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Você sabia? “A maior pena prevista na Lei Orgânica da Magistratura, de 1979, é a aposentadoria compulsória. Um juiz mal intencionado pode fazer o que bem entender, inclusive vender sentenças e, no máximo, irá para a casa, talvez constrangido, mas com contas bancárias gordas e garantidas para sempre”, escreve em artigo a jornalista Elaine Cantanhêde, da Folha de S. Paulo, dia 17 de janeiro.
A colunista trata da queda de braço, que vem desde dezembro de 2011, entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reivindicando transparência, e o STF (Supremo Tribunal Federal), querendo impor restrições. “Avança assim a discussão sobre a falta de transparência do Judiciário”, acrescenta Cantanhêde.
"ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA"
“Poder que tem de estar acima de qualquer suspeita, pois analisa, julga e, eventualmente, condena tudo e todos, inclusive ministros, altos funcionários, deputados e senadores -ou seja, de certa forma, está acima do Legislativo e do Executivo. Nesse contexto, é inviável manter abertas as "operações atípicas" de mais de R$ 800 milhões assombrando juízes e servidores do Judiciário. É preciso exorcizar: separar o legal do ilegal e, nesse caso, mostrar quem, como, onde e por quê (...) A transparência não é contra, mas, sim, a favor dos juízes. Que não paguem os justos pelos pecadores”, opina a jornalista.
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, em entrevista ao Brasil Econômico, disse que o CNJ não é dos magistrados e está trazendo o Judiciário real o CNJ não é dos magistrados; é um órgão que deve ser fortalecido para melhorar a Justiça e aproximá-la dos anseios da população. Para ele, a discussão sobre o papel do CNJ - cujos poderes estão sendo questionados no STF e serão objeto de um ato público de apoio da OAB Nacional, no próximo dia 31 - está tendo o mérito de trazer o real Judiciário à tona, afastando o Poder da imagem imaculada que parte dos seus componentes tentam construir. "Esse debate jamais surgiria dentro dos gabinetes", disse.
Wálter Fanganiello Maierovitch, jurista e professor, escreve no blog Sem Fronteiras, do portal Terra, dia 13, sobre “a grita” de Marco Aurélio (Mello, ministro do STF) e o eco pelos R$ 856 milhões movimentados por juízes. “Com apoio em verificações do órgão de inteligência financeira do governo federal que atende pela sigla Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), a corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Eliana Calmon, soube de movimentações atípicas no valor de R$ 856 milhões, no período de 2000 a 2010, realizadas por magistrados e serventuários do Judiciário”.
Maierovitch acrescenta, em outro trecho: “soube-se, por matéria assinada pelo jornalista e repórter especial Frederico Vasconcelos (da Folha), que um ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo era credor de R$ 1,5 milhão e o embolsou de uma só vez. Pior, tudo graças a um requerimento por ele feito na condição de desembargador e despachado, por ele próprio e favoravelmente, na condição de presidente do Tribunal”.
Recorda o articulista – que também escreve em Carta Capital -, “Mello, escolhido para o STF por meio de nepotismo praticado pelo então presidente Fernando Collor de Mello, proibiu, por liminar dada no apagar das luzes do ano judiciário de 2011, as fiscalizações do CNJ em todo o Judiciário.
Em outro texto sobre o tema, dia 17, Wálter Fanganiello Maierovitch considera que Marco Aurélio maculou a imagem do Judiciário e passou a ideia de que os magistrados temem correições e são contrários à transparência. “O biombo da questão da competência, alardeada pela AMB (Associação de Magistrados Brasileiros) e encampada por Marco Aurélio, pega muito mal perante a opinião pública esclarecida”.
"MULHERES E HOMENS PROBOS"
No artigo “Em nome da Justiça”, publicado pelo Brasil Econômico, dia 12, Ricardo Galuppo, publisher do jornal, comenta que é possível encontrar muitos homens e mulheres honestos entre os políticos - da mesma forma que, até prova em contrário, a grande maioria dos magistrados brasileiros é composta por mulheres e homens probos.
“Dito isso, convém parar para refletir sobre as críticas que juízes e representantes de classe dos magistrados têm lançado sobre a ministra Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça. (...) Em primeiro lugar, nada na biografia da ministra nos autoriza a identificar qualquer motivação de natureza pessoal para agir contra os interesses de uma categoria da qual ela faz parte há tantos anos”.
Galuppo acrescenta que basicamente porque ela resolveu, no cumprimento de suas funções, tomar providências contra magistrados que aparentemente exorbitaram de suas funções e cometeram delitos passíveis de transformá-los em réus. “Ao recusar o julgamento de um Conselho constituído com base na lei do país, os magistrados parecem querer se colocar acima dela - e isso não faz bem para os juízes nem para a Justiça, e muito menos para a democracia. As ações da ministra têm endereço certo e dizem respeito não à magistratura, mas a magistrados. É hora de deixar a paixão e o corporativismo de lado e pensar que o país nada ganha (pelo contrário, perde muito) com a demonização de Eliana Calmon”.
"ABSURDO"
A Justiça está obrigando as rádios Jovem Pan (AM/FM), CBN (AM/FM) e Rádio Globo (AM) a transmitir o programa “Voz do Brasil”, adotando uma legislação que impede os paulistanos de receber informações relevantes na hora do rush, como protesta o editorial da Pan, veiculado pela emissora desde o dia 16. “O ouvinte deixará de ter a informação de que necessita nesse horário crucial para a cidade de São Paulo, especialmente no que diz respeito à prestação de serviço, condições do trânsito, segurança e acontecimentos que devem ser informados à população. Quais teriam sido os critérios usados para essa proibição que atingiu somente a Jovem Pan, a CBN e a Rádio Globo?”
Segundo a Jovem Pan, não há como compreender, já que estão fora dessa decisão e não obrigadas a transmitir A Voz do Brasil as rádios Bandeirantes AM e FM, Estadão ESPN AM e FM, Rádio Record, Rádio Tupi FM, Nativa FM, Band News FM, Rádio Capital, Gazeta FM, 105 FM, Mix FM, Metropolitana FM, Antena 1 e Transamérica FM. Quais são os interesses que estão por trás dessa decisão absolutamente arbitrária? Que interesses políticos ou econômicos impedem a Jovem Pan de informar e prestar serviço das 19 às 20 horas? A Jovem Pan se nega a calar-se diante de um fato que beira ao absurdo, completamente distante da realidade de uma cidade como São Paulo e produto da ditadura Vargas, da década de 1940”.
No editorial, a emissora destaca que a população deve estar alerta. “Este é um ano de eleição. A população detém no voto a sua maneira mais correta de protestar contra medidas que não cabem mais no país que todos desejamos. Medidas assim ferem a democracia e a própria Constituição brasileira”.
http://jovempan.uol.com.br/noticias/2012/01/populacao-e-a-maior-prejudicada-pela-voz-do-brasil.html
INTERNET AMEAÇADA
A Wikipedia, na língua inglesa, que reúne para livre consulta 3 milhões e 831 mil artigos, está fora do ar, dia 18, por 24 horas, em protesto diante de projetos de lei, nos Estados Unidos, com alegado argumento de enfrentar a pirataria na rede e a proteção de propriedade intelectual.
