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1958 - Explosão em Deodoro

Jornal do brasil: Domingo, 3 de agosto de 1958
Uma série de explosões fizeram estremecer todo o subúrbio. Foram mais de 72 horas de explosões nos paióis do Depósito Central de Armamento e Munição do Exército, situado em Deodoro, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Projéteis foram lançados ao ar pelas explosões, entre balas de fuzis e granadas. O fogo atingiu inicialmente o paiol de infantaria. O vento levou o fogo para os paiós de petardos da infantaria, e finalmente incendiou a Granja do Exército, matando os animais ali criados.

Os deslocamentos de ar produzidos pelos repetidos estouros das granadas tiveram reflexos em muitos bairros, mesmo os mais distantes, como Leblon e Copacabana. No Grajaú e em Vila Isabel ocorreram rachaduras no reboco das paredes de diversas casas, e muitas vidraças foram quebradas.

Os 10 mil moradores do Conjunto Residencial da Casa Popular de Deodoro, que dá frente para os paióis de munições, saíram para as ruas com as roupas de dormir, por entre gritos de mulheres e choro de crianças. O objetivo era sair do perímetro de Deodoro.

Os bairros limítrofes a Deodoro tinham aspecto de cidades bombardeadas: paredes arrebentadas, vidraças estraçalhadas, telhados destruídos. Muitos destroços ficaram espalhados pela Avenida das Bandeiras.

O Depósito Central de Armamento e Munição era considerado o maior da América do Sul. Possuia 10 paióis e 60 depósitos de armamentos bélico.

Toda a área de Deodoro foi interditada, considerada que foi como praça de guerra. As residências e estradas foram patrulhadas por tropas da Polícia, armadas de metralhadoras. Foi estabelecido um cordão de isolamento que não deixava passar viaturas ou pedestres.


Um campo de batalha sem inimigo

Jornal do brasil: Domingo, 3 de agosto de 1958
Apesar da dramaticidade das explosões, as poucas mortes registradas resultaram das fortes emoções em pessoas cardíacas. A Central do Brasil ficou às escuras e os trens imobilizados, devido à falta da energia elétrica. Apesar de um guarda noturno afirmar ter visto um avião sobrevoar baixinho os paiós no dia do incidente, nada foi confirmado. O Presidente da República, Juscelino Kubitschek partiu para Deodoro pela madrugada, tão logo teve conhecimento das explosões. Lamentou os prejuízos e determinou que fossem adotadas as medidas necessárias, retirando-se depois de duas horas de permanência.



Confira também:
02/08: 1989: O Adeus à Luiz Gonzaga


Amanhã: Em 1988 - Fim da censura e da tortura no Brasil


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Comentários


Comentários

Nélio Soares de Oliveira e Sá enviou em 28/07/2009 as 19:09:

Vai fazer 51 anos desde da esplosão de Deodoro, E muito pouca gente comenta o fato nos atuais dias, pena que a grande maioria de pessoas que assistiram o episódio, ja pereceram mas os que ainda
estão vivos tem na lembrança as horas de
terror vivido naquele dia fatídico.

Ubirajara M Guimarães enviou em 12/08/2009 as 21:30:

Nem todos morreram ainda. Existem muitas pessoas ainda vivas que viram e ouviram aquelas explosões. Eu por exemplo, morava num apartamento na antiga Rua 17, hoje Rua Argos, e pude ver os clarões imensos no céu, e sentir apavorado na época, sem saber o que estava acontecendo, e fugir a pé, de madrugada, eu e toda a minha família guiados pelo meu saudoso pai até Rocha Miranda, uns bons kilômetros, onde consenguimos tomar um ônibus que nos levou à casa de uma tia que morava num outro bairro mais distante. Esse evento trouxe para minha familia muitos transtornos. Alguém tinha que ser incriminado pelas explosões, que até hoje não se sabe se foi sabotagem ou não, pois é, foram acusar justamente o meu pai que dormia com a gente naquela noite, somente porque ele tinha convicções esquerdistas, apesar de ser Oficial do Exército RRM. Achamos que foi denunciado por algum imbecil. Nós não sabemos nem podemos imaginar o que ele deve ter passado nas prisões por onde esteve na época, mas sabemos as sequelas, sem que nenhuma informação fosse prestada à família; dos 14 filhos dele, ainda existem 10 que se lembram perfeitamente daquele dia trágico.

Ubirajara M Guimarães enviou em 12/08/2009 as 22:17:

Complementando: até hoje eu, meus irmãos e o resto da familia não conseguimos compreender como foi que o nosso pai, que dormia invariavelmente em casa, nos braços da minha mãe, conseguiu, depois de colocar todos para dormir, ausentar-se sorrateiramente, caminhar a pé até o paiol de Deodoro - uns bons kilômetros - burlar toda a guarda existente, abrir todas a chaves, colocar uma expoleta ou coisa parecida, de retardo certamente, acendê-la, voltar pra casa, deitar-se ao lado de minha mãe na maior tranquilidade e esperar que a coisa toda explodisse. Meu pai foi um precursor desses Rambos da vida, que só vieram a aparecer muitos anos depois. O pior é que tudo isso deve ter sido feito por ordem do Brizola, que era quem meu pai também achava que seria a solução para corrupção existente na época. E que governouo Nosso RJ. Meu pai era um esquerdista, chamado de comunista na época. Será que também são comunistas a maioria do nosso povo, inconformada com o que está acontecendo atualmente na nossa república. Felizmente ele não estrá aqui para responder por qualquer ato que porventura venha a ser tomado contra aquelas duas torres gêmeas lá em Brasilia. Vamos deixar por conta do MST.

Sidnei Deodato R. dos Santos enviou em 19/09/2009 as 02:57:

Realmente é um acontecimento histórico, pouco comentado. Aos meus 39 anos de idade só ouvi esta história duas vezes, uma vez contada por um professor do senai de Deodoro e exatamente hoje 19/09/2009 pela segunda vez por um senhor em um onibus na AV Brasil. Quando o onibus passava por Deodoro ele começou a falar e amostrar os lugares afetados pela explosão.

Valdinea Ramos enviou em 03/10/2009 as 19:36:

Hoje tenho 55 anos, e nesta data estava na casa de minha avó materna em Magalhães Bastos, e lembro-me perfeitamente até hoje das explosões, dos clarões que subiam bem proximo a nós. Fugimos a pe e de bicicleta até o bairro de Realengo. Foi terrivel, tenhno certeza que muitas pessoas ficaram traumatizadas por causa dessas explosões.

Luiz Carlos Fortes enviou em 24/10/2009 as 14:05:

esta é uma historia espetacular, que deveria ser melhor pesquisada. Soube que alguns universitarios fizeram um documentario sobre estas explosões, mas infelizmente não se tem a cultura de apresentar documentários em tvs abertas, e o que vcs estão fazendo é muito importante realatar o que vivenciaram, se outros o fizessem acredito que teriamos um visão melhor dos fatos. Eu só nasci dois anos depois, mas minha mae conta que pegou meu irmão no colo e subiram o morro do Barata (Realengo), pois tinham o receio de que fragmentos (bolas de fogo cortavam o céu) caissem na fabric de cartuchos do Realengo, que tinha um grande quantidade de material explosivo..quem tem mais relatos, que o faça...

Rosangela Santos de Oliveira enviou em 09/11/2009 as 20:19:

Gostaria de saber se teve mortes ou aguém amputado por conta deste acidente principalmente entre soldados da época.

ADELSON RICARDO DA SILVA enviou em 28/12/2009 as 21:57:

Naquela época, acabara de completar 03 anos. Morava em Diodoro, e ainda hoje me recordo das cenas de pessoas correndo pelas ruas da cidades, apavoradas, procurando abrigo, principalmente, para seus filhos. Fomos resgatados, eu, minha mãe e meus irmãos por um casal de amigos: Da. Arlete e pelo Sr. Jorge, que era militar do Exército Brasileiro e a quem presto homenagem e deixo registrados os meus agradecimentos.

valeria enviou em 10/02/2010 as 23:35:

minha mãe tem 56 anos e conta sobre esta explosão. ela era criança , morava na então chamada Vila Operária de Marechal Hermes, bairro próximo à Deodoro.Tenho uma tia de 80 anos(que na ocasião já era adulta) narra os fatos com melhor clareza. O que eu não consigo entender é a dimensão política do atentado, o que poderia ter motivado este ato. A explicação do sr Ubirajara me esclareceu um pouco

Mauro Telles de Menezes enviou em 01/06/2010 as 10:15:

Eu tinha em 1958, 3 anos de idade. Morava em Ricardo de Albuquerque bem próximo do paiol, o muro do meu quintal, fazia divisa com a área militar na qual ficava situado o paiol. Lembro-me perfeitamente das explosões ocorridas de madrugada, eu estava na sloleira da porta,no colo do meu, pai e nos preparávamos para fugir-mos do local. Olhava para o céu via aquelas bolas de fogo passando em nossas cabeças, mas não entendia aquela aflição de meus pais. Esta é a lembrança que eu tenho daquele fato. Mauro Telles

viviani enviou em 20/06/2010 as 00:50:

isso faz muito tempo hoje, Gostaria de saber pq é tão demorada qualquer iniciativa do Governo do Estado quando o assunto é as constantes queimadas do morro do Barata que faz parte da Pequena, mas não menos importante, Reserva Florestal do Parque de Jaquaré Pagua. Anualmente neste período todos nós moradores do Barata e adjacência sofremos juntamente com nossos filhos que sofrem de rinite e quem paga esta conta?

Jaconias Geraldo de Jesus enviou em 01/07/2010 as 23:48:

Eu servi neste quartel entre os anos de 1994 a 2003 lá tem um memorial bem na entrada com os nomes das pessoas que infelizmente morreram nesta explosão. Morreram sim bastante pessoas que lá trabalhavam, morreram homens e mulheres. Realmente, mesmo que nçao seja da nossa época, mas quando neste quartel acaba o expediente, ele passa a ter uma tonalidade de muita tristeza. Se vocês quiserem se aprofundar mais nesta trite história, façam uma visita ao Quartel Depósito Central de Armamento pelo qual srvir e pelo qual aconteceu toda essa triste tragédia. Saudações!

Alexandre Cavalcante enviou em 15/07/2010 as 22:44:

Minha mãe sempre comentou sobre este fato para mim e meus irmãos. Ela tinha apenas 3 anos, mas lembra-se bem das explosões de tão marcante que fora o fato. Os relatos dela são muito parecidos com os comentários citados anteriormente. Ela inclusive disse lembrar de pessoas do próprio Exército evacuando a população das proximidades.

ELIO GOMES enviou em 30/07/2010 as 08:03:

Meu nome e Elio Eu ia fazer 3 ano mais me lembro muito bem da esplosão eu tinha um visinho sargento da marinha, e ele estava em cima do telhado e eu estava no quintal da minha casa aulado . e ele chamou o nome da minha mãe maria ai eu olhei para o auto e ele falava lavem lavem ela quando eu olhei uma bola de fogo esplodil e ele caiu do telhado e eu meus irmão e minha mãe fugimos para rua e subimos ao alto da rua e vi muitas pessoas correndo para lado para lado sem saber para onde ir muito triste mais hoje é a minha historia eu estava la e hoje mi sinto muito bem para relatar este acontecimento da minha infancia.

Marilda Teixeira enviou em 31/07/2010 as 22:56:

Em agosto de 1958 eu tinha 6 anos de idade. Lembro-me perfeitamente daquela noite. Eu morava em Coelho Neto, no conjunto habitacional do IAPC. O apartamento ficava de frente para a rua principal do bairro e da sacada podíamos ver a Av. das Bandeiras bem de perto. Era madrugada e de repente acordei com estrondos muito fortes, minha mãe vestindo qualquer coisa por cima da camisola e eu e meus pais descemos à rua com roupas de dormir sem saber o que estava acontecendo. A rua estava cheia de gente andando pra lá e pra cá, muitos perguntavam o que acontecia e ninguém sabia direito. Subimos para o apartamento e meus pais foram catar alguns pertences para sairmos dali. A cada estrondo, a porta e as janelas estremeciam. No rádio, um locutor avisava para que os bicos de gás fossem desligados. Lembro da Av. das Bandeiras (hoje Av. Brasil), cheia de gente caminhando em direção a Irajá, carregando malas, crianças no colo, até colchões! Numa guerra, deve ser assim... Trocamos de roupa, meu pai pegou a sacola com pertences e saímos em direção a um ponto de ônibus próximo. Lembro que era na esquina de uma rua onde havia um cineminha (Novo Horizonte era o nome do cinema) e no telhado tinha uma espécie de luminoso com desenho de um sol com uns raios (por causa do nome do cinema). Então, quando acontecia uma daquelas explosões, as lâmpadas do sol e dos raios do luminoso brilhavam no céu escuro da madrugada. Não dá para esquecer isso! Eu era criança e aquela movimentação toda era uma grande novidade! Finalmente, pegamos um ônibus e fomos para a Tijuca, na casa de uma tia. Poucos anos depois (não lembro ao certo, talvez um ou dois anos), houve outro episódio de explosão em Deodoro, mas esse foi mais fraco e foi durante o dia. Então as pessoas não se apavoraram tanto.

