Últimos posts

RSS Feeds

11 de abril de 1961: Começa o julgamento de Adolf Eichmann

O julgamento de Adolf Eichmann. Jornal do Brasil: Quarta-feira, 11 de abril de 1961

"Existe uma regra internacional da qual Israel não pôde escapar: os processos mais bem preparados são sempre os que mais demoram a se iniciar. Passado o primeiro e intenso momento que expõe o acusado aos olhares dos que o esperam - e que se espera ler nesses olhares assentados para a cabina de vidro onde vai aparecer Adolf Eichmann - o ritual judiciário se desenrola através de suas exigências e de suas formalidades.

Daqui a alguns instantes o antigo Chefe do Bureau IV-B do III Reich estará finalmente diante de seus juízes, diante da opinião mundial.E cada um, de acordo com seu sentimento, o verá com olhos diferentes...
" Jean Mare Theolleyre, especial para o Jornal do Brasil

Adolf Eichmann, responsável pelo assassinato de seis milhões de judeus compareceu às 9 horas da manhã, pela primeira vez, diante do Tribunal encarregado de julgá-lo para durante uma hora e quinze minutos, ouvir, de pé, imóvel, sem pestanejar, trancado numa cabina de vidro a prova de balas, a leitura do ato de acusação.

Ao se ver diante do réu, ou do que restava dele, o mundo presenciou a figura de um homem magro e sem personalidade, medindo não mais de 1,72m e aproximados 75kg. Os fios de cabelo, antes louros, perderam a cor, evidenciando também uma calvice. Os óculos, de grossas lentes salientavam sua característica mais acentuada: um nariz fino e um rosto marcado por profundos sulcos, de temor ou de angústia. Os olhos azuis, de ariano, revelavam-se então cansados, hesitantes, apagados, olhos de um homem vencido, mas que em momento algum esboçou o menor sinal de arrependimento.

Outras efemérides de 11 de abril
1968: Luta racial se intensifica nos EUA
1973: Portela, o berço do samba é lá
1979: A queda de Idi Amin Dada

Dividido em 15 itens, o ato constituiu uma descrição completa e detalhada de todas as inomináveis atrocidades de que o réu é acusado e que foram diretamente por ele, ou por suas ordens, cometidas durante a Segunda Guerra Mundial. Foram eles: 1º Crimes contra o povo judeu; 2º Crimes contra a humanidade; 3º Crimes de guerra, cujas vítimas se contam por centenas de milhares; 4º Deportações, pilhagens, extorsões, expoliações, abortos forçados, esterelizações, escravidão, exterminação; 5º ao 15º Muitos outros crimes, relativamente menores, mas suficiente um só deles, caso comprovado, para condenar dez homens à forca.

O advogado de defesa de Eichmann, Dr. Robert Servatius, levantou a tese da incompetência do Tribunal para julgá-lo, alegando que além do réu ter sido capturado e raptado em país estrangeiro por agentes israelenses, os crimes foram cometidos fora de Israel e antes mesmo do nascimento desse Estado. Mas foi contraditado longamente pelo Procurador-Geral. Esse debate jurídico tomou todo o primeiro dia do processo que se encerrou as 18h45 local, para recomeçar no dia seguinte.

O julgamento de Eichmann durou um ano e terminou com sua condenação à morte. A execução aconteceu pouco antes da meia-noite de 31 de maio de 1962. na prisão de Ramleh. O ex-Coronel da Gestapo foi a primeira pessoa executada por Israel em seus 14 anos de existência, para muitos um ato supremo de justiça histórica.

 Comentar

10 de abril de 1970: O sonho acabou. Os Beatles chegou ao fim...

O sonho acabou. Os Beatles chega ao fim. Jornal do Brasil: Sábado, 11 de abril de 1970

Paul McCartney, 27 anos, anunciou o lançamento de seu primeiro disco solo McCartney, confirmando seu desligamento do grupo que formou com John Lennon, Ringo Star e George Harrison e que se tornou o conjunto de música popular moderna mais famoso da história, os Beatles. A iniciativa de McCartney, segundo ele, foi movida por razões pessoais, musicais e de negócios.

