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1952 - A morte do 'Rei da Voz'

Jornal do Brasil: Terça-feira, 29 de setembro de 1952
O maior cantor brasileiro de todos os tempos, Francisco Alves, morreu em um desastre de automóvel na Via Dutra, no Estado de São Paulo, quando viajava em direção ao Rio de Janeiro. Seu carro chocara-se com um caminhão em plena rodovia, e, explodindo o motor, as chamas envolveram o veículo carbonizando o corpo do querido artista. Seu primo Haroldo Alves, estudante que o acompanhava na viagem, foi projetado à grande distância no momento da colisão, escapando com vida, porém em estado grave.

Francisco Alves era carioca, filho de José Alves e Isabel Alves nasceu nesta capital, à rua da Prainha, na Gamboa, em 19 de agosto de 1898, contando portanto com 54 anos de idade.
Encontrava-se em plena mocidade, a julgar pelo seu espírito sempre alegre, e pela intensa atividade que desenvolvia na arte que elegera.

O nome de Francisco Alves atravessara as fronteiras do Brasil. Era considerado um grande intérprete de Carlos Gardel, o saudoso cantor de tango argentino de quem ele era grande admirador. Amigo de todos os que se iniciavam carreira do rádio, protegia e encaminhava às emissoras os que lhe pediam amparo.

Além de artista era um apaixonado turfista, proprietário de vários cavalos de corrida.

Era contratado da Rádio Nacional, em cujo elenco artístico estava há dez anos. Tão logo chegou a notícia do falecimento de Chico Alves, a emissora suspendeu a sua programação habitual em sinal de luto. As demais emissoras homenagearam igualmente a sua memória fazendo ouvir os seus discos, inclusive a Rádio Jornal do Brasil, que sentiu profundamente a morte do artista das multidões.


Brasil canta Adeus a Chico Alves

Jornal do Brasil: Edição Especial Jornal do Século
"Adeus, adeus, adeus / Cinco letras que choram / Num soluço de dor".
A canção de Silvino Neto foi o fundo musical da despedida de Francisco Alves, o Rei da Voz. Sua morte arrancou lágrimas no Brasil inteiro.

Os seus restos mortais foram transportados para esta capital durante a noite, e no dia seguinte filas intermináveis passaram diante do seu esquife, multidões compungidas, chorosas, saudosas do seu ídolo desaparecido.

Quem conhecia o artista que se impôs pelos seus predicados vocais e pelos dotes do seu coração, sentiu profundamente o acontecimento que o destino determinara.

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1972 - Massacre de Munique

Jornal do Brasil: Quarta-feira, 6 de setembro de 1972
Com 121 países participando os XX jogos olímpicos foram os maiores realizados até então, com recorde de provas. As Olimpíadas de Munique se desenvolviam em ambiente fraterno de limpa e sadia competição entre atletas de vários países até acontecer o trágico seqüestro e assassinato de 11 atletas de Israel por membros do grupo terrorista árabe Setembro Negro.

Os palestinos invadiram o edifício 31 da Vila Olímpica - onde estavam alojados israelenses, uruguaios e representantes de Hong-Kong. Alguns israelenses conseguiram fugir dos alojamento graças ao heroísmo do técnico de luta-livre, Moshe Weinberg, e do halterofilista Joseph Romano, que tentaram impedir a entrada dos terroristas e foram alvejados por tiros de metralhadoras.

As exigências dos terroristas eram claras: aviões que os levassem e aos reféns até uma capital árabe que não Amã ou Beirute, sob a responsabilidade da Alemanha Ocidental, e a liberação de 230 prisioneiros em Israel. Ameaçaram matar sumariamente dois reféns por hora, caso o Governo israelense não atendesse suas exigências.

Os policiais alemães armaram uma emboscada para tentar salvar os atletas que terminou numa batalha travada no aeroporto militar de Fursten feldbruck, perto de Munique. No tiroteio morreram os 9 reféns israelenses, quatro terrorista e um policial alemão. Dois dos Israelense morreram quando na Vila Olímpica.

Jornal do Brasil: Quarta-feira, 6 de setembro de 1972
Jornal do Brasil: Quarta-feira, 6 de setembro de 1972


A delegação egípcia retirou-se depois dos Jogos por temer represálias depois do atentado.

Os jogos foram suspensos e foi realizada uma homenagem às vítimas no Estádio Olímpico de Munique. A organização retomou as competições 34 horas após os assassinatos.


Organização Setembro Negro

Black September Organization - BSO, foi um grupo terrorista palestino, fundado em setembro de 1970. Na Jordânia, por ordens do Rei Hussein, unidades regulares do Exército perseguiam os rebeldes em ação rápida e eficaz, matando grande número de combatentes de diversas organizações, sobretudo da Frente Popular de Libertação da Palestina, comandada pelo médico George habache, e do Al Fatha, de Yassir Arafat. Para lembrar esta dizimação foi criado o o movimento Setembro Negro. Em fins de 1971, seus dirigentes anunciavam eliminar todos os inimigos todos os inimigos da revolução palestina.


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