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20 de novembro de 1971: O desabamento do Viaduto Paulo de Frontin


Primeira página do Jornal do Brasil: Domingo, 21 de novembro de 1971



Um estrondo, uma imensa nuvem de poeira, dor e pânico. Foi tudo o que restou quando 122m da estrutura do Elevado da Avenida Paulo de Frontin desabaram, deixando mortos, feridos, e veículos esmagados. A tragédia aconteceu em plena construção, por volta do meio-dia, no momento em que um caminhão-betoneira, com oito toneladas de cimento e pedra, passava sobre o elevado, na altura do cruzamento com a Rua Haddock Lobo.

Tropas do Exército e da Aeronáutica foram acionadas para resgatar vítimas sob os destroços de concreto. Operários e equipamentos da Ponte Rio-Niterói, do metrô e de empresas de construção também participaram da operação, que contou, ainda com a ajuda voluntária de populares. A tragédia causou a morte de 28 pessoas, deixou 30 feridas, e destruiu 17 carros particulares, três táxis, um caminhão e um ônibus.



A construção do Elevado fez parte das grandes obras realizadas no Rio de Janeiro nas décadas de 60 e 70, visando melhorias para o trânsito na cidade. Foi inaugurado pelo Governador Chagas Freitas no dia 27 de dezembro de 1974, ligando o Túnel Rebouças à Praça da Bandeira. O seu nome foi uma homenagem ao Engenheiro Paulo de Frontin, um dos responsáveis pelo projeto de urbanização e modernização do Rio de Janeiro no início do século XX.

Outras efemérides de 20 de novembro
1962 – O fim da Crise dos Mísseis de Cuba
1971 - Viaduto Paulo de Frontin desaba no Rio
1978 - Jim Jones lidera suicídio coletivo na Guiana

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15 de novembro de 1905: A inauguração da Avenida Central

Primeira página do Jornal do Brasil: Sábado, 15 de novembro de 1905


"Novinha em folha,
catita e limpa,
toda garrida,
como está bela,
guapa e supimpa
essa Avenida!
Calçada a asphalto
de lado a lado,
toda varrida.
Vai ser o ponto
mais frequentado
essa Avenida!
Bebês, meninos,
rapazes, moços,
gozando a vida,
farão namoros
com alvoroços
pela Avenida..."




A euforia era geral. Além de promover uma revolução na paisagem da cidade do Rio, sendo em tudo, o traço de separação entre o Brasil Passado e o Brasil Novo, a inauguração da Avenida Central trouxe charme e vaidade para a realidade carioca: os ares da Belle Époque francesa, a profusão das luzes elétricas, o movimento dos bondes, o desfile de pessoas bem vestidas.


Obras de construção da Avenida Central, no início do século XX. Reprodução/CPDoc JB

Construída como uma das principais obras das tantas que remodelaram o Rio no começo do século XX, quando a cidade se limpava, no dizer de Carlos Drummond de Andrade, "da morrinha imperial", desde logo Euclides da Cunha considerou-a a mais bela das ruas cariocas, "pela variedade de estilos e pelo que demonstra de energia, de progresso, de esforço".


João do Rio a definiu como "esse grande Sabá arquitetônico de dois quilômetros", por onde passa "o Rio inteiro, o Rio anônimo e o Rio conhecido". Sua abertura deu início a uma época de transformações, mudando a cidade do ponto-de-vista da arquitetura, dos hábitos da população, e firmando seu poder econômico.

Avenida Central no início do século XX. Reprodução/CPDoc JB
O Engenheiro Paulo de Frontin foi o responsável pelo projeto de construção da Avenida, parte da iniciativa de urbanização e modernização do Governo Rodrigues Alves (1902-1906). Em homenagem ao Barão do Rio Branco, morto em 1912, a Avenida Central passou a ser chamada Avenida Rio Branco.


Ao longo da existência da Avenida, o desenvolvimento da cidade foi alterando sua paisagem arquitetônica e humana, sem conseguir tirar-lhe, no entanto, a característica de centro dinâmico da vida carioca.

1º /04/2004: Avenida Rio Branco. Fernando Rabello/CPDoc JB


Confira amanhã: 1990 - O caso Bateau Mouche

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