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SESSÃO VITRINE PETROBRAS ANUNCIA OS PRÓXIMOS LANÇAMENTOS E NOVIDADES

Por Rosangela Dantas

Ir ao cinema hoje, mais do que nunca, é uma ousadia econômica. Sobretudo para quem não tem o privilégio de encaixar em seu orçamento mensal gastos com programas culturais. O acesso à cultura e ao entretenimento andam bem restritos, em função disso, toda e qualquer iniciativa que leve ao cinema, teatro, show, quem normalmente não iria por conta do alto custo, faz um grande bem à saúde mental de muita gente.

Em sua trajetória, a Vitrine Filmes vem lançando produções cinematográficas e artistas de grande relevância para o contexto do audiovisual contemporâneo Além disso, contribui, juntamente com a Petrobras, com a formação de plateia, a divulgação do cinema nacional e o aprimoramento crítico/narrativo dos espectadores, por meio do projeto Sessão Vitrine Petrobras.

O projeto é parceiro de cinemas em 24 cidades, tem programação contínua, realizando pré-estreias com a presença da equipe dos filmes e debates. O preço praticado nas salas não ultrapassa o valor de R$ 12,00 (inteira). Cuiabá, Manaus, São Bernardo do Campo e Vitória entram no circuito parceiro do projeto, que também está presente nas cidades de Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Niterói, Palmas, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São Luis, São Paulo e Teresina. Além disso, o espectador pode ter acesso liberado às sessões através do “Cartão Fidelidade Sessão Vitrine Petrobras”, que pode ser comprado no site do projeto (sessaovitrine/cartaofidelidade).

Filmes com carreira em festivais e esperados pelo público serão lançados ao longo de 2018. São eles: “SEVERINA”, de Felipe Hirsch, “TODOS OS PAULOS DO MUNDO”, de Gustavo Ribeiro e Rodrigo de Oliveira, “BARONESA”, de Juliana Antunes, “ERA UMA VEZ BRASÍLIA”, de Adirley Queirós, “CAMOCIM”, de Quentin Delaroche, “UNICÓRNIO”, de Eduardo Nunes, e “TINTA BRUTA”, de Márcio Reolon e Filipe Matzembacher, entre outros.

“SEVERINA”, de Felipe Hirsch

Brasil / Uruguai, 103 minutos, Ficção

A vida de um livreiro, melancólico e aspirante a escritor, é abalada pelas aparições e desaparições de sua nova musa que rouba na sua livraria. Logo, ele descobre que ela rouba nas livrarias de outros livreiros também. Então, ele começa a viver um delírio amoroso, na fronteira entre a ficção e a realidade. No entanto, quanto mais se aproxima dela, mais indescritível ela se torna: Por que ela rouba e quais são seus valores? Quem é o homem mais velho com quem ela mora? O que é verdadeiro ou apócrifo nessa história? E, além disso, ele enfim conseguirá ocupar um lugar na vida dela, ao mesmo tempo em que se afasta de sua própria vida?

“TODOS OS PAULOS DO MUNDO”, de Gustavo Ribeiro e Rodrigo de Oliveira

RJ, 88 minutos, Documentário

A criação da Babel despeja pelo mundo homens que falam línguas diferentes: todos os rostos, corpos e vozes de Paulo José, encarnados nos personagens que o ator interpretou em sua carreira no teatro, na televisão e no cinema. TODOS OS PAULOS DO MUNDO é um ensaio cinematográfico sobre Paulo José, um dos maiores artistas do Brasil, no ano em que completa 80 anos de vida.

“BARONESA”, de Juliana Antunes

MG, 73 minutos, Híbrido

Uma guerra entre traficantes na Vila Mariquinhas, na Zona Norte de Belo Horizonte, faz com que Andreia queira sair da comunidade onde mora e que ajudou a construir. Dirigido por uma mulher, esse filme é um documentário sobre o cotidiano, o passado, os anseios e como os entes queridos de outra mulher, sem as tintas da delicadeza, do sentimental e toda a moldura edulcorada da tal e tradicional feminilidade.

“ERA UMA VEZ BRASÍLIA”, de Adirley Queirós

DF, 100 minutos, híbrido

Em 1959, o agente intergaláctico WA4 é preso por fazer um loteamento ilegal e é lançado no espaço. Recebe uma missão: vir para a Terra e matar o presidente da República, Juscelino Kubitschek, no dia da inauguração de Brasília. Sua nave perde-se no tempo e aterrissa em 2016 em Ceilândia. Essa é a versão contada por Marquim do Tropa, ator e abduzido. Só Andreia, a rainha do pós-guerra, poderá ajudá-los a montar o exército para matar os monstros que habitam hoje o Congresso Nacional. Este é um documentário gravado no ano 0 P.G. (Pós Golpe), no Distrito Federal e região.

“CAMOCIM”, de Quentin Delaroche

PE, 76 minutos, Documentário

A cada quatro anos, o cotidiano calmo e tranquilo de Camocim de São Félix, pequena cidade de Pernambuco, é chacoalhado. Durante a campanha municipal, a cidade se divide em duas e todas as vidas parecem orbitar em torno da política. No meio deste mercado eleitoral, Mayara, 23 anos, tenta fazer uma campanha “limpa” para eleger seu candidato e amigo César.

“UNICÓRNIO”, de Eduardo Nunes.

RJ, 124 minutos, Ficção

Maria, uma menina, está sentada num banco ao lado de seu pai. A conversa que eles têm ali conduz a narrativa do filme: acompanhamos a história na rústica casa de campo, onde ela mora com a mãe e onde as duas aguardam a volta deste mesmo pai. A relação entre Maria e a sua mãe muda com a chegada de um outro homem.

“TINTA BRUTA”, de Márcio Reolon e Filipe Matzembacher

RS, 120 minutos, Ficção

Enquanto responde a um processo criminal, Pedro é forçado a lida com a mudança da irmã para o outro lado do país. Sozinho no escuro do seu quarto, ele dança coberto de tinta neon, enquanto milhares de estranhos o assistem pela webcam.

 

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Arábia

 

Por Rosangela Dantas

Quando um filme nos enche de um vazio e da certeza de que a arte, muitas vezes, “serve” para nos representar e nos reapresentar o que o tempo em nós não dá conta de nos fazer perceber.

Arábia, o filme dirigido  e roteirizado por João Dumans e Affonso Uchoa,  quase todo em off, nos leva para um lugar interno onde a oralidade nos transmite, por meio das narrativas mais diversas, a aventura da vida.

A história em questão relata as desventuras de um pacato cidadão, Cristiano (Aristides Sousa) que, numa crônica da sua vida de trabalhador,  narra o cotidiano de um homem que sucumbe a um automatismo sem graxa, rangendo, mas funcionando enquanto engrenagem de uma máquina obediente.

O filme guarda a beleza do mistério do individuo, dos sonhos e das ilusões numa espécie de entrelinha, sem licença pra estar ali. A voz que nos guia durante a projeção nos autoriza a adivinhar seus anseios, sua fúria parada, sua resistência e insistência num tipo de paradoxo da sobrevivência.

O estar no mundo desse “cidadão” é perambular por uma vida sem privilégios, numa contemplação melancólica do horizonte, que ora é o outro, ora é ele próprio. Um personagem cujo maior ato de heroísmo é nos devolver a humanidade.  

E quase como um eu lírico do labor, Cristiano relata em seu diário, um cotidiano lento e violento, de um trabalhador e de suas possíveis utilidades, até que essa máquina homem pifa.

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