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31 de julho de 1932: A Guerra do Chaco

Começa a Guerra do Chaco. Jornal do Brasil: Terça-feira, 2 de agosto de 1932.

Tropas bolivianas invadiram o Chaco boreal, oficializando as hostilidades entre Bolívia e Paraguai, no episódio que ficaria conhecido como a Guerra do Chaco: um conflito armado desencadeado pelo domínio da região do Chaco, concorrida desde a época em que ambos eram colônias espanholas ainda no século XVIII. Desde então, foram inúmeras as tentativas de acordo pela posse da região, sem nunca haver um consenso entre bolivianos e paraguaios, até que durante a Grande Depressão, com a descoberta de petróleo na região, a situação tornou-se insustentável.

Outras efemérides de 31 de julho
1944: Saint Exupéry levantou vôo e nunca mais voltou
1964: O primeiro "close-up" da Lua
1991: EUA e URSS assinam o START I
1991: Collor anuncia restituição da poupança

A extensa planície do Grande Chaco foi objeto de acirrada disputa histórica entre Paraguai e Bolívia, considerados os países mais pobres da América Latina. A perda boliviana da sua costa no Pacífico, em 1929, para o Chile, intensificou ainda mais a ambição do país pela região, culminando com sua invasão em 1932. Embora favorecida por contar com um exército maior e mais bem equipado do que o Paraguai, a Bolívia viu seus homens sucumbirem às condições climáticas pouco habituais, permitindo uma continuada reação adversária até o triunfo. Foram três anos de derramamento de sangue, e um saldo de quase cem mil mortes, sendo pouco mais da metade do lado boliviano, até que os países assinassem um acordo em Buenos Aires, concedendo ao Paraguai a soberania total sobre o local.

Restava uma herança comum: a estagnação econômica que ambos tiveram de arcar nos anos seguintes.
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30 de julho de 1932: Eleições na Alemanha fortalecem o nazismo e dá início a uma era de terrorismo

Nazistas vencem eleições na Alemanha. Jornal do Brasil: Terça-feira, 2 de agosto de 1932.

"O resultado do pleito eleitoral realizado na Alemanha demonstra eloquentemente o progresso que fazem no Reich os partidos extremistas, especialmente os que sustentam ideias reacionárias e reivindicações nacionalistas. É supreendente o sucesso da formidável agremiação política chefiada por Adolf Hitler, nas duas últimas eleições para renovação do Reichstag..." Jornal do Brasil

O incansável e destemido chefe social nacionalista Adolf Hitler e seus dedicados auxiliares conseguiram dominar o eleitorado alemão e conquistaram o poder em diversos estados germânicos. E de posse da liderança no Reichstag, aciirou ainda mais a disputa elo poder com os grupos moderados.

Outras efemérides de 30 de julho
1926: A morte de Lauro Müller
1930: Uruguai é campeão mundial de futebol
1976: Os 70 anos do anjo Mario Quintana
1986: Morre Câmara Cascudo, o homem que universalizou a cultura popular do Nordeste
2000: Hugo Chávez é reeleito presidente da Venezuela

Os nazistas constituiam, então, a maior representação no Reichstag com duzentos e vinte e nove deputados, um crescimento surpreendente, se considerado que três anos antes, eram apenas dez.

A propaganda desenvolvida pelos líderes do partido surtiu o efeito esperado, devido principalmente à grave crise financeira instaurada no país, consequencia da depressão industrial e dos enormes compromissos assumidos pelo Reich com os crimes da Primeira Guerra.

Contribuiram também para o triunfo dos nazistas: a decisão e firmeza com que o gabinete presidido pelo chanceller Von Paper iniciou sua política de repulsa às imposições estrangeiras, começando pela negativa de continuar os pagamentos das reparações, e depois propondo a liquidação da dívida por um valor considerado ínfimo. Pesou ainda a declaração pública do ministro da Guerra da Alemanha de empregar em sua defesa todos os meios que se fizerem necessários, embora sem violar os tratados existentes, traduzindo a intenção do governo do Reich de procurar concentrar os elementos que julgar conveniente para a proteção de seu território. Influenciou ainda a decisão popular o posicionamento nazista diante da recente Conferência do Desarmamento, realizada em Genebra, quando se questionou o príncípio da igualdade de direitos entre a Alemanha e as outras nações, reinvidicando a manutenção do efetivo e dos estabelecimentos militares considerados essenciais à defesa nacional, sob ameaça da saída da Alemanha da Liga das Nações.

Essas reclamações suscitaram apoio popular incondicional à liderança que ascendia na Alemanha. O Partido Nazista encontrou na miséria em que se encontrava o país, e em particular a classe trabalhadora, o terreno propício para a ploriferação de sua estratégia. O novo rumo que se imprimia na política daquele país promoveu manifestações de entusiasmo e de esperança por dias melhores para o povo alemão, embaladas por uma onda de racismo jamais vista na história.

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28 de julho de 1984: Começa os Jogos Olímpicos de Los Angeles

Após quatro anos, desde que emocionou com a despedida do mascote ursinho Micha, o mundo assistiu à abertura dos XXIII Jogos Olímpicos da Era Moderna, o promeiro da História patrocinado pela iniciativa privada.

Realizado em Los Angeles, na Califórnia, tal como a edição anterior, esta sofreu boicote. Dessa vez, encabeçada pela União Soviética, ficaram de fora vários países do bloco socialista, como Cuba e Alemanha Oriental, o que muitos consideraram um revide. Os Jogos também marcaram a volta da China à competição após 32 anos de ausência.

O marco da edição foi o show de tecnologia.

Outras efemérides de 28 de julho
1938: A morte do rei do Cangaço
1950: O bicentenário de morte de Johann Sebastian Bach
1976: O ano do Dragão é marcado com abalos sísmicos na China

O grande vencedor do evento, como era esperado, foram os donos da casa. Os Estados Unidos conquistaram um total de 174 medalhas, sendo 83 de ouro, 61 de prata e 30 de bronze. Pela primeira vez na participação do Brasil nas Olimpíadas, o vôlei e o futebol trouxeram medalhas, ambas de prata. O velocista Joaquim Cruz foi o único medalhista a trazer um ouro, estabelecendo novo recorde olímpico nos 800 m rasos, 1min43s00, que durou até Atlanta-1996. As outras medalhas foram: Ricardo Prado, da natação (prata nos 400 m medley), Torben Grael e Daniel Adler, da vela (prata na classe Soling); e os judocas Douglas Vieira (prata na categoria meio-pesado), Walter Carmona (bronze no peso médio), e Luís Onmura (bronze no peso leve).

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27 de julho de 1980: A morte do Xá Reza Pahlevi

Morre Reza Pahlevi. Jornal do Brasil: Segunda-feira, 28 de jukho de 1980.
Aos 60 anos, depois de um reinado de quase quatro décadas, exílio de um ano e meio e agonia de um mês, um dos mais ricos e autocráticos soberanos da História, o Xá do Irã, Mohammed Reza Pahlevi, 60 anos, morreu pela manhã no Hospital Militar de Maedi, no Cairo, onde estava internado, em decorrência de um choque circulatório, surgido da deteriorização geral de seu estado de saúde.

A morte do Xá repercutiu em todo o mundo. Reflexo da instabilidade permanente vivida em seu país, as manifestações internacionais também oscilaram entre lamentos e festejos.

Outras efemérides de 27 de julho
1976: O xadrez por trás da Guerra Fria
1981: Morre William Wyler, o último contador de histórias
1988: Aprovada a nova Constituição brasileira
1996: Explosão e morte durante Jogos de Atlanta

"A raça humana é ingrata. As pessoas não são tolerantes. Mues compatriotas não sabem absolutamente, agora, em que aventura se lançam". Essas foram as palavras do Xá em sua primeira entrevista, poucos dias após deixar o Irã.

Sua Majestade Imperial Mohammed Reza Pahlevi, a Sombra de Deus, Aryamehr (a Luz dos Arianos), Xainxá ( o Rei dos reis), era, na verdade, o filho plebeu de um coronel de origem humilde, que, através de um golpe de estado, em 1921, derrubou o Xá Ahmed, último soberano da dinastia Savañda, e, cinco anos mais tarde, por decisão unânime de uma Assembléia Constituinte, subiu ao Trono do Pavão, recebendo a coroa-símbolo do reino milenar de Dario, Xerxes e Ciro. O coronel Reza Xá escolheu uma antiga palavra persa, Pahlavi, para seu sobrenome dinástico, e designou como herdeiro primogênito, Mohammed Reza, nascido no Teerã, a 26 de outubro de 1919.

De formação militar, Reza Pahlevi assumiu o trono em 1941, quando os Aliados, acreditando que o Irã colaborava com os nazistas, forçam a abdicação de seu pai.

Sua ascensão no poder iraniano ganhou força quando o primeiro-ministro Mohammad Mussadeq apoiado pela União Soviética, rompe relações com o Reino Unido, nacionaliza as companhias petrolíferas estrangeiras (quase todas britânicas) e acaba deposto por um golpe militar conduzido com a ajuda dos serviços secretos do Reino Unido e dos Estados Unidos (EUA), dando início a era ditatorial de Pahlevi.

