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21 de maio de 1975 - Julgamento do Baader-Meinhof

Jornal do Brasil: Baader Meinhof

O julgamento dos líderes do grupo Baader-Meinhof, devido às suas extraordinárias medidas de segurança, foi comparado pela imprensa alemã ao processo contra as autoridades nazistas em Nuremberg, (1954-49). Mais de 500 policiais fortemente armados vigiavam o edifício construído especialmente para a ocasião, no interior da penitenciária de Stammhein, na cidade de Stuttgart. A obra custou 5 milhões de dólares.

Dentro da sala da corte 40 policiais guardavam todas as portas de acesso, e o juiz, o promotor, e os acusados sentavam-se em cabines protegidas por vidros à prova de bala. O público, inclusive os 100 jornalistas, foi minuciosamente revistado antes de entrar.
Essas precauções foram tomadas para impedir qualquer ação espetacular do grupo, que continuava atuando na Alemanha, e fora dela.

A organização de extrema esquerda Facção do Exército Vermelho foi criada em 1970 com o objetivo de combater o sistema capitalista e o imperialismo, protestar contra a intervenção dos Estados Unidos no Vietnã, a pobreza e a questão da energia nuclear, assim como criticar o passado nazista da Alemanha.

Ulrike Meinhof juntou-se ao grupo em maio de 1970 quando ajudou Andreas Baader, líder do grupo terrorista, a escapar da prisão em Berlim. Sob o pretexto de fazer uma entrevista com Baader, Ulrike visitou a prisão, enquanto Gudrun Ensslin, namorada de Baader, e outros membros da facção deveriam libertar o prisioneiro. O plano não correu conforme o previsto e Andreas e Ulrike tiveram que fugir por uma janela. No dia seguinte, o nome da jornalista surgia na imprensa como uma perigosa criminosa.

A partir de então, os jornais passaram a referir-se à Facção Exército Vermelho por Grupo Baader-Meinhof. Nos dois anos seguintes a organização foi perseguida ao tempo em que realizava atentados, sequestros, assaltos a bancos e assassinatos. Ulrike foi presa em junho de 1972. Três anos depois Gudrun Ensslin, Andreas Baader, Ulrike Meinhof e Jan-Carl Raspe foram indiciados por quatro homicídios e 54 tentativas de homicídio.

Segundo o governo alemão, Ulrike Meinhof enforcou-se em maio de 1976 na prisão, depois de crises de depressão e várias greves de fome. Em 14 de outubro do mesmo ano, seus companheiros Andreas Baader, Jan-Carl Ruspe e Gudrun Ensslin foram mortos em suas celas de segurança máxima. O Estado alemão não reconheceu as execuções.

Grupo é dissolvido em 1988
Brigitte Mohnhaupt, que assumiu a liderança depois da condenação de Baader-Meinhof, foi libertada em 2007, depois de cumprir uma pena de 22 anos. Christian Klar, que foi detida com Brigitte em 1982, será ainda libertada em 2009. Brigitte foi acusada da morte de 34 pessoas. Foi ela quem anunciou a dissolução do grupo em 1988. Suas ações visavam principalmente a melhoria das condições dos integrantes do grupo, que estavam na prisão em regime de isolamento.

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24 de abril de 1982 — Os ingleses nas Malvinas

Jornal do Brasil: Guerra das Malvinas

Depois de enviar um ultimato para que os argentinos se retirassem das ilhas Malvinas, ocupadas desde o dia 2 de abril, a primeira-ministra Margaret Thatcher ordenou a preparação das tropas britânicas para a guerra. Antes de começar a batalha, os ingleses sofreram sua primeira baixa. O suboficial Kevin Stuart Casey caiu no mar, quando fazia manobras em um helicóptero Sea King.

Em 2 de maio, a Argentina sofreu o seu pior ataque, quando o submarino inglês Conqueror torpedeou o cruzador General Belgrano. O navio adernou e afundou uma hora depois, matando 368 tripulantes. A embarcação estava em águas argentinas e fora da zona de guerra. Parentes das vítimas tentaram processar o governo britânico pelo ato, mas a Corte de Direitos Humanos da Europa recusou a ação no ano 2000.

Em 7 de maio, a Royal Navy estabeleceu uma Zona de Exclusão Total ampliada para até 20 km da costa argentina, dentro da qual qualquer navio que trafegasse sem autorização seria atacado e destruído. Vários navios-patrulha argentinos e outros que tentaram furar o bloqueio foram atingidos ou aprisionados.

No conflito morreram 712 soldados argentinos e 255 ingleses. A Inglaterra gastou 2 bilhões de libras em armas e equipamentos. Foram usados os caças-bombardeiros de última geração enquanto os soldados argentinos não tinham sequer agasalhos adequados para enfrentar o clima hostil das ilhas. As Ilhas Malvinas foram domínio argentino de 1820 até 1833, quando foram ocupadas pelo Reino Unido, que as administra desde então.

A derrota dos militares argentinos
O general Galtieri, chefe da Junta militar, que estava no poder na Argentina desde 1976, lançou mão da invasão das Ilhas Malvinas como último recurso para reaver a popularidade desgastada pelas acusações de violações dos direitos humanos e pela crise econômica. Mas o artifício não deu certo. A rendição argentina acelerou a queda da ditadura. Os militares passaram a ser vistos como aventureiros, que jogaram o país em uma guerra inútil. O general Galtieri foi deposto e, no ano seguinte, foram realizadas eleições livres, com a vitória de Raúl Alfonsín. Na Inglaterra o efeito foi contrário. A primeira-ministra Margaret Thatcher aumentou a sua popularidade e foi reeleita.

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14 de abril de 1945 — Tropas brasileiras tomam Montese


Jornal do Brasil: Montese
Depois dos intensos combates nas montanhas dos Apeninos, durante a conquista de Monte Castelo, em 21 de fevereiro, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) travou uma nova batalha, muito mais dura que a primeira, nas ruas da pequena cidade de Montese.

O mais sangrento combate da FEB na Segunda Guerra Mundial deixou 34 mortos, 382 feridos e 10 desaparecidos. Os brasileiros foram encarregados, por sugestão do próprio general Mascarenhas de Moraes, de derrotar as tropas alemãs que ocupavam a região de Montese, obstáculo para a passagem dos aliados rumo ao vale do rio Pó.

Na luta, a FEB atraiu a maior parte do fogo defensivo da artilharia, desviando a atenção da 10ª Divisão de Montanha, norte-americana, que liderava a ofensiva.

A ação envolveu as guarnições da artilharia, os três regimentos de infantaria e o esquadrão de reconhecimento. O 3º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria, que avançou rumo a Serreto-Paravento-Montelo, ficou no centro da formação ofensiva.

O esforço final dos aliados para acabar com a guerra na Itália [começou com a Ofensiva da Primavera. Ao fim de três dias de batalha os pracinhas capturaram a 148.ª Divisão de Infantaria alemã comandada pelos generais Otto Fretter Pico e Mario Carloni. As forças inimigas bateram em retirada sob a pressão dos soldados brasileiros.

Pilotos brasileiros na guerra
O desempenho do esquadrão de caça verde-amarelo na Itália também foi notável. Os 60 pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB) usaram aviões P-47 e cumpriram missões de ataque ao solo, muito perigosas em face do terreno escarpado.

O esquadrão foi equipado e treinado pelos norte-americanos, e estava inserido em um de seus grupos de caça. Com menos de 6% das aeronaves do grupo, os brasileiros destruíram mais de 12% dos alvos. Dentre os quais dois depósitos de munição alemães e várias fábricas no oeste de Bolonha.

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