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Papo de Ambiente – JBlog – Jornal do Brasil

Jovens negros pelo direito de viver

Estamos em novembro, mês de comemoração do dia da consciência negra (20), em homenagem a Zumbi dos Palmares, herói brasileiro. No entanto, o país segue com seus quilombos, casas grandes e senzalas. Alguns se acham melhores do que os outros. Arrotam suas arrogâncias sem pudor, se consideram os donos da nação, ungidos para comandarem. Creem que seus dinheiros lhes dão poderes especiais. Uma falsa e ignorante aristocracia. Enfim, pessoas que não estão preparadas para a convivência democrática.

O conceito do “racismo ambiental” se aplica perfeitamente frente aos incessantes e continuados crimes cometidos por estas pessoas contra grupos étnicos em função da cor de suas peles ou de suas origens.

Nestas semanas pós-eleições esta parte da chamada índole brasileira, quase sempre escamoteada, foi escancarada e o que se viu foi lamentável. Principalmente pelas redes sociais, mas também nos meios de comunicação, nortistas e nordestinos foram achincalhados de todas as formas. Na esteira das ofensas entraram os pobres em geral, acusados – como no passado – de serem indolentes e interesseiros por trocarem seus votos por benefícios sociais. Já aqueles que não podiam ser classificados desta forma, entraram no grupo da “esquerda caviar”.

Esse racismo ambiental infelizmente faz parte de nosso cotidiano. Os negros, por exemplo, não precisam encontrar insatisfeitos com os resultados de eleições para sofrerem com ele. Pior ainda se forem jovens. Segundo dados de 2012, dos 56 mil assassinatos no Brasil, 30 mil foram de pessoas entre 15 e 29 anos, das quais 77% eram negros.

Neste domingo, dia 9 de novembro, a Anistia Internacional Brasil lança a campanha “Jovem Negro Vivo”. Será na pista de skate do Parque do Flamengo, das 10 às 16 horas. Durante este período estão previstas diferentes atividades de dança, música, conversas, oficinas. O objetivo é divulgar a realidade enfrentada pelos jovens negros e fazer com que haja visibilidade desse massacre que ocorre no país.

Será lançado o manifesto ‘Queremos ver os jovens vivos’, em defesa por uma vida livre de violência e preconceito para os jovens negros. O documento aborda a necessidade de políticas públicas de segurança pública, educação, saúde, trabalho, cultura, mobilidade urbana, entre outras.

É hora de mobilização em defesa da vida. Quem puder que esteja lá e divulgue. Nossa juventude merece muito mais do que tem conseguido obter.

 

Postado por ivanaccioly

11 Comentários | Comentar

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11 comentários

  • Quantos brancos morrem e ninguem fica sabendo.

    gealdo

    17 de dezembro de 2014 às 17:55

    • Geraldo, um fato básico é que o Brasil mata seus jovens e naturaliza esse genocídio. É escandaloso que morram 50mil jovens por anos, vítimas de homicídio, e não haja uma indignação da sociedade. Morrem negros e morrem brancos. Não deveria morrer ninguém.
      Quanto ao post, não adianta querer tapar o sol com peneira. Os jovens negros são 77% dos mortos. Segundo o Mapa da Violência da Unesco, houve uma queda de 32,3% no número de homicídios de jovens de brancos. Já os homicídios de jovens negros cresceram praticamente o mesmo índice,32,4%. A sustentação do crescimento de homicídios ocorre com a elevação da morte dos jovens negros.

      Ivan Accioly

      2 de fevereiro de 2015 às 3:42

  • Por acaso são brancos os criminosos que matam negros no Brasil? A maioria da população brasileira é negra, portanto, quem mais morre vítima da violência no nosso País só pode ser da cor negra. Os negros, principalmente os que lutam pela igualdade entre as cores das pessoas, deveriam se informar melhor, pois não há nenhum tipo de preconceito entre as pessoas, no Brasil. O que falta aos negros, no Brasil, é estudar mais, serem mais dedicados e buscarem os melhores lugares na sociedade que, apesar de todas as dificuldades, abrem portas a todos, negros ou brancos. Sem distinção.

