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Dia da HQ nacional inspira logomarca

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Marcio Paes mandou uma sugestão de logomarca pro Dia do Quadrinho Nacional. Gostou? Baixe o arquivo clicando AQUI!

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Otimismo ao quadrado

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Dentre as tantas efemérides do Brasil, há espaço para o Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos, celebrado hoje. A data foi escolhida por que em 30 de janeiro de 1869 Angelo Agostini publicou em jornal As Aventuras de Nhô Quim, considerada a primeira HQ nacional. Um termo bastante apropriado, uma vez que, desde os anos 50, a classe artística luta por mais políticas públicas para o desenvolvimento de histórias tipicamente brasileiras e a consolidação do gênero dentro do mercado editorial.

Em contraponto à crise sentida no mercado de quadrinhos dos EUA e Europa, autores e editores brasileiros afirmam que 2009 foi um ano bom para esta arte produzido no Brasil. A explicação é longa, mas passa pela imensa variedade de temas, gêneros e estilos de desenho, associada a uma crescente profissionalização.

Rogerio de Campos, da editora Conrad, aponta profissionais brasileiros em destaque num contexto global:

– Dá para colocar tranquilamente o Marcello Quintanilha, por exemplo, como um dos autores mais importantes dos quadrinhos mundiais contemporâneos.

CHICO BENTO ADOLESCENTE
Veterano no mercado nacional, Mauricio de Sousa celebra o sucesso da Turma da Mônica Jovem: graças aos personagens adolescentes seu estúdio poderá lançar novos projetos em parceria com a editora Panini. Estão na fila a Turma do Chico Bento Jovem e revistas especiais em cima dos lançamentos de desenhos animados em produção: Penadinho, Astronauta e Horácio. Há também um projeto antigo, que mistura os seus personagens aos do maior autor de mangás japoneses, Osamu Tezuka.

– Na área internacional, avançamos bastante, principalmente na distribuição de tiras para jornais no mundo inteiro – destaca Mauricio de Sousa. – Particularmente com o personagem Ronaldinho Gaúcho, que já fala mais de 30 idiomas. Fora revistas, principalmente na Europa.

Quem também investiu em rejuvenescimento de personagem foi a Ediouro, que em junho lançou a revista Luluzinha Teen. O editor Daniel Stycer confirma a satisfação da editora.

– Fizemos uma aposta, que foi resgatar uma personagem há anos fora da mídia e dar nova vida a ela, que conquistou de cara uma legião de novos fãs – ressalta Stycer. – Isso se revela não apenas na compra da revista em banca, mas em inúmeros sites, blogs e posts que publicam diariamente. Lulu Teen é um fenômeno.

Ziraldo, por sua vez, investiu em futebol, lançando a história do Corinthians e do Flamengo no formato de Histórias em Quadrinhos. Outros times serão contemplados neste ano, como adianta Miguel Mendes, seu braço direito e administrador do estúdio Megatério.

– Já estão prontas as histórias do Vasco e do Palmeiras – conta Mendes. – Com exceção do Flamengo, aproveitamos para lançar mascotes dos times desenhados pelo Ziraldo. Já está na rua o Mosqueteiro, o Mosquetinho e a Mosquetinha do Corinthians.

JB dia da HQ 30-01-10


A editora Devir, que mais lança HQs por ano, também manteve uma boa quantidade de publicações de qualidade. O editor Douglas Quinta Reis confirma a intenção de manter o ritmo em 2010.

– Em janeiro, já lançamos Joquempô, de Rogério Vilela e Nelson Cosentino, o primeiro trabalho de um projeto de fôlego. Outras coisas estão a caminho, entre eles um livro novo do Laudo Ferreira, outro do Marcatti e dois do Fernando Gonsales – adianta Reis. – Também acho importante ter pesquisas e textos teóricos sobre o assunto. Estamos planejando um livro sobre o Ângelo Agostini com o Maringoni e outro sobre ficção científica produzida no Brasil com a Mary Elisabeth Ginway.

A editora Gabriela Javier, da Desiderata, concorda que 2009 foi um ano de valorização dos quadrinhos pelo mercado editorial, com mais destaque aos lançamentos tanto na imprensa como nas livrarias.

– Espero que essa valorização continue e que o mercado não desanime com os resultados, que não são tão rápidos quanto os dos livros tradicionais – torce Gabriela. – E que o público continue descobrindo que há títulos para todos os gostos, dos super-heróis até temas profundos.

Com três lançamentos agendados para 2010, André Diniz começa o ano com Quilombo Orum Aiê, que aposta na história do Brasil para vender gibis.

– A revista sai até março pela Record e conta a saga de três escravos e um branco foragido que partem em busca de um quilombo utópico, após a Revolta dos escravos malês de 1831.

Quem também tem lançamento programado é Allan Sieber, que a convite da Desiderata/ Agir lançará sua adaptação de histórias do João do Rio, baseadas nos livros Dentro da noite e A alma encantadora das ruas. Na esteira do seriado Aline, que a globo exibiu no ano passado, em breve a TV Brasil lançará o sitcom Vida de Estagiário, inspirado no livro do cartunista.

Andre Dahmer, criador dos Malvados, lembra que uma nova geração muito boa está se formando: Rafael Sica, Salimena, Estevão e João Montanaro, só para citar alguns.

