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Papo de Ambiente – JBlog – Jornal do Brasil

Poucas esperanças com Cop18

Diferentes estudos sobre a evolução do clima divulgados nas últimas semanas convergem para a mesma conclusão: a terra está esquentando e mais rápido do que se previa. Entre eles estão os do Pnuma e o da  Organização Meteorológica Mundial.

A manutenção dentro dos dois graus, que já seriam, digamos, um lucro, está sendo ultrapassada, chegam a até seis nesse século (consultoria PwC) . Enquanto isso, os dirigentes do planeta fingem que não entendem os alertas: furacões, enchentes, secas, por exemplo, e seguem com seus planos de crescimento por crescimento, para não deixar o consumo cair.  (Menos pior que o Mitt Romney e seus comparsas republicanos não se elegeram).

Na segunda-feira, dia 26, enquanto o Rio sai às ruas num ato oficial para defender os royalties da indústria fóssil do petróleo (o que é justo), começa a COP18 – Conferência das Partes da Convenção-quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Serão 12 dias de debates, até 7 de dezembro, em Doha, no Qatar. Infelizmente pouco podemos esperar de resultado concreto.

Os diplomatas/burocratas que representam os países devem protagonizar mais uma rodada de negociações entre interesses díspares, pautados pelo imediatismo econômico e pouco preocupados com as condições de vida da população. Seja a atual, seja a do futuro.

Países como Canadá, Japão e Estados Unidos, do alto de seus altos padrões de vida e consumo, querem adiar as decisões que teriam que ser tomadas ontem. O acordo pela redução das emissões de gases previstos para 2015, com implementação em 2020 ainda patina e pode ser frustrante.

É preocupante, principalmente, para os países mais pobres. Nesses as consequências dos desastres naturais são mais graves. A população está menos protegida, tem mais mortos e sofre por mais tempo.

Para piorar, este ano vence o Protocolo de Kyoto, de 1997, que, mesmo sem contar com a participação dos EUA desde o começo, e com a oposição de China, Rússia e Canadá à sua prorrogação, é melhor do que nada. Pelo menos ele destina recursos para projetos que reduzem as emissões e define metas de redução para os países industrializados.

Essa semana o embaixador do Brasil Luis Alberto Figueiredo disse em entrevista ao jornal Guardian, da Inglaterra, que o país defenderá em Doha a extensão de Kyoto até 2020. É uma boa posição. Torçamos para que seja vitoriosa.

 

Postado por ivanaccioly

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Energia das marés para plataformas de petróleo no pré-sal

A instalação de dispositivos off shore geradores de energia a partir das marés para utilização pelas plataformas de petróleo ou em ilhas é uma das possibilidades apresentadas por Segen Estefen, professor titular de Estruturas Oceânicas da UFRJ e diretor de Tecnologia e Inovação da Coppe. O professor fez a palestra “Energias renováveis e sustentabilidade nos oceanos”, durante o V Congresso Brasileiro de Oceanografia, que acontece até 16 de novembro no Centro de Convenções Sul América no Rio de Janeiro.

Estefen Segen - foto de Luiz Caseca Santos

O Brasil, disse, está entre os principais players do setor de geração de energia a partir das ondas e marés marítimas: “Ao contrário do que aconteceu na eólica, neste caso estamos na linha de frente. Estamos entre os 30 países no desenvolvimento e entre os dez que já desenvolveram protótipos para testes.”

Apesar do estágio de pesquisa, Segen reconhece que há muito a fazer: “Estamos ainda no estágio da energia eólica de 20 anos atrás. A diferença é que o Brasil está dentro do processo como gerador da energia e não apenas como usuário.” Segundo afirmou, a energia dos mares ainda demanda estudos e aportes de tecnologia para se tornar competitiva. Sua aposta é na energia proveniente do mar como complementar às outras fontes de energia renováveis, com as quais deve trabalhar de forma integrada.

De acordo com Rafael Malheiro, pesquisador da Coppe, há estudos em andamento para definir as áreas apropriadas para instalação de unidades geradoras em todo o país. As características das regiões sul e sudeste permitem melhor utilização da energia a partir das ondas. Já no norte e nordeste o melhor aproveitamento vem das marés. Uma das ideias para auxiliar nas definições é a edição de um atlas, com mapeamento das condições da costa.

Outra necessidade é a identificação dos usuários, que podem ser, por exemplo, comunidades isoladas e carentes de energia, colônias de pescadores, unidades militares, portos, iluminação pública de praias, as plataformas de petróleo ou, ainda, o uso industrial que envolve até mesmo a dessalinização de água e seu uso na própria indústria ou na agricultura. “Com o pré-sal e a exploração em plataformas a até 200 km do litoral, a ideia de instalarmos fazendas geradoras de energia com as marés é extremamente apropriada”, defende Malheiro.

 

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Projeto quer prevenir impactos do pré-sal em SP

Da redação: Papo de Ambiente | Agência Brasil/ Bruno Bocchini

Um projeto para prevenir os danos causados pelo pré-sal no litoral paulista, com o objetivo de construir um programa intermunicipal de ações para precaver a nova dinâmica imobiliária, o crescimento populacional, a ocupação de território e a preservação do meio ambiente está em desenvolvimento. O responsável pela iniciativa, o Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais (Polis), pretende construir este programa com base no mapeamento dos possíveis impactos que a chegada de investimentos na indústria petrolífera pode acarretar.

A mobilização da sociedade também é parte do projeto, que ganhou o nome de Litoral Sustentável. Toda a ação será discutida e ainda está em fase de diagnósticos. Até agora 13 cidades do litoral de São Paulo foram avaliadas para servirem de base ao programa, que até o fim de 2013 deve ser concluído.

O projeto está aberto a toda sociedade no site www.litoralsustentavel.com.br

Fonte: Agência Brasil

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-10-21/ong-desenvolve-projeto-para-prevenir-danos-causados-pelo-pre-sal-no-litoral-paulista

 

Postado por ivanaccioly

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