Melius Bongo fala ao Blog de Quadrinhos
Melius Bongo é o blasé editor do fanzine Bongolê Bongoró, recheado de bons quadrinhos. Morando em Brasília, o ilustre senhor de bigodes finos acaba de lançar a segunda edição, com um pouco menos de páginas que a primeira, porém com duas cores na capa. Diz ele que "até agora, tudo foi bancado do próprio bolso". Seria o caso de uma CPI para investigação? O blog Quadrinhos entrou em contato para esclarecer se tudo isso se trata de uma piada de mal ou de bom gosto. E com sua fina ironia de sempre, ele nos respondeu. 
Senhor Melius, qual é a tiragem e como é realizada a distribuição dele?
A tiragem é de 500 exemplares, distribuídos em pequenas quantidades para lojas interessadas do país, por venda individual direta pelos correios, de mão em mão em eventos, e como moeda de troca. O primeiro número está esgotado, e pretendo disponibilizá-lo na íntegra em .pdf, assim que tiver um tempo.
Parece que houve bem mais espaço para textos, poesias e pirações gráficas nesta edição que na anterior. Esta é uma tendência para as edições futuras?
Isso se chama encher lingüiça, uma técnica refinada de improvisação. Rá rá! A tendência para a próxima estação é o preto voltar a ser preto e o branco voltar a ser branco.

Partindo da premissa que o zine é uma coletânea de bons autores como Gomez, Guabiras e Gabriel Renner, sua função é apenas a de editor ou também tem desenhos seus na parada?
Sendo não apenas um editor e empresário de sucesso, mas um mecenas, abro espaço para esses pobres artistas divulgarem suas obras, sem ofuscá-los com as minhas próprias. Caso contrário, pode ser manteiga demais para um pão só.
Qual o critério para poder participar das próximas edições?
Se houver uma próxima edição, deverá ser algo diferente das outras duas. Mas tudo será explicado no edital.
Do que Melius Bongo sobrevive na vida real?
Meus advogados me aconselharam a não responder essa pergunta.
Quando sairá a terceira edição?
Isto depende do alinhamento dos astros e do preço do barril de petróleo, mas o ideal seria no fim do ano.
Você já pensou em fazer exposições com trabalhos do zine?
Sim, mas uma das dificuldades é que grande parte dos trabalhos é finalizada em computador. Porém, isto não deixaria de ser interessante para o público, perceber o processo de cada autor... Talvez uma exposição comemorativa especial com os segredos da primeira edição possa vir a ser realizada algum dia.
Quais outros fanzines você recomenda para os leitores que estiverem atrás de publicações como o Bongolê Bongoró?
O Pif-Paf do Millôr e o Almanhaque do Barão de Itararé. Zap Comix e Chiclete com Banana. Depois disso, faça o seu próprio.
N.E.: Em tempo: eu não vendo o meu número 1 de jeito nenhum.



Senhor Melius, qual é a tiragem e como é realizada a distribuição dele?
A tiragem é de 500 exemplares, distribuídos em pequenas quantidades para lojas interessadas do país, por venda individual direta pelos correios, de mão em mão em eventos, e como moeda de troca. O primeiro número está esgotado, e pretendo disponibilizá-lo na íntegra em .pdf, assim que tiver um tempo.
Parece que houve bem mais espaço para textos, poesias e pirações gráficas nesta edição que na anterior. Esta é uma tendência para as edições futuras?
Isso se chama encher lingüiça, uma técnica refinada de improvisação. Rá rá! A tendência para a próxima estação é o preto voltar a ser preto e o branco voltar a ser branco.

Partindo da premissa que o zine é uma coletânea de bons autores como Gomez, Guabiras e Gabriel Renner, sua função é apenas a de editor ou também tem desenhos seus na parada?
Sendo não apenas um editor e empresário de sucesso, mas um mecenas, abro espaço para esses pobres artistas divulgarem suas obras, sem ofuscá-los com as minhas próprias. Caso contrário, pode ser manteiga demais para um pão só.
Qual o critério para poder participar das próximas edições?
Se houver uma próxima edição, deverá ser algo diferente das outras duas. Mas tudo será explicado no edital.
Do que Melius Bongo sobrevive na vida real?
Meus advogados me aconselharam a não responder essa pergunta.
Quando sairá a terceira edição?
Isto depende do alinhamento dos astros e do preço do barril de petróleo, mas o ideal seria no fim do ano.
Você já pensou em fazer exposições com trabalhos do zine?
Sim, mas uma das dificuldades é que grande parte dos trabalhos é finalizada em computador. Porém, isto não deixaria de ser interessante para o público, perceber o processo de cada autor... Talvez uma exposição comemorativa especial com os segredos da primeira edição possa vir a ser realizada algum dia.
Quais outros fanzines você recomenda para os leitores que estiverem atrás de publicações como o Bongolê Bongoró?
O Pif-Paf do Millôr e o Almanhaque do Barão de Itararé. Zap Comix e Chiclete com Banana. Depois disso, faça o seu próprio.
N.E.: Em tempo: eu não vendo o meu número 1 de jeito nenhum.


