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Papo de Ambiente – JBlog – Jornal do Brasil

Energia solar carrega baterias de celulares

Para quem volta e meia fica sem celular na rua no meio do dia devido à falta de carga, uma boa notícia vem de Nova Iorque. Segundo publicado no Promoview (http://migre.me/fzEv5), a cidade ganhará estações móveis de recarga movidas a energia solar.

Uma unidade já funciona em Fort Green Park, no Brooklyn. São postes com quatro suportes para apoio e recarga dos celulares por meio de conexão USB, mini USB, iPhone 4 e iPhone 5.

As estruturas contam com três placas fotovoltaicas de 15 watts e baterias que armazenam a energia produzida. Segundo a matéria, as beterias são carregadas em até quatro horas nos dias de sol e são capazes de absorverem raios UV quando os dias estão nublados.

As criadoras das unidade são a Goal Zero, empresa que produz carregadores solares; AT&T, da área de telefonia; e o estúdio de design Pensa.

 

Postado por ivanaccioly

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Ex-garimpeiro diz que de índios a ONGs não há ingênuos na Amazônia

“Qual o papel dos indígenas amazônicos atualmente?
R: Se eu fosse um cínico, diria que é vender as permissões para a entrada de madeireiros ilegais e garimpeiros em suas reservas e comprar caminhonetas 4×4, quando são boa gente. Os de sangue ruim, “cafetinar” a prostituição de suas jovens. Mas eu jamais diria isto, porque sou um ser politicamente correto.”

A resposta acima é de J.C. de Toledo Hungaro, autor do livro Selva!AMAZÔNIA confidencial, obra apresentada como um thriller de ação e aventura, mas que revela muito mais acerca de um universo sobre o qual falamos bastante, mas pouco conhecemos.

É um mergulho no mundo amazônico por um caminho polêmico, em especial para aqueles que se interessam pelas questões ambientais. Baseado em sua experiência pessoal e em histórias ouvidas, o autor relata intrigas, golpes financeiros, disputas por garimpos de ouro e diamantes e a atuação de ONGs na região, com uma visão crítica.

Na entrevista que segue aborda cruamente os temas, sem medo da polêmica e longe do politicamente correto. É uma visão pragmática e sem rodeios que, por isso, pode ajudar a todos que se interessam pela Amazônia a entender melhor a complexidade da região e sua importância estratégica no jogo de interesses internacionais.

Embora apresentada como uma ficção, a narrativa, por meio do alter ego Fernando de Castro Aranjuez, mais parece com a de um diário de alguém que viveu cada uma das histórias contadas. Afinal, o autor, hoje um sessentão, narra parte de sua saga desde quando fugiu de casa aos 14 anos. No final dos anos 60 o adolescente da classe média alta paulistana, aos 16 anos, já tinha seu próprio empreendimento na Amazônia. Na região trabalhou em madeireira, garimpo e comprou terras. Mais tarde focou no mercado financeiro e chegou a ser banqueiro. Atualmente vive no Uruguai e trabalha como gestor de fortunas e escritor.

Para nós que estamos sempre com a narrativa politicamente correta, a fala de Hungaro funciona como um soco na boca do estômago. No livro e na entrevista abaixo ele se vale de sua própria experiência para embasar o discurso permeado por machismo, arrogância, preconceitos. Uma visão sobre a Amazônia, que –para nosso desagrado –  é compartilhada por grande parte da população, particularmente por aqueles que vivem a realidade da região.  Portanto, vale ler. O livro como um romance bem escrito e a entrevista pelo conteúdo que leva ao exercício de ouvir o discurso diverso e à reflexão.

Entrevista:

Papo de Ambiente – Qual sua real relação com a região amazônica? Como analisa a atenção que recebe de todo o mundo como estratégica para o bem-estar da humanidade?