Tendo a repressão brutal como marca de seu governo, o xá implementou um programa de desenvolvimento que, entre outras ações, estimulou a reforma agrária e concedeu o direito de voto às mulheres. Orquestrou as decisões no país, fortalecendo-se conforme aumentava a importância mundial do petróleo, o que fez o Irã despontar estrategicamente como uma grande força militar norte-americana no Oriente Médio na década de 70.

Os novos horizontes desenhados por Reza Pahlevi, contudo, não foram suficientes para conter a insatisfação da parte conservadora da população iraniana. Acusado de promover a ocidentalização do país, o xá passou a sofrer intensa oposição dos xiitas, liderados pelo aiatolá Ruhollah Khomeini. Uma onda de protestos eclodiu no país, levando em dezembro de 1978, mais de um milhão de pessoas às ruas, pedindo sua saída do poder. Sem alternativa, já demonstrando sinais do seu frágil estado de saúde, Reza Pahlevi se viu obrigado a exilar-se com a família e deixou o país em janeiro de 1979. Após peregrinar por diversos países, inclusive os EUA, seguiu para o Cairo, onde viveu seus últimos dias.
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26 de julho de 1990: A chacina de Acari

Onze pessoas – entre elas, oito menores e três mulheres, a maioria moradores da favela de Acari, zona norte do Rio - desapareceram, após serem retiradas de um sítio no município de Magé, região metropolitana do Rio de Janeiro, por homens que se identificaram como policiais.

O grupo teria viajado para Magé com o objetivo de fugir da ameaça de policiais que estavam tentando extorquir dinheiro de alguns deles que, supostamente, estariam envolvidos com roubos de cargas de caminhão. Nenhuma das vítimas ou seus corpos jamais foram achados.

Rosana Souza Santos, 17 anos – filha de Marilene Lima e Souza;
Cristiane Souza Leite, 17 anos – filha de Vera Lúcia Flores;
Luiz Henrique da Silva Euzébio, 16 anos – filho de Edméia da Silva Euzébio;
Hudson de Oliveira Silva, 16 anos – filho de Ana Maria da Silva;
Edson Souza Costa, 16 anos – filho de Joana Euzilar dos Santos;
Antônio Carlos da Silva, 17 anos – filho de Laudicena Oliveira do Nascimento;
Viviane Rocha da Silva, 13 anos – filha de Márcia da Silva;
Wallace Oliveira do Nascimento, 17 anos – filho de Maria das Graças do Nascimento;
Hédio Oliveira do Nascimento, 30 anos – filho de Denise Vasconcelos;
Moisés Santos Cruz, 26 anos – filho de Ednéia Santos Cruz;
Luiz Carlos Vasconcelos de Deus, 32 anos – filho de Teresa Souza Costa.

Outras efemérides de 26 de julho
1930: O assassinato de João Pessoa
1952: Argentina chora morte de “Evita Capitana”

Foi o primeiro caso de uma lista que se desenrolaria a partir dos anos 90, envolvendo grande número de vítimas de uma só vez, de ação cometida por policiais, em serviço ou não, contra moradores de favelas e periferias pobres do Brasil. Apesar dos indícios e informações apontarem para a participação de policiais militares e civis no sequestro, o processo foi arquivado e ninguém foi denunciado pela Justiça.

As Mães de Acari
Diante da inoperância e do descaso das autoridades, as mães dos desaparecidos formaram o grupo Mães de Acari, numa alusão às Mães da Praça de Maio (Madres de la Plaza de Maio), na luta pelo desaparecimento dos seus filhos durante a ditadura militar argentina. Iniciando uma luta obstinada por justiça, passaram a ser alvo de perseguições, calúnias e ameaças, até que o assassinato de uma delas, Ednéia da Silva Eusébio, acabou fortalecendo a tese da conivência das autoridades no não esclarecimento do caso.

O crime prescreveu em 25 de julho de 2010.

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25 de julho de 1977: O Caso Cláudia Lessin Rodrigues

A morte de Claudia Lessin. Jornal do Brasil: Terça-feira, 26 de julho de 1977

Atirado ao mar da Avenida Niemeyer, com mais de 20 quilos de pedra amarrados a seu pescoço por um arame, o corpo nu de Cláudia Lessin Rodrigues, 21 anos, foi encontrado na manhã de uma segunda-feira entre as rochas do despenhadeiro. Trinta metros acima, na plataforma do Chapéu dos pescadores, havia manchas de sangue, mas a polícia concluiria posteriormente que o crime não fora praticado no local.

As circunstâncias de sua morte deixou o país inteiro estarrecido.

Outras efemérides de 25 de julho
1966: Bomba explode no aeroporto de Recife
1978: Nasce o primeiro bebê de proveta
1985: Morre Carlos Galhardo, o cantor que dispensa adjetivos

A jovem Cláudia Lessin desapareceu após participar de uma das famosas festas excessivamente embaladas por bebidas e drogas, oferecidas pelo milionário Michel Frank em seu apartamento no Leblon. As investigações sobre o que realmente aconteceu desde a sua chegada à festa até a localização de seu corpo no dia seguinte, envolve inúmeras especulações e controversas versões. Houve muita resistência do crime ser amplamente divulgado na mídia: cogitou-se a sua morte por overdose, decorrente do uso abusivo de drogas, mas o exame toxicológico não detectou nenhum resíduo do tipo. A versão mais alinhada com os laudos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (que afirmaram que Cláudia fora morta na própria avenida, pois havia sangue sobre as pedras) levam a constatação de que ela fora vítima de violência sexual, e que, tentando se defender acabou silenciada por estrangulamento.

Contudo, o poder e as relações da família de Frank falaram mais alto, levando inclusive ao afastamento por meio de uma decisão publicada no boletim de Segurança Pública dos investigadores do caso. Cláudia Lessin foi mais uma vítima na lista de crime de violência cometidos contra a mulher.

Apontado como suspeito, Michel negou ter ligação com o crime. Posteriormente confessaria a um médico que vira a moça morrer de overdose e, descontrolado, tentara sumir com o corpo, jogando-o ao mar. Frank acabou fugindo para a Suíça, onde foi morto em 1989, sem nunca ter sido julgado pelo crime. Ele fora inocentado por falta de provas consistentes da Justiça brasileira.

A história de Cláudia Lessin Rodrigues foi levada às telas de cinema em 1979 dirigido por Miguel Borges.
O filme. Reprodução

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24 de julho de 1802: A literatura romântica de Alexandre Dumas

Alexandre Dumas. Reprodução

Talvez sejam dois livros publicados em meados do século XIX, Os três mosqueteiros(1844) e O conde de Monte Cristo(1844), clássicos do romance capa e espada, referências até hoje principalmente como literatura infantil, os responsáveis pela fama de Alexandre Dumas, ou Dumas pai.

O francês Alexandre Davy de la Pailleterie Dumas, nasceu no dia 24 de julho de 1802 em Villers-Cotterêts, em Ainse. Filho do general do exército napoleônico , quando de sua morte, passou por dificuldades financeiras que o levaram a buscar a sorte em em Paris, onde se ligou a poetas do romantismo e começou a produzir suas peças. O primeiro triunfo veio com Henrique III e sua corte, estreada pela Comédie Française em 1829, um dos ícones do teatro romântico. Resultado que lhe permitiu estabilidade financeira, capaz de dedicar-se ao trabalho como escritor em tempo integral. Montou uma grande estrutura para produzir sua literatura, enriquecida com a contribuição de vários colaboradores, sempre sujeita à sua apreciação prévia.

Mesmo bem sucedido em seu trabalho, Dumas vivia endividado e atribulado por seu estilo de vida, por conta gastos extravagantes por seu envolvimento com várias mulheres. Foi pai de pelo menos três filhos fora do casamento. Um dele, que recebeu o seu nome, seguiria seus passos na carreira de novelista e escritor de peças teatrais, sendo autor de A Dama das Camélias.

Alexandre Dumas morreu no dia 5 de dezembro de 1870, aos 68 anos, em Puys, nas proximidades de Dieppe, deixando uma obra de com mais de 177 volumes.

Outras efemérides de 24 de julho
1970: O centenário de Alphonsus de Guimaraens
1972: Surge o primeiro microcomputador brasileiro
1980: Vai-se o irreverente Peter Sellers
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A literatura capa e espadas
Surgidos na Espanha do século XVII, os dramas e comédias de capa e espada são assim chamados em referência aos dois elementos que caracterizam o traje dos heróis dessa literatura. A história diz respeito a um cavalheiro que busca o amor de sua donzela e conta com o a companhia, quase sempre espiritosa de um servo. Esta foi a fórmula de sucesso adotada por Alexandre Dumas em grande parte de sua obra.

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23 de julho de 1932: Santos Dumont voa para a eternidade

Morre o brasileiro Pai da Aviação. Jornal do Brasil: Terça-feira, 24 de julho de 1932

“O nome de Santos Dumont é um desses que estão destinados a eternamente fulgir na memória da humanidade. É um desses que a veneração dos séculos consagrará para todo o sempre. Quando consideramos a obra de Santos Dumont, nós nos enchemos do mais alto e justo orgulho”. Jornal do Brasil.

Outras efemérides de 23 de julho
1977: O poder feminino ameaçado
1993: A Chacina da Candelária

Filho de Henrique Dumont e Francisca de Paula Santos, Santos Dumont nasceu no dia 20 de julho de 1873, em Palmira, Minas Gerais. Teve uma infância típica de menino do interior, desfrutando de uma liberdade indispensável para formar seu temperamento e paixão pela aventura. Sempre encantado por objetos mecânicos, encontrou nas obras do escritor francês Júlio Verne o principal combustível de sua vida: o desejo de conquistar o ar.

