Arquivo de July 2007

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1944: Saint Exupéry levantou vôo e nunca mais voltou

Jornal do Brasil
Pequeno Príncipe

Antoine de Saint-Exupéry, (1900-1944), escritor e aviador francês e aventureiro. Escreveu O aviador (1926), Correio do sul (1929), Vôo noturno (1931), Terra dos homens (1939), Piloto de guerra (1942) e O pequeno príncipe, escrito em 1943, traduzido em mais de cem línguas, e considerado uma fábula para adultos. Seus romances, diários e ensaios transmitem uma filosofia de vida que pretende melhorar as relações entre as pessoas.
Atualmente a teoria mais aceita é a de que Saint-Exupery foi abatido por um avião alemão e caiu no Mediterrâneo, depois de se desviar do curso, durante a Segunda Guerra Mundial. Estava em uma missão de reconhecimento na área do Mediterrâneo.

Misteriosa desaparição que fez de Saint-Exupéry um personagem lendário e transformou sua vida num romance. As aventuras de Exupéry como aviador: loopings, acrobacias e ousadias aéreas culminando em aventuras memoráveis que o levaram de avião de Toulouse a Marrocos, da Europa à América do Sul ou de Nova Iorque à Terra do Fogo.

Filho de uma família de aristocratas com linhagem que data do século 13, Saint-Exupéry já freqüentava campos de aviação aos 9 anos. Voou primeira vez provavelmente em 1912.

“O mundo vai mal. E vou me sentir infeliz e sofrer porque não tenho uma verdade clara para oferecer aos homens”, escreveu Saint-Exupéry pouco tempo antes do vôo do qual nunca mais retornou.

"Em tudo na vida a perfeição é finalmente atingida, não quando nada mais existe para acrescentar, mas quando não há mais nada para retirar." (Exupéry)

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1976: Os 70 anos do anjo Mario Quintana

Caderno B: 30 de julho de 1976





Segundo descoberta de Érico Veríssimo, no dia 30 de julho de 1906 um anjo descia à terra disfarçado de homem e adotaria o nome de Mario Quintana, com ofício de poeta. Poeta perdidamente lírico, admirador de Casemiro de Abreu, e resvalador pelo sentimentalismo. Homem de olhos abertos para as agruras da vida, em particular para a hipocrisia para quem dirige as setas de seu humor ferino.

O JB, na ocasião de seus 70 anos, levou aos seus leitores uma entrevista exclusiva, direto da redação do Correio do Povo. Confira alguns trechos:


O estilo Mario Quintana
Mario e o leitor infantil
A escada do Correio do Povo
O cigarro




Caderno B: 30 de julho de 1976



Mario Quintana trabalhou em vários jornais gaúchos. Traduziu Proust, Conrad, Balzac, e outros autores de importância. Em 1940, lançou a Rua dos Cataventos, seu Primeiro livro de poesias. Ao que seguiram Canções (1946), Sapato Florido (1948), O aprendiz de Feiticeiro (1950), Espelho Mágico (1951), Quintanares (1976), Apontamentos de História Sobrenatural (1976), A Vaca eo Hipogrifo (1977), Prosa e Verso (1978), Baú de Espantos (1986), Preparativos de Viagem (1987), além de varias antologias. Morreu em 5 de maio de 1994, em Porto Alegre. Conheça aqui mais de sua obra.

Para falar conosco.

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1985: Aumenta que isso aí é Rock´n Roll!

Jornal do Brasil: 15 de julho de 1985

Com o propósito de atrair a atenção mundial para a miséria na Etiópia, artistas consagrados do rock mundial uniram-se numa maratona musical, o Festival Live Aid, que aconteceu simultaneamente em Londres e Philadelfia. A versão inglesa foi aberta ao som da banda militar tocando "God Save The Queen" para 80 mil pessoas no estádio de Wembley. A versão americana, no estádio John Kennedy, com mais de 90 mil pessoas presentes, reviveu Woodstock ao som de "Blowing the Wind".

Durante 16 horas de música, o rock foi a genuína filantropia reunindo artistas como Mick Jagger, Tina Turner, Duran Duran, Santana, Bob Dylan, The Who, Queen. O espetáculo foi transmitido em 160 países, e acompanhado por 2 bilhões de espectadores. A arrecadação atingiu o patamar de 40 milhões de dólares. E um curioso recorde: Phil Collins voou de Concorde da Grã-Bretanha aos EUA, tornando-se o primeiro músico a se apresentar no mesmo dia em dois continentes.