Noticiada primeiramente no início da manhã pelo jornal britânico Daily Mirror, a separação chegou a ser negada pela direção da Apple Corp, empresa agente dos Beatles, que no mesmo dia confirmou o fim do grupo, para a tristeza de milhões de fãs em todo o mundo.

Outras efemérides de 10 de abril
1972: Corpo de D. Pedro I parte para o Brasil
1974: Golda Meir renuncia ao cargo
1985: Morre Cora Coralina

A notícia, contudo, não chegou a surpreender a quem acompanhava a vida dos meninos de Liverpool nos últimos tempos. Além de não se apresentarem mais em público, encontrando-se apenas durante as gravações em estúdio, cada um seguia uma trajetória independente.

Paul, recém casado com Linda Eastman, se queixava com frequência da sobrecarga de compromissos profissionais e do pouco tempo para dedicar-se à família. Lennon, casado com a artista japonesa Yoko Ono, passou a trabalhar intensamente numa campanha em favor da paz mundial. Ringo começou a fazer filmes e George a produzir discos.

Nos bastidores, o grande motivo da ruptura dos Beatles foram as constantes brigas entre Paul e John que, responsáveis pela grande maioria das composições do grupo, dividiam a atenção como guitarristas e vocalistas. O clima de tensão das gravações gerava cada vez mais desavenças. Uma relação que se esgotou até o insustentável.

Todas as músicas do álbum McCartney McCartney foram compostas e interpretadas por ele apenas. O grande sucesso ficou por conta da música "Maybe I'm amazed", que poderia ter sido muito bem, na opinião dos fãs, o primeiro single "número 1" de Paul. A música é tida como um dos maiores sucessos Pós-Beatles de McCartney, e foi repetidamete incluída nos repertórios de todas as suas excursões mundiais.

 Comentar

9 de abril de 1891: A fundação do Jornal do Brasil

"Sempre correspondendo do melhor modo à confiança do público, como prometeu no seu primeiro editorial, ao ser lançado à publicidade na quinta-feira pela manhã, 9 de abril de 1891 - o JORNAL DO BRASIL entra hoje no seu 75º ano de atividades em defesa das instituições republicanas, do regime democrático, do bem-estar do povo e do progresso do país".
Jornal do Brasil, 9 de abril de 1965

Primeira página do Jornal do Brasil: sexta-feira, 9 de abril de 1981
Na linha de frente
do jornalismo brasileiro,
o Jornal do Brasil
percorreu sua história
dentro do espírito
de constante renovação
gráfica e editorial,
atuando incondicionalmente na defesa do bem público e das instituições nacionais.

Por ocasião da sua fundação, e mesmo apoiando o regime monárquico, afirmou no editorial de estréia que apesar de não ter participado do processo de instauração da república, se empenharia, em nome do patriotismo, em cooperar com a sua consolidação. Pouco depois, se lançou em outra campanha, combatendo com vigor o projeto de transferência da Capital do País para o Planalto Central, por considerá-lo prejudicial aos interesses do Rio de Janeiro e do seu povo. A questão, originalmente defendida pelo Marques de Pombal, voltou a ser discutida na elaboração da primeira constituição republicana, o primeiro processo político constituinte coberto pelo Jornal do Brasil.



Sem descanso, levantou a bandeira da urbanização da cidade, lançando a coluna Melhoramentos Urbanos. No plano nacional, apoiou a expansão da colonização do Brasil com a utilização de mão-de-obra estrangeira, a construção de estradas e a melhoria dos serviços de transmissão de notícias. Publicou a sua primeira edição especial, O Grande Morto - com o anúncio da morte de D. Pedro II na Europa. Assim o Jornal do Brasil escreveu o seu primeiro ano de vida, com a chefia de redação ocupada por Rui Barbosa, que afirmava: "O Governo, ou a Oposição, não tem para nós senão a cor da lei que envolve o procedimento de um, ou as pretensões da outra; fora do terreno jurídico, nossa inspiração procurará beber sempre na ciência, nos exemplos liberais, no respeito às boas praxes antigas, na simpatia pelas renovações benfazejas, conciliando, quanto possível, o gênio da tradição inteligente coma prática do progresso cautelo".