Santos Dumont ganha o Prêmio Deutsh, em Paris


Em 1897, já emancipado, muda-se para Paris, contrata aeronautas profissionais e aprende sobre a arte de pilotar balões, construindo seus próprios modelos. A fama internacional vem em 1901, com a vitória no Prêmio Deutsch, por criar uma aeronave capaz de contornar a Torre Eiffel e voltar ao local de partida em no máximo 30 minutos.



A criação e o teste do 14-bis, considerado o primeiro objeto mais pesado que o ar a conseguir decolar e voar por seus próprios meios, ocorre em 1906 e o consagra como o Pai da Aviação.


Santos Dumont e o 14 Bis, seu avião mais famoso
O pesadelo de Santos Dumont
O início da Primeira Guerra Mundial transforma o sonho de Santos Dumont em pesadelo: os aeroplanos começam a serem usados como instrumentos de batalha. Nos anos seguintes, em depressão pelo destino de sua maior criação, o Pai da Aviação inicia uma série de apelos em favor do uso pacífico dos aviões. Em 1932, com a saúde debilitada e esgotado emocionalmente, retorna ao Brasil pela última vez e se instala no Hotel La Plage, no Guarujá. Assombrado por testemunhar o uso de aviões como instrumentos de guerra em seu próprio país de origem, na Revolução Constitucionalista, suicida-se e alça voos maiores que a existência.

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1973: O centenário de Santos Dumont

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20 de julho de 1973: O centenário de Santos Dumont

Primeira página do Caderno I do Jornal do Brasil: Domingo, 15 de julho de 1973




No centenário
de nascimento
de Santos Dumont,
o Jornal do Brasil
relembrou o talento
do inventor,
cujos serviços
prestados à pátria
e à humanidade
trouxeram-lhe
um prestígio internacional
que poucos brasileiros,
em todos os tempos,
conseguiram alcançar.


O espírito inventivo do mineiro Santos Dumont lançou-o em vôos jamais experimentados pelo homem, buscando reunir as facilidades da navegação aérea para aproximar as distâncias entre os povos do mundo. Além de dominar a técnica dos dirigíveis, e de inventar aeroplanos de diversas modalidades, criou outra máquina que serviria à posteridade: o relógio de pulso. De sua imaginação sem fim vieram também o salva-vidas, o chuveiro aquecido a álcool, entre outras peripércias.

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Homem de reservas emocionais e hábitos discretos, que circulava à vontade nos mais refinados salões de Paris da belle èpoque, Santos Dumont marcaria presença no Brasil em lugares que nada tinham a ver com aquele novo mundo europeu: A Fazenda do Casal, no pequeno município de Rio das Flores, no estado do Rio, onde passou a infância. A Fazenda Cabangu, em Minas, onde nasceu e mais tarde criou gado. E o Chalé da Rua do Encantado, a casa de veraneio em Petrópolis, também no Rio, posteriormente transformada em museu, que assim perpetuou a memória do ilustre morador, preservando seus objetos de uso pessoal e suas invenções domésticas.

O triste fim do notável inventor
Os últimos anos de vida de Santos Dumont foram o de alguém que sobreviveu a si mesmo. Obstinado pelo sonho de voar, viveu o anticlímax depois da sua realização. Na Revolução Constitucionalista de 1932, testemunhou assombrado a utilização da sua maior criação como arma fratricída, pairando sobre as cidades de Guarujá e Santos. Embora de pouco efeito prático, o ineditismo da façanha ganhou destaque gigantesco na sua mente. E em poucos dias, o homem que foi capaz de enfrentar a morte em cada aventura em que se arriscou nos céus das Europa, sucumbiu. Foi encontrado enforcado num quartel de hotel em Guarujá, no dia 23 de julho de 1932.

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19 de julho de 1987: Clementina de Jesus, cadê você?

Jornal do Brasil: Segunda-feira, 20 de julho de 1987

A sambista Clementina de Jesus, 85 ou 87 anos (ela não tinha certeza de seu ano de nascimento), morreu no Rio de Janeiro, vítima de derrame cerebral. Descendente de bantus, neta de escravos, era um arquivo vivo das raízes negras da cultura brasileira. Sua estranha e marcante voz de contralto salvou do desaparecimento jongos e lundus que sobreviviam apenas em sua privilegiada memória.

Clementina, cadê você? Cadê Você? Cadê você? O coro foi puxado em seu velório no Teatro João Caetano, onde a cantora empolgara grandes platéias do Show das Seis e Meia.


Outras efemérides de 19 de julho
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Clementina tinha prazer em cantar. Na adolescência saía sempre fantasiada de peixeira nas Folias de Reis. Desfilou em carro aberto dirigido por Noel Rosa num carnaval. Cantou nas sessões de candomblé em Inhaúma, onde morava Tia Ciata, uma das baianas pioneiras que disseminaram o samba no Rio. Frequentava os jongos e caxambus da Tia Dorotéia em Osvaldo Cruz.

Assista aqui o vídeo com fotos do acervo do CPDoc JB
Devota da Senhora da Glória do Outeiro, participava das festas das Igrejas da Penha e de São Jorge, cantando músicas de romaria. Foi ali que o compositor Hermínio Bello de Carvalho ouviu-a, por acaso, cantar. Trabalhou por muito tempo como empregada doméstica até iniciar sua carreira artística em 1964. Sua estreia foi no Teatro Jovem, em Botafogo, num movimento chamado Menestrel, que unia eruditos e populares. No ano seguinte integrou o musical Rosa de Ouro. Clementina, tão longeva, às vezes tinha sérios problemas de saúde. Em 1983, já com 82 anos, desenvolvia uma atividade artística tão intensa que foi internada para se recuperar de estafa. Em suas últimas apresentações já cantava sentada, mas tão ativa quanto podia. Suas músicas, ligadas à história do nosso país, representam o povo negro, sobretudo os jongos, e os lundus, que vêm do fundo de nossas origens. Clementina era uma lenda viva. Em 1982 ela foi homenageada como tema do samba-enredo da escola de samba de Lins Imperial, "Clementina - Uma Rainha Negra".

O canto popular que retrata o Brasil
Clementina nasceu em 7 de fevereiro de 1901, em Valença, Estado do Rio. Aos 10 anos mudou-se para o bairro de Oswaldo Cruz. Neta de africanos, descendia da Nação Bantu, um grupo etnolingüistico localizado principalmente na África subsariana. Seu pai foi mestre de capoeira e violeiro. Sua mãe lavava roupa cantando modas, jongos, incelenças e outros cantos de seu repertório que continham ecos da África. Foi nesta época que Clementina aprendeu os cantos de escravos, que mais de meio século depois registrou em disco. Ficou conhecida como a Rainha Guinga ou Quelé.

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18 de julho de 1987: Brasil perde sua maior explicação. Morre Gilberto Freyre

Morre o sociólogo Gilberto Freyre. Jornal do Brasil: 18 de julho de 1987

O sociólogo e escritor Gilberto Freyre, 87 anos, morreu na madrugada de sábado, na UTI do Hospital Português de Recife. Internado há uma semana, desde que sofreu uma isquemia, estava há dois dias em coma, e não reagiu mais a qualquer medicamento. Com a morte de Freyre, o Brasil perdeu um dos maiores intelectuais de seu tempo e conhecedor da história da formação da sociedade brasileira.

Autor celebrado por Casagrande & Senzala (1933), Freyre proporcionou um divisor de águas no entendimento da cultura nacional. Foi como se o povo brasileiro tivesse encontrado não só um espelho para se mirar, mas também achado as chaves do seu enigma. Atacando a teoria racista de Oliveria Viana, que considerava a miscigenação ocorrida no Brasil, como um dos fatores da nossa penúria, o livro revolucionou toda uma visão simplória sobre o Brasil. Ele remexeu no cadinho cultural nacional, celebrando a nossa formação, onde negros e mulatos, padres e chefes de candomblés, sexo e comida, arquitetura e os trópicos misturam-se numa perpétua orgia de trocas.

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Gilberto de Melo Freyre nasceu em Recife, no dia 15 de março de 1900, filho do Dr. Alfredo Freyre — influente educador e jurista da cidade — e de D. Francisca de Mello Freyre. Criado no próprio Recife, eve como base a educação do Colégio Americano Gilreath, alfabetizando-se primeiro em inglês, experiência que conciliou com ativa participação na sociedade literária.

Ao ingressar na idade adulta, seguiu para os Estado Unidos, onde complementou os estudos: bacharelado em Artes Liberais na Universidade de Baylor e mestrado e doutorado em Ciências Políticas, Jurídicas e Sociais, na Universidade de Columbia, onde defendeu a tese Vida social no Brasil em meados do século XIX.

Circulou uma temporada pela Europa, antes de voltar ao Recife, em 1924, a partir de quando, além de dedicar-se à sociologia e a escrita, aventurou-se também na política e no jornalismo.

Além da célebre obra <Casagrande e Senzala (1933) - marco da sociologia ao analisar a estrutura da escravidão no Brasil e suas heranças econômicas e culturais - Freyre deixou uma intensa e extensa contribuição à história do Brasil.