Para a Wikipedia, a legislação proposta irá inibir o acesso das pessoas à informação online. “Este não é um problema que vai afetar as pessoas apenas nos Estados Unidos: ela afetará a todos ao redor do mundo”, causando “sérios danos à Internet livre e aberta”.
Leia mais, em inglês, em
http://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:SOPA_initiative/Learn_more
Ainda sobre os dilemas da Internet, quem gosta deve ler entrevista que o sociólogo Manuel Castells (autor da trilogia “A Era da Informação”) concedeu ao programa Europa Abierta, da rádio e TV pública espanhola, e reproduzida no portal “Outras Palavras". Para sociólogo, breve todo planeta estará conectado; Google e Facebook não são ameaça. Grande desafio é manter liberdade na rede. Leia mais em:
http://www.outraspalavras.net/2012/01/17/castells-debate-os-dilemas-da-internet/
TEXTO DIVULGADO SIMULTANEAMENTE NO ENDEREÇO
www.outraspaginas.com.br
José Aparecido Miguel, sócio da Mais Comunicação, www.maiscom.com, é jornalista, editor e
consultor em comunicação.
E-mail: joseaparecidomiguel@gmail.com
A colunista trata da queda de braço, que vem desde dezembro de 2011, entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reivindicando transparência, e o STF (Supremo Tribunal Federal), querendo impor restrições. “Avança assim a discussão sobre a falta de transparência do Judiciário”, acrescenta Cantanhêde.
"ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA"
“Poder que tem de estar acima de qualquer suspeita, pois analisa, julga e, eventualmente, condena tudo e todos, inclusive ministros, altos funcionários, deputados e senadores -ou seja, de certa forma, está acima do Legislativo e do Executivo. Nesse contexto, é inviável manter abertas as "operações atípicas" de mais de R$ 800 milhões assombrando juízes e servidores do Judiciário. É preciso exorcizar: separar o legal do ilegal e, nesse caso, mostrar quem, como, onde e por quê (...) A transparência não é contra, mas, sim, a favor dos juízes. Que não paguem os justos pelos pecadores”, opina a jornalista.
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, em entrevista ao Brasil Econômico, disse que o CNJ não é dos magistrados e está trazendo o Judiciário real o CNJ não é dos magistrados; é um órgão que deve ser fortalecido para melhorar a Justiça e aproximá-la dos anseios da população. Para ele, a discussão sobre o papel do CNJ - cujos poderes estão sendo questionados no STF e serão objeto de um ato público de apoio da OAB Nacional, no próximo dia 31 - está tendo o mérito de trazer o real Judiciário à tona, afastando o Poder da imagem imaculada que parte dos seus componentes tentam construir. "Esse debate jamais surgiria dentro dos gabinetes", disse.
Wálter Fanganiello Maierovitch, jurista e professor, escreve no blog Sem Fronteiras, do portal Terra, dia 13, sobre “a grita” de Marco Aurélio (Mello, ministro do STF) e o eco pelos R$ 856 milhões movimentados por juízes. “Com apoio em verificações do órgão de inteligência financeira do governo federal que atende pela sigla Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), a corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Eliana Calmon, soube de movimentações atípicas no valor de R$ 856 milhões, no período de 2000 a 2010, realizadas por magistrados e serventuários do Judiciário”.
Maierovitch acrescenta, em outro trecho: “soube-se, por matéria assinada pelo jornalista e repórter especial Frederico Vasconcelos (da Folha), que um ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo era credor de R$ 1,5 milhão e o embolsou de uma só vez. Pior, tudo graças a um requerimento por ele feito na condição de desembargador e despachado, por ele próprio e favoravelmente, na condição de presidente do Tribunal”.
Recorda o articulista – que também escreve em Carta Capital -, “Mello, escolhido para o STF por meio de nepotismo praticado pelo então presidente Fernando Collor de Mello, proibiu, por liminar dada no apagar das luzes do ano judiciário de 2011, as fiscalizações do CNJ em todo o Judiciário.
Em outro texto sobre o tema, dia 17, Wálter Fanganiello Maierovitch considera que Marco Aurélio maculou a imagem do Judiciário e passou a ideia de que os magistrados temem correições e são contrários à transparência. “O biombo da questão da competência, alardeada pela AMB (Associação de Magistrados Brasileiros) e encampada por Marco Aurélio, pega muito mal perante a opinião pública esclarecida”.
"MULHERES E HOMENS PROBOS"
No artigo “Em nome da Justiça”, publicado pelo Brasil Econômico, dia 12, Ricardo Galuppo, publisher do jornal, comenta que é possível encontrar muitos homens e mulheres honestos entre os políticos - da mesma forma que, até prova em contrário, a grande maioria dos magistrados brasileiros é composta por mulheres e homens probos.
“Dito isso, convém parar para refletir sobre as críticas que juízes e representantes de classe dos magistrados têm lançado sobre a ministra Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça. (...) Em primeiro lugar, nada na biografia da ministra nos autoriza a identificar qualquer motivação de natureza pessoal para agir contra os interesses de uma categoria da qual ela faz parte há tantos anos”.
Galuppo acrescenta que basicamente porque ela resolveu, no cumprimento de suas funções, tomar providências contra magistrados que aparentemente exorbitaram de suas funções e cometeram delitos passíveis de transformá-los em réus. “Ao recusar o julgamento de um Conselho constituído com base na lei do país, os magistrados parecem querer se colocar acima dela - e isso não faz bem para os juízes nem para a Justiça, e muito menos para a democracia. As ações da ministra têm endereço certo e dizem respeito não à magistratura, mas a magistrados. É hora de deixar a paixão e o corporativismo de lado e pensar que o país nada ganha (pelo contrário, perde muito) com a demonização de Eliana Calmon”.
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A Justiça está obrigando as rádios Jovem Pan (AM/FM), CBN (AM/FM) e Rádio Globo (AM) a transmitir o programa “Voz do Brasil”, adotando uma legislação que impede os paulistanos de receber informações relevantes na hora do rush, como protesta o editorial da Pan, veiculado pela emissora desde o dia 16. “O ouvinte deixará de ter a informação de que necessita nesse horário crucial para a cidade de São Paulo, especialmente no que diz respeito à prestação de serviço, condições do trânsito, segurança e acontecimentos que devem ser informados à população. Quais teriam sido os critérios usados para essa proibição que atingiu somente a Jovem Pan, a CBN e a Rádio Globo?”
Segundo a Jovem Pan, não há como compreender, já que estão fora dessa decisão e não obrigadas a transmitir A Voz do Brasil as rádios Bandeirantes AM e FM, Estadão ESPN AM e FM, Rádio Record, Rádio Tupi FM, Nativa FM, Band News FM, Rádio Capital, Gazeta FM, 105 FM, Mix FM, Metropolitana FM, Antena 1 e Transamérica FM. Quais são os interesses que estão por trás dessa decisão absolutamente arbitrária? Que interesses políticos ou econômicos impedem a Jovem Pan de informar e prestar serviço das 19 às 20 horas? A Jovem Pan se nega a calar-se diante de um fato que beira ao absurdo, completamente distante da realidade de uma cidade como São Paulo e produto da ditadura Vargas, da década de 1940”.
