Arquivo de August 2008

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Uma aula com os gêmeos quadrinistas

Você sabe quem é quem?
Fabio Moon e Gabriel Ba

Os gêmeos paulistas Fabio Moon & Gabriel Bá são bastante conhecidos no Brasil e, sobretudo nos Estados Unidos, para onde costumam enviar boa parte dos seus trabalhos. Começaram a carreira publicando fanzines, ilustrando para revistas e enviando amostra de HQs por correio para editoras americanas. Hoje ambos vivem dos quadrinhos. A dupla esteve no Rio de Janeiro na última quarta-feira, 27, para ministrar um workshop de roteiro dentro do Ilustrando em Revista, evento super bacana que acontece no Centro Cultural da Justiça Federal e que já foi noticiado aqui (confira rolando o mouse para baixo). Esse blogueiro estava lá.

"O maior trunfo do nosso zine era ser semanal, editar 15 edições semanais, cada uma com quatro páginas" explicou Moon sobre o início da carreira. "Então bancamos nossas passagens e fomos pra Comicon, em San Diego, onde vendemos 300 revistinhas em cinco dias". A Comicon é um das maiores convenções anuais do planeta. "Também levamos a RNR, uma HQ de rock sem falas, muda, pra mostrar na gringa".

Bá completa: "Naquela época a gente fazia ilustrações para poder fazer quadrinhos. Ilustramos muito para publicidade, por que era rápido e pagava bem, mas também para revistas infantis como a Recreio. Só importava que fosse fofo e colorido. Mas as ilustrações que fazíamos qualquer um poderia fazer". Foi uma fase de muita ralação. "Na vida de um ilustrador free lancer todos os dias são iguais, seja final de semana ou feriado, não tem horário". Moon retoma a palavra: "Normal, no início você tem que fazer o que aparece mesmo. Com o tempo passamos a filtrar mais. Hoje a gente escolhe os quadrinhos que queremos fazer. Acho importante que seu quadrinho tenha a sua cara, o seu estilo, a sua marca".

Fabio Moon

Quando o assunto é mercado nacional, os gêmeos mostram uma opinião bem definida. "O mercado só vai se expandir se tiver material. Precisa ter gibi em todas as bancas, facilitar o acesso. O investimento no mangá, por exemplo, é pequeno por aqui ele é um subproduto, já vem pronto do Japão". Então por que esta tendência de se investir no quadrinho como livro, para venda em livraria? "Pra dar cara de que quadrinho é mais sério, é leitura de adulto" responde Moon. "Mas não dá pra viver disso no Brasil. As tiragens são pequenas e você ganha só 10% do preço de capa. Ou seja, vai levar dois, três anos para vender todos os dois mil exemplares e você receber R$ 4.000", completa.

Polêmica mesmo só quando o assunto é internet. Minutos depois de criticar um dos trabalhos desenvolvidos por um dos alunos do workshop, que usara "blz" ao invés de "beleza", por que é assim que se tecla na web, Gabriel Bá lembrou que "internet é ótimo para tiras, humor, coisas rápidas. A HQ impressa é para histórias longas, em capítulos, que exigem aprofundamento. Mas em ambas é importante escrever corretamente em português".

Se você ainda não foi conferir de perto a exposição Ilustrando em Revista, corra. O evento vai só até domingo, 31 de agosto. Aproveite e adquira o belíssimo catálogo.

Workshop Moon e Ba olhando a aula
Alunos assistem a explicação antes de desenhar
Workshop Moon e Ba analisando os trabalhos
Avaliação dos quadrinhos no workshop gratuito que lotou o CCJF

Fotos: Bebel Abreu / Editora Abril

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Aê, Michael Jackson: agora vc é um cinqüentão!

Tira Michael Jackson 50 anos

Homenagem do Pedro de Luna, quadrinista e blogueiro.

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Tira enviada pelo Bzão lá da China...