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17 de julho de 1959: O ocaso de uma estrela. Morre Billie Holiday

Billie Holiday.
"Lady sings the blues / She's got them bad / She feels so sad / Wants the world to know / Just what the blues is all about..."

Um dos maiores nomes da história do jazz, Billie Holiday, 44 anos, morreu precocemente, quase no anonimato, após viver os últimos anos entregues à heroína, droga que a levou à overdose, em Nova York.

Outras efemérides de 17 de julho
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Eleanora Fagan, que adotou o nome artístico de Billie Holiday, nasceu no dia 7 de abril de 1915 em Baltimore, Maryland, EUA. Filha de uma violonista, conheceu o jazz ainda criança, ouvindo em casa canções de Louis Armstrong e Bessie Smith. Em 1931, começou a cantar em bares e boates do Harlem, em Nova York, e gravou pela primeira vez em 1933. Sua carreira como intérprete viveu o apogeu entre 1936 e 1943, quando dividiu o palco e as gravações com o saxofonista Lester Young, parceiro na música e no amor. É nessa época de enorme prestígio, que se intensifica sua relação auto-destrutiva com o álcool e as drogas, vícios que foram gradualmente destruindo sua voz e sua vida. Em 1956, foi publicada sua biografia, Lady Sings the Blues.


Com estilo marcado pela grande expressividade de sua voz, Billie se fez conhecida principalmente pela interpretação emocional doce e sensual de suas músicas, repletas de elementos trágicos, melancólicos, transbordantes de dor e tristeza. Reflexo da experiência pessoal de uma mulher e negra, marginalizada pela sociedade de seu tempo.

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16 de julho de 1974: Teatro brasileiro perde Oduvaldo Vianna Filho

Morre Oduvaldo Vianna Filho. Jornal do Brasil: Quinta-feira, 18 de julho de 1974.

"Vianinha, queremos falar em nome de todos aqueles que, como você, sempre acreditaram que o homem pode tudo na Terra. Que é ele que constrói as máquinas, muda a História e luta para preservar a liberdade de todos os homens. Você foi um deles e é esta herança que você nos deixa, que faz com que você esteja sempre entre nós". Carlos Vereza

O teatrólogo Vianinha, 37 anos, morreu, após lutar durante um ano contra um câncer de pulmão. Ao receber a notícia de sua morte, os teatros mantiveram sua programação, mas abriram seu espetáculo lendo o pronunciamento distribuído pela classe teatral:

"Hoje é um dia triste para o teatro brasileiro porque a classe teatral perdeu um de seus membros mais representativos: o autor, ator, ensaista e animador de teatro Oduvaldo Vianna Filho. Vianinha, como era carinhosamente chamado por todos nós, batalhou sua vida inteira para manter os teatros abertos; essa é a razão por que hoje continuaremos representando, e não cancelaremos nosso espetáculo. Mas pediremos licença ao público para dedicar o espetáculo desta noite à memória dele. Muito obrigado".


Outras efemérides de 16 de julho
1950: O dia em que o Maracanã se calou
1989: Brasil vence Copa América e enterra tabu de 1950
1989: Silencia-se o maestro Herbert von Karajan

Nascido no dia 4 de julho de 1936 filho do comediógrafo Oduvaldo Vianna, o paulistano Vianinha começou sua relação com o teatro como ator, no Teatro Paulista do Estudante.

Chapetuba, de Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha.
Mais tarde, incorporou-se ao Arena paulista, com Gianfrancesco Guarnieri, Flávio Migliaccio e Nelso Xavier. Nessa época, veio a estréia como autor, aos 21 anos, apresentando Xapetuba Futebol Clube (1957).

A década seguinte foi rica em experiências para o jovem ator-autor, que fez também cinema, além de participar da fundação do Centro Popular de Cultura da então extinta União Nacional dos Estudantes. Juntamente com Armando Costa ( com quem escreveu textos para a versão orginal da série A grande família) foi um dos fundadores e grandes incentivadores do teatro Opinião e do Teatro Autor Brasileiro. A mais valia vai acabar, Seu Edgar, Dura Lex sed Lex e um sem número de trabalhos inéditos até a ocasião de sua morte, são resultados dessa fase que forneceu a Vianinha elementos de crítica presentes nas obras posteriores como Se correr o bicho come e A saída, onde está a saída?

Em julho de 1968, em artigo para a Revista Civilização Brasileira, definiu sua visão de teatro: "o teatro brasileiro não é um agrupamento neurótico cuja saída é uma imensa psicanálise de grupo, um mea culpa geral e orfeônico; é um teatro profissional que cumpre profissionalmente a indescritível tarefa de montar de 80 a 100 espetáculos por ano no Rio e em São Paulo, sem auxílio praticamente nenhum".

Um premiado sem palcos
Vianinha, um premiado sem palcos.

A obra de Oduvaldo Vianna Filho, um dos fundadores do grupo Opinião e do Centro Popular de Cultura, autor dos mais respeitados de sua geração, constitui-se num manifesto contra a alienação social e o passivismo, responsáveis pela aceitação de situações inaceitáveis do ponto de vista humano: o cotidiano amargo do cidadão comum, a insegurança, a marginalização, o escapismo, temas explorados pela sua dramaturgia que, sem contar com muitos títulos, conta com muitos prêmios. Em 1963, ganhou o Prêmio Latino-Americano de Teatro com Quatro quadras de terra. Em 1968, Menção Honrosa do Serviço Nacional do Teatro com Azeredos e Benevides, seguindo-se o Prêmio SNT pela peça Papa Highirte. Em 1970, ganhou os dois mais importantes troféus do teatro brasileiro, o Molière e o Coroa, com A longa noite de cristal.

Dramaturgo de excepcionais qualidades, Vianinha guardava uma certa amargura de não ver suas obras montadas, quer por censura, ou por falta de investimentos para a produção. "Ganho dinheiro exatamente onde sou menos profissional: como ator. Como autor, ganho prêmios, mas não palcos".

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14 de julho de 1789: Revolução Francesa - a Bastilha nas mãos do povo

A Bastilha.

O povo de Paris tomou a Bastilha. Esta jornada é a um só tempo um grande acontecimento histórico e um símbolo. A monarquia dos Bourbons foi derrubada. A partir deste momento, um novo olhar paira sobre a França: um país livre. Os poderes do rei estão restritos, a nobreza perde suas regalias e o povo é inserido na arena política. É a ascensão da burguesia.

Outras efemérides de 14 de julho
1909: Abre-se o Theatro Municipal
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1965: Junta impõe Lei Marcial no Equador
1989: Bicentenário da Revolução Francesa

Divisor de águas na história européia, a Revolução Francesa foi uma resposta ao absolutismo. Seus líderes foram influenciados pela Revolução Norte-Americana e contaram com grande apoio das massas populares. A inquietação social e política, motivada principalmente por problemas financeiros -leia-se miséria e fome, fez com que Luís XVI convocasse os Estados Gerais, ato que contribuiu com o desencadear dos acontecimentos.

Dos Estados Gerais, emergiu a Assembléia Nacional e uma nova constituição, que aboliu o antigo regime, nacionalizou as terras da Igreja e dividiu o país em departamentos, a serem governados por assembléias eleitas. O receio de uma reação por parte da realeza levou à agitação social, à queda da Bastilha e à captura do rei pela Guarda Nacional.

Luis XVI no cadafalso.



O que ocorreu nos anos seguintes foi uma explosão nunca vista na política do país, orquestrada pela sanguinária Era do Terror que abusou do uso da guilhotina.

Um acontecimento que dividiu os franceses entre realistas e republicanos, católicos e anticlericais, de maneira permanente e duradoura.



A Revolução Francesa fracassou em produzir uma forma estável de governo republicano e diversas facções burguesas lutaram pelo poder e nele se revezaram até que a última tentativa de administração se rendeu à força de Napoleão. Foi o legado desses conflitos revolucionários - muito mais do que as consequências da industrialização e da organização - que tornou a França um país quase ingovernável no século XIX.

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13 de julho de 1954: Morre a pintora mexicana Frida Kahlo

Auto-retrato de Frida Kahlo.

"I hope the end is joyful - and I hope never to return." Frida Kahlo

Era madrugada quando Frida Kahlo, 47 anos, foi encontrada morta em seu quarto, na cidade mexicana de Coyoacán, mesmo local em que nasceu. Oficialmente, a causa de sua morte foi embolia pulmonar, embora permaneçam rumores de que ela tenha cometido suicídio.

Outras efemérides de 13 de julho
1973: A morte do boêmio Ciro Monteiro
1985: Aumenta que isso aí é Rock´n Roll!
1986: Morre o autor Orígenes Lessa

Nascida em 6 de julho de 1907, filha de um fotógrafo alemão com uma índia mexicana, Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon foi uma criança extremamente curiosa, que estimulada pelo pai, usava fotografias e microscópios para melhor observar o mundo a seu redor. Esse exercício seria uma contribuição fundamental para o desenvolvimento da técnica de seus quadros, que a ajudaram a superar os trágicos acontecimentos de uma biografia marcada pela mistura de dores físicas e emocionais.

