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Jornal do Brasil

Papo de Ambiente – JBlog – Jornal do Brasil

Recolhimento de lixo eletrônico até 30 de junho

Segue até 30 de junho a campanha de recolhimento de lixo eletrônico, promovida pelo TI Rio (Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro) em parceria com a Secretaria de Estado do Ambiente(SEA).

Quem tiver computadores, notebooks, netbooks, tablets, celulares, scanners, impressoras, mouses, monitores, caixinhas de som, cabos etc deve entrar em contato com os organizadores da iniciativa pelo e-mail comunicacao@tirio.org.br para agendar a sua entrega de segunda a sexta-feira, das 10 às 17horas.

Segundo informa o TI Rio, na campanha de 2013 foram arrecadadas 6,1toneladas de lixo eletrônico. Em todo o mundo, segundo a ONU, este lixo representa cerca de 5% do total descartado, com crescimento anual na casa das 40 milhões de toneladas.

Os itens recolhidos serão encaminhados ao projeto Fábrica Verde para recuperação ou reciclagem.

 

Postado por ivanaccioly

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Excesso de lixo exige mudança no consumo

A audiência pública realizada na terça-feira, dia 7, na Assembleia Legislativa do Rio sobre o fechamento dos lixões deixou claro que a sociedade brasileira precisa urgentemente rever seus padrões de consumo. Enquanto o volume de lixo for crescente não haverá solução. O pior é que não há sinais em contrário. Todo esforço é direcionado ao incentivo do consumo indiscriminado, desde os governos ao setor privado. O estímulo ao consumo consciente não existe. As construções e desconstruções faraônicas – como as obras do Maracanã – são exemplos do descompromisso. Sejam resíduos sólidos ou orgânicos, demandam destinação que mesmo os aterros sanitários, sucessores dos irregulares lixões, não oferecem. Eles têm vida útil limitada. Devem funcionar cerca de 20/25 anos. E depois?

Se o fim dos lixões contribui para a redução dos danos ambientais, incluindo os provocados à saúde pela contaminação de lençóis freáticos, dos cursos d’água e do solo, por exemplo; não há garantias da eficiência absoluta dos aterros, o que contribui para a rejeição de suas instalações pelos municípios. Ninguém quer sua presença.

Além disso, há a questão do chorume resultante da decomposição do lixo orgânico, mais um problema de difícil solução. Só o lixão de Gramacho, em Duque de Caxias, fechado no ano passado, continua a produzir cerca de 2mil m3 (dois milhões de litros) de chorume por dia e, mesmo sem atividade, continuará produzindo por mais 15 anos. O recém- inaugurado aterro de Seropédica, produz 1mil m3, mas não tem como tratá-lo e o remete para a estação de tratamento de esgoto (ETE) de Icaraí.  O tratamento, segundo os especialistas, chega a R$40,00 o metro, a conta não tem fechado.

Esse chorume de Seropédica evidencia a precariedade do sistema de coleta e tratamento do lixo. Hoje, como os de outros pequenos aterros, não é tratado. O lixo levado do Rio para Seropédica, numa viagem de 80 quilômetros, tem o chorume trazido de volta – mais 80 quilômetros – para ser tratado.

Grave também é a situação dos quatro aterros sanitários da região de Niterói, que enviam o chorume para a estação de Icaraí.  O material é tratado, mas seu destino final é a maltratada Baía de Guanabara. Qual o efeito que, mesmo diluído, ele tem sobre o ecossistema?

A promessa do governo do estado, representado pelo subsecretario Luiz Firmino na audiência, é alcançar a meta de extinção dos lixões até 2014. Ele apresentou números diversos e diferentes soluções. Há municípios que criaram seus próprios aterros em sistemas de consórcios, outros onde o governo do Estado construiu a unidade e serão objetos de licitações para funcionamento e outros que deverão ser licitados para construção e operação. Mas a previsão é de que a administração desses aterros será tão complicada quanto foram os fechamentos.

Outro aspecto levantado na audiência comandada pela deputada Aspásia Camargo, é o social. O fim dos lixões tem deixado sem fonte de renda milhares de pessoas. As alternativas oferecidas pelas cooperativas não são suficientes, pois as organizações demandam uma quantidade de trabalhadores menor. José Henrique Penido, da Comlurb, empresa de limpeza urbana da cidade do Rio de Janeiro, diz que em Gramacho  havia quase 1,7mil catadores. Os seis centros de triagem que estão em construção no Rio vão gerar cerca de 400 empregos. Problema que demanda solução urgente e que merece agilidade dos governos.