MARIA MACHADO enviou em 09/08/2010 as 18:39:

MEU PAI, JOSÉ ANTÔNIO MACHADO, SERVIU COMO SOLDADO, NA VILA MILITAR , NA COMPANIA DE INTENDÊNCIA NA HORA DA EXPLOSÃO DE DEODORO. TEM MAIS ALGUÉM DESTA COMPANIA VIVO? MANDEM CONTATO.

Jcos. 53 anos enviou em 14/08/2010 as 23:15:

JCOS. Eu tinha 1 ano e junto com meus pais moravamos em honório gurgel e meus pais na época juntamente com vizinhos ficaram apavorados pensando que o mundo estava se acabando.

Jcos. 53 anos enviou em 14/08/2010 as 23:16:

JCOS. Eu tinha 1 ano e junto com meus pais moravamos em honório gurgel e meus pais na época juntamente com vizinhos ficaram apavorados pensando que o mundo estava se acabando.

Jcos. 53 anos enviou em 14/08/2010 as 23:17:

JCOS. Eu tinha 1 ano e junto com meus pais moravamos em honório gurgel e meus pais na época juntamente com vizinhos ficaram apavorados pensando que o mundo estava se acabando.

Amaury Alves Tavares Junior enviou em 26/08/2010 as 16:31:

Meus avós deram abrigo há muitos amigos e parentes que moravam em Bento Ribeiro e adjacências. Na ocasião, Joaquim Ferreira Leite Filho, mais conhecido como "seu Ferreira" e família, receberam em sua casa na Rua Albano, em Jacarepaguá, muitos daqueles que apavorados com as explosões do Paiol de munição em Deodoro, encontraram socorro e abrigo na casa de grande amigo, que infelizmente não está mais conosco, meu avô.

Aderbal Alves Cavalcante enviou em 18/10/2010 as 20:02:

Sou paulista de Santo André e fui ao Rio pela primeira vez logo após a explosão do paiol do Exercito. Minha tia morava nas casas populares que eram construidas iguais a iglus, não tinha telhado era totalmente de concreto. Ela morava na Rua 4 Quadra 5 Casa 6. Na estação de Deodoro os vidros estavam quebrados e tinha trilhos danificados. Tinha um conjunto de apartamentos chamado Variante que estavam com os vidros quebrados.

Aderbal Alves Cavalcante enviou em 18/10/2010 as 20:03:

Sou paulista de Santo André e fui ao Rio pela primeira vez logo após a explosão do paiol do Exercito. Minha tia morava nas casas populares que eram construidas iguais a iglus, não tinha telhado era totalmente de concreto. Ela morava na Rua 4 Quadra 5 Casa 6. Na estação de Deodoro os vidros estavam quebrados e tinha trilhos danificados. Tinha um conjunto de apartamentos chamado Variante que estavam com os vidros quebrados.

LFKubrusly enviou em 19/10/2010 as 23:46:

Eu me lembro... Naquela noite eu vi clarões no céu. Eu tinha 13 anos e morava na Rua da Passagem em Botafogo. Muitos comentavam sobre a tragédia.

William Alves da Rocha enviou em 21/10/2010 as 08:47:

Sou primo do Aderbal e eu morava em Magalhães Bastos na Rua Liberato Bittencourt n° 244. Não fugimos e ficamos em casa. Eu tinha nove anos meu pai colocou o carro para fora da garagem e pegou lençois e tarveseiros e nós ficamos no carro estacionado na porta de casa, pois havia medo da casa e da garegem desmoronar. Minha mãe e meu pai junto com os vizinhos Sr. e Sra. Vigilia, isto mesmo os dois tinham nomes parecidos ficaram na rua, pois fazia muito calor e este foi o motivo do aquecimento e auto ignição da munição. Se fosse hoje seria para o PT o PSDB ou vice versa. Se você é daquele tempo e morou perto vamos nos comunicar war@domain.com.br

Alex enviou em 30/10/2010 as 20:14:

Quando criança, ouvi diversas vezes a história da explosão. Meus pais moravam na esquina da R. Francisco Portela com R. Enéas Martins (hoje é uma padaria). Ao início dos estampidos, todos subiram o morro para a Escola Antônio Francisco Lisboa, pensando tratar-se do fim do mundo. Nunca falaram sobre a data, a única referência era o fato que garantiam que minha mãe estava grávida de mim. Ao pesquisar, descobri que havia mais de um ano de antecedência da minha concepção (nasci em maio de 1960). No livro Que Ciência Constroi Discos Voadores, de Fernando Cleto Nunes Pereira (Record), encontrei, na página 20: "Nos primeiros 30 minutos do dia 03-08-1958..." Longe de Deodoro, foi um prazer relembrar das casas iglu. mencionadas pelo Aderbal...

Theresinha enviou em 10/11/2010 as 17:17:

Morava na antiga Rua 15 quadra 38 casa 20, atual Rua Tucano . Tinha três anos na epoca. Sempre escutei dos meus pais sobre a "explosão do paiol de Deodoro" Minha mãe havia tido gêmeas em maio/58. Ela contava que qdo meu pai pegou as gêmeas para fugir da explosão, colocou as duas no colo e ela havia ficado apavorada procurando a cabeça de uma pois meu pai nervoso havia pego uma de cabeça prá baixo rs, mas deu td certo hj são lembranças da solidariedade de todos, pois meus pais com nove filhos precisou mesmo. Hj moro em Natal/RN e sinto muita saudades de Guadalupe Abs para todos

guilherme enviou em 17/11/2010 as 16:50:

hoje eu estou prestando serviço militar na om ..454 guilherme 2010

Marcelo Quaresma enviou em 08/12/2010 as 13:32:

Meu pai tb serviu nesta compania e estava na hora da explosão. Gostaria de me comunicar com Maria Machado que deixou recado no dia 09/08/2010. contato:marcelosquaresma@oi.com.br

Marlon enviou em 04/01/2011 as 21:25:

estou atualmente na O.M. sd 409 Marlon

Paulo Roberto enviou em 14/01/2011 as 22:42:

Eu tinha 7 anos incompletos e morava na Rua Menezes Brum, entre Guadalupe e Honório Gurgel.Acordei com o barulho das explosões, a minha casa estava toda iluminada. Corri até o quarto dos meus pais e els não estavam, fui para a porta da sala e vi meus pais e meus tios no quintal falando alto. No céu, vindo da direção de Deodoro, avistei bolas imensas de fogo vindo em ondas sem parar, iluminando e esquentando tudo, como se estivéssemos muito próximos à uma enorme fogueira. Descendo a rua, centenas de pessoas fugindo, muitas em trajes de dormir e algumas até peladas.Meu pai pediu aos meus tios que todos se aprontassem, juntamente com suas mulheres e filhos, para fugirmos também. Andando a pé, chegamos ao amanhecer no bairro de Irajá, onde acampamos em um gramado em frente à uma casa. O dono desta casa foi super solidário, deu café para todos( entre homens, mulheres e crianças éramos umas 20 pessoas) e informou o que estava acontecendo. Dali, quando as explosões diminuiram, voltamos para casa. É o que me lembro, da primeira explosão....

Edevaldo Costa Olivera enviou em 27/01/2011 as 13:54:

Eu so sei sobre as explosões atravez de meus pais, pois nessa época minha mãe esta va grávida deste que aqui relata. Meus pais moravam no conjunto habitacional Jetulio vargas que fica na atual av Brasil em frente ao que seria o paiol como os relátos anteriores o caos se formou e todos fugiram com a roupa do corpo pois diziam parecer o fim do mundo. se as explosões foram vistas e sentidas em quase todos os bairros do Rio de Janeiro, imagino o terror das pessoas que presenciaram tudo de tão perto. O que estranho é o fato de que até hoje os orgãos governamentais e os jornais da época até hoje não terem informações reais sobre as causas desse "acidente". Vale aqui uma observação: o conjunto abtacional a que me referi está até hoje no mesmo local e a estrutura ded não sofreu um abalo, apenas as janelas e vidros se quebraram.

paulo rodrigues coral enviou em 05/02/2011 as 14:39:

na epoca eu tinha 8 anos, moro na mesma casa em madureira,acordei assustado com minha mae gritando dizendo que o mundo estava acabando, realmente parecia , o ceu era fogo puro, nós viamos pedaços de objetos que subiam e caiam bem perto de nós, na epoca meu pai carregou eu , meu irmão e minha mãe para pilares.Realmente foi episodio muito aterrorizante.

paulo rodrigues coral enviou em 05/02/2011 as 14:39:

na epoca eu tinha 8 anos, moro na mesma casa em madureira,acordei assustado com minha mae gritando dizendo que o mundo estava acabando, realmente parecia , o ceu era fogo puro, nós viamos pedaços de objetos que subiam e caiam bem perto de nós, na epoca meu pai carregou eu , meu irmão e minha mãe para pilares.Realmente foi episodio muito aterrorizante.

JOÃO RACHID enviou em 07/02/2011 as 15:20:

ERA DE MADRUGADA, ESTAVAMOS DORMINDO, COMO A MAIORIA DOS MORADORES DOS BAIRROS PRÓXIMOS A DEODORO, ONDE OCORERAM AS EXPLOSÕES. MEUS PAIS ERAM COMERCIANTES EM MARECHAL HERMES,(RUA AMÉRICO DA ROCHA), E FOI ASSUSTADOR VER AS PESSOAS CORRENDO, PROCURANDO SE PROTEGER, A MAIORIA COM AS ROUPAS DE DORMIR , E ALGUMAS EXPLOSÕES CLAREAVAM A NOITE, AS PORTAS DA NOSSA LOJA TREPIDAVAM O QUE CAUSOU MUITO MEDO, A NÓS , MEUS IRMÃOS E MINHA MÂE, QUE SAIMOS PARA CASA DE PARENTES, EM CASCADURA. MEU PAI PERMANECEU PARA EVITAR QUE A LOJA FOSSE SAQUEADA, O QUE JÁ VINHA ACONTECENDO EM ALGUNS BAIRROS PRÓXIMOS E SÓ RETORNAMOS, APÓS DOIS DIAS. ALGUM TEMPO DEPOIS OCORREU OUTRA EXPLOSÃO NO MESMO LOCAL, DESTA VEZ DURANTE O DIA, E SEM MAIORES CONSEQUENCIAS.

JOÃO RACHID enviou em 08/02/2011 as 14:44:

A primeira exolosão ocorreu de madrugada. Estavamos todos em casa, dorminho, eu, meus irmãos, irmã, e meus pais. Moravamos em Marechal Hermes, (Rua Américo da Rocha), e meu pai era comerciante, e as portas do armarinho, trepidavam com o estampido das explosões, que clareava a noite e isto nos apavorou muito. Vimos nas ruas, pessoas com roupas de dormir, de todas as idades, correndo, não se sabe para onde. Fomos para casa de parentes, em Cascadura, e meu pai ficou, para não permitir a invasão de saqueadores, nas casas, o que apesar da situação dramática, já estava acontecendo em alguns bairros, proximos a Deodoro, onde aconteceu as explosões. Algum tempo depois ocorreu nova explosão, durante o dia, e sem maiores consequencias.

Guilherme enviou em 11/03/2011 as 14:15:

Sou testemunha ocular da história, na época tinha 11 anos e morava no conjunto residencial de Coelho Neto. Foi exatamente como relatou a Marilda. Foi terrível e ficou na memória de todos que testemunharam este acontecimento.

felipe araujo enviou em 21/04/2011 as 18:14:

morei na vila da FAB no Jardim Sulacap sito< na rua 3 numero 118, tinha na epoca sete anos.Todos da rua acordaram e a gritaria era muito grande via-se claroes e ouvia-se explosoes.eu, meu pai(ja falecido)com minha mae e meus irmaos fomos para Sepetiba em um carro ford furgao e ficamos na casa de um vizinho. Quero ressaltar que algumas vezes eram encontrados artefatos de uso militar do exército pelas crianças da minha idade nos loteamentos adjacentes a esta vila militar. Lembro-me de uma criança talvez da minha idade encontrou uma granada no mato, foi manusea-la e ela explodiu. Ele perdeu uma de suas maos. Meu irmao achou um foguete usado em morteiro( assim eu entendo nao sou perito em armas) e juntamente com todas crianças envolvidas no achado fomos entregar no Corpo da Guarda da FAB, ja que nossos pais trabalhavam ali

felipe araujo enviou em 23/04/2011 as 15:55:

as pessoas que moraram na vila da Sulacap de 1958 a 1964 se lembram deste fato

felipe araujo enviou em 25/04/2011 as 20:43:

Felipe Araujo. Quero ser solidario ao Sr Ubirajara M. Guimaraes e lhe dizer que tudo que aconteceu foi fruto do desleixo das autoridades militares da epoca.Se voce ler meu comentario .sobre achados de material belico, afirmo que era somente o exercito que fazia manobras,inclusive com blindados,nao dentro da vila da FAB mas. nos loteamentos adjacentes que chegavam em Vila Valqueire.No meu entendimento hoje de adulto isto era apenas a ponta do iceberg em relaçao a extravio de material,.Concluo entao pela sua indignaçao que fizeram com seu pai foi uma grande covardia e sacanagem. Meu pai na Revoluçao de 1964 foi vitima de calunias tambem.

felipe araujo enviou em 25/04/2011 as 20:47:

Eu, felipe araujo comentei este assunto com meu irmao mais velho fernando e ele aprovou e confirmou

Sergio Ernani Wolf enviou em 03/06/2011 as 21:21:

Eu morava em Marechal Hermes e o céu ficou em fogo Clarão vermelho, parecia o fim do mundo, muitos sairam de pijama e mulheres com trajes de repouso. Eu morava na rua coruripe e fugimos para a tijuca na casa de minha tia, na rua Andrade Neves e no dia seguinte tornou a explodir a tarde.