A atitude solidária deste acontecimento foi exemplo e motivação para novas iniciativas, fazendo com que o dia 13 de julho entrasse para a História como o Dia Mundial do Rock.

A História do Rock
Inspirado no grito do negro, que veio para a América como escravo e influenciou a sociedade norte-americana com a sua musicalidade, e na música country, que representava o sofrimento dos pequenos camponeses, o rock’n’roll surgiu nas primeiras décadas de 1950, nos Estados Unidos. Era uma de acirrada disputa entre o capitalismo e o comunismo. Nomes como Little Richard, Bill Haley & The Comets com “Rock around the clocks”, Chuck Berry entoando “Johnny B. Good” e “Maybellene” são os primeiros sucessos do gênero, que se consagraria na voz de Elvis Presley: o Rei do Rock.

Nos anos 60, foi a vez de um grupo inglês estourar no mundo inteiro. Os Beatles, um quarteto de rapazes de Liverpool, enlouqueceram platéias nos cinco continentes. Nesta década também o rock passou a ter uma atitude mais politizada e contestadora. Surge a contra-cultura, e seu auge é o Festival de Woodstock, nos EUA. Nessa época destacam-se também os Rolling Stones , The Doors, Jimi Hendrix entre outros.

Durante a história do rock’n’roll, inúmeros artistas fizeram história surgindo vertentes como o progressivo e o punk rock: The Animals, Bob Dylan, Led Zeppelin, The Doors, Budy Holly, Sex Pistols, The Who, Jimmy Hendrix, Black Sabbath, Led Zeppelin, Pink Floyd, Yes, Genesis, Kiss.

Os anos 80 são marcados por uma diversificação gradativa do rock. Embora muitas bandas desta época cultivarem um forte apelo contestador, muitos críticos lamentam a descontinuidade do puro rock n roll. É a vez do Pop Rock e da New Wave fazerem sucesso ao ritmo do The Cure, New Order, Bon Jovi, Talking Heads, The Clash, e The Police. No Brasil surgem bandas que fazem sucesso até hoje, como os Paralamas do Sucesso, Capital Inicial e Ira!.

Atualmente o rock convive com muitos estilos e influências. Houve fusão com praticamente todos os ritmos existentes, até mesmo com o samba, ao suíngue de Jorge Ben. E muitos outros instrumentos musicais se juntaram às guitarras, baixos e baterias. Elementos eletrônicos também são muito utilizados e várias releituras são feitas, mas as características que identificam o rock são eternas. Já diziam os Rolling Stones: "its only rock n roll, but I like it"!

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1974: Zuzu Angel lança mais uma coleção

Jornal do Brasil: 12 de julho de 1974

Nas décadas de 60 e 70, a mineira Zuleika Angel Jones foi uma das principais referências da moda brasileira no exterior, usando sempre temas nacionais, sem falar nos anjos, sua marca registrada.

Naquele inverno, Zuzu Angel apresentava aos leitores do JB sua coleção Dateline, a sétima, que em setembro seguinte chegaria aos grandes magazines dos Estados Unidos.Suas criações, desde a lingerie (camisolas, robes e babydolls) até vestidos de noiva, tinham inspirações principalmente no folclore nordestino: nos detalhes suas raízes se manifestavam através do crivo dos tecidos, da renda do Norte, da estamparia nacional. Mas mantinham padrões das tendências européias: saias bem comportadas, cobrindo os joelhos e longos de babados. Um dos destaques da coleção foram as noivas românticas, com vestidos simples onde as nervuras, os pequenos bordados e as rendas foram o destaque principal.


Para ver mais detalhes da coleção, amplie os modelos, clicando abaixo:
1 - O comprimento das saias e das mangas no longo estampado.
2 - O avental, ilusão criada pelos cortes e pelos tons contrastantes.
3 - A simplicidade da noiva.
4 - A noiva de avental.

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1935: Nasce Mercedes Sosa

21/03/1980: Mercedes Sosa. Ari Gomes/AJB18/03/1978: Mercedes Sosa. Carlos Mesquista/AJB03/03/1982: Mercedes Sosa. Rogerio Reis/AJB
Haydeé Mercedes Sosa nasceu em Tucuman, Argentina.

