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Jornal do Brasil

Papo de Ambiente – JBlog – Jornal do Brasil

#NãoAoFimdaRotulagem

Senhores eleitores, é hora de pressionar os senadores e não é ainda em função da disputa de poder com a tentativa de encurtamento do mandado conquistado nas urnas pela presidenta Dilma Roussef. Mas sim porque, infelizmente, enquanto acompanhamos o agitado noticiário político, diferentes – e muitos deles sinistros – projetos seguem em andamento no Congresso.

Um deles é o PL que desobriga a impressão do aviso de identificação de conteúdo transgênico por meio da impressão de um triângulo amarelo com a letra T nas embalagens de produtos alimentícios.

É preciso estar atento e agir, pois há um ano, em abril de 2015, a bancada ruralista na Câmara, com apoio de boa parte de seus pares (320 votos contra 135), aprovou o projeto de lei 4148/08, do deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), com o fim da exigência.

Segundo o PL, a exigência do aviso só se aplicará no caso de a presença de elementos transgênicos na composição do alimento for superior a 1%. Ou seja, absurdo total.  Em qualquer percentual abaixo deste fixado ficaremos sem informações corretas sobre o que estamos consumindo. É o país na contra mão da transparência e, inclusive, passando por cima do direito à informação, previsto no artigo sexto do Código de Defesa do Consumidor.

É hora de pressionar os senadores para impedir que esse projeto seja aprovado. No site do IDEC há uma correspondência padrão na qual basta incluir o nome e o endereço de email para enviá-la aos parlamentares.

Vale lembrar que o Brasil já é um paraíso dos transgênicos. Segundo dados do Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA) em 2014 a área de plantio de transgênicos no país era menor apenas do que nos EUA. Foram 42,2 milhões de hectares plantados. A taxa de adoção da soja transgênica chegou a 93%, do milho, 82% e do algodão, 66%.

A aprovação deste PL vai botar ainda num mesmo saco todos os produtores. Aqueles que se preocupam com a melhor qualidade de seus produtos e com a saúde dos homens e animais que os consomem, acabarão juntos (pela omissão) dos que utilizam os transgênicos.

Se os efeitos negativos dos transgênicos, por si, sobre a saúde animal ainda não são definitivamente conhecidos, os dos agrotóxicos são. Inclusive com a associação direta a diferentes tipos de câncer. E as produções transgênicas são acompanhadas pela elevação do uso de agrotóxicos.

Vamos cobrar dos senhores senadores. Mandemos mensagens por uma posição negativa à aprovação do projeto. Exijamos o direito de saber o que estamos comprando e consumindo.

Algumas hastags são sugeridas:‪#‎euquerosaberoqueestoucomprando, ‪#‎nãoaofimdarotulagem, ‪ #‎PLHeinzenão, #porumaalimentacaodeverdade. Para quem deseja mais detalhes, um bom caminho são os vídeos das audiências públicas realizadas no Senado no fim do ano passado. São três partes: 1, 2 e 3. Outra opção é um vídeo com pesquisadores da USP.

 

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Crise hídrica: é hora de dessalinização?

Está prevista para o fim deste mês uma conferência sobre dessalinização da água do mar para consumo no Brasil. O encontro vem no rastro da crise hídrica que atinge, além do tradicional nordeste, os estados do sudeste. A ideia de recorrer ao mar já foi levantada pelos governadores do Rio –Pezão- e de São Paulo – Alckmin. Mas será essa a melhor opção? Os custos, comparados com outras iniciativas possíveis no Brasil, a justifica?

O tema deve ser aprofundado. Afinal, nosso desperdício de água tratada para distribuição é absurdo. O professor da Coppe/UFRJ Paulo Canedo, hidrologia, fala numa média de 37% no país. No Rio de Janeiro, 1/3 do total e no Amapá 76%. Na região Norte chega a 50%. Além disso, medidas de uso racional nem são cogitadas. Seja pelos governos, seja pela população em seu cotidiano. As tubulações continuam vazando, as calçadas e carros continuam sendo lavados com mangueiras, as matas ciliares não são protegidas, os solos urbanos são cada vez mais impermeáveis, as águas das chuvas não são aproveitadas, os banhos continuam longos etc etc.

