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13 de fevereiro de 1960 – França testa bomba atômica no Saara




A primeira bomba atômica francesa explodiu na manhã do dia treze de fevereiro, no Saara Francês, tendo sido a experiência onsiderada bem sucedida pelos cientístas e militares. A bomba foi instalada em uma torre de aço com 106 metros de altura, e as primeiras indicações após a explosão foram de que as regiões habitadas não tinham sofrido qualquer contaminação radioativa. Embora o engenho fosse chamado de bomba, mais parecia uma máquina atômica que foi levada em peças ao lugar da explosão e ali armada.

A notícia da explosão foi transmitida do local, localizado ao sul de Orã, cidade da Argélia, então província francesa, para o presidente da França, De Gaulle, em Paris. Com o lançamento, De Gaulle esperava que os Estados Unidos aceitassem compartilhar os segredos atômicos com a França, uma vez que, com a explosão de sua primeira bomba, o país teria passado a integrar o grupo das potências nucleares, formado então pela União Soviética e a Grã-Bretanha além dos norte-americanos.

“A explosão ocorreu nas condições previstas de poder e segurança. O explosivo nuclear utilizado foi o plutônio. Foi integralmente garantida a segurança das populações do Saara e dos países vizinhos”, dizia um comunicado divulgado pela Presidência da República francesa. “Nessas condições, graças ao esforço nacional, pode a França reforçar o seu poderio defensivo, o da comunidade francesa e o do Ocidente. Por outro lado, a República Francesa está em melhores condições para fazer sentir a sua ação no sentido da conclusão dos acordos entre as potências atômicas, tendo em vista a realização do desarmamento nuclear”, finalizou a nota.

A explosão da bomba francesa causou reações negativas nos países africanos localizados na região do Saara, por não entenderem porque a França, em vez de discutir o desarmamento, tinha lançado uma bomba teste em território africano. O Primeiro-Ministro de Gana, Kwame Nkrumah, anunciou que, a partir do dia seguinte à explosão, seriam congelados todos os capitais franceses no país até que se conhecessem inteiramente os possíveis efeitos causados pela explosão atômica. Em comunicado veiculado na TV de Gana, Nkrumah disse que o Governo francês “desafiava a consciência da humanidade ao fazer explodir um aparato nuclear em solo africano”. No Marrocos e Japão, as manifestações dos governos sobre o ocorrido seguiram a mesma linha de desaprovação do Premier de Gana, tendo o governo marroquino chegado a dizer que o ato foi “indigno da cultura francesa”.

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Comentários


Comentários

silva enviou em 03/01/2011 as 23:39:

se era assim tão seguro, por que não explodiram na frança mesmo?

vasco enviou em 25/05/2011 as 04:01:

porque seguramente queriao destruir qualquer ciosa na argelia

Pahndorga enviou em 25/05/2011 as 17:50:

o pior disso tudo é que a Argélia libertou a frança(como possiveis aliados),na grande segunda guerra mundial...contra aqueles malditos nazistas....semse quer serem reconhecidos ....a sim, deram um brinde de reconhecimentouma bomba


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