– O mais importante é que a velha geração continua afiada e não se acomodou – comenta Dahmer.

Para Rogerio de Campos, da Conrad, o mercado vai se abrir mais para o quadrinho nacional à medida em que o público for seduzido: – Falta um novo quadrinho popular brasileiro, que vai surgir, naturalmente, de um canto inesperado do país.

Homenageado em 2009 com um álbum desenhado a 50 mãos diferentes, batizado MSP 50, celebrando seus 50 anos de carreira, Mauricio de Sousa destaca a adaptação de clássicos da literatura para o formato dos quadrinhos. E vai além: – Desde que atingimos números maiores do que os produtos estrangeiros penso que todo dia pode ser do quadrinho nacional. Sempre vai haver mais gente lendo material brasileiro do que de fora. Gibis são para hoje e sempre.

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Sábado intenso para comemorar o Dia da HQ

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Amanhã, 30 de janeiro, é o Dia do Quadrinho Nacional. Em Brasília, haverá um evento onde quadrinistas, artistas gráficos e apreciadores do gênero irão se encontrar para vender gibis, desenhar ao vivo (live painting), distribuir autógrafos e bater um papo informal sobre o mercado independente de quadrinhos no país. Será na frente da loja Kingdom Comics (Conic) a partir das 16h, com DJs e cerveja barata.

Em Porto Alegre, a Biblioteca da AABB promoverá uma Oficina de Criatividade e Técnicas na Criação de HQs para jovens acima de seis anos. Informações pelo (51) 3243-1042. Já em Fortaleza, serão exibidos vídeos e haverá uma palestra sobre quadrinhos ministrada por Alex Magnus, da Editora Quadrix, e os quadrinhistas Vitor Batista e Rafael Tavares. Também haverá o Gibiarte, um encontro de artistas para a produção de HQs e ilustrações ao vivo. Será na Gibiteca (Av. da Universidade, 2572).

Por sua vez, em São Paulo, Marcela Godoy e Eduardo Ferigato estarão ministrando a palestra Produzindo Fractal – Da criação à publicação, explicando o processo de criação do livro, desde a pesquisa de campo e preparação de roteiro até a finalização da obra. O evento acontecerá amanhã às 17h na raria Cultura Shopping Villa-Lobos (Av. Nações Unidas, 4777). Entrada: kg de alimento não perecível.

E leia também no sábado uma matéria no caderno B com editores e artistas contando suas expectativas pra 2010 e uma análise de 2009.

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É um pássaro? Um avião? Não, é o presidente!

A política sempre foi uma grande inspiração para os humoristas. No caso dos chargistas, todos os Presidentes da República foram “vítimas” de lápis afiados em livros e jornais, sem desrespeito ou partidarismo. Mas e quando o principal dirigente do país acaba nas páginas dos quadrinhos? Essa situação está se tornando cada vez mais comum.

Nos EUA, a lista de presidentes coadjuvantes em HQs é imensa: Franklin Roosevelt, Ronald Reagan, Jimmy Carter, Bill Clinton e George Bush são alguns deles. Em 1964, John Kennedy aparece num gibi pedindo ajuda ao Superman para divulgar um programa nacional de prática de atividades físicas. Por sua vez, Richard Nixon é provavelmente o recordista de aparições, inclusive na minissérie Watchmen, como o presidente vitalício dos EUA.

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Bush em Ultimates 3


Obama e Sarkozy Na última eleição americana, um gibi com as biografias de Barack Obama e John McCain foram vendidas aos borbotões. Havia uma versão simplificada de cada candidato e uma no formato “dois em um”. Em janeiro de 2009 a revista Amazing Spider-Man mostrou Obama cumprimentando o Homem-Aranha.“Foi algo natural depois que o novo presidente se declarou fã do personagem”, declarou Joe Quesada, editor-chefe da Marvel.

Obama na capa HQ homem aranha 2009


Na França, é normal as editoras lançarem álbuns durante as campanhas presidenciais, alegando que as vendas até o dia da eleição compensam o investimento. Um bom exemplo é La face karchée de Sarkozy (co-editado pela Fayard e a Vents d´Ouest). Resultado de uma detalhada reportagem do jornalista Philippe Cohen, com roteiro do advogado e cenarista de Richard Malka e desenhos de Riss, o livro biográfico de Nicolas Sarkozy vendeu mais de 200 mil exemplares. O sucesso foi tanto que inspirou o lançamento de outros dois álbuns de autores diferentes: Tout sur Sarko (Tudo Sobre Sarko) e Tout sur Ségo (Tudo Sobre Ségolene Royal, sua adversária política). LEIA A MATÉRIA COMPLETA

LULA EM QUADRINHOS
capa gibi Lula 2002 by Bira Dantas

Se hoje o presidente Lula é tema de filme, a tentativa de transpor sua vida para os quadrinhos aconteceu durante a corrida presidencial de 2002. Um movimento independente lançou o gibi Lula – A história de um vencedor com tiragem total de 580 mil exemplares. A revista contava a trajetória do “mocinho” Luiz Inácio Lula da Silva e apresentando seus então adversários José Serra e Ciro Gomes. Além do idealizador, o desenhista Bira Dantas, participaram do projeto o pesquisador Bargas, o arte-finalista Ricardo Cruzeiro e o cartunista Paulo Caruso, que escreveu a apresentação.