Além de ser uma das mais importantes e respeitadas vozes da música latino-americana de todos os tempos, é reconhecida também por sua atuação política de esquerda: foi peronista na juventude; manifestou-se como forte opositora à figura de Carlos Menem; e apoiou a eleição do atual presidente Néstor Kirchner.

A preocupação sócio-política refletiu-se em sua carreira artística. Foi a força motriz do movimento musical latino-americano Nueva Cancion, na década de 60, com raízes africanas, cubanas, andinas e espanholas, contrário ao imperialismo norte-americano, ao consumismo e à desigualdade social.

A carreira no Brasil foi impulsionada por incentivo de Milton Nascimento, com quem gravou a faixa "Volver a los 17" do álbum "Geraes" de 1976. Sosa gravou com outros nomes da MPB, entre eles: Caetano Veloso, Chico Buarque e Gal Costa.

Mercedes Sosa morreu em 4 de outubro de 2009.

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1971: O silêncio de Satchmo

1959: Louis Armstrong no Rio de Janeiro. Campanella Neto/AJB

"... Vou soprar até o anjo Gabriel dizer que chega! Depois vou me juntar a ele para formarmos um dueto; Ele deve tocar trombeta como gente grande..." Louis Armstrong

Jornal do Brasil: 07 de julho de 1971


A voz rouca, o pistom, o lenço branco: estes símbolos clássicos anunciavam um homem, o último grande do jazz - Louis Armstrong. Onde quer que se apresentasse, o reconhecimento era certo. Seu maior sucesso foi "What a wonderful world". Fez uma célebre parceria com Ella Fitzgerald. Participou como ator convidado em vários filmes como "Hello, Dolly!" e "Alta Sociedade" (de 1956, último filme de Grace Kelly, onde além dela e Armstrong, ainda cantam Frank Sinatra e Bing Crosby). Aos 71 anos, Satchmo morreu, em conseqüência de um ataque cardíaco, dois dias após ter festejado aniversário.


Segundo sua filosofia pessoal, teria de ser assim:
" Os músicos não se aposentam. Isto só acontece quando perdem a bossa... ou morrem. Então, a gente trata de arrumar êle direitinho e faz um baita cortejo fúnebre." Louis Armstrong

Veja outras opiniões do músico, clicando nos temas abaixo:
Joe King Oliver
O apelido Satchmo
O pistom e Lucille

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1997: Morre James Stewart

Jornal do Brasil: 03 de julho de 1997
Um dos grandes nomes de Hollywood de todos os tempos, James Stewart personificou, na maioria de seus filmes, os principais valores da sociedade americana.

Seu primeiro papel expressivo foi em "Do Mundo Nada se Leva", de sua parceria com o grande diretor Frank Capra.

Em 1940, ele recebeu, por "A Mulher Faz Homem", a primeira indicação ao Oscar.

A consagração veio no ano seguinte quando ganhou o Oscar de Melhor Ator por seu desempenho em "Núpcias de Escândalo", comédia de George Cukor.

Nos anos 50, Stewart conquistou o respeito da crítica com os filmes que fez para Alfred Hitchcock - "Janela Indiscreta", "Festim Diabólico" e "Um Corpo Que Cai".

Em 1985, Stewart subiu ao palco da Academia para receber um Oscar honorário pelo sua brilhante carreira.

Prêmios
- Oscar 1985 - Prêmio Honorário por "cinqüenta anos de performances memoráveis, por seus nobres ideais dentro e fora das telas, com respeito e carinho de seus colegas"
- Oscar 1941 - Melhor Ator (Núpcias de Escândalo)
- Festival de Berlim 1982 - Prêmio Honorário
- Festival de Berlim 1962 - Urso de Prata de Melhor Ator (As Férias do Papai)
- Associação de Críticos de Nova York 1959 - Prêmio de Melhor Ator (Anatomia de um Crime)
- Associação de Críticos de Nova York 1939 - Prêmio de Melhor Ator (A Mulher Faz o Homem)
- Festival de San Sebastián 1958 - Melhor Ator (Um Corpo Que Cai)
- Festival de Veneza 1959 - Melhor Ator (Anatomia de um Crime)

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