    José Carlos Henrique Maria

    16 de dezembro de 2014 às 0:22

  • Bom dia
    Texto racista melhor que este é difícil de encontrar.
    Se existe “quilombos”,e caso não saiba,temos milhares de “brancos”em quilombos também,não é só pela cor da pele.
    Informe-se melhor e não fique destilando recalques.
    A morte desta “maioria” de jovens(?)de cor negra faltou adicionar QUANTOS E QUAL A COR dos assassinos também.
    Suponho que as “cotas”vão retirar esta turma que se dizendo de cor negra(qual a % de sangue é necessária para uma pessoa se dizer negra),pois o que vemos é que até UMA GOTA já sirva para este objetivo vão ser aplicadas em cursos,profissões e que formarão(sic) profissionais onde não possuem a mínima qualificação,mas servem para cumprirem as premissas ideológicas em que os negros e outras ditas minorias oprimidas se encaixam e se submetem passivamente.
    São excelente massa de manobra,inclusive estas tentativas de jornalismo feito em salas.
    abraços

    roberto

    28 de novembro de 2014 às 12:00

    • Roberto, sugiro que volte ao meu texto e leia novamente. Os quilombos, desde sempre, incluindo Palmares, foram espaços livres para as etnias, incluindo brancos, negros e índios. Em nenhum momento relacionei quilombo com cor da pele, mas com posição social.
      Dito isto, sugiro que acesse Mapa da Violência da Unesco,para conhecer as estatísticas.
      Sobre as cotas, é uma política de reparação justa e que também já mostra seus resultados positivos.
      Agradeço sua leitura e passe sempre por aqui.abs

      Ivan Accioly

      2 de fevereiro de 2015 às 4:00

  • SILMEN

    25 de novembro de 2014 às 17:20

  • A violência não tem nada a ver com o fato de serem negros.
    A herança que você mesmo citou, de falta de inclusão após a escravidão, levou ao fato de a maioria da população pobre ser negra.
    E isso implica nas altas taxas de violência contra (ou entre?) jovens negros.

    A mudança gritada pelos que criticaram os nordestinos com certeza iria ajudar a diminuir essas estatísticas, tendo em vista a política negligente e conivente que o atual governo faz em relação à segurança pública e tráfico de drogas. Mas os próprios prejudicados se prejudicam… e mantém como está. A tendência é piorar, infelizmente

    Paulo Brito

    21 de novembro de 2014 às 18:58

  • A sociedade dominante brasileira olvida as leis abolicionistas do sec. retrasado e oprimem duramente o percentual não branco da sociedade brasileira. O Ministro do STF, JOAQUIM BARBOSA, é exemplo claro dessa realidade. E Barbosa cercado de seu acervo de conhecimento e prerrogativas, viu-se praticamente obrigado a renunciar ao seu alto cargo. Imagina o que não sofre o preto zé ninguém, que é a grande maioria no segmento. Portanto, a política de quotas, em todas as administrações, públicas e privadas, é a única saída que vemos no abrandamento da situação triste dos não brancos no Brasil, especialmente a maioria desprovida de poder aquisitivo.

    VICENTE P SOUZA

    15 de novembro de 2014 às 19:37

  • Este é um tema que merece ser discutido com responsabilidade, mas em momento algum vejo que o debate vai na direção das causas fundamentais de nossos problemas. Se fala muito em discriminação racial. Ir nesta direção é ofender a inteligência. Explico.

    Entre as causas da violência temos a principal, é causa raiz, trata-se da discriminação espacial, também conhecida como segregação urbana, e esta decorre da aplicação de algumas leis equivocadas, com efeitos colaterais perversos como a insegurança jurídica da propriedade no campo e na cidade. Se o agricultor mantiver seus trabalhadores residindo na sua propriedade ele perde na “justiça” sua propriedade. A proteção de direitos retira do proprietário a capacidade de pagamento. Resultado: Acabamos assim com as vilas rurais.

    Depois veio a lei do inquilinato, que somado ao imposto de renda sobre os aluguéis – bitributação – gerou o apagão imobiliário.

    E temos também o efeito perverso, tanto do salário mínimo, como da lei das domésticas, no que se refere a possibilidade das empregadas domésticas virem a residir nas residências.

    Para entender isso é importante estarmos abertos a uma outra visão. E esta é muito bem apresentada pelo Professor Walter E. Williams.

    “Good Intentions”
    https://www.youtube.com/watch?v=L5TS8QUJWXo

    “Vamos debater as causas da pobreza!”
    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1956

    E para agravar a situação temos a lei das domésticas que está levando milhões a não terem mais caseiros, em especial no campo, na praia e na montanha. Só em Campos do Jordão, destino certo para um turismo refinado, foram mais de 4 mil famílias que perderam condições dignas de moradia.

    É trágico e também patético. Muitos querem leis e clamam por justiça, mas não se dão conta dos efeito perversos da lei. Muitos ex-caseiros estão hoje inchando os grandes centros.

    E para fechar temos os programas no pior estilo do Minha casa, Minha vida, Minha cidade de deus. Programas que discriminam, segregam e fomentam o populismo. Programas que não conferem dignidade às famílias.

    Programas que repetem os mesmos erros da “Cidade de Deus”, com direito a filme e tudo. Em resumo: Incubadoras da violência.

    Temos assim a relação entre causa e efeito. E não podemos mais só ficar atuando nos efeitos. Temos que ir a causa raiz.