O financiamento para a tiragem inicial de 60 mil cópias veio de um fazendeiro de Ponta Grossa (PR). O lançamento aconteceu num jantar em Curitiba, com a presença do próprio Lula, que não esperava a surpresa.

– Ele não sabia de nada, só a Marisa, que acompanhou tudo, dando palpites nas caricaturas do marido – lembra Dantas.
– Quando o Lula viu a revista em cima do prato e começou a folhear, seus olhos encheram de lágrimas. Para a segunda edição ele só pediu uma mudança: que na cena dele no velório da primeira mulher, houvesse menos flores e que ele não aparecesse abraçando o caixão, que não aconteceu. Claro que atendi ao pedido pré-presidencial.

Membro do PT desde 1980, Dantas lembra que a revista fez sucesso entre os leitores, petistas ou não. Mas teve que passar por mudanças no segundo turno, quando Ciro passou a apoiar Lula.

– Sobre as mudanças, eu sempre fui muito categórico em aceitá-las. Mas quando fizemos a edição na Bahia eu disse: “Bargas, se você pedir para eu tirar o ACM ou Sarney, eu não tiro. Aí é questão de honra!” .

Para a eleição deste ano, Bira diz que aceitaria fazer um gibi com a biografia de Dilma Roussef. Mas e se algum quadrinista fizesse uma revista atacando o seu candidato? O artista acha saudável, desde que a discussão se dê no campo das idéias e propostas.
Kennedy e Superman em 1964

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As 25 heroínas mais expressivas das HQs

revista Mundo Super Herois 19

A última edição da revista Mundo dos Super-Heróis (# 19) traz matéria de capa com as 25 heroínas mais importantes dos quadrinhos, trazendo informações curiosas, como o constante apelo sexual tanto nas roupas, quanto nas curvas e nas posições das personagens. O criador da Mulher Maravilha, por exemplo, era adepto da poligamia e se inspirou em suas duas esposas para criar suas HQs. Veja a sensualidade subjetiva de um quadro como esse (abaixo), que remete a bondage (o prazer em amarrar e imobilizar o parceiro).

mulher maravilha amarra outra bondage


Também vale destacar nessa edição a matéria sobre heróis da Disney, criados anos e anos antes da mega corporação adquirir a Marvel. Estão lá os alter egos de Donald (Superpato), Margarida (Superpata), Pateta (Superpateta) e seu sobrinho Gilberto, Peninha (Morcego Vermelho) e Zé Carioca (Morcego Verde), que inclusive divide uma história com a Super Gatinha (a versão brazuca da Mulher Gato).

Superpatetamorcego verde ze carioca e a super gatinha

Há também reportagens extensas sobre Zorro, Arqueiro Verde, o selo Vertigo e uma oportuna lembrança (ainda que tardia) dos 70 anos do Gibi, a publicação que virou sinônimo de HQ no Brasil. Afinal, gibi é um substantivo masculino que significa negrinho, moleque (o tal mascote da revista, olha aí embaixo). Interessados na Mundo # 19 podem comprar direto em bancas e lojas especializadas ou no site da editora Europa.

mascote gibi que inspirou os quadrinhos

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Crepúsculo vira história em quadrinhos

crepusculo em quadrinhos

Febre entre os adolescentes brasileiros, Crespúsculo terá uma versão em quadrinhos. A novela gráfica chega às lojas dos EUA em 16 de março, com tiragem inicial de 350 mil exemplares, e arte do coreano Young Kim, que criou os personagens sem inspirar-se nos atores dos filmes. A editora liberou a capa (abaixo) e algumas páginas pra deixar a galera com água na boca. Ou sangue.

crepusculo em quadrinhos capa

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Imagens do game Alice no País das Maravilhas

Na esteira do filme Alice no País das Maravilhas, que irá estrear nos cinemas brasileiros em abril, sairá também o videogame onde os jogadores devem orientar, proteger e ajudar Alice em sua aventura através do Mundo Subterrâneo. A menina loira que protagoniza o jogo precisa derrotar a Rainha Vermelha e Jabberwocky. Para tal, contará com a ajuda dos simpáticos amigos Chapeleiro Maluco, Lebre de Março, Gato Risonho e Coelho Branco. Veja abaixo algumas telas de Alice in Wonderland para Wii™, Nintendo DS™ e PC com Windows.

coelho branco videogame alice no pais das maravilhas

chapeleiro maluco game alice pais maravilhas

game alice pais maravilhas para telefone celular

Acima, cena da versão para celular, que também sai esse ano. Curtiu? Comenta aí!

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Artistas underground em exposição no Masp

Ramon Martins expo no Masp

Se você não mora em São Paulo, compre uma passagem para lá, mesmo que seja pra fazer um "bate e volta". Seis artistas urbanos foram convidados para fazer grandes murais que serão apagados no final da exposição Arte Urbana Contemporânea, em cartaz no Masp apenas até o dia 05 de fevereiro. São mais de 100 trabalhos de diversos formatos e mídias, como instalações interativas, telas e fotografias, além de vídeos que mostram suas trajetórias. Todos são talentosos, sendo que alguns já mais conhecidos como Stephan Doitschinoff (inclusive pela capa que ilustrou o CD do Sepultura), Titi Freak e Zezão (famosos pelos grafites), Carlos Dias (que tocou em inúmeras bandas de rock de Sampa), Daniel Melim e Ramon Martins.
Siga a pista por que vale a pena conferir em carne, osso e tinta.