Os defensores do sistema lembram que já há experiências no país, como no caso da ilha de Fernando de Noronha, onde há produção de água potável a partir da água do mar. Mas, nesse caso, as condições geográficas são bem diferentes das encontradas no resto do país. Além do sempre citado exemplo de Israel, também há a dessalinização da água em dezenas de países, que atenderiam hoje há cerca de 300 milhões de pessoas.

Vale lembrar, contudo, que o Brasil conta com 12% da água doce de superfície do mundo, além das reservas de mais de 20 aquíferos, dois entre os maiores do mundo e um bom volume de chuva. Elementos que devem ser avaliados para uma decisão de investimento.

A conferência “Reuso de Água e Dessalinização para o Desenvolvimento da América Latina” será realizada pela Associação Internacional de Dessalinização nos dias 23 e 24 de março no Windsor Atlântica Hotel, no Rio de Janeiro.

Alguns números:

300 milhões de pessoas têm acesso à água potável graças aos métodos de dessalinização.

  • As maiores capacidades instaladas (em milhões de metros cúbicos de água por dia) são: 1º – Arábia Saudita – 13,3; 2º – Estados Unidos – 10,6; 3º – Emirados Árabes – 8,9; 4º – Espanha – 5,8; 5º – China – 4,7; 6º – Kuwait – 2,9; 7º – Austrália – 2,1; 8º – Argélia – 2,1; 9º – Israel – 1,9; 10º – Catar – 1,8; 19º – Brasil – 1,1
  • 2.750 sistemas de dessalinização em poços subterrâneos existem no Brasil. Eles se concentram em 8 estados: Bahia – 32%; Ceará – 18,5%; Pernambuco – 14%; Paraíba – 7,7%; Minas Gerais – 4,7%; Rio Grande do Norte – 5,6%; Piauí – 5,5%; Sergipe – 2%
  • Quanto mais ao sul, mais doce é a água do subsolo
  • No Brasil, o número de sistemas mais que duplicou de 2012 a 2014, passando de 1.200 a 2.750 sistemas de dessalinização.
  • A usina de dessalinização de Fernando de Noronha produz 650 m³ de água potável por dia.
  • 100% da água dessalinizada em Fernando de Noronha é consumida pela população do arquipélago, 2.884 pessoas.
  • Fonte: Superinteressante; Edição 343 – fevereiro de 2015; página 16;Dessalinização de Água

 

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Ambiente, desânimo e esperança

Hoje é o Dia do Meio Ambiente e confesso certo desânimo para escrever sobre o tema. Afinal, o geral das notícias em todo o mundo não é dos mais otimistas.

Temos uma ou outra lufada de esperança logo arrasada por uma ventania de realismo. Obama sinaliza com o corte das emissões das termelétricas americanas em 30% até 2030, comparado com o ano de 2005. Poderia ser melhor, puxar para trás e tomar a década dos 90 como parâmetro, mas, de qualquer forma, é uma sinalização positiva.

Mas, ao mesmo tempo, vemos o Ártico se consolidar como rota de comércio e se abre à exploração de petróleo e gás. Os efeitos que essa corrida terá para o ecossistema da região não é preciso, mas há diversos alertas em relação aos riscos ambientais, que vão de possíveis derramamentos de óleo a extermínio de espécies e à entrada de outras invasoras.

Os especialistas bradam que a média da temperatura do planeta está em elevação e que não podem precisar as consequências que 20 C a mais podem provocar. Mas praticamente ninguém liga. Continuamos a incentivar atividades com alto consumo de energia, a desmatar, a poluir ar, rios e mares, a exterminar espécies da flora e fauna.

Uma esperança de que empresários e os governantes que os representam avancem frente à urgência do tema é a Cop 2015, que acontecerá em Paris. Desde a Rio +20 que o terreno vem sendo preparado para que boas decisões venham a ser tomadas, vamos aguardar.

Enquanto é isso surgem poucas medidas emergenciais, como o “mecanismo internacional de Varsóvia”, criado na reunião da Polônia no fim do ano passado, para proteger populações de áreas vulneráveis contra possíveis perdas e danos provocados por catástrofes como furacões ou a elevação do nível do mar.

