua coleção Verão. E o Fashion Rocks, no Rio, dia 24, animado? “Apresentarei 14 looks representativos de minha história", comentou o estilista sobre a participação ao lado de outros sete grandes nomes da moda internacional. Workaholic, Lino diz que a inspiração vem dos momentos mais inusitados. Uma tela em branco antes do início de um filme, por exemplo. Mas que desfiles alheios e informação de moda não lhe alimentam. ”Não me influencio por ninguém. Na TV, só vejo Discovery Civilization. A única obrigação? Fazer o meu trabalho bem feito e como gosto. Minha criação é espontânea e faço a própria crítica“, afirmou, quando questionado sobre o que destacaria da nova moda nordestina. O fato de ter laços no Norte-Nordeste para ele, em especial, acabou funcionando como um catalisador do trabalho criativo. Pois, sim, Lino acredita no preconceito que os representantes de fora do eixo Sul-Sudeste enfrentam no mundo da moda. ”Sempre soube que se fizesse apenas um trabalho tão bom quanto os outros já estabelecidos eu não chegaria aonde eu queria. Portanto, para burlar o preconceito, sempre tentei fazer melhor do que os outros. Melhor até do que eu poderia imaginar. O país ainda é muito bairrista, por isso optei por um trabalho forte. A roupa funcionou e o sucesso me procurou“, decretou Lino.

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A moda sem comprovação de renda

A democracia fashion sob o ponto de vista de Cristina Franco

Fortaleza – Alana Andrade/Ag. FPontes

Expert em levar a intelectualidade do mundo da moda ao grande público da classe C, Cristina Franco não tem pudores em dizer que lá se vão quase 40 anos de amor ao tema. “Na verdade, é mais tempo, pois gosto de me arrumar, amo roupas e estética desde criança. Andava sempre com um laço na cabeça, vestidos lindos e anáguas. Eu brincava, me divertia. Todas as meninas terminavam o dia desarrumadas e o meu laço da cabeça estava sempre impecável”, lembra Cristina, curadora e responsável pelo sucesso de dois dos maiores eventos de moda do Nordeste: o Ceará Summer Fashion e o Festival de Moda de Fortaleza. Ao fim da 25ª edição do evento de verão do Maraponga Mart Moda, o maior shopping atacadista do Norte-Nordeste – Cristina reuniu desfiles de marcas locais com roupas de Ronaldo Fraga, Renato Loureiro, Jefferson Kulig, Reinaldo Lourenço, Neon, José Augusto Bicalho à tradições como os couros de Mestre Expedito Seleiro e os versos de Patativa do Assaré –, conversamos com ela sobre vida, moda, regionalismo e classe C. Só a título de curiosidade, para sentir a força do Nordeste: durante a semana de moda cearense, o shopping movimentou cerca de R$ 5 milhões em vendas.

A vida de Cristina – Herdei de minha avó o amor à elegância e, por consequência, à moda, pois ela era uma das mulheres mais elegantes que já conheci. Elegância de tudo: de alma e de atitude. Acho que vem daí meu amor pela roupa, pelo estar bem vestida. Meu avô também era uma figura excepcional, jurista do Supremo Tribunal Federal, que tratava todos com deferência. Ele tinha medo de avião e só viajava de carro. Uma vez, ele, de terno cáqui, sentado em um restaurante de beira de estrada, foi saudado por um caminhoneiro com uma batidinha no ombro e um: “Olá, batuta!”. Não é genial? Acho que daí vem meu amor pela democracia, pela igualdade. Comigo não tem essa de só salto alto. Mas claro que há horas para o Manolo Blahnik.

A moda brasileira – Já está na hora de os brasileiros terem mais memória. E de alguns estilistas contemporâneos pararem de se comportar como se fossem o marco zero da moda nacional. Alguns são até interessantes, mas estão no cenário há pouco tempo para se apresentarem como baluartes. Não podemos nos esquecer do Grupo de Moda do Rio, do Grupo Mineiro de Moda – este aliás, o melhor representante do japonismo fora do Japão – e também das grandes empresas de SP. Cada um em seu lugar, como diriam os franceses. Acho que é cômodo para essa nova geração esquecer do passado.

Classe C – Esse é o meu público. É para o povo que eu quero falar e sempre falei. Eu fazia televisão em uma época em que não existia TV a cabo. Era televisão para as massas. Depois desse tsunami financeiro que passamos, olhando em retrospecto, percebemos que os produtos de higiene, de cosmética e mesmo a moda produzida para este público não sofreram quedas significativas nas vendas. Estes produtos possibilitam uma apreciação da autoestima de quem os consome. As pessoas querem fazer o bem a si mesmas em meio à dificuldade a que são submetidas cotidianamente.