Depois da poliomelite adquirida aos 6 anos, quando ela quase ficou paralítica, aos 18 anos foi vítima de um acidente de trânsito que marcaria sua história para sempre. A artista ia para a escola quando o ônibus que a conduzia chocou-se com um bonde e as ferragens lhe perfuraram vagina, útero e estômago. Kahlo submeteu-se a 35 cirurgias, adotou um colete que usaria por toda a vida além de usar um estranho método para corrigir sua coluna vertebral, que consistia ficar pendurada de cabeça para baixo.


Dona de uma história polêmica para os padrões de sua época, principalmente por seu posicionamento político e sexual, Frida viveu 30 dos seus anos com o marido, o muralista mexicano (até pouco tempo mais celebrado que ela) Diego Rivera com quem iniciou uma parceria artística que resultou no conturbado casamento entre os dois, marcado pelas infidelidades dele(inclusive com a própria irmã de Frida), e dela que chegou a ter um romance com o líder revolucionário soviético Leon Trotsky.

"I suffered two grave accidents in my life…
One in which a streetcar knocked me down and the other was Diego."

A arte de Frida representa fundamentalmente seu drama pessoal, em particular a dor, quando expressa a desintegração do seu corpo e o terrível sofrimento que padeceu em obras como A coluna(1944). E o amor, registrado em série de auto-retratos dedicados.

Uma experiência coexistente que faz de Frida Kalho uma das mais celebradas artistas do México e da cultura latino anamericana.

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12 de julho de 1998: Irreconhecível, seleção brasileira decepciona. França é campeã

França conquista Copa do Mundo e estraga festa brasileira. Jornal do Brasil: Segunda-feira, 13 de julho de 1998
A França conquistou o primeiro campeonato mundial, derrotando o Brasil por 3 a 0 (dois gols de Zidane e um de Petit), numa partida que, além da perfeição tática e da boa atuação de seus jogadores, teve a seu favor o abatimento da equipe brasileira, abalada pela indisposição que o atacante Ronaldinho sentiu antes do jogo.

Foi a 13ª derrota da Seleção na história das Copas (derrota na Copa tem 13 letras), então sob o comando de Zagallo. O sonho do Pentacampeonato estava adiado para 2002.

Outras efemérides de 12 de julho
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Como de médico e técnico, todo mundo tem um pouco, muito especulou-se sobre os reais motivos da derrota do Brasil na final daquela Copa: Há quem confirme o mal súbito de Ronaldo, quem defenda desentendimentos na equipe, e quem justifique que o resultado foi armado por exigências do patrocinador. o que ninguém contesta é que o favoritismo do Brasil pela campanha realizada durante a competição e pela conquista do Tetra, conquistado 4 anos antes, foi por água abaixo em campo, embora nem o mais pessimista dos brasileiros esperasse por este desfecho. Como comentou Luis Fernando Veríssimo: "Três a zero, nem no scenario do francês mais delirante".

Números da Copa de 1998
33 dias, 32 seleções, 8 grupos, 64 jogos e 169 gols.

A seleção brasileira
Taffarel, Cafú, Aldair, Junior Baiano, Cesar Sampaio, Roberto Carlos, Giovanni, Dunga, Ronaldo, Rivaldo, Emerson, Carlos Germando, Zé Carlos, Gonçalves, André cruz, Zé Roberto, Doriva, Leonardo, Denilson, Bebeto, Edmundo e Dida.

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11 de julho de 1980: João Paulo II dá um "até logo", antes de partir

Chega ao fim a primeira visita do Papa João Paulo II ao Brasil. Jornal do Brasil: Sábado, 12 de julho de 1980.

"Eu disse que era hora de dizer adeus. Mas não: digo-vos apenas até breve. E pensando bem, digo: até logo. Até logo, até logo". Com essas palavras de João Paulo II, encerrava-se a primeira visita de um papa ao Brasil. Durante os 11 dias em que percorreu 13 cidades, João Paulo II fez 35 horas de pronunciamentos.

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Não há precedentes na história do país de um acontecimento que tenha tocado de tal maneira o íntimo da nacionalidade. A visita do Papa, que se deu poucos dias após a beatificação oficial de José de Anchieta pelo Vaticano, sacudiu a sociedade brasileira em seu alicerce, que participou ostensivamente de todos os compromissos, das homenagens e das celebrações ministradas pelo Papa.

Os preparativos da vinda de João Paulo II ao Brasil tiveram envolvimento direto e ostensivo de Dom Eugênio Sales. A previdência do cardeal organizou, para todas as grandes aparições de João Paulo II no Rio de Janeiro (quer no Maracanã, no Aterro, no Vidigal, ...), uma intensa aproximação do Papa com as multidões. Então articulista do Jornal do Brasil, Dom Eugênio Sales registrou suas expectativas sobre o fruto desta passagem.
Leia aqui o artigo: Nova etapa de uma visita que terminou.

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10 de julho de 1982: O adeus à alegria de Jackson do Pandeiro

Jornal do Brasil: Terça-feira, 13 de julho de 1982 - página 2 do Caderno B

A embolia cerebral que surpreendeu Jackson do Pandeiro num leito de hospital em Brasília, onde se tratava de uma descompensação diabética, privou o músico da sua vida, os fãs da sua alegria contagiante e as gravadoras de se redimirem da indiferença com que puniram seu talento.

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Foi do brejo paraibano que José Gomes Filho, de família humilde mas com grande tradição artística na região, saiu para se consagrar Jackson do Pandeiro. Decidido a ganhar a vida com o seu dom musical, começou tocando em bailes populares em Campina Grande, na companhia de Luiz Gonzaga. A popularidade cresceu a largos passos. Da Paraíba foi para Pernambuco, onde o sucesso atingiu âmbito nacional. Em parceria com Altamira Carrilho, com quem se casou, atingiu o auge da carreira, na década de 50. Mas o talento eclético, registrado em gravações de toda ordem, sucumbiu nos anos 60, num longo período de esquecimento no Rio de Janeiro. Voltou resgatado em regravações de outros artistas. Mas o sucesso não teve mais a projeção dos velhos tempos. Desquitado, dupla desfeita, entre uma e outra participação em shows, ficou distanciado do reconhecimento maior, e reduzido ao mercado de músicas juninas. Mas jamais deixou de transmitir alegria ao povo sofrido, de origem pobre, de cujo seio ele próprio nasceu e viveu.

Jackson do Pandeiro. Hugo/CPDoc JB
O senso rítmico como marca pessoal
"Poucos cantores no mundo inteiro têm o seu fabuloso senso rítmico, característica marcante do mulato magrinho que, com seu chapéu de abas curtas e o bigodinho fino, foi, durante 63 anos de vida, a própria expressão da alegria do povo simples de seu Nordeste natal. Foi o senso rítmico que lhe deu o pseudônimo artístico Jackson do Pandeiro... Figura na galeria dos grandes da música popular brasileira por causa de suas virtudes de cantor, um intérprete em cuja marca pessoal - o ritmo - jamais conseguiu ser igualado por ninguém". Jornal do Brasil

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9 de julho de 1932: São Paulo é palco da Revolução Constitucionalista

A Revolução constitucionalista de São Paulo. Jornal do Brasil: Domingo, 10 de julho de 1932.

Engasgados com o governo provisório de Getúlio Vargas, estabelecido na Revolução de 1930, a elite política paulista promoveu um movimento armado para derrubar o poder Executivo vigente e promulgar uma nova Constituição. O último grande movimento armado do Brasil acabou esmagado pelo Exército, abrindo portas para que Vargas assumisse de vez o cargo que seria ocupado pelo mesmo durante os 15 anos seguintes.

Na tarde do dia 9 de julho, a situação em São Paulo já era tensa. A cúpula do governo local reuniu-se para decidir o rumo da revolução armada, que era iminente. Desde que Júlio Prestes, candidato paulista na eleição presidencial, foi impedido de assumir a Presidência após vitória marcada por diversas fraudes sobre Vargas, São Paulo vinha sofrendo cada vez mais intervenções e censuras do Governo Provisório. Em janeiro do mesmo ano, manifestantes paulistas já tinham organizado uma passeata com grande adesão popular, sinalizando o que estaria por vir.

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A reunião para a instalção de uma Assembléia Constituinte, organizada por Vargas no Rio de Janeiro, não conseguiu conter a agitação popular, política e militar que grassava no estado vizinho. Uma junta revolucionária assumiu o governo de São Paulo, convocando a população para se alistar para a luta armada contra o Governo Provisório. Os insurgentes acreditavam na adesão de outros estados, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul, coisa que não aconteceu.

Dessa forma, com soldados despreparados, em menor número e com armamento precário, os paulistas partiram para a luta. Em meados de setembro, enfraquecidos, sem munição e cercados pelo Exército, as tropas da Força Pública Paulista, se rendeu. Em outubro foi a vez da liderança do movimento.

Começava, assim a Era Vargas, que atravessaria toda a década, só terminando em 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial.

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8 de julho de 2002: E foi-se embora o Patativa do Assaré...

Morre Patativa do Assaré. Jornal do Brasil: Terça-feira, 9 de julho de 2002


Aos 93 anos, morreu em sua casa do Assaré, Cariri (CE), onde sempre viveu, Antônio Gonçalves da Silva, o popular poeta Patativa do Assaré. Em 1964, Luiz Gonzaga, ao ver Patativa recitar o A triste partida, decidiu musicar o poema e tornou o poeta conhecido nacionalmente.


