Arquivo de August 2009

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Mãe vende coleção de "Naruto" do filho

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Minha amiga Clara tem 12 volumes do mangá do Naruto (do 1 ao 12) praticamente novos. Ela proibiu o filho de ler por que achou violento demais e quer vender a preço de capa. Ou seja, R$ 120 o pacote completo. Interessados devem mandar um e-mail pra ela: clarabranca@gmail.com

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Mafalda eterna

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estatua da mafalda

Será inaugurada neste domingo em Buenos Aires uma estátua da menina Mafalda, provavelmente a mais famosa personagem de quadrinhos da Argentina. Medindo 80 centímetros, em fibra de vidro e resina, a escultura saiu das mãos do artista Pablo Irrgang. Criada pelo cartunista Quino, hoje com 77 anos e morando em Milão desde 1976, a personagem será imortalizada bem perto de onde morou o seu criador, na rua Chile, no bairro de San Telmo.

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Merchandising em quadrinhos de futebol

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Jogada de mestre. Só assim pra definir o novo lançamento da editora Abril no Brasil. Desde o ano 2000, quando comecei a divulgar bandas de rock através da minha série de HQs Bandas Desenhadas que eu falo pras pessoas: "quanto uma loja de departamentos ou uma grife pagaria para a Mônica usar o vestido vermelho com a marca dela, ou comprar em determinada loja?". Sempre acreditei na força do merchandising em quadrinhos, pouco utilizado por aqui.

Por essas e outras, gostei muito quando soube que a revista Supa Strikas, criada há nove anos na África do Sul, seria lançada em nossa terrinha onde o barbudo e o bigodudo mandam e o resto obedece. A ideia original é produzir uma revistinha gratuita patrocinada por grandes marcas. Seguindo esta fórmula, a Super Strikas (na tradução para o português) tornou-se a revista em quadrinhos mensal de maior circulação no mundo.

Super Strikas GOL

A tal Super Strikas é uma equipe de futebol que disputa um campeonato mundial contra outros times poderosos, como o Invencível United, o Galáticos, o F.C. Corinthios e o Clube Palestra, entre outros. O grande lance é esse, simular o mundo real. No hot site, além do próprio gibi para ler online, tem a ficha técnica, a escalação, a tabela de jogos e as notícias. O primeiro episódio tem todos os ingredientes da vida offline, com o assédio dos fãs, as coletivas de imprensa e as transações comerciais nos bastidores.

Mas como aplicar as marcas dos patrocinadores (no caso brasileiro, a Henkel e a Swift) sem ser obsceno ou forçar a barra? No caso de Super Strikas, no uniforme dos jogadores, nas placas de rua e do estádio e, claro, no dia-a-dia deles, como na imagem abaixo, onde dois produtos alimentícios aparecem ao lado da bolsa do personagem. Infelizmente aqui a revista não será gratuita, e sim encartada na revista Placar. Mas não deixa de ser uma bola dentro da Abril.

Super Strikas merchandising


PS − Isso me lembrou um dos meus temas preferidos na infância. Eu desenhava um país fictício chamado Pedrolândia, onde havia o torneio de futebol com times chamados Real Pedro, Pedrovski, etc. Nunca é demais lembrar que este blog não tem a preocupação de ser o primeiro a noticiar ou de reproduzir releases, e sim ter opinião, personalidade. Espero que esteja cumprindo este papel.

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Os Simpsons em "versão black"

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Todo mundo sabe que Os Simpsons são amarelos. Mas em Luanda, na África, agora eles são negros. Uma agência de publicidade da Angola não só alterou a cor da pele como o cabelo e a roupa dos personagens. Até a cerveja favorita de Homer foi modificada para uma marca local, de forma a parecer uma típica família de classe média angolana. É uma medida interessante nestes tempos de globalização e pasteurização, onde todo mundo está cada vez mais igual. Já dizia um professor meu nos tempos de faculdade: "O lance é ser glocal, pensar global e agir local".

E aí, o que você acha disso? Deixe seu comentário aí ao lado do título.