Stephan Doitschinoff no Masp SP

Carlos Dias no Masp grafite ilustra colagens

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Um drama familiar muito real

Will Eisner faleceu em 2005, mas sua novela gráfica “Assunto de Família” (de 1998) continuava inédita no Brasil. ContinuAVA por que a editora Devir lançou o álbum de 80 páginas que conta 24 horas na vida de uma família problemática.

capa assunto de família Will Eisner


O livro começa com uma citação pertinente: “Famílias são fisicamente indistinguíveis umas das outras. Elas não usam insígnias. Elas são, afinal de contas, unidades tribais cujos membros estão lá graças a um evento biológico. E elas são unidas por um núcleo magnético que, às vezes, não parece ser nem amor e nem lealdade”.

Tudo começa com o aniversário de 90 anos do patriarca da família, que sofreu um derrame e passa o dia sentado mudo numa cadeira de rodas, porém ouvindo tudo. Sua filha Greta convida os irmãos para a festa e, num período de 24 horas, o leitor vai conhecendo as intenções dos filhos (a maioria interesseiros, loucos para dividir a herança do “velho”) e seus dramas pessoais – como o filho abandonado de Al, a vendedora de boutique que inveja Molly, a irmã rica, etc.

Durante a confraternização, mais conflitos e traição sob o mesmo teto. As memórias começam a ser tiradas do baú e até mesmo o idoso paralisado se revela um péssimo pai e marido. Um drama em quadrinhos que faz qualquer pessoa refletir profundamente sobre a relação familiar.

assunto de familia fragmento 1

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Macaquices em quadrinhos

macaco albino 2 gibis
O paulista Leandro Robles mandou pra gente a segunda edição da revista de bolso do seu personagem Macaco Albino. Para explicar um pouco mais, batemos um papo reto com ele.

JBlog >> Apesar de ter outros personagens, com as ótimas Diabetes, você gosta mesmo é fazer tiras e HQs de bichos? Adora ir ao zoo?
Sim! Adoro fazer histórias com animais! Não há como não gostar! Por isso fiz a tira Escola de Animais, voltada para o público infantil, e o Macaco Albino, um material mais adulto, sempre neste universo animalesco. E zoológico sempre foi o melhor programa para o domingo, lógico!

JBlog >> E o macaco, quando surgiu a ideia, inclusive de fazer um albino?
Surgiu do meu caderno de rascunhos. De um processo livre de anotar qualquer coisa que me viesse à cabeça, e ir associando idéias. Resolvi criar um personagem simpático e engraçado para canalizar o resultado de todo esse processo. Sem ter que me prender a uma personalidade ou formato definidos. Ele ser Albino foi só para colocar mais um elemento inusitado.

JBlog >> Achei interessante na revistinha que uma historia acaba tendo relação com a outra lá na frente, como é o caso do cara do jazz que numa HQ do início fecha o carro do macaco numa HQ bem depois. E do cachorro, que me parece ser o rival do macaco. Toda edição você faz uma parada dessas?
O cachorro Jonas Serafim via de regra é um amigo do Albino, mas às vezes, ou sempre, rolam umas rusgas. Ele também pode ser um rival, dependendo da situação e da história (risos). Mas nessa edição foi a primeira em que eu experimentei essa conversa entre as histórias. Foi uma forma de dar uma unidade maior à edição. Pensar a revista como uma coisa só, não só uma compilação de coisas picadas.

hq macaco albino volante

JBlog >> Outro ponto curioso é seu traço, que é meu rough (o popular rascunho), meio inacabado mesmo, deixando uns traços a lápis mal apagados. É uma marca?
É um recurso que tem a ver com o espírito do personagem, que é a liberdade e o experimentalismo. Não é uma marca que mantenho em todos os trabalhos, mas tem bastante a ver com esse.

JBlog >> A Pingado é uma empresa mesmo?
Sim, a Pingado é o escritório de ilustração que tenho com dois sócios, o Beto Uechi e Gil Tokio. Fazemos ilustrações para revistas, sites, livros didáticos, alguma coisa de animação e alguns joguinhos simples em flash. É o ganha-pão que possibilita continuar produzindo quadrinhos (risos).

Se você quiser adquirir o gibi clique AQUI
albino acidente de carro

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O eterno espírito underground de Marcatti

jb de 18 janeiro 2010

Quem acompanha os quadrinhos undergrounds do Brasil certamente conhece o trabalho de Marcatti. Empreendedor desde muito jovem, começou a publicar aos 15 anos. Aos 18, adquiriu uma impressora off-set para lançar suas obras por uma editora própria, a PRO-C. Na década de 80 ele publicou sozinho diversas revistas de HQ com títulos e temas escatológicos como Mijo, Mofo, Tralha e Lôdo (com acento mesmo). Nos anos 90, o artista aproximouse da banda Ratos de Porão, para quem produziu um gibi e desenhou a capa de dois CDs, Bra$il (1989) e Anarkophobia (1990).