Mauricio Pereira enviou em 19/06/2011 as 17:09:

Me lembro desse período trágico em minha vida. Tinha apaenas 5 anos de idade e estava passando uns dias na casa de minha tia, que morava em Coelho Neto. Passamos uns dois dias acampados em uma praça (nao em lembro o nome da praça) bem distante de Deodoro. Obrigado aos amigos pelos depoimentos acima.

Lindoberto Zomer de Oliveira enviou em 19/07/2011 as 05:45:

À época eu tinha quase cinco anos, e morava na rua Coruripe em Mal Hermes e realmente o céu ficou conforme a narrativa feita pelo Sergio Wolf, que apesar de termos morado na mesma rua não nos conhecemos, só que eu achava que aquilo era festa e lembro-me ainda que minha tia Ines me puxava pela mão desesperada, vestida apenas de camisola. Subimos em um caminhão, era madrugada, e fomos para Vaz Lobo. Lembro que fiquei fascinado pelas explosões e o colorido do céu e não conseguia entender o motivo do pavor daquelas pessoas, realmente a inocencia da criança ainda é o que prorroga o final dos tempos.

Wathson Mesquita enviou em 03/08/2011 as 19:07:

Eu nasci e me criei em Marechal Hermes em 1942. Me lembro desse acontecimento em 1958, mas nao mencionaram o de 1948 rpto 1948, tao assolador como o de 1958. Ambos foram explosoes do paiol de Deodoro dez anos a parte. O de 1948m eu tinhha seis anos de idade e me lembro pefeitamente da explosao Alguem confirma isso ?

manoel renato moreira enviou em 18/08/2011 as 18:32:

Moro em Cidade Gaúcha, Paraná. Hoje conversando com meu cliente Victor Bogo, 80 anos, contava-me essa história dessa explosão na Vila Militar, RJ, em 15 de Abrial de 1948. Sou uma pessoa que gosto de história, comecei a pesquisar e casualmente, encontro teu comentário, caro Wathson. Aliás segundo o então soldado Victor, estava servindo no Rio de Janeiro, pois morava em Santa Catarina e o Presidente Dutra convocou os "barrigas verde", segundo por serem soldados de alta confiança, disse-me êle. Concluindo, o Presidente Dutra havia agendado uma visita às 14 horas daquele dia(15.04.1948) na Vila Militar. Ocorreu para surpresa de todos que Dutra antecipou a visita aproximadamente 30 minutos. Às l4 horas em ponto houve a explosão. Nessa época chegou a pensar-se em atentado, é claro, mas segundo o Sr Victor tudo ficou no esquecimento.Pelos relatos êle conta que perdeu-se muitas vidas que trabalhavam na fábrica de munição do Exército. Vale a pena conferi pois o Sr. Victor é considerado em nossa cidade uma pessoa de bastante seriedade. Qualquer informação meu endereço rbalbemoreira@yahoo.com.br. Até mais abraços manoel renato.

tarcia borges enviou em 29/08/2011 as 23:01:

Essa é uma história que me emocionou muito, pois só hj em 2011, que soube dessa Esplosão no paiol em Deodoro...Minha mãe contou-me que foi um dos momentos terriveis da vida dela pois teve que andar muito com minha vó só com a roupa de dormir pois a esplosão foi como se elas tivessem vivendo em um campo de guerra, não deu tempo de pegar nada..pk moravam muito proximo do local da esplosão...lembra com muita tristeza pois era cada um por si e Deus por todos. Mas graças a Deus elas ficaram bem.

tarcia borges enviou em 29/08/2011 as 23:13:

Conta minha mãe que a EXPLOSÃO no PAIOL DE DEODORO, foi algo que marcou muito e sua infância. Pois quando ela olhava para trás só via o clarão e pessoas desesperadas que nen sabiam para onde ir...Foi um momento de muita tristeza para ela e seus 8 irmãos.

Clenilda L. CAMARGO. enviou em 17/09/2011 as 17:44:

Muito interessante o poder da tecnologia, nos coloca além do espaço e do tempo. Hoje, ao tentar pesquisar sobre esse fato marcante na minha infância me vi na Fundação da Casa Popular. Naquela noite, 01/08/1958, minha mãe foi internada no Hospital de Guarnição da Vila Militar onde às 23:00, aproximadamente, nascia seu sétimo filho dos nove que teve. Logo em seguida, bem próximo dali acontecia o incidente da explosão dos paióis de armamentos em Deodoro. Foi uma noite de terror para mim. Era a filha caçula e aqui vejo resgatada esta história. muito interessante a ver a história do BIRA, filho da saudosa D. Iracema, irmão do Guará, da Linda, do Jair dentre outros, eram meus vizinhos e nossas mães eram amigas. Foi realmente o que ele relatou. Eu vivi e presenciei tudo isso. Fugia junto com meus cinco irmãos menores e meu tio, meu pai voltara em casa, logo em seguida, para apanhar agasalhos e nos perdemos de vista. Foi uma noite terror e minha mãe internada ali bem próximo. Lembranças bem vivas!!!

Elizabeth Rebello enviou em 17/09/2011 as 20:38:

Eu e minha família morávamos na Rua 18, hoje Rua Perdiz, na Fundação da Casa Popular. Na madrugada do dia 02 de agosto de 1958 acordamos com uma série de explosões que fizeram estremecer todo o bairro. Foram mais de 72 horas de explosões nos paióis do Depósito Central de Armamento e Munição do Exército, situado em Deodoro. Os 10 mil moradores do Conjunto Residencial da Casa Popular de Deodoro saíram para as ruas com as roupas de dormir, por entre gritos de mulheres e choro de crianças. Morávamos próximo aos paióis de munições e o objetivo era sair do perímetro de Deodoro. Saímos de casa em roupas de dormir, minha mãe apavorada me tirou da cama de pijamas e só me vestiu um casaquinho, Luiza minha irmã mais velha com 22 anos, muito vaidosa vestiu uma capa por cima da camisola e quase corre de saltos altos, desistiu após escorregar no meio da sala e cair no chão, Célia com 20 anos, muito medrosa saiu do jeito que estava e meu pai não quis abandonar a casa com medo de assaltos e resolveu ficar. Então corremos todos para a Avenida das Bandeiras e nos juntamos a todos os fugitivos em direção ao centro da cidade. Parecia guerra, as explosões eram terríveis. Quando olhávamos para trás só víamos muito fogo e não podíamos nem parar, pois as pessoas que vinham atrás poderiam nos derrubar e nos pisotear. Minha mãe não agüentava me levar no colo eu tinha somente oito anos e era muito pequena e magra e não conseguia correr no meio da multidão e fui carregada por pessoas conhecidas. O medo da minha mãe era perder pelo caminho uma das filhas e tentava no desespero nos manter sempre juntas. Não sei como conseguimos andar até Irajá um bairro que fica a 8,7km de Guadalupe. Chegamos amanhecendo e prosseguimos a pé até a Penha onde morava a prima do meu pai, tomamos banho e comemos e de lá fomos de carro para casa de nossa tia Helena em São Cristóvão. Anoitecendo chegou meu pai tranquilamente como sempre, tinha dormido em casa com todo aquele barulho e no dia seguinte conseguiu transporte para o trabalho. Os bairros próximos a Deodoro no dia seguinte tinham aspecto de cidades bombardeadas: paredes arrebentadas, vidraças estraçalhadas, telhados destruídos. Muitos destroços ficaram espalhados pela Avenida das Bandeiras hoje Avenida Brasil e pelos quintais e interiores das casas e foram também encontradas bombas ainda não detonadas de vários tipos e tamanhos em varias casas do bairro.

adilson Coelho enviou em 17/09/2011 as 22:40:

Gostaria de fazer um comentário sobre este assunto só que o espaço será muito pequeno,e será uma narração muito verdadeira pois no momento que ocorreu este fato estava eu terminando de asistir um prog.de televisão.Estaria voltando ao passado,e tudo isto ficou gravado em minha mente eu tinha 14 anos.Seria interessante voltar a lembrar este fato. Um abs. Adilson

Esperança Maria junqueira enviou em 18/09/2011 as 13:47:

Esperança Junqueira 18/09/2011 Lembro-me muito bem da explosão do Paiol , morava em Guadalupe na Rua 9, não só lembro desta de 1958 como de outras vezes em menor intensidade. Meu pai e minha mãe sairam correndo comigo e meus dois irmãos a condução era muito difícil por causa de muitas pessoas que corriam de um lado para o outro.Mas lembro-me dos clarões no céu e muita confusão. Quando voltamos para casa , acho que dois dias após o acontecimento, encontramos os vidros das janelas quebrados e os lustres todos quebrados no chão. Eu tinha 7 anos na época. Foi um total terror, pricipalmente para as crianças que não entendiam nada do que estava acontecendo.

cláudia de souza enviou em 09/10/2011 as 14:23:

Eu tinha 15 anos e morava em Coelho Neto com minha família. Fomos despertados de madrugada com estrondos e luminosidade. Ficamos perplexos até que minha mãe teve a idéia de ligar o rádio, e aí ficamos acompanhando as notícias sobre a explosão. Fomos todos para o quintal, pois papai estava temeroso de que a nossa casa, que era fraca, desabasse em cima de nós. Soubemos dias depois que nossos amigos, os compadres dos meus pais, que moravam em Marechal Hermes, saíram de casa com roupas de dormir, alguns descalços, fugindo a toda pressa , acompanhando uma multidão de gente que corria, gritava e clamava pela providência divina. Essas pessoas sairam com tanta pressa que nem tiveram o cuidado de trancar a porta. Todos pensavam em fugir para bem longe, pois acreditavam a cada estrondo que o bairro se acabaria em chamas. Contaram que um conhecido nosso, paralítico, ainda foi empurrado com a cadeira de rodas de Marechal Hermes até Honório Gurgel, depois a família se dispersou, os carros do exército (um deles conduzia o presidente iam orientando a multidão a seguir em direção contrária, enquanto eles, os militares e o presidente, seguiam para o local da tragédia. Dos nossos conhecidos, ninguém morreu, mas as notícias davam conta de que houve saques nas casas, e algumas pessoas passaram mal e foram a óbito com problemas cardíacos. O velhinho paralítico da cadeira de rodas sobreviveu. Alguns ralatavam que seguiram a pé uma longa distância a ponto de ficarem com os pés inchados. Depois do sinistro, até rimos com as histórias.

cláudia de souza enviou em 09/10/2011 as 14:26:

Obrigada.

RILDO MATOS enviou em 12/10/2011 as 21:17:

MEU NOME É RILDO, E SERVI NESSA UNIDADE MILITAR DE:1992 À 1994, E SO LÁ NO (DCA)FOI QUE OUVI PELA 1ª VEZ ESSA HISTÓRIA;PORÉM TEMPOS DEPOIS QUANDO ESTÁVAMOS REUNIDOS EM FAMILIA MINHA MÃE(SRª LÍDIA MATOS), CONTOU ESSE FATO QUE OCORREU QUANDO ELA TINHA APENAS 7 ANOS DE IDADE,E ELA NOS CONTOU QUE NAQUELA MADRUGADA TODOS ACORDARAM COM AS EXPLOSÕES QUE VINHAM DE DEODORO ILUMINANDO O CÉU E CAUSANDO PÂNICO À TODOS ;MINHA MÃE LEMBROU QUE AS VIDRAÇAS DAS JANELAS ESTOURAVAM E QUE O PAI DELA(MEU AVÔ SRºFELINTO MATOS) JUNTO COM OS FAMILIARES CORRERAM EM DIREÇÃO DE MADUREIRA,(OS MESMOS MORAVAM NO I.A.P.I HONÓRIO GURGEL )E PELO CAMINHO VIAM PESSOAS COM VESTES INTIMOS E MUITOS OBJETOS PELO CHÃO COMO:CHINELOS,ROUPAS ETC... E HOJE POR ACASO PESQUISANDO SOBRE O QUARTEL NO QUAL SERVI DE 92 À 94 ACHEI ESSA REPORTAGEM,LI TODOS OS COMENTÁRIOS E RESOLVI FAZER MEU RELATO.

PAULO ARAUJO enviou em 30/10/2011 as 09:07:

Eu tinha 11 anos de idade, morava no bairro Saúde, próximo à Praça Mauá e lembro de ter acordado na madrugada daquele dia, com um baralho forte e um leve tremor do prédio onde residia. Fiquei sabendo do que se tratava, através da imprensa. Lembro também de uma charge, de um dos jornais com a frase " MARECHAL DEODORO VAI PELOS ARES " em que uma criança visualizava o desenho do Marechal Deodoro (pessoa física) voando.

