27 de março de 1972 - Morre M. C. Escher, o mágico da arte gráfica

Maurits Cornelis Escher morreu no Hospital Hilversum quando ainda não tinha completado 74 anos. Dono de uma saúde desde sempre inspiradora de cuidados, viveu os últimos anos na Holanda, terra natal para onde voltou, depois de percorrer o mundo, criando um legado artístico de tempos e espaços fantásticos, resultado de sua experiência visual.
"Deus não pode existir sem o mal, e desde que se aceite a ideia da existência de Deus, tem-se de aceitar, também, a do mal. É uma questão de equilíbrio. Esta dualidade é a minha vida". M. C. Escher
Com estas palavras, Escher parece ter definido bem o temperamento de homem e artista, explicando os contrastes que sempre caracterizaram seus trabalhos em xilogravuras, litografias, a predileção pelo preto e branco, a dualidade e até um certo antagosnimo encontráveis nos títulos de algumas de suas obras, como Dia e Noite e Alto e Baixo.

Uma de suas técnicas mais fabulosas é a replicação de formas que se entrelaçam a outras repetidas vezes, formando belos padrões geométricos. A partir de uma malha de polígonos, regulares ou não, surgiram figuras de homens, peixes, aves, lagartos, todos envolvidos de tal forma que nenhum poderia mais se mexer. Tudo representado num plano bidimensional.
Destacam-se também os trabalhos do artista que exploram o espaço. Escher brincava com o fato de ter que representar o espaço, que é tridimensional, num plano bidimensional, como a folha de papel. Com isto ele criava figuras impossíveis, representações distorcidas, paradoxos.
Foi assim que a surpreendente obra de Escher conquistou e impressionou uma legião de admiradores, despertando a curiosidade e estimulando sua reflexão.











