1924 - A Revolta Paulista

Os combatentes envolvidos no episódio revolucionário estavam divididos entre militares fiéis ao Governo Federal - os legalistas - e os chamados rebeldes - soldados do Exército e da Força Pública Paulista, chefiados por Isidoro Dias Lopes, e com a participação de numerosos tenentes.
A estratégia consistia em assumir o controle da Cidade de São Paulo e dai marchar para o Rio de Janeiro, com a esperança de obter o apoio dos militares cariocas e derrubar o Governo Federal. O Palácio dos Campos Elíseos, sede do Governo Paulista, foi bombardado, o que levou o governador Carlos de Campos a se retirar para o interior do estado.
O movimento se alastrou com revoltas de menor vulto por diversos outros estados, o que levou o Governo Federal a decretar estado de sítio não só para a capital como para todo o Estadode São Pulo, além do Amazonas, Pará, Sergipe, Bahia, Rio de Janeiro,Paraná, Santa Catarina, Rio Grande de Sul e Mato Grosso.
Foi o maior conflito bélico já ocorrido na Cidade de São Paulo, a qual foi bombardeada por aviões do Governo Federal. Sem poderio militar equivalente para enfrentar as tropas legalistas, os rebeldes retiraram-se para Bauru, onde Isidoro Dias Lopes ouviu notícia de que o exército legalista se concentrava na cidade de Três Lagoas, no atual Mato Grosso do Sul. O ataque àquela cidade provocou a derrota das tropas revoltosas e o fim das hostilidades.
A Revolta de 1924 se enquadra no Movimento Tenenista, que combateu as práticas oligárgicas da República Velha e levou Getúlio Vargas ao poder em 1930.
Dias de guerra em São Paulo
Nos dias em que São Paulo esteve sob a direção das forças revolucionárias, as baixas militares provocadas pelos bombardeios foram pequenas. Porém as vítimas civis atingiram proporções trágicas. Dos 700 mil habitantes da capital, 300 mil a abandonaram, refugiando-se no interior do estado.
Os revoltosos ocuparam a Capital Paulista por 23 dias. Vencidos, marcharam rumo ao Sul, onde, na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, uniram-se aos oficiais gaúchos revoltados, comandados por Luís Carlos Prestes, no que veio a ser o maior feito guerrilheiro da História do Brasil: a Coluna Prestes.
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