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29 de junho de 1971 — A tragédia da Soyuz

Jornal do Brasil: A tragédia da Soyuz

Os cosmonautas Georgi Dobrovolski, Vladislav Volkov e Viktor Patsayev, que estavam em órbita da Terra na estação Salyut-1 por 42 dias, foram encontrados mortos nos assentos da cápsula Soyuz-11 pela equipe de resgate soviética. Os cosmonautas retornaram à Terra depois de terem cumprido todos os objetivos da missão. A Soyuz-11 desceu suavemente no local predeterminado, mas quando foi a escotilha da nave foi aberta os tripulantes estavam "sem sinal de vida".
As mortes foram provocadas por falha da válvula que deveria controlar a pressurização dentro da cabine durante a reentrada na atmosfera. Devido ao defeito todo o oxigênio do interior da nave escapou e os tripulantes foram asfixiados. Os cosmonautas haviam batido o recorde de permanência no espaço, que se manteve até a missão americana Skylab 2, em maio de 1973.

A partir de estudos realizados depois da tragédia os técnicos soviéticos concluíram que os astronautas deveriam usar trajes conectados a um sistema de emergência pronto para responder a uma perda de pressão durante a reentrada na atmosfera ou decolagem. A Soyuz foi redesenhada para transportar apenas dois cosmonautas. O espaço extra seria usado pela dupla para vestir os trajes espaciais.

O início do programa foi problemático. Os russos começaram a projetar a Soyuz depois do discurso do presidente John Kennedy, em 1961, anunciando que os americanos iam enviar homens à Lua antes do final da década. A ideia era derrotar os americanos e chegar à Lua em 1968. A primeira missão de teste seria realizada em abril de 1967.

Duas Soyuz seriam lançadas no intervalo de poucas horas. A Soyuz 1 levaria o cosmonauta Vladimir Komarov e a Soyuz 2 seria tripulada por Valery Kubasov, com mais dois tripulantes a bordo. A nave que subiu com Komarov não abriu um dos painéis solares e o sistema de orientação também apresentou defeitos.

O lançamento da Soyuz 2 então foi cancelado e os técnicos tentaram trazer de volta o cosmonauta. Entretanto o sensor de altitude falhou, o paraquedas principal não se abriu. Komarov morreu quando o paraquedas de reserva também falhou e a nave se espatifou no solo.

Marcos Pontes viajou na Soyuz
O primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, viajou a bordo da nave Soyuz em companhia do cosmonauta russo Pavel Vinogradov e do americano Jeffrey Williams, em março de 2006. A Soyuz de Marcos Pontes foi a última versão do mesmo modelo usado em 1967.

A missão da década de 60 fracassou, mas nave passou a ser o principal meio de transporte até a estação espacial internacional. A Soyuz decolou da base de Baikonur, no deserto do Cazaquistão, impulsionada por um foguete igual ao que lançou Iuri Gagarin, o primeiro homem a viajar para o espaço, em 1961.

O foguete, que lançou as Soyuz, tem um estágio superior mais comprido, e leva mais combustível do que o usado por Gagarin, já que a Vostok do primeiro cosmonauta só levava um tripulante, enquanto a Soyuz transportava três.

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22 de junho de 1973 — A primeira missão tripulada da Skylab

Jornal do Brasil: Skylab

Os astronautas Charles Conrad, Joseph Kerwin e Paul Weitz regressaram à Terra depois de permanecerem por 28 dias em órbita a bordo da estação espacial Skylab. Os astronautas conseguiram as primeiras fotos de uma erupção solar tiradas do espaço, e consertaram o painel solar que estava bloqueado, o que vinha prejudicando o funcionamento da estação espacial desde que esta foi lançada em maio. A manobra arriscada foi realizada do lado de fora da nave.

Os astronautas consertaram a capa de isolamento térmico da nave, que também foi danificada durante o lançamento. O defeito elevava a temperatura em alguns pontos do interior da estação espacial para 50 graus centígrados. Depois dos reparos a temperatura na nave ficou reduzida uniformemente para 25 graus. No total foram tiradas 20 mil fotos da Terra e 30 mil do Sol, além do que foram fotografadas constelações e grupos de galáxias vizinhas à Via Láctea.

O laboratório espacial americano Skylab foi lançado em maio de 1973, numa missão não tripulada, por um foguete Saturn 5, o mesmo que levou o homem à Lua. O Skylab pesava 90 toneladas e foi lançado pronto, ao contrário das estações espaciais Salyut e Mir, que eram constituídas de módulos que eram montados gradativamente. Os astronautas foram transportados até a estação a bordo de módulos de comando Apolo.