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Era de um olho desde os quatro anos de idade e aos oito ficou órfão de pai. Aos 10, já compunha versos com o domínio perfeito da métrica, embora fosse consciente das limitações de quem começa. "Fiquei com medo mas não recuei, decidi caprichar", lembrou ao conceder uma entrevista ao JB pouco mais de um ano antes de sua morte.

Homem da roça, como gostava de se afirmar, recebeu títulos de doutor honoris causa das universidades regional de Cariri, estadual e federal do Ceará e ainda da Universidade Tiradentes, de Sergipe. Foi autor de oito livros e gravou parte da sua obra em seis LPs e dois CDs. Entre as publicações mais populares estão a Inspiração nordestina (1956), O metapoema em Patativa do Assaré (1984), Ispinho e fulô (1988), Balceiro (1991) e Digo e não peço segredo. (2001). Se dependesse de Patativa, o seu sexto livro, o Balceiro 2 (2001) seria o último, e as flosas feitas com Geraldo Gonçalves da Silva, seu sobrinho e sucessor, permaneceriam no caderninho ou apenas na sua memória:"O que eu tinha a dizer, já disse, que é para o povo saber; quem não aprendeu é porque não quis", alegou o poeta.

A principal temática de Patativa era a seca, a terra onde vivia. Mas ele não deixava de fazer poesias bem-humoradas, contando histórias pitorescas da vida sertaneja. A política também nunca ficou distante de Patativa. Durante a ditadura, ele condenou os militares e chegou a ser perseguido. Era viúvo de Belarmina Paz Cidrão. Deixou oito filhos e a certeza de que o sertão brasileiro ficou mais bonito, depois que ele passou por ali.

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7 de julho de 1912: Fluminense vence o primeiro Fla-Flu

O primeiro Fla-Flu. Jornal do Brasil, Segunda-feira, 7 de julho de 1912.
"Se o Flamengo tivesse ganho, a rivalidade morreria ali. Mas a vitória tricolor agravou-se na carne e na alma flamengas." Nelson Rodrigues

Foi no Estádio das Laranjeiras que o Fluminense recebeu o Flamengo para a disputa do primeiro daquele que entraria para a história como um dos mais concorridos clássicos do futebol brasileiro.

Logo na saída de bola, Edward Calvert marcou para o Fluminense. O empate, veio ainda nos minutos iniciais do primeiro tempo: Arnaldo. No segundo tempo, James Calvert colocou novamente o Fluminense à frente do placar. Com o gol de Píndaro, do Flamengo, a partida estava outras vez empatada, até que Bartô, do Fluminense, decidiu o jogo. E com o time reserva, o dono da casa venceu por 3 a 2.
O primeiro Fla-Flu


E como registrou Nelson Rodrigues, se o Flamengo tivesse vencido a partida, talvez a rivalidade tivesse terminado ali. Mas a vitória tricolor, pelo contrário, inflamou ainda mais as divergências que se evidenciaram no ano anterior, quando uma briga interna foi o estopim para que nove dos 11 titulares do clube das Laranjeiras, que conquistaram o título carioca, deixassem o elenco e criassem o time do Flamengo, até então uma agremiação de regatas.

Passado um século, essa rivalidade mantém-se mais viva do que nunca. E sempre que entram em campo para mais um confronto, é como se fosse pela primeira vez.

Outras efemérides de 7 de julho
1937: A guerra sino-japonesa
1967: E o vento levou Scarlett O´Hara. Morre Vivien Leigh
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6 de julho de 1992: O amor solitário perde seu mentor, Carlos Zéfiro

A morte de Carlos Zéfiro. Jornal do Brasil: Terça-feira, 7 de julho de 1992.

O amor solitário perdeu seu mentor. O funcionário público Alcides Aguiar, 70 anos, dono de uma das mais criativas e censuradas carreiras de desenhista no Brasil, que se escondeu sob o pseudônimo de Carlos Zéfiro, morreu em sua casa no bairro de Anchieta, zona norte do Rio, durante a madrugada, vítima de um infarto fulminante.

Autor de mais de 860 revistas eróticas, lidas com fervor, por mais de 20 anos, Carlos Zéfiro nasceu graças à insistência dos colegas da repartição de Alcides, que conhecendo sua habilidade com desenhos, lhe traziam fotos de pin-ups para serem copiadas. Não demorou para ele perceber uma oportunidade e ganhar dinheiro: "Queria construir minha casa própria e colocar meus filhos na escola".

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1921: 50 anos da morte de Castro Alves
1971: Morre Louis Armstrong. Fim de um capítulo de ouro na história do jazz
1997: Robô passeia em Marte

Toda uma geração descobriu o sexo através dos catecismos, como eram chamadas as revistas de HQs de Zéfiro, de 24 a 32 páginas, produzidas de forma artesanal, e vendidas de modo clandestino. Estas pequenas publicações, que podiam ser camufladas no bolso, representaram para muitos jovens a única fonte de informação sobre sexo.

Invariavelmente, nada acontecia até a página oito de suas histórias que, a partir daí, decambavam numa assanhada varidedade de relações sexuais, das mais convencionais às consideradas mais permissivas. E o universo onírico de Zéfiro penetrava em todo o imaginário popular do desejo. Onde quer que existisse a alteridade, lá estava ele. Viúvas sedentas, desquitadas carentes, padres devassos, freiras pecaminosas... A crônica da vida privada realizada nestas revistas muito tinha da realidade provinciana e reprimida do Rio dos anos 50. Considerado o Nelson Rodrigues das HOs, Zéfiro foi um artista com um estilo inconfundível. Sua fórmula de sucesso foi combinar uma narrativa simples com um traço descritivo, limitado a um mínimo de recursos plásticos, que conduziam ao entendimento imediato.

Mas Alcides desconhecia o alcance de sua obra.

Revista de História em Quadrinhos de Carlos Zéfiro. reprodução.

Mas para a tristeza de seus leitores, em 1970, após o episódio em que sofreu uma rigorosa revista policial, Alcides acabou desistindo do Zéfiro.

Somente um ano antes de sua morte, explixou o motivo de ter mantido sua identidade em segredo. Temia a Lei 1.711, que previa a suspensão da aposentadoria de funcionários públicos envolvidos em escândalos. Quanta ingenuidade...

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5 de julho de 1922: Levante dos 18 do Forte de Copacabana

Jornal do Brasil: 06 de junho de 1922

Em represália ao fechamento do Clube Militar e prisão do seu presidente, Marechal Hermes da Fonseca, jovens de diversos quartéis planejaram um movimento contra o Governo. Um deles, o capitão Euclides Hermes da Fonseca (filho do Marechal), comandante do Forte de Copacabana, com apoio do tenente Siqueira Campos, instruiu os seus comandados que se resguardassem, fazendo trincheiras e minando o terreno desde o portão do forte até o farol. Assim, estavam preparados para o movimento militar que eclodiria em diversos pontos da Cidade no início da madrugada do dia seguinte.

Outra efeméride de 5 de julho
1924: O início da Revolta Paulista

Contudo, informado a respeito da revolta, o Governo antecipou-se, fazendo a troca dos principais comandos militares na capital e coibindo a força militar do Forte de Copacabana que foi alvo de intenso bombardeio oriundo da artilharia da Fortaleza de Santa Cruz durante todo o dia 5 de julho.

Na madrugada do dia 6, o Ministro da Guerra, Pandiá Calógeras, telefonou ao Forte, exigindo a rendição dos rebeldes. O capitão Euclides Hermes e o tenente Siqueira Campos permitiram, então, a saída de todos aqueles que não quisessem combater. Poucos mantiveram-se em resistência. O capitão Euclides Hermes saiu ao encontro do Ministro no Palácio do Catete, onde recebeu voz de prisão. Os demais foram pressionados: ou a rendição ou o massacre.

O tenente Siqueira Campos, pressionado pelos remanescentes da tropa, tomou a decisão suicida: sairiam em marcha até ao Palácio do Catete, combatendo. No início da tarde do dia 6 de julho, iniciaram a marcha pela Avenida Atlântica. Um número até hoje não determinado se rendeu ou debandou. Restaram 18 militares revoltosos, vencidos no confronto final à altura da antiga rua Barroso (atual Siqueira Campos) pela tropa legalista com milhares de homens. Os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes, e dois soldados foram capturados feridos. Os demais faleceram em combate. Os soldados capturados morrem em conseqüência dos ferimentos recebidos.

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4 de julho de 1992: Adios Nonino Astor Piazzolla

A morte de Astor Piazzolla. Jornal do Brasil: Segunda-feira, 6 de julho de 1992.

Músico que ousou subverter um dos símbolos máximos da Argentina, Astor Piazzolla, 71 anos, morreu no início da madrugada após uma agonia longa e dolorosa, na clínica Santíssima Trinidad, no bairro de Palermo, em Buenos Aires. O compositor que revolucionou o tango estava praticamente entrevado numa cama desde quando sofreu um derrame cerebral em Paris durante uma exrcursão, dois anos antes.

Os tradicionalistas nunca chegaram a perdoar o compositor e handoneonista que tanto ousou diante das convenções do tango. Envolvido desde 1954 com experiências que buscavam novos caminhos para o gênero, ele foi acusado de desfigurar a música argentina com influências norte americanas. Mas Piazzolla não matou a alma do tango: ao substituir o compasso tradicional por outros mais complexos, fez com que ele se tornasse música para ouvir, e não apenas para dançar. Coube a ele também o inegável mérito de levar o gênero às salas de concerto, através de composições em formatos mais sofisticados: óperas, suites e concertos.


