1968: Mandatos cassados por dez anos

O Presidente Costa e Silva cassou os mandatos de 11 deputados federais e decretou a aposentadoria do desembargador Joaquim de Sousa Neto, presidente do Tribunal de Contas de Brasília. Os direitos políticos desses parlamentares e do ex-governador Carlos Lacerda foram suspensos por dez anos.
A punição, que se baseou no ato Institucional no. 5 (clique aqui para saber mais), foi adotada ao final de uma do Conselho de Segurança Nacional, que durou três horas.
Foram punidos os deputados federais Márcio Moreira Alves, Hermano Alves, David Lerer, Hélio Navarro, Gastone Righi, Mateus Schmidt, Henrique Henkin, Maurílio Ferreira Lima, José Lurtz Sabiá, Renato Archer e José Carlos Guerra.
Havia outros nomes na relação inicial de punições, mas Costa e Silva limitou-se às pessoas que já tinham processo de investigações concluídos.
O Presidente Marechal Costa e Silva encerrou o encontro anunciando que novas decisões revolucionárias, da mesma natureza, seriam tomadas.
No dia seguinte fez um pronunciamento à nação e em seguida viajou para Petrópolis para passar o reveillon no Palácio Rio Negro.

Falando pela rádio e televisão, o presidente marechal Costa e Silva disse que o AI-5 concedeu a ele poderes excepcionais, transitoriamente, para praticar todos os atos necessários à manutenção da ordem, à defesa da segurança individual e coletiva. "Declarei em recesso o Congresso Nacional até que se pusesse mão nas causas imediatas ou mais ou menos remotas da crise que denunciou a falência temporária do poder político... A decretação do estado de sítio não seria remédio, mas paliativo perigoso, pois a curto prazo colocaria a crise nas mãos do próprio congresso".
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