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Vampiros urbanos seduzem blogueiro

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Nunca gostei da palavra crítico, a priori indica uma pessoa crítica, predispota a apontar mais defeitos que acertos. Mas digamos que sou exigente. Não é qualquer quadrinho que me enche os olhos. Mas esse aqui não só encheu os olhos como mordeu a minha jugular. Apesar do atraso de cinco a seis anos, a série "Predadores", lançada no Brasil pela editora Devir, já figura em lugar privilegiado na minha disputada estante.
Predadores irmãos vampiro

A história escrita por Jean Dufaux, vá lá, é legal. Sobre uma sociedade secreta milenar, formada por vampiros que moram na cidade grande, cujo ponto fraco é um quisto atrás da orelha. E em meio a dezenas de mortes, o detetive Benito Spiaggi e a tenente Vicky Lenore tentam resolver o caso, onde nunca se sabe quem é humano e quem não é. Em paralelo, um casal de irmãos, a sensual Camilla e o impiedoso Drago, fazem justiça com as próprias mãos e dentes. E que dentes. Pra complicar ainda mais, surge na trama um indiano chamado Aznar Akeba, que assim como os dois vampiros, também deseja vingar a morte de um parente.

Mas o que seduz nos quatro volumes de "Predadores" é o belíssimo desenho de Enrico Marini. Esse sim é S-I-N-I-S-T-R-O!!! Tanto pelos enquadramentos criativos quanto pelas cores, as formas dos personagens (principalmente em cenas mais quentes, de beijos e sexo) e as cenas de luta. Uma verdadeira obra-prima, que acaba por retardar a leitura. É impossível não parar diante de alguns quadrinhos e analisar tim tim por tim tim. Não à toa, a série foi muito elogiada como uma das melhores da Europa. Toda em papel couché a cores, é uma HQ que vale cada centavo investido. Confira nas melhores lojas do ramo.

Predadores  1

Predadores 2

Predadores 3

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S.O.S.! Tóquio em perigo! Mais uma vez...

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Como sempre, a editora Devir lança bons álbuns de quadrinhos com acabamento caprichado (papel couché laminado, a cores, etc). É o caso de "Big Guy & Rusty, O Menino-Robô", da dupla Frank Miller & Geof Darrow que sucede o tambem ótimo e violento Hardboiled. O enredo é simples, remetendo às antigas séries de TV onde um monstro gigante tipo Godzilla - nesse caso chamado apenas de "A Coisa", monstro, demônio, cria de um erro de laboratório - destrói Tóquio (por que sempre ela?) e seus habitantes.

Dessa vez ao menos acontece algo mais criativo. O lagarto gigante solta uma gosma que transforma seres humanos em outros bichos estranhos, que por sua vez devoram outros humanos convertendo-os em criaturas bizarras, e assim por diante.

Porém o governo japonês não chama Spectroman e sim Rusty, o menino-robô, que não consegue dar conta do recado. Se nem o pimpolho, nem helicópteros e tanques resolvem o problema, é hora de Big Guy, um robô de três metros de altura, decolar de um porta-aviões nuclear americano. O fim, claro, é previsível.

Se a trama não é original, ainda assim o álbum de 80 páginas compensa pela belíssima arte de Darrow, com uma riqueza absurda de detalhes, e pelas homenagens a cultura pop japonesa, especificamente os mangás, os animes de monstros, os robôs gigantes (alguém lembra da série Robô Gigante, que era contactado através de um relógio comunicador?) e os robôs pequenos também, como o Astro Boy de Osamu Tezuka.

Ah, e claro, Miller aproveita para dar uma espetada na relação amistosamente comercial entre EUA e Japão pós-Segunda Guerra Mundial, como se fossem unha e carne. Ou , nesse caso, bits e bytes.

Big Guy & Rusty

Big Guy & Rusty 2

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Gato, rato e morcego.