No editorial, a emissora destaca que a população deve estar alerta. “Este é um ano de eleição. A população detém no voto a sua maneira mais correta de protestar contra medidas que não cabem mais no país que todos desejamos. Medidas assim ferem a democracia e a própria Constituição brasileira”.
http://jovempan.uol.com.br/noticias/2012/01/populacao-e-a-maior-prejudicada-pela-voz-do-brasil.html
INTERNET AMEAÇADA
A Wikipedia, na língua inglesa, que reúne para livre consulta 3 milhões e 831 mil artigos, está fora do ar, dia 18, por 24 horas, em protesto diante de projetos de lei, nos Estados Unidos, com alegado argumento de enfrentar a pirataria na rede e a proteção de propriedade intelectual.
Para a Wikipedia, a legislação proposta irá inibir o acesso das pessoas à informação online. “Este não é um problema que vai afetar as pessoas apenas nos Estados Unidos: ela afetará a todos ao redor do mundo”, causando “sérios danos à Internet livre e aberta”.
Leia mais, em inglês, em
http://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:SOPA_initiative/Learn_more
Ainda sobre os dilemas da Internet, quem gosta deve ler entrevista que o sociólogo Manuel Castells (autor da trilogia “A Era da Informação”) concedeu ao programa Europa Abierta, da rádio e TV pública espanhola, e reproduzida no portal “Outras Palavras". Para sociólogo, breve todo planeta estará conectado; Google e Facebook não são ameaça. Grande desafio é manter liberdade na rede. Leia mais em:
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TEXTO DIVULGADO SIMULTANEAMENTE NO ENDEREÇO
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José Aparecido Miguel, sócio da Mais Comunicação, www.maiscom.com, é jornalista, editor e
consultor em comunicação.
E-mail: joseaparecidomiguel@gmail.com
Crack pode causar preguiça e enfado
JOSÉ APARECIDO MIGUEL
O noticiário sobre as ações da Prefeitura de São Paulo e do Governo do Estado para enfrentar o tráfico e o consumo de crack, no centro da capital paulista, contribui, no mínimo, no mínimo, para colocar o assunto em debate e reflexão de todo o País. Quem dedica espaço destacado ao tema, claro, são a Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, entre os jornais.
Na Folha, dia 11, o colunista Igor Gielow, no artigo `Basta “curtir”´, escreve que “por previsível, quase causa enfado a disputa política sobre a ação na cracolândia paulistana, de resto um imperativo da cidade contaminado desde a saída pelos interesses do combalido governo (Gilberto) Kassab (PSD). Quem sabia do quê, planos mirabolantes. Ah, as eleições”.
Outro parágrafo: “Agora é a vez do governo federal, que busca estabelecer um roteiro adequado às pretensões eleitorais do pré-candidato a prefeito Fernando Haddad (PT): o de que São Paulo meteu os pés pelas mãos e não participou de um esforço coordenado (pelo Planalto, claro) contra o crack”.
“PIROTECNIA”
O Estadão, dia 11, informa que o Ministério Público Estadual abriu inquérito para investigar a operação do governo paulista e da Prefeitura na cracolândia. Para os promotores, a ação, “precipitada e aparentemente desastrosa”, é feita à base de cavalos, balas de borracha, dor e sofrimento”. “É pirotecnia”, reagiu o secretário de Estado Antonio Ferreira Pinto (Segurança Pública).
Procurador de Justiça licenciado, Ferreira Pinto criticou o órgão do qual faz parte. “Me sinto à vontade para dizer que essa ação dos promotores foi apenas para se promover”, disse na Folha do mesmo dia. Conforme o secretário do governo Geraldo Alckmin (PSDB), a cidade de São Paulo conta com 1.200 vagas para tratamento de dependentes químicos. Número que ele considera suficiente para atender os usuários da cracolândia.
O plano federal previa polícia na cracolândia só em abril, reporta o Estadão (dia 10).
“O cronograma federal para ações na cracolândia, obtido pelo Estado, previa que a polícia só começaria a atuar em abril. A proposta, para ser discutida com os governos estadual e municipal de São Paulo, era fortalecer os serviços de retaguarda em saúde e proteção social a partir de fevereiro. Depois, em abril, seriam criadas bases móveis da PM. Além de São Paulo, estão previstas ações no Rio, no Recife, em Salvador, no Distrito Federal e em Porto Alegre. Como São Paulo interveio na cracolândia já em janeiro, com a PM, acabou não avançando nas discussões com o Planalto. A Secretaria de Justiça paulista informou que não teve acesso a nenhum documento federal com um cronograma para agir na cracolândia".
SIM OU NÃO
O Estadão propôs um debate: a intervenção deveria começar com a PM?
Sim. Eloisa de Sousa Arruda, secretária de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania, afirma que a Polícia Militar é fundamental para quebrar a estrutura logística do tráfico e coibir a atuação dos traficantes. O tráfico, diz, atrapalhava o trabalho dos agentes de saúde.
Não. Ana Cecília Roselli Marques, psiquiatra e pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisa sobre Drogas, diz que as ações na cracolândia de São Paulo são caóticas. A polícia, afirma ela, não compreende o papel que deve cumprir.
A PREGUIÇA
No artigo “A droga da preguiça”, dia 9, na Folha, o colunista Vinícius Mota começa com duas afirmações: “O crack é somente um sintoma da exclusão social, e não adianta tratar o efeito sem antes atacar a causa. A “criminalização” e a repressão são inúteis no combate às drogas”.
Diante delas, coloca que “felizmente, a sociedade brasileira passou a desconfiar dessas sentenças derrotistas. Cobra de autoridades, de especialistas e da imprensa modos de ação e raciocínio que possam equacionar questões prementes e circunscritas”.
“A internação involuntária de viciados não dá certo, dizem alguns desses doutores. Pesquisas mostram que o tratamento tem mais chance de sucesso com a adesão do paciente. Mas o expediente é efetivo em situações corriqueiras na cracolândia, em que a pessoa perdeu o senso da realidade. É mais humano levá-la à força e correr o risco de o tratamento falhar do que deixá-la definhar”, escreve Mota.
Na opinião dele, “tática contumaz do especialista preguiçoso é fazer-nos supor que todo problema é muito mais amplo do que parece”. “Não é preciso acabar com a exclusão social nem ter solução nacional para o crack a fim de melhorar bastante a situação calamitosa, mas específica, da cracolândia em São Paulo. O passo inicial é ajustar o foco e recusar a droga da preguiça, oferecida em qualquer esquina”.
A droga da preguiça vai além de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Distrito Federal e Porto Alegre. Está até em cidadezinhas do interior do Brasil, aos olhos daqueles que preferem o preguiçoso “basta curtir”.
FRASES
“A crise atual não é inerente ao chamado “capitalismo”. Ela foi gerada por uma avalanche do pensamento único – o “neoliberalismo” -, apoiado por Estados corrompidos pelo sistema financeiro internacional”. Ex-ministro Delfim Neto, dia 11, na Folha.
“Acorde: só a economia é global. A vida, em geral, é tribal, de “panelas”. Entre ou fique fora delas”. Simplório Silva, um pensador irrelevante, parceiro deste blog.
“O nível de inadimplência não é preocupante, tanto que os bancos continuam emprestando. Se houvesse uma preocupação com relação ao futuro, eles estariam segurando o crédito”. Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, sobre a subida de 21,5% no calote de pagamentos em 2011, a maior alta em nove anos. (Folha, 11.)