Brasil no mundo – O Brasil hoje está com bastante visibilidade. É a Copa em 2014, as Olimpíadas em 2016, previsões bastante otimistas para a economia, reservas de petróleo e de água, enfim, a moda também vai passar a ser cobrada daqui a pouco. O mundo vai querer ver nossa moda de forma mais efetiva. E, hoje em dia, os estilistas que têm a oportunidade de falar para o mundo em nome do Brasil, não têm consciência dessa responsabilidade de mostrar todo o potencial que temos, nossa cultura e nossas características.

Semanas de moda – Minha maior preocupação, aqui no Ceará, foi equilibrar forma e conteúdo. Na verdade, em tudo o que faço. Se você se apresenta de uma forma atraente, causa interesse. E se tem conteúdo, gera informação. Hoje temos semanas de moda de Norte a Sul do país, das capitais ao interior. Juazeiro do Norte, por exemplo, vai ter um evento de moda ainda este mês. Isso mostra a importância de se criar diferenciações. É isso que tem de ser entendido. Temos de parar com essa postura maniqueísta de ‘ou isso ou aquilo’. A diversidade possibilita descobertas. Não existe nada mais ultrapassado do que se pensar em um processo hegemônico. Principalmente quando falamos de um país de dimensões continentais como o Brasil.

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Ceará Fashion

Fortaleza - Ag.FPontes
Tania Khalill

Tania Khalill tentou uma vez: “Quixexamubim”. Outra vez: “Quirexamabim”. Na terceira tentativa de dizer Quixeramobim, ela, enfim, venceu o trava-línguas e pôde contar sobre a experiência de filmar no sertão do Ceará. “Estou há 10 dias vivendo entre Quixadá e Quixeramobim, no set do longa Área Q, um drama meio ficção científica, fruto da parceria entre Hollywood e o Polo de Cinema do Ceará, financiado pelo Governo do Estado”, disse Tania, antes de desfilar para a grife Kokid, na 25ª edição do Ceará Summer Fashion, no shopping Maraponga Mart Moda. O longa está movimentando o estado, pois grandes figurões da seara cinematográfico mundial passarão cerca de dois meses rodando cenas por aqui. O principal ator é Isaiah Washington, o Dr. Burke, da série Grey's Anatomy, além de Murilo Rosa e Ricardo Conti, todos dirigidos pelo carioca radicado em L.A, Gerson Sanginitto.

A atriz, que também é mãe de Isabella e mulher de Jairzinho, depois de concluir as filmagens, volta ao lar doce lar, em São Paulo, para os ensaios do musical Grandes pequeninos, um apêndice do CD homônimo de autoria do marido. “O álbum veio coroar nosso momento de pais de primeira viagem. Até me arrisquei a cantar em uma faixa”, contou Tania, antes de ser abordada por Otássio Dantas, dono da marca Kokid, que se apressou em contar a história para a contratada: “É uma marca de 30 anos no Ceará, com produção de 120 mil peças por mês e 26 lojas no Norte-Nordeste”. “E de onde veio o nome?”, retrucou a atriz. “É a junção da inicial dos nomes dos meus irmãos, Kassio, Otassio, Kelvia e Iraci e o sobrenome, Dantas”, finalizou. O Ceará não é uma coisa?


Fortaleza - Junior de Paula
Sabrina Sato

Sabrina Sato, a mais nova expert em Congresso Nacional do país – por cobrir a porta do Senado há alguns meses para o Pânico na TV, e por namorar o deputado federal Fábio Faria, do RN – ficou bem chocada quando descobriu que cada senador tem direito a 82 funcionários. Pagos com o nosso dinheiro, claro. “Eu tenho duas empresas: um salão de beleza, o Depil K, e um escritório de empresariamento artístico e emprego cerca de 20 funcionários, pagos do meu bolso, e já é uma loucura. Imagina 82?”, revelou Sabrina. Chocados com o lado empresarial da japonesa mais fashion do país? “O salão é um sucesso. Já recebi propostas de compra, de franquias, de arrendamento, de tudo... De grandes e de desconhecidos nomes. Mas meus planos são de expansão. Quero um no Rio”, comentou.
Mas voltando à política, Sabrina. Quem são os senadores mais legais? “Demóstenes Torres, Heráclito Fortes e o meu preferido de todos, Cristovam Buarque. Depois que descobri que ele era primo do Chico Buarque, então, fiquei mais fã ainda”, afirmou. E o mais chato? “Quem nunca fala comigo é o José Sarney.