João Paulo Soares enviou em 08/11/2011 as 23:17:

Essa historia realmente aconteceu, sou morador de Deodoro tenho 30 anos de idade e meus pais sempre falaram dessa esplosão mas conforme foi relatado nessa historia o Bairro que fica em frente ao paiol com 10 mil moradores ainda não existia esse bairro se chama conjunto Habitacional do exercito conhecido como promorar 2 construido exatamente em 1984 posso afirmar com certeza pois sou nascido nesse bairro e tambem sou Diretor Social da Associação de Moradores.

J. Marcos B. Bandeira enviou em 01/12/2011 as 00:28:

Olá pessoal. Eu vivi com meus pais e meus irmãos esse momento muito difícil. Morávamos na Rua Iatu, 61 em Marechal Hermes. Essa Rua começa na Rua Aurélio Valporto (Muquiço) e vai terminar em Honório Gurgel. Foi muito triste, vi muita gente mutilada e mortas, casas destruídas e milhares de carcaças de granadas detonadas e outras milhares intactas recolhidas pela Polícia do Exército. Estou terminando um livro que faço em homenagem a minha família cujo o titulo é "PAIOL". Procurei centrar nesse episódio o enredo primaz da história. As pessoas que tiveram acesso ao livro gostaram bastante. Moro em São Paulo e até junho 2012 estarei no meu Marechal Hermes lançando o produto (Procuro Editoras). Um abraço a todos.

Pepe Porto enviou em 12/12/2011 as 15:24:

Cresci em Marechal Hermes e sempre ouvi essa história na casa da minha família materna, que viveu esses acontecimentos. Meus avós, tios e mãe evadiram-se no início das explosões, pois meu avô, militar, logo anteviu a dimensão do perigo. Conheci um homem que, quando criança, perdeu uma das pernas ao brincar pelos matos das cercanias de Deodoro.

Pepe Porto enviou em 14/12/2011 as 14:34:

J. Marcos B. Bandeira, fiquei feliz ao saber que o senhor escreveu um livro, pois começo a conceber um conto baseado nesses acontecimentos (por isso cheguei a este blog, em busca de material). Se já tiver providenciado os devidos registros de propriedade intelectual e quiser me dar o privilégio de uma leitura pré-lançamento, ficarei honrado ao receber o arquivo. Meu e-mail: pierreporto@ibest.com.br. Abraço e sucesso!

carlos alberto enviou em 27/12/2011 as 17:25:

meu nome e carlos e com dez anos vivi todo o terror dessas explosoes. eu morava no bloco 12 no conjunto de apartamentos em frente aos paios e como lembro perfeitamente de toda a correria. a antiga fabrica da melhoral, na qual meu pai trabalhava como vigia, nos serviu de abrigo durante alguns momentos. mas o que eu quero saber mesmo e se ha alguem vivo que tenha assistido uma apresentacao de um americano que voou, da antiga samdu ate o que e hoje o quartel dos bombeiros, com propulsores em suas costas, por esta epoca. quando falo nisto ninguem acredita nem mesmo meus amigos da epoca. foi sonho ou eu vi mesmo. e.t. , meu apelido era jirimum.

Pepe Porto enviou em 08/01/2012 as 02:05:

Carlos Alberto, não vivi esta época (anos 50), mas, na década de 80, em um dia de projeção de holofotes a partir do Campo dos Afonsos, presenciei minha tia e meu primo se assustando com uma imagem no céu, semelhante à descrição que o senhor fez: homem com roupa de astronauta e propulsores nas costas. Não posso afirmar do que se trata. Espero que alguém possa confirmar sua história. Abraço!

FATIMA enviou em 27/01/2012 as 11:56:

MEU PAI CONTA QUE FOI TERRÍVEL,E QUE MEU AVÔ NÃO DEIXOU A CASA, MAIS TARDE ELE FOI PRO ABRIGO,MEU PAI E MINHA AVÓ ANDARAM DE REALENGO ATÉ CAMPO GRANDE.

Sandra Ribeiro enviou em 27/01/2012 as 17:31:

Hoje, assistindo ao resgate das vítimas do desabamento dos prédios no centro do Rio, comentei com a pessoa que trabalha em minha residência sobre como são marcantes essas tragédias e citei a explosão do paiol de Deodoro que aconteceu quando eu ainda era muito criança e eu ainda tenho as cenas tão vivas em minha memória. Resolvi recorrer ao Google para verificar o ano em que ocorreu e me surpreendi com tantos relatos. Apesar do pavor que ainda lembro nas pessoas correndo pelas ruas com roupas de dormir (e eu, no colo de meu pai, achando que o mundo estava acabando), fiquei feliz por saber que essas lembranças tristes não são somente minhas. Foi bom poder repartir essas lembranças. Lembro que os moradores da Rua Alves do Vale, onde eu morava, corriam para a parte de trás, onde passavam os ônibus ou lotações, e embarcavam para qualquer destino, caso conseguissem entrar. Fomos para a casa de parentes em Jacarepagua que parecia ficar mais longe daquele fogo no céu e de todo aquele barulho. Na minha cabecinha de criança eu só não conseguia entender como conseguiríamos fugir se o mundo estava acabando.

Ronaldo Nunes da Silva enviou em 13/02/2012 as 21:46:

GOSTARIA DE RESPONDER AO DEPOIMENTO DE CARLOS ALBERTO DO DIA 27/12/2011. MEU NOME É: RONALDO EU CONFIRMO A SUA HISTORIA SOBRE O AMERICANO VOADOR. EU TENHO HOJE 57 ANOS DE IDADE E PARTICIPEI DESTE MOMENTO. EU MORAVA NO BLOCO 15, SOU FILHO SEU JOSÉ BARBUDINHO COMO MEU PAI ERA CONHECIDO NAQUELA ÉPOCA E QUE ERA TAMBÉM DIRETOR DE FUTEBOL DO NACIONAL. A ATUAL "AVENIDA BRASIL", QUE NAQUELE TEMPO ERA CONHECIDA COMO "AVENIDA DAS BANDEIRAS" OU MAIS POPULARMENTE "VARIANTE" TINHA APENAS AS DUAS PISTAS DO MEIO E EU ESTAVA ENCIMA DA PASSARELA. O HOMEM COMEÇOU A VOAR MAIS OU MENOS ONDE AINDA HOJE TEM UM POSTO DE GASOLINA (RUA ARGOS) E PAROU EXATAMENTE ONDE HOJE É O PORTÃO DO QUARTEL DE BOMBEIROS. VOOU MAIS OU MENOS 200 À 250 METROS. FOI UM MOMENTO MUITO MARCANTE DA MINHA INFÂNCIA. OBRIGADO POR ME RESGATAREM ESTAS MEMÓRIAS. ABRAÇOS.

Lêda Neves Teixeira enviou em 16/04/2012 as 21:25:

Eu tinha 14 anos,moravamos com pai e mãe e mais dez irmãos em Honório.Quando acordamos com o terror que parecia guerra,corríamos sem saber o que acontecia.Parou um caminhão de ajuda em destino final"Eng. de Dentro,quando notamos a ausência de umas das irmãs que apareceu perambulando por três dias depois com sintomas psíquicos e sem fala que durou dez anos.Internou-se no hospital Dr.Eiras e nunca foi a mesma pessoa.Hoje com 80 anos é como se fosse uma criança,dependendo de familiares até hoje. Tudo devido a esse grande estrondo. Abraços.

Clovis enviou em 18/04/2012 as 02:15:

Eu tinha 6 anos na época e morava em Marechal Hermes. Fomos acordados aos gritos pelos vizinhos que batiam no portão da nossa casa. Meus pais acordaram a mim e meus irmãos e levaram todos nós para o jardim. A visão que tínhamos de lá era impressionante. Todo o céu em frente à minha casa estava iluminado com uma cor avermelhada havendo também muita fumaça. A todo momento víamos o clarão das explosôes e o barulho ensurdecedor de que eram acompanhadas. Choviam também fagulhas, provavelmente resultado das explosões. Eu cheguei a perguntar ao meu pai se a confusão toda era devida ao incêndio de barracas de fogos juninos. Meu pai pegou o carro e colocou-nos dentro junto com a nossa vizinha de frente que estava grávida. Estava muito difícil de dirigir pois haviam muitas pessoas correndo pelas ruas e muitas delas tentavam entrar a força no carro ou subir em sua capota. Acabamos por terminar a noite na Praça Saenz Pena de onde continuávamos a ouvir as explosões. Ao ouvirmos uma mais forte, lembro-me da minha mãe ter comentado: pronto, lá se foi a nossa casa... Na volta para Marechal Hermes a nossa rua e as adjacentes pareciam uma zona de guerra. Casas abandonadas, algumas com as vidraças quebradas ou parcialmente destelhadas e muitos soldados e veículos do exército nas ruas. lembro que durante muito tempo depois ainda ouvíamos explosões espçadas que sengundo nos informaram, eram bombas que não haviam explodido no incêndio e que o pessoal do exército as estavam detonando de forma controlada. De qualquer forma, sempre que estas explosões começavam, todo mundo ficava nervoso e corria para frente das casas para ver se havia algum movimento de fuga em massa. Lembro-me que houve um segundo incêndio que ocorreu durante o dia, mas desta vez a saída das pessoas foi mais organizada e contamos com a ajuda de caminhões do exército que nos tiraram de lá.

manoel renato balbe moreaira enviou em 05/05/2012 as 12:22:

a dúvida persiste, pois continuo a crer que realmente houve, segundo Victor Bogo, outra explosão em 1948. Aguardo mais informações. Manoel Renato.

Edson Gimenes enviou em 22/05/2012 as 19:44:

Em agosto de 1958, estava pra completar 6 anos de idade. Tenho plena certeza que as explosões ocorreram em dois dias distintos. A primeira foi numa madrugada, a segunda ocorreu uns dois dias após a primeira explosão, no início da tarde de uma terça ou quarta feira. A primeira me marcou mais, meus pais me acordaram com muito cuidado, me explicaram que precisávamos sair de casa em razão de explosões. Minha mãe liberou que eu levasse à livre escolha algo da minha estimação. Lá em casa éramos eu, pais e duas irmãs mais velhas. Residia, na ocasião, em Anchieta, há uns 2 km do paiól. Caminhamos de Anchieta e Mesquita à pé. De lá, conseguimos em barcar num ônibus que nos conduziu à Nova Iguassu, onde residia meu avô materno. Tinha quase 7 anos de idade, lembro perfeitamente de tudo. Ví de tudo pelas ruas, uma multidão em plena madrugada desesperada. Os clarões eram quase ininterrúptos, iluminavam a noite, e ferviam nossas cabeças. A cada clarão mais forte nos deitávamos ao chão. Lá em casa os vidros das janelas ficaram trincados. Em resumo, tive muito medo mas, felizmente, não tive trauma algum adiante. Na longa caminha de Anchieta até Mesquita, uns 6 km, vi de tudo.....gato, cachorro, mulheres de camisola......... uma situação me chamou muita atenção, quando as bombas estouravam mais perto da gente, uma senhora muito religiosa clamava....LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, PARA SEMPRE SEJA LOUVADO..... puro desespero. Estive numa guerra, em plena madrugada, sem um país inimigo. A segunda explosão, por ter ocorrido uns dois dias depois, no início da tarde, causou também terror, porém menos que na primeira....... Graças a Deus não tive trauma algum..... MAS FOI UM VERDADEIRO TERROR!!!

nilda goncalves enviou em 28/05/2012 as 13:48:

Me chamo Nilda; li tds os comentarios e testifico a veracidade destes fatos, nasci na cidade de minas gerais e vim p o Rj aos sete anos c meus pais e alguns irms e fomos morar exatamente nas proximidades do paiol onde ouve essas explosoes...meu padastro Mario freire e minha avo sua mae hoje saudosos e seus irmaos tios, tias primos parentes em geral tds sobreviveram a esse episodio tao macabro tbm e nos contava como tudo isso aconteceu, eles nos falava c tristezas d como tinham q escapar...e vovó tbm nos contou de 1948 de como ela corria c seus filhos pelas ruas...e mto tpo depois meus irmaos serviram nos quarteis proximos e diziam eles q encontravam bombas deflagradas pelo chao dos quarteis...e sem contar q um dos meus irmaos q servia ja nos anos d 80 capinando uma das areas do quartel foi atingido por uma bomba nas costas q feriu sua clavicula q o deixou com um defeito até os dias d hoje...foi macabro e aconteceu d verdade e vivi por mto tempo c meus pais em Deodoro e qdo ouvia-mos barulhos de bombas q sao detonas para testes nos assustavamos e minha familia vive em Deodoro ate os dias d hoje...abcs em tds as familia q passaram o mesmo q os meu povo passaram...♥.

Luciana Martilio enviou em 28/05/2012 as 14:13:

Minha mãe tinha 11 anos, quando tudo aconteceu. Segunda ela dizia, as pessoas acordaram no meio da explosão e tiveram que correr até Campo Grande, muitos pegaram carona em caminhões do Exército. Ela morava em Deodoro com a minha avó e meus tios, ela assim como a minha avó faleceram e ainda continuo morando nesse mesmo bairro há 43 anos. Segundo informações desencontradas, parece que nesse mesmo local da explosão será construída o Autódromo de Deodoro. Fico apreensiva com medo de acontecer tudo denovo.

