1961: Jornal do Brasil não circulou
No dia 30 de agosto, o Jornal do Brasil saiu à rua apenas simbolicamente, numa edição reduzida, composta exclusivamente de matéria paga depois da pressão sofrida e a decisão entre fazer um jornal emasculado ou não fazer jornal. Foi uma maneira de protestar contra a censura que começara no dia antes com várias matérias sem poderem ser publicadas.
No dia seguinte, os jornais voltaram a cumprir seu papel sem intervenção da censura. Os diretores de doze periódicos da Guanabara pediram à Sociedade Interamericana de Imprensa o desligamento de seus quadros do Sr. Carlos Lacerda, que “impôs, durante vários dias, aos jornais do Rio de Janeiro, ilegal e intolerante censura, além de apreender edições e determinar a interdição de oficinas”. Assinado por João Calmon, Diário Associados; João Dantas, Diário de Notícias; Nascimento Brito, JB; Luís Alberto Bahia, Correio da Manhã; Paulo Silveira, Última Hora; Nélson Alves, Manchete; Óton Paulino, A Notícia e O Dia; Dilermano Pereira, Gazeta de Notícias; Genival Rabelo, PN; Antônio Ibrahim Hadad, Vida Doméstica; Carlos Viriato Sabóia, A Noite; Sinval Montalvão, Diário Carioca; José Velasques Portinho, Correio da Manhã.
Esta decisão foi tomada depois de uma reunião no SPJRRJ, em que não compareceram representantes de O Globo e da Tribuna da Imprensa que pertencia a Carlos Lacerda. Também foi pedido a expulsão, pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais, do Sr. Ascendino Leite, Chefe da Censura.
O editorial do Jornal do Brasil do dia 31 de julho, que pode se expressar livremente, termina com “A imprensa carioca venceu importante batalha. A vitória pouco nos ensinou, a nós jornalistas, além do que sempre soubemos: que só se pode fazer jornal de cabeça erguida. Esperamos, todavia, que a derrota ensine algo aos ativos e aos omissos que promoveram a censura. É muito simples a moral a extrair desta fábula. A imprensa brasileira, a que vale a pena, a que tem influência, a que é acatada, essa não precisa de censura, em nenhum ocasião, por mais grave que seja. Temos os nossos próprios mecanismos internos de auto-retificação, movidos que somos por sentido de responsabilidade pessoal, profissional, nacional e histórica. Sempre estivermos, os genuínos jornais brasileiro, grandes e pequenos, à altura de nossa missão de informar e orientar os nossos leitores dentro dos limites do interesse do País. Nesse particular rejeitamos lições de quem quer que seja, ativos, omissos e passivos. O mais é silêncio – ou muito barulho por coisa nenhuma.”
Apesar da crise não ter terminado e na verdade ser só o começo, ainda existia a certeza de que o conflito poderia ser evitado com disciplina e uma constituição mais forte do que as concepções individuais ou de grupos.
No dia seguinte, os jornais voltaram a cumprir seu papel sem intervenção da censura. Os diretores de doze periódicos da Guanabara pediram à Sociedade Interamericana de Imprensa o desligamento de seus quadros do Sr. Carlos Lacerda, que “impôs, durante vários dias, aos jornais do Rio de Janeiro, ilegal e intolerante censura, além de apreender edições e determinar a interdição de oficinas”. Assinado por João Calmon, Diário Associados; João Dantas, Diário de Notícias; Nascimento Brito, JB; Luís Alberto Bahia, Correio da Manhã; Paulo Silveira, Última Hora; Nélson Alves, Manchete; Óton Paulino, A Notícia e O Dia; Dilermano Pereira, Gazeta de Notícias; Genival Rabelo, PN; Antônio Ibrahim Hadad, Vida Doméstica; Carlos Viriato Sabóia, A Noite; Sinval Montalvão, Diário Carioca; José Velasques Portinho, Correio da Manhã.
Esta decisão foi tomada depois de uma reunião no SPJRRJ, em que não compareceram representantes de O Globo e da Tribuna da Imprensa que pertencia a Carlos Lacerda. Também foi pedido a expulsão, pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais, do Sr. Ascendino Leite, Chefe da Censura.

Apesar da crise não ter terminado e na verdade ser só o começo, ainda existia a certeza de que o conflito poderia ser evitado com disciplina e uma constituição mais forte do que as concepções individuais ou de grupos.