TEXTO DIVULGADO SIMULTANEAMENTE EM
www.outraspaginas.com.br
José Aparecido Miguel, sócio da Mais Comunicação, www.maiscom.com, é jornalista, editor e consultor em comunicação.
E-mail: joseaparecidomiguel@gmail.com
O noticiário sobre as ações da Prefeitura de São Paulo e do Governo do Estado para enfrentar o tráfico e o consumo de crack, no centro da capital paulista, contribui, no mínimo, no mínimo, para colocar o assunto em debate e reflexão de todo o País. Quem dedica espaço destacado ao tema, claro, são a Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, entre os jornais.
Na Folha, dia 11, o colunista Igor Gielow, no artigo `Basta “curtir”´, escreve que “por previsível, quase causa enfado a disputa política sobre a ação na cracolândia paulistana, de resto um imperativo da cidade contaminado desde a saída pelos interesses do combalido governo (Gilberto) Kassab (PSD). Quem sabia do quê, planos mirabolantes. Ah, as eleições”.
Outro parágrafo: “Agora é a vez do governo federal, que busca estabelecer um roteiro adequado às pretensões eleitorais do pré-candidato a prefeito Fernando Haddad (PT): o de que São Paulo meteu os pés pelas mãos e não participou de um esforço coordenado (pelo Planalto, claro) contra o crack”.
“PIROTECNIA”
O Estadão, dia 11, informa que o Ministério Público Estadual abriu inquérito para investigar a operação do governo paulista e da Prefeitura na cracolândia. Para os promotores, a ação, “precipitada e aparentemente desastrosa”, é feita à base de cavalos, balas de borracha, dor e sofrimento”. “É pirotecnia”, reagiu o secretário de Estado Antonio Ferreira Pinto (Segurança Pública).
Procurador de Justiça licenciado, Ferreira Pinto criticou o órgão do qual faz parte. “Me sinto à vontade para dizer que essa ação dos promotores foi apenas para se promover”, disse na Folha do mesmo dia. Conforme o secretário do governo Geraldo Alckmin (PSDB), a cidade de São Paulo conta com 1.200 vagas para tratamento de dependentes químicos. Número que ele considera suficiente para atender os usuários da cracolândia.
O plano federal previa polícia na cracolândia só em abril, reporta o Estadão (dia 10).
“O cronograma federal para ações na cracolândia, obtido pelo Estado, previa que a polícia só começaria a atuar em abril. A proposta, para ser discutida com os governos estadual e municipal de São Paulo, era fortalecer os serviços de retaguarda em saúde e proteção social a partir de fevereiro. Depois, em abril, seriam criadas bases móveis da PM. Além de São Paulo, estão previstas ações no Rio, no Recife, em Salvador, no Distrito Federal e em Porto Alegre. Como São Paulo interveio na cracolândia já em janeiro, com a PM, acabou não avançando nas discussões com o Planalto. A Secretaria de Justiça paulista informou que não teve acesso a nenhum documento federal com um cronograma para agir na cracolândia".
SIM OU NÃO
O Estadão propôs um debate: a intervenção deveria começar com a PM?
Sim. Eloisa de Sousa Arruda, secretária de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania, afirma que a Polícia Militar é fundamental para quebrar a estrutura logística do tráfico e coibir a atuação dos traficantes. O tráfico, diz, atrapalhava o trabalho dos agentes de saúde.
Não. Ana Cecília Roselli Marques, psiquiatra e pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisa sobre Drogas, diz que as ações na cracolândia de São Paulo são caóticas. A polícia, afirma ela, não compreende o papel que deve cumprir.
A PREGUIÇA
No artigo “A droga da preguiça”, dia 9, na Folha, o colunista Vinícius Mota começa com duas afirmações: “O crack é somente um sintoma da exclusão social, e não adianta tratar o efeito sem antes atacar a causa. A “criminalização” e a repressão são inúteis no combate às drogas”.
Diante delas, coloca que “felizmente, a sociedade brasileira passou a desconfiar dessas sentenças derrotistas. Cobra de autoridades, de especialistas e da imprensa modos de ação e raciocínio que possam equacionar questões prementes e circunscritas”.
“A internação involuntária de viciados não dá certo, dizem alguns desses doutores. Pesquisas mostram que o tratamento tem mais chance de sucesso com a adesão do paciente. Mas o expediente é efetivo em situações corriqueiras na cracolândia, em que a pessoa perdeu o senso da realidade. É mais humano levá-la à força e correr o risco de o tratamento falhar do que deixá-la definhar”, escreve Mota.
Na opinião dele, “tática contumaz do especialista preguiçoso é fazer-nos supor que todo problema é muito mais amplo do que parece”. “Não é preciso acabar com a exclusão social nem ter solução nacional para o crack a fim de melhorar bastante a situação calamitosa, mas específica, da cracolândia em São Paulo. O passo inicial é ajustar o foco e recusar a droga da preguiça, oferecida em qualquer esquina”.
A droga da preguiça vai além de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Distrito Federal e Porto Alegre. Está até em cidadezinhas do interior do Brasil, aos olhos daqueles que preferem o preguiçoso “basta curtir”.
FRASES
“A crise atual não é inerente ao chamado “capitalismo”. Ela foi gerada por uma avalanche do pensamento único – o “neoliberalismo” -, apoiado por Estados corrompidos pelo sistema financeiro internacional”. Ex-ministro Delfim Neto, dia 11, na Folha.
“Acorde: só a economia é global. A vida, em geral, é tribal, de “panelas”. Entre ou fique fora delas”. Simplório Silva, um pensador irrelevante, parceiro deste blog.
“O nível de inadimplência não é preocupante, tanto que os bancos continuam emprestando. Se houvesse uma preocupação com relação ao futuro, eles estariam segurando o crédito”. Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, sobre a subida de 21,5% no calote de pagamentos em 2011, a maior alta em nove anos. (Folha, 11.)
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A culpa é da chuva?
JOSÉ APARECIDO MIGUEL
Começo 2012 satisfeito. Este blog está de volta ao querido Jornal do Brasil. Vou colocar aqui um texto semanal, pelo menos, com temas de destaque na imprensa, na internet, no rádio e na televisão.
“Nem bem entra o verão e os jornais começam a estampar as fotos de enchentes e a contabilizar os mortos. Começa também, o jogo de empurra. Políticos se apressam a culpar as chuvas “sem precedentes”; a oposição responsabiliza os governantes; e técnicos acusam a ocupação do solo”, escreve na Folha de S. Paulo (3 de dezembro) o colunista Hélio Schwartsman.
Mais adiante, depois de lembrar que humanos, somos péssimos avaliadores de riscos, o jornalista comenta que não que precisemos virar pluviófobos, mas seria bom encontrar maneiras mais eficientes de fazer com que leigos, técnicos e políticos tenhamos uma avaliação mais realista e vívida dos perigos hodiernos. “Um exemplo: o risco relativo de a pior enchente do século ocorrer nos próximos 12 meses é baixo (1%). Poucos além das empreiteiras e a turma dos 10% apoiariam fazer um grande investimento para preveni-la. Mas, se indicarmos a probabilidade de a inundação do século ocorrer nos próximos cinco mandatos (20%), a situação já muda de figura. Desprovidos das defesas instintivas, uma boa comunicação do risco, que mobilize emoções sem falsear os dados, é nossa melhor chance”.
