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Jornal do Brasil

Papo de Ambiente – JBlog – Jornal do Brasil

Filmes ambientais em cena até sexta-feira, dia 6

Começa nesta sexta-feira, dia 31, a segunda edição do Filmambiente, com exibições em quatro cinemas do Rio de Janeiro. Serão 74 filmes. A mostra vai até o dia 6 de setembro. No site www.filmambiente.com é possível checar a programação completa.

Na abertura da mostra competitiva, na noite de sexta, no Artplex, na Praia de Botafogo, será exibido o filme canadense Sobrevivendo ao Progresso, com a presença do diretor Harold Crooks. Todas as sessões são gratuitas. Para assistir aos filmes, basta escolher o seu preferido e enviar um e-mail para guest@filmambiente.com. Seu ingresso ficará à sua espera até meia hora antes do início da sessão.

Locais de Exibições:

Itaú Cinema (antigo Arteplex) – Praia de Botafogo, 316 – Botafogo – Tel.: 2559-8750

Instituto Moreira Salles – Rua Marquês de São Vicente, 476 – Gávea – Tel.: 3284-7400

Museu do Meio Ambiente – Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico – Tel.: 3874-1202

Centro Cultural da Justiça Federal – Av. Rio Branco, 241 – Centro – Tel.: 3204-2505

 

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Parceira pela coleta do lixo eletrônico no Rio

Boas iniciativas reúnem o Sindicato das Empresas de Informática do Rio (Ti Rio) e a Riosoft, às cooperativas Coopama e Coop Céu Azul e às Fábricas Verdes. Nos dois casos o objetivo é o recolhimento de equipamentos eletrônicos usados, no Rio de Janeiro.

No caso das cooperativas é específico para recolhimento de resíduos eletrônicos, ou seja, as sucatas. E com a Fábrica Verde para equipamentos destinados ao reuso.

No caso das Fábricas Verdes seus alunos aprendem montagem e manutenção de computadores e contam com uma bolsa-auxílio. Os equipamentos montados são doados para ONGs, escolas ou telecentros da própria comunidade onde está instalada uma no Complexo do Alemão e outra na Rocinha.

Nos dois casos o recolhimento gratuito deve ser solicitado  pelos e-mails: diretoria@tirio.org.br ou secretaria@riosoft.softex.br

No Brasil são produzidas mais de 200mil toneladas de lixo eletrônico por ano. Destes, 17% ficam armazenados nas residências. Na maioria das vezes as pessoas não sabem o que fazer com seus celulares inativos, computadores velhos, videocassetes, carregadores, baterias etc. A situação, prevê o TI Rio, vai piorar. Para 2015 devemos produzir 18 milhões de toneladas de lixo eletrônico, contra 10 milhões de 2010.

Além de maior parcela da população no consumo, há o apelo ao consumismo. Cada vez os equipamentos têm vida útil menor. Os apelos à troca de celulares, tablets ou aparelhos de Tv não param. No caso das TVs, a previsão é de que nos próximos anos mais de 150 milhões de aparelhos sejam descartados, com a substituição da tecnologia analógica pela digital, a partir de 2016.  A estimativa é de existam 150 milhões de TVs de tubo no país. Cada um deles com cerca de quatro quilos de chumbo.  Essa é uma das substâncias que são jogadas no ambiente, junto como outras, como mercúrio, cádmio ou berílio.

Segundo dados da Abinee, de 2006 a 2010 foram vendidos 221milhões de celulares. A estimativa do número de computadores é de que tenha alcançado 70 milhões de equipamentos entre 2006 e 2011.  A vida útil do celular é de aproximadamente dois anos e a do computador é de três a cinco anos.

Em uma cartilha, o Ti Rio indica como solução o reuso, quando se utiliza o equipamento em seu estado original. A remanufatura, quando se utiliza a sucata para o mesmo fim, mas com adaptações ou a reciclagem. Nesse caso, há transformação e pode resultar num novo produto que nada tem a ver com o original.