Atualmente uma relação meramente emocional e amorosa; pré-senil talvez. Quanto ao “bem-estar da humanidade” é só o velho golpe de tentar ignorar a soberania brasileira sobre esta metade do seu território, talvez a mais potencialmente rica. Se o Brasil já assusta como a 6ª potência econômica mundial, ocupando apenas 50% do seu território e antes mesmo de operar o pré-sal, imaginem o trabalho que terão para continuar com o papo de “risco-brasil” e outros temas folclóricos do mercado financeiro e político internacional. Fingir que não sabem que o Brasil é a única grande potência mundial viável já é um trabalho bem antigo. Mesma língua e mesmos ideais, além da genética compatível pela amálgama de raças que formam o seu povo é algo inédito no planeta. O resto são guetos e etnias forçados a viver sob uma mesma bandeira. O Brasil é único e como eu nem sou patriota, sequer vivo aqui, este é um parecer isento.

Após a leitura do livro há a sensação de que todos os que se movem em torno da defesa das chamadas “causas ambientais na Amazônia” são ingênuos e manipulados pelos grandes interesses empresariais. Essa sensação tem base na realidade ou se limita à ficção?

Não me lembro que ter mencionado nenhum ingênuo entre os que “defendem as chamadas causas ambientais na Amazônia”, pelo contrário, menciono apenas piratas e vigaristas neste mister. Claro que com a ajuda de alguns jovens inocentes em busca de aventura e pegação, mais que nada românticos europeus com resultado real zero. Esta é a realidade em que eu vivi. E, pelo que sei pelos meus contatos e visitas, nada mudou.

Quanto aos “ambientalistas”, gostaria que eles soubessem de que o interior de São Paulo produz mais e muitíssimo melhor látex do que a Amazônia, sem qualquer queima, por coagulação. E de que a Malásia é o maior produtor mundial de látex, usando as mudas roubadas por ingleses e plantadas lá. Um seringal cientificamente plantado é como um laboratório espacial, enquanto alguns poucos loucos continuam a percorrer a selva, quilômetros, para encher suas canequinhas e depois queimar tudo em fogueiras, obtendo assim um material de valor pré-histórico através de uma tecnologia primata.

A imagem projetada das ONGs em seu livro é ruim. É a de organizações a serviços de interesses econômicos, seja de grandes grupos, seja de espertalhões aproveitadores, mesmo que operadas por pessoas sinceramente dedicadas às causas que defendem. Considera esse quadro definitivo? Há exceções? Esse perfil inclui pesos pesados do setor como Greenpeace e WWF?

Se existem exceções eu nunca tive o prazer de conhecê-las. E se existem, certamente não serão as mencionadas.

Como analisa o embate permanente entre aqueles que buscam a ocupação da região com diferentes projetos e os que a querem preservá-la? Há espaço para os que falam em desenvolvimento sustentável?

O único desenvolvimento digno deste nome é o sustentável. Isto não interessa ao poder internacional e às lideranças regionais cooptadas. Preferem cooptar “lideranças indígenas” primatas e predadoras e membros do quinto escalão do funcionalismo público corrupto, os que realmente “operam” a Amazônia.

Para eles, o melhor dos mundos seria transformar toda a Amazônia em um imenso “Parque Nacional da Preservação da Imbecilidade”. Aí sim a festa seria completa, nióbio e materiais estratégicos e preciosos, fauna e flora sendo manuseada por “exportabandistas” sem o menor controle. E ainda tentando a velha mentira deslavada do “pulmão do mundo” e “desertificação da floresta”. Prova disso é a abertura da estrada transamazônica que meses depois foi reocupada pela floresta com árvores de sessenta metros de altura, mesmo onde o húmus do solo havia sido raspado e compactado por grandes máquinas.

Nenhum pedacinho de deserto? Colheitas de grãos batendo recordes por hectare? Porra, precisamos depredar os laboratórios da Embrapa, usando as “lideranças” dos “sem-terra”, aqueles que recebem a nossas “doações a fundo perdido” para sua causa, defendida por nossa imensa solidariedade. Gringo é bom.  E muito religioso.