    A discriminação espacial, com seus conjuntos de casas populares, além das favellas, nestes casos é mais grave, pois geram a violência por uma série de razões, dentre as quais destaco:

    1. não permitem que as crianças tenham espaço para brincar sob os olhos dos pais ou responsáveis, já que em tenra idade são “expulsas” para as ruas, com todo tipo de influência negativa; fazendo com que a educação não venha de pessoas responsáveis, mas de oportunistas que se apropriam de nossas crianças para iniciá-las na criminalidade ou em atividades sexuais;
    2. as famílias não possuem condições, em seu espaço físico, de exercer uma atividade econômica, como uma oficina, um atelier, etc., nem hoje e muito menos no futuro, assim destruindo qualquer iniciativa de voltada ao empreendedorismo;
    3. as famílias, impossibilitadas pela área disponibilizada, não podem ampliar as suas construções de forma que tenham uma vida mais digna e que acompanhe o seu crescimento natural, com a chegada dos filhos ou mesmo a vinda de pais ou parentes em idade mais avançada;
    4. as famílias ficam impossibilitadas de terem uma complementação da alimentação, através de árvores frutíferas, hortas ou criação de pequenos animais (galinhas, codornas, etc);
    5. as famílias, devido a irracional ocupação dos espaços, ficam privadas de sua intimidade;
    6. as famílias ficam impossibilitadas de ampliarem as suas residências, conferindo a elas mais conforto, qualidade de vida e praticidade;
    7. as famílias ficam impossibilitadas de investirem suas poupanças, tempo e recursos em suas residências, possibilitando o aumento natural do valor de seu patrimônio;
    8. as famílias passam a ocupar o espaço sem preocupações com o ambiente que as cercam, criando e agravando os impactos ambientais e deteriorando o espaço urbano.

    Minha casa, Minha vida é um estelionato eleitoral, reforça a cultura da lombada com suas cidades de deus:

    “Cidade de Deus, o berço da criminalidade institucionalizada no Brasil foi construída pela COHAB e financiada pelo BNH, a Cidade de Deus foi construída pelos governadores do Estado da Guanabara de 1965 até 1970, idealizado pelo populista da extrema direita, Carlos Lacerda, cassado na Contra-Revolução de 1964, e concluído pelo então governador Negrão de Lima entre os anos 1968 e 1970.

    Manteve-se a discriminação espacial, que antes os confinavam em favelas como Praia do Pinto, Parque da Gávea, Ilha das Dragas, Parque do Leblon, Catacumba e Rocinha. Atravessada pelo Rio Grande e seu afluente Estiva, a Cidade de Deus passou a ter um crescimento interno desordenado, observando-se um processo de favelização ao longo desses canais.

    Junto ao conjunto surgiram as comunidades do Muquiço, Santa Efigênia, travessa Efraim, Rocinha II e Jardim do Amanhã II, além de mais discriminação espacial institucionalizada, com os novos conjuntos habitacionais como o Vila Nova Cruzada e o Jardim do Amanhã. Em 1997, com a inauguração da “Linha Amarela”, a Cidade de Deus seria seccionada: de um lado os Conjuntos Margarida, Gabinal etc e, do outro, o restante das antigas glebas, as duas partes interligadas por passarelas. A vida no bairro inspirou o filme brasileiro “Cidade de Deus”, baseado no romance homônimo de Paulo Lins, com roteiro de Bráulio Mantovani, dirigido por Fernando Meirelles. Lançado em 2002 no Brasil e, posteriormente, no exterior, o filme teve enorme sucesso, recebendo inúmeros prêmios e indicações. Infelizmente não trouxe à reflexão dos brasileiros, hoje pocotizados, como bem nos lembra Luciano Pires (www.lucianopires.com.br) em seu bestseller, para a questão da discriminação espacial no Brasil, decorrente de falta de políticas públicas consistentes, como Plano Diretor e Agenda 21 Local.” (Gerhard Erich Boehme)

    Gerhard Erich Boehme

    12 de novembro de 2014 às 20:53

  • 1) Se teve 30 mil assassinatos, e 77% foram de negros, ===> 23 mil NEGROS assassinados.
    Se a principal classe onde ocorre os assassinatos, é a classe pobre (FATO) e se 80% dos assassinatos ocorre por ligacao direta ou indireta como o TRAFICO de drogas (FATO), e se mais de 80% desta população É NEGRA. entao.. a chance de um NEGRO ser assassinado por outro NEGRO é maior que 90%… Então…. ONDE ESTA O RACISMO nesta equação????