Paulo Roberto Martilio de Sousa enviou em 08/06/2012 as 23:50:

Tenho 65 anos, e em 1958 tinha 11 anos de idade e residia com toda minha família, pai, mãe e + 4 irmãos, numa casa construída dentro do terreno do então DCMM (Depósito Central de Motomecanização). Era uma Unidade do Exército, e meu pai era motorista do Exército, por isso, residiamos naquela área militar. Essa OM ficava situada na antiga Av. das Bandeiras, hj Av. Brasil. As explosões ocorreram bem próximas à nossa casa e até hoje , ainda tenho gravadas em minha cabeça as impressionantes imagens daquela pavorosa madrugada. Durante um bom tempo após essa explosão vivi um período, com muito medo e preocupação que aquilo voltasse a acontecer. E 2 anos depois, tornou a acontecer, porém em menor proporção e durante o dia. Todos os relatos descrevem com mta propriedade o sofrimento de todos que viveram, naquela época. Aproveito e mando um beijo prá minha sobrinha Luciana Martilio, que fez o relato anterior ao meu.

manoel renato b. moreira enviou em 13/06/2012 as 12:25:

DONA NILDA, SEU DEPOIMENTO, VEM DE ENCONTRO AO MEU. 1948, 15 DE ABRIL FOI A PRIMEIRA EXPLOSÃO DO PAIOL DE DEODORO, SEGUNDO O ENTÃO SOLDADO VICTOR BOGO, QUE MORA AQUI EM CIDADE GAÚCHA, PR.

Sergio enviou em 14/06/2012 as 22:14:

Essa historia foi contata muitas vezes pela minha falecida mãe. Na epoca eu não era nascido, mas o meu irmão mais velho tinha 3 meses de idade> A minha mãe, a minha avó e alguns tios foram para a casa do meu tio Lau que morava em Campo Grande. Ela dizia que as pessoas não sabiam o que estava acontecendo, pois morava em Bangu. Só mas tarde um vizinho informou o que estava acontecendo. Ela falava das explosões, do barulho que ouvia e do clarão no céu. Hoje lendo alguns relatos, recordei dessa historia contada por minha querida mãe.

manoel renato enviou em 19/06/2012 as 21:59:

J.Marcos B. Bandeira, acredito que já tenha publicado teu trabalho sobre o "paiol", gostaria de saber como conseguir um exemplar. Tenho certeza, que vai esclarecer muitas dúvidas sobre esse fato e matar a nossa curiosidade, que aliás nos angustia pelo descaso de pessoas que deveriam estar nos respondendo. Sucesso J. Marcos.

Fernanda enviou em 21/06/2012 as 22:53:

Minha vó morava em Nova Iguaçu e escutou as explosões eu n duvido que a mina que explodiu e matou um ontem 20/06/2012 seja uma mina que estava enterrada daquela época.

Mauro de Paula enviou em 24/06/2012 as 15:24:

Meu pai que já partiu desta vida, foi um dos bravos Bombeiros militares que combateram este terrível incêndio na época. Nunca esqueço seu relato do momento em que estavam no meio da mata jorrando água onde podiam e ao olhar para trás viu uma das mangueiras que puxava, com um grande rombo causado por uma bomba. Outras mangueiras já tinham vários furos como se tivessem sido metralhadas. Tinham que ser machos de verdade para encarar o fogo. Alguns bombeiros não conseguiram se controlar e fugiram correndo, mas retornaram depois. Se não estou errado, acho que ele disse também que um dos caminhões dos Bombeiros foi atingido e despedaçado. Em relação ao relato das pessoas acima, foi exatamente isto que ele descreveu. Os hangares da estação de trem de Deodoro pareciam uma peneira de tantos buracos. Eu não me lembro de nada pois tinha sómente um ano de idade. O nome do meu pai era José do Couto e seu apelido na época no Corpo de Bombeiros era Cavalinho e Índio, devido a sua cor morena.

Mauro de Paula enviou em 24/06/2012 as 15:26:

Até imagino que este militar que recentemente morreu em treinamento em Deodoro, devido a explosão de artefato, pode ter sido vítima de uma destas bombas que ficaram enterradas há anos na área. Quem sabe??? Não é impossível.

Manfredo enviou em 20/07/2012 as 19:24:

Moro em Bento Ribeiro,bem próximo a Deodoro e,na época da explosão tinha 9 anos.Lembro-me que o céu ficou incendiado,rubro,riscado pelos petardos e balas lançadas pela explosão.Quando da fuga da família,fomos a pé até Quintino,meu irmão menor se extraviou na confusão,e só foi encontrado vários dias depois em Copacabana,levados por pessoas bondosas que cuidaram bem dele. Esse local agora será o mesmo onde querem construir o novo autódromo do Rio?.Deve haver ainda granadas perdidas enterradas por lá.

sergio enviou em 27/07/2012 as 00:20:

o acidente foi causado por uma pituca de cigarro ( guimba ) foi o que fiquei sabendo quando eu servi no deposito central ( ect)eu tinha 17 ANOS

Raimundo Tito Camargos enviou em 31/07/2012 as 20:32:

Nasci exatamente naquela madrugada, no antigo Hospital da Vila Militar. Minha falecida mãe e eu tivemos que ser removidos para o Hospital Central do Exército em Benfica. No próximo dia 2 de agosto completam-se 54 anos. Vivo hoje em Brasilia, mas toda essa história ainda me emociona muito. Abçs a todos

Celso Cardoso enviou em 19/08/2012 as 19:37:

Eu morava na rua São Pedro de Alcantara, e uma das explosões eu estava na Escola Publica Antonio Fernandes dos Santos existia nesta rua, e fomos liberados , neste dia eu , minha irmã , minha avó(D. Bem), não sei como fomos parar na Tijuca na casa de um tio , esta explosão foi de dia , e lembro que uma bomba caiu na casa ao lado da minha , casa da minha tia Guinha , mas não explodiu. Na segunda explosão eu morava perto da estação ferroviária em Deodoro, e esta foi de noite , me lembro que todos acordamos muito assustados e todos corremos para Marechal Hermes , não só agente , mas todo o povo, Deéodoro, e neste dia eu muito pequenofui encarregado de levar a muleta de minha bisa avó Jeovita, pois ela não tinha uma perna , e meu tio Zé, a carregou no colo e nesta noite eu fui para no bairro de Colegio, não sei como. Portanto eu vivi as duas explosões em Deodoro, tenho hoje 61 anos.

CAMILA enviou em 01/09/2012 as 10:22:

MINHA MÃE (ANA ILA) E AVÓS (DALVA E GUILHERME) SEMPRE CONTAVAM SOBRE ESSA EXPLOSÃO (OS TRÊS JÁ FALECERAM).... ELES MORAVAM NA RUA 9 (GUADALUPE), MINHA MÃE TINHA 9 ANOS NA ÉPOCA.... ESTAVAM TODOS DORMINDO E ELA ACORDOU PRIMEIRO, POIS OUVIU PESSOAS FALANDO NA RUA, CACHORROS LATINDO.... ACORDOU MINHA AVÓ E LOGO MINHA BISAVÓ Q MORAVA NA CASA DA FRENTE VEIO CHAMÁ-LOS DESESPERADA DIZENDO Q O MUNDO ESTAVA EM GUERRA NOVAMENTE! ELA ERA BEM IDOSA E PENSAVA SER A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL! TODOS SAIRAM CORRENDO PELAS RUAS, MULHERES DE CAMISOLA E HOMENS DE PIJAMAS, CRIANÇAS ASSUSTADAS.... MINHA MÃE DIZIA Q OLHAVA PARA TRÁS E VIA COGUMELOS DE FOGO NO CÉU! ERA ASSUSTADOR! FORAM PARA A CASA DE PARENTES NO ENGENHO DE DENTRO. ALGUM TEMPO DEPOIS MEU AVÔ VOLTOU E DISSE Q AS CASAS ESTAVAM TODAS ABERTAS, VIDROS QUEBRADOS, CACHORROS PELAS RUAS PROCURANDO OS DONOS.... E Q O EXÉRCITO ESTAVA RETIRANDO DE LÁ O RESTANTE DAS BOMBAS Q NÃO EXPLODIRAM NAQUELA NOITE.... QUE FORAM VÁRIOS CAMINHÕES DO EXÉRCITO CARREGADOS DE ARMAMENTOS.... QUE ELES ANDAVAM BEM DEVAGAR, UM APÓS O OUTRO.... DOIS ANOS DEPOIS HOUVE REALMENTE OUTRA EXPLOSÃO, MAIS FRACA E DURANTE O DIA.

Alexandre Gomes de Souza enviou em 06/09/2012 as 06:26:

Na explosão do paiol de Deodoro, eu estava passando uns dias na casa de minha avó materna. Tinha em torno de uns 7 anos.Acordamos todos assustados com as explosões. A casa ficava em Vila Valqueire e os vidros das janelas estouraram devido ao deslocamento de ar produzido pelas explosões. Saímos à rua para entender o que estava acontecendo. Andamos em direção a rua principal e pessoas gritavam dizendo que estávamos em guerra. Moradores de diversas ruas também estavam abandonando suas casas e fugindo em direção a praça Seca, Foi o maior desespero. Batalhões de soldados do exército e da Aeronáutica do Campos dos Afonsos colocaram caminhões para evacuar a área. entramos em um dos caminhões com ajuda de soldados e fomos em direção mais afastadas do bairro de Vila Valqueire. Me lembro bem que a todo instante havia explosões e o céu ficava vermelho. Durante grande parte da manhã ficamos num campo descampado perto da estrada do Mato Alto, aguardando o fim das explosões. Quando finalmente voltamos encontramos a casa saqueada e grande parte das coisas espalhadas pelo chão. Foi um dia terrível. Até hoje, às vezes, acordo assustado.

luiz a. gaspar enviou em 11/09/2012 as 07:05:

quem viveu,não esquece.impossivel.eu com sete anos,morava com meus pais em ricardo de albuquerque,no largo do camboatá.vizinho ao local das explosoes.neste dia estava eu e meu irmao com meus pais em casa.lembro q acordei (mei noite ou mais)com meu pai falando com minha mae:O CEU ESTA ESTRELADO,NÃO FOI TROVOADA.foi a explosao q ele ouvira,mas apenas estava começando.0 resto é exatamente como todos comentam:gente seme-nuas nas ruas correndo.bolas de fogo no ceu, como se fosse dia.54 anos se passaram e parce q foi ontem

Iolanda Louro Brown enviou em 23/09/2012 as 10:27:

Eu era pequena. Hoje tenho 64anos, mas lembro-me como se fosse hoje. Acordamos, eu meus dois irmãos, papai e mamãe, muito assustados. Um vozerio de pessoas na rua. Parecia situação de guerra. Todos andando em procissão para não sabíamos onde. Morava em Ricardo de Albuquerque, vizinha de Deodoro. Recebemos a orientação dos soldados do exército para irmos à praça central de Ricardo de Albuquerque para ali sermos transportados em caminhões do exercito para bairros mais afastados. Como não podíamos passar por Deodoro, a ordem era ir para a direção contrária ao centro da cidade do Rio de Janeiro. Só tínhamos uma tia que morava em Mesquita e para lá fomos, todos amontoados e terrivelmente assustados e temerosos. Deixamos nossa casa com todos os pertences e saímos somente com a roupa do corpo porque não havia tempo para mais nada. O céu ficou completamente avermelhado e, já em Mesquita, mais ou menos 'as 3:00h da madrugada, o céu ficou como dia. Tudo ficou claro e ouvimos tão grande explosão que tudo tremeu em casa de minha tia. Parecia um terremoto. Apenas 3 dias depois tivemos permissão para voltar. Nossa surpresa foi enorme: casas destelhadas, nenhum vidro inteiro, pulávamos escombros, um horror! Foi uma experiência traumatizante! O pior foi experimentar o sentimento de pânico. Toda a população estava em pânico. Era um pânico coletivo. Nunca mais vi situação como aquela, nem nos piores momentos da ditadura militar.

VALDEIR SOUTO DA SILVEIRA enviou em 29/09/2012 as 00:09:

Eu valdeir souto da silveira, hoje residindo em vitória ES, com 66 anos de idade, tambem sou testemunha deste acontecimento, na época eu estava com 12 anos e morava atraz da FÁBRICA MELHORAL, que hoje tem outro nome não me lembro no momento; só sei dizer q. foi como uma verdadeira guerra; à nossa sorte no momento foi q. apareceu um nosso vizinho com um caminhão vasculante e levou toda nossa família para a casa de minha irmã mais velha q. mora em CAMPO GRANDE na estrada do CANTA GALO. ainda reside até hoje: foi muito triste o episódio.

tony enviou em 10/10/2012 as 22:00:

Eu sou militar das forças armadas mas não era nascido nessa época, bem dizer tomei conhecimento desse acontecimento hoje, e isso só aconteceu porque recebemos ordens para escavar os artefatos que ate hoje estavam enterrados na mata aos redores dos antigos paios que foram detonados. Em 21/06/2012 um aluno do curso de formação de sargento morreu quando acendeu uma fogueira para esquentar sua comida, ele e cerca de 240 jovens participavam de um treinamento no campo de instrução de camboatá e estavam divididos em grupo.Autoridades militares não comentaram sobre o fato ocorrido em 1958.Ate hoje a causa da morte do jovem não foi relatada. Existe hoje um projeto de que seja construido um autodromo nessa área, ai eu me pergunto... sera que quem autorizou esse absurdo tem o minimo de noção, sera que ele se preocupa com as vidas dos militares que estão lá, com a vida dos operarios que iram construir o projeto? bom , não sei ao certo, eu sei que amanha retomaremos as busca por bombas e talvez eu volte pra casa ou vire noticia para um proximo comentário.

