19 de abril de 1995 – Bomba explode em Oklahoma City

No dia 19 de abril, a pacata Oklahoma City ouviu um barulho que nem de longe se confundia com a sua famosa música country. O estrondo provocado por meia tonelada de explosivos em frente a um prédio do governo federal ensurdeceu a cidade que depois chorou a morte de 168 pessoas – entre eles mulheres e crianças – e agonizou junto com os mais de 500 feridos que sobreviveram ao atentado.
A explosão do carro-bomba deixou um buraco de dois metros e meio na rua e quebrou vidraças a vários quarteirões de distância, lançando “milhares de estilhaços que cortavam como giletes”, nas palavras de um homem que estava num dos prédios vizinhos e sofreu vários cortes no corpo. No prédio funcionavam diversas repartições públicas e ainda uma creche, que tinha 45 crianças matriculadas.
“Foi um ato covarde e diabólico”, declarou emocionado o então presidente do país, Bill Clinton, ao anunciar a decretação de estado de emergência em Oklahoma City. “Não há dúvidas que encontraremos os assassinos e então o castigo será rápido, certeiro e severo”, concluiu.
Logo depois do atentado terrorista, a imprensa norte-americana noticiou que homens de barba (possivelmente árabes) saíram correndo do prédio minutos antes da explosão e que a polícia dos Estados Unidos fizera retratos falados dos estranhos tipos. Traumatizados pela primeira bomba no World Trade Center (1993), os norte-americanos culparam estrangeiros pela tragédia que matou pessoas inocentes no interior sonolento dos Estados Unidos. Dias depois, uma outra bomba explodiu, mas desta vez de efeito moral. O que se descobriu foi que os autores do atentado não eram árabes de pele morena e barba comprida, mas sim um americano branquelo de cabelos castanho claro, que servira no Exército anos antes. Timothy James McVeigh foi preso, primeiramente, por excesso de velocidade e só depois ligado ao atentado por policiais do FBI.
McVeigh era ligado a uma milícia de extrema direita, a qual nutria um ódio especial ao governo federal e sua suposta tentativa de controlar a vida da população do país. Depois de julgado, McVeigh foi preso e executado (2001) por ter causado o segundo maior ataque terrorista em solo norte-americano (ficando atrás do atentado contra o World Trade Center, em 11 de setembro de 2001).