Ajoelho aos pés dele, mas o máximo que consegui foi pegar na mão”, disse Sabrina, enquanto esperava para subir à passarela da grife Linhas e Formas. Miro Moreira, a principal atração do desfile da Blinclass, chegou arrasando na cidade. Na segunda-feira, deixou as malas no hotel e correu para curtir a melhor noitada de Fortaleza, no club Pirata, nas areias da Praia de Iracema. “Eu ia embora quarta-feira, mas mudei a passagem para aproveitar melhor a cidade. Fico até sexta-feira”, contou o galã que, no Pirata, foi apresentado a sabe quem? Beto Barbosa. O adocica-boy. Lembra? Tem coisas que só Fortaleza faz por você. Miro, aliás, depois da tapioca, paçoca, caranguejos e forró eletrônico, embarca para Milão, para fotografar, pela segunda vez consecutiva, a campanha da Armani. “Vou aproveitar essa fase e pensar no futuro. Estou estudando para ser ator, em São Paulo”.

Fortaleza - Junior de Paula
André Arteche e Miro Moreira

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O poder fashion no Ceará, a Terra do Sol

Fortaleza - Junior de Paula
Mana e Manoel Holanda

Sabe o Ceará? Então, ele é bem mais do que praias lindas, terra dos maiores humoristas brasileiros e de Ciro Gomes, um dos presidenciáveis das próximas eleições. Hoje, o estado é o maior produtor de índigo jeans, além de ser o segundo maior pólo de lingerie e o sexto em volume de exportação. Só de janeiro a julho, foram arrecadados cerca de US$ 32 milhões com a exportação da moda made in Ceará. “Ao contrário de São Paulo e Santa Catarina (os dois maiores concorrentes do Ceará no setor têxtil), o estado não vende para o mercado interno, mas sim exporta a maior parte de suas peças. Não produz o algodão, por exemplo, tendo de importá-lo para produzir o fio. SP e SC são produtores e possuem enorme mercado consumidor. A lingerie é a maior vedete do Ceará, já que é um produto de valor agregado, o que o transforma em player global”, frisou Ivan Bezerra, vice-presidente da Abit, na abertura do 25º Ceará Summer Fashion, realizado no Maraponga Mart Moda, o maior pólo atacadista do Norte-Nordeste.

Juros pagos em beijos
Os nomes por trás desse colosso plantado no subúrbio de Fortaleza são Mana e Manoel Holanda. “Tudo começou por acaso. Éramos especializados em comércio de móveis e tínhamos um galpão, onde fazíamos feiras do setor. Um dia, precisavam de um espaço para a exposição de uma feira têxtil e nos procuraram. Deu certo. Nos apaixonamos pelo tema e abandonamos os móveis para cair no setor de comercialização de roupas”, contou Mana que, 28 anos depois, é detentora do gigante do Nordeste. São 43 mil m², 200 mil pessoas fazendo compras por atacado por mês e muitos e muitos milhões comercializados. “Uma das lojas, quatro dias após a inauguração, bateu a marca de R$ 1 milhão em vendas. Não é bom?”, pergunta Mana. É ótimo! E vem mais por aí. Em dezembro, o casal inaugura o Shopping da Moda Íntima, ao lado do Maraponga. Os retoques estão sendo dados e o espaço é a menina dos olhos de Manoel. “Ele precisava de R$ 300 mil para terminar o projeto. E como sou eu quem comanda as finanças, pediu emprestado. Dei seis cheques de R$ 50 mil e falei que os juros ele me pagaria com beijinhos. Agora, ganho beijos furtivos”, brinca Mana, casada há 44 anos com Manoel.

