1967: A procura de vida em Vênus

Depois de chegarem primeiro na Lua, os soviéticos também venceram a corrida em direção a Vênus, planeta de pouco oxigênio e muito calor, e onde a existência de vida ainda é questionada.
A nave automática Vênus-4, foi lançada a 12 de junho com o objetivo anunciado de realizar medições em Vênus e a finalidade de tentar uma descida no planeta. Uma cápsula contendo instrumentos de pesquisas e um transmissor desceu de pára-quedas na superfície de Vênus, depois de se separar da nave espacial Vênus-4 a 24 mil metros de altitude, e começou imediatamente a enviar para a Terra dados que demonstraram a falta de condições capazes de abrigar vida semelhante à do nosso planeta.
O pouso controlado em outro planeta levou uma hora e meia para atravessar a densa atmosfera e transmitir informações durante todo esse tempo, permitindo aos cientistas soviéticos verificar a temperatura do planeta, de 40 a 280 graus centígrados, pressão de até 15 atmosferas e 98 por cento de gás carbônico ambiente, com apenas 1,5 por cento de oxigênio e vapor de água.
Cientistas soviéticos, britânicos e norte-americanos, manifestaram pontos-de-vista discordantes quanto a possibilidade de haver vida em Vênus.
Em Moscou o astronauta Pavel Popovich exaltou o feito soviético como um novo rumo às estrelas.

A descida de uma nave soviética em Vênus, além do "assombroso êxito técnico", teve uma enorme significação científica pois, pela primeira vez, o homem recebeu informações diretamente de Vênus sobre a sua constituição.
A façanha assumiu uma importância especial por ter sido realizada quando celebrava-se o 50º aniversário da Revolução Comunista de 1917.
Amanhã: Em 1968, um novo olhar do Vietnã
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