Vamos aproveitar esse cinco de junho para começar a contribuir com medidas que evitem a deterioração do planeta e mantenham a qualidade de vida para todas as espécies.

 

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Recolhimento de lixo eletrônico até 30 de junho

Segue até 30 de junho a campanha de recolhimento de lixo eletrônico, promovida pelo TI Rio (Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro) em parceria com a Secretaria de Estado do Ambiente(SEA).

Quem tiver computadores, notebooks, netbooks, tablets, celulares, scanners, impressoras, mouses, monitores, caixinhas de som, cabos etc deve entrar em contato com os organizadores da iniciativa pelo e-mail comunicacao@tirio.org.br para agendar a sua entrega de segunda a sexta-feira, das 10 às 17horas.

Segundo informa o TI Rio, na campanha de 2013 foram arrecadadas 6,1toneladas de lixo eletrônico. Em todo o mundo, segundo a ONU, este lixo representa cerca de 5% do total descartado, com crescimento anual na casa das 40 milhões de toneladas.

Os itens recolhidos serão encaminhados ao projeto Fábrica Verde para recuperação ou reciclagem.

 

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Simulador online para uso de energia solar

Quem analisa a ideia de aderir à energia solar e gerar sua própria eletricidade pode testar online um simulador de consumo e potência com a instalação de um sistema fotovoltaico. É possível, por exemplo, verificar quanto pode ser economizado na conta de luz com a adesão ao sistema, assim como ter ideia sobre as áreas de telhado ou terreno necessárias para instalação de módulos fotovoltaicos. A ferramenta gratuita está em

O uso é bem simples, mas para fazer os cálculos é necessário ter à mão a conta de energia elétrica. Será solicitada a localização, os dados de consumo de kWh e o valor mensal pago. Esse conjunto permite ao sistema indicar qual é o potencial de geração fotovoltaica, a redução de emissão de CO2 e a área que será ocupada pelo sistema.

Veja aqui uma simulação:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O sistema foi criado pelo Instituto Ideal, com base na resolução da Aneel n°482 de 2012. Uma cartilha http://migre.me/ezutA oferece boas informações sobre a utilização da energia solar.

 

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Excesso de lixo exige mudança no consumo

A audiência pública realizada na terça-feira, dia 7, na Assembleia Legislativa do Rio sobre o fechamento dos lixões deixou claro que a sociedade brasileira precisa urgentemente rever seus padrões de consumo. Enquanto o volume de lixo for crescente não haverá solução. O pior é que não há sinais em contrário. Todo esforço é direcionado ao incentivo do consumo indiscriminado, desde os governos ao setor privado. O estímulo ao consumo consciente não existe. As construções e desconstruções faraônicas – como as obras do Maracanã – são exemplos do descompromisso. Sejam resíduos sólidos ou orgânicos, demandam destinação que mesmo os aterros sanitários, sucessores dos irregulares lixões, não oferecem. Eles têm vida útil limitada. Devem funcionar cerca de 20/25 anos. E depois?

Se o fim dos lixões contribui para a redução dos danos ambientais, incluindo os provocados à saúde pela contaminação de lençóis freáticos, dos cursos d’água e do solo, por exemplo; não há garantias da eficiência absoluta dos aterros, o que contribui para a rejeição de suas instalações pelos municípios. Ninguém quer sua presença.

Além disso, há a questão do chorume resultante da decomposição do lixo orgânico, mais um problema de difícil solução. Só o lixão de Gramacho, em Duque de Caxias, fechado no ano passado, continua a produzir cerca de 2mil m3 (dois milhões de litros) de chorume por dia e, mesmo sem atividade, continuará produzindo por mais 15 anos. O recém- inaugurado aterro de Seropédica, produz 1mil m3, mas não tem como tratá-lo e o remete para a estação de tratamento de esgoto (ETE) de Icaraí.  O tratamento, segundo os especialistas, chega a R$40,00 o metro, a conta não tem fechado.

