Arquivo de July 2009

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Quadrinho com palavrão na Bahia

palavrao no balao

Mais uma polêmica envolvendo histórias em quadrinhos e alunos da rede pública de ensino. Desta vez o problema foi a utilização de uma tirinha do personagem Chico Bento retirada da internet, que havia sido modificada. A original não continha palavrões, mas a que estava na web sim.

Segundo um importante telejornal, 10.000 professores da rede pública da Bahia receberam a revista didática, de um total de 50.000 que já haviam sido impressas. O governo do estado tentou “dar um jeitinho” carimbando em cima do palavrão, porém a Associação de Professores quer o recolhimento das revistas.

O uso de palavrões em quadrinhos, inclusive infantis, não é uma novidade. Porém os autores optam por utilizar o recurso de ícones como bombas, estrelas, pregos, cobras, lagartos.

O incidente baiano acontece pouco tempo do caso de São Paulo, quando o governador José Serra também mandou recolher um título por ser de “mau gosto” e conter conteúdo impróprio.

Uma importante revista de cultura publicou uma reportagem com o título “Existe preconceito contra o uso de histórias em quadrinhos nas escolas?”, indagando se a questão seria de inadequação à faixa etária ou puro preconceito ao uso das HQs na educação formal.

No mês passado, outro título sofreu retaliação, o clássico “Um Contrato com Deus e Outras Histórias de Cortiço” (2007, editora Devir), de Will Eisner, resenhado aqui recentemente. Através do PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola) o livro foi distribuído para bibliotecas, mas também sofreu diversas críticas de docentes.

Claro que o caso de São Paulo repercutiu mais, sobretudo por envolver um futuro candidato a presidência da república. Mas qual é de fato a questão central? O local onde os livros estão e portanto podem ser acessados livremente pelos alunos, como é o caso das bibliotecas? Ou a falta de controle do MEC e dos órgãos responsáveis? Deveríamos voltar com o Comic Code, com a classificação indicativa na capa dos livros e revistas?

Vale lembrar que livros convencionais também foram vetados por conter textos eróticos, frases obscenas ou conteúdo discutível. Mas quem pode avaliar isso? E mais: será que um livro ou uma HQ pode piorar a personalidade de alguém? Mais ainda do que a programação de TV aberta, por exemplo?

São muitas coisas pra se pensar... Deixe sua opinião aí em cima, ao lado do título deste post.

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Vale-quadrinhos?

Um projeto que está dando o que falar é o do Vale-Cultura. Afinal, o trabalhador poderá gastar seus R$50 no que ELE considera cultura, e aí vale tudo. Não tenho dúvidas que vai ter gente trocando por DVD pirata ou mesmo por comida, algo como "te dou o vale-cultura de R$ 50 e você me dá um crédito de R$ 40 aí na vendinha". Mas a pergunta que ficou no ar é: e quadrinhos, também estão dentro do que é considerado pelo governo federal como cultura?

E mais: com R$ 50, o trabalhador conseguirá levar mais de um livro de HQ em uma boa loja especializada?

Com a palavra, o leitor. Deixe aí sua opinião ao lado do título, no campo Comentário.

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A salada mista de André Dahmer

Capa A Cabeca e ilha de Andre Dahmer

Muito antes de escrever sobre quadrinhos, eu já era um crítico musical, ainda que mais interessado no que surgia na cena underground que no mainstream. Mas pelos caminhos que a vida nos leva, fui viajando pelo Brasil, entrevistando bandas e mais bandas, cobrindo festivais, produzindo shows... E vejo com facilidade algumas comparações entre a cena independente musical e os quadrinhos brasileiros.

Mas pra quê esse prefácio explicativo?

Para comentar “A cabeça é a ilha”, terceiro título do carioca André Dahmer pela editora Desiderata. É um livro com cara de último disco, daqueles pra cumprir final de contrato. Como se o artista pegasse o que ainda estava inédito nesses dois anos e tentasse passar a peneira junto a editora, montar um livro com o que ainda tinha em mãos.

Mas, claro, quadrinistas e músicos nunca reconhecem isso e sempre vão gostar de suas obras, sem compará-las. Comparação é para os outros. Críticos, inclusive. “Sobre pressão da editora para publicar mais um livro, isso é uma bobagem sem tamanho. Eu não vendo tantos livros assim”, retruca por e−mail a este colunista.

Ao invés das tirinhas das flores, são 238 das mais variadas, como as séries Ulisses, Mini-Dahmer, o Náufrago, e as ótimas 2035 e Encontro anual dos donos do mundo (em minha opinião o que há de melhor, confira ao final deste post). Todas em preto e branco, pois o mundo de Dahmer não parece ser nada colorido. Pelo contrário, o traço é simples, os temas são cruéis, recheados de sarcasmo, sexo, morte, álcool, drogas e filosofia. Filosofia? Isso mesmo. Daí o autor reconhecer nas próprias páginas que antecedem as tiras que este é um livro estranho.