Outras efemérides de 4 de julho
1948: A morte de Monteiro Lobato
1959: Com Maria Ester Bueno, Brasil é ouro em Wimbledon

Nascido em 11 de março de 1921, na cidade de Mar del Plata, Astor Pantaleón Piazzolla Manetti, deixou a Argentina ainda pequenino, quando foi morar com os pais em Nova Yorque, onde teve as primeiras aulas de música clássica. Ainda nos Estados Unidos, começou a estudar tango e conheceu Carlos Gardel. Em 1950, aluno de Nadia Boulanger, em Paris, revolucionou o tango, ao introduzir elementos musicais do jazz e da música clássica. A experiência aplaudida em toda Europa, provocou resistência do grande público e da crítica argentinos. A consagração só viria anos mais tarde, após um concerto no Teatro Colón, de Buenos Aires, onde foi aclamado de pé.

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4 de julho de 1776: A independência das 13 colônias, os Estados Unidos da América

A independência dos EUA

Sob a regência do general George Washington, foi decretado o nascimento, como nação, das treze colônias britânicas na América do Norte. A assinatura da Declaração da Independência, redigida por Thomas Jefferson, firmava-se como a primeira formulação dos Direitos do Homem.

Outras efemérides de 4 de julho
1948: A morte de Monteiro Lobato
1959: Com Maria Ester Bueno, Brasil é ouro em Wimbledon

Não é de hoje que o mundo vive em conflito por disputa de terras e poder... O processo de independência dos Estados Unidos não seguiu regra diferente.

Originalmente colônia inglesa, com os conflitos políticos e religiosos europeus, e a acolhida de imigrantes holandeses, franceses e judeus, a América começou a consolidar uma forte oposição à Grã Bretanha. A rigorosa cobrança tributária imposta pelo Gabinete inglês, principalmente taxando o açúcar e impressos de toda ordem veiculados na colônia, e a proibição da abertura de estabelecimentos fabris, estimularam o sentimento nacionalista pela independência. Instinto que se viu fortalecido a cada novo entrave, como o imposto sobre o chá, o papel, o vidro e as tintas. Até que reunido em uma segunda tentativa, o congresso continental, enfim, alcançou seu ideal.

A Declaração da Independência EUA.
A Declaração da Independência dos Estados Unidos
"Quando, no curso dos acontecimentos humanos, se torna necessário a um povo dissolver os laços políticos que o ligavam a outro, e assumir, entre os poderes da Terra, posição igual e separada, a que lhe dão direito as leis da natureza e as do Deus da natureza, o respeito digno para com as opiniões dos homens exige que se declarem as causas que os levam a essa separação.

Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a procura da felicidade. Que a fim de assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados; que, sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la e instituir novo governo, baseando-o em tais princípios e organizando-lhe os poderes pela forma que lhe pareça mais conveniente para realizar-lhe a segurança e a felicidade. Na realidade, a prudência recomenda que não se mudem os governos instituídos há muito tempo por motivos leves e passageiros; e, assim sendo, toda experiência tem mostrado que os homens estão mais dispostos a sofrer, enquanto os males são suportáveis, do que a se desagravar, abolindo as formas a que se acostumaram. Mas quando uma longa série de abusos e usurpações, perseguindo invariavelmente o mesmo objecto, indica o desígnio de reduzi-los ao despotismo absoluto, assistem-lhes o direito, bem como o dever, de abolir tais governos e instituir novos Guardiães para sua futura segurança. Tal tem sido o sofrimento paciente destas colónias e tal agora a necessidade que as força a alterar os sistemas anteriores de governo. A história do actual Rei da Grã-Bretanha compõe-se de repetidas injúrias e usurpações, tendo todos por objectivo directo o estabelecimento da tirania absoluta sobre estes Estados. Para prová-lo, permitam-nos submeter os factos a um mundo cândido.

Recusou assentimento a leis das mais salutares e necessárias ao bem público.

Proibiu aos governadores a promulgação de leis de importância imediata e urgente, a menos que a aplicação fosse suspensa até que se obtivesse o seu assentimento, e , uma vez suspensas, deixou inteiramente de dispensar-lhes atenção.

Recusou promulgar outras leis para o bem-estar de grandes distritos de povo, a menos que abandonassem o direito de representação no legislativo, direito inestimável para eles e temível apenas para os tiranos.

Convocou os corpos legislativos a lugares não usuais, sem conforto e distantes dos locais em que se encontram os arquivos públicos, com o único fito de arrancar-lhes, pela fadiga, o assentimento às medidas que lhe conviessem.

Dissolveu Câmaras de Representantes repetidamente porque se opunham com máscula firmeza às invasões dos direitos do povo.

Recusou por muito tempo, depois de tais dissoluções, fazer com que outros fossem eleitos; em virtude do que os poderes legislativos incapazes de aniquilação voltaram ao povo em geral para que os exercesse; ficando durante esse tempo o Estado exposto a todos os perigos de invasão externa ou convulsão interna.

Procurou impedir o povoamento destes estados, obstruindo para esse fim as leis de naturalização de estrangeiros, recusando promulgar outras que animassem as migrações para cá e complicando as condições para novas apropriações de terras.

Dificultou a administração da justiça pela recusa de assentimento a leis que estabeleciam poderes judiciários.

Tornou os juízes dependentes apenas da vontade dele para gozo do cargo e valor e pagamento dos respectivos salários.

Criou uma multidão de novos cargos e para eles enviou enxames de funcionários para perseguir o povo e devorar-nos a substância.

Manteve entre nós, em tempo de paz, exércitos permanentes sem o consentimento dos nossos corpos legislativos.

Tentou tornar o militar independente do poder civil e a ele superior.

Combinou com outros sujeitar-nos a uma jurisdição estranha à nossa Constituição e não reconhecida pelas nossas leis, dando assentimento aos seus actos de pretensa legislação:

para aquartelar grandes corpos de tropas entre nós;

para protegê-las por meio de julgamentos simulados, de punição por assassinatos que viessem a cometer contra os habitantes destes estados;

para fazer cessar o nosso comércio com todas as partes do mundo;

por lançar impostos sem nosso consentimento;

por privar-nos, em muitos casos, dos benefícios do julgamento pelo júri;

por transportar-nos por mar para julgamento por pretensas ofensas;

por abolir o sistema livre de leis inglesas em província vizinha, aí estabelecendo governo arbitrário e ampliando-lhe os limites, de sorte a torná-lo, de imediato, exemplo e instrumento apropriado para a introdução do mesmo domínio absoluto nestas colónias;

por tirar-nos nossas cartas, abolindo as nossas leis mais valiosas e alterando fundamentalmente a forma do nosso governo;

por suspender os nossos corpos legislativos, declarando-se investido do poder de legislar para nós em todos e quaisquer casos.

Abdicou do governo aqui por declarar-nos fora de sua protecção e fazendo-nos guerra.

Saqueou os nossos mares, devastou as nossas costas, incendiou as nossas cidades e destruiu a vida do nosso povo.

Está, agora mesmo, a transportar grandes exércitos de mercenários estrangeiros para completar a obra de morte, desolação e tirania, já iniciada em circunstâncias de crueldade e perfídia raramente igualadas nas idades mais bárbaras e totalmente indignas do chefe de uma nação civilizada.

Obrigou os nossos concidadãos aprisionados no mar alto a tomarem armas contra a própria pátria, para que se tornassem algozes dos amigos e irmãos ou para que caíssem em suas mãos.

Provocou insurreições internas entre nós e procurou trazer contra os habitantes das fronteiras os índios selvagens e impiedosos, cuja regra sabida de guerra é a destruição sem distinção de idade, sexo e condições.

Em cada fase dessas opressões solicitamos reparação nos termos mais humildes; responderam a nossas petições apenas com repetido agravo. Um príncipe cujo carácter se assinala deste modo por todos os actos capazes de definir um tirano não está em condições de governar um povo livre.

Tão-pouco deixamos de chamar a atenção de nossos irmãos britânicos. De tempos em tempos, os advertimos sobre as tentativas do Legislativo deles de estender sobre nós uma jurisdição insustentável. Lembramos-lhes das circunstâncias de nossa migração e estabelecimento aqui. Apelamos para a justiça natural e para a magnanimidade, e conjuramo-los, pelos laços de nosso parentesco comum, a repudiarem essas usurpações que interromperiam, inevitavelmente, nossas ligações e a nossa correspondência. Permaneceram também surdos à voz da justiça e da consanguinidade. Temos, portanto de aceitar a necessidade de denunciar nossa separação e considerá-los, como consideramos o restante dos homens, inimigos na guerra e amigos na paz.