Ivonildo Venerotti Guimaraes enviou em 13/10/2012 as 14:00:

Obrigado pela recordação.

Ivonildo Venerotti Guimaraes enviou em 13/10/2012 as 14:19:

Em 1958, eu era soldado do Segundo Regimento de Infantaria, soldado n 1169, Venerotti, servindo na Cia CPP2 e participei dos acontecimentos, inclusive transportando mateiais belicos para Paracambi, me sentia orgulhoso, obrigado por eu recordar estes fatos.

Solange de Araujo Apolinario. enviou em 21/10/2012 as 21:59:

Eu tinha 6 anos de idade e morava em Duque de Caxias,RJ. Lembro-me de ter ouvido as explosões e de ter visto os clarões. Soubemos pelo rádio do que havia acontecido.Porém,não me lembrava de que as explosões haviam durado por tanto tempo.Lembro-me também do medo que tomou conta de toda a vizinhança.

manoel renato b. moreira enviou em 26/10/2012 as 17:37:

porque a explosão de 1948 é pouco comentado?

Marcos Bandeira enviou em 26/10/2012 as 22:24:

Manoel Renato. Desculpe só te responder agora. "PAIOL" esta sendo preparado para ser lançado no mercado próximo ao natal. Aguarde te dou noticias. Forte abraço.

janaina enviou em 04/11/2012 as 17:10:

parabens gostaria de contatos minha avo estava neste acidente

Manoel Renato Balbé Moreira enviou em 05/11/2012 as 18:15:

Marcos Bandeira, obrigado pela atenção, estou bastante curioso pelo conteudo do teu trabalho. Continuo no aguardo de seu pronunciamento. Um grande abraço, Manoel Renato.

Manoel Renato Balbé Moreira enviou em 07/11/2012 as 18:14:

TENHO CERTEZA QUE "PAIOL"VAI ESCLARECER MUITAS DÚVIDAS QUE PAIRAM EM NOSSAS MENTES. SUGIRO QUE FAÇA O LANÇAMENTO TESTEMUNHADO, SE POSSIVEL, COM GENTE QUE PARTICIPOU DESTE TRISTE ACONTECIMENTO, ALIÁS ATÉ ESQUECIDO COMO O DE 48. SUCESSO...

Marcus Martins enviou em 09/11/2012 as 17:40:

Os meus pais nasceram em Ricardo de Albuquerque e sempre me falaram dessa história. A minha mãe dizia que o meu avô - o seu pai - ficou louco com o acontecido, porque ele tinha lutado na Força Expedicionário Brasileira e na cabeça dele, aquele momento era como os que ele tinha vivido na Itália. Eles moravam no final da rua Japoara, bem perto do campo do Gericinó e a visão devia ser total de todos os fatos. O meu avô não deixava ninguém sair de casa, e tanto a minha mãe, quanto a minhã avó como os meus tios, só conseguiram fugir com a intervenção do exército que apareceu na casa deles. O meu falecido pai morava na rua Taquaruçú, mais perto do paiol, e dizia a noite virou dia. A sua família fugiu para Mesquita pelo campo do Gericinó.

Manoel Renato Balbé Moreira enviou em 17/11/2012 as 12:16:

Acredito que a curiosidade não é só minha. Ficamos no aguardo, com certeza vai ser bastante requisitado por aqueles que gostam de História. Forte abraço, MRM

shalhevet shalhin enviou em 19/11/2012 as 23:27:

eu morava num apartamento da vila militar pois meu pai servia em deodoro, fazendo um curso p major, tinha 4 anos e lembro ter subido num caminhão do exercito cheio de pessoas aflitas, isso me marcou demais eu não pudia escutar um barulho que começava a chorar, hoje com 58 anos ainda me recordo

Ronaldo Nunes da Silva enviou em 01/12/2012 as 19:39:

Em virtude de alguns questionamentos, fiz uma pesquisa sobre o acontecido em DEODORO em 1948 e achei isto: Em 1948, precisamente no dia 16 de abril às 15 horas, os paióis de munição do Depósito Central de Material Bélico explodiram, levando a devastação e o pânico, às áreas de Deodoro, Vila Militar e adjacências, com dezenas de mortos e feridos e a fuga, em massa, de famílias dos militares que tinham naquelas localidades as suas residências e que deixaram ao abandono de suas casas. O Marechal Zenóbio, comandante da Zona Militar Leste e 1ª Região Militar tomou conhecimento da catástrofe e imediatamente, ele mesmo, telefonou ao Capitão Evandro, Comandante da Companhia, para que fosse pronto, para a Vila Militar e tomasse as providências compatíveis com a situação. Era chegada a hora da PE mostrar que não era apenas uma tropa de demonstrações e de se apresentar impecável nos logradouros ou em missão de guarda e patrulhamento; às 15 horas e 10 minutos o Capitão Evandro, com seus motociclistas à frente, com as sirenes abertas com cerca de 300 soldados, deslocou-se para a Vila Militar, onde chegou as 15h45m, a tempo de o Marechal Zenóbio da Costa, que também para lá se dirigiu, assistir o desembaraço do pessoal da PE, no transporte de feridos, vigilância nas áreas residenciais, balizamento com indicação dos hospitais e dos locais de reunião dos que perderam suas casas. Espero ter ajudado. Abraços http://www.asspex.com.br/index.php/historia

Gerson Oliveira enviou em 02/12/2012 as 17:50:

Minha mãe, que tem hoje 80 anos e morava em Ricardo de Albuquerque na época, sempre conta essa história sobre céu iluminado, explosões, fugas de madrugada com a roupa do corpo e muito pânico. Durante anos procurei mais informações, sem sucesso. Num contexto politico complicado na época de conspirações pré-golpe, talvez não houvesse interesse em divulgar o que pudesse parecer incompetência do Exército. Hoje com a Internet, é um pouco mais dificil guardar segredos.

Manoel Renato enviou em 01/01/2013 as 23:16:

Caro Ronaldo, acho que teu depoimento foi bastante oportuno, pois esse episódio da História Militar Brasileira, merece mais atenção de nossos pesquisadores. Obrigado, há alguns anos que venho procurando um esclarecimento, acho que teu trabalho nessa pesquisa deve ser bem valorizado. Obrigado.

JORGE VASCONCELLOS enviou em 05/01/2013 as 22:36:

À ESSA GRANDE TRAGÉDIA ATÉ HOJE PAIRA A DÚVIDA DA MINHA VERDADEIRA DATA DE ANIVERSÁRIO, ISSO POIS AS EXPLOSÕES A MINHA FAMÍLIA FOI DESLOCADA PARA A CASA DE PARENTES EM BOTAFOGO E TODA A NOSSA DOCUMENTAÇÃO FOI ESTRAVIADA. EU MORAVA NA FONTINHA, OSWALDO CRUZ E SEGUNDO A MINHA MÃE E MEU PAI HAVIA NUM DESSES PAIÓIS UMA BOMBA QUE SE POR ACASO ELA VIESSE A EXPLODIR IRIA ARRAZAR OS BAIRROS ATÉ O CENTRO DO RIO. MEU PAI SÓ VEIO EFETUAR OS REGISTRO DE NASCIMENTO DE TODOS OS FILHOS EM 1968 EM SÃO JOÃO DE MAERITI. TENHO NO MEU REGISTRO DOIS ANOS A MAIS.

JORGE VASCONCELLOS enviou em 05/01/2013 as 22:43:

NÃO ESQUEÇAMOS DOS ARTEFATOS DE GUERRA QUE PERTENCIAM AO NORTEAMERICANOS E NÃO AOS BRASILEIROS, OU SEJA, A BOMBA ATÔMICA. MUITOSA CASOS AINDA PAIRAM DÚVIDAS ATÉ MESMO OS FATOS DE HOJE. COMO O BRASIL ENTROU NA SEGUNDA GRANDE GUERRA MUNDIAL, QUEM REALMENTE ABATEU OS NAVIOS BRASILEIROS NAS COSTAS BRASILEIRAS. POR QUE FOI CRIADA A QUARTA FROTA NORTEAMERICANA? LEMBREM-SE O BRASIL DEVE MUITO AOS MILITARES BRASILEIROS E NÃO AOS POLÍTICOS QUE FAZEM PARTE DO MENSALÃO COMO APARECEM COMO HERÓI NO PASSADO. EU COSTUMO DIZER QUE A HISTÓRIA CONTA O QUE A HISTÓRIA QUER.

Elionira enviou em 25/01/2013 as 17:02:

Eu tinha 9 anos, acordei com barulho muito forte parecia uma guerra. Quanto mais corria parecia que bolas de fogo estava atrás de vc. Minha mãe deseperada saiu corendo com eu e mais quatro irmãos. Saímos sem destino quando nós e outras pessoas deparamos com um ônibus parada nas proximidades da igreja de Guadalupe e entramos.O motorista estava esperando a família quando chegou o ônibus tinha sido invadido pela polução no desespero. Eu não queria voltar mais para casa, fiquei mjuito traumatizada não podia esqutar estouro que já achava que estava tudo indo pelos ares. Quando chegamos os aptos estavam todos abertos janelas quebradas saquearam algumas casas. Na minha por ex. a minha mãe teve um grande prejuízo de roupas que ela vendia. Saiu na madrugada largando tudo para trás. Depois teve outro abalo durante o dia. O conjunto ficou muito dstruído. Houve comentário na época que o o exército ia indenizar as famílias, mas ficou por isso mesmo daí começou a destruição do conjunto, que mais tardeu ficou naquele estado que se encontra hoje. As famílias na época não tinham condição de reformar nada. Era um conjunto para pessoas com baixa renda. Hoje estou com 63 anos mais lembro muito bem de tudo que aconteceu.

Fernando Couto de Almeida enviou em 04/02/2013 as 19:30:

Incrível coincidência! Recebi agora esta matéria, de um amigo aqui de Brasília. Há exatamente uma horam, abri meu e-mail e lá está um recado do grande jornallista e escritor carioca Carlos Leonam para mim e, junto, uma foto eu e ele, com as roupas em frangalhos, quando, repórteres da Tribuna da Imprensa, saíamos de Paracambi, junto de Deodoro, em 1959 ou 1960, onde foramos cobrir as explosões dos paióis do xército lá! Foi, creio, dois anmos depois de Deodoro, daí o pânico... Segue a foto...

Joana Queiros enviou em 14/02/2013 as 15:15:

Na época eu tinha 13 anos. Morávamos na estrada do barro vermelho 1973 no bairro de Colégio. Meu pai foi acordado aos berros pelos vizinhos e com o cachorro (saudoso Turuna) latindo desesperadamente. Ele e minha mãe após terem pegado documentos e roupas nos acordou (eu, minha irmã e mais três irmãos.) e todos saímos pela rua a pé fugindo daquele horror em direção da casa de minha irmã mais velha então casada, em Inhaúma. O que ocorreu no trajeto foi exatamente o que já foi relatado anteriormente acima por aqueles que vivenciaram e sofreram na pele aquela tragédia. Insegurança, medo, angustia desespero e sofrimento. Hoje aos 68 anos, 55 anos depois desta tragédia, eu me pergunto: O que de fato aconteceu? Porque o silêncio das autoridades governamentais e do exército? E estas pessoas que perderam a vida, que ficaram feridas e tiveram perdas, porque não se levantaram e não buscaram justiça? Eu simplesmente não me conformo. Foram danos imensos, casas e vidas destruídas e nada foi dito ou feito a respeito? Por quê? E não parou por aí. Esta história já havia acontecido em abril de 1948 e depois se repetiu novamente, como relata o amigo João Rachid, “Algum tempo depois ocorreu nova explosão, durante o dia, e sem maiores consequencias.” Como sem maiores consequências? Era já a terceira vez? Por que todo o silêncio em torno deste assunto? Gente, vamos acordar e grita ao menos por uma satisfação. A história tem que ser escrita de forma verdadeira e clara!

LUIZ CARLOS DE SOUZA ARANTES enviou em 22/02/2013 as 15:55:

EU LUIZ CARLOS DE SOUZA ARANTES, NA ÉPOCA TINHA 6 ANOS ,MORAVA EM BRÁS DE PINA ,ERA 1 HORA DA MANHÃ FICOU DIA CLARO.

Marcos Bandeira enviou em 24/02/2013 as 15:00:

Olá Pessoal. Desculpe a ausência de noticias principalmente do "PAIOL" já pronto só faltando data pra Edição. Tive problemas com o INBS. A Biblioteca Nacional não gosta de verdades, vivem na ficção. Também é mais fácil, né? Piis bem "PAIOL" está atrasado mas sai até junho pela Editora Perse. O Lançamento em São Paulko deverá ocorrer em Agosto e no Rio na Biena a partir de 08 de setembro. Aguardém. Um abraço.

