14 de fevereiro de 1950 – China e URSS selam acordo de amizade

A rádio nacional da China anunciou que a União Soviética e o regime comunista chinês selaram em Moscou, capital da URSS. uma aliança para impedir o restabelecimento do Japão como potência imperialista no Oriente. O Tratado de Aliança Sino-Soviético, como foi denominado, foi assinado pelos ministros das Relações Exteriores das duas potências, contando com seis diferentes artigos.
A emissora relatou que a informação partiu do próprio presidente chinês, Mao Tsé Tung, que se encontrava em Moscou desde dezembro, para estabelecer uma aliança estratégica com a grande potência socialista da época. Segundo o dirigente chinês, o tratado teria igualmente como objetivo conter a agressão por parte de qualquer nação estrangeira relacionada “diretamente com o Japão”, promover o mais rápido possível a assinatura de um tratado de paz com o inimigo nipônico, e promover a cooperação cultural entre a China e a URSS, baseada no conceito de igualdade, entrando em vigor trinta dias após a sua assinatura.
Em Moscou, a rádio comunista também informou à população do tratado, dizendo que “as negociações foram realizadas numa atmosfera cordial e de mútua compreensão, que confirma os esforços de ambas as partes em fortalecer, por todas as formas, as relações amistosas entre elas, bem como o desejo de cooperação com o propósito de garantir a paz geral e a segurança das nações”. O Tratado, além do que já foi dito, dava à China maior prazo para pagamentos de dívidas que tinha com a URSS, além de devolver ao povo chinês a soberania sobre alguns territórios antigamente tomados pelos soviéticos.
No dia seguinte à assinatura do contrato, diplomatas dos Estados Unidos se reuniram para estudar a possibilidade de firmar um tratado de paz em separado com o Japão e outro com os demais países do Pacífico para conter o avanço comunista na região, como já prometera o presidente norte-americano Harry Truman. Um comunicado oficial da grande potência capitalista dizia que “foram estudadas as relações comerciais entre Japão e Estados Unidos, assim como aspectos do problema da comunicação e do tratado de paz”.
Os tratados de paz e amizade, promovidos pelas grandes potências rivais da época (Estados Unidos e União Soviética) constituiam um aspecto da Guerra Fria que então se intensificava, com cada parte tentando conter o avanço econômico e político da outra, e tentando aliciar o maior número de aliados possíveis. A aliança Sino-Soviética entrou em crise ainda nessa década, após a denuncia do Stalinismo promovida por Kruchev. Na década de 1970, o governo chinês tentou se reaproximar dos Estados Unidos, após conflitos em áreas fronteiriças.