Nós, por conseguinte, representantes dos ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, reunidos em CONGRESSO GERAL, apelando para o Juiz Supremo do mundo pela rectidão das nossas intenções, em nome e por autoridade do bom povo destas colónias, publicamos e declaramos solenemente: que estas colónias unidas são e de direito têm de ser ESTADOS LIVRES E INDEPENDENTES; que estão desobrigados de qualquer vassalagem para com a Coroa Britânica, e que todo vínculo político entre elas e a Grã-Bretanha está e deve ficar totalmente dissolvido; e que, como ESTADOS LIVRES E INDEPENDENTES, têm inteiro poder para declarar a guerra, concluir a paz, contrair alianças, estabelecer comércio e praticar todos os actos e acções a que têm direito os estados independentes. E em apoio desta declaração, plenos de firme confiança na protecção da Divina Providência, empenhamos mutuamente nossas vidas, nossas fortunas e nossa sagrada honra.

John Hancock.

GEORGIA Button Gwinnett, Lyman Hall, Geo. Walton.
CAROLINA DO NORTE Wm. Hooper, Joseph Hewes, John Penn
CAROLINA DO SUL Edward Rutledge, Thos Heyward, junr., Thomas Lynch, junr., Arthur Middleton
MARYLAND Samuel Chase, Wm. Paca, Thos. Stone, Charles Carroll, of Carrollton
VIRGINIA George Wythe, Richard Henry Lee, Ths. Jefferson, Benja. Harrison, Thos. Nelson, jr., Francis Lightfoot Lee, Carter Braxton
PENNSYLVANIA Robt. Morris, Benjamin Rush, Benja. Franklin, John Morton, Geo. Clymer, Jas. Smith, Geo. Taylor, James Wilson, Geo. Ross
DELAWARE Caesar Rodney, Geo. Read
NOVA IORQUE Wm. Floyd, Phil. Livingston, Frank Lewis, Lewis Morris
NOVA JERSEY Richd. Stockton, Jno. Witherspoon, Fras. Hopkinson, John Hart, Abra. Clark
NOVO HAMPSHIRE Josiah Bartlett, Wm. Whipple, Matthew Thornton
BAÍA DE MASSACHUSETTS Saml. Adams, John Adams, Robt. Treat Paine, Elbridge Gerry
RHODE-ISLAND E PROVIDENCE C. Step. Hopkins, William Ellery
CONNECTICUT Roger Sherman, Saml. Huntington, Wm. Williams, Oliver Wolcott
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3 de julho de 1971: O fim do instigante Jim Morrison

Jim Morrison Reprodução

"This is the end / Beautiful friend / This is the end / My only friend, the end / Of our elaborate plans, the end / Of everything that stands, the end / No safety or surprise, the end / I'll never look into your eyes...again / Can you picture what will be / So limitless and free / Desperately in need...of some...stranger's hand / In a...desperate land ?"
Jim Morrison - The Doors

Embora muito ainda se especule a respeito das reais circunstâncias da morte do vocalista do The Doors - se por overdose no banheiro de uma casa noturna ou vítima de um ataque cardíaco em sua banheira, no dia 3 de julho de 1971, a trajetória de Jim Morrison, 27 anos, chegava ao fim.

Outras efemérides de 3 de julho
1951: Lei Afonso Arinos: Racismo é crime
1962: Proclamada a Argélia independente
1972: O exílio de Juan Perón
1973: Toda Nudez Será castigada é premiado em Berlim

Jim Morrison nunca precisou de convite para incendiar em completo delírio as platéias que urravam de excitação e prazer diante do carisma desafiador no palco. Pioneiro do rock teatral, definido como feiticieiro, xamã, James Joyce pop, Dionísio surfista, Adonis hippie, entre tantos outros conceitos emitidos por críticos e estudiosos perplexos com sua personalidade, é um dos grandes mitos do rock anos 60.

Em cinco anos de uma instigante carreira à frente do The Doors, deixou um legado musical em sete álbuns, um deles ao vivo, e outras coletãneas, lançadas após sua morte.

The Doors era um conjunto diferente no cenário rock. Sua origem era Los Angeles, mas preicasmente a praia Venice, um dos berços do movimento hippie, ao lado de Hieght Ashbury na vizinha San Francisco. Seus componentes tinham background intelectual pouco usual, até então. Jim devorava Nietzsche, Rimbaud, Norman Brown. Sua cabeça explodiu com autores que desencadearam a beat generation, como Jack Kerouac, com seu On the Road, e o psicodelimsmo como Allen Ginsberg. A fascinação pelo não sabido, acabou dando nome ao grupo.

Existe o conhecido e o desconhecido, entre os dois existe a porta. Jim quis liderar esse elo de comunicação juntando As portas da Percepção, de Aldous Huxley, com William Blake. A ele se aliaram os universitários estudantes de filosofia transcedental: Ray Manzarek, tecladista, e John Densmore, baterista. Mais tarde, apareceu outro estudante de meditação, Robby Kneger, guitarrista. Formava-se assim a base para as loucuras de Morrison.

Nos primeiros anos, com o explodir da era psicodélica, enguliu doses de LSD com cerveja em intermináveis viagens que inspiravam frases rabiscadas em cadernos de nota, futuros versos de música: "Open the doors of perception, break on thru the other side, take the highway to the end of night, visit weird scenes inside the gold mine". Nessa época também consumia grande quantidade outras drogas. O álcool era consumido da hora qye acordava à hora que desmaiava num a quase coma alcoólica. Era nesse estágio que expressava seu talento de maneira desordenada. Fascinado por literatura, cinema, tentou fazer vários filmes como ator, mas desistiu após o incidente em Miami, quando embriagado, acabou preso acusado fazer de atos obscenos durante um show, quando tentou ainda causar instigar a platéia contra a polícia: Desde então, só queriam dele o papel de astro do rock protagonista de escândalos em público.

Foi o começo do fim. O temor de novos rompantes motivados por seu temperamento intempestivo fez com uma série de shows fosse cancelada, diminuindo consideravelmente o ritmo de trabalho do grupo. Foi o suficiente para que Jim mergulhasse cada vez mais fundo ao submundo das drogas.

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2 de julho de 1964: Entra em vigor nos EUA a nova Lei dos Direitos Civis

A nova lei de direitos civis da América. Jornal do Brasil: Sexta-feira, 3 de julho de 1964

Dez anos após da decisão da Suprema Corte americana, que considerou inconstitucional a segregação nas escolas, a aprovação pela Câmara da Lei dos Direitos Civis representou um marco histórico na evolução do grande problema norte-americano.

A nova lei, inspirada na mensagem de John Keneddy, sofreu algumas alterações em seu modelo original, decorrentes de negociações parlamentares necessárias à sua viabilização. Mas mesmo assim, tornou-se um forte aliado para os ideais de integração social do povo norte-americano.

O projeto aprovado constituiu a medida mais radical contra a segregação racial adotada no país, desde os dias de reconstrução que se sucederam à guerra civil americana.


Outras efemérides de 2 de julho
1922: Hermes da Fonseca é preso
1923: Centenário da liberdade baiana
1961: Hemingway tira a própria vida
1997: Morre James Stewart

A aprovação da lei desencadeou uma onda de violência e derramamento de sangue em todo o país, motivada principalmente por conflitos entre correntes insatisfeitas por sua legalização e outras em sua defesa, ávidas por usufruí-la. Houve também resistência em vários estabelecimentos comerciais, instituições religiosas e de ensino em cumprir a nova lei. Os focos mais evidentes aconteceram nos estados em que o racismo estava mais arraigado.

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1º de julho de 1946: Explode a primeira bomba atômica no Atol de Bikini

A primeira explosão no Atol Bikini. Jornal do Brasil: Terça-feira, 2 de julho de 1946.
"A Super Fortaleza B-29 que conduziu a bomba atômica para a experiência da encruzilhada levantou vôo sem qualquer contratempo loga às primeiras horas de hoje afim de atirar a bomba sobre a esquadra cobaia ancorada no atol de Bikini... Pouco depois do bombardeio gigantesco levantar vôo, o major Harold Wood - o bombardeador, declarou que esperava que acertar um impacto direto sobre o Nevada. Quando interrogado sobre se errasse o alvo, o major Wood respondeu apenas: Terei que procurar outro emprego". Jornal do Brasil

Numa manhã de segunda-feira de sol, o Atol Bikini, um arquipélago localizado no Oceano Pacífico, onde seus moradores consumiam peixe, frutos do mar, bananas e cocos, experimentava seu primeiro bombardeio nuclear. A quarta bomba atômica de que o mundo tinha conhecimento explodiu com um fulgor irradiante e multicolorido sobre a esquadra de setenta e três velhos navios de guerra, entre eles o encouraçado Nevada. Além da espessa nuvem esférica rosada, que logo assumiu o formato de um cogumelo e se prolongou céu acima num raio superio a 10 mil metros, os espectadores puderam conferir o incêndio a bordo dos alvos. Não houve onda excessiva de calor, nem terremoto. O cenário natural manteve-se intacto.

A Marinha americana qualificou o bombardeio como um conjunto de operações bem planejadas e executadas. O único senão da experiência foi a perda de um avião controlado pelo rádio que saiu do controle antes da bomba ser lançada. Não houve mortos nem feridos. Apenas um receio sobre os riscos de contaminação do pessoal exposto aos efeitos da radioatividade. Nada, entretanto, que pudesse impedir a sua execução.

Entre 1946 e 1958, 23 dispositivos nucleares foram detonados no Atol do Bikini. Os verdadeiros impactos desta experiência só seriam revelados ao mundo anos mais tarde, advindos principalmente pelo consumo dos produtos locais.

Em 2010, o Atol Bikini foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

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