Bzao pega um bronze
Recebemos esta tira enviada da China. Hoje o Bzão retorna de lá, mas está deprimido com o desempenho do Brasil nas Olimpíadas. Seus amigos não sabem o que fazer para levantar o astral dele e continuar dividindo suas boas histórias com os leitores.

Alguma sugestão?

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As HQs no Brasil em cinco episódios para TV

Por trás da produtora Ideograph existe uma dupla, os irmãos Calvet. Em 2007, eles fizeram dois documentários para o Canal Brasil, que este ano pediu mais idéias. “Propomos 10 programas sobre quadrinhos e eles topara 5 episódios, explica João. Este colunista já teve acesso a três dos cinco e gostou muito do que viu. Começará com um que aborda a história da HQ no Brasil, segue com os mestres do Terror e, na seqüência, o quadrinho infantil. “Os seguintes são o QUADRINHO UNDERGROUND E CARTUNISTAS e, por último, SUPER HEROIS BRASILEIROS E DESENHISTAS BRASILEIROS QUE DESENHAM PARA O EXTERIOR DE 1990 a 2008. Com entrevistas com os principais”.

Perguntei a João Calvet quais as descobertas mais interessantes ou surpreendentes que fizeram durante as gravações. “Na verdade muito pouca , eu trabalho com quadrinhos há muito tempo. Organizei 20 eventos no Rio de 1993 a 2005. COMICMANIA 12 , TRASHMANIA  4, ARTCON 1 e ARTCON BRASIL 2. Tive um programa de QUADRINHOS na CNT por 6 meses , publiquei fanzines e Revistas em quadrinhos que iam pra banca pela minha EDITORA ELIPSE. Sou pesquisador há muito tempo. Em 2000 vendi o roteiro meu para uma graphic novel que foi publicada nos ESTADOS UNIDOS chamada TWILIGHT GIRL . Na verdade o documentário foi planejado do inicio ao fim , eu sabia o que estavámos procurando extrair de cada pessoa”, explica o mentor, que é fã de Watchmen , Batman Piada mortal , Batman ano 1, Batman Cavaleiro das Trevas de Frank Miller...

Qual a idéia deles para o DEPOIS da exibição? Poderão exibir onde quiser, inclusive na rua e de graça? “Com a autorizacao do Canal Brasil , o que é facil. Podemos exibir em qualquer lugar , desde que não seja cobrado”. Mas e quem não tiver Canal Brasil poderá assistir aos programas pela internet ou em outra ocasião, por exemplo? “Até agora não sei. Não sei se podemos botar no YOU TUBE, ou fazer algum negócio para lançarmos, por exemplo, como DVD de banca dentro de um GIBI, bom fica a idéia plantada aí”.
 
Perguntei a eles se vêem futuro no quadrinho impresso ou ele só vai sobreviver se for para as telas (web, tv, ipods, celular etc)? “Aqui no Brasil eu não sei , mas lá nos EUA está "Muito bem obrigado!". Milhares de editoras , grandes, médias , pequenas, feiras de quadrinhos independentes como a MoCCa , que arrebenta em NY. Sim, vai sobreviver como uma indústria do papel por muitos anos no exterior”.
 
Então, leitor, fique sintonizado. Os programas vão ao ar no CANAL BRASIL a partir de 26 de agosto, contando a historias dos quadrinhos brasileiros de 1895 ate 2008, em cinco episódios. O evento de lançamento será nesta quinta (20/08) ás 19h30 no Oi Futuro (Rua 2 de Dezembro, 63 Flamengo – Rio de Janeiro).