Fortaleza - Junior de Paula
Preto Rap

Arte e voz das ruas
Preto Rap é gente que faz. Faz arte, faz rap, faz o bem e faz pensar. O cearense de 36 anos, tem 20 de dedicação à arte de transformar reinvidicações sociais em música e 15 de grafite, ou aerografia, como ele se refere à própria arte. Consagrado em Fortaleza, o artista foi o responsável por emprestar seus traços coloridos e perfeitos à decoração dos 12 lounges do Ceará Summer Fashion. Cada um representando, com elementos típicos, as sedes da Copa do Mundo de 2014, a ser realizada no Brasil. “A arte salvou a minha vida e, na rua, aprendi tudo o que sei, já que só frequentei a escola até a 4ª série. Com a música e os traços artísticos percebi que poderia ser alguém na vida”, disse Preto, que, na carteira de identidade, atende pelo nome de Marcos. Aliás, ele quer que a arte salve a vida de outros garotos que, como Preto, passam dificuldades. “Faço trabalhos de ressocialização com jovens em presídios, institutos e presos em liberdade vigiada. Se a gente oferece uma outra possibilidade às pessoas e elas passam a ter ferramentas para optar pelo bem ou pelo mal, fica mais fácil escolherem o caminho correto”, provoca Preto, que está com um CD demo debaixo do braço, prontinho, esperando uma gravadora que acredite em seu talento. “Chama-se Aplauso mudo, linguagem surda. É uma provocação aos aplausos alienados e às letras que não dizem nada, dominantes no mundo musical”, atesta.

Fortaleza - Junior de Paula
Lúcia Lima

Caminho das pedras
Quando a gente se lembra da personagem de Vera Fischer em Caminho das Índias, vem à mente aqueles colares exuberantes, coloridos e brasileiríssimos. Sabe de quem eram aquelas belezuras? Da mezzo baiana, mezzo pernambucana, mezzo cidadã do mundo Lúcia Lima. “Tudo o que Vera usa, reluz. A relação criador-criatura ficou tão bacana que ela se apaixonou por 15 peças dentre as muitas que usou e, agora, integram seu acervo pessoal”, comenta com orgulho Lúcia, uma das presenças mais celebradas do primeiro dia do Ceará Summer Fashion, anteontem. O lounge da Bahia estava todo enfeitado com as criações da designer, principalmente com as contas usadas por Mãe Stella de Oxóssi. “Na próxima novela das sete, aliás, as personagens de Fernanda Vasconcellos e Regiane Alves usarão criações minhas. Estou produzindo uns cintos lindíssimos para a personagem da Regiane com muitas pedras aplicadas”, contou Lúcia, que tem ateliê em NY, Salvador e no Rio.

Fortaleza - Junior de Paula
Jefferson Kulig

DNA do estilo
Outro que passou pelos corredores do Ceará Summer Fashion foi o estilista curitibano Jefferson Kulig. Há seis anos e 12 temporadas desfilando na SPFW, o criador amadureceu seu estilo e abandonou, ao menos em parte, a alcunha de Professor Pardal do mundo da moda, por conta do barroquismo tecnológico que ele imprimia em suas apresentações. “No começo, eu precisava marcar meu território. Sou apaixonado por pesquisa de novos materiais, formas e texturas. Para diferenciar e deixar minha marca em um line up repleto de grandes nomes, radicalizei na conceituação das coleções. Mas vejo tendências que sugeri à época e tomadas como maluquices sendo replicadas por aí. Como os tecidos de látex, engrenagens na roupa e os sapabotas (um híbrido entre sapatos e botas). Atualmente, limpei meu estilo, porque não dá para viver de conceito em um país que ainda não tem uma tradição de moda. Estamos no começo da criação da cultura de moda no Brasil”, comenta Jeferson que, apesar de paranaense, está com uma peça de seu arquivo enfeitando o lounge de São Paulo, no evento. “No de Curitiba, abri espaço para um vestido da minha irmã, Karina Kulig, também designer. Aliás, a moda lá em casa, é genética. Meus pais são donos de confecção há mais de 40 anos”, explicou.

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Fortaleza - Dia 1

No primeiro dia da 25ª Edição do Ceará Summer Fashion, em Fortaleza, no Maraponga Mart Moda, rolaram quatro desfiles. O primeiro do dia a Retrato Falado, do Paraná. Depois, a Glamaj, com muito vermelho, laços marcando a cintura, vestidos balonês e muitos shorts, beeeem curtos mesmo. Em seguida, as meninas da Chica Fulô atravessaram a passarela.
Fila final da Chica Fulô

Com a coleção inspirada no Rio e catálogo fotografado em Santa Teresa, a marca cearense, apresentou um verão super bonitinho, com muito xadrez - nas mais diversas padronagens - bordados, florais e babadinhos. Super bonitinho, o melhor desfile do dia. Em seguida, a Cardigan apostou todas as fichas nos anos 80. Desde o flúo da maquiagem até os jeans lavados, quase brancos, cores fortes e muita malharia.

Fila final do desfile da Cardigan

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