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1970 - O sequestro do embaixador Alemão

Jornal do Brasil: Sexta-feira, 12 de junho de 1970
O Embaixador da Alemanha no Brasil, Sr. Ehrenfried von Holleben, 61 anos e 4 de Brasil, foi sequestrado por guerrilheiros urbanos, no Rio de Janeiro.

A operação não durou mais de dois minutos; quando o Mercedes Benz do embaixador, acompanhado por uma Variant com dois agentes de segurança, subia a Rua Cândido Mendes, na Glória, atiraram duas vezes nas lâmpadas da rua. Era o sinal para que uma pick-up, com duas pessoas, interceptasse o carro do embaixador.

Homens armados de metralhadoras apareceram e metralharam a Variant . O motorista policial caiu gravemente ferido. Outro seqüestrador chegou junto à janela do Mercedes e, antes que o agente conseguisse sacar a arma levou um tiro de revólver na cabeça.

O diplomata foi retirado de seu carro e levado ou para outro veículo que participava da operação, saindo em disparada.

O primeiro comunicado exigia: "Até o momento os critérios adotados para a liberação dos diplomatas que fizemos prisioneiros políticos eram a sua importância nas relações internacionais e o nível de ligações econômicas com a ditadura brasileira. A partir de agora esses critérios ficam abolidos, e estabeleceremos um mínimo de presos a serem trocados por qualquer diplomata de qualquer país".
Jornal do Brasil: Sexta-feira, 12 de junho de 1970
Foi solicitado a liberação de 40 presos políticos.

O Brasil vivia a era da repressão política e cultural, sem liberdade de imprensa, com os diretórios estudantis fechados, casas invadidas e pessoas desaparecidas. A esquerda se armou com a formação de vários grupos revolucionários. Assaltos a bancos, roubos de armas em quartéis, assaltos a carros fortes eram formas de angariar dinheiro para financiar a luta.


Organizações contra a ditadura

O sequestro durou 5 dias com diversas mensagens trocadas entre os governos brasileiro e alemão. No dia 15, os 40 presos chegavam na Argélia, em avião da Varig. O embaixador foi libertado no dia seguinte. O sequestro foi realizado pela VPR - Vangauarda Popular Revolucionária e pela FLN - Frente de Libertação Nacional. Teve a participação de 19 militantes, dentre os que decidiram, os que planejaram, os que executaram a ação e os que a apoiaram. Nos depoimentos à autoridades, o embaixador Holleben nada falou sobre suas conversas com os sequestradores.

Confira também:
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Comentários


Comentários

Fernando Bitton enviou em 11/06/2008 as 22:00:

Gostaria de saber o nome dos terroristas que fizeram parte desta ação, e principalmente dos que assassinaram a sangue frio o motorista e o segurança do Embaixador sequestrado.

Indi enviou em 29/10/2010 as 11:42:

os nomes sao: Castelo Branco, Costa e Silva, Medici, Geisel e Figueiredo.

tiffany enviou em 09/08/2011 as 16:16:

e muito legal esse jornal

Claudio J. Oliveira enviou em 29/03/2013 as 00:07:

Na comissão da "verdade" instalada no congresso, gostaria de perguntar se os seguranças do embaixador Von Holleban, filhos, esposa, receberam do governo Lula/Dilma, indenizações. Eu me lembro deste fato pois eu morava na rua Cândido Mendes, 359 na Gloria, e vi o sequestro que se deu em frente a escadaria do Fialho que se liga com a rua Benjamim Constant. Eu tinha 10 anos e aí ??? Como ficaram suas famílias?

Claudio J. Oliveira enviou em 29/03/2013 as 00:09:

Na comissão da "verdade" instalada no congresso, gostaria de perguntar se os seguranças do embaixador Von Holleban, filhos, esposa, receberam do governo Lula/Dilma, indenizações. Eu me lembro deste fato pois eu morava na rua Cândido Mendes, 359 na Gloria, e vi o sequestro que se deu em frente a escadaria do Fialho que se liga com a rua Benjamim Constant. Eu tinha 10 anos e aí ??? Como ficaram suas famílias?

JORGE MENDONÇA enviou em 15/05/2013 as 15:08:

vou publicar nos jornais de hoje esta realidade, pois o povo tem que sabe a verdade, pois esta comissao da verdade estar incobrindo a historia e só favorece os enterresses do governo e as pessoas que morreram em devesa do pais.


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