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Jornal do Brasil

Papo de Ambiente – JBlog – Jornal do Brasil

Recolhimento de lixo eletrônico até 30 de junho

Segue até 30 de junho a campanha de recolhimento de lixo eletrônico, promovida pelo TI Rio (Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro) em parceria com a Secretaria de Estado do Ambiente(SEA).

Quem tiver computadores, notebooks, netbooks, tablets, celulares, scanners, impressoras, mouses, monitores, caixinhas de som, cabos etc deve entrar em contato com os organizadores da iniciativa pelo e-mail comunicacao@tirio.org.br para agendar a sua entrega de segunda a sexta-feira, das 10 às 17horas.

Segundo informa o TI Rio, na campanha de 2013 foram arrecadadas 6,1toneladas de lixo eletrônico. Em todo o mundo, segundo a ONU, este lixo representa cerca de 5% do total descartado, com crescimento anual na casa das 40 milhões de toneladas.

Os itens recolhidos serão encaminhados ao projeto Fábrica Verde para recuperação ou reciclagem.

 

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Simulador online para uso de energia solar

Quem analisa a ideia de aderir à energia solar e gerar sua própria eletricidade pode testar online um simulador de consumo e potência com a instalação de um sistema fotovoltaico. É possível, por exemplo, verificar quanto pode ser economizado na conta de luz com a adesão ao sistema, assim como ter ideia sobre as áreas de telhado ou terreno necessárias para instalação de módulos fotovoltaicos. A ferramenta gratuita está em

O uso é bem simples, mas para fazer os cálculos é necessário ter à mão a conta de energia elétrica. Será solicitada a localização, os dados de consumo de kWh e o valor mensal pago. Esse conjunto permite ao sistema indicar qual é o potencial de geração fotovoltaica, a redução de emissão de CO2 e a área que será ocupada pelo sistema.

Veja aqui uma simulação:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O sistema foi criado pelo Instituto Ideal, com base na resolução da Aneel n°482 de 2012. Uma cartilha http://migre.me/ezutA oferece boas informações sobre a utilização da energia solar.

 

Postado por ivanaccioly

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Mulheres e consumo no Brasil

Foi divulgada há alguns dias uma pesquisa intitulada “O que o brasileiro pensa do meio ambiente e do consumo sustentável- Mulheres e tendências atuais e futuras de consumo no Brasil”, feita pelo Ministério do Meio do Ambiente.  É um interessante painel sobre como as mulheres analisam e se posicionam no mercado de consumo.

O trabalho foca nas mulheres, pois parte da constatação de que são elas as principais definidoras dos padrões de consumo das famílias. A partir daí foram ouvidas em entrevistas “qualitativas” 67 pessoas com diferentes formações e moradoras de várias partes do país. Seleciono neste post aqui alguns dos pontos que me chamaram a atenção.

Um deles é destacado na pesquisa como “Os riscos de ‘demonizar’ o consumo num país emergente”. Ou seja, uma discussão sobre como equilibrar aspirações e desejos de consumo das parcelas da população que têm elevado suas rendas, com as preocupações da sustentabilidade.  Segundo o trabalho, foi um tema polêmico, pois, para esse consumidor emergente, “o consumo é sinônimo de acesso e surge como caminho incontornável para uma vida mais digna.” Nesse caso, fica difícil dizer para quem é chamado ao baile que na vez dele a festa deve ser restrita.

A tendência foi concordar que, nesse caso, não há como distinguir aquilo que seria básico do que poderia ser considerado supérfluo. Ao mesmo tempo, o trabalho indica a preocupação dos entrevistados de não cair no que seria um “paternalismo” das elites com relação a esses novos consumidores e, dessa forma, deixar a preocupação com o consumismo de lado.  O caminho indicado é de fazer caminhar junto uma nova comunicação ambiental, com ações de educação sobre o consumo sustentável que possam levar a um equilíbrio.

Surge, então, outra questão, que é como fazer funcionar esta ação, que, até agora, é ineficaz, uma vez que a linguagem empregada no discurso ambiental está longe de ser assimilada pela maior parte da população. A proposta da pesquisa é a de uma ampla difusão dos conceitos de consumo sustentável que atinja a todos, incluindo esta “nova classe C”.

O objetivo seria inseri-la “de maneira madura nas bases da nova economia, onde a consciência sobre os excessos dá o tom.” Se a estratégia terá sucesso, dependerá da “escolha pessoal” de cada um. É uma opção que deve ser tentada. Não podemos é ficar inertes frente à elevação consistente e permanente dos níveis de consumo e acreditar que não haverá consequências.

Outro conceito interessante é o da distinção entre “abastecimento e consumo”. A pesquisa indica que houve respostas no sentido de colocar o “abastecimento” num espaço diferenciado, que seria o de suprir “demandas da casa”.  Nesse caso surgiu a preocupação de “dissociar ou relativizar o estigma da mulher consumista”, uma vez que os produtos não seriam para seu uso exclusivo, mas para o da família.