O maior pecado é ter apenas uma tirinha da série Os Apóstolos, uma das coisas mais interessantes e polêmicas que já saiu da cabeça poluída e cada vez com menos cabelos de André Dahmer. “Foi um erro meu, não era para entrar a série Apóstolos em um livro sobre solidão”, reconhece.

Andre Dahmer tirinha do livro A Cabeca e ILha

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Animações da periferia na CAIXA Cultural

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Começa hoje na CAIXA Cultural do Rio de Janeiro a 3a edição do Festival Audiovisual Visões Periféricas. Em sua versão 2009 o evento conta com oficinas, exposição de fotos e um seminário para educadores interessados em usar tecnologia em sala de aula. Entre as várias mostras, inclusive competitivas, haverá uma dedicada a vídeos de animação.

A sessão Periferia Animada será exibida na sala 2 de cinema nesta 5a feira, das 14h30 às 15h30, com reprise no domingo, de 15h às 16h. Um dos destaques é o desenho "Mestre Vitalino e nós no barro", dedicado ao ceramista nordestino que ganhou fama internacional, e que ilustra a postagem de hoje. Confira a seguir todos os títulos da sessão:

Estamos a um milhão de milhas de distância – Cinema Nosso (RJ) / Diretor Obra Coletiva
A melancia no buzão – Favela é isso aí! (MG) / Diretor Ação Coletiva
Fogo no céu – Projeto Anima Escola (RJ) / Diretor Alunos da Escola Municipal Roberto Burle Marx
Dengue não é brincadeira – CUFA BH (MG) / Diretor Marcelo Reis, Nilo Augusto e Pedro Henrique
Peixinhos – Projeto Arte Favela (MG) / Diretor Hely Costa
Mestre Vitalino e nós no barro – Instituto Marlin Azul (ES) / Diretor Ação dos Alunos da Rede Municipal de Vitória
Encontro em Marte – Instituto Marlin Azul – (ES) / Diretor Obra Coletiva de 30 alunos de 1ª e 2ª série
A lebre e a morte – Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias (SP) / Diretor Roberto Sócrates
A turma dos planetas – episódio 9: posso ser um planeta? – Laura Bezerra Lima (RJ) / Diretor Laura Bezerra Lima
Insano jazz – Instituto Marlin Azul (ES) / Diretor Hélio Coelho
Dança Machado – Projeto Anima Escola (RJ) / Diretor Obra Coletiva dos Alunos do Núcleo de Arte Silveira Sampaio
Edukatron – Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias (SP) / Diretor Rafa Calil

O Festival Audiovisual Visões Periféricas 2009 acontece até domingo, na Caixa Cultural (Avenida Almirante Barroso, 25 - Centro - ao lado da estação Carioca do Metrô Tel.: 2544-4080) e as sessões tem entrada FRANCA, com distribuição de senhas 30 minutos antes. Com exceção da Periferia Animada, que tem censura livre, todas as demais tem classificação 16 anos.

Confira a programação completa no site do evento, ou pela página dele no Twitter.


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A alma negra de Michel Ocelot

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O animador francês Michel Ocelot participou ontem na Maison de France de uma sessão pra lá de especial. Na ocasião o artista respondeu a perguntas do público que compareceu em bom número para assistir a três de seus filmes: Os Três Inventores, As Aventuras de Azur e Asmar e o badalado Kiriku e a Feiticeira. Este blogueiro estava lá e conta como foi.

A apresentação inicial foi de Marcos Magalhães, do Anima Mundi, que trouxe Michel ao Brasil. “Ontem foi o Ano da França também no festival, levando muitos prêmios”, brincou o curador e animador referindo-se a vitória de “Mia et le Migou” (de Jacques Rémy Girerd) e “Mon Chinois” (de Cédric Villain), que faturaram os prêmios de melhor longa e melhor curta respectivamente.

O francês começou sua preleção lembrando que Kirikou foi o filme que mudou sua vida, mostrando que existia animação também na França, e não apenas nos Estados Unidos. “Para os animadores franceses existe o antes e o depois de Kirirou”, frisou Michel Oncelot, diretor do filme de 1998.

kirikou poster

“É um desenho animado clássico, com milhares de desenhos no papel, e coloridos digitalmente. No cenário, as cores são feitas com guache e aquarela também”. Inspirado numa lenda africana, o longa-metragem teve algumas mudanças em sua adaptação para as telonas. “No original, o herói matava a feiticeira, mas eu não gostei e fiz outro final”, explicou o autor, que passou sua infância na África, onde, em suas palavras, “era o único branco na sala de aula”.