 

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Sachs defende planejamento eco sustentável global

Assisti nesta semana a uma palestra do economista Ignacy Sachs, durante o 1o Congresso Internacional do Centro Celso Furtado, na qual destacou a importância do planejamento global. Para ele é urgente que o mundo trace um itinerário e que 2015 (ano definido pela ONU para o cumprimento das Metas de Desenvolvimento do Milênio) seja o ponto de partida no estabelecimento de um primeiro plano mundial de desenvolvimento eco sustentável para o período 2016-2030. A partir deste, um novo abrangeria de 2031 a 2050.

Ignacy Sachs-foto Isabela Kassow

Sachs diz que é preciso ter em mente que o “mercado” não sabe se governar: “não devemos deixar a alocação dos recursos, escassos, à mercê do mercado, que tem vista curta e pele grossa”.  Para ele, o consumo deve obedecer à logica do “o quanto basta”, para assegurar os direitos essenciais a toda população. Ou seja, “o conceito da civilização do ser na divisão equitativa do ter”.

Novo contrato – O economista afirmou o otimismo com relação a um novo contrato social global que envolva a alteração no padrão de consumo.  Defendeu que no futuro haverá uma redistribuição de atividades a favor do “homo ludens” em detrimento do “homo fabris”. Ele acredita na tendência de os homens terem mais tempo para cultura e menos para o trabalho.

Sachs espera que em meados deste século a produção material per capita passe a ser praticamente estacionária e a maior parte da produção seja de bens imateriais e/ou culturais. Para ele é necessário trabalhar nesta direção e ter a Rio +20 como ponto de partida, embora reconheça que a conferência não tenha apontado este caminho. Entretanto, afirma, “nada do que ocorreu nela contradiz essa direção”.

Cooperação por biomas – O economista apontou ainda a necessidade de haver uma nova geografia de cooperação internacional por biomas, em oposição às relações econômicas internacionais estabelecidas ao longo dos séculos. Ele vê nas afinidades ambientais a possibilidade de um melhor futuro para a humanidade e prega a criação de redes de cooperação científicas e técnicas. O objetivo seria o de máximo aproveitamento dos recursos necessários ao bem estar das populações.

Ainda quanto às relações internacionais, aposta no Brasil e Índia como países que têm condições de liderarem este processo. Lembra os  laços históricos entre os dois, desde as navegações portuguesas: “O símbolo é o coco da Bahia, que, na verdade, é da Índia, veio de lá.” Segundo Sachs, os dois têm capacidade de mobilização e podem atrair países emergentes à adesão ao novo modelo.

A desnecessidade de criar novas estruturas, mas apenas saber utilizar as que já existem, por exemplo, no âmbito das Nações Unidas, é um ponto positivo, crê o economista. Seria preciso definir para elas novas tarefas e fazer com que se ajustem. Para tanto, bastaria que os países em desenvolvimento se unissem de forma mais ativa para a reforma da ONU e, consequentemente, pela mudança da economia mundial.

O momento, diz, é agora. “Ainda podemos.” Ele vê que a humanidade tem algum tempo à frente, mas não pode postergar. Para Sachs um mega contrato social, com planejamento de longo prazo e autonomia para ajustes locais e regionais é fundamental.

Sachs tem consciência das dificuldades e diversidade de interesses e prevê que as principais batalhas políticas devem ocorrer no nível de cada país. Nada impediria, no entanto, a união em blocos para pressionar o sistema global.

 

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Cético muda de posição, mas governantes continuam inertes

A recente conversão do físico norte-americano Richard Muller na questão da mudança climática teve repercussão mundial. Até então considerado uma referência no grupo dos céticos, anunciou, baseado em resultados de estudos que conduziu com sua equipe, a admissão de que o aquecimento global está em andamento e com participação decisiva dos homens no processo.

