Macaquices em quadrinhos

JBlog >> Apesar de ter outros personagens, com as ótimas Diabetes, você gosta mesmo é fazer tiras e HQs de bichos? Adora ir ao zoo?
Sim! Adoro fazer histórias com animais! Não há como não gostar! Por isso fiz a tira Escola de Animais, voltada para o público infantil, e o Macaco Albino, um material mais adulto, sempre neste universo animalesco. E zoológico sempre foi o melhor programa para o domingo, lógico!
JBlog >> E o macaco, quando surgiu a ideia, inclusive de fazer um albino?
Surgiu do meu caderno de rascunhos. De um processo livre de anotar qualquer coisa que me viesse à cabeça, e ir associando idéias. Resolvi criar um personagem simpático e engraçado para canalizar o resultado de todo esse processo. Sem ter que me prender a uma personalidade ou formato definidos. Ele ser Albino foi só para colocar mais um elemento inusitado.
JBlog >> Achei interessante na revistinha que uma historia acaba tendo relação com a outra lá na frente, como é o caso do cara do jazz que numa HQ do início fecha o carro do macaco numa HQ bem depois. E do cachorro, que me parece ser o rival do macaco. Toda edição você faz uma parada dessas?
O cachorro Jonas Serafim via de regra é um amigo do Albino, mas às vezes, ou sempre, rolam umas rusgas. Ele também pode ser um rival, dependendo da situação e da história (risos). Mas nessa edição foi a primeira em que eu experimentei essa conversa entre as histórias. Foi uma forma de dar uma unidade maior à edição. Pensar a revista como uma coisa só, não só uma compilação de coisas picadas.

JBlog >> Outro ponto curioso é seu traço, que é meu rough (o popular rascunho), meio inacabado mesmo, deixando uns traços a lápis mal apagados. É uma marca?
É um recurso que tem a ver com o espírito do personagem, que é a liberdade e o experimentalismo. Não é uma marca que mantenho em todos os trabalhos, mas tem bastante a ver com esse.
JBlog >> A Pingado é uma empresa mesmo?
Sim, a Pingado é o escritório de ilustração que tenho com dois sócios, o Beto Uechi e Gil Tokio. Fazemos ilustrações para revistas, sites, livros didáticos, alguma coisa de animação e alguns joguinhos simples em flash. É o ganha-pão que possibilita continuar produzindo quadrinhos (risos).
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