A contagem de mortos e desalojados segue. O Jornal do Brasil (dia 4) conta que as chuvas deixam dez mortos em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. No Rio, 3.108 moradores das regiões afetadas estão desalojados e 707 desabrigados. O número total de deslizamentos chegou a 367 e de casas destruídas, 84. Ainda no JB (dia 5) vem o alarme sobre dique rompe em Campos: 4 mil pessoas serão retiradas de casa.”Mil famílias foram afetadas. Atualmente, 590 pessoas estão desabrigadas no município”.
O uso político de verbas contra a cheia se repete. O Globo escreve, dia 4, que a presidente Dilma Rousseff fez uma intervenção branca no Ministério da Integração Nacional, chefiado pelo pernambucano Fernando Bezerra (PSB-PE). “Em dezembro, o ministério listou 56 cidades do Sul e do Sudeste como prioritárias para receber verbas, mas Pernambuco e Bahia, estado do ex-ministro Geddel Vieira Lima, foram os que mais receberam: R$ 34 milhões e R$ 32 milhões. Só 30% do previsto no Orçamento para prevenir enchentes foram liberados em 2011″.
Minas Gerais, segundo a Folha (dia 4) já tem 53 cidades em emergência. O jornal Estado de Minas traz o balanço da véspera: 5 mortos desde o começo das chuvas e 9 mil pessoas tiveram de sair de casa. O Estado de S. Paulo recorda que denúncias de uso político do Ministério da Integração também ocorreram na gestão de Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). Em 2009, a Bahia levou mais de metade da verba contra desastres.
“É PRECISO REZAR”
O Correio Braziliense (dia 5) informa que a chuva afeta 2 milhões de pessoas no Rio e em Minas. Ao mesmo tempo, sabe-se, em O Globo, que Nova Iguaçu, no Rio, um dos 56 municípios prioritários para receber verba de prevenção contra enchentes, só ficou com R$ 2,5 mil em 2011. Mais: técnicos do Crea-RJ concluíram que obras de prevenção não foram feitas em Friburgo antes da temporada das chuvas. “Agora é preciso rezar para não ter enchente”, disse Adacto Ottoni.
O Brasil, quase um continente, vive também o drama da estiagem. No Rio Grande do Sul, conforme a Defesa Civil, passa de 235 mil o número de moradores atingidos pela falta de chuva, que também castiga o oeste catarinense, reporta o jornal Zero Hora. “Estiagem põe 39 cidades gaúchas em emergência”.
INTERNET
O Adnews, veículo de informação eletrônica, traz dia 4 a manchete: Aeroportos brasileiros podem ser obrigados a ter internet de graça. (Em setembro de 2006, eu a usei, de graça, na Alemanha, para acompanhar o desastre do choque entre um avião da Gol (voo 1907) e o jato executivo Embraer Legacy 600, em viagem de entrega entrega a um cliente norte-americano, a empresa de táxi aéreo ExcelAire Services Inc. Estava embarcando para o Brasil no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha. Morreram todos os 154 passageiros do Gol. Os ocupantes do Legacy saíram ilesos.)
FRASES
“O repasse dos R$ 70 milhões (para Pernambuco) foi discutido com a Casa Civil, o Ministério do Planejamento e com o conhecimento e participação da presidente da Republica”. Fernando Bezerra Coelho, ministro da Integração Nacional, no Correio Braziliense (dia 5).
“É muita cara de pau. Por isso, Dilma ignorou o ministro e chamou de volta a Brasília a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que está dando uma olhadinha nos programas da Integração e das Cidades para prevenção de enchentes, até porque mais de R$ 500 milhões foram desperdiçados”. Eliane Cantanhêde, no artigo “Intervenção nada branca”, na Folha de S. Paulo (dia 5).
“Como é que se leva o usuário de drogas a se tratar? Não é pela razão, é pelo sofrimento. Quem busca ajuda não suporta mais a situação. Dor e sofrimento é que fazem pedir ajuda”. Luiz Alberto Chaves, coordenador de Políticas sobre Drogas, sobre as medidas para tentar esvaziar a cracolândia, que resiste no centro de São Paulo desde os anos 90. (O Estado de S. Paulo, dia 5)
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www.outraspaginas.com.br
José Aparecido Miguel, sócio da Mais Comunicação, www.maiscom.com, é jornalista, editor e consultor em comunicação.
E-mail: joseaparecidomiguel@gmail.com
Começo 2012 satisfeito. Este blog está de volta ao querido Jornal do Brasil. Vou colocar aqui um texto semanal, pelo menos, com temas de destaque na imprensa, na internet, no rádio e na televisão.
“Nem bem entra o verão e os jornais começam a estampar as fotos de enchentes e a contabilizar os mortos. Começa também, o jogo de empurra. Políticos se apressam a culpar as chuvas “sem precedentes”; a oposição responsabiliza os governantes; e técnicos acusam a ocupação do solo”, escreve na Folha de S. Paulo (3 de dezembro) o colunista Hélio Schwartsman.
Mais adiante, depois de lembrar que humanos, somos péssimos avaliadores de riscos, o jornalista comenta que não que precisemos virar pluviófobos, mas seria bom encontrar maneiras mais eficientes de fazer com que leigos, técnicos e políticos tenhamos uma avaliação mais realista e vívida dos perigos hodiernos. “Um exemplo: o risco relativo de a pior enchente do século ocorrer nos próximos 12 meses é baixo (1%). Poucos além das empreiteiras e a turma dos 10% apoiariam fazer um grande investimento para preveni-la. Mas, se indicarmos a probabilidade de a inundação do século ocorrer nos próximos cinco mandatos (20%), a situação já muda de figura. Desprovidos das defesas instintivas, uma boa comunicação do risco, que mobilize emoções sem falsear os dados, é nossa melhor chance”.
A contagem de mortos e desalojados segue. O Jornal do Brasil (dia 4) conta que as chuvas deixam dez mortos em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. No Rio, 3.108 moradores das regiões afetadas estão desalojados e 707 desabrigados. O número total de deslizamentos chegou a 367 e de casas destruídas, 84. Ainda no JB (dia 5) vem o alarme sobre dique rompe em Campos: 4 mil pessoas serão retiradas de casa.”Mil famílias foram afetadas. Atualmente, 590 pessoas estão desabrigadas no município”.
O uso político de verbas contra a cheia se repete. O Globo escreve, dia 4, que a presidente Dilma Rousseff fez uma intervenção branca no Ministério da Integração Nacional, chefiado pelo pernambucano Fernando Bezerra (PSB-PE). “Em dezembro, o ministério listou 56 cidades do Sul e do Sudeste como prioritárias para receber verbas, mas Pernambuco e Bahia, estado do ex-ministro Geddel Vieira Lima, foram os que mais receberam: R$ 34 milhões e R$ 32 milhões. Só 30% do previsto no Orçamento para prevenir enchentes foram liberados em 2011″.
Minas Gerais, segundo a Folha (dia 4) já tem 53 cidades em emergência. O jornal Estado de Minas traz o balanço da véspera: 5 mortos desde o começo das chuvas e 9 mil pessoas tiveram de sair de casa. O Estado de S. Paulo recorda que denúncias de uso político do Ministério da Integração também ocorreram na gestão de Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). Em 2009, a Bahia levou mais de metade da verba contra desastres.
