18 de junho de 1953: A proclamação da República no Egito

O general Mohammed Nagib proclamou a República do Egito depois de dar um golpe militar e destronar o rei Faruk. Um ano antes os chamados "oficiais livres" tomaram o poder e condenaram o monarca ao exílio na Itália. Faruk foi proibido de retornar ao país mas a monarquia não foi extinta. Uma junta foi designada para assumir o papel do rei, e o governo do país passou às mãos dos golpistas, que havia anos tramavam a liberação do Egito da tutela britânica e do domínio da aristocracia.
O grande desafio para o movimento foi a fundação de Israel, em 1948. A criação do Estado judaico foi considerado uma manobra dos países colonizadores para garantir a continuidade da influência no Oriente Médio. A derrota dos países árabes na primeira guerra contra Israel provocou um grande abalo no regime monárquico. Os opositores acusaram o rei de corrupção ao adquirir armas ineficazes, que teriam contribuído para a derrota do Egito, e usaram esse argumento para fazer a revolução em 1952.
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A Sociedade dos Oficiais Livres, que tramou o golpe, era formada por socialistas, nacionalistas e por membros da organização islâmica Irmãos Muçulmanos. O líder do movimento era Gamal Abdel Nasser, que depois de se formar na Academia Militar, fundada pelos ingleses, começou a recrutar forças revolucionárias entre seus correligionários, para lutar contra o regime. Logo depois da proclamação da república surgiram conflitos entre os militares no poder. Nagib era contrário ao afastamento dos civis do governo e alertava quanto ao perigo de uma ditadura militar.
As tensões entre Nagib e Nasser aumentaram até que eclodiu um conflito entre as duas correntes, e Nasser saiu vitorioso. Nagib foi condenado à prisão domiciliar perpétua.
Defesa da unidade árabe
Nasser assumiu o controle do estado, instaurou uma censura rigorosa, aboliu os partidos políticos e aproximou-se da União Soviética. Nasser nacionalizou a empresa que controlava o Canal de Suez Em resposta a Grã-Bretanha, França e Israel invadiram o país. No mês seguinte foi assinado o cessar-fogo e as tropas invasoras se retiraram.
O general seguiu uma política de solidariedade com outras nações africanas e asiáticas do Terceiro Mundo e defendeu a unidade árabe. O general morreu em 1970, três anos depois da Guerra dos Seis Dias, na qual Israel ocupou toda a península do Sinai. O general foi sucedido por Anwar Sadat.



