RSS Feeds

13 de agosto de 1987 – Reagan assume culpa pelo Irã-gate

O Irã-gate chocou a sociedade norte-americana ao mostrar um lado obscuro da CIA

Num discurso de 20 minutos em cadeia nacional de televisão, o presidente norte-americano Ronald Reagan assumiu a responsabilidade pelo escândalo de corrupção Irã-gate, revelado pela mídia em novembro de 1986.

Durante o discurso, Ronald Reagan contestou o depoimento de seu ex-conselheiro para a Segurança Nacional, John Poindexter, que assumiu toda a responsabilidade pela ajuda clandestina aos “contras” nicaraguenses:

- A responsabilidade não é do almirante Poindexter, ela é minha. Nenhuma operação é tão secreta que deva ser mantida em segredo do comandante em chefe. Eu nada sabia, mas a responsabilidade diante do povo americano é minha.

Reagan disse que foi um erro tentar trocar armas por reféns, mas acrescentou que a imagem de americanos acorrentados oprimia seus pensamentos e que não ia pedir desculpas porque achava que nenhuma palavra sua poderia corrigir as coisas.

Boa parte do discurso do presidente teve como tema os planos para seus últimos meses de governo, como a concessão de negociar orçamento para 1988 com o Congresso e a confiança no acordo de desarmamento com a União Soviética.

O lado obscuro da CIA
Também conhecido como Irã-contras, o Irã-gate foi um escândalo de corrupção nos Estados Unidos revelado durante o segundo mandato de Ronald Reagan. Nele, a Agência Central de Inteligência (CIA) facilitou o tráfico de armas para o Irã, que estava sujeito a um embargo internacional de armamento, com o objetivo de utilizar o dinheiro adquirido na venda de armas para financiar os rebeldes Contras, que lutavam para derrubar o governo sandinista na Nicarágua. Além disso, o Irã deveria retribuir o favor dos EUA intercedendo pela libertação de cidadãos estadunenses presos no Líbano.


« anterior próximo »

Comentários


Não há comentários

Comentar

:

:
:



Hoje na História - Siga no Twitter!