31 de março de 1965 — A luta pelos direitos civis nos EUA

Um grupo anti-racista desafiou a polícia do Alabama ao realizar uma passeata pelas ruas de Montgomery em memória dos mortos na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos. Os manifestantes assistiram na cidade de Selma a um culto em memória a Viola Gregg, assassinada em uma emboscada durante a marcha de ativistas negros entre as duas cidades.
O protesto, que resultou na morte de Viola, foi liderado pelo pastor Martin Luther King e defendia o direito de os negros registrarem-se como eleitores, em oposição ao chefe de polícia da cidade, Jim Clark.
Centenas de ativistas foram presos, inclusive o próprio Martin Luther King. As manifestações continuaram depois das prisões e transformaram-se em tumulto com mortos e feridos.
As cenas do confronto entre a polícia a cavalo e civis brancos e negros foram transmitidas pela televisão para todo o país e causaram revolta na população americana.
Depois da passeata pacífica no Alabama os dirigentes da luta pelos direitos civis cancelaram todas as manifestações e convocaram os negros a se prepararem para se inscreverem no departamento encarregado de emitir títulos eleitorais.
A causa dos negros foi vitoriosa em julho do mesmo ano, quando o presidente Lyndon Johnson conseguiu aprovar no Congresso a Lei do Direito de Voto. No ano seguinte, os eleitores negros mudaram o perfil da política racista do Sul dos Estados Unidos, elegendo seus representantes para ocuparem cargos públicos.
Os protestos de desobediência civil liderados por Martin Luther King alastraram-se por todo o país e foram determinantes para a extinção do apartheid, regime de segregação racial.
O exemplo de Rosa Parks
A luta pelos direitos civis começou com Rosa Parks, em 1955, quando esta recusou-se a ceder o seu lugar no ônibus a um homem branco, conforme mandava a lei estadual do Alabama. Rosa foi presa e liberada após pagar multa. Em consequência da sua atitude foi demitida do emprego e sofreu ameaças de morte, que a obrigaram a mudar-se para Detroit.
O jovem pastor da Igreja Batista, Martin Luther King Jr., abraçou a causa de Rosa e incentivou os negros a seguir-lhe o exemplo. Durante 382 dias, a população negra boicotou o transporte público até derrubar a lei racista.






























