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Papo de Ambiente – JBlog – Jornal do Brasil

Indústria automobilística precisa inovar pra valer

Acordo neste domingo e começo a ler o livro Muito Além da Economia Verde, do professor Ricardo Abramovay, no qual uma das questões é a do padrão de consumo da sociedade mundial e suas consequências para o planeta.

Estive no lançamento do livro na segunda-feira passada, quando uma mesa redonda reuniu o próprio autor, o Carlos Minc, Sérgio Abranches,  Sean McKaughan e Matthew Shirts. Ali ficou clara a preocupação de Abramovay com a improvável adesão espontânea das sociedades às ações necessárias para conter a elevação da temperatura do planeta em dois graus dentro deste século. Num cenário sombrio já atua com perspectiva de ocorrer elevação de até quatro graus.

Ligo a TV e me deparo com a disputa do grande prêmio de Singapura da fórmula 1 e penso no circo consumista que significam estas provas. Ao redor de todo o mundo é “luxo só” e, com certeza, muito lixo.  Para além do consumo do próprio prêmio, seu entorno é um esbanjamento total. É o ápice do exibicionismo da indústria automobilística e de seus seguidores.

Os números todos são superlativos. Milhões de litros de gasolina (em média cada carro consume 1,5 litro por quilometro. Em Interlagos, por exemplo,  o percurso é de aproximadamente 300km. O consumo fica na casa dos 200 litros por carro, sem contar os treinos e aquecimento de motores). Alguns milhares de pneus (cerca de mil/ano por equipe), mais transporte de pessoal e equipamentos e todo o resto envolvido com o espetáculo. A tal pegada ecológica aqui é gigantesca.

Se somarmos as milhares pessoas reunidas nas arquibancadas mundo afora e seus elevadíssimos padrões de consumo temos um quadro muito pior. Tudo neste universo é luxo, ostentação, exibicionismo. Os brindes das montadoras e fornecedores, suas estruturas de apresentação, as lindas mulheres que simbolizam o despertar para o desejo de consumo.

Como disse o Abramovay durante o debate, se a indústria automobilística fosse um país, teria o sexto maior PIB do mundo. É hora dela se repensar. Já deu alguns sinais de que passa entender seu papel como de provedora de mobilidade e de menos transporte individual. Mas esse processo está vago e distante. No Brasil a indústria vai a todo vapor, e com muito incentivo oficial.

Das corridas de fórmula 1, confesso, prefiro ver os compactos. A hora da partida, os acidentes, a chegada. Não tenho paciência para o Galvão Bueno e os carros dando voltas. Mas tenho carro e adoro dirigir. Tenho me policiado e buscado usar o carro de forma mais eficiente. Mas, com certeza, não por orientação de melhor uso que tenha sido dada pelo fabricante, muito pelo contrário.

A indústria e os organizadores da F1, volta e meia, anunciam que vão melhorar algum aspecto dos motores para aumentar a eficiência com redução de consumo. Mas essa não pode ser a questão. Não deveríamos nos contentar em fazer remendo no que é ruim. É necessário encontrar outra forma de fazer. Existem condições tecnológicas e recursos para investir na inovação. Há capacidade, falta interesse em mexer num sistema milionário. Mais adiante pode ser tarde.

 

Postado por ivanaccioly

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Hora de ajudar a limpar o planeta

Neste fim de semana, dias 15 e 16 de setembro, acontece o Dia Mundial de Limpeza 2012, (Clean Up the World), realizado há 20 anos. Hoje o evento reúne cerca de 35 milhões de pessoa em mais de 120 países. As atividades podem incluir o plantio de árvores, limpeza de parques, de praias, de conservação de água ou iniciativas focadas na sensibilização e educação ambiental. A decisão fica por conta da necessidade local.

Há quem critique este tipo de iniciativa, mas eu apoio! Sei que não é a solução. No entanto, não custa nada um pouco de iniciativas individuais. Falta investimento em educação ambiental e há uma preponderância do chamado ao consumo, mas não devemos desanimar.

Com certeza é cada vez mais difícil, mas devíamos todos fazer um esforço para diminuir os nossos consumos. Os milhões de toneladas diários de resíduos em todo o mundo é um problema grave para o planeta. Certo que em pequenos nichos cresce a consciência de um consumo mais qualificado e menos quantitativo. Mas aparentemente o número desses é menor do que daqueles que estão chegando ao mercado em todo o mundo. O resultado da equação, creio, é desfavorável

Aqui no Brasil o parceiro à frente do evento é o Instituto Ecológico Acqualung que há dez anos coordena um projeto de limpeza na praia. No Rio de Janeiro a entidade organiza uma Gincana Ecológica de Limpeza de Praia no dia 15, das 10 às 13 horas, em frente ao Hotel JW Marriott, na praia de Copacabana. Clique aqui e veja a programação em diferentes partes do país.

 

Postado por ivanaccioly

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Ilhas Cagarras em debate no Museu do Ambiente

As ilhas Cagarras são o tema do evento Conversas no Museu Especial, nestas terça e quarta-feiras, dias 11 e 12, das 10 às 12 horas, no Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico carioca.  O arquipélago é uma unidade de conservação marinha de proteção integral desde 2010.  A ideia é criar um inventário da flora e fauna terrestre e marinha da região.

Participam do encontro pescadores da colônia do Posto 6, em Copacabana, representados por Pedro Marins, presidente da colônia Z13; a socióloga Fabiana Bicudo, chefe Unidade de Conservação do MoNa Cagarras, a chamada guardiã da ilha, vinculada ao seu órgão gestor, o ICMBio; Arduíno Colassanti, ator e cinegrafista subaquático Cinema e Roberto Faissal Júnior, diretor de fotografia subaquáticas na região.

Segundo a divulgação, no segundo dia serão apresentadas pesquisas realizadas na área sobre a fauna e a flora da região. Nesta etapa participam Carlos Augusto Rangel, coordenador geral do Projeto Ilhas do Rio e doutor em peixes de recifes; Massimo Giuseppe Bovini, biólogo e doutor em botânica, responsável pela pesquisa em flora terrestre e Fernando Coreixas de Moraes, doutor em ciências biológicas e pesquisador de espécies marinhas dos fundos rochoso das ilhas.

O Museu do Meio Ambiente fica na entrada do Jardim Botânico (Rua Jardim Botânico, 1008. Rio de Janeiro). Mais informações: museudomeioambiente.jbrj.gov.br

O arquipélago das Cagarras fica em frente à praia de Ipanema. É formado por sete ilhas e rochedos: Laje da Cagarra, Cagarra, Filhote da Cagarra, Matias, Praça Onze, Ilha Comprida e Palmas

É muito bom o foco nas Cagarras e tomara que as anunciadas operações para evitar a atividade de pescadores ilegais na região seja permanente.

 

Postado por ivanaccioly

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