O objetivo das missões Skylab 2, 3 e 4 era provar que seres humanos poderiam viver e trabalhar no espaço por longos períodos de tempo, e simultaneamente expandir os conhecimentos de astronomia. Depois de Conrad, Kervin e Weitz outras duas tripulações estiveram na estação espacial. A missão Skylab 3, com Alan Bean, Owen Garriott e Jack Lousma, durou 59 dias. Gerald Carr, Edward Gibson e William Pogue foram os tripulantes da última missão, a Skylab 4, e permaneceram 84 dias no espaço.

A Skylab 4 esteve em órbita na mesma época que a Soyuz 13, mas não houve nenhum tipo de contato entre as duas tripulações.

Em 171 dias foram realizadas cerca de 300 experiências científicas e tecnológicas, envolvendo a adaptação do ser humano à gravidade zero, observações solares e de recursos naturais da Terra. Os astronautas podiam se movimentar em um ambiente com 36 metros de comprimento por 7 metros de diâmetro, dividido em cinco seções.

Esperava-se que o Skylab permanecesse em órbita por pelo menos 10 anos, mas em 1977 uma atividade solar intensa afetou a sua órbita e forçou a queda. No dia 11 de julho de 1979 a estação foi destruída na reentrada da atmosfera terrestre devido ao calor gerado pela fricção. Alguns fragmentos caíram no Oceano Índico e na costa oeste da Austrália. Depois da Skylab apenas a missão Apolo-Soyuz utilizou naves do programa Apolo.

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16 de junho de 1963 — Valentina é a primeira cosmonauta

jornal do brasil: Primeira mulher a viajar para o espaço

A primeira mulher a viajar para o espaço foi a russa Valentina Tereshkova. A Vostok 6, pilotada pela cosmonauta, encontrou-se no espaço com a Vostok 5, comandada por Valery Bykovsky, que já estava em órbita havia dois dias.

A missão quase se transformou em tragédia devido a uma falha no programa de voo que levava o aparelho, a cada volta, a se distanciar da Terra em vez de se aproximar. Quando os técnicos do Centro de Controle de Voos de Moscou tentavam corrigir as órbitas as duas cosmonaves começaram a perder altura, mas ao final os problemas foram sanados.
A televisão soviética mostrou imagens claras de Valentina e Valery tomadas do interior das duas naves. Valentina apresentava sinais de cansaço depois de 28 horas de voo em uma cápsula na qual mal podia se movimentar.

Os dois pilotos conseguiram aproximar as Vostok a uma distância de 5 quilômetros uma da outra, no momento em que realizaram sua primeira volta simultânea em torno da Terra. Os cosmonautas trocaram saudações e conversaram via rádio. No voo anterior de Nicolayev e Popovich as duas naves chegaram a uma distância de pouco mais de 6 quilômetros.

A primeira mulher a viajar para o espaço completou 48 órbitas ao redor do nosso planeta em 71 horas de voo. A missão foi bem sucedida, e a cosmonauta recebeu as principais condecorações da União Soviética e foi homenageada em todo o mundo. Em 2002 foi dado o seu nome a uma cratera da Lua com cerca de 31 km de diâmetro.

Valentina casou-se um ano depois de viajar ao espaço com o cosmonauta Andrian Nikolayev e tiveram uma filha, a primeira criança nascida de um casal de cosmonautas, que [[por sua avez]] lhe deu dois netos. Valentina divorciou-se em 1982 e casou-se de novo, com Yuli Shaposhnikov, que morreu em 1999.

Valentina foi treinada por Yuri Gagarin
A cosmonauta foi o sexto soviético a cumprir uma missão espacial. Valentina nasceu na Rússia em 1937. Começou a trabalhar aos 18 anos em uma fábrica de tecidos e ingressou, na mesma época, num clube de pára-quedismo amador.

Em 1961, depois do anúncio feito por Sergei Korolev, diretor do programa espacial soviético, de que considerava a hipótese de enviar uma mulher ao espaço, começou a estudar para se tornar cosmonauta. Em 1962 foi admitida no programa com outras quatro mulheres selecionadas a partir de 400 candidatas.

O instrutor foi Yuri Gagarin, o primeiro homem a alcançar o espaço, em 1961. Gagarin havia sido piloto das Forças Armadas e, a bordo de uma nave Vostok, orbitou a Terra e proferiu a famosa frase "A Terra é azul", e retornou em segurança ao nosso planeta. O cosmonauta morreu em 1968, num acidente durante um teste de pilotagem.

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