Ultimamente, Marcatti está pegando mais leve. Pelo menos na quantidade de coisas nojentas. Ele diz, em tom de brincadeira, que está ficando velho e frouxo. Seus últimos livros, Mariposa, a adaptação de A relíquia, de Eça de Queiroz, e Ares da Primavera, que acaba de sair pela editora Devir, não lembram a transgressão do passado. Ainda que resgate o Frauzio, primeiro personagem criado por ele, em 1999, que ficou guardado na gaveta nos últimos cinco anos.

– Em boa parte desse tempo fiz vários planos de como lançá-lo de forma mais frequente.Essa história do Frauzio, na verdade, é uma consequência da inspiração do Eça de Queiroz – explica Marcatti. – Trabalhar na obra dele me ensinou como moldar melhor a personalidade dos integrantes de uma trama. Algo que inconscientemente sentia falta no meu trabalho. Ares da primavera é fruto desse aprendizado.

capa Ares de Primavera Marcatti

A história do novo livro é surreal. Frauzio recebe uma ligação do aruanã que mora no intestino do seu tio Ernesto pedindo ajuda. Uma dedetizadora acabaria com os cupins da casa ao lado, matando o peixe de fome e, consequentemente, seu parente.

Ao chegar ao local, o rapaz conhece a tal exterminadora, que usa um tamanduá para dizimar as pragas. Ela e Frauzio começam um caso de amor e ódio, com a participação indireta de um cupim gigante. Tudo isso em dias e noites de calor forte.

– Sempre gosto de começar a desenvolver um roteiro baseado em um contraponto. O fio que conduz a história foi o clima invertido que é tão comum em centros urbanos. Esse fio eu desenvolvi em uma noite de verão estupidamente gelada – recorda.

– Nesta HQ, o clima faz papel inverso dos estereótipos. Dias chuvosos e frios são os mais felizes para o Frauzio enquanto os dias quentes são seus revezes.
miolo Ares da Primavera

Engana-se quem pensa que Marcatti se preocupa com as críticas. Ele explica que não faz HQ para o seu deleite e que gosta de observar a reação das pessoas. Ou seja, suas histórias só começam a ganhar vida quando são publicadas.

– Minha satisfação é fazer o que faço agora: repensar, reavaliar e rediscutir uma HQ que terminei há meses. Quanto mais essa veia pulsar, melhor é seu julgamento por mim e por todas as pessoas que tiveram contato com ela.

Nem tudo, todavia, é papel na vida do quadrinista. Volta e meia ele está dedilhando sua guitarra e construindo guitarras e baixos elétricos personalizados.Também criou uma lap steel (a famosa guitarra havaiana, em foto abaixo) em formato de peixe. A música é um elemento que sutilmente está em todas as histórias, para dar um clima.

– Nesse livro do Frauzio, “compus” uma trilha mais econômica para dar mais velocidade ao roteiro. Seria muito bom poder lançar um livro de quadrinhos Dolby Stereo – imagina Marcatti. – Uma vez comecei a esboçar um argumento onde o Frauzio decide tocar bateria numa banda. Mas não gostei muito do desenrolar da HQ e achei melhor deixá-la amadurecer em um belo barril de carvalho.

lap steel de peixe

Uma experiência interessante foi a do álbum Melodia infernal (Conrad Editora), lançado no Brasil com um apêndice do Marcatti. Como o autor utilizou instrumentos reais ao longo da história, com grande apuro técnico, o editor Rogério de Campos achou interessante publicar informações ao final do livro para contextualizar e enriquecer a publicação.

– Senti-me lisonjeado por ele ter confiado a mim esse posfácio. Tenho sim esse costume de observar instrumentos musicais. Quando assisto a uma apresentação musical, fico filmandoos modelos das guitarras, amplificadores, equipamentos de palco.

VISÃO PESSOAL
Como já virou hábito, ele também vende desenhos originais. Os primeiros 15 que ele colocou no site já foram comercializados como uma lembrança única e exclusiva. Camisetas também estão em sua página virtual, bem como um paper toy do Frauzio para download gratuito.

– Sou plastimodelista desde criança. Há alguns anos passei a fazer o modelismo em papel. Recentemente vi essa onda que surgiu do chamado paper toy que, apesar de simplificado, é bem divertido. Eu havia acabado de entregar os arquivos do livro do Frauzio e, por sugestão e estímulo da Tata, minha mulher, fiz esse projeto. Pretendo fazer mais, só que está me faltando tempo.

Na opinião do veterano, a tendência do mercado de quadrinhos no mundo é o amadurecimento da linguagem, que só começou a se consolidar na década de 60 quando o quadrinho de autor passou a ter mais destaque.

– Seja na França, Espanha e até nos EUA com o underground, a visão pessoal de cada autor sobre seu trabalho torna a obra mais perene do que HQs dedicadas ao consumo de massa.E o brasileiro como um povo sobrevivente e guerreiro tem em seu DNA a necessidade de gravar sua voz. É de nossa natureza tagarelar, opinar e discursar acaloradamente sobre tudo.Não conheço país no mundo que abrigue uma diversidade tão grande de quadrinhistas, sejam desenhistas ou roteiristas. É um grande desafio para as editoras abrigarem tantas vozes. O sucesso é garantido, basta ter coragem.

capa cd RDP by marcatti

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A força das antologias em mangá

Shonen Jump pacote

O ano começou com um debate acalorado no site americano Comics212 que se extendeu até o MaximumCosmo. As antologias em formato mangá saíram do Japão e, sim, conquistaram os EUA.

