1978 - Fim do regime franquista

O rei Juan Carlos inaugurou uma nova era política na Espanha ao sancionar formalmente a nova Constituição, que relegou o regime franquista ao passado. Segundo o rei, o documento marca um novo período de grandeza para o país. O general Franco comandou durante 35 anos uma ditadura fascista iniciada logo após o fim da Guerra Civil Espanhola, em 1939. O conflito entre as forças nacionalistas de direita e o regime republicano eleito, de tendência socialista, resultou na morte de mais de 500 mil pessoas, e serviu de ensaio bélico para a Segunda Guerra Mundial.
A guerra começou com o levante do exército espanhol no Marrocos em julho de 1936, e, apesar dos êxitos inicias, se estendeu por três anos.
A Alemanha de Hitler e a Itália de Mussolini apoiaram os direitistas, enquanto a União Soviética apoiou os republicanos. Nas Brigadas Internacionais lutaram voluntários de diversos paises, inclusive brasileiros, na defesa da República e dos ideais socialistas. Dez mil desses voluntários perderam a vida em combate. A destruição de Guernica pela aviação nazista tornou-se um símbolo do confronto. No intenso bombardeio aéreo, que durou cerca de duas morreram 1.600 pessoas, a maioria civis.
Com a morte de Franco, em 1975, o Conselho de Regência assumiu o governo até ser instaurada a monarquia parlamentarista e convocadas eleições democráticas, em 1977. A Constituição foi aprovada por um referendo no mês de dezembro.
A transição teve de superar as resistências de radicais da extrema esquerda e de franquistas da extrema direita. Esses últimos contavam com apoio de parte do exército. Um mês antes da sanção, um grupo de militares e policiais tramaram a derrubada do primeiro-ministro, sem sucesso.