“É PRECISO REZAR”
O Correio Braziliense (dia 5) informa que a chuva afeta 2 milhões de pessoas no Rio e em Minas. Ao mesmo tempo, sabe-se, em O Globo, que Nova Iguaçu, no Rio, um dos 56 municípios prioritários para receber verba de prevenção contra enchentes, só ficou com R$ 2,5 mil em 2011. Mais: técnicos do Crea-RJ concluíram que obras de prevenção não foram feitas em Friburgo antes da temporada das chuvas. “Agora é preciso rezar para não ter enchente”, disse Adacto Ottoni.
O Brasil, quase um continente, vive também o drama da estiagem. No Rio Grande do Sul, conforme a Defesa Civil, passa de 235 mil o número de moradores atingidos pela falta de chuva, que também castiga o oeste catarinense, reporta o jornal Zero Hora. “Estiagem põe 39 cidades gaúchas em emergência”.
INTERNET
O Adnews, veículo de informação eletrônica, traz dia 4 a manchete: Aeroportos brasileiros podem ser obrigados a ter internet de graça. (Em setembro de 2006, eu a usei, de graça, na Alemanha, para acompanhar o desastre do choque entre um avião da Gol (voo 1907) e o jato executivo Embraer Legacy 600, em viagem de entrega entrega a um cliente norte-americano, a empresa de táxi aéreo ExcelAire Services Inc. Estava embarcando para o Brasil no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha. Morreram todos os 154 passageiros do Gol. Os ocupantes do Legacy saíram ilesos.)
FRASES
“O repasse dos R$ 70 milhões (para Pernambuco) foi discutido com a Casa Civil, o Ministério do Planejamento e com o conhecimento e participação da presidente da Republica”. Fernando Bezerra Coelho, ministro da Integração Nacional, no Correio Braziliense (dia 5).
“É muita cara de pau. Por isso, Dilma ignorou o ministro e chamou de volta a Brasília a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que está dando uma olhadinha nos programas da Integração e das Cidades para prevenção de enchentes, até porque mais de R$ 500 milhões foram desperdiçados”. Eliane Cantanhêde, no artigo “Intervenção nada branca”, na Folha de S. Paulo (dia 5).
“Como é que se leva o usuário de drogas a se tratar? Não é pela razão, é pelo sofrimento. Quem busca ajuda não suporta mais a situação. Dor e sofrimento é que fazem pedir ajuda”. Luiz Alberto Chaves, coordenador de Políticas sobre Drogas, sobre as medidas para tentar esvaziar a cracolândia, que resiste no centro de São Paulo desde os anos 90. (O Estado de S. Paulo, dia 5)
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José Aparecido Miguel, sócio da Mais Comunicação, www.maiscom.com, é jornalista, editor e consultor em comunicação.
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O risco das agências de risco
Chama a atenção, na nova crise econômica que ronda os Estados Unidos e a Europa, a credibilidade que se dá às chamadas agências de risco, empresas privadas de consultoria que se arvoram em classificar países. O rebaixamento da nota dos EUA pela agência Standard & Poor's (S&P) para AA é relativo – o país continua AAA em duas outras agências. A jornalista Eleonora de Lucena, na Folha de S. Paulo (segunda-feira, 8 de agosto de 2011), elabora uma pergunta interessante para o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco:
Se as agências de risco erraram de forma tão dramática em 2008 (não prevendo o colapso do Lehman; qualificando os bancos da Islândia como AAA) e também agora nos cálculos do rebaixamento dos EUA, por que elas seguem tão importantes? Elas vão ser "rebaixadas" por governos e outras instituições?
“Essa é uma boa pergunta. (...) Normalmente as agências reagem defasadamente ao que todo mundo já sabe, padrão que se repete dessa vez. E erram o tempo inteiro, sim e, em muitos casos, no contexto de conflitos de interesse. O Tesouro Americano contesta os cálculos da S&P. Uma das revelações desta segunda vai ser a importância que os mercados atribuem às agências de risco”.
Franco comenta que não é a situação de 2008, não há bancos a salvar. “Ao menos por ora, nunca se sabe. A natureza do problema é outra: os países se engasgaram com tanta "socialização das perdas" por cima de "socializações de ganhos" e conquistas sociais e excessos de gasto público em geral”.
DECADÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS?
Na contramão da “torcida” de correntes ideológicas antiamericanas, Gustavo Franco responde outra questão:
“Em termos históricos essa recessão seria comparável à recessão de 29 ou à do final do século 19, que resultou no declínio da Grã-Bretanha e na ascensão dos EUA e da Alemanha?
A crise de 1929 é uma fonte inesgotável de lições, e o presidente do FED [banco central americano], que é um historiador que conhece o assunto, tratou muito bem de evitar os erros daquele tempo, especialmente no terreno da política monetária. Acho meio exagerado falar da decadência dos EUA como potência econômica”.
Porém, há quem afirme que a crise desses dias é a prova do fracasso neoliberal. “Não vejo bolha nenhuma, muito menos fracasso neoliberal. É preciso olhar a situação com frieza, sem preconceitos ideológicos: o que estamos vivendo é o esgotamento do crescimento do Estado nas grandes democracias ocidentais, e mais o Japão, onde os níveis de endividamento público ultrapassaram medidas habitualmente aceitas de responsabilidade fiscal.
(...) “A China é um capítulo à parte, pois não tem os problemas fiscais próprios das democracias ocidentais por uma razão simples e óbvia: não é uma democracia. O fato é que a China tem sido a fonte de um discurso meio vigarista sobre o "fracasso do modelo liberal" que na verdade é uma velha cantilena sobre a ineficiência da democracia”.
Outro ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, no Valor Econômico, considera que a Europa preocupa mais do que os Estados Unidos. Ele disse que o rebaixamento da nota dos EUA "reforça o clima de medo", mas observou que a economia americana é mais dinâmica e, portanto, lá a crise é mais administrável do que na Europa e no Japão.
Neste cenário de incertezas, os investidores pessoa física do Brasil, escaldados pela crise e assustados com a queda do Ibovespa, que já chega a 23,6% em 2011, já retiraram R$ 4,5 bilhões do mercado acionário neste ano, considerando as aplicações menos os resgates. “O comportamento dos pequenos investidores contrasta com o movimento realizado pelos investidores estrangeiros, que acumulam no ano saldo positivo de R$ 422,3 milhões até dia 3 de agosto”.
TRÁFICO HUMANO
Em pleno século XXI, no Brasil e em outros países, existe o tráfico humano. A CPI Tráfico Humano do Pará tem uma agenda para enfrentar o problema, como mostra texto divulgado pela Assembléia Legislativa do Estado, reproduzido no site JusBrasil. Deputados definem viagem para Caiena, na Guiana Francesa, e agenda de audiências públicas em Bragança, Marabá e Portel.
“Nós queremos agora nesta segunda etapa agregar ainda mais informações ao relatório da CPI, realizar atividades mobilização social, no sentido de esclarecer e alertar a opinião pública sobre o crime de tráfico humano que ocorre no Estado, e ajudar a esclarecer esta prática hedionda contra os direitos humanos no Pará”, avaliou o deputado Carlos Bordalo (PT), relator da Comissão.