A pergunta é: se deu certo nos EUA funcionaria em todo o ocidente?

O primeiro ponto refere-se ao preço, já que os mangás se popularizaram em boa parte graças a baixa qualidade do papel e da impressão, que viabilizaram um custo menor. Na foto abaixo, postada por John Jakala, ele compara a pilha com as 12 edições do almanaque de mangá Shonen Jump (US$ 4,95) com as 24 edições de vários quadrinhos americanos a US$ 2,50: "Os quadrinhos americanos estão a US$3.99 por edição. Irônico: a pilha de revistas à direita, hoje, teria metade deste tamanho".

com o mesmo dinheiro compra-se mais mangas

Há também a polêmica de que HQ de massa não é boa, a linha tênue entre arte e comércio. O fato é que no Japão é muito raro que um trabalho seja publicado diretamente em formato de livro, sem serialização prévia. E a chegada da Shonen Jump nos Estados Unidos foi um marco. Afinal, a revista está disponível a cada mês em banca de jornal, com mais de 300 páginas, por apenas US$ 4,95.

Mas será que ela funcionaria aqui no Brasil? O preço seria o fator mais importante?
A tiragem seria mensal ou quinzenal? Deveria ser inédita ou poderia ser uma tradução do material estrangeiro? O sucesso dependeria da exibição das versões animadas dos mangás das bancas em TV aberta, como desenhos animados?
Deixe seu comentário aí embaixo.

tintin na prateleira japonesa

Na foto, prateleira de loja com a coleção do personagem belga Tintin


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Revista terá edição apenas com as quadrinistas

capa da subversos 6

Como o JBlog noticiou aqui, a próxima edição da revista paulista Subversos, que é patrocinada pela Prefeitura de São Paulo, terá apenas garotas que fazem quadrinhos.Segundo os editores, "o número de páginas recebidas para esta edição superou nossas expectativas, ultrapassando o número de 130, sem contar a quantidade de tiras avulsas. Isso cai por terra a imagem que muitas pessoas fazem de que mulher não faz quadrinhos. Balela! Há muitas autoras espalhadas por aí".

Foram selecionados 32 colaboradores, dos quais 23 são mulheres e 9 homens (que foram aceitos por realizar trabalhos em parceria com alguma garota). O destaque fica com a quantidade de participantes nordestinas e cariocas (cada região com 4 representantes) e pelas primeiras participações paranaenses na revista. Sem esquecer de mencionar a presença estrangeira (com autores da Argentina e Japão) e de nomes de destaque nas HQs nacionais como Adriana Melo e Pryscila Vieira.

A Subversos # 06 terá 60 páginas e previsão de lançamento para o dia 30 de janeiro.

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Mauricio de Sousa homenageia Zilda Arns

Zilda Arns por Mauricio de Sousa

O criador da personagem Mônica, embaixadora da UNICEF no Brasil, fez uma ilustração em homenagem a Zilda Arns,fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, vítima do terremoto que atingiu o Haiti nesta terça-feira.
Mauricio de Sousa deu uma bela entrevista ao JBlog no ano passado. Confira.

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Personagens e quadrinhos inspiram bandagens

banda aid spiderman

Cada vez mais o licenciamento de produtos é importante para o faturamento de uma editora ou para a sobrevivência de um artista de quadrinhos. Melhor ainda quando o produto tem tudo a ver. É o caso de super-heróis, que se cortam e levam pancadas o tempo todo, utilizados em band aids. Batman e Homem-Aranha já tiveram suas imagens estampadas nos famosos curativos da Johnson & Johnson.
band aid batman

Correndo por fora, a Ouch! lançou uma linha com seis onomatopéias utilizadas nas HQs (OUCH!, Ooow!, AAARGH!, Whaam!, POW e BAM!) em 24 tamanhos variados, que vem dentro de uma lata colecionável. Custa entre US$ 5 e US$ 6.
band aid ouch onomatopeias

Em outubro do ano passado, até a MTV entrou na onda, e as bandagens já estão sendo usadas como um novo acessório para bonés e camisetas. Nos modelos mais recentes, a emissora convidou os artistas Carla Barth e João Lelo, que atuam na cena independente da arte com grafites e toy art.
band aid da mtv

E aí, você usaria algum desses curativos acima? Qual? Deixe seu comentário aí.

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Bons eventos de HQ rolando no Rio e São Paulo

revista Quase 12

Uma das revistas de humor mais legais do Brasil comemora sete anos. Criada em Vitória, no Espírito Santo, a Quase lança sua 12ª edição, lança blog e canal no YouTube.

“A princípio, a TV, o blog e o email da revista se locariam fora da já saturada internet, em uma imensa estrutura metálica montada em uma arena, onde o público, pagando entrada, assistiria aos vídeos, receberia cartas xerocadas com o conteúdo do blog e comunicaria verbalmente no local o conteúdo dos emails. Mas obviamente o Brasil ainda não está pronto para um projeto tão arrojado”, explica Gabriel Labanca.

O coquetel de lançamento dos canais e da revista nova acontecerá nesta sexta, a partir das 20h, na La Cucaracha (Rua Teixeira de Mello, 31H, Ipanema, Rio de Janeiro). Entrada franca e sorteios rolando.