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Se você tem por volta de 30 anos e assistiu aos desenhos de Tom & Jerry na infância, anote essa dica. Este DVD lançado pela Warner traz perseguições memoráveis, armadilhas engenhosas e personagens secundários marcantes, como o buldogue que protege o ratinho. O mais bacana é que “Grandes Perseguições” reúne os filmes originais, quando a animação era feita à mão com quadros pintados direto em acetato, que conferem um glamour indescritível e uma gostosa nostalgia. Entre os destaques, “O Manual de Caça” e “Fique Quietinho”, vencedores do Oscar, e o excelente “O Gato de Um Milhão de Dólares”. Eu recomendo!

Por sua vez, o volume 4 de "Batman a série animada" mostra as versões mais modernas do morcego, com desenhos vetoriais produzidos em computador e um herói bem queixudo. Há também episódios do desenho onde aparece um novo personagem chamado Asa Noturna (com uma águia no peito e cabelos compridos), além da Batgirl, um novo Robin e os velhos vilões, mas também como novo visual, sobretudo o Coringa. Estão lá ainda o divertido Pinguim e o Mr. Freeze.
Tom e Jerry correndo

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Livro sobre Henfil é premiado no HQ Mix

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Ano passado, por ocasião dos 20 anos da morte de Henfil, o cartunista Márcio Malta(o Nico) lançou a biografia "Henfil – o humor subversivo". Ontem a obra foi anunciada como a vencedora da categoria Livro Teórico no Prêmio HQ Mix. Como os prêmios estão se tornando chatos e repetitivos, talvez pela própria falta de novidades (e digo isso tanto pra quadrinhos como e principalmente pra música), resolvi trocar uma idéia rápida com o artista.

JBLOG >> Nico, qual é a sensação de ganhar um prêmio HQ Mix para você, que é um artista de Niterói e independente, de uma cidade que nunca ganha prêmios de quadrinhos e nem mesmo tem um salão do gênero?

Nico - É preciso fortalecer esse elo da produção de artistas niteroienses, que apesar de serem muitos, por vezes atuam de forma muito isolada. A cidade tem ótimos artistas e precisam realmente mais destaque. Inclusive um Salão de Humor, que já existiu, seria uma ótima maneira de divulgação.

JBLOG >> Você considera que este prêmio é antes de tudo uma homenagem a Henfil? Acha que o fato de ser sobre um artista famoso e respeitado pesou na premiação?

Nico - Ao redigir o livro eu tinha um grande desafio, que era o fato de já existir uma biografia sobre o artista, escrita por Dênis de Moraes. Este livro era considerado uma espécie de obra definitiva. O que fiz foi elaborar um recorte na pesquisa e abordar a contribuição política de Henfil no combate ao regime militar e na luta pela redemocratização. Além disso pesa o fato da coleção da editora Expressão Popular custar apenas R$ 4,00 e ter sido redigida de forma didática. E, sem dúvida, o grande homenageado é o Henfil por sua coerência política e luta pelo quadrinho nacional.

JBLOG >> Se você tivesse a oportunidade de fazer solicitações ao prefeito para dar mais apoio aos quadrinistas, chargistas e cartunistas de Niterói, quais seriam elas?

Nico - Sem dúvida valorizar as artes gráficas. O ideal seria que os artistas tivessem maior participação nas instâncias. Recentemente foi criado um Conselho onde os representantes são pagos a peso de ouro. As verbas poderiam ser melhor aplicadas, criando realmente uma cultura popular na cidade, passando desde o rock, quadrinhos e grafite.

Leia mais sobre o livro clicando AQUI

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Diniz lança obra sobre as suas vidas passadas

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André Diniz acaba de lançar pela editora Conrad o álbum “7 Vidas”, com desenhos de Antonio Eder. A obra é fruto de três anos de terapias do autor, relatando suas experiências de regressão. Numa semana em que o blog coloca em discussão a religião, ninguém melhor que o próprio André para falar mais sobre o processo e o resultado final.

JBlog >> O livro não fecha questão a respeito da existência de vidas passadas e da veracidade das regressões. Além disso, a narrativa vai e volta, falando não só de reencarnação, mas também da violência no Rio de Janeiro, de inquietações. E, além disso, levou 3 anos pra ficar pronto. Esse livro é praticamente um dossiê da sua terapia, né?