E o filme passou por lá, nas aldeias? “Há uma distribuição oficial por lá, tenho a impressão que todo mundo viu. Também passou na TV, eu tenho até cópias piratas que foram lançadas”. E deu uma boa notícia fresquinha: “Fazem 10 dias que Kirikou foi dublado na língua mais falada na África do leste. Meu filme vai ficar cada vez mais africano” (risos) “E em geral ninguém vai achar que eu sou branco”.

Outra curiosidade revelada por Michel é que o primeiro país a comprar o filme, na época, foi a Noruega, “onde todo mundo é loiro e cor-de-rosa”. O animador não resistiu e fez uma brincadeira: “O Ministério da Educação de lá comprou para ensinar francês, mas as crianças vão aprender o francês com o sotaque de Dakar, que é o utilizado na dublagem!”.

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Exposição "Maurício 50 Anos" abre no domingo

evolucao da monica

As comemorações pelos 50 anos de carreira de Mauricio de Sousa começam oficialmente neste domingo, 19 de julho, com a abertura da exposição "Mauricio 50 Anos" no Museu Brasileiro da Escultura (Av. Europa, 218 – Jardim Europa), em São Paulo, e prossegue até 18 de agosto. A imprensa e as autoridades participarão de um evento no sábado. O público terá acesso gratuitamente a exposição e as visitas guiadas podem ser agendadas pelo telefone (11) 2594-2601.

Quem mora em outros estados e não tem como ir a SP, poderá conferir a estréia de documentário sobre a trajetória de Mauricio de Sousa no canal Biography Channel, neste sábado, às 22h, para toda a América Latina.

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Homenagem coletiva a Mauricio na sexta-feira

mauricio de sousa por Rett</div>

Em 18 de julho de 1959, Mauricio de Sousa publicou sua primeira tira no jornal Folha da Manhã. Para comemorar os 50 anos de carreira do criador da Turma da Mônica, vários cartunistas se reunirão em uma homenagem coletiva, postando tiras, charges ou cartuns sobre Mauricio de Sousa em seus respectivos sites/blogs. A idéia desta homenagem coletiva, que ocorrerá na sexta-feira, 17 de Julho (um dia antes de Mauricio completar 50 anos de carreira) partiu de Wesley Samp, de "Os Levados da Breca". No dia 20 (segunda-feira), os trabalhos já publicados no fim de semana serão disponibilizados no blog criado especialmente para esta ocasião. A partir daí, novos desenhistas poderão se juntar à iniciativa.

Ilustrando a nota, desenho de Maurício Rett.

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Longa animado da Mulher Maravilha

Mulher Maravilha dvd do desenho

A Warner Brasil está lançando em DVD uma porção de desenhos animados, que são a tônica do blog nestes dias de Anima Mundi, aniversário do Bob Esponja, etc e tal. Este vídeo conta a história da Princesa Diana, a amazona, antes de ser conhecida como Mulher Maravilha. Basicamente é todo o passo a passo, inclusive mostrando a primeira vez que ela pilotou o avião transparente, auxiliada pelo piloto Steve Trevor. O mote da aventura é a luta contra Ares, o Deus da Guerra. E não à toa o desenho é super violento. A recomendação é para acima de 10 anos, mas eu achei pesado demais mesmo assim. Pelo menos os desenhos da minha infância não me pareciam tão cheios de porrada e explosões como esse. Também não me agrada muito essa estética atual do traço vetorial, além da Mulher ter ficado com uma boca imensa. O ponto forte nos Extras é a parte que explica a adaptação do quadrinho para o longa metragem. Assista ao trailer no site oficial clicando AQUI.

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Desenho animado do Ronaldinho Gaúcho

ronaldinho gaucho

Em semana de Anima Mundi, uma notícia que tem tudo a ver. O personagem sairá dos em quadrinhos para as telas em uma série de 52 capítulos numa parceria entre Mauricio de Sousa e a GIG Itália. Cada episódio terá duração de 15 minutos. O primeiro capítulo já está sendo produzido pelo italiano Giuliano Giovanni. A expectativa é de lançar o primeiro desenho animado do craque no MIPCOM de Cannes, que acontece no dia 3 de outubro deste ano. No site do jogador é possível ler tirinhas divertidas. Clique AQUI para ver.

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Homenagem a Sinfonia Amazônica

cartaz Sinfonia Amazonica

Na minha opinião uma das sessões mais importante do Anima Mundi 2009 acontecerá no sábado, dia 11, às 19h30, na sala de cinema. O Papo Animado prestará uma homenagem aos irmãos Anélio Latini Filho e Mário Latini, criadores do primeiro longa-metragem em animação do Brasil, Sinfonia Amazônica, de 1947. Tive a oportunidade de assistir ao filme no MAM, num evento da Tela Brasilis, e assino embaixo. Pelo que eu li no site, não haverá exibição do longa-metragem, e sim um papo com Márcia Latini, filha de Mário. Mesmo assim vale a pena conferir.