Esse chorume de Seropédica evidencia a precariedade do sistema de coleta e tratamento do lixo. Hoje, como os de outros pequenos aterros, não é tratado. O lixo levado do Rio para Seropédica, numa viagem de 80 quilômetros, tem o chorume trazido de volta – mais 80 quilômetros – para ser tratado.

Grave também é a situação dos quatro aterros sanitários da região de Niterói, que enviam o chorume para a estação de Icaraí.  O material é tratado, mas seu destino final é a maltratada Baía de Guanabara. Qual o efeito que, mesmo diluído, ele tem sobre o ecossistema?

A promessa do governo do estado, representado pelo subsecretario Luiz Firmino na audiência, é alcançar a meta de extinção dos lixões até 2014. Ele apresentou números diversos e diferentes soluções. Há municípios que criaram seus próprios aterros em sistemas de consórcios, outros onde o governo do Estado construiu a unidade e serão objetos de licitações para funcionamento e outros que deverão ser licitados para construção e operação. Mas a previsão é de que a administração desses aterros será tão complicada quanto foram os fechamentos.

Outro aspecto levantado na audiência comandada pela deputada Aspásia Camargo, é o social. O fim dos lixões tem deixado sem fonte de renda milhares de pessoas. As alternativas oferecidas pelas cooperativas não são suficientes, pois as organizações demandam uma quantidade de trabalhadores menor. José Henrique Penido, da Comlurb, empresa de limpeza urbana da cidade do Rio de Janeiro, diz que em Gramacho  havia quase 1,7mil catadores. Os seis centros de triagem que estão em construção no Rio vão gerar cerca de 400 empregos. Problema que demanda solução urgente e que merece agilidade dos governos.

Já que o consumo é alto, devíamos esperar que fosse elevado também o índice de aproveitamento dos seus resíduos. Mas não é o que acontece.

A própria Comlurb  desconhece os esforços, ainda tímidos, é verdade, que parte da população já faz na separação do lixo seco e úmido. É triste ver como aquilo que foi separado em casa é jogado e misturado numa mesma caçamba do caminhão recolhedor ainda na própria porta e se perde sem um destino mais nobre. É hora dos governos  incentivarem a destinação correta do lixo. Isso vale para suas próprias representações.

Um questionamento feito pela representante da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Coppe-UFRJ  ficou no ar: “Será que essa casa manda seus materiais recicláveis para as cooperativas?” Acho muito difícil.

 

 

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A PEC dos empregados domésticos

Há algum tempo não conseguia atualizar esse nosso Papo de Ambiente, devido a problemas técnicos que impediam.  Agora a ferramenta voltou ao normal e retomarei as publicações.

Mas nesta primeira vou aproveitar o comentário da amiga Flávia Oliveira sobre a PEC das Domésticas. Sim, pois nosso papo de ambiente significa o melhor ambiente para todos os animais, incluindo nós humanos. E, por isso, já é mais do que hora de acabar com os resquícios da escravidão brasileira.

Leiam o que ela escreveu:

Na edição do Globo a Mais, vespertino do Globo no iPad, meu comentário foi sobre a PEC das Domésticas. Assim que der, deixo o link aqui. Mas o resumo da ópera é:
1) O trabalho doméstico no Brasil está em extinção. Já estava antes da PEC. Nas seis maiores regiões metropolitanas, a categoria soma 1,4 milhão de trabalhadores. É o menor número desde o início da série da nova Pesquisa Mensal de Emprego, em 2003.
2) Do 1,4 milhão de trabalhadores domésticos, 860 mil são mulheres negras e pardas. Qualquer semelhança com a escravidão do Brasil Colônia não é mera coincidência.
3) Lamento desapontar a classe média pagadora de impostos e boa empregadora, mas o trabalho doméstico é a pior ocupação urbana que existe. Antes da lei, não havia hora extra; funcionários eram/são obrigados a dormir no emprego e a trabalhar na madrugada criando filhos que não tiveram; o salário é péssimo.
4) Na média, o trabalhador doméstico ganha R$ 763 (dado do IBGE para o bimestre janeiro-fevereiro de 2013). É menos da metade do que ganham funcionários do comércio e do setor de serviços, setores que crescentemente estão absorvendo mão de obra oriunda das casas de família. Não por acaso, comércio e serviços estão no maior nível de ocupação da série do IBGE.
5) Em país desenvolvido, o custo da mão de obra é alto. É por isso que o trabalho doméstico é residual na Europa e nos EUA. Se o Brasil quer entrar do grupo dos ricos, precisa acabar com essa distorção. Não tem cabimento, em pleno século XXI, a legislação trabalhista discriminar uma categoria profissional. A isonomia é bem-vinda. E já veio tarde.
6) Esse debate lembra a vigência da Lei Seca. Tem gente que até hoje questiona, com indignação: “Mas eu não posso beber e dirigir?”. Sim, pode beber e pode dirigir. Só não pode fazer os dois juntos. Por analogia: “Eu não posso ter empregada doméstica dia e noite?”. Pode. Só que vai custar caro. Ter empregada doméstica foi barato até outro dia. Não será mais.
7) Quem não estiver disposto a pagar caro, terá de rearrumar suas famílias, redividir tarefas. E cobrar de empresas e governos jornadas de trabalho e políticas compatíveis com afazeres domésticos e criação de filhos. Nos últimos anos, demos um jeito de inserir celular, internet e TV a cabo em nossas cestas de consumo. Há de existir um jeito de destinar um pedaço maior do orçamento ao trabalho doméstico. Ou de dizer adeus a ele.
8) É bom parar de individualizar o debate. A lei é justa. E vale para todos. Não dá para dizer: é justa a mudança, mas “eu” não posso pagar tanto, “eu” não posso viver sem uma empregada que durma em minha casa. É parecido com pesquisas sobre percepções raciais: 90% acham que existe racismo no Brasil; 90% não se declaram racistas. Quem é racista, então? No caso das domésticas, quem acha a lei justa, afinal?

 

9) ‘Vambora’ parar de reclamar e participar desta que, talvez, seja a quarta revolução do mercado de trabalho brasileiro. Tivemos a Lei Áurea, há 125 anos; a CLT, há 70; e a entrada maciça das mulheres no mundo corporativo, há três décadas. A isonomia das domésticas é a revolução que nós construíremos. Sejamos orgulhosos revolucionários de nossos tempos.

Ótimo fim de semana a todos!

 

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Orgânicos em destaque

O Idec – Instituto de Defesa do Consumidor- lançou uma ferramenta que permite

Agora, quem quiser comprar produtos orgânicos tem uma boa oportunidade na Feira da Reforma Agrária que o MST – Movimento dos Trabalhadores sem Terra – realiza nos dias 10 e 11, segunda e terça-feiras, no Largo da Carioca, no Centro do Rio.

Segundo a organização, além dos produtos alimentícios serão comercializados fitoterápicos, produzidos a partir do uso de plantas medicinais sem agrotóxicos.

Outra oportunidade para os orgânicos aqui no Rio acontece neste sábado, dia 8, a partir das 8 horas, com a reinauguração da feira no bairro de Campo Grande, na Zona Oeste da cidade. A feira contará com atividades culturais e oficinas práticas de alimentação saudável. Estará montada na Avenida Marechal Dante Corrêa, 25, atrás do West Shopping.

 

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Poucas esperanças com Cop18

Diferentes estudos sobre a evolução do clima divulgados nas últimas semanas convergem para a mesma conclusão: a terra está esquentando e mais rápido do que se previa. Entre eles estão os do Pnuma e o da  Organização Meteorológica Mundial.

A manutenção dentro dos dois graus, que já seriam, digamos, um lucro, está sendo ultrapassada, chegam a até seis nesse século (consultoria PwC) . Enquanto isso, os dirigentes do planeta fingem que não entendem os alertas: furacões, enchentes, secas, por exemplo, e seguem com seus planos de crescimento por crescimento, para não deixar o consumo cair.  (Menos pior que o Mitt Romney e seus comparsas republicanos não se elegeram).

Na segunda-feira, dia 26, enquanto o Rio sai às ruas num ato oficial para defender os royalties da indústria fóssil do petróleo (o que é justo), começa a COP18 – Conferência das Partes da Convenção-quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Serão 12 dias de debates, até 7 de dezembro, em Doha, no Qatar. Infelizmente pouco podemos esperar de resultado concreto.