André Diniz − Acho que foi mais simples que isso... Contei como foi minha experiência com a Terapia de Vidas Passadas, uma experiência que julguei muito rica e interessante, e contextualizei meu momento, passando ao leitor também um pouco da minha visão da vida. Após cada sessão, anotava tudo o que aconteceu lá, o que vi, o que senti, o que foi dito. Foi com base nessas anotações que o quadrinho foi feito.

JBlog >> Uma coisa que me apavorou um pouco é o quanto você expôe a sua intimidade, falando da vida particular. Ou seja, não é ficção, é realidade e trazendo sua vida num livro aberto. Por que esta decisão?

André − Uma surpresa pra mim tem sido como as pessoas vêm reagindo quanto a essa "exposição" da minha vida particular. Muita gente comenta exatamente isso, que ficou impressionado como eu me expus. O curioso é que eu sou um cara bem discreto, e em nenhum momento me ocorreu que eu estivesse me expondo tanto, ao menos, quando relato minha vida pessoal. Agora, se alguém for avaliar o que vi nas regressões como manifestações do meu inconsciente e for me avaliar por ali, aí sim, talvez eu esteja totalmente "desnudo" diante do leitor! Pode ser que o leitor descubra coisas sobre mim que nem eu mesmo sei, ao menos conscientemente...

JBlog >> A sua perna direita ainda dói?

André − Rapaz, eu jurei que não ia comentar com ninguém isso porque ia parecer "marketing", mas vamos lá... Ela nunca doeu, ela se manifestava e se contorcia direto durante as regressões, e por várias vidas vi cenas mais ou menos ligadas a ela. Mas o meu joelho direito começou a doer "nessa vida" justamente no dia em que chegaram os exemplares do "7 Vidas" que a editora me mandou. Vem doendo dias mais dias menos até hoje.

Pode ter uma explicação bem clara: andei fazendo bicicleta ergométrica por conta própria por esse período. Nunca tive hábito de me exercitar (o Antonio Eder, o desenhista, fez questão de colocar os meus quilos a mais nas páginas do livro...), mas já havia feito bicicleta em outras fases e nunca tive esse problema. Mas acho que quem vai dar jeito nisso é o fisioterapia, e não a terapia de regressão.
7 vidas perna machucada

JBlog >> Você percebeu que acontecimentos de uma vida encontram desfecho e justificativa em outras épocas. É exatamente o que explica a doutrina espírita com as sucessivas reencarnações, a vida eterna. E algum momento você ou a editora ficaram com medo de alguma represália religiosa?

André - Não, de forma alguma. A minha postura foi apenas essa: foi o que eu vi, foi o que aconteceu, é o que eu vou contar. Não direcionei o livro para esse ou para aquele nicho, nem me preocupei como esse ou aquele grupo iriam receber a obra. A minha postura no livro todo, aliás, é justamente a de deixar o leitor tirar suas próprias conclusões. Não prego nem afirmo nada.
Pode parecer estranho dizer isso, mas esse livro sobre minhas vidas passadas é 100% verídico e real. Isso porque não afirmo que fui um padre ou que vivi na Itália em tal época. Apenas conto: fiz a regressão e vi e senti isso. O que significa de fato isso que eu vi e senti fica com cada leitor.

JBlog >> Apesar do caráter de AVENTURA que vocês deram a história, falar em vidas passadas é de certa forma algo espiritual. E em nenhum momento vocês falam em deus, espíritos, força sobre humana, etc. Mas nas regressões de verdade você sentiu presenças espirituais perto de você?

André − Não, não foi por aí. A forma como as imagens e informações me vinham não remetiam a nada que se possa chamar de um contato espiritual e também não se assemelhava à forma como me vêm os sonhos ou a imaginação. Eram de fato lembranças, sejam ou não lembranças reais. Sonhos e imaginação vão se construindo, são dados que vão se formando na sua mente, e o que está obscuro, você completa.

