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18 de junho de 1953: A proclamação da República no Egito

Jornal do Brasil: Sexta-feira, 19 de junho de 1953. A Proclamação da República do Egito
O general Mohammed Nagib proclamou a República do Egito depois de dar um golpe militar e destronar o rei Faruk. Um ano antes os chamados "oficiais livres" tomaram o poder e condenaram o monarca ao exílio na Itália. Faruk foi proibido de retornar ao país mas a monarquia não foi extinta. Uma junta foi designada para assumir o papel do rei, e o governo do país passou às mãos dos golpistas, que havia anos tramavam a liberação do Egito da tutela britânica e do domínio da aristocracia.

O grande desafio para o movimento foi a fundação de Israel, em 1948. A criação do Estado judaico foi considerado uma manobra dos países colonizadores para garantir a continuidade da influência no Oriente Médio. A derrota dos países árabes na primeira guerra contra Israel provocou um grande abalo no regime monárquico. Os opositores acusaram o rei de corrupção ao adquirir armas ineficazes, que teriam contribuído para a derrota do Egito, e usaram esse argumento para fazer a revolução em 1952.

Outras efemérides de 18 de junho
1979: O inexplicável Procópio Ferreira
1984: "Memórias do Cárcere" estréia nos cinemas do Rio
1988: Senna iguala recorde na F1

A Sociedade dos Oficiais Livres, que tramou o golpe, era formada por socialistas, nacionalistas e por membros da organização islâmica Irmãos Muçulmanos. O líder do movimento era Gamal Abdel Nasser, que depois de se formar na Academia Militar, fundada pelos ingleses, começou a recrutar forças revolucionárias entre seus correligionários, para lutar contra o regime. Logo depois da proclamação da república surgiram conflitos entre os militares no poder. Nagib era contrário ao afastamento dos civis do governo e alertava quanto ao perigo de uma ditadura militar.

As tensões entre Nagib e Nasser aumentaram até que eclodiu um conflito entre as duas correntes, e Nasser saiu vitorioso. Nagib foi condenado à prisão domiciliar perpétua.

Defesa da unidade árabe
Nasser assumiu o controle do estado, instaurou uma censura rigorosa, aboliu os partidos políticos e aproximou-se da União Soviética. Nasser nacionalizou a empresa que controlava o Canal de Suez Em resposta a Grã-Bretanha, França e Israel invadiram o país. No mês seguinte foi assinado o cessar-fogo e as tropas invasoras se retiraram.

O general seguiu uma política de solidariedade com outras nações africanas e asiáticas do Terceiro Mundo e defendeu a unidade árabe. O general morreu em 1970, três anos depois da Guerra dos Seis Dias, na qual Israel ocupou toda a península do Sinai. O general foi sucedido por Anwar Sadat.

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17 de junho de 1962: Brilha a estrela de Garrincha. Brasil conquista Bicampeonato Mundial de Futebol

Brasil conquista Bicampeonato Mundial de Futebol. Jornal do Brasil: 19 de junho de 1962.
Em 1962, a Seleção brasileira partiu em busca do bicampeonato mundial de futebol, no Chile, com a mesma base da equipe campeã na Suécia, quatro anos antes. Apesar da saída de Pelé no segundo jogo da competição, devido a uma lesão na virilha, Garrincha, com suas pernas tortas, driblou a ausência do Rei e conduziu a seleção auriverde para a segunda conquista do troféu Jules Rimet.

A partida final, disputada contra a Tchecoslováquia, fez com que o mundo reconhecesse o Brasil como dono do melhor futebol da época. Com gols de Amarildo, Zito e Vavá, a equipe chegou à vitória em Santiago, por 3 a 1, sobre o engenhoso time da Europa Oriental. No jogo, Garrincha conseguiu atrair a atenção dos marcadores, deixando livre o caminho para seus companheiros de equipe, que recebiam a bola após passes geniais do lateral.

O bicampeonato foi saudado com carnaval nas ruas de Santiago, festa em Lisboa, elogios nos jornais de todo o mundo e mensagens de felicitações do Presidente Kennedy, dos Estados Unidos. O Brasil parou por um dia para festejar a técnica e genialidade de uma das melhores seleções . No Rio, a população saiu às ruas para receber seus ídolos que desfilavam com o desejado troféu, no dia seguinte à vitória.

Enquanto o capitão Mauro ainda erguia a taça Jules Rimet sobre a cabeça, comemorando a vitória, o JB já rodava em suas oficinas uma edição extra sobre a Copa com a imagem de Zito, transmitida por radiofoto, marcando de cabeça o segundo gol da Seleção. O Extra JB, que teve tiragem de mais de 270 mil exemplares, foi editado em tempo recorde, chegando à frente dos outros jornais nas bancas de todo o país.

Outras efemérides de 17 de junho
1944: A Batalha de Saipan
1947: Campanha britânica de reconstrução

Brasil conquista Bicampeonato Mundial de Futebol. Jornal do Brasil: 19 de junho de 1962.
A edição Extra do JB começou a ser preparada três dias antes da partida final e, no domingo, suas dez páginas já estavam prontas, contando inclusive com retrospectiva de todos os jogos da Copa. À medida que transcorria o jogo decisivo, três redatores do JB, à escuta no rádio, davam aos lances a linguagem jornalística e a matéria ia sendo passada para a oficina, de cinco em cinco minutos. Ao soar do apito final, em Santigo, as principais páginas da Extra já estavam prontas. Até o final do dia, todos os exemplares esgotaram.

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14 de junho: Dia Mundial do Doador de Sangue

Bolsas de sangue.

No ano de 2004 o Dia Mundial do Doador de Sangue passou a fazer parte do calendário oficial da Organização Mundial de Saúde (OMS). Uma homenagem em agradecimento a todos os doadores que ajudam a salvar vidas diariamente em todo o mundo.

A data propositalmente escolhida, 14 de junho, é uma homenagem ao aniversariante Karl Landsteiner, prêmio Nobel pela descoberta do sistema de grupos de sangue ABO.


Outras efemérides de 14 de junho
1969: O Teatro perde Cacilda Becker
1972: Morre Leila Diniz
1982: Brasil estréia com vitória na Copa do Mundo
1986: Os labirintos de Jorge Luis Borges

No Brasil, inúmeros bancos de sangue necessitam de ajuda para a reposição de bolsas. E você pode ajudar nesta corrente de solidariedade, doando sangue no Hemocentro do seu estado (consulte aqui a lista de hemocentros no Brasil). As coletas também podem ser feitas através das equipes móveis. Para ter mais opções, procure aqui a Secretaria de Saúde do seu estado(consulte aqui a lista de Secretarias de Saúde no Brasil). Participe!

Tem sempre alguém esperando uma doação. Doar sangue não dói, é fácil, rápido, não afeta a saúde e salva muitas vidas.

Condições básicas para doar sangue
Sentir-se bem, com saúde;
Apresentar documento com foto, válido em todo território nacional;
Ter entre 18 e 65 anos de idade;
Ter peso acima de 50Kg.

Recomendações para o dia da doação
Nunca vá doar sangue em jejum;
Faça um repouso mínimo de 6 horas na noite anterior a doação;
Não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores;
Evitar fumar por pelo menos 2 horas antes da doação;
Evitar alimentos gordurosos nas 3 horas antecedentes a doação;
Interromper as atividades por 12 horas as pessoas que exercem profissões como: pilotar avião ou helicóptero, conduzir ônibus ou caminhões de grande porte, subir em andaimes e praticar pára-quedismo ou mergulho.

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