Manoel Renato enviou em 01/03/2013 as 19:01:

Caro Marcos, espero que agora esse assunto seja esclarecido, pois tem uma razoável e ansiosa platéia te aguardando. Sugiro que entre em contato com o Ronaldo Nunes da Silva, pois em depoimento em Dezembro de 2012, traz alguns esclarecimentos bastante importantes. para teu livro. Aqui em Cidade Gaúcha, PR, vive um senhor, hoje com 82 anos que participou da explosão do Paiol em 1948. Ficamos no aguardo do "PAIOL", Abraços.

ELIANE LEONIDIO enviou em 02/03/2013 as 23:37:

Eu nasci em 1958, portanto minha mãe estava graVIDA NA OCASIÃO DO OCORRIDO, morava na região de sulacap-RJ ,com minha vó, o nome da minha mãe é Maria do Ceu Tavares de Oliveira, filha de Adalgisa Tavares (hoje ambas falecidas) Ouvi estes relatos em Realengo onde me nasci e cresci. Hoje moro em São Paulo -interior , mas tenho filhos , netos e sobrinhos em em Realengo , se tem alguem desse periodo que conheceram minha mãe e minha avó gostaria que fizessem contato comigo pelo email elianeleonidio@gmail.com

Normando Mendonça enviou em 07/04/2013 as 19:42:

À época eu contava com quatro anos de idade. Hoje, como se pode calcular, estou com 59 anos. Alguns fatos não me saem da memória: Quando as explosões iniciaram era madrugada. Eu e minha família morávamos em uma casa de vila, em Bento Ribeiro. Meu pai achou por bem ir até o portão da vila para averiguar a situação. O que testemunhamos foi uma verdadeira procissão de desesperados. Homens, mulheres e crianças, ás centenas, passavam a pé pela nossa rua (Upiara), muitos deles apenas de pijamas e camisolas. Meu pai, depois de conversar com alguns retirantes, decidiu voltar pra casa, orientar que eu, minha mãe e minha irmã (com meses de idade) vestissem roupas adequadas e deixássemos a casa. Providenciou para que tudo fosse devidamente trancado e partimos. Dotado de coragem, meu saudoso pai teve a frieza e a tranquilidade de cuidar de todos os detalhes da partida. Chegamos à Estação de Bento Ribeiro e não havia trem, ônibus ou qualquer tipo de transporte disponível. Seguimos, caminhando, até a Estação de Madureira. Ali, na passarela da linha férrea, subimos para avaliar a situação. Era um cenário de guerra. Jamais esqueço a abóbada de fogo que se formava no céu. O fogo subia do chão, junto com pedaços de artefatos e escombros originados das explosões. Era uma aurora boreal do inferno! Ficamos ali, admirando o estrago, uma vez que não tínhamos para onde seguir. Os transportes estavam em colapso. Horas depois os trens voltaram a funcionar, atendendo aos retirantes no trajeto Madureira-Central do Brasil. Havíamos chegado há alguns meses ao Rio de Janeiro. Vínhamos de Pernambuco com meu pai para que ele trabalhasse aqui, com o cunhado dele (meu tio, por afinidade), em um escritório de contabilidade de que ele era dono. Quando foi possível deixar Madureira, seguimos para o escritório em que meu pai trabalhava e lá passamos o restante da noite. Não consigo recordar para onde fomos depois, nem quando retornamos a Bento Ribeiro. Mas lembro que, ao retornar a nossa casa, não havia uma vidraça sequer inteira. Curioso é o fato de que nada, absolutamente nada, havia sido saqueado de nossa casa, assim como nas casas da vizinhança. Que época saudosa e tão diferente desta que vivemos! Que meu testemunho sirva de elemento histórico para uma ocorrência tão importante e tão pouco historiada, hoje.

leni enviou em 20/04/2013 as 00:16:

eu tb me lembro do ceu muito vermelho, varias esplosoes e pessoas andando , chorando de roupa de dormir desepero total tinha 6 annao entendi nada pos era uma criança so sei que pessoas da minha familia desmaiavam de pavor ..foi uma noite de caos que durou 72 hs ate hoje nao sabemos oque ocorreu. pq nossa cidade foi bombardeada e ninguem deu satisfaçao? o descobrimento do brasil aconteceu bem antes ...e nao faz parte da historia ? pq nao contam tb esta historia?

José Marcelo Serrano enviou em 21/04/2013 as 22:11:

Estava conversando com minha esposa quando nos veio a mente fatos ocorridos na nossa infancia, hoje estou com 63 anos e por não ser um fato muito comentado surgiu a dúvida em relação aos meses em que ocorreram as explosões no paiol do Exército em Deodoro no ano de 1958; sabia eu que foram dois os eventos o primeiro pela madrugada e o segundo por volta de 12 ou 13 horas, ou seja no inicio da tarde de um dia calorento. Existe para mim, relativamente à estes fatos algo estranho e muito curioso que comigo ocorreu e que está vivo em minha mente até os dias atuais e que passo a relatar. Lembro-me que na data da primeira explosão tinha eu 9 anos e morava com meu pai, minha mãe e um tio irmão de meu pai alem de cinco irmãos todos mais novos que eu, o mais novo ainda não completara 1 ano meu pai era ferroviário e estava trabalhando neste dia cumprindo escala de pernoite, acho que na estação de Osvaldo Cruz, morávamos em Irajá na Av. Automóvel Clube próximo a estação de Colégio da Estrada de Ferro Rio D'Ouro, onde existia a fábrica Vulcan, estávamos durmindo quando todos acordamos assustados com as janelas e portas trepidando, meu tio abriu a porta e assustou-se com o que viu e ouviu o Céu vermelho lançando verdadeiras linguas de fogo e explosões violentíssimas, primeiro imaginou ser incêndio na Vulcan, era uma vila onde morávamos, fomos até ao portão e assistimos o que mais parecia uma cena de juizo final, verdadeiro exodo de famílias inteiras carregando mochilas, sacos nas costas, animais etc...só então tomamos conhecimento do que ocorria o paiol do Exército estava explodindo, aquele caos me impressionou tanto que fiquei doente. Entre a primeira e a segunda explosão, nos mudamos para Nilópolis e fomos morar na Rua Augusto Paris, hoje se não me engano se chama Rua Mário Rodrigues, não tenho certeza quanto ao nome atual mas é a rua que tem na sua esquina com a Av Getúlio de Moura, o Colégio Filgueiras, certo dia acordei e ai começa o relato do que considero , estranho e curioso e que nunca mais me esqueci, como ia dizendo, acordei e contei para minha mãe, meu pai e meu tio o sonho (pesadelo) que tivera naquela noite, sonhara que o mundo estava acabando, no meu sonho, Lingfas dce Fogo lambiam o céu, bolas de fogo surgiam voando e caindo sobre Nilópolis especialmente sobre a linha férrea produzindo desespero nas pessoas, provocando um verdadeiro "Caos". Após relatar o sonho fui brincar no quintal voltando para dentro de casa meu tio Edrize, já falecido, assim como meu Pai Zé Leite e minha Mãe Cecita, estavam na sala conversando me aproximei deles e de forma natural comecei a folhear uma revista não me recordo se "Manchete" ou "O Cruzeiro" me detive inconsientemente nas páginas que reportavam a explosão no paiol de Deodoro, a revista era naturalmente uma edição de data imediatamente próxima ao primeiro evento, fiquei o resto da manhã lendo e vendo as fotografias publicadas. Por volta de meio dia ou quem sabe uma hora da tarde, minha mãe nos chamou para almoçar e todos inclusive meu pai e meu tio estávamos almoçando, fazia muito calor, derrepente a neta de nossa senhoria , como se tratava na época a locadora da casa alugada pelo meu pai, entrou na nossa sala, onde estavamos almoçando, apavorada, anunciando; Seu José, Dona Cecita, O Paiol de Deodoro está explodindo novamente, fiquei assustado, comecei a chorar e imediatamente, me veio a mente; o sonho que sonhara e a revista que folheara durante toda aquela manhã. Nunca mais me esqueci destes fatos.

luciana da rocha carneiro enviou em 02/05/2013 as 09:15:

minha mãe tinha 11 anos na época, ela e mais 4 irmãs e meus avós sendo que uma das irmãs era deficiente fisico e mental, ela recorda que ficavam revezando carregar a irmã deficiente no colo, foram momentos terriveis, contam que cada explosão elas corriam mais e minha avó ficava gritado deseperada para que elas não soltassem as mãoes, elas se perderam de meu avô seu joaquim augusto, choravam muito mas corriam com medo agarradas nas mãos umas das outras e da mãe dona aurea da rocha bastos.´Até que chegando em cascadura não suportando mais o cansaço pararam numa guarita de ônibus para descansar, quando um generoso homem de etnia árabe ela se recorda que o chamavam de seu israelm levou todas em seu carro para se aabrigar e pernoitar em sua residência, minha mãe se recorda de que quando entraram na residência viram tantas pessoas já abrigadas por aquela pessoa que podemos dizer ser um anjo, ela não se recorda do nome desta pessoa só que o chamvam de seu israel, mas gostaria muito de poder conhecer algum descendente dele, ou derrepente até o próprio. Se possivel. que encontrou meu avó vou uma senhora chamava Zita que morava na casa deste senhor "seu israel" por ironia do destino esta senhora o conhecia e lembrou do rostinho das filhinhas dele. Meus avós já são falecidos e uma filha a que tinha necessidades especiais tb. MAs as demais graças a Deus estão vivas, sueli (minha mãe) ela tinha 11 anos na época é a mais velha da turminha :) e minhas tias aurora, marlene e aurea.

Kartfamilia enviou em 03/05/2013 as 08:18:

QUE COISA! ISSO DÁ UM FILME! HOJE 03/05/2013, VÍ MAIS UMA REPORTAGEM SOBRE AS CONSEQUÊNCIAS DESSE DESASTRE. MAIS UM MORRE AO PISAR EM UM PETARDO. É NESSA ÁREA QUE QUEREM CONSTRUIR UM AUTÓDROMO? LOUCURA! DEPOIS DE TEREM ASSASSINADO O AUTÓDROMO NELSON PIQUET, QUEREM MATAR QUEM GOSTA DE AUTOMOBILISMO! CORRIDA MALUCA!... LEMBREI-ME DA EXPLOSÃO NO PAIOL DE MUNIÇÃO DA MARINHA, NA ILHA DO GOVERNADOR, UNS ANOS ATRÁS, MORO NA ZONA NORTE, E OUVI AS EXPLOSÕES. COMENTARAM QUE A EXPLOSÃO FOI CAUSADA POR ALGUÉM QUE QUERIA "ESCONDER" O DESVIO DE MUNIÇÃO?! TODO DIA TOMO UM TAPA NA CARA, AFIRMANDO QUE ISSO AQUI É O BRASIL!!!

Pr. Maurílio Moraes, Cuiabá-MT. enviou em 08/05/2013 as 11:25:

Fiquei contente por saber que existe memória nas mentes do povo brasileiro, já que há sob pónto de vista políticos pessoas que afirmam que o brasileiro é um povo que não tem mémoria. Quando da referida explosão eu tinha apenas seis anos de idade, morava em Costa Barros, bem próximo à cidade de Pavuna, pela Av. Automóvel Club. Minha participação neste artigo é para destacar que nunca ví coisa semelhante até hoje com sessenta e um anos de idade. A cena comum nas ruas, naquele dia, por parte das pessoas era uma só aos gritos: "Oh Deus! O mundoestá acabando". Mas os gritos eram de lamentos, inclusive por meu irmão Mauro e minha irmã Maura, mais velhos do que eu. Já meu pai e minha mãe tentavam nos proteger, embora só filhos, o nosso número era seis. A Bíblia Sagrada não era comum aos lares de então, como nos dias atuais, mas Deus era o nome mais pronunciado pelas pessoas que foram para as ruas, como fez meus pais. Enfim, esse acontecimento ao meu vê, deveria ser tema de grandes trabalhios de pesquisa via mídia, já que foi um epísódia local, mas com um grande efeito histórico na vida daqueles indivíduos que tomaram parte.

Nilmar Goulart Meletti enviou em 08/05/2013 as 16:12:

A primeira explosão do paiol de Deodoro, foi realmente, em meados de 1948, quando eu tinha 7 anos de idade.
O fato foi responsável por uma neurose de guerra que perdura até hoje no meu subconsciente guardando em minha memória, até hoje, o que eu passei no decorrer de minha juventude. Hoje, aos 70 anos, ainda vejo aquele avião de asas vermelhas sobre a região da escola de Material bélico do Exército balançar sob o impacto da primeira explosão.
Sou escritor, já lancei seis livros , mas nunca tive coragem de relatar o que passei naquele dia fatídico. Eu morava em Ricardo de Albuquerque praticamente ao lado do paiol. Quem sabe, algum dia, crio coragem e transfiro para o papel aquela horrível fase de sofrimento.
Em 1958, eu já estava com 17 anos. Mesmo assim, meu coração disparava com cada explosão dos projéteis 105mm, 305mm e outros mais.
Por ironia do destino(já ouvi esta frase) fui servir na Artilharia e ajudei a transferir as terríveis bombas para O Campo de material bélico de Paracambi.
As pessoas que moram em Ricardo de Albuquerque ainda escutam de quando em vez, os técnicos do Exército detonarem algumas granadas espalhadas no campo bélico, para construir um autódromo no local.

paulo sergio enviou em 12/05/2013 as 21:38:

falar o que nesse país?quanta a força!!!não há resistência.