Já que o consumo é alto, devíamos esperar que fosse elevado também o índice de aproveitamento dos seus resíduos. Mas não é o que acontece.

A própria Comlurb  desconhece os esforços, ainda tímidos, é verdade, que parte da população já faz na separação do lixo seco e úmido. É triste ver como aquilo que foi separado em casa é jogado e misturado numa mesma caçamba do caminhão recolhedor ainda na própria porta e se perde sem um destino mais nobre. É hora dos governos  incentivarem a destinação correta do lixo. Isso vale para suas próprias representações.

Um questionamento feito pela representante da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Coppe-UFRJ  ficou no ar: “Será que essa casa manda seus materiais recicláveis para as cooperativas?” Acho muito difícil.

 

 

Postado por ivanaccioly

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Fim dos lixões em pauta na Alerj

Bom debate sobre o fim dos lixões que resistem em pleno século XXI no próximo dia 7, terça-feira, às 10horas, na Assembleia Legislativa do Rio (auditório Nelson Carneiro, sexto andar do prédio anexo). A Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê até 2014 o fechamento de todos esses espaços, que deverão ser substituídos por aterros sanitários. Mas, como quase tudo no país, os prazos parecem curtos para serem cumpridos.

A convocação é da deputada Aspásia Camargo, que em seu texto de divulgação faz os seguintes questionamentos: “O estado está em vias de conseguir encerrar seus lixões no tempo previsto? Assim como construir os aterros saneados para receber os resíduos? E os catadores estão recebendo o suporte necessário? O que tem a dizer o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Secretaria de Meio Ambiente do Estado, as prefeituras, as associações e cooperativas de catadores, entre outras autoridades e membros da sociedade civil?”

Bom, eu não sei as respostas. Estarei lá para ver o que dizem as autoridades e, mais ainda, para saber como a população convive com esses espaços, muito deles, além de insalubres, irregulares.

Vou conferir.

 

Postado por ivanaccioly

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Parceira pela coleta do lixo eletrônico no Rio

Boas iniciativas reúnem o Sindicato das Empresas de Informática do Rio (Ti Rio) e a Riosoft, às cooperativas Coopama e Coop Céu Azul e às Fábricas Verdes. Nos dois casos o objetivo é o recolhimento de equipamentos eletrônicos usados, no Rio de Janeiro.

No caso das cooperativas é específico para recolhimento de resíduos eletrônicos, ou seja, as sucatas. E com a Fábrica Verde para equipamentos destinados ao reuso.

No caso das Fábricas Verdes seus alunos aprendem montagem e manutenção de computadores e contam com uma bolsa-auxílio. Os equipamentos montados são doados para ONGs, escolas ou telecentros da própria comunidade onde está instalada uma no Complexo do Alemão e outra na Rocinha.

Nos dois casos o recolhimento gratuito deve ser solicitado  pelos e-mails: diretoria@tirio.org.br ou secretaria@riosoft.softex.br

No Brasil são produzidas mais de 200mil toneladas de lixo eletrônico por ano. Destes, 17% ficam armazenados nas residências. Na maioria das vezes as pessoas não sabem o que fazer com seus celulares inativos, computadores velhos, videocassetes, carregadores, baterias etc. A situação, prevê o TI Rio, vai piorar. Para 2015 devemos produzir 18 milhões de toneladas de lixo eletrônico, contra 10 milhões de 2010.

Além de maior parcela da população no consumo, há o apelo ao consumismo. Cada vez os equipamentos têm vida útil menor. Os apelos à troca de celulares, tablets ou aparelhos de Tv não param. No caso das TVs, a previsão é de que nos próximos anos mais de 150 milhões de aparelhos sejam descartados, com a substituição da tecnologia analógica pela digital, a partir de 2016.  A estimativa é de existam 150 milhões de TVs de tubo no país. Cada um deles com cerca de quatro quilos de chumbo.  Essa é uma das substâncias que são jogadas no ambiente, junto como outras, como mercúrio, cádmio ou berílio.

Segundo dados da Abinee, de 2006 a 2010 foram vendidos 221milhões de celulares. A estimativa do número de computadores é de que tenha alcançado 70 milhões de equipamentos entre 2006 e 2011.  A vida útil do celular é de aproximadamente dois anos e a do computador é de três a cinco anos.

Em uma cartilha, o Ti Rio indica como solução o reuso, quando se utiliza o equipamento em seu estado original. A remanufatura, quando se utiliza a sucata para o mesmo fim, mas com adaptações ou a reciclagem. Nesse caso, há transformação e pode resultar num novo produto que nada tem a ver com o original.

 

Postado por ivanaccioly

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