    2) Mesmo que exista PRECONCEITO (nao acredito em racismo) nas redes sociais, as quais, somente uma pequena parte da população tem acesso (precisa computador, acesso a internet, ….). Estas sao a MINORIA que saem de casa, da frente de um computador e vao assassinar outras pessoas… por isso vale ainda o intem (1). Sao os Negros que assassinam os Negros…

    3) Isto está parecendo a história de que os Portugueses caçavam os africanos para servirem como escravos…
    Ficou mais do que provado que eram os Africanos que escravizavam os proprios Africanos e os VENDIAM aos Portugueses, que os Transportavam e Vendiam aos portugueses no Brasil.

    4) Precisa saber POR QUE os NEGROS daqui continuam assassinando os NEGROS… Será cultural??? será culpa da sociedade??? falta de oportunidade, falta de estudo? se de Sao Paulo para o Norte, 80% da populacao se declara NEGRA, voces querem me dizer então que TODO o controle da riqueza e oportunidades reside em somente 20%??? (destes temos que dividir em asiaticos, europeus, nativos americanos….)???

    5) Quem souber uma RESPOSTA baseada em FATOS, por favor, tome a palavra…

    extremelydangerous

    6 de novembro de 2014 às 21:09

    • Sérgio, primeiro é importante conceituar “racismo ambiental”, para que a resposta ao seu questionamento seja correta. Segundo Robert Bull- Sociólogo e Diretor do Environmental Justice Resource Center (Revista Eco 21, ano XV, Nº 98, janeiro ard /2005), “O conceito “racismo ambiental” se refere a qualquer política, prática ou diretiva que afete ou prejudique, de formas diferentes, voluntária ou involuntariamente, a pessoas, grupos ou comunidades por motivos de raça ou cor.”
      Ao longo da conceituação que faz, ele lembra que “as instituições governamentais, jurídicas, econômicas, políticas e militares reforçam o racismo ambiental (…) e diz que “o racismo ambiental fortalece a estratificação das pessoas (por raça, etnia, status social e poder), o lugar (nas cidades principais, bairros periféricos, áreas rurais, áreas não incorporadas ou reservas indígenas) e o trabalho (por exemplo, se oferece uma maior proteção aos trabalhadores dos escritórios do que aos trabalhadores agrícolas). Este conceito institucionaliza a aplicação desigual da legislação”

      É a este “racismo ambiental” que atinge diretamente os grupos mais vulneráveis que me refiro.
      O fato de um negro ter práticas racistas contra outro negro não é surpreendente, afinal a sociedade brasileira convive com práticas racistas desde sua formação.
      Todos os que aqui estão são submetidos aos mesmos conjuntos de valores/mensagens que reforçam uma estratificação de cada grupo étnico na sociedade. A periferia, a favela, as áreas nobres. O valor de cada vida é determinado pelo conjunto de informações como cor da pele, local de moradia, grau de instrução etc. A partir daí, cada um no seu quadrado. E para cada quadrado uma prática. Vai desde o juiz que se considera deus ao sumiço dos amarildos e não nos deixa esquecer o verso de Caetano sobre o fato de que “a carne mais barata do mercado é a carne negra”.
      É nesse quadro que o injustificável acontece. Independentemente da etnia do autor, o racismo é praticado por um negro contra outro negro, ou contra o índio, ou o branco, ou o asiático, ou qualquer etnia contra outra ou dentro dela mesmo.
      Por menos que seja agradável ser confrontado com esta realidade, ela existe. Não dá pra ignorá-la só porque é feia, incômoda. Não é ficção, é real.
      O vigia do supermercado, do shopping, da loja de departamentos não tem dúvidas sobre quem monitorar em seu estabelecimento. O PM não tem dúvidas sobre em quem dar a “dura” numa blitz. Na mão inversa, o maitre ou o porteiro, independentemente de sua etnia, não tem dúvidas sobre a quem se dirigir prioritariamente.
      Infelizmente, se o jovem é vulnerável, o jovem pobre é mais vulnerável e o jovem pobre e negro é mais ainda. A violência entre eles é alta. Um mata o outro com frequência. Mas a violência contra eles também é um fato. Contra ela temos que agir.
      Não adianta fingir que o problema não existe. Ele está aqui e precisa ser enfrentado.
      Sobre a questão da concentração de riqueza no país e o racismo institucionalizado, vale ler dois textos:
      http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/09/140911_eleicoes2014_onu_racismo_rs.shtml e http://geoconceicao.blogspot.com.br/2014/10/aumento-da-concentracao-de-renda.htmlhttp://geoconceicao.blogspot.com.br/2014/10/aumento-da-concentracao-de-renda.html, há um bom artigo sobre o tema.
      Minha proposta, Sérgio, é levantar questões que nos ajudem a pensar melhores opções para nossas vidas. Não tenho nenhuma resposta definitiva, mas posso dar alguma contribuição.
      Abs
      Ivan

      Ivan Accioly

      5 de dezembro de 2014 às 3:39

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