Também a diferenciação entre os chamados “consumo excessivo ou perdulário, em oposição ao consumo necessário”, entrou em pauta. O perdulário estaria no topo da escala, acima do excessivo e “agravado pelo exibicionismo”. Já o necessário é o que é de utilização cotidiana. O excessivo vai além e está “condicionado a alguma necessidade subjetiva.”.

A fala de uma das entrevistadas reproduzida no trabalho revela a dificuldade a ser enfrentada. Ela destaca que antes de se preocuparem com a sustentabilidade do planeta, as pessoas se preocupam com o próprio bem estar.

Ninguém está dizendo que está preocupado com a sustentabilidade da minha alimentação do ponto de vista do planeta, isso não aparece, as pessoas estão preocupadas com a sua sustentabilidade em termos de saúde, isso é muito mais claro, isso é espontâneo, isso você não precisa nem trazer à tona, que eu tenho que diminuir isso, que eu tenho que controlar, eu não posso estar comendo besteira, isso aí é dado, ela espontaneamente coloca. Do ponto de vista do planeta, não, você sugere”. (PA, 62, Antropóloga, RJ).

É uma fala reveladora, que, ao mesmo tempo, destaca o caráter antropocêntrico da humanidade e aponta caminho para como fazer uma melhor comunicação. Talvez seja possível conquistar novos aliados nas ações por um consumo mais consciente mostrando os efeitos nas vidas dos indivíduos, pois enquanto se fala do planeta, que é um ente distante, pouco se avança.

A própria pesquisa, que é ampla e aborda diferentes aspectos, indica a necessidade de “ampliar a perspectiva do discurso da sustentabilidade e do consumo consciente, articulando estes temas com a qualidade de vida, alimentação, saúde, transporte, moradia etc.”

O trabalho apresenta como diferentes grupos podem contribuir para a adoção de novos níveis de consumo, compatíveis com a capacidade do planeta. Estão distribuídos em Empresas/ Indústrias, Varejo, Escolas, Sociedade civil organizada, Mídia, Famílias, cidadãos e Mulheres.

Clique aqui e veja a tabela completa. No site do Ministério do Meio Ambiente é possível baixar a pesquisa completa.

No próximo post falarei um pouco mais da pesquisa, que foi patrocinada pela Unilever, Pespico e Walmart e executada pela Overview.

 

Postado por ivanaccioly

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Quanto vale o verde ?

O conceito de “economia verde” gerou muita polêmica, mas permanece tão indefinido, quanto no inicio da Rio +20. No entanto, ao ser colocado no foco das atenções, gerou o debate. As grandes corporações, mesmo sem terem buscado este enfoque, podem ter dado uma contribuição efetiva para impulsionar mudanças e enterrar práticas de produção “cinza”.

O paradigma do verde cada vez mais se impõe e deixa evidente que os interesses econômicos das empresas não podem sobrepujar os do ambiente. Por isso, não basta modificar os métodos produtivos, instalar filtros nas fábricas, trocar a fonte energética ou dar novas destinações aos resíduos, por exemplo. Menos ainda precificar tudo isto e definir ressarcimentos financeiros. É preciso discutir a economia verde sob a perspectiva da mudança de padrões de produção e consumo.

Os carros elétricos são um bom exemplo, assim como os movidos a gás ou biocombustível. Eles são evoluções elogiáveis e necessárias, mas dentro de uma mesma mentalidade produtiva, uma mesma cadeia de mercado. Não resolverão problemas como mobilidade urbana, consumo energético ou utilização de insumos fósseis, embora contribuam significativamente na diminuição da emissão de gases.

Mas continuarão a empregar o petróleo em larga escala em suas peças e acessórios. Demandarão geração de energia elétrica e seguirão impedindo a mobilidade urbana.
Uma ação “verde” real, que todos repetem, mas não evolui, pois teria a capacidade de sair do mais do mesmo é aquela que investe em tecnologia e inovação, que busca novas formas de fazer, que incorpora energias limpas, que pensa no conforto da população e oferece transporte, alimentação, saneamento, educação, que reduz a emissão de carbono, que adota um padrão de sustentabilidade que preserve o planeta.

O verde não pode ser uma maquiagem marqueteira nem um rearranjo das forças econômicas para viabilizarem novas formas de renda com valoração dos bens naturais. Tem que ser um compromisso ético assumido pelas corporações, com todas suas implicações econômicas. Muito além dos discursos e de relatórios de sustentabilidade, que ainda carecem de parâmetros mais rígidos para padronização das avaliações e ganho de credibilidade.

Estamos no início do processo e será necessária muita pressão popular para influir nas grandes decisões. Os movimentos sociais, seja de empresários ou trabalhadores,  têm a responsabilidade de se apropriarem deste momento em que o tema foi posto em pauta para provocarem as mudanças e contribuírem para que o conceito da “economia verde” não seja apenas mais uma forma de perpetuação do atual sistema de produção que já se provou desastroso para o ambiente do planeta. A correlação de forças é desigual, mas a “consciência verde” da população mundial nunca foi tão elevada.

A hora é essa.

 

Postado por ivanaccioly

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