1976 - O maior roubo de obras de arte
O roubo foi feito por três mascarados armados que amordaçaram e feriram três guardas do palácio. A operação durou aproximadamente uma hora. Antes de fugir os assaltantes cortaram os fios telefônicos e a única pista que deixaram foi um acentuado sotaque espanhol.
A coleção fazia parte de uma exposição de 201 obras de Pablo Picasso pintadas nos últimos 20 meses antes de sua morte. Estavam emprestadas ao Conselho Cultural de Avignon desde janeiro de 1973, pelo próprio autor. Depois de sua morte, aos 91 anos, em abril daquele ano, as obras continuaram expostas na capela-mor à espera de que se concluísse a controvérsia judicial referente à herança de Picasso. As telas não estavam assinadas porque Picasso só o fazia quando delas se separava definitivamente.
Em Paris, o diário France Soir formulou a hipótese de que o roubo teria sido obra de extremistas, cuja inteção seria devolver à Espanha parte de seu patrimônio artístico.
O Palácio dos Papas em Avignon é uma fortaleza medieval de oito torres e altos muros que protegem antigas praças e capelas. Foi residência dos papas durante o Cisma de Avignon (1309 a 1377).
A arte de roubar obras de arte
Especialistas da Interpol e membros da Brigada de Belas-Artes da Polícia Francesa acreditam que o roubo de obras de artes invendáveis tem como principal objetivo a extorsão de companhias de seguros, com as quais os ladrões negociam um valor bem abaixo do valor real assegurado e assim garantem o segredo da operação.
Tambem foi cogitado o roubo como objetivo político com aconteceu em 1974. Terroristas do IRA assaltaram uma galeria em Dublin e pela devolução receberam uma quantia em dinheiro e a libertação de alguns presos políticos.
Amanhã:Em 1974 - O incêndio do Edifício Joelma
