EXPOSIÇÃO, PALESTRA E DOCUMENTÁRIO SÁBADO EM SÃO PAULO

hq em pauta 2010

Acontece no próximo sábado (16) em São Paulo o HQ Em Pauta, um encontro de profissionais e leitores de histórias em quadrinhos. O evento, com entrada franca e sem inscrição antecipada, contará com exibição de documentário, exposição, palestra, mesa-redonda, bate-papo com autores e sessões de autógrafos. A iniciativa partiu de Edson Rossatto, diretor da editoral Andross. “Acho que há muitas possibilidades de discussões desse gênero, mas poucos espaços para isso”, explica.

Para o organizador, “o público pode esperar opiniões argumentadas e informações pesquisadas por pessoas capacitadas e com anos de experiência, além de entretenimento e bate-papos descontraídos”. Quem não puder comparecer terá uma segunda oportunidade em junho. Confira a programação:

11h: Exibição do documentário Dom João Carioca, produzido pelo canal Futura
12h30: Horário de almoço
13h30: Abertura da exposição História do Brasil em Quadrinhos: Proclamação da República - Bastidores e curiosidades históricas
14h: Palestra: Conteúdos históricos e adaptações de obras literárias para HQ ao longo do tempo, com o editor Franco de Rosa
15h: Mesa-redonda: Conteúdo histórico e literário: a nova identidade da HQ nacional?, com o desenhista Spacca e o jornalista Paulo Ramos, sob mediação do jornalista Jota Silvestre
16h30 Bate-papo: Os bastidores da HQ "História do Brasil em Quadrinhos: Proclamação da República, com o roteirista Edson Rossatto, o desenhista Laudo e o colorista Omar Viñole
18h: Sessão de autógrafos: História do Brasil em Quadrinhos: Proclamação da República, Dom João Carioca, História do Brasil em Quadrinhos: Independência, Debret em viagem Histórica e Quadrinhesca , Santô e os pais da aviação, Jubiabá, A leitura dos quadrinhos, Muito além dos quadrinhos, Quadrinhos na educação e Como usar as histórias em quadrinho na sala de aula.

O HQ em Pauta acontecerá na Biblioteca Pública Viriato Corrêa (Rua Sena Madureira, 298 – Vila Mariana) das 11h às 19h. Mais infos pelo (11) 2943-7687 ou pelo site do evento.


ANOTE NA AGENDA:

Para comemorar o Dia Nacional da História em Quadrinhos, 30 de janeiro, a Biblioteca da AABB de Porto Alegre promoverá uma Oficina de Criatividade e Técnicas na Criação de HQs para jovens acima de seis anos. Informações pelo (51) 3243-1042.

Por sua vez a entrega do 26º Prêmio Ângelo Agostini aos melhores do quadrinho nacional do ano de 2009 já tem data e local: 27 de fevereiro, no Senac Lapa Faustolo, em São Paulo. Este ano o evento marca os 100 anos do falecimento de Agostini, o cara que realizou a primeira história em quadrinhos, em seqüência e com um personagem fixo, no Brasil, que começou a ser publicada em 30 de janeiro de 1869.

Além da premiação haverá exibição do filme “Deu no New York Times” (roteirizado e encenado pelo Henfil) e a palestra “A Divulgação dos Quadrinhos na Internet”. Fique ligado aqui no JBlog e acompanhe o que rola por aí.
convite 26 angelo agostini

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Liga da Justiça inspira jogo clássico de tabuleiro

banco imobiliario liga justica

A fabricante de brinquedos Estrela lançou no mês passado uma versão Liga da Justiça do Banco Imobiliário. Baseado no desenho animado, o jogo conta com Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Caçador de Marte, Lanterna Verde e Flash. O diferencial é que o jogador pode adquirir propriedades como a Mansão Wayne, o jornal Planeta Diário, a Torre de Vigilância da Liga, a cidade submarina de Atlântida, o planeta Thanagar, entre outros. No natal, o produto custava mais de R$ 100. Super caro ou Super justo? O que você acha, leitor? Clique aí embaixo no botão comentar.

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Calendário perpétuo de Hergé

calendario Herge 1

Você é fã do Tintin? Conhece outras criações do falecido quadrinista Hergé? Então precisa conhecer esta iniciativa muito interessante que consiste em registrar, a cada dia do ano, uma comemoração da vida de Hergé. Clique AQUI para ir ao blog.

calendario Herge

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Um novo papel para os quadrinhos

Um dos aspectos mais interessantes das histórias em quadrinhos é justamente o desafio em se manter como um negócio lucrativo, indo além da venda de revistas e livros em papel. Pelo menos dos tradicionais couché e offset. Nos Estados Unidos e no Japão, um novo suporte foi utilizado como mídia para divulgação de HQs e uma inusitada fonte de renda: o papel higiênico.