Para ele na primeira etapa, do primeiro semestre foi feita a identificação do funcionamento das diferentes redes de aliciamento e de exploração de seres humanos no Pará para os diversos fins. “Agora vamos abordar as redes identificadas, uma delas esta relacionada com a exploração sexual, e neste caso, vamos abordar a rede voltada ao aliciamento e exploração de jovens travestis do Pará para São Paulo e uma outra do tráfico de mulheres para Caiena e Paramaribo”, justificou.
Fonte:
http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2793127/cpi-do-trafico-humano-define-agenda-de-trabalho
PRINCÍPIOS EDITORIAIS
Muito bom o editorial da Época (dia 8 de agosto, data de capa), assinado por Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho, sobre “Os princípios editoriais das Organizações Globo”, publicados na revista. Destaco dois parágrafos:
“Com a consolidação da Era Digital, em que o indivíduo isolado tem facilmente acesso a uma audiência potencialmente ampla para divulgar o que quer que seja, nota-se certa confusão entre o que é ou não jornalismo, quem é ou não jornalista, como se deve ou não proceder quando se tem em mente produzir informação de qualidade”.
“É possível que, para a maioria, ele (o documento sobre os princípios editoriais) não traga novidades. Se isso acontecer, será algo positivo: um sinal de que a maior parte das pessoas reconhece uma informação de qualidade, mesmo neste mundo em que basta ter um computador conectado à internet para se comunicar”.
A íntegra do documento é encontrada em:
http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/reporterdecrime/posts/2011/08/07/os-principios-editoriais-das-organizacoes-globo-os-blogs-397045.asp
DESPEDIDA
Meu tempo de colaboração como blogueiro do Jornal do Brasil – o que muito me honrou – cessa aqui. É uma decisão pessoal, pois estou impossibilitado por outras obrigações profissionais de manter a regularidade de renovação de artigos que o JB demanda. Só tenho a agradecer ao JB a toda liberdade que me proporcionou aqui. Agradeço também todos os amigos que fiz e que me acompanharam. Sem a mesma visibilidade, e sem a obrigação de atualizações constantes, continuarei com Outras Páginas no meu próprio endereço.
Grato! Abraços. Tudo de bom. Saúde.
Se as agências de risco erraram de forma tão dramática em 2008 (não prevendo o colapso do Lehman; qualificando os bancos da Islândia como AAA) e também agora nos cálculos do rebaixamento dos EUA, por que elas seguem tão importantes? Elas vão ser "rebaixadas" por governos e outras instituições?
“Essa é uma boa pergunta. (...) Normalmente as agências reagem defasadamente ao que todo mundo já sabe, padrão que se repete dessa vez. E erram o tempo inteiro, sim e, em muitos casos, no contexto de conflitos de interesse. O Tesouro Americano contesta os cálculos da S&P. Uma das revelações desta segunda vai ser a importância que os mercados atribuem às agências de risco”.
Franco comenta que não é a situação de 2008, não há bancos a salvar. “Ao menos por ora, nunca se sabe. A natureza do problema é outra: os países se engasgaram com tanta "socialização das perdas" por cima de "socializações de ganhos" e conquistas sociais e excessos de gasto público em geral”.
DECADÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS?
Na contramão da “torcida” de correntes ideológicas antiamericanas, Gustavo Franco responde outra questão:
“Em termos históricos essa recessão seria comparável à recessão de 29 ou à do final do século 19, que resultou no declínio da Grã-Bretanha e na ascensão dos EUA e da Alemanha?
A crise de 1929 é uma fonte inesgotável de lições, e o presidente do FED [banco central americano], que é um historiador que conhece o assunto, tratou muito bem de evitar os erros daquele tempo, especialmente no terreno da política monetária. Acho meio exagerado falar da decadência dos EUA como potência econômica”.
Porém, há quem afirme que a crise desses dias é a prova do fracasso neoliberal. “Não vejo bolha nenhuma, muito menos fracasso neoliberal. É preciso olhar a situação com frieza, sem preconceitos ideológicos: o que estamos vivendo é o esgotamento do crescimento do Estado nas grandes democracias ocidentais, e mais o Japão, onde os níveis de endividamento público ultrapassaram medidas habitualmente aceitas de responsabilidade fiscal.
(...) “A China é um capítulo à parte, pois não tem os problemas fiscais próprios das democracias ocidentais por uma razão simples e óbvia: não é uma democracia. O fato é que a China tem sido a fonte de um discurso meio vigarista sobre o "fracasso do modelo liberal" que na verdade é uma velha cantilena sobre a ineficiência da democracia”.
Outro ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, no Valor Econômico, considera que a Europa preocupa mais do que os Estados Unidos. Ele disse que o rebaixamento da nota dos EUA "reforça o clima de medo", mas observou que a economia americana é mais dinâmica e, portanto, lá a crise é mais administrável do que na Europa e no Japão.
Neste cenário de incertezas, os investidores pessoa física do Brasil, escaldados pela crise e assustados com a queda do Ibovespa, que já chega a 23,6% em 2011, já retiraram R$ 4,5 bilhões do mercado acionário neste ano, considerando as aplicações menos os resgates. “O comportamento dos pequenos investidores contrasta com o movimento realizado pelos investidores estrangeiros, que acumulam no ano saldo positivo de R$ 422,3 milhões até dia 3 de agosto”.
TRÁFICO HUMANO
Em pleno século XXI, no Brasil e em outros países, existe o tráfico humano. A CPI Tráfico Humano do Pará tem uma agenda para enfrentar o problema, como mostra texto divulgado pela Assembléia Legislativa do Estado, reproduzido no site JusBrasil. Deputados definem viagem para Caiena, na Guiana Francesa, e agenda de audiências públicas em Bragança, Marabá e Portel.
“Nós queremos agora nesta segunda etapa agregar ainda mais informações ao relatório da CPI, realizar atividades mobilização social, no sentido de esclarecer e alertar a opinião pública sobre o crime de tráfico humano que ocorre no Estado, e ajudar a esclarecer esta prática hedionda contra os direitos humanos no Pará”, avaliou o deputado Carlos Bordalo (PT), relator da Comissão.
Para ele na primeira etapa, do primeiro semestre foi feita a identificação do funcionamento das diferentes redes de aliciamento e de exploração de seres humanos no Pará para os diversos fins. “Agora vamos abordar as redes identificadas, uma delas esta relacionada com a exploração sexual, e neste caso, vamos abordar a rede voltada ao aliciamento e exploração de jovens travestis do Pará para São Paulo e uma outra do tráfico de mulheres para Caiena e Paramaribo”, justificou.
Fonte:
PRINCÍPIOS EDITORIAIS
Muito bom o editorial da Época (dia 8 de agosto, data de capa), assinado por Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho, sobre “Os princípios editoriais das Organizações Globo”, publicados na revista. Destaco dois parágrafos:
“Com a consolidação da Era Digital, em que o indivíduo isolado tem facilmente acesso a uma audiência potencialmente ampla para divulgar o que quer que seja, nota-se certa confusão entre o que é ou não jornalismo, quem é ou não jornalista, como se deve ou não proceder quando se tem em mente produzir informação de qualidade”.
“É possível que, para a maioria, ele (o documento sobre os princípios editoriais) não traga novidades. Se isso acontecer, será algo positivo: um sinal de que a maior parte das pessoas reconhece uma informação de qualidade, mesmo neste mundo em que basta ter um computador conectado à internet para se comunicar”.
