1962 - Palma de Ouro para o cinema brasileiro

O filme brasileiro
O Pagador de Promessas,
baseado na peça homônima
de Dias Gomes,
conquistou a Palma de Ouro
no Festival Internacional
de Cinema de Cannes,
na França,
sagrando-se o melhor longametragem
entre 70 concorrentes de 36 países.
Sob direção de Anselmo Duarte,
reuniu em seu elenco
Leonardo Villar, Glória Menezes,
Dionísio Azevedo, Norma Bengel
e Geraldo Del Rey.
O escritor Dias Gomes declarou
que o resultado representava
uma vitória do cinema
e do teatro brasileiros.
O Pagador de Promessas,
baseado na peça homônima
de Dias Gomes,
conquistou a Palma de Ouro
no Festival Internacional
de Cinema de Cannes,
na França,
sagrando-se o melhor longametragem
entre 70 concorrentes de 36 países.
Sob direção de Anselmo Duarte,
reuniu em seu elenco
Leonardo Villar, Glória Menezes,
Dionísio Azevedo, Norma Bengel
e Geraldo Del Rey.
O escritor Dias Gomes declarou
que o resultado representava
uma vitória do cinema
e do teatro brasileiros.
O Pagador de Promessas retrata a fé de um sertanejo nordestino ao fazer uma promessa a Santa Bárbara num terreiro de candomblé no interior da Bahia, pela recuperação da saúde de seu burro de estimação. Pedido concedido, inicia a saga do protagonista: na companhia de sua esposa, deixa a sua realidade humilde, carregando uma imponente cruz nas costas a ser depositada na igreja da capital. Lá, enfrenta a intransigência do padre que o impede de entrar e concluir a promessa. O gesto repercute prontamente. Oportunistas se aglomeram à porta da igreja, tomando partido do casal que, revelando a inocência do sertanejo brasileiro, permanecesse alheio a tudo. O drama se encerra com o recrudescimento das manifestações de protesto que culminam na morte do pagador da promessa.

O Pagador de Promessas é brasileiríssimo
Houve um triste e desolado abanar de cabeça entre os cineastas brasileiros quando O Pagador de Promessas foi escolhido entre as produções nacionais para representar o Brasil em Cannes. Afinal de contas, havia Os Cafajestes e não se compreendia como preterir um filme igualzinho àqueles que a Europa fazia. Mas O Pagador de Promessas, tão do povo brasileiro, seguiu para o festival com aquela fé também tão brasileira, sem a qual não se atravessa uma rua (a frase é de Nelson Rodrigues) e... venceu.
Um constrangimento aos pessimistas de plantão.
Amanhã: 1974 - O grande maestro do Jazz