A nova posição foi explicitada num artigo publicado no New York Times, com o título “A conversão de um cético das mudanças climáticas”. Muller é fundador do projeto Temperatura da superfície da terra, desenvolvido na Universidade de Berkeley e financiado pela fundação de caridade Charles G Koch, ligada à indústria do carvão e que, certamente, não esperava essa conclusão.

Mais do que comemorar a conversão e regozijar pela adesão de alguém que estava do outro lado às suas ideias, é hora dos estudiosos não céticos destrincharem os resultados apresentados por Muller. Ele afirma que a temperatura média da superfície sólida da Terra (os mares ficam de fora) subiu 1,50 C em 250 anos. Desse total, 0,90C apenas nos últimos 50 anos. A tendência, segundo concluiu, é a temperatura da terra continuar em elevação e com a China em posição relevante. Para o cientista, se o país mantiver a média de 10% de crescimento ao ano por mais 20 anos, com consumo intenso de carvão, o aquecimento de mais 1,50C ocorrerá em menos de 20 anos.

Cresce o desafio aos cientistas para conseguirem ser ouvidos pelos governantes, de forma que as políticas públicas considerem como concretas as ameaças do aquecimento global à população. É hora de colocarem na conta das mudanças climáticas parte dos chamados desastres naturais. A intensificação de enchentes, secas, chuvas intensas ou elevação do nível do mar, por exemplo. Não dá para culpar a “mãe natureza” ou, como já aconselharam alguns governantes, rezar. É preciso prevenir e trabalhar para reverter o quadro

 

Postado por ivanaccioly

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É mais fácil alterar padrão de consumo na alimentação

Ainda sobre a pesquisa ”O que o brasileiro pensa do meio ambiente e do consumo sustentável – Mulheres e tendências atuais e futuras do consumo no Brasil”, outros pontos me chamaram a atenção. Um deles é o que indica o chamado “foco na alimentação”. Ou seja, “a crença de que a área em que a mulher está pronta para mudar seu padrão de consumo é a da alimentação.” Nesse mesmo grupo de atenção é indicado que as mulheres são sensíveis ao que “envolve o ciclo vital da família, o cuidado com a casa e com as roupas.” Além destes, áreas como “a educação e qualquer questão associada ao futuro dos filhos e da família.”

É interessante confrontar esta atenção ao aspecto familiar com outro ponto, no qual os entrevistados apontam que o padrão de aquisição de bens e os hábitos de consumo da sociedade se modificaram com a entrada das mulheres no mercado de trabalho e a diminuição do tempo para as atividades domésticas. Significa que, apesar do menor tempo para as “tarefas do lar”, elas se desdobram e mantêm o zelo pela manutenção do espaço familiar como prioridade. Por isso precisam fazer escolhas sustentáveis para substituir o tempo que tinham antes.

Essa é uma tarefa complicada, principalmente, como aponta o trabalho, pela dificuldade de acesso à informação de qualidade. Uma das questões é como, em meio à profusão de informações, concluir qual a correta e conseguir decidir quais produtos ou serviços são realmente sustentáveis.

Uma sugestão que surgiu foi a da criação de um selo de sustentabilidade nos moldes do Procel, utilizado no consumo de energia. Seria uma forma de dar credibilidade e padronizar os diferentes selos que hoje estão no mercado e que, segundo o trabalho, deixam o consumidor “mais perdido do que seguro”.

A pesquisa também aponta que o governo não usa o “poder de fogo” que teria na hora de comprar produtos e serviços. Esta seria, segundo os entrevistados, uma forma de mobilizar e disseminar práticas mais sustentáveis, baseadas mais pelo exemplo e menos pelo discurso.

Outro ponto interessante indica uma percepção geral sobre os produtos sustentáveis como equivalentes a artigos de luxo e direcionados à elite econômica. Já sobre os jovens, a avaliação conclui que não estão empenhados “em direção a correções de percurso”.

Clique aqui e veja a tabela completa. No site do Ministério do Meio Ambiente é possível baixar a pesquisa completa.

 

 

 

Postado por ivanaccioly

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