Isso mesmo. A primeira experiência aconteceu em 1979 na terra do Tio Sam. A editora Marvel tinha um departamento especial que lidava com a produção de qualquer coisa que não fizesse parte da linha principal de HQs. Após uma bem sucedida parceria com um jornal para o lançamento de um quebra-cabeça, decidiram licenciar uma história do Hulk e o Homem-Aranha para um rolo promocional de papel higiênico que hoje é vendido como relíquia em sites de leilão.

papel higienico marvel 10

“O objetivo era contar uma história simples que conseguiu ser fiel aos personagens, e para capturar um pouco da sensação dos quadrinhos da época. Tentamos torná-lo divertido, mas não bobo. Ao escrever o roteiro real, em vez de escrever página um e página dois, chamamos de folha um, folha dois, etc.” conta Jim Salicrup, que foi editor da revista do herói aracnídeo.

papel marvel hq

Na terra do sol nascente a empresa Banbix produziu e comercializou três versões diferentes de rolos de papel higiênico com tiras de Mitsuro Yaku, um popular autor de mangás. Na ocasião do lançamento, foram criadas edições limitadas do “Food Toipe” vendidas a 8500 ienes cada (algo em torno de R$ 170). Hoje, numa rápida visita ao site da empresa o consumidor encontra também outras versões, com passatempos diversos, como labirinto e caça-palavras.

papel higienico mangá

papel higienico manga 3

Segundo o relatório 2008/2009 da Associação Brasileira de Papel e Celulose (Bracelpa), em 2008 foram produzidas no país mais de 850 mil toneladas de papéis com fins sanitários. Ou seja, guardanapo, papel toalha, lenço, lençol hospitalar e as quatro variações de papel higiênico, do popular a folha dupla de alta qualidade.

Em 1991, o inventor Hamilton Branquinho, de Goiás, patenteou o papel higiênico em quadrinhos no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) justificando que “o presente invento tem o objetivo direto de passar informações culturais, educativas ou de entretenimento”. Quem sabe agora esta veiculação bem sucedida no exterior possa sair da mesa de trabalho direto para o banheiro dos brasileiros?

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A mula e a fada em quadrinhos.

O ano começa com dois novos lançamentos em quadrinhos.
E tudo indica que logo logo vem mais HQs boas por aí.

Baseado na lenda do folclore brasileiro, "O Mistério da Mula Sem Cabeça" é uma criação de Alex Mir, Laudo Ferreira Jr. e Omar Viñole. A trama gira em torno do Detetive Cesil, que vai a Esperança, uma cidade fictícia no Amazonas, investigar recentes aparições da Mula. Cesil é especialista em aparições de seres fantásticos. É uma história que tem vários elementos de nosso folclore misturados a muita ação, aventura e mistério.O álbum foi um dos contemplados no ProAC da Secretaria da Cultura de São Paulo de 2008.

mula sem cabeça convite

Abaixo, uma página a lápis do álbum que será lançado amanhã, quinta (07), às 18h30 na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915 – Pinheiros).
mula sem cabeça pag lapis


Por sua vez, "TinkerBell" (para os mais velhos como eu, Fada Sininho) é uma personagem da Disney cujo gibi chega às bancas via On Line Editora. Como já virou uma marca deste modelo de revistas, há diversos passatempos, curiosidades, horóscopo e apenas duas HQs, uma de duas páginas e outra de 14 que só terminará nas próximas edições, forçando os leitores a continuar comprando. E como também já é de praxe, acompanha um brinde, neste caso álbum de fotos "Disney Fadas", que faz o produto final custar R$ 7,99.

tinker bell 01

tinker bell 01 miolo

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Patrulha do Espaço em dois novos filmes

patrulha estelar tripulacao

Na década de 80, crianças como eu começaram a apreciar alguns animes, como são chamados no ocidente os desenhos animados produzidos no Japão. Foi a falecida TV Manchete quem trouxe para nossas telas desenhos como Jaspion, Cavaleiros do Zodíaco, Piratas do Espaço e Patrulha Estelar.

A Patrulha foi criada em 1974 pelo produtor Yoshinobu Nishizaki e o autor de mangás Reiji Matsumoto. Porém seus desenhos animados só foram exibidos aqui entre 1983 e 1985, consagrando-se como uma obra-prima da ficção científica.

Assim como os americanos criaram a Enterprise, da série Star Trek, os nipônicos resgataram do fundo do Oceano Pacífico o encouraçado Yamato, que realmente foi afundado na Segunda Guerra Mundial. O navio foi convertido em espaçonave no ano de 2199 e desde então viajava no hiperespaço, transportava jatos e destruía tudo com um potente Canhão de Ondas.

patrulha estelar - nave yamato

Como a versão exibida por aqui foi adaptada nos Estados Unidos, o desenho, o nome dos personagens e a música de abertura mudaram. Aqui a patrulha se chamava Star Blazers e a nave batizada como Argo. Matsumoto continuou participando ativamente do projeto, tanto desenhando storyboards e escrevendo roteiros para a série de TV quanto lançando um mangá em três volumes.

DESENHO ANIMADO E LONGA METRAGEM
Tudo indica que 2010 será o ano da patrulha. No dia 12 de dezembro estreou no Japão a nova animação longa-metragem "Space Cruiser Yamato" abaixo um frame) que começa com um ataque alienígena ao nosso planeta em pleno no século 22. O trailer está disponível no site oficial.

Patrulha Space Cruiser Yamato

Já o longa metragem em live-action (com personagens humanos) que estava em produção desde 2006, também estreou no mês passado na terra do sol nascente. “Space Battleship Yamato” começa em 2220 com a Terra ameaçada pela radiação das bombas planetárias dos Gamilions. Para salvar o planeta, a Patrulha Estelar precisa viajar 148 mil anos-luz e resgatar os terráqueos. Conseguirá chegar a tempo?
Assista ao trailer clicando AQUI.

space battleship yamato

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