As imagens que vi realmente existiam de alguma forma, assim como as histórias de cada vida. Por várias vezes, vi cenas que me pareciam estranhas, com detalhes sem explicação, que desafiavam a minha curiosidade. Aí, só lá pra frente, umas duas ou três semanas depois, é que me vinha uma recordação que explicava aquilo tudo, e aí sim eu via como tudo se encaixava. Se deixo ao leitor decidir se o que vi são ou não são de fato vidas passadas, ao menos uma afirmação eu posso fazer: seja o que for que eu vi ali, era algo forte e consistente.

A espiritualidade do livro não está só na questão de vidas passadas, está também na filosofia de vida que eu e minha mulher buscamos seguir naquele período, longe da cidade grande, apreciando as coisas mais simples da vida. Está também na perspectiva da paternidade e na expectativa da vinda da minha filhota, a coisa mais linda que já me aconteceu.
7 vidas regressao

JBlog >> E, por fim, este livro é uma homenagem a Lia?

André − É uma homenagem à minha filhota Lia, que faz 3 aninhos em breve. A chegada dela foi o que deu o tom da obra: graças a ela, o livro termina para cima, falando de vida. E a forma como se deu a perda da "nossa" gravidez anterior, e a forma como a Lia veio, foi algo bonito, que dá uma perfeita analogia para uma HQ que fala de vidas que vem, que vão, e que vem de novo.
7 vidas FINAL

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Morreu mas não largou a cruz.

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"O Pagador de Promessas"
é a peça mais famosa do falecido Dias Gomes, escrita em 1959, e conta a história de Zé-do-Burro, um homem simples que tenta cumprir uma promessa feita a Santa Bárbara: entrar na igreja carregando uma cruz. O problema é que tal promessa fora feita num terreno de candomblé a Iansã, e o padre não permite a entrada do homem em sua paróquia de jeito nenhum.

Nos dias em que se sucedem, a população se reúne para acompanhar a missão religiosa de Zé, uns a favor e outros contra. Mas não é só o povo quem se envolve. Mas também a polícia, um jornalista e um gigolô, que desde o primeiro dia não tira o olho de Rosa, a mulher do Zé.

A adaptação para os quadrinhos ficou a cargo de Eloar Guazzeli, que utiliza um traço bem autoral e simples, com pintura em tons pastéis, sobretudo de azuis, além do roxo e do rosa. O texto original foi mantido, provavelmente com vistas a inclusão do título no currículo escolar. Interessante destacar o quanto o conflito religioso continua atual. Será que passados 50 anos, hoje o Zé-do-Burro conseguiria entrar com a cruz na igreja? O que você, leitor, acha?

O lançamento é da editora Agir, selo da Ediouro, na linha Grandes Clássicos em Graphic Novel.

o pagador de promessas 2 guazzelli

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A guerra como ela realmente é.

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A editora L&PM mandou bem em publicar aqui o livro em quadrinhos "Valsa com Bashir", que traz para o papel a premiada animação, vencedora do Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro. Eu já havia visto o filme no cinema e gostado muito, da fato um documentário muito bem produzido, animado e com um enredo interessante.

Escrita por Ari Folman – também diretor do longa-metragem – e ilustrada por David Polonsky, a história se desenrola através do protagonista (o próprio Folman), que tenta relembrar o massacre de centenas de palestinos por milícias cristãs em dois campos de refugiados no Líbano protegidos por israelenses (Sabra e Shatila). O incidente aconteceu em setembro de 1982, quando Ari era um soldado de Israel e estava no local. No entanto, por não se lembrar exatamente do que aconteceu, decide procurar seus ex-companheiros de guerra. E a cada encontro, uma nova memória sangrenta vem a tona.

Valsa com Bashir pagina

Apesar do belo tratamento, em formato de graphic novel toda colorida e em papel couché, o livro não consegue transpôr em 116 páginas todo o drama e densidade do filme, que conta com imagem em movimento e som. Mas é um registro digno e importante da guerra Líbano-Israel, onde as fotos do massacre (como a da viúva abaixo), de autoria de Robin Moyer, não ficaram de fora. E por que não, para ensinar história mundial para os estudantes de 2o grau, sem hipocrisia e fantasia?

