Arquivo de November 2008

RSS Feeds

1996 - Assassino de Chico Mendes é recapturado

Jornal do Brasil: assassino de Chico Mendes é recapturado


A Polícia Federal recapturou Darci Alves Pereira, um dos assassinos do ativista ambiental Chico Mendes. Darci estava foragido havia três anos e nove meses, depois de escapar da penitenciária de Rio Branco (AC). O criminoso foi preso em Guaíra, no Oeste do Paraná. Por quatro meses, a polícia seguiu os passos de Darci, que chegou a esconder-se em seis estados diferentes.
Darci e o pai dele, Darly Alves da Silva, ambos fazendeiros, foram condenados em 1990 a 19 anos de prisão, pelo assassinato de Chico Mendes.

O ecologista e presidente do Sindicato os Trabalhadores Rurais de Xapuri (AC) foi morto na fazenda de sua propriedade a 300 quilômetros de Rio Branco, no quintal da sua casa. O seringueiro vinha recebendo ameaças de morte pelas denúncias que fazia no exterior de devastação da Amazônia. O caso Chico Mendes despertou pela primeira vez a atenção internacional para os conflitos entre seringueiros e fazendeiros.

Darly também fugiu em fevereiro de 1993 e escondeu-se num assentamento do Incra, no interior do Pará, chegando a obter financiamento público do Banco da Amazônia, sob falsa identidade. Só foi recapturado em junho de 1996. A falsidade ideológica rendeu-lhe uma segunda condenação de mais dois anos e oito meses de prisão.

Desenvolvimento sustentável na floresta
Chico Mendes ficou internacionalmente conhecido ao ser condecorado pela ONU, no dia 5 de junho de 1987, data em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente. O ecologista buscava unir os interesses dos índios e dos seringueiros em defesa da floresta, com a criação de reservas extrativistas. As Unidades de conservação de uso sustentável, idealizadas por Chico, garantem legalmente a preservação dos recursos naturais e, ao mesmo tempo, a manutenção da atividade econômica, com a posse coletiva da terra pelos trabalhadores. O Comitê Chico Mendes continua a luta do seringueiro pela preservação da mata.

 Comentar (3)

1969 - Apollo 12 faz pouso de precisão na Lua


Jornal do Brasil: dia 21 de novembro de 1969

A Apollo 12, a segunda missão tripulada do programa Apolo, e a primeira a fazer um pouso de precisão na superfície lunar foi um sucesso. Os cosmonautas Charles Conrad e Alan Bean conseguiram resgatar partes da sonda não tripulada Surveyor-3, enviada dois anos antes, para estudar os efeitos sobre os materiais da permanência na Lua. O terceiro integrante da tripulação, Richard Gordon, ficou no módulo de comando Yankee Clipper a cem quilômetros acima da Lua, dando as coordenadas para Conrad e Bean para a alinusagem. Os astronautas pousaram no local chamado de Oceano das Tormentas, a 200 metros da sonda. Bean e Conrad recolheram 40 quilos e meio de rochas, amostras do solo, retiraram cinco peças da Surveyor e tiraram muitas fotos coloridas da superfície lunar. A Apollo 12 deixou na Lua ferramentas, botas, instrumentos científicos e lixo. Os cientistas só lamentaram a perda da câmera de TV colorida, que deixou de funcionar quando Bean movia-se para fora do módulo Intrépido, que os levou até a Lua.

A jornada foi bastante tranqüila e descontraída, apesar de um incidente na hora do lançamento na estação de Cabo Canaveral, na Flórida, quando um raio atingiu o foguete Saturno 5 e desabilitou praticamente todos os circuitos elétricos do módulo de comando. A tripulação se manteve calma e logo resolveu o problema.

Depois do vôo da Apollo 12, Alan Bean deixou a Nasa e tornou-se pintor. Ele enriqueceu pintando telas com as paisagens lunares que havia visto.

Quatro meses antes, a Apollo 11 tinha sido a primeira nave tripulada a pousar na Lua. A missão histórica de oito dias de duração, da qual participaram os astronautas Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins, teve seu ponto alto com as duas horas de caminhada de Armstrong e Aldrin no solo lunar.

 Comentar

Hoje na História - Siga no Twitter!