Os desafios não cessaram. Ainda no século XIX o jornal ganhou popularidade ao protagonizar uma pesquisa de opinião pública questionando as preferências políticas dos seus leitores. No alvorecer do século XX, manteve-se firme na luta por seus ideais. Liderou iniciativas de saneamento e modernização da cidade. Chamou atenção para os problemas sociais refletidos no crescimento das favelas, apontando o descaso do poder público. Instituiu concursos populares sorteando casas. Estabeleceu ações em favor da preservação das pequenas sociedades carnavalescas sem reconhecimento oficial. Promoveu a construção de coretos para animar o carnaval de rua, e realizou o Primeiro Campeonato Carnavalesco das Grandes e Pequenas Sociedades em 1920.
Primeira página do Suplemento Dominical: sábado, 20 de março de 1959

Na década de 50 o Jornal do Brasil liderou a revolução gráfica e editorial da imprensa brasileira, tornando-se referência e inspiração para os demais jornais do país.

Nos dias da construção de Brasília, da gestação do Cinema Novo, da intimidade da Bossa Nova e da expansão industrial do país, criou o Suplemento Dominical para valorizar a criatividade em experiências gráfico-editoriais.


Esse espaço abrigou a explosão da nova cultura brasileira, abrangendo as artes visuais e a literatura, com destaque para a poesia concreta.

O suplemento floresceu apoiando decididamente a inovação, acolhendo sem reservas experimentações das mais diversas tendências artísticas e literárias.
Primeira página do Jornal do Brasil do Caderno B: Quinta-feira, 15 de setembro de 1960



E em pouco tempo, a efervescência cultural em evidência no país ganhou lugar cativo e definitivo com o lançamento do Caderno B, primeiro suplemento diário de cultura do jornalismo brasileiro, o qual abrigaria os principais momentos da cultura no Brasil a partir da segunda metade do século XX.



Nos anos 60, a ousadia editorial do Jornal do Brasil atingiu o cerne da notícia, com a implementação de um novo modelo de jornalismo: mais vibrante, mais noticioso, mais reflexivo e, sobretudo, mais voltado para o cidadão. O Departamento de Pesquisa e Documentação (DPD) conquistou então o seu espaço nas páginas do jornal, tornando-se uma nova editoria. De plantão, e em edições extraordinárias, a publicação das matérias do DPD sinalizou a vanguarda do Jornal do Brasil no aprofundamento da informação jornalística, com a interpretação dos fatos e a inserção da notícia em seu contexto histórico, com o propósito de integrar e reconciliar o homem desinformado com o seu tempo, quebrando a barreira entre os acontecimentos e suas implicações.

Em 1965 o Jornal do Brasil mantinha-se em plena atividade: inovador e atuante, como ficou registrado no documentário Um Moço de 74 Anos, do cineasta Nelson Pereira dos Santos, e a própria história se incumbiu de constatar. Nos anos seguintes, o jornal testemunharia os fatos mais marcantes da segunda metade do século XX no Brasil e no mundo. Aplaudiria as lutas democráticas e de independência dos povos, apoiaria as manifestações sociais contra a opressão e pela justiça em todos os planos. Incansável, não hesitou em noticiar a verdade dos fatos, independente das circunstâncias em que se apresentassem.

Comemorações do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro

Jornal do Brasil: Sexta-feira, 9 de abril de 1965


"Rio Branco desde
21 de fevereiro de 1912,
em memória do Barão,
ela volta a ter,
a partir de hoje,
por iniciativa
da gente cá de casa,
o nome simples
que o povo lhe deu em 1905,
quando foi inaugurada:
Avenida Central."

Jornal do Brasil

Uma placa devolvendo à Avenida Rio Branco o seu nome original de Avenida Central foi descerrada na esquina com a Avenida Presidente Vargas. Uma iniciativa do Jornal do Brasil no dia do seu 74º aniversário, compreendida entre as homenagens pelo 4º centenário da fundação do Rio de Janeiro, celebrado nesse ano. Entre as comemorações figuravam igualmente uma série de fascículos sobre a história do Rio, e o curta-metragem O Rio de Machado de Assis, de Nelson Pereira dos Santos, revisitando lugares e fatos da cidade vividos pelo grande escritor, um dos seus mais célebres filhos.

 Comentar

Hoje na História - Siga no Twitter!