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Medalha, Medalha, Medalha

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Quem não lembra do cachorro rabugento na série de desenhos animados, voando ao lado do Dick Vigarista? E quando ambos caíam do avião, o vilão gritava: "Mutley, faça alguma coisa!!!" E o cão ajudava sim, mas em troca de "medalha, medalha, medalha". Aproveitando as olímpiadas, confira a tirinha do Bzão sobre o tema...
Bzao medalha olimpica

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Graffiti número 17 homenageia argentinos

Graffiti 76 numero 17 capa

Publicada com os benefícios da lei Municipal de Incentivo á Cultura de Belo Horizonte, a revista Graffiti carrega o slogan “76% quadrinhos” com muita propriedade. Por mais que ela seja em sua maioria recheada de HQs, também há espaço para poesias, fotografias e reportagens. Há quem pense ser uma publicação dedicada ao grafite (arte de pintar com spray) mas o nome vem do material usado em lápis e lapiseiras mesmo.

Editada por quatro amigos, a 17a edição da Graffiti traz 84 páginas com maior ênfase ao quadrinho argentino. Seja através de HQs de Ricardo Liniers, publicadas diariamente no jornal La Nación, seja pela completa matéria de Eloar Guazzelli batizada “Um encontro de grafismos nos pampas: breve histórico das histórias em quadrinhos na Argentina”. O mesmo Guazelli publicou uma apaixonada HQ relatando suas memórias sobre as 10 vezes em que esteve em Buenos Aires.

Entre os demais quadrinistas desta edição, destaque para as HQs de Caballero, Luciano Irrthum (abaixo) e da dupla Bruno Azevedo (roteiro) & Marcio de Castro (arte). Vale citar ainda a matéria sobre Veneza, a cidade que o italiano Hugo Pratt mais amou ao lado de Buenos Aires.

Infos sobre a revista no site.

Graffiti 76 numero 17 pagina

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Asterix nos Jogos Olímpicos: sexta nos cinemas

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Tudo começou como um sonho de criança. Há muito tempo Thomas Langmann sonhava em levar Asterix para a tela. Na realidade, é ele quem está na origem da adaptação para o cinema das aventuras do pequeno gaulês. Desde sempre grande admirador dos álbuns de Goscinny e Uderzo, e convicto do sucesso que alcançaria uma adaptação “em carne e osso”, deixou que acreditassem, por quinze anos, que possuía delegação de seu pai – Claude Berri, pioneiro do cinema francês – para estabelecer as bases desse projeto.

Langmann organizou, então, o encontro entre os dois, com a cumplicidade da filha do desenhista de Asterix, Sylvie Uderzo. Conhecemos o resto: Asterix e Obelix contra César, dirigido por Claude Zidi em 1999, com nove milhões de ingressos vendidos na França. Asterix e Obelix: Missão Cleópatra, dirigido por Alain Chabat em 2002, com quase quinze milhões de espectadores franceses. Quando falhou o seu terceiro projeto, Asterix na Espanha, Thomas Langmann, e sua empresa La Petite Reine sempre com o apoio da Pathé, resolveu encarar sozinho o monumento Asterix.

Rapidamente escolheu o álbum que desejava adaptar: Asterix nos Jogos Olímpicos. “Por se tratar da aventura mais visual de Asterix, a mais espetacular e, portanto, a mais cinematográfica, que permitia, em função do próprio tema, empregar atores de nacionalidades diversas, facilitando a busca por parceiros estrangeiros, principalmente europeus”, justifica Langmann. Claro que o fato do mega evento mundial acontecer este ano também pesou comercialmente para viabilizar o projeto.

O fato é que esta foi a primeira nota deste blog (veja nos posts anteriores) e é com muita satisfação que noticio a estréia nos cinemas brasileiros nesta sexta-feira, dia 8. Confira abaixo alguns fotogramas...
Asterix JogosOlimpicos fotograma1
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Asterix toma poçao magica
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Bzao nas Olimpíadas

04/08/2008 - 11:14 | Enviado por: Pedro de Luna

Mais uma vez o Bzão saiu na frente dos outros personagens. O roqueiro alternativo já está num avião a bordo das olimpíadas. Confira a tirinha abaixo. Para interagir com ele, o e-mail é bzaobzao@gmail.com
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