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Hélio Costa vem aí

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jb

O ministro das Comunicações , Hélio Costa (PMDB), será o candidato da base do governo Lula e palanque para Dilma Rousseff (PT) em Minas. O vice, por ora, será o deputado federal Virgílio Guimarães. José Alencar será candidato ao Senado pela chapa – o que será confirmado assim que receber seus exames dia 17 – e Patrus Ananias será seu suplente, o que deixará o ministro no cargo até o fim do governo. A outra vaga ao Senado será oferecida a um partido da base.

O presidente Lula mandou o PT fazer uma pesquisa em Minas para avaliar os nomes de Costa, Patrus e Fernando Pimentel. Independentemente dos resultados, a chapa supracitada não muda, diz um figurão do governo federal.

A chance

Hélio Costa tem 70 anos. Seria sua última chance para o governo, disse certa vez ao presidente num voo no Aerolula. Costa também disse que tiraria seu nome da disputa se qualquer pesquisa o apontasse atrás de algum dos petistas.

Serra & Lula

Se continuar calado, avalia um figurão, José Serra corre o risco de perder a eleição presidencial ainda sentado na cadeira de governador. Perdeu a oportunidade de criticar o presidente Lula, que falou asneira ao comparar o ativista cubano morto com bandidos brasileiros.

Heim?

Serra, aliás, está um poço de mágoas. Ficou irritado ao saber pela imprensa que Aécio Neves disse “não” para ser seu vice. O convite nem foi feito.

Lula, o grevista

Lula tem trauma de greve de fome. Em 80, quando preso no ABC paulista, ele tentou furar a greve de fome dentro da cela do DOPS com balinhas que levara escondido. Ganhou bronca da turma.

jb
Lula, preso: balinhas escondidas em travesseiro


Indigestão

“Mas eu peguei balinhas para todo mundo”, tentou Lula convencer os colegas de cela. Em vão. Foram todas para a privada. José Maria Almeida (PSTU) e Djalma Bom são testemunhas.

Samba, Suplicy

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) fez a festa das mulheres no bar Calaf, na terça à noite, tradicional ponto de samba colado no Banco Central. Atendeu a vários pedidos para dança.

jb
Suplicy: o senador pai de roqueiro gosta mesmo é de samba


Aos eufóricos

De Francisco Dornelles (PP), do alto dos 60 anos de política: “Até fim de março, qualquer cenário de candidaturas é loteria”.

Amigo$

Inimigos, inimigos, negócios à parte. O governador Sérgio Cabral e a prefeita de Campos, Rosinha Matheus, mulher de Anthony Garotinho, sentaram à mesma mesa ontem. Na de Gilmar Mendes, do STF, para falar dos royalties que o Rio iria perder.

Tô nem aí

Eles lembraram ao presidente do Supremo que o Rio perderá até R$ 6 bilhões por ano. Gilmar lembrou a eles, sutilmente, que não poderia interferir na votação da Câmara: “Tudo tem a sua fase”.

jb
Pudim, o deputado do Garotinho: ele acredita em Lula.


Esperança

A bancada do Rio está confiante de que o presidente Lula, lá na frente, vai vetar qualquer projeto que mude a partilha dos royalties do pré-sal. “Ele deu sua palavra”, lembrou Geraldo Pudim (PSC-RJ).

Grita

Peritos do Incra pararam por três dias e foram recebidos ontem por José Sarney, no Congresso. Cobram lei que equipare o salário ao dos peritos do Ministério da Agricultura. A defasagem é de 60%.

Projeto FX-2 da FAB

A Boeing, que concorre com o caça F-18, enviou nota afirmando que “tem um registro excelente em seus programas de transferência de tecnologia no mundo”.

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O Rio vai perder. Por ora

Sem consenso, as bancadas vão entregando os pontos, inclusive a do Rio, e tudo caminha na Câmara dos Deputados em Brasília para a aprovação da Emenda Ibsen (veja post abaixo).

Com isso, só o Rio, por exemplo, perde cerca de R$ 6 bilhões por ano de repasses de royalties.

O governador Sérgio Cabral, a prefeita de Campos - município maior produtor de petróleo - e mais uma penca de prefeitos estiveram nesta tarde com o presidente do STF, Gilmar Mendes. Lembraram a ele que há um mandado de pedido de liminar do deputado Geraldo Pudim (PSC-RJ) que questiona a votação da partilha, e mostraram à mesa o tamanho do prejuízo.

E Gilmar? Lembrou a eles que não pode fazer nada por ora.

O fato é que a emenda passa na Câmara, será mudada no Senado e depois, segundo avaliação de cariocas, o presidente Lula veta tudo. E tudo continua como está. A conferir.

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O PT, o pré-sal e a "queda" de Ibsen

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O líder do PT na Câmara, deputado federal Fernando Ferro, disse ontem ao blogueiro que a bancada vai fechar questão sobre o polêmico projeto de partilha dos royalties da exploração na camada do pré-sal, que provavelmente será votado hoje - no mais tardar amanhã.

Até aí, não muita novidade. É dever do líder achar consenso, mesmo em assuntos espinhosos. Mas na carona do debate, eis que surgiu para, enfim, alcançar esse "consenso", uma alternativa à Emenda Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) - o pomo da discórdia, porque essa proposta já tira dos estados produtores os royalties da atual exploração e divide entre todos os entes federados e municípios não produtores também.

jb
Ibsen: o vilão de governadores e herói de prefeitos


No caso de a Emenda passar - e há chances para isso - só o Rio perderá R$ 6 bilhões em caixa por ano. Daí a gritaria entre os governadores Sérgio Cabral (RJ), e Paulo Hartung (ES), os grandes produtores, contra os governadores do Nordeste que esperam um naco desta verba - e para já.

E o que Ferro e o PT propõem? "Não posso adiantar", disse aos risos. Mas é fato: em plenário, aparecerá um destaque, daquelas "sem pai" - apoiado por vários partidos - para derrubar a Emenda Ibsen. Em outras palavras: tira-se do texto em votação a parte em que faz-se a divisão imediata dos royalties da atual exploração. E, provavelmente, preserva-se esta proposta para quando o pré-sal, lá na frente, for explorado - e todos ganham.

Por um lado, isso resolve o problema do Rio e ES, que têm o repasse dos royalties anual comprometido com dívidas correntes e outros gastos - embora não resolva por completa o impasse, porque o Rio também não abre mão desse belo naco no pré-sal. Por outro lado, a Câmara cria briga com os prefeitos em caravana que enchem o salão verde desde ontem, porque eles têm esperança de que a Emenda Ibsen passa e já levem para, até o fim do ano, alguns milhões.

A briga é quente, movida a óleo, e boa. É ano de eleição. E os nervos estão em alta pressão.

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O Conselhão e a candidata

jb
Padilha: voz ativa de Dilma dentro do Conselhão


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A reunião de hoje do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, em São Paulo, terá como tema principal o “Brasil no pós-crise”. Mas o aperitivo político-eleitoral estará inserido num dos tópicos a ser debatido: “viabilidade institucional”.

Em outras palavras, como a turma, composta por 83 conselheiros – entre eles políticos da base e grandes empresários afinados com o governo – poderá dar sua contribuição de projetos para a campanha de Dilma Rousseff à Presidência.

Ainda no contexto econômico-social, o ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, lembra o papel do grupo: “O Conselho legitimou-se no enfrentamento da crise. O presidente Lula o mobilizou para debater e implementar as medidas (anunciadas)”, no auge do furacão.

Dever de casa

O Conselhão debaterá também os temas “desafios sociais”, sobre a consolidação dos programas sociais, e “crescimento econômico” – política fiscal e arrecadação.

Termômetro

Pré-candidato à Presidência, Ciro Gomes (PSB) sentiu ontem um pouco do calor humano que vem por aí. Entrou mudo e saiu calado do voo 3708 da TAM, SP-Brasília, sem um “oi” de qualquer passageiro do Airbus lotado.

Pré-acordo

“Se Ciro não sair candidato ao Planalto, não sairá a nada”. Assinado: Paulinho da Força (PDB-SP), um dos mais próximos interlocutores.

jb
Costa, aos 70 anos, tem sua última chance em MG. Programa está pronto


Agora vai

Hélio Costa deixa o Ministério das Comunicações na Quinta-feira Santa, dia 1º.

Agora vai 2

Dilma Rousseff prevê sair da Casa Civil dia 29, com grande festa em Brasília. Já mandou convocar todos os ministros e aliados.

Botafogo-Pavuna

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), ficará no gabinete itinerante pela Zona Oeste do Rio de quinta a domingo. Não, não dorme lá.

Cabos eleitorais

Prefeitos do PSC estão reunidos em Brasília num intensivão para a campanha. O partido quer empenho deles para eleger 30 federais.

jb
Eros: mais para lá do que para cá, uma saída de fininho


Toga-Quente

Não vai nada bem o clima dos ministros do STF com Eros Grau por causa da ausência dele na sessão em que a Corte estava prestes a denunciar e cassar dois deputados federais. O processo prescreveu.

Chá das Cinco

Contam as togas que Eros, perto da aposentadoria, já “chutou o balde” e só pensa na ABL. Certo dia no pleno, ele disse que só adiantaria seu voto porque precisava viajar.

A tribo de lá

Técnicos do Ministério da Saúde do Canadá visitaram os Yanomamy em Roraima, a convite da Funasa. Disseram que o país tem muito “a aprender com o Brasil”.

jb
Ilha Grande: paraíso ameaçado por cocô dos navios


Mau exemplo

O Ibama e a Defesa Civil de estados litorâneos monitoram transatlânticos que passam por aqui. Por causa dos dejetos jogadas no mar. Em Ilha Grande (RJ) foi descoberto rastro de óleo de cozinha e lixo.

Salão verde

Ricardo Teixeira, presidente da CBF, tem discutido muito futebol... no Congresso, em Brasília. Tem sido visto muito pelo salão verde, com deputados. Como se sabe, política e futebol têm... nada a ver. Mas em ano de eleição...

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OSCAR 2010 - Arruda em: Dormindo com o inimigo

jb


Com a mulher que tem, José Roberto Arruda não precisa de inimigo para mantê-lo na cadeia. O assessoramento vem de graça. Fala Flávia Arruda, ao sair de visita a ele na sede da PF:

“Não me surpreende em nada porque eu sei que todo mundo recebe, e que a política no Brasil é assim. As pessoas precisam receber dinheiro para a campanha”.

Flávia referiu-se às imagens já notórias de Arruda recebendo R$ 50 mil não declarados, na campanha de 2006, das mãos do ex-aliado Durval Barbosa, que o gravou.

Conta o bom senso na política que mulher de político só faz papel de primeira-dama, na sombra do marido.

Flávia acaba de sair da sombra e já pisou na lama.

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Arruda aos 30

jb


Governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido) agoniza politicamente numa cela de luxo na sede da Polícia Federal em Brasília.

Na esteira do inquérito que o STJ ainda desnuda, personagens podem aparecer lá para fazer-lhe companhia.

O fato é que, quinta-feira, 11, daqui a dois dias, Arruda completa inéditos 30 dias na prisão. Nunca um governador passou por isso, deixa o exemplo (e o aviso) a PF.

A última pessoa que ficou tanto tempo - e muito mais que isso - detida na Superintendência da PF em Brasília foi a cantora mexicana Gloria Trevi, acusada de comandar uma rede de prostituição de menores.

Da cela, Trevi saiu com um filho. Hoje vive no México, voltou a fazer sucesso e continua milionária.

Arruda não terá um filho, não vai para o México e só ele sabe se continuará milionário. Arruda, por ora, está deprimido. E muito.

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