A íntegra do documento é encontrada em:
DESPEDIDA
Meu tempo de colaboração como blogueiro do Jornal do Brasil – o que muito me honrou – cessa aqui. É uma decisão pessoal, pois estou impossibilitado por outras obrigações profissionais de manter a regularidade de renovação de artigos que o JB demanda. Só tenho a agradecer ao JB a toda liberdade que me proporcionou aqui. Agradeço também todos os amigos que fiz e que me acompanharam. Sem a mesma visibilidade, e sem a obrigação de atualizações constantes, continuarei com Outras Páginas no meu próprio endereço.
Grato! Abraços. Tudo de bom. Saúde.
Leia o Don. Pense o futuro
Don Tapscott, especialista em estratégia corporativa e autor de livros como "Macrowikinomics - Reiniciando os Negócios e o Mundo", os serviços e as instituições só podem se reinventar com ajuda da colaboração via internet, vem ao Brasil em agosto. Afirma que gostaria de apresentar suas ideias à presidente Dilma Rousseff. Muito bom, especialmente neste país que convive, constantemente, com tentações de censura à informação.
Dia 29, a Folha de S. Paulo publicou entrevista dele para a jornalista Camila Fusco, com a manchete “Internet vai reconstruir instituições falidas”. Canadense, Tapscott considera que tudo o que se aprende na escola, da dinâmica das relações humanas ao compartilhamento de informações - vitais para negócios no mundo todo -, já é insuficiente para as necessidades atuais da sociedade digital. "Assim como a revolução industrial trouxe transformações, a internet é o novo meio que nos permite reconstruir a civilização", diz.
Reproduzo outras duas declarações. Sobre revolução digital: “Uma nova civilização está se formando. A sociedade tem à sua disposição a internet, plataforma mais poderosa da história para reunir as habilidades das pessoas. Essa articulação em torno da rede permite às populações colaborar como nunca para reinventar instituições sob os princípios para o século 21 - colaboração, abertura, compartilhamento, independência e integridade”.
Sobre inteligência conectada: “O agrupamento de inteligência traz um estado de alerta. As redes permitem o aprendizado colaborativo, um novo tipo de consciência coletiva que pode ser aplicada entre as organizações para inovar, criar prosperidade e impulsionar a sociedade. Não vivemos a "era da informação". Vivemos a era da "inteligência conectada", comenta Don Tapscott,
São assuntos para quem quer pensar um futuro melhor para todos nós.
CONTRA A BANALIZAÇÃO
Veja desta semana (3 de agosto, data de capa), no texto “As raízes do mal”, escreve sobre o terrorista norueguês Anders Behring Breivik, que matou 77 pessoas, dia 22 de julho. “O louco foi motivado por delírios xenófabos. É a versão mais horrorosa de um problema que existe e precisa ser enfrentado com racionalidade pela Europa”. Outro ponto me chama a atenção, vem de um dos países de maior qualidade do mundo e deveria atrair também autoridades brasileiras. “Entre os 77 mortos, há vítimas de 14 a 62 anos. Os nomes foram divulgados aos poucos, para não banalizar cada vida perdida”.
O BRILHANTE TOSTÃO
Não me canso de ler e aprender com o craque Tostão, jogador ímpar, pessoa ímpar, cabeça brilhante. Selecionei um pensamento dele, publicado neste domingo, 31 de julho, na Folha de S. Paulo. “Tenho mais admiração pelos perdedores, pelos marginalizados e pelos inadaptados ao mundo, que, mesmo assim, continuam dignos, do que pelos vencedores, apaixonados pelo sucesso”.
O CÂNCER
Morreu dia 24 de julho, aos 50 anos, o psiquiatra francês David Servan-Schreiber, famoso pelo best-seller “A cura”, que descobriu um câncer no cérebro aos 31. “Todos temos um câncer dormindo dentro de nós. É nosso estilo de vida que vai ou não determinar seu desenvolvimento – seja nutrindo as células cancerosas, seja alimentando os mecanismos de defesa do organismo que impedem a formação de um tumor”, disse, segundo a Veja.
SAUDADE
O jornalismo e os jornalistas perderam Ariverson Feltrin. Saudade.
Dia 29, a Folha de S. Paulo publicou entrevista dele para a jornalista Camila Fusco, com a manchete “Internet vai reconstruir instituições falidas”. Canadense, Tapscott considera que tudo o que se aprende na escola, da dinâmica das relações humanas ao compartilhamento de informações - vitais para negócios no mundo todo -, já é insuficiente para as necessidades atuais da sociedade digital. "Assim como a revolução industrial trouxe transformações, a internet é o novo meio que nos permite reconstruir a civilização", diz.
Reproduzo outras duas declarações. Sobre revolução digital: “Uma nova civilização está se formando. A sociedade tem à sua disposição a internet, plataforma mais poderosa da história para reunir as habilidades das pessoas. Essa articulação em torno da rede permite às populações colaborar como nunca para reinventar instituições sob os princípios para o século 21 - colaboração, abertura, compartilhamento, independência e integridade”.
Sobre inteligência conectada: “O agrupamento de inteligência traz um estado de alerta. As redes permitem o aprendizado colaborativo, um novo tipo de consciência coletiva que pode ser aplicada entre as organizações para inovar, criar prosperidade e impulsionar a sociedade. Não vivemos a "era da informação". Vivemos a era da "inteligência conectada", comenta Don Tapscott,
São assuntos para quem quer pensar um futuro melhor para todos nós.
CONTRA A BANALIZAÇÃO
Veja desta semana (3 de agosto, data de capa), no texto “As raízes do mal”, escreve sobre o terrorista norueguês Anders Behring Breivik, que matou 77 pessoas, dia 22 de julho. “O louco foi motivado por delírios xenófabos. É a versão mais horrorosa de um problema que existe e precisa ser enfrentado com racionalidade pela Europa”. Outro ponto me chama a atenção, vem de um dos países de maior qualidade do mundo e deveria atrair também autoridades brasileiras. “Entre os 77 mortos, há vítimas de 14 a 62 anos. Os nomes foram divulgados aos poucos, para não banalizar cada vida perdida”.
O BRILHANTE TOSTÃO
Não me canso de ler e aprender com o craque Tostão, jogador ímpar, pessoa ímpar, cabeça brilhante. Selecionei um pensamento dele, publicado neste domingo, 31 de julho, na Folha de S. Paulo. “Tenho mais admiração pelos perdedores, pelos marginalizados e pelos inadaptados ao mundo, que, mesmo assim, continuam dignos, do que pelos vencedores, apaixonados pelo sucesso”.
O CÂNCER
Morreu dia 24 de julho, aos 50 anos, o psiquiatra francês David Servan-Schreiber, famoso pelo best-seller “A cura”, que descobriu um câncer no cérebro aos 31. “Todos temos um câncer dormindo dentro de nós. É nosso estilo de vida que vai ou não determinar seu desenvolvimento – seja nutrindo as células cancerosas, seja alimentando os mecanismos de defesa do organismo que impedem a formação de um tumor”, disse, segundo a Veja.
SAUDADE
O jornalismo e os jornalistas perderam Ariverson Feltrin. Saudade.