Há perspectivas melhores para os garimpeiros e ribeirinhos da Amazônia, que, como mostra o livro, apenas sobrevivem sem nem mesmo conhecerem outra realidade de vida?

Não. É uma espécie fadada à extinção. Se um dia a Amazônia for toda ocupada por mineradoras legais e controladas, serão empregados nas suas plantas de extração científica ou estarão trabalhando no agronegócio. E as meninas das currutelas (casas de prostituição) ficarão sem os seus maridos provisórios e todo aquele ouro. Uma lástima.

Qual o papel dos indígenas amazônicos atualmente?

Se eu fosse um cínico, diria que é vender as permissões para a entrada de madeireiros ilegais e garimpeiros em suas reservas e comprar caminhonetas 4×4, quando são boa gente. Os de sangue ruim, “cafetinar” a prostituição de suas jovens. Mas eu jamais diria isto, porque sou um ser politicamente correto.

Pelo livro e pela experiência que temos a Amazônia é uma região sem leis, mas com suas próprias regras estabelecidas. Acredita no sucesso de legislações que regulamentem, por exemplo, a exploração mineral na região?

Tenho dúvidas. Uma vez, há muito tempo, uma outra era, tentei transformar um garimpo promissor em mineradora formal. Paguei geólogo, estudo de impacto ambiental, de viabilidade econômica e um montão de papéis, até ter a companhia reconhecida pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) como empresa de mineração. Obtive o Alvará de Pesquisa e depois finalmente solicitei o Alvará de Lavra. Então o chefe ou diretor regional, um geólogo do DNPM, marcou uma reunião onde deveria comparecer pessoalmente o interessado, euzinho. Aí pediu o equivalente em dólares de cinco quilos de ouro puro para que, digamos, eu obtivesse o Alvará requisitado. Joguei fora toda a papelada e voltei para o barranco. De lá para cá mudou aquele mundo imundo? Sei não.

Hoje grandes extensões de terra no Brasil têm sido compradas por grupos internacionais. Muito se fala em preocupação futura com reservas aquíferas e/ou nióbio. Como analisa este fato?

Com pânico. Você já disse tudo “reservas aquíferas e/ou nióbio” só esqueceu de duas outras “coisinhas”: celulose-combustível e grãos-comida. Agora não falta nada! A Amazônia não é um território normal e corrente, portanto não pode obedecer a uma legislação normal e corrente. É uma questão de segurança nacional. Seria levemente apropriado, de passagem, lembrar que se trata de 50% da área nacional. Só isso. Uma “nacionalização” após a consolidação de empresas internacionais na área será muito mais difícil, com custos econômicos e políticos, do que a simples proibição prévia.

Parte dos militares e setores conservadores da sociedade brasileira é contra a demarcação de terras indígenas, como a Raposa Serra do Sol em Roraima. Este caso foi uma polêmica que se arrastou durante décadas, foi efetivada pelo Executivo e ratificada pelo STF. Quem ganha ou perde com ações como estas?

O Brasil perde, pelos motivos expostos acima. Agora, bom você ter lembrado. Porque será que o nosso querido ex-presidente Lula esperou o último dia de seu governo de oito anos para criar por decreto o Parque Nacional entre os rios Juruena e Telles Pires, sem dar tempo para qualquer debate pela sociedade. É a tal democracia?

Como informação anexa, lembrar que milhões de árvores de madeira de lei são destruídas por… cupins. E que serão substituídas imediatamente por oito pares de mudas ao seu redor, que subirão aos céus em uma disputa por luz, somente uma ou duas sobrevivendo. Milhões de metros cúbicos da melhor madeira de lei. Vale lembrar, ainda, que a floresta está lá porque chove, não chove por que a floresta está lá. Jogue uma semente de qualquer coisa e nascerá.

 

Postado por ivanaccioly

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