Leia a entrevista com Marcos Magalhães, diretor do Anima Mundi, clicando AQUI

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Anima Mundi começa na sexta-feira

anima mundi 2009

Em sua 17a edição o mais tradicional festival de animação do Brasil começa nesta sexta, dia 10, no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro. Faz tempo que eu não apareço no Anima Mundi. Minhas lembranças são de filas longas, confusão e sessões onde nem todos os filmes eram tão legais assim. Passei a optar pelo DVD do evento mesmo. Hoje estarei lá pelo CCBB conferindo a exposição "Virada Russa" com obras de Kandinsky, Chagall, Rodchenko, entre outros. Taí uma pedida para quem for ao local para assistir os desenhos animados. A programação completa está no SITE.

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A um palmo do sucesso

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Três Dedos, um escândalo animado” (Gal Editora) é, no mínimo, uma homenagem crítica a história do desenho animado. Fazendo uma retrospectiva cronológica, Rick Koslowski narra todo o desdobramento do que se tornaria um importante segmento dentro da indústria do entretenimento.

A narrativa segue a forma de um documentário, porém impresso, com quadros fechados, closes e pausas oportunas em depoimentos de personagens famosos como Pernalouco, Engasguinho, Janota Jr, o rato Ligeirinho, o gato Fritz, entre outros. O desenho mistura aguada de nanquim num estilo mais artístico com um traço de cartoon, de acordo com o narrador (se em primeira ou terceira pessoa).
3 dedos - rickey

O mote principal é o segredo do sucesso do rato Rickey- como todos os outros, um nome que parodia algum personagem, no caso Mickey. A trama se desenrola até a metade do álbum quando, enfim, o autor sugere que Rickey só atingiu o estrelato por que tinha três dedos. É que nos Estados Unidos o polegar não é considerado um dedo, por vários motivos, entre eles o de se localizar tão próximo ao pulso e de ter apenas duas falanges, ao invés de três.

A partir desse momento, Rick sugere que vários personagens fizeram uma cirurgia para amputar um de seus dedos. E que após esse sacrifício suas carreiras decolaram. Uma viagem e tanto, não é mesmo? Mas que vale como um bom cartão de visitas para essa nova editora brasileira que pretende lançar muitos outros títulos de HQ ainda este ano.
3 dedos - Engasguinho3 dedos - Pluto
3 dedos - Fritz

3 dedos - luva

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Jornada nos quadrinhos

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Na esteira do filme, a editora Devir lançou no Brasil a revista em quadrinhos Star Trek Ano Quatro, com 152 páginas coloridas em papel couchê, contendo histórias independentes em formato widescreen, como o apresentado na tela do cinema.

Desta vez a tripulação da USS Enterprise (Capitão James T. Kirk, Dr. Leonard McCoy, Sr. Spock, Chekov, entre outros) enfrenta desafios curiosos. Entre as HQs mais bacanas está “Primeira Diretriz”, onde há críticas veladas inclusive ao colonialismo americano em relação ao chamado Terceiro Mundo. Em determinando momento Spock comenta sobre um planeta que se desenvolveu a ponto de perder suas características originais: “Há muitos exemplos de apoio a governos baseado na necessidade de recursos naturais... assim como muitos casos de rebeldes que derrubaram seus governos e se aliaram a forças externas”. Quem? As guerrilhas na América Latina? O Talibã?
Star Trek primeira diretriz

A minha preferida é “Reality Show”, que conta sobre o dia em que a tripulação da Enterprise foi cooptada pela rede de TV Trilateral, num país com mais de 800 mil canais cujos moradores são movidos a voyeurismo televisivo. Quem já leu a série Antes do Incal, também editada pela Devir, vai perceber semelhanças com o apresentador de TV que transforma qualquer acontecimento, inclusive suicídios, em espetáculo.

Nessa história, Kirk e sua equipe são obrigados a protagonizar um reality show ridículo. Afinal, como diz o chefão da emissora, “entretenimento é coisa séria” e “nós sempre damos o que a audiência quer”. E o capitão, com um sorriso nos lábios, diz: "Informe a tripulação, Tenente... Vamos ficar famosos!".

Star Trek reality show

Se lembramos que Jornada nas Estrelas foi criada como uma série de TV que estreou nas TVs americanas em 1966, e o rumo que ela tomou ao longo dos anos, podemos encarar essa HQ como uma autocrítica.

Se você é fã de Star Trek, procure a revista nas melhores lojas especializadas. Ou então vá se entender com o doutor Spock...

Star Trek spock aperta ombro Kirk

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