Beatriz Machado da Costa enviou em 22/05/2013 as 21:09:

Minha mãe e seus irmãos, todos crianças à época, também vivenciaram esta noite terrível! Minha mãe, que tinha cinco anos, e afirma lembrar de um fato curioso inclusive, quando meu avô, de cuecas "samba-canção", ficou em casa, com medo dos saqueadores, em companhia de um tio. Quando houve uma explosão mais forte, e meu avô virou-se para comentar com esse tio, cadê o indivíduo? Já havia corrido para se abrigar, deixando-o, só! Enquanto isso, mulheres e crianças fugiram a a pé até Pavuna (eles moravam na Estrada do Camboatá, próximo à esquina com a Rua Fernando Lobo). Até hoje meus pais moram lá. Mas é realmente uma lástima que um episódio tão importante e misterioso de nossa história padeça de tão grande esquecimento! É de meu interesse também a obra "Paiol", quando for lançada, gostaria de ser avisada pelo e-mail beatrizeanaclara@yahoo.com.br. Grata!

Aderbal Bueno Gomes enviou em 26/05/2013 as 12:23:

O interessante é que eu estava lembrando de minha origem e a minha infância, após vindo de uma celebração dominical sobre a Santíssima Trindade e durante estes pensamentos veio a lembrança de meus pais e irmãos e o sufoco que foi aquela época da explosão, recordando de inúmeras pessoas fugindo das casas pois o exército pedia para evacuar dos locais próximo pois o perigo era eminente, lembro que morando a rua Morais Pinheiro divisa entre Ricardo de Albuquerque e Anchieta, tivemos que fugir a pé e fomos parar bem próximo de Nova Iguaçu, a família era grande , pois além de meus pais e irmãos morava os meus primos que ficara órfãos muito cedo, eu nesta época eu tinha uns 13 ou 14 anos, lembro que passado o perigo voltamos para casa e por incrível que pareça nada aconteceu em nossa casa, apesar de que havia um terreno baldio ao lado de minha casa e que depois de algum tempo eu e meu primo cavar a terra com uma enxada neste terreno baldio, achamos uma bomba ainda intacta, e nós avisamos para algumas pessoas mais velhas que rapidamente acionou o exército que veio e recolheu a bomba, só com o tempo é que agente tem noção do milagre desta bomba não ter caído em nossa casa e milagrosamente cair neste terreno que na época era um pouco pantanoso divisa com o nosso terreno.

joão batista benedito luiz enviou em 19/06/2013 as 07:49:

meu nome e joão batista benedito luiz servi em 1981 a 1982 eu gostaria muito de ter o numero de comtato do quartel d c mm na minha epoca o nosso cmt era o cel ildo vieira prado tinhamos o majo maza o ten aguila como tambem um cap que gostava muito da beija flor eu preciso muito de emtrar em comtato com a secretaria do d c m m urgento se por ventura alguem ler por favor mande o numero de comtato para jbpagodeiro@hotmail ,com ou me ligue para 083 87397387 eu estou na paraiba eu preciso me aposentar e de pendo do numero do quartem abraço e agradeço muinto

Charles Vaz enviou em 25/07/2013 as 11:55:

Na época, com 6 anos de idade, lembro-me que familiares de Duque de Caxias nos acolheriam, caso fosse necessário. Depois de alguns dias as explosões diminuiram e não precisamos sair de casa. Um armazém próximo do Sr. Orestes, no final da Rua Ibotim em Coelho Neto teve um pedaço de parede retirada com a explosão. Coelho Neto fica a uns 10 Km aproximadamente de Deodoro. Pode-se ter uma noção do tamanho pela distância. A explosão foi muito grande.

Manoel Renato Balbé Moreira enviou em 10/08/2013 as 14:02:

a final Marcos Bandeira, cadê o "PAIOL"? Continuamos aguardando!......

Risamar enviou em 15/08/2013 as 10:26:

O exército esta desenterrando as bombas ativadas e não ativadas ( limpando essa área ) para ser construído o autódromo. E o mais grave que esta usando os recrutas das formas armadas para fazer isso sem qualquer treinamento algum eles estão exposto ao perigo e expondo os vizinhos dos arredores ..Toda munição que eles encontram durante a semana explodem na sexta-feira .Alguém pode me dizer se escuta barulho??? Estou chocada com isso. Jovens estão sendo obrigados a fazer esse serviço.Preciso de ajuda para denunciar.

ARMAHDA enviou em 19/08/2013 as 00:29:

A banda Armahda, compôs uma música sobre o evento da explosão dos paióis. Será disponibilizada ainda este mês. As piores explosões nos paióis do Depósito Central de Armamento e Munição do Exército, situado em Deodoro, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, ocorreram em 23 de abril de 1958. O militar Odilton Medrado Castelo Branco, com um tanque General Grant, 35 toneladas, adaptado com canhão d´água com mangueiras emendadas do corpo de bombeiros enfrentou as explosões inundando os paióis do entorno para não explodirem, junto com mais 3 oficiais, em ato de heroísmo. As tropas da cavalaria não debandaram, sendo encarregadas de controlar os cerca de 1.200 cavalos do regimento. Os deslocamentos de ar produzidos pelos repetidos estouros das granadas tiveram reflexos em muitos bairros, mesmo os mais distantes, como Leblon e Copacabana. No Grajaú e em Vila Isabel ocorreram rachaduras no reboco das paredes de diversas casas, e muitas vidraças foram quebradas. Os bairros limítrofes a Deodoro tinham aspecto de cidades bombardeadas: paredes arrebentadas, vidraças estraçalhadas, telhados destruídos. Muitos destroços ficaram espalhados pela Avenida das Bandeiras. Há relatos de que as explosões foram causadas por atos de um feiticeiro, cujo ritual, uma macumba, espalhou fogo pelo mato seco e adentrou a região dos paióis, causando, inclusive, sua morte. Alguém que acessa este blog pode comprovar se há lembranças de macumbas, rituais, na região?

Normando Mendonça enviou em 22/08/2013 as 18:52:

Gostaria de fazer um adendo ao meu relato sobre a noite da explosão do paiol. À época, como relatei, eu era muito novo e alguns fatos me fugiram à lembrança, prejudicando o relato. Na época, minha irmã mais velha, então com seis anos de idade, estava em minha casa, recém chegada de Pernambuco e era acompanhada da nossa tia, irmã de meu pai, e da nossa tia-avó, tia de meu pai. Minha irmã, ao ler meu relato, comentou comigo que eu havia esquecido de inclui-las na história. Elas estavam em minha casa pelo fato de estarem procurando casa para morar. Minha irmã morava, desde muito pequena, com minhas tias. Pelo fato de terem recém chegado ao Rio e estarem procurando casa, estavam morando conosco, em Bento Ribeiro. Naquela noite, ao nos abrigarmos no escritório de meu tio, no centro da cidade do Rio, elas nos acompanharam. Já pela manhã, dirigiram-se para Santa Tereza, casa de outra tia, irmã de meu pai, para ficarem provisoriamente morando por lá. Minha irmã afirma lembrar do semicírculo de fogo no céu, visto da Estação de Madureira e que o retorno para Bento Ribeiro deu-se em pouco mais de uma semana. Meu pai diariamente ia à Central do Brasil (Estação Pedro II) para saber se já poderíamos voltar pra casa, retorno que só foi possível pouco mais de uma semana depois, autorizado pelo Exército Brasileiro. Nesse tempo ficamos (meu pai, minha mãe, eu e minha irmãzinha de meses de idade) morando no escritório, com todos os desconfortos inerentes à moradia inesperada. Minha irmã, minha tia e minha tia-avó ficaram morando em Santa Tereza, na casa da minha outra tia, também irmã de meu pai. Feitos os ajustes ao relato, fico satisfeito em contribuir com nossos testemunhos às ocorrências da explosão do paiol.

jose monteiro enviou em 03/09/2013 as 23:02:

eu estava para nascer 1958 , minha mãe correu pelo campo do gericinó gravida , minha familia é tradicional ricardense e teve imensos prejuizos, materiais e de saude .

Maisa A.silva enviou em 16/09/2013 as 19:37:

Minha mãe dizia que a noite virou dia, de tantas bolas de fofo no céu e que muitas pessoas em Bangu, onde ela morava, acharam que era o fim do mundo chegando.

Norma Nascimento enviou em 27/09/2013 as 10:58:

Estou fazendo uma pesquisa de mestrado para o Programa de Memória Social da UNIRIO - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - sobre essa tragédia do dia 02 de agosto de 1958 e gostaria de entrar em contato com todas as pessoas que colocaram seus depoimentos aqui neste fórum. Este trabalho de pesquisa busca os rastros das memórias de quem viveu esses dias dramáticos ou conviveu com quem presenciou. Se alguém puder me mandar o contato do senhor Ubirajara Guimarães e do senhor J. Marcos B. Bandeira, que lançou o livro "O Paiol", eu agradeço imensamente. E a todos que quiserem e puderam colaborar nesta pesquisa, podem me procurar nos contatos abaixo: normasn@gmail.com ou pelo celular (21) 8712-9883. Muito obrigada

Teste RQ enviou em 03/10/2013 as 11:31:

Teste

Teste RQ enviou em 03/10/2013 as 11:32:

Teste 2

Manoel Renato enviou em 07/10/2013 as 18:52:

Prezada Norma, muito bom o tema para teu trabalho de Mestrado. Você centraliza na tragédia de 1958, mas na intensão de ajudá-la, é bom que saiba que em1948, houve a primeira explosão, talvez mais trágica que 1958. Aqui na minha cidade(Cidade Gaúcha PR)ainda tem um ex-soldado que conviveu com esse episódio. Talvez seja importante para seu trabalho. Sucesso na tua pesquisa.

Norma Nascimento enviou em 14/10/2013 as 20:00:

Olá senhor Manoel, vou pesquisar sobre essa explosão de 1948 e gostaria de saber mais informações sobre esse ex-soldado que mora na sua cidade. O senhor o conhece? Tem algum telefone de contato dele? Antecipadamente eu agradeço a sua ajuda.

Manoel Renato enviou em 17/10/2013 as 22:10:

Acho que a historia do "Paiol" começou a "pegar fogo". Continue dona Norma no seu trabalho.

Luiz Andre enviou em 21/10/2013 as 21:00:

Minha mãe me contou que era criança e minha vó , minhas tias fugiram para a Baixada, de carona, num caminhão do exército e chegaram a Morro Agudo, onde havia barracas do exército. Ela relata também que havia proteções pelo caminho de "sacos de areia , não sei". Disse que foi um desespero, pois ela morava em Parque Anchieta ou Anchieta, muito próximo a Deodoro. Ela até brinca: - dormi num colchão que não era de palha"

Sandra ferreira enviou em 01/11/2013 as 14:44:

Eu nesta epoca tinha 9 anos, lembro que minha mãe acordou eu e simos meus cincos irmãos e saimos foi horrivel parecia que o Ceu estava pegando fogo. retornamos dez dias depois, até quintino andando fomos para a casa de uma patroa que minha mãe tinha nos moravamos em Osvaldo Cruz, perto do largo da Fontinha.

Norma Nascimento enviou em 18/11/2013 as 18:42:

Gostaria de descobrir o contato do senhor Ubirajara M. Guimarães, que colocou alguns comentários neste blog. O mesmo para o autor do livro "O paiol", senhor J. Msrcos B. Bandeira. Por favor, quem souber alguma pista, entre em contato comigo no celular (21) 98712-9883 ou no e-mail: normasn@gmail.com Obrigadíssima.

Wagner José Vicente enviou em 18/11/2013 as 21:06:

Até aqui, após ler os relatos ora publicados, todos importantes por sinal, cheguei à conclusão de que foram 3 (três) e não 2 (duas) as explosões nos paíóis militares de Deodoro. Melhor explicado: a 1ª. grande explosão, em 1958 (não me recordo do mês, quando contava com 9 anos de idade), todos dela tomamos conhecimento pela madrugada (moderadamente fria) e então nos deslocamos, caminhando, desde o Bairro de Anchieta, no então DF, até Mesquita, então Distrito de Nova Iguaçu. A 2ª., cujo ano não me recordo, mas não muito distante no tempo da primeira, ocorreu numa tarde de Quinta-Feira, pois havia Feira-Livre em Olinda. Esse segundo acontecimento, foi menos traumático, presumidamente, que aquel`outro, posto que não foi necessário deslocamento como de outra feita. Os traumas do primeiro incidente foram por conta de que a avó materna, inválida, não tinha como ser transportada até um "porto seguro", dela ficando a protegê-la um tio já falecido, e bem assim o lamento de que não haveria aula no dia seguinte, na E.M. 7-23, Paraíba, em Anchieta, ainda ativa, onde aprendi as primeiras letras, os segredos e mistérios do mundo fora do trato familiar, e o regramento de vida em sociedade. Por fim, nada constava sobre o acontecimento de 1948, sendo essa a primeira palavra sobre tal ocorrência, e, além disso, dar-se-ia o meu nascimento no ano seguinte.-


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