Os diplomatas/burocratas que representam os países devem protagonizar mais uma rodada de negociações entre interesses díspares, pautados pelo imediatismo econômico e pouco preocupados com as condições de vida da população. Seja a atual, seja a do futuro.

Países como Canadá, Japão e Estados Unidos, do alto de seus altos padrões de vida e consumo, querem adiar as decisões que teriam que ser tomadas ontem. O acordo pela redução das emissões de gases previstos para 2015, com implementação em 2020 ainda patina e pode ser frustrante.

É preocupante, principalmente, para os países mais pobres. Nesses as consequências dos desastres naturais são mais graves. A população está menos protegida, tem mais mortos e sofre por mais tempo.

Para piorar, este ano vence o Protocolo de Kyoto, de 1997, que, mesmo sem contar com a participação dos EUA desde o começo, e com a oposição de China, Rússia e Canadá à sua prorrogação, é melhor do que nada. Pelo menos ele destina recursos para projetos que reduzem as emissões e define metas de redução para os países industrializados.

Essa semana o embaixador do Brasil Luis Alberto Figueiredo disse em entrevista ao jornal Guardian, da Inglaterra, que o país defenderá em Doha a extensão de Kyoto até 2020. É uma boa posição. Torçamos para que seja vitoriosa.

 

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Parceira pela coleta do lixo eletrônico no Rio

Boas iniciativas reúnem o Sindicato das Empresas de Informática do Rio (Ti Rio) e a Riosoft, às cooperativas Coopama e Coop Céu Azul e às Fábricas Verdes. Nos dois casos o objetivo é o recolhimento de equipamentos eletrônicos usados, no Rio de Janeiro.

No caso das cooperativas é específico para recolhimento de resíduos eletrônicos, ou seja, as sucatas. E com a Fábrica Verde para equipamentos destinados ao reuso.

No caso das Fábricas Verdes seus alunos aprendem montagem e manutenção de computadores e contam com uma bolsa-auxílio. Os equipamentos montados são doados para ONGs, escolas ou telecentros da própria comunidade onde está instalada uma no Complexo do Alemão e outra na Rocinha.

Nos dois casos o recolhimento gratuito deve ser solicitado  pelos e-mails: diretoria@tirio.org.br ou secretaria@riosoft.softex.br

No Brasil são produzidas mais de 200mil toneladas de lixo eletrônico por ano. Destes, 17% ficam armazenados nas residências. Na maioria das vezes as pessoas não sabem o que fazer com seus celulares inativos, computadores velhos, videocassetes, carregadores, baterias etc. A situação, prevê o TI Rio, vai piorar. Para 2015 devemos produzir 18 milhões de toneladas de lixo eletrônico, contra 10 milhões de 2010.

Além de maior parcela da população no consumo, há o apelo ao consumismo. Cada vez os equipamentos têm vida útil menor. Os apelos à troca de celulares, tablets ou aparelhos de Tv não param. No caso das TVs, a previsão é de que nos próximos anos mais de 150 milhões de aparelhos sejam descartados, com a substituição da tecnologia analógica pela digital, a partir de 2016.  A estimativa é de existam 150 milhões de TVs de tubo no país. Cada um deles com cerca de quatro quilos de chumbo.  Essa é uma das substâncias que são jogadas no ambiente, junto como outras, como mercúrio, cádmio ou berílio.

Segundo dados da Abinee, de 2006 a 2010 foram vendidos 221milhões de celulares. A estimativa do número de computadores é de que tenha alcançado 70 milhões de equipamentos entre 2006 e 2011.  A vida útil do celular é de aproximadamente dois anos e a do computador é de três a cinco anos.

Em uma cartilha, o Ti Rio indica como solução o reuso, quando se utiliza o equipamento em seu estado original. A remanufatura, quando se utiliza a sucata para o mesmo fim, mas com adaptações ou a reciclagem. Nesse caso, há transformação e pode resultar num novo produto que nada tem a ver com o original.

 

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