Libano foto de Robin Moyer

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Quadrinhos e religião, uma mistura perigosa?

Um site religioso escreveu um artigo chamado "Quadrinhos Brincam com as Escrituras Sagradas", onde descreve uma série de personagens e sagas inspiradas nas histórias da Bíblia. Ainda que no Brasil existam HQs religiosas, como o evangélico Smilinguido (veja o desenho ao final do post), o texto se limita a comparar com os Super-Heróis americanos. O mais criticado é o Superman, que pode mover planetas (cuja ilustração abaixo é uma cópia de uma conhecida imagem de Jesus) e que chegou a voltar dos mortos, na famosa série "A Morte do Superman".

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revista trindade e a morte do superman

O autor lembra ainda que "Lanterna Verde é capaz de criar com seu anel mágico qualquer objeto que possa imaginar. Flash corre à velocidade da Luz. Capitão Marvel possui a sabedoria de Salomão. Mulher Maravilha foi criada igual o Adão bíblico: foi moldada através da argila". Ele ainda cita uma revista em quadrinhos americana chamada "Trindade", onde ao invés do "Pai, do Filho e do Espírito Santo", a santíssima trindade é formada por Superman, Batman e Mulher Maravilha.

Ainda falando na Liga da Justiça, há o exemplo do Anjo Zauriel, que veio diretamente da presença de Deus, e da aventura "Complexo de Messias" dos X-Men, "que se dá em torno do nascimento de um mutante, o que é considerado um verdadeiro milagre, visto que a Feiticeira Escarlate havia dizimado os mutantes da Terra na saga anterior (Dinastia M)".

Pergunto então ao leitor, o que você pensa de quadrinhos que misturam religião, seja panfletariamente ou não?

E mais: o que você pensaria de uma revista em quadrinhos que misturasse personagens de religiões diversas, como Exu, São Jorge e Shiva, por exemplo?

O espaço para comentários fica acima, ao lado do título. Participe!

smilinguido

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Feliz dia dos pais!

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E na minha opinião o pai dos quadrinhos é o pai do Calvin.

E o seu?

Dê um abraço no seu pai, no pai do seu pai, ou até no pai da sua imaginação.


calvin

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Boca suja derruba secretário da Bahia

chico bento e secretario

O caso da tirinha do Chico Bento adulterada, onde o personagem diz um palavrão, que foi distribuída em revistas dirigidas a professores do ensino público baiano, acaba de dar uma m... danada. O secretário de Educação da Bahia, Adeum Sauer, foi afastado do governo.Sauer havia declarado que nenhum aluno teria recebido a revista e que os professores eram “inteligentes o suficiente“ para entender que foi um erro. “Não tem consequência nenhuma“. O governador Jaques Wagner negou que o afastamento tenha relação com o episódio.

Até por que, cá entre nós, as crianças de hoje em dia, e na Bahia não é diferente, falam palavrão à beça mesmo.

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Inscrição pra Piracicaba só até segunda!

36 salao piracicaba

Terminam nesta segunda, dia 03, as inscrições para o 36o Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Os artistas podem inscrever até 2 trabalhos nas categorias Cartum, Charge, Caricatura, Tiras e Vanguarda (nesta categoria poderão ser inscritos trabalhos desenvolvidos por computador), com tema livre, no formato A3 (297 x 420 mm) sem molduras e com montagem sobre papelão. Na categoria tiras serão aceitas pranchas de uma a três páginas, no máximo; com temática humorística.

Vale o envio na segunda, com o carimbo do correio como prova. Mais infos no site do concurso.

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Qual foi o palavrão do Chico Bento?

Afinal, qual foi a modificação que causou tanta polêmica?

É que na tira original do Chico Bento, a tirinha termina com um garoto dizendo: "Meu pai tem 800 cabeças de gado. E o seu?".

O garoto caipira, com seu português simplório, responde: "O meu pai só tem um boi, mais (sic) ele tá inteirinho".

Na tira adulterada, que foi retirada da internet, Chico Bento responde: "Fala para ele enfiar todo esse gado no c... [palavrão]"!!!

Tira correta do Chico Bento


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