Publicidade

Jornal do Brasil

Blog do Reinaldo - JBlog - Jornal do Brasil

Guerra dos sexos

Se antes era necessária a discussão sobre gênero, hoje é temática recorrente e quase obrigatória na sociedade. Nessa perspectiva, o cinema vem sendo um grande aliado na propagação desta questão, colocando em pauta uma reflexão sobre as condições da mulher na sociedade contemporânea. Assim, trazer à baila a história da situação da luta por direitos feministas é um grande mérito do registro cinematográfico. A linguagem audiovisual é uma potente ferramenta discursiva, para o bem ou para o mal.

No filme Guerra dos Sexos, de Jonathan Dayton e Valerie Faris, o assunto nada mais é que o registro da luta das jogadoras de tênis pela equiparação dos valores dos prêmios oferecidos nos torneios, que pagavam quantias inferiores para as atletas femininas.

Guerra dos Sexos aborda uma grande disputa de tênis que aconteceu na década de 70, entre o ex-campeão Bobby Riggs (Steve Carell) e a líder mundial do tênis feminino à época, Billie Jean King (Emma Stone). Um evento que levou a discussão sobre igualdade de gênero a um outro patamar. A grande repercussão da partida, por mais carnavalesca que tenha sido midiaticamente, foi extremamente importante para colocar as tenistas femininas no seu lugar de direito. O filme ainda mostra um Bobby Riggs desesperado para não cair no ostracismo, e a  tenista Billie Jean King em crise com sua sexualidade, alimentando a trama com um pouco de conflito e drama, para além da discussão de gênero e tirando um pouco de dureza do roteiro.

A história é muito bem ambientada. Uma viagem no tempo que nos coloca diante de questões muito atuais, quando hoje, ainda, nos pegamos tendo que enfrentar pensamentos e posturas muito conservadoras. Quando o filme aponta para conquistas que ontem foram arrancadas à duras penas de “porcos chauvinistas”, nos colocando diante de uma confusa conclusão: ainda temos um longo caminho a percorrer e devemos ficar em eterna vigilância.

Um filme leve e colorido mas que guarda em suas entranhas uma ânsia de liberdade de ser e de amar.

